Fórum dos Leitores

GOVERNO TEMER

O Estado de S. Paulo

23 Novembro 2016 | 02h50

Marca positiva

O sr. Michel Temer, como presidente em curto mandato, deveria preocupar-se em deixar uma marca positiva de seu governo, e não deixar as situações correrem e se resolverem por si sós. Se continuar assim diante dos problemas para os quais a população espera providências rápidas, sua imagem será de indolência. O sr. Geddel Vieira Lima não merece estar no governo.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Michel Temer diz que Geddel fica. Por que será? Esse antigo anão do Orçamento sabe demais? Temer ficou receoso, amedrontado ou os dois?

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Lulou

Com a mesma cara de pau com que Lula insiste em afirmar que não é dono do triplex em Guarujá e do sítio em Atibaia, Geddel alega que jamais pressionou Marcelo Calero para que este atuasse em seu favor no Iphan.

ROBERTO BRUZADIN

bobbruza@terra.com.br

São Paulo

Das duas, uma: ou Geddel entra imediatamente na Justiça contra Calero com ação por calúnia e difamação, ou Temer deve, nas próximas 24 horas, demitir seu ministro e amigo pessoal, publicamente desmoralizado e capaz de arrastar o governo para a lama. Pelo histórico dos dois envolvidos, acredito totalmente na versão de Calero.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Fogo ‘amigo’

Num país sério, de governantes comprometidos com a transparência, a declaração de um ministro de Estado sobre atos de constrangimento e pedido de favorecimento de outro ministro implicaria o afastamento dos envolvidos para apuração rigorosa. Mas aqui, nas terras de Cabral & Cia., a permissividade de tolerar interesses pessoais, pareceres tortos de compadrio político, impera sobre o decoro, a imparcialidade e a moralidade. O ex-ministro Calero merece o nosso respeito por não se acovardar na exposição dos motivos (infelizmente, algo raro nos quadros políticos) de sua demissão.

MARCO DULGHEROFF NOVAIS

marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

Pato manco

O perfil político do baiano Geddel é por demais conhecido. Sua carreira de deputado, ministro, vice-presidente da CEF e outros postos, no geral, foi marcada por destemperos, atropelos de regras elementares e do respeito a seus pares e subordinados, sempre decorrentes de ações nada republicanas. Então, sua abordagem a Calero – que no jargão militar poderia ser chamado de “chá de galão” – apenas refletiu o modo de agir quando empoleirado em cargo político, como o atual. Talvez por isso tenha visto sua carreira política/eleitoral desmilinguir – nas últimas eleições seus insucessos foram retumbantes, virou “freguês” de Jaques Wagner et caterva. Agora, em nova estripulia, buscando emparedar um colega de Gabinete e atropelar a lei e o rigor técnico dos atos de uma administração responsável, quis sobrepor seus interesses pessoais à lei e ao interesse público. Acabou se dando mal! Ainda que permaneça na Secretaria de Governo, como auxiliar direto de um presidente fraco e submisso a interesses nem sempre republicanos, diante da repercussão do episódio, Geddel já caiu em desgraça e doravante será visto como “pato manco”. 

NOEL GONÇALVES CERQUEIRA

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

Definição

ACM definiu claramente o conterrâneo quando disse que o único projeto de Geddel é enriquecer. E assim se faz. Sem projeto para brasileiros, nordestinos ou baianos. O negócio é grana.

JOÃO CESAR RIBEIRO

cesar.ribeiro8@hotmail.com 

São Paulo

Casa em ordem

Como sempre, com fino didatismo, o embaixador Rubens Barbosa resumiu em seu artigo de ontem (A2) a nova situação em Washington. Entretanto, é o último parágrafo que deveria interessar a Brasília: “Se quisermos ampliar nossas relações econômicas e comerciais com Washington, teremos de pôr a casa em ordem, aprovar as reformas estruturais, reduzir o desemprego e voltar a crescer...”. O tempo urge, o presidente Temer que não o desperdice! Sua Excelência está gastando muita energia psíquica e emocional enrolando-se com políticos apavorados pelos próprios desmandos.

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

EUA

Trump, e daí?

