Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2016 | 02h57

GOVERNO TEMER

Decepção

Expresso minha total decepção com o governo Temer por manter Geddel Vieira Lima como ministro. Michel Temer não passa hoje de um refém dos coronéis nordestinos, que fazem tanto mal a este país quanto fizeram o PT e seus aliados.

FERNANDO FENERICH

ffenerich@gmail.com

São Paulo

Blindagem da base

A desfaçatez do ministro Geddel e asseclas, bem caracterizada na capa do Estadão de ontem (Risos), demonstra claramente o desrespeito da classe política pelo povo brasileiro. Não dá mais para suportar que elementos com ficha suja, que se prestam a corromper e ser corrompidos, continuem no poder, seja ele qual for (Legislativo, Judiciário ou Executivo). Somos um povo que paga o que não tem para não ter nada, a não ser meia dúzia de corruptos que se alternam no poder e não largam o osso de forma alguma. Depois, quando houve a invasão da Câmara, ouvimos protestos do Legislativo sobre a forma como aconteceu. Mas não ouvimos nada do porquê ter acontecido. Eles estão brincando com fogo, a paciência já terminou e talvez haja consequências penosas para a nossa incipiente democracia.

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Quanto riso, oh...

Em alguns países, figuras públicas suspeitas de praticar ilícitos afastam-se do cargo. Em outros, são afastadas. Ou se suicidam. No Brasil, matam-se... de rir!

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

Pândega

O (ainda!) ministro Geddel Vieira Lima deve ter contado a piada do tombamento aos nossos digníssimos deputados. O povo gostaria de poder rir um pouco também, excelências.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

‘Sobre a imoralidade’

Irretocável o parecer do Estadão sobre o público x privado, mais uma das mazelas dos políticos, neste caso, o sr. Geddel. Parabéns por informar a quem devia dar o exemplo o que é ética.

ELISABETH FURLAN

furlan.elisabeth@gmail.com

São Paulo

Qual é a graça de ser ministro de Estado se tiver de obedecer a regras? O caso do prédio da família do ministro Geddel Vieira Lima ilustra muito bem a visão que os políticos têm do que é ser governo. A esmagadora maioria dos políticos brasileiros escolheu essa carreira para poder roubar à vontade sem ser incomodada pela polícia, para ficar rica rapidamente, sem esforço ou trabalho algum, e para poder resolver favoravelmente questões como essa do prédio de Geddel. O resto da vida pública pouco interessa se esses objetivos maiores não puderem ser alcançados. Desafio alguém a apresentar alguma ação de Geddel que justifique o fato de ele ser ministro de Estado, além de saber jogar o jogo e deixar que todos joguem à vontade. O impeachment de Dilma Rousseff livrou o Brasil da catastrófica ideologia tosca da esquerda, mas não fez nada para combater a corrupção no governo. Ao contrário. E na gestão Temer há quem trabalhe dia e noite para restabelecer e fortalecer os esquemas de desvio de dinheiro público que tiveram que ser perigosamente expostos para que Dilma fosse afastada e o seu vice chegasse ao poder.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Cria cuervos

Muito bom o editorial de ontem Sobre a imoralidade (A3). Só não o qualifico de irretocável por causa da frase “Geddel, como se sabe, comprou um apartamento num prédio de Salvador”. Salta aos olhos que o verbo não deve ser esse, mormente ao se atentar para o currículo do ministro.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

Comprou mesmo?

Será que o sr. Geddel comprou mesmo o apartamento sem que o empreendimento ainda tivesse a liberação do Iphan ou, o mais provável, a construtora lhe ofereceu uma unidade como pagamento caso o ministro conseguisse a liberação total da obra naquele órgão?

JORGE LUIZ DE ANDRADE

seugonca252@gmail.com

Jandira

‘Geddelândia’

Ouvi que dois sobrinhos do eminente ministro estão entre os coordenadores da construção do gigantesco edifício na Bahia, com vista para a Baía de Todos os Santos, e mais membros da família também seriam proprietários de apartamentos no imóvel, apelidado pelos baianos de Geddelândia. Não tenho como confirmar a informação, mas para o governo federal é muito fácil. Políticos da base do governo estão tentando blindar o ministro, mesmo vendo que sua atitude é incompatível com o cargo que ele exerce. Parece mesmo que nossas caminhadas pela Paulista de nada serviram para mostrar aos políticos que queremos mudanças e que o feudalismo acabou.

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

A lei do mais forte

“Todos são iguais perante a lei”, porém a essência da democracia é desconhecida para a maioria dos parlamentares brasileiros, que uma vez eleitos e empossados passam a trabalhar para defender os interesses próprios, tirar vantagem e se perpetuar no poder. É o caso do ministro Geddel Vieira Lima, que pressionou Marcelo Calero, o qual se demitiu do Ministério da Cultura, para que este autorizasse a construção de um prédio em Salvador. Infelizmente, ainda prevalece a ideia do “eu estou acima da lei”.

