Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

25 Novembro 2016 | 02h53

GOVERNO FEDERAL

Posse no MinC

Tentando passar a impressão de que tudo está bem, Michel Temer recebeu e enalteceu o novo ministro da Cultura, Roberto Freire, bem como sua esposa. Desprezou, todavia, qualquer referência ao ex-ministro Marcelo Calero, que não se submeteu às pressões do ministro Geddel Vieira Lima. Com essa atitude Temer deixa claro que quem não pactua com tais tramoias é persona non grata no Planalto. Parabéns, Calero! Muda, Brasil...

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Temer x Temer

O sr. Michel Temer, no começo do seu governo, procurou marcar sua imagem de idoneidade ao se livrar dos ministros suspeitos de envolvimento com ações ilícitas. Passado esse tempo, adota agora a politicagem da sua antecessora. Blinda o “percevejo” Geddel e este, no mínimo, deveria afastar-se para demonstrar lisura. O presidente hoje tem outra atitude, oposta à do seu início. É outro Temer!

HENRIQUE GÂNDARA

clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

Honorável sociedade

O apoio pleno do entourage de Michel Temer ao très chic Geddel Belle Vue, com elogios rasgados ao seu magnífico desempenho como articulador político, denota um comportamento típico de certos grupos de importantes “homens honrados” que veneram a “lealdade” acima de tudo entre seus confrades. É como se a advocacia administrativa em causa própria que o “Cara Redonda” praticou descaradamente jamais tivesse ocorrido, ninguém toca no assunto. É como se o ex-ministro Marcelo Calero fosse o vilão dessa história que expôs um medalhão da claque. É exatamente assim que funcionam as máfias. Os dissidentes íntegros, que não compactuam com as atrocidades na família, são considerados desleais. E esse é um pecado mortal em meio a essas irmandades cínicas e amorais – um filminho indecente bem conhecido.

OLIMPIO ALVARES

olimpioa@uol.com.br

Cotia

Edifício La Vue

A TV noticiou que o Edifício La Vue, em Salvador, é obra construída sob regime de administração – ou seja, o comprador é o financiador da construção – e que o apartamento do 23.º andar está em nome da construtora. Mas Geddel disse que “comprou” esse apartamento. Entretanto, Geddel ainda não é proprietário nem promitente “comprador”. Por que, então, tanto interesse que o edifício tenha 30 andares, e não 13? Serão os 100% de desconto quando for “pagar” o apê com vista para a África?

PAULO MÁRIO B. DE