A eleição nos EUA inquieta, mas não obriga a levar a sério os excessos de campanha de Donald Trump. Contra todos os prognósticos, Trump ocupará a Casa Branca em 20 de janeiro, mas até lá não surpreenderá o retrocesso nas propostas de campanha. A de deportar 11 milhões de imigrantes ilegais, cerca de 5% da força de trabalho, já foi reduzida à deportação de 2 milhões de condenados por crimes em solo americano. O Obama Care será readaptado e o muro na fronteira com o México foi alterado para uma parte cercada. O isolacionismo na política externa – incluída a reavaliação das obrigações com a Otan, aparentemente beneficiando Rússia e China – acirrará riscos geopolíticos e ameaçará a própria segurança dos EUA. Quanto às relações comerciais, quem se lembra do livro O Desafio Americano, de 1968, de Jean-Jacques Servan Schreiber, mostrando o poderio empresarial dos EUA na Europa e no mundo, não acreditará no pretenso isolacionismo econômico nem no rompimento com o Nafta ou com a Parceria Transpacífica. Enfim, o Trump pós-eleição não induz o temor de hecatombe. Ele sabe que os poderes do presidente são limitados pelo Congresso, mesmo com maioria nas duas Casas. Nos EUA as instituições são sólidas e independentes. Do orçamento público de mais de U$S 4 trilhões, os 30% livres não permitem ao presidente dispor de um centavo sem autorização congressual. A anunciada redução dos impostos com aumento dos gastos em infraestrutura é congruente com inflação maior que a esperada; o Fed deve aumentar os juros com menor gradualismo, levando países emergentes a reprecificar riscos, a desvalorizações rápidas e à volatilidade no mercado financeiro, diante da insegurança reinante, em parte potencializada pelos próprios agentes. No Brasil, a redução no PIB e a lentidão maior na queda dos juros serão justificadas pela eleição de Trump? Nenhuma autoridade previu a possibilidade dessa vitória e de salvaguardas? Os nossos problemas estão dentro de casa. 

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

Campinas

“Geddel já não aprontou o suficiente para ser afastado? Temer tem pisado na bola ao manter assessores de comportamento claramente inadequado”

LAERT PINTO BARBOSA / SÃO PAULO, SOBRE AS DENÚNCIAS DO EX-MINISTRO MARCELO CALERO

laert_barbosa@globo.com

“Será que Itamar Franco tinha razão ao acusar Geddel de ‘percevejo de gabinete’, ‘vendedor de sigla’ e ‘anãozinho do Orçamento’?”

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), IDEM

ssoliveiramsm@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O (AINDA) MINISTRO GEDDEL

Geddel Vieira Lima pode até conseguir permanecer como ministro de Michel Temer, já que este é um presidente muito fraco, mas uma coisa é certa: aquela vista maravilhosa de um andar muito alto do edifício La Vue, em Salvador (BA), com a Baía de Todos os Santos descortinada a seus pés, ele não mais terá. Vai sair muito cara a tentativa de usar sua força política para interferir no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Além do luxuoso apartamento, vai lhe custar uma desmoralização em cadeia nacional.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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É PRECISO ESCLARECER

As circunstâncias que envolvem a demissão do ex-ministro da Cultura Marcelo Calero não podem ser simplesmente contemporizadas e empurradas para debaixo do tapete pelo presidente Michel Temer. Se as graves acusações de Calero contra Geddel Vieira Lima - de que este o pressionou a intervir no Iphan em favor de uma obra em Salvador na qual Geddel tinha grande interesse - contêm o mínimo de veracidade, o ministro do governo não pode continuar no cargo. O Brasil está sendo passado a limpo e não contempla mais este continuísmo indecente de misturar público com privado, o que nunca deveria ter sequer começado.  

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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É ASSIM QUE SE FAZ?

O ex-ministro da Cultura Marcelo Calero diz que renunciou porque recebeu de outro ministro um pedido impróprio, inaceitável. Mas, então, é assim que se faz? Abandonar a luta porque ouviu um pedido ruim de um colega de igual graduação? Acho que é a primeira vez que se vê isso! Ou será que o senhor Calero tinha outros motivos para renunciar e aproveitou a ocasião? Estranhamente, não vi nenhum repórter perguntar isso a ele.