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

FALÊNCIA DOS ESTADOS

Rio Grande do Sul

O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), decretou “estado de calamidade financeira” no Estado gaúcho. Por outro lado, esse mesmo Estado detém 57% do capital do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). Por que, então, não gerar recursos com a venda dessa participação?

JORGE DE JESUS LONGATO

financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim

Ideias erradas

Dar dinheiro aos Estados e manter intacto o quadro do funcionalismo público significa desempregar ainda mais no setor privado. A covardia vai destruindo a esperança.

SONIA M. BENFATTI RESSTEL

sbresstel@gmail.com

São Paulo

“Já que não vai dar em nada o La Vue, sugiro ao ministro a compra do triplex do Lula: pé na areia, não é tombado, é presente de construtora patrícia, de confiança...”

SINCLAIR ROCHA / SÃO PAULO, SOBRE GEDDEL VIEIRA LIMA 

sinclairmalu@uol.com.br 

“Aparentemente, o apartamento do sr. Geddel ‘caiu’, o La Vue vai virar ‘olhadela’. E na sua arrogância ele não toma a iniciativa de se afastar, até para preservar o chefe”

ANDRÉ C. FROHNKNECHT / SÃO PAULO, IDEM

caxumba888@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MAIS UM CHORÃO

No início da semana foi Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, que chorou como gente grande quando foi preso. Na terça-feira foi a vez do ministro Geddel Vieira Lima, que pretendia levar vantagem pressionando a aprovação, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), de um edifício em Salvador (BA) onde comprou apartamento de milhões de reais. Com a abertura de investigação do caso pela Comissão de Ética da Presidência da República, chorou e disse que isso não era motivo para ser exonerado do ministério e completou com um sonoro "página virada". Foi ovacionado pelos seus pares!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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AS LÁGRIMAS CONVENCERAM

O abundante, emocionante e sincero choro do ministro Geddel Vieira Lima era o que faltava para comover o Brasil e sensibilizar o presidente Michel Temer para manter o disciplinado e prendado auxiliar no cargo. Ainda não parei de chorar, indignado com o escarcéu desnecessário que armaram contra Geddel. O ex-ministro da Cultura, o diplomata Marcelo Calero, pivô da brutal e odiosa intriga envolvendo o humilde e isento ministro Geddel, será punido com rigor pelo ministro José Serra e transferido para a Síria ou o Iraque. Bem feito. Onde se viu um ministro do segundo time não atender aos insistentes pedidos de um ministro do primeiro escalão, xodó do presidente Temer? Geddel não pediu nada absurdo nem ilegal ao então ministro Calero. Geddel deseja apenas garantir a construção de um pequeno e modesto apartamento que comprou, ainda na planta, em Salvador, de frente para a Baía de Todos os Santos. Cenário perfeito para Geddel exercitar a autoestima. Não precisa comprar espelho para se barbear. Basta abrir a janela e respirar fundo, olhando para a bela paisagem daquele mar baiano que leva com justiça o seu nome. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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TENEBROSA TRANSAÇÃO

ACM, que conhecia bem de perto Geddel Vieira Lima e que não o suportava, distribuiu em 2001 um célebre vídeo intitulado "Geddel vai às compras", em que desmoralizava seu desafeto, acusando-o de comprar várias propriedades rurais e urbanas na Bahia e em Brasília usando dinheiro público obtido criminosamente, além do uso da força política dos cargos que ocupou. Muitos anos se passaram, ACM já nos deixou, e Geddel continua indo às compras. Só que, desta vez, a sua compra no luxuoso La Vue, que iria enriquecer o seu já enorme patrimônio, vai ficar só na vontade, pela enorme reação popular e da mídia a essa sua última tenebrosa transação.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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GRANDE QUESTÃO

Não sei o que é mais devastador para o Brasil, o lulopetismo ou os coronéis nordestinos.

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com

São Paulo

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AINDA BEM

Ainda bem que o vice de Collor foi Itamar. Ainda bem que o vice de Dilma foi Temer. Geddel Vieira Lima tentou ser o "dilmo" (vice) de Dilma. Se isso tivesse ocorrido, teria sido outra tragédia. Exigiremos que candidatos a vice nas eleições do Poder Executivo tenham tanta "qualidade" quanto o candidato titular, pois, na ausência do titular, o vice tem de ser igual ou superior ao titular. Nota: Geddel é um ótimo "restauranteur", que consegue muito lucro sendo sócio de um restaurante na Bahia, pois, no Brasil, não é qualquer empresário da gastronomia que tem condições econômicas de adquirir um apartamento residencial no valor aproximado de R$ 2 milhões. A não ser com a ajuda divina do Nosso Senhor do Bonfim.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo 

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A FOTO

Na primeira página do "Estadão" de ontem (23/11) lemos a manchete: "RS decreta calamidade; União promete ajuda de R$ 5 bilhões". Logo abaixo estava a foto do ministro Geddel Vieira Lima com alguns deputados federais, todos gargalhando. Eu me pergunto: estão rindo de quem? Estão rindo de quê?