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

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PRESSÕES DO CARGO

Nesta história envolvendo o colega insuportável do falecido compositor Renato Russo, o ministro Geddel Vieira, com o então ministro da Cultura, Marcelo Calero, o mais visível é a decisão tomada pelo segundo de pedir demissão do cargo. Por maior que fosse a pressão do colega ministro para a aprovação do empreendimento que lhe interessava, ao se demitir, Calero deixou a nítida impressão de que não tinha a capacidade para suportar as pressões que um cargo de ministro requer.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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GEDDEL E A MULHER DE CÉSAR

Por estar envolvida num escândalo envolvendo um homem sem que se comprovasse a sua culpa, Pompeia, mulher de Júlio César, foi banida de Roma, por volta de 60 a.C. Para quem criticou o imperador de defendê-la no tribunal e condená-la em sua vida particular, ele teria afirmado: "À mulher de César, não basta que seja honesta, tem de parecer honesta". Lembrei-me da frase do imperador romano ao ler a entrevista do ministro Geddel Vieira Lima publicada no "Estadão" de domingo (20/11). Acusado pelo ministro demissionário da Cultura de pressioná-lo a interferir no Iphan, que indeferiu a construção de um edifício acima do 13.º andar no qual o ministro da Secretaria do Governo adquirira um apartamento no 23.º andar, defendeu-se na citada entrevista com vários argumentos. Inconvincentes. Em argumento, reproduzido na reportagem, ministro disse "Calero, tem de tomar cuidado com isso. Esse assunto está em discussão na Bahia há muito tempo", e completou: "Já tá na Justiça há muito tempo e isso termina gerando insegurança política para quem comprou unidade, isso termina gerando desemprego na cidade". E o ministro afirma que isso não é pressionar. Ora, por qual motivo o ministro Geddel iria conversar com o ministro Marcelo Calero, da Cultura, ao qual o Iphan está subordinado, se não tivesse interesse na obra embargada, por ter adquirido um apartamento no 23.º andar e ficar a ver navios? O seu argumento não é sequer lógico. É uma tentativa vã de explicar o inexplicável e ofende a nossa inteligência. Cumpre ressaltar que a obra em questão está realmente irregular, tanto que, apesar da insistência do ministro Geddel, a obra permanecerá embargada. O presidente Temer deveria seguir a atitude do imperador romano e convidar o seu ministro da Secretaria do Governo a pedir demissão, pois ele não se enquadra na nova ética de administração que a população exige.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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O EDIFÍCIO DE GEDDEL

No histórico do patrimônio, depois do tombamento sobrevém a derrubada...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PRESSIONANDO CALERO

Se Geddel falou como "companheiro", não como ministro, com certeza está filiado a partido errado.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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'PRECISAMOS DE GEDDEL NO GOVERNO'

Lamentável a declaração do presidente da Câmara sobre o episódio envolvendo o secretário de governo sr. Geddel Vieira Lima e o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero. O que tem de permanecer no governo, sr. Rodrigo Maia, são a retidão, o respeito ao trato com a coisa pública e a probidade administrativa. E, dentro dessa ótica, o sr. Geddel não faz falta nenhuma. Como eu já disse, politicamente, o governo Temer é tão podre quanto o anterior. A minha esperança é de que no aspecto econômico consiga fazer alguma coisa, equilibrar as contas públicas, baixar a inflação, retomar o crescimento econômico para gerar emprego para os 12 milhões de desempregados que há no País hoje. Estes problemas é que não podem permanecer no governo, e não o sr. Geddel.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PARA LEMBRAR

Cumprimento o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, que preferiu cair fora, entregar o ministério que mal acabara de assumir, a atender a um pedido de facilitação do então seu colega ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo e ex-componente dos famosos anões do Orçamento (coisa de 20 anos atrás), para viabilizar um empreendimento imobiliário em Salvador onde Geddel comprou um apartamento avaliado em R$ 3,3 milhões. Para quem não se lembra, Geddel foi parceiro do então deputado João Alves, que ganhou mais de cem vezes na loteria federal e também integrante da cúpula dos anões do Orçamento.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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O 'PORQUINHO' DA VEZ

Geddel Vieira Lima aparenta muito um "porquinho" pronto para virar pururuca. E Michelzinho Temer já garantiu - garantiu até a poeira abaixar - que ele não será demitido. É seu braço direito, como Romero Jucá era o esquerdo, e Eliseu Padilha, mais outro braço, todos fortalecendo seu reino temporário. Geddelzinho não cometeu crime algum, pois o Iphan não autorizará a construção do prédio de mais de 30 andares. Gulosinho este Geddelzinho: além das muitas milhares de fazendas, agora está querendo milhares de apartamentos? Estes politicalhos parecem gostar de adrenalina. Não aprendem ou se fazem de bobos, deduzindo que estão no século passado ainda. 

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

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A POLÍTICA BAIANA

Geddel Vieira Lima e Jaques Wagner nunca mais deveriam ser pensados em qualquer governo. Investigações sérias seriam profícuas e sujariam muito suas fichas. Basta ler os jornais.

Carlos A. A. Borges borges49@hotmail.com

São Paulo

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CERTOS E ERRADOS

O governo Temer vai sendo tocado como a velha piada: enquanto não aparecem as pessoas certas, ele vai governando com as erradas.

Jose Augusto Baldassari Fº jabf@uol.com.br

Franca

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ESPERÁVAMOS MAIS

O presidente Michel Temer peca pela sua retórica meiga, que, aliás, o povo em geral não entende nada. Usa termos muito educados e meigos para se dirigir a ladrões contumazes que quebraram o País. Esperávamos mais contundência nas suas declarações, porém ainda há tempo para correções.  

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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A CARA DO BRASIL

A foto estampada na primeira página do "Estadão" de ontem (22/11) revela o desânimo do presidente Michel Temer com a enxurrada de notícias nada alvissareiras dos últimos dias. Não é para menos. A projeção do crescimento Produto Interno Bruto (PIB) para 2017 passou de 1,6% para 1,0%, e, para este ano, a estimativa de queda de 3%, que já era um desastre, agora é de 3,5%. Na segunda-feira, Lisa Schineller, diretora de ratings da Standard & Poor's, disse que grau de investimento para 2018, nem pensar, e que este pode demorar até uma década para ser alcançado pelo Brasil, se reformas fundamentais não forem executadas. Com essas péssimas projeções, investidores "pulam fora", não apostam em incertezas, e, como as reformas necessárias esbarram em exigências absurdas no Congresso, será muito difícil o Brasil sair do atoleiro.           

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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PASSOU DA HORA

Excelente matéria especial publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" sobre as distorções, irracionalidades e injustiças do sistema tributário brasileiro. De pouco ou nada adiantará o governo Temer promover reformas tão absurdas (a atual reforma previdenciária e a PEC dos gastos públicos, por exemplo) quando o modelo de arrecadação não funciona. Além disso, não adianta mexer tão somente no ICMS (imposto exclusivo dos Estados) quando o sistema de modo geral está errado. Precisamos ter coragem política de mexer neste emaranhado de normas tributárias, rever o pacto federativo e deixar de ser mole em discutir temas importantes e que beneficiarão todos os brasileiros (empregados, empregadores e investidores). O que não pode é transferir aos brasileiros toda a responsabilidade e o ônus do ajuste fiscal em curso e deixar de corrigir o que passou da hora de ser corrigido.

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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NÃO HÁ TEMPO A PERDER

O artigo de Amir Khair e a entrevista com Paulo Leme, lado a lado no "Estadão" de domingo (20/11), mostram com o que o País precisa de ações mais rápidas e objetivas, ou, em outras palavras, mais urgentes e ousadas, para enfrentar os momentos difíceis, as famosas "tempestades perfeitas", que se avizinham. Podemos esperar por essa capacidade do governo que aí está? Eu adoraria acreditar que sim, mas...

 

Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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CRISE E AJUSTE FISCAL