Silvia Maria Pinheiro Rezende

São Paulo

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RIEM DE QUÊ?

De que ou de quem riem estes senhores ("Estadão", 23/11, primeira página)?  Fotografia sem retoques da atual quadra que atravessamos: além de corrupção endêmica, roubos em série, desvios infindáveis, impunidade, desfaçatez e escárnio. A foto foi muito bem escolhida para a primeira página de 23/11, pois, além de retratar o contraponto da desilusão de parte séria de nossa sociedade, deve servir de impulso para que essa parte se mobilize definitivamente. Basta de desrespeito!

Jose Antonio S. Bordeira bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

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CASA DE TOLERÂNCIA

Muito sugestiva e revoltante a foto de capa do "Estadão" de ontem. Geddel e seus asseclas rindo. Do que riem? Dos palhaços do circo Brasil, que é o povo honesto e trabalhador sem trabalho? Esta casa de tolerância, também conhecida como Câmara dos Deputados, composta de 513 "profissionais", deveria ser visitada 

por agentes de saúde para avaliarem o risco de contaminação epidêmica que afeta a Nação! Até quando vamos tolerar isso?

Carlos Alberto Roxo roxo_7@terra.com.br

São Paulo

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GARGALHADAS

A foto em que o ex, digo, ministro Geddel está gargalhando junto dos seus diz tudo. Eles estão rindo de nós, estão zombando do povo! Sr. Temer, quando o sr. disse "não porque eu queira que haja moralidade, é porque a Constituição determina", eu até acreditei que o sr. pudesse ser diferente. No entanto... segue tudo como dantes no quartel de Abrantes.

João B. Vieira joaobvieira@yahoo.com.br

Sertãozinho

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SÓ MUDA A MOSCA...

Lamentavelmente, acabamos de assistir a mais do mesmo, quando o frágil, hesitante e pusilânime presidente Michel Temer, como todos os dois últimos, se verga e se curva diante de interesses escusos defendidos pela esmagadora malta de políticos que veem o Estado como um feudo, tendo o povo que os elegeu como seus vassalos. De um lado, temos um cidadão sério e idôneo que assumiu uma relevante função pública e, recusando-se a entrar para o "clube", decidiu demitir-se da função; do outro lado, um político com passado negro, obscuro e fétido, defendendo seus interesses e os de seus parentes. E pior: políticos aliados se uniram para brindá-lo, ou seja, protegê-lo. E o fraco presidente Temer, refém desta malta, o conserva no cargo. O povo deve se reunir nas ruas e cobrar decência do presidente. Pense na sua biografia, caro Michel Temer. Não vá decepcionar seus descendentes protegendo esta malta de maus brasileiros.

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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EMPREENDIMENTO & INCORPORAÇÃO

Geddel tem um apartamento; Temer, mais um barraco...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O PAÍS?

Há um vocábulo na Língua Portuguesa que vem sendo pouco usado porque as pessoas têm vergonha de fazê-lo, preocupadas em ser tachadas como "de direita". Trata-se de "patriotismo". A desfaçatez não só de políticos, embora principalmente deles, mas de boa parte da elite brasileira é de estarrecer. A maioria não está pensando no País, mas em salvar sua pele e obter benefícios pessoais ou familiares. Folheando o "Estadão" de ontem, vimos na primeira página os sorrisos e caras de sarcasmos de Geddel e companhia, que nos deixam perplexos. O País? Que se dane! Indo para as páginas seguintes, é um verdadeiro circo do horror. Articulistas e analistas pintam um quadro sinistro, muito pela qualidade dos homens que dirigem este país, totalmente despreocupados com nosso futuro. O País? Que se vire! Um procurador, parecendo mais um Justin Bieber do que um homem que tem a responsabilidade de conduzir um dos mais dolorosos processos que o Brasil já enfrentou, aparece sorridente e airoso com os braços estendidos. O País? Vamos ver como fica! Tribunais que deveriam dar o exemplo e serem sinônimo de controle de desperdícios fazendo festivas inaugurações. O País? Não é nosso problema! Advogados, interessados nos honorários e não em propinas, fazem de uma audiência um palco de cenas burlescas, diante de um juiz circunspecto. O País? É assunto do presidente e de seus ministros. Um presidente que, é verdade, enfrenta um turbilhão de questões, mas ainda não disse a que veio. O País? "Estou me empenhando e fazendo o máximo que posso." Patriotismo, que exige acima de tudo estadistas na condução dos destinos da Nação, é um verbete que passa longe dessas criaturas todas. É retrógrado na era digital em que vivemos. E há mais! Muito mais! Enquanto isso, la nave va. Não sabemos para onde, mais vai.