"Conjunto vazio", para Ana Carla Abrão Costa ("Estadão", 22/11, A2), é a impossibilidade real do enxugamento da máquina administrativa ser tal que possa solucionar a crise dos Estados. A autora insere tal enxugamento (ideal) no politicamente inviável, inexequível (real). Coloca de forma cristalina que não é uma "dieta de spa" que "corta as calorias" do prato, mas enfeita tudo: o local, a cor dos alimentos, a sua disposição no prato, enfim, tudo o que se possa fazer para que aquele que passa pela "privação calórica" não sinta tanto. Não. O caso é outro. Não se trata obesidade mórbida em spa. É caso sério, de vida ou morte, que exige, depois de um período de sacrifício físico, um belo bisturi para diminuir algum órgão digestivo (em geral, o estômago) e, depois, a reafixação alimentar, a compreensão que não cabe mais alimento naquele espaço, equipe multidisciplinar de médicos, nutricionistas, profissionais que orientem a atividade física possível e até psicólogo, para que o ex-obeso perceba o que aconteceu consigo. É o que diz Ana Carla Abrão Costa. O regime fiscal necessário à cura dos Estados enfermos é duro demais, não há psicologia social que faça os servidores e até os administrados entenderem "o tamanho da cirurgia", isto é, os cortes necessários. O publicitário Nizan Guanaes, anteontem, na reunião de Michel Temer com o "Conselhão", resumiu a relação "viável político" (popular) versus reformas exequíveis (medidas duras): "Ninguém faz coisas contundentes com alta popularidade", afirmou o publicitário. Além de implementar as reformas, Temer deveria, na visão de Guanaes, comunicá-las de forma direta para a população. "O senhor deve puxar para si a responsabilidade da comunicação", sugeriu. Quem sabe... Porém, urge lembrar que o presidente, a despeito de anos de docência, não tem carisma nem um discurso didático, facilmente compreensível. Não. Neste quesito, perde de longe para o réu da Operação Lava Jato Luiz Inácio Lula da Silva. Uma pena.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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PDV, UM PALIATIVO

Estatais como a Petrobrás, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e os Correios estão estimulando o Plano de Demissão Voluntária (PDV). A Petrobrás anuncia que pretende cortar mais 8 mil funcionários e já despediu 7.961; a Eletrobrás quer cortar 5.662; e os Correios, outros 8 mil; o Banco do Brasil anuncia, agora, que pretende incentivar a aposentadoria de mais 18 mil funcionários. Nesta onda de PDVs, mais as demissões, foram dispensados mais de 20 mil funcionários. Tudo bem, em 13 anos de farra empreguista para atender ao plano do PT de aparelhamento das estatais, o governo deixou as empresas com funcionários "saindo pelo ladrão", tendo de criar funções inimagináveis para justificar tamanha ocupação. As estatais só estão aplicando essa estratégia de enxugamento da folha não só diante da crise sem precedentes, política, econômica, ética e moral, e tragicamente a econômica, porque uma nova gestão do governo em Brasília pretende arrumar a casa para que o Brasil tenha condições de ser chamado de Nação. O Banco do Brasil diz que 18 mil podem aderir ao PDV e que a reestruturação cortará 402 unidades de atendimento. Entretanto, há uma preocupação quanto à eficiência das agências depois deste "bota-fora". Esta crise tem um lado positivo quando desnuda a situação destas estatais, cujos funcionários, durante 13 anos, devem ter batido cabeça disputando uma mesa ou cadeira para ocupar. A Eletrobrás pretende cortar 30% do seu efetivo. Ao fim do terceiro trimestre do ano, a Petrobrás tinha 71.152 empregados, ante 79.113 no mesmo período do ano passado, resultado de dois programas de demissão. Nestas medidas de reconstrução é que se vê o tamanho da demolição.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PLANOS ECONÔMICOS

Está mais do que na hora de a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), colocar em julgamento a ação de repercussão geral envolvendo os planos econômicos, que, embora já esteja pacificado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça a favor dos poupadores, por manobras processuais inconfessáveis foi desaguar no STF, onde está parado há anos. Agora dá para entender por que os governos Lula e Dilma temiam tanto esse julgamento: o rombo que ambos causaram no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal (CEF).

Luiz H. Freire Cesar Pestana luizhenriquefcpestana@gmail.com

São Paulo

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R$ 10 MILHÕES EM CONTA

A mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, preso e acusado de corrupção e desvio de verbas públicas de centenas de milhões de reais, tem mais de R$ 10 milhões na sua conta bancária. Não dá para entender que ela não esteja presa e não seja investigada e acusada pela Justiça. O casal Cabral lesou o Estado em milhões e não pode ficar impune. Anthony Garotinho, também ex-governador do Rio e outro notório corrupto, deve ir para a penitenciária de Bangu e responder por seus crimes como um preso comum. Chega de impunidade e corrução dos ricos e poderosos no Brasil.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CONSCIÊNCIA TRANQUILA 

A alegação, em 21/11/2016, do ex-governador Sérgio Cabral de que são "mentiras absurdas" as inquestionáveis evidências que fundamentaram sua prisão é um recurso recorrente de grande parte dos envolvidos no mar de podridão moral que felizmente enoja um número cada vez maior de brasileiros. Mas o que é absurdamente patético é sua declaração seguinte de que tem "a consciência tranquila" - como se a consciência dele bastasse para tornar desnecessária a prestação de contas à Justiça (e especialmente à população carioca e brasileira) e a consequente devolução ao erário do que foi desviado, bem como a punição pela ação criminosa dele e de seus asseclas.