Éden A. Santos edensantos@uol.com.br

São Paulo

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ESCÁRNIO

Como leitor deste jornal há mais de seis décadas, já tive a oportunidade e grande desconforto de ver estampadas em suas páginas fotos de situações as mais desconcertantes. Não me recordo, porém, de nenhuma que se iguale à da quadrilha do presidente provisório que desgoverna o País, às gargalhadas, humilhando esta nação (23/11). Se tivessem um mínimo de compostura e de vergonha na cara, todos, sem exceção, deixariam seus cargos para que homens de verdade assumissem as rédeas do governo de que necessita o País. Diante de tamanho escárnio, até atos de violência antidemocrática seriam justificáveis. Vejam para onde estão, estes marginais, empurrando as pessoas de bem. "Salus populi suprema lex esto" (a salvação do povo seja a suprema lei).

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

                                                               

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DESGASTE INEVITÁVEL

É preciso ficar claro para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e para o líder do governo na Câmara, André Moura, que tergiversaram sem pudor sobre o episódio envolvendo o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que não foi apenas por divertimento que milhares de brasileiros saíram às ruas pedindo o impeachment de Dilma Rousseff. Foi para exigir seriedade, transparência e respeito. Se o presidente Michel Temer não interromper a máxima, aperfeiçoada ao extremo pelos governos petistas, de que "os fins justificam os meios", o desgaste do seu governo será inevitável. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo 

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SAIA-JUSTA

 

Michel Temer não deverá chegar a bom resultado, porque passar por cima de faltas éticas e morais de seus colaboradores, além de causar impressão má na população, demonstra complacência com erros, o que não é salutar para um presidente da República. Assim, o caso de Geddel Vieira Lima com Marcelo Calero demonstra o referido. Marcelo Calero deixou, por ética, o Ministério da Cultura, enquanto Geddel continua no posto. Não é muita saia-justa para o presidente?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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LAVOU AS MÃOS?

?

Só ha uma explicação para Temer haver mantido Geddel no poder. Como é muito amigo do ministro, não quis sujar as próprias mãos e deixou o "serviço sujo" a cargo da comissão que investigará o imbróglio. E não se fala mais no assunto!

 

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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TEMER ACERTOU

Tudo indica que, moralmente, o ministro Geddel não agiu corretamente. Por outro lado, o ministro Calero foi eticamente errado ao abrir a boca depois de servir ao governo Temer. Caso típico de falta de experiência política do ex-titular da Cultura. Ou seja, todo mundo sabe que existem ministros politicamente fortes e fracos de acordo com a importância da pasta. Como o caso é meramente uma briga entre ministros com muito falatório, o presidente Temer agiu corretamente.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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'SOBRE A IMORALIDADE'

O editorial do "Estadão" de ontem (23/11, A3) deveria servir de motivação para dissuadir o presidente Temer em manter o ministro Geddel Vieira no cargo. Aliás, o próprio Geddel, num ato de pura grandeza de caráter, deveria pedir demissão da Secretaria de Governo. Não é preciso ser nenhum cientista político para concluir que a teimosia em manter o ministro no cargo vai contribuir ainda mais para a desconfiança já crescente do governo. E mais, personagens-chave e o próprio Temer não se cansam de fornecer munição para a oposição, no caso, o "ferido" e rancoroso PT. Depois  não adianta  reclamar com o papa. Com ironia, por favor!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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FORA GEDDEL!

 

Errar é humano, mas persistir no erro é burrice. Acorde, presidente Temer! O que está esperando para demitir o ministro Geddel Vieira Lima?

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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ATÉ QUANDO SUPORTAREMOS?

É público e notório o que o povo diz, que Deus é brasileiro. Porém acho que tudo tem limites, e os fatos em nossa terra, quer envolvendo deputados ou senadores - incluindo aquele "senadorzeco" que, quando aparece, o povo já reconhece como o tal coronel das Alagoas -, florescem no brejo, na lama. Mas espero que, sendo o Brasil a menina dos olhos de Deus, é esperar demais a sua ajuda, se não estamos fazendo nada para que o País tome outro rumo. Dia sim e noite também só assistimos a bandalheira e bandidagem. Ora, assim não podemos confiar senão que virá de onde não desejamos a decisão de pôr um paradeiro em tanto abuso e descalabro. Assim, aguardemos, pois tudo o que estão fazendo servirá para alimentar e fomentar o grande presente de Natal que o povo tanto espera, um basta na bagunça em que fomos jogados.