Claudio Janowitzer cjanowitzer@gmail.com

Rio de Janeiro

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AMNÉSIA

À Polícia Federal, Sérgio Cabral disse que "não se lembra" de joias nem de quem fez reforma milionária em sua casa. O vírus de São Bernardo se espalha pelo Rio de Janeiro: "Corruptus amnesicus".

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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RIO BAIXARIA

A desfaçatez de Sérgio Cabral nos deixa indignados. Não bastam a delação de dois executivos, o iate, a mansão à beira-mar, joias, comprovantes de pagamento em dinheiro, helicóptero, os milhões apreendidos e os recebimentos por consultas pessoais (sem confecção de parecer, estudos, nem nada - conseguiu até superar um dos "Lulinhas" que se deu ao trabalho de buscar algum no Wikipédia), e um Estado aniquilado por dívidas e pela violência? Problemas maiores que o Corcovado, que apequenam Eduardo Cunha ao status de aprendiz. Esses garotinhos estão conseguindo apagar a Cidade Maravilhosa e vender ao mundo o Rio Baixaria. Lamentável!

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

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VIDAS COINCIDENTES

Anthony Garotinho, 56 anos de saúde plena, ficou doente no momento da prisão. Sérgio Cabral Filho, 53 anos de boas lembranças, descobriu uma amnésia durante seu depoimento à Lava Jato. Coincidência pura ou, melhor, impura.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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PRISÃO DOMICILIAR

O ex-governador Anthony Garotinho, após recuperação hospitalar, já está de volta para sua residência... Só rindo!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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GAROTO DE SORTE

Juiz diz que Garotinho ofereceu R$ 5 milhões para não ser preso. Agora, ele voltou para casa e economizou o dinheiro. Garoto de sorte. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA BRASILEIRA

O caso Garotinho é igual à música "Escravos de Jó": tira, põe, deixa ficar. E nada é solucionado.

Laerte de Paiva Filho laertepaivaf@gmail.com

São Paulo

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QUADRO TRISTE

Impactante o registro da queda de um helicóptero, com a morte de quatro policiais, quando ajudava no combate à guerra entre milícias, realidade presente em quase todas as comunidades do Rio de Janeiro. A causa do sinistro, ainda em fase de apuração, se tiros partidos das armas dos bandidos ou falha mecânica, não alivia o desalento da cena protagonizada por um grupo de populares locais ao ensaiar uma espécie de comemoração, pouco divulgada, mas inegável, que acompanhou a derrubada, por supô-la realizada pelos delinquentes. Trata-se de um quadro triste que traduz o profundo ressentimento existente entre população e as forças de segurança que, em princípio, deveriam protegê-la. Na verdade, é mais uma manifestação, na ponta, entre muitas, da profunda falta de confiança, com capilaridade por toda a sociedade, e que se origina nos altos escalões do poder da República.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SERIADO DE TV

Nunca se viram tantos tiroteios com mortes, acidentes horríveis, cracolândias por todo o Brasil - pequenas comunidades de zumbis -, e, no noticiário político, nos últimos 13 anos, só se gerou uma boa notícia: a cassação de Dilma Rousseff. O Brasil é digno de um seriado de TV, misturando "Os intocáveis", o "Poderoso Chefão", "The Walking Dead", "Corram que o piloto sumiu" e a série "Narcos". É o retrato do Brasil, sem retoques. Nota: não incluí "A Dama de Vermelho e o Vagabundo" porque não foi filmado, foi realidade.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco 

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LULA E A OPERAÇÃO LAVA JATO

No depoimento do ex-senador Delcídio Amaral em Curitiba, na segunda-feira, estava na cara o conchavo entre os advogados do ex-presidente Lula para desestabilizar o juiz Sérgio Moro, para que a tese de "perseguição" ganhe força e jurisprudência. Esperamos que o juiz Moro tenha uma carta na manga para o embate estabelecido, abrindo, assim, outro inquérito baseado no depoimento de Delcidio, que desvinculará o tríplex e o sítio para tudo o que realmente Lula protagonizou enquanto presidente. O que realmente interessa ao povo brasileiro é ter Lula como mandante do petrolão, porque com certeza vale o "domínio do fato". Ou, então, entenderemos que realmente, nos oito anos de governo, Lula os passou regado a uísque, pinga ou semelhante.  Totalmente alienado, enquanto a Petrobrás foi arrombada, e ele era o guardião!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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TÁTICA RASTEIRA