                                                                                                                                               Apparecido Moreira Lopes sallailopes@gmail.com

Atibaia

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NINHO DE JARARACAS

O Brasil vive um período de turbulência moral, em que pessoas éticas e do bem procuram, a duras penas, trancafiar malandros e malfeitores que saquearam os cofres brasileiros e, literalmente, quebraram o País. É uma fase negra, de difícil superação, porque, de um lado, estão perigosos delinquentes capazes de tudo e que não aceitam punição pelos crimes que cometeram, e, de outro, advogados que esperneiam e procuram factoides para tentarem livrar seus clientes da cadeia, a custo de processos milionários pagos com o dinheiro da corrupção e do povo brasileiro. Numa terceira via estão a indignada população brasileira, juízes e policiais sérios que, igualmente revoltados, lutam para moralizar o País. Numa analogia aos filmes de faroeste, são mocinhos contra bandidos. Quadrilheiros perigosos que veem, no curto prazo, sua vida criminosa chegando ao fim. O Brasil vai, muito em breve, acabar com este ninho de jararacas, que infestam todos os cantos desta nação.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO

O primarismo dos advogados do ex-presidente Lula em audiência na Justiça Federal do Paraná esta semana envergonharam a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). As intervenções e interrupções na audiência foram dignas de um primarismo de quinta categoria e de má-fé, tentando tumultuar os trabalhos. Um deles, o chefe da trupe, deveria ter honrado a sua fama. Entretanto, foi arrogante, deseducado, inoportuno, prepotente e presunçoso nas suas intervenções, nitidamente tentando demonstrar o seu ilibado (?) saber jurídico - e por que não, talvez, justificar os seus gordos honorários? A trupe circense foi preparada para atrapalhar o interrogatório das testemunhas, tentando tolher a palavra do juiz Sérgio Moro, que, como sabemos, engole todos eles numa só bocada. Estou torcendo muito para que Lula "et caterva" sejam encarcerados logo após o seu julgamento e condenação. Quero ver onde está a competência dos seus rábulas defensores para anularem a condenação e tirarem-no da cadeia. É ver para crer.

Carlos A. Ramos S. de Queiroz soaresqueiroz@hotmail.com

São Paulo

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OPERAÇÃO ETHOS

Operação da Polícia Civil e Ministério Público prenderam 33 advogados suspeitos de integrar a chamada "sintonia dos gravatas", grupo que colabora com o Primeiro Comando da Capital (PCC) sempre no sentido de tumultuar a segurança no Estado de São Paulo. E, de lambuja, foi detido também o vice-presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana do Estado de São Paulo, Luiz Carlos dos Santos, acusado de levantar falsas denúncias contra a polícia e o sistema carcerário a troco de propina. A OAB está acompanhando todos os fatos, com certeza, mas a verdade é que nesta hora não pode prevalecer o espírito corporativista, porque advogados com indícios tão fortes de envolvimento com o PCC são mais bandidos que advogados. E, por serem advogados, são mais perigosos e danosos que os meros bandidos.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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DIREITOS HUMANOS

Com a prisão do vice-presidente do Conselho de Direitos Humanos de São Paulo, na terça-feira, por estreita ligação com as lideranças de facções criminosas, fica explicada a costumeira defesa dos direitos humanos de bandidos, em prejuízo das reais vítimas. E a OAB, ciosa dos mesmos direitos das figuras marginais, vai se pronunciar ou alegará que a prisão foi injusta e ilegal?

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

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O CONGRESSO E A CORRUPÇÃO

Foi criada na Câmara dos Deputados uma comissão especial para tratar da inclusão de desembargadores, juízes e de todos os membros do Ministério Público, procuradores, promotores, no rol de autoridades que podem responder por crime de responsabilidade. Ela é contra a anistia explícita à prática de caixa 2. Segundo levantamento feito pelo "Estado", dos 30 parlamentares que compõem a comissão, 18 apoiam a punição, 7 são contra a medida, 2 ainda não tinham convicção formada e 2 não responderam. Mesmo que este Projeto de Lei venha a ser aprovado, no caso em tela ele será inócuo. Primeiramente, porque os fatos ilegais a que ele se refere não constituem crime de responsabilidade por inexistência de lei anterior que o defina, como determina o artigo 39, o que querem agora; e, em segundo lugar, a lei penal não retroagirá, salvo para  beneficiar o réu, como também determina o item XL do referido artigo, ambos da Constituição federal. Portanto, a inconstitucionalidade do projeto de lei em causa é inquestionável. O que seus autores querem, ameaçando os componentes jurídicos da Operação Lava Jato, é acabar com esta patriótica operação profiláctica, que preserva o nosso Brasil da terrível doença contagiosa da corrupção ativa ou passiva, que infelicita e envergonha nosso país perante o mundo, e também para se livrarem das punições dos crimes que aludida operação está apurando. Há um brocardo jurídico que vem ao encontro das minhas atuais considerações: "Nulla est maior probatio quam evidentia rei" (não há maior prova que a evidência da coisa).

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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INDEFENSÁVEL

Quase todos os políticos do PMDB, com raras exceções, pensam da mesma forma! O sr. Carlos Marun (PMDB-MS) lidera a bancada que ameaça rejeitar o pacote de medidas contra a corrupção e tenta defender o indefensável! Diz ele: "Antigamente se buscava um jeitinho para absolver. Hoje se busca um jeitinho para punir". Ora, sr. Carlos Marun, as sentenças de condenação da Operação Lava Jato, por exemplo, até agora foram feitas pelo juiz Sérgio Moro e confirmadas pelo Tribunal Regional Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal. Precisa dizer mais alguma coisa?

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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SINAL FECHADO

E não é que o ex-presidente Lula tinha razão quando disse, em 1994, que era só olhar para a cara deles (dos deputados) para saber que eram 300 picaretas? Legislar em causa própria é no mínimo indecente.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PRESSÃO

Sob pressão, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RJ) "enxugou" relatório sobre pacote anticorrupção em comissão. Corporativismo criminoso. Defendendo corruptos que legislam somente em causa própria.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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ABUSO DE PODER

Os Legislativos estão tramando criar uma atuação que não existe em nenhuma democracia: com essa fantasia de penalizar o Judiciário com uma "lei" de abuso de poder, significa que os criminosos vão ter o poder de aplicar penas aos juízes que não cometeram nenhum crime.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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ABUSOS LEGISLATIVOS

Na crise que estamos passando, é destaque a omissão do Legislativo brasileiro em cumprir sua missão de coadjuvante na busca de soluções. No plano federal, evidenciam-se as dificuldades do presidente Michel Temer, que, ao procurar ajustar os rumos da Nação, depara-se com pisos de ovos nas relações com senadores e deputados que agem como verdadeiros chantagistas políticos, raras exceções. Ficando num único e importante exemplo, por falta de coragem e responsabilidade destes que se dizem legisladores e são muito bem pagos para isso, não encaminham a regulamentação de greve dos servidores públicos que mofa em gavetas de seus luxuosos gabinetes. Nos Estados, o Rio de Janeiro é o melhor exemplo do momento: a Câmara dos Deputados se recusa a votar medidas necessárias à sobrevivência administrativa e política desse ente federativo e, pior, não oferece qualquer alternativa à solução, limitando-se à omissão pura e simples, além de garantir suas mordomias e remuneração, é claro. Nos municípios, minha cidade é um exemplo perfeito: nossa Câmara Municipal, com 21 vereadores (9 afastados judicialmente), está custando aos nossos bolsos, este ano, R$ 62 milhões, orçamento superior ao de oito secretarias municipais, entre elas a do Planejamento, a de Infraestrutura, Cultura e Assistência Social, peças vitais na gestão da cidade. O povo brasileiro precisa tomar consciência das responsabilidades dos membros de nossas Casas Legislativas que insistem, cômoda e vergonhosamente, em omitirem-se na busca de soluções para o momento crítico que passa o povo que os elegeu, inclusive cortando os custos de suas ilhas de mordomias e privilégios, em mínimo respeito aos 12 milhões de desempregados. Sem dúvida, são abusos legislativos que precisam ser urgentemente corrigidos.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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O BRASIL ESTÁ MUDANDO

A deputada Clarissa Garotinho, expulsa do seu partido, PR, chorou na Assembleia do Rio de Janeiro ao falar sobre o episódio de seu pai, Anthony Garotinho, preso na semana passada, no Hospital Souza Aguiar. A deputada reclamou de que não havia ali médico na área cardíaca, de que seu pai foi atendido por um pediatra (sorte dela, quantos saem de lá sem atendimento e morrem?) e de que os equipamentos não funcionavam. Se todos os políticos utilizassem a rede pública para se tratar, teríamos os melhores hospitais, médicos, clínicas e equipamentos do mundo. Agora, que a deputada e seu pai sentiram na pele como sofre o povo brasileiro, pergunto: o que fez a deputada pela saúde de seu país? Parece que o Brasil está mudando. Basta ver a prisão de dois ex-governadores do Rio de Janeiro. Resta saber se os eleitores vão saber cobrar de seus representantes as promessas de campanha.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A DENÚNCIA DE SUBORNO