Os advogados de Lula tentam, incessantemente, inventar uma suspeição do juiz Sérgio Moro (vide minha carta publicada em 22 do corrente no "Fórum dos Leitores" do "Estadão", página A2). Esquecem-se, porém, de que o Código de Processo Penal previu este tipo de manobra, no artigo 256, que determina: "A suspeição não poderá ser declarada nem reconhecida, quando a parte injuriar o juiz ou de propósito der motivos para criá-la". A tática rasteira não terá êxito!

Eduardo Spinola e Castro  3491esc@gmail.com

São Paulo

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HONORÁRIOS

Gostaria de saber quem está pagando o "grupo" de advogados que há mais de ano defende o sr. Lula da Silva e família.

Lydia L. Ebide lebide@vivointernetdiscada.com.br

São Paulo

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BATE-BOCA COM O JUIZ

Lamentável que alguns advogados que tentam defender o indefensável desçam ao nível do cliente, utilizando-se, para tanto, de métodos deselegantes e agressivos, incompatíveis com a profissão e com os polpudos honorários que recebem, sabe-se lá de quem!

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

São Paulo

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SUSPEITA

Perguntar não ofende: os renomados advogados criminalistas são pagos com o dinheiro da corrupção?

Lucia Melchert luciamelchert@gmail.com

São Paulo

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DESESPERO

Entendo a indignação do "capo petralha". A regiamente remunerada banca que o defende consegue no máximo usar a patética e infantil tática de provocar o juiz e sair reclamando? Francamente, qualquer advogado de porta de cadeia faria melhor...

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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FASE DE INSTRUÇÃO

Após sua condução coercitiva e depoimento à Polícia Federal, em março passado, Lula gabou-se na frente de plateia sindicalista escolhida: "Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça". Data vênia, é isso mesmo que vai acontecer agora, na 13.ª Vara Federal da Justiça do Paraná, na frente do juiz Sérgio Moro!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA

Roger Abdelmassih foi condenado por denúncias. Por que as denúncias contra Lula não valem? Se valessem, ele estaria preso há muito tempo. Não é a Justiça que é cega, e sim os que fazem a Justiça no Brasil. Pobre gigante adormecido, será que um dia vai acordar?

Mario Ghellere Filho marinhoghellere@gmail.com

Mococa

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FUTEBOL

Faz quase 30 anos que não vou a um campo de futebol (arena hoje) e os motivos eram a violência e a deseducação. Passei a assistir a jogos pela televisão, até chegar à conclusão de desmandos, ingerências, falta de seriedade e a certeza de que muito dinheiro sujo é que movimentava o esporte que eu gostava. Hoje acompanho o futebol exclusivamente por matérias jornalísticas e continuo decepcionado. Enfim, um adeus àquilo que já foi uma paixão. 

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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ZONA AZUL

Não é concebível que só porque o prefeito Fernando Haddad (PT) quer, "para facilitar o uso da Zona Azul", eu, aposentado, com a avançada idade de 84 anos, seja obrigado a desembolsar uma quantia elevada para adquirir um celular com acesso à internet, que não tenho e que me recuso a adquirir. Que o uso do novo sistema digital seja facultativo para quem queira dele fazer uso. Essa medida, a meu ver, merece uma análise dos órgãos governamentais competentes, como o Ministério Público, para que seja esclarecida a constitucionalidade ou não dessa medida esdrúxula que vai contra o interesse de quem precisa estacionar seu carro nas ruas esburacadas de São Paulo e não queira se submeter a caprichos de um prefeito comprovadamente incompetente.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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BOA IDEIA

Li no "Estadão" de 13/11/2016 (A20) e sugiro o que é feito em Cingapura e em Londres: que haja um local específico para comícios e discursos contra o governo, para que se pare de congestionar São Paulo, prejudicando milhares ou milhões de pessoas, na Avenida Paulista e em outros locais. Que seja num local que pouco prejudique a mobilidade das pessoas que produzem a riqueza.

Alpoim da Silva Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

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