Se Garotinho ofereceu R$ 5 milhões para que o juiz não o prendesse, é porque sabe que comprou votos para a reeleição de Rosinha Garotinho e o Ministério Público tem provas. Como fica, agora, aquele dramalhão protagonizado pela deputada federal Clarissa Garotinho, que gritava "meu pai não é bandido"? Se comprar votos não é coisa de bandido, é o que? Sabemos que filho de peixe peixinho é, portanto, Clarissa sabe muito bem onde o calo do pai pegava, e aquele dramalhão mexicano no Hospital Souza Aguiar mirava uma plateia: seus eleitores de olho em 2018. Será que convencerá o Estado do Rio de Janeiro e reelegê-la? A conferir...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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EX-GOVERNADOR PRESO

Sérgio Cabral diz à Polícia Federal que governou pelo "crescimento econômico" do Rio de Janeiro. E pelo dele particular também!

  

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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CALAMIDADE FINANCEIRA

Rio Grande do Sul decreta calamidade financeira. Rio de Janeiro não tem como pagar salários. Vários Estados e municípios estão da fila que se formou em Brasília. Inutilmente, pois o governo federal está no limite dos gastos que pode realizar. Tudo isso é reflexo das manobras que todos aprenderam a fazer para driblar a responsabilidade fiscal. Só que a ficha não vai mais demorar para cair. Político, para ser eleito nestes locais, a partir de agora, terá de explicar aos eleitores não o que irá fazer e acontecer, e, sim, como pretende agir para se manter e evitar a quebra. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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ALERTA ANTIGO

Conforme noticiado, o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, decretou em 22 de novembro calamidade financeira  no Estado. O primeiro Estado a fazê-lo foi o Rio de Janeiro, em junho deste ano, e logo depois recebeu um aporte de R$ 2,9 bilhões da União. Como a grande maioria dos Estados brasileiros está enfrentando grande dificuldade financeira, sempre é bom lembrar que há muito tempo o consultor econômico Raul Velloso já alertava para que 70% a 80% dos orçamentos federal, estaduais e municipais eram somente para pagar salários e benefícios, e que mudanças urgentes deveriam ser feitas, pois sobrava muito pouco para investir internamente. Com o agravamento da crise econômica no País, a calamidade financeira nos Estados começa a ganhar força.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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FALÊNCIA

Enquanto o Estado gastar quase 90% da arrecadação com folha de pagamento; enquanto o Estado tiver duas folhas de pagamento, uma para ativos e outra para inativos; enquanto o Estado mantiver salários absurdos para alguns cargos e funções; enquanto o Estado não tiver um planejamento estratégico; e enquanto o Estado não tiver gestores competentes e comprometidos, ele será um pedinte. Simples assim.

Luiz F. de Assis Salgado salgado@grupolsalgado.com.br

São Paulo

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NÃO TEM PERIGO

O editorial "O mundo avança, o Brasil patina" (23/11, A3) diz: "Para se tornar mais competitivo, o Brasil precisará de grandes investimentos em infraestrutura, sanar enormes deficiências em logística, a tributação muito ruim, o peso dos juros (agravado pela dívida pública), a ineficiência burocrática e a escassez de mão de obra capacitada, dependentes do ajuste das contas públicas, atoladas num dos maiores déficits do mundo - próximo de 10% do PIB, incluídos os juros". Em resumo: é melhor demolir tudo e começar do zero. Depois do flagelo dos governos do PT, não tem o menor perigo de este país dar certo. Não, pelos próximos cem anos, se fizerem tudo direito. Salve-se quem puder! 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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GREVE DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS

Aos professores universitários que ameaçam greve contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita gastos públicos, recomendo greve eterna, ou seja, demissão, uma vez que ainda não aprenderam que quando a despesa está maior do que as receitas os gastos devem ser contidos. Não têm a menor condição de ensinar a jovens, e ainda irão prejudicar milhares que pretendem se instruir.

Adal Leme adaleme@uol.com.br

São Paulo

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PARALISAÇÃO IRRESPONSÁVEL

Professores das universidades federais entram em greve protestando contra a PEC 241 e a reforma no ensino médio. É a chamada greve irresponsável, que justifica o baixo nível de escolaridade do brasileiro. Com professores desse naipe, o Brasil vai continuar a ser o país dos ignorantes.

José. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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UNIVERSIDADES BRASILEIRAS

Nossas universidades estão, quase todas, dominadas pelo pensamento de esquerda, mofado, rançoso e retrógrado. Inclusive algumas reitorias. O resultado é o vergonhoso ranking no qual não se encontra uma única universidade brasileira, entre as 100 (cem) mais conceituadas do mundo. Somos o país do futebol, das bundas e das greves. Campeões absolutos e incontestes nas greves. Aqui, fazemos greve pela greve. Como fim em si mesma. Quanto mais tumultuado for o ambiente universitário, melhor para os contestadores profissionais, predadores, baderneiros, vândalos e assemelhados. Se queremos melhorar o País, precisamos estudar. Mais e mais. É com educação e cultura que o País melhora. Enquanto estamos paralisados, com escolas e universidades ocupadas por baderneiros, os sul-coreanos, os canadenses, os chineses, os suíços estão se preparando intelectual e tecnicamente.

Jorge Carrano carrano.adv@gmail.com

Niterói (RJ)

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O MUNDO E O BALANÇO DO PÊNDULO

Encerrado o ciclo que culminou com a proclamação do fim da história, eis que o pêndulo volta a se deslocar numa direção alarmante. Primeiro, veio o Brexit na Grã-Bretanha. Logo, Donald Trump foi eleito nos EUA. Prenuncia-se a vitória da Marine Le Pen, direitista, na França. Hungria e Polônia elegem governos de extrema-direita. No Brasil, Jair Bolsonaro se precandidata à Presidência em 2018 - e é capaz de ganhar. E estão aí o Estado Islâmico e o holocausto dos refugiados. Salve-se quem puder!

Jan Krotoszynski jankroto@gmail.com

Carapicuíba

 

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UMA COISA PUXA A OUTRA

Uma coisa que em princípio parecia uma loucura, a ideia da invasão da nossa Amazônia pela Rússia, até que agora faz bastante sentido, de acordo com a sabedoria cabocla, de que uma coisa puxa a outra, se não, vejamos, notícias veiculadas pelo "Estadão": Rússia monta base militar na Venezuela. Trump, candidato, elogia e admira Putin; Trump, eleito, confirma tudo o que disse em relação à Rússia de Putin; Trump não apoiará a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ameaçando sair do tratado, ainda a conferir; Putin afirma que está pronto para atacar alvos da Otan. É de bom alvitre que coloquemos nossas barbas de molho.

Benedito Antonio Turssi turssi@ecoxim.com.br

Ibaté 

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ENTENDENDO DONALD TRUMP

Quer morar nos EUA ou em outro lugar qualquer onde poderá ter uma vida bem melhor? Se você não, a maioria, com certeza, sim. Mas, para você mudar de país, de Estado ou mesmo de cidade, lembre-se: é justo e honesto que isso seja bom também para o lugar aonde você vai, e muitas vezes não é. Por isso entendo Donald Trump, que quer expulsar os imigrantes ilegais e fechar a fronteira. Se você acha que ele está errado, tire o muro do seu terreno e deixe a casa aberta. Ela vai ser invadida rapidinho. É o que acontece com São Paulo. Ninguém pode exigir direitos, se não quer obrigações, e isso muitos não entendem ou não querem entender. Exigem direitos, mas nada de obrigações! Não sou racista. Sou paulista com muito orgulho, descendente de também imigrantes que para São Paulo vieram ainda no Brasil império, quando o desenvolvimento dependia exclusivamente da mão obra humana que não havia aqui e de tração animal, na cidade e no interior. Não discrimino; apenas amo meu Estado e vejo os fatos. O direito de ir e vir, sem o necessário controle, acabou com nossa paz. Para cá vieram muitos que só nos trouxeram problemas. Com grande tristeza e saudade, lembro-me da querida e tranquila São Paulo da garoa que crescia organizada e bela até os anos 50, início dos 60, quando vieram as multinacionais e começaram as invasões. Nasceram, cresceram e se multiplicaram as favelas, o crime e a violência. Os prédios bem conservados, praças, jardins abertos e com banheiros públicos, calçadas transitáveis, limpas e seguras já não existem mais. Tudo foi invadido irracionalmente por gente que não mostra qualquer respeito às leis ou carinho pela cidade que as acolheu. A cidade está horrível, toda depredada e pichada, reduto de traficantes e drogados. As calçadas, ruas, viadutos e praças estão intransitáveis e imundos, tomados por milhares de ambulantes ilegais com uma infinidade de marginais que nos assaltam e matam à luz do dia. Esta é a São Paulo que hoje faz com que eu me sinta um estranho em minha própria terra.  

  

Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul

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EMÍLIO RIBAS - AGRADECIMENTO

Venho a público agradecer a todo o corpo clínico, enfermeiros e demais funcionários do Hospital Emílio Ribas pela dedicação, amor, carinho e profissionalismo que tiveram com meu irmão, Wilson Farina.  Não há palavras para descrever toda esta equipe de profissionais que trouxeram a vida do meu irmão novamente. Obrigada.

Luis Carlos Farina deluvicleo@uol.com.br

São Paulo

 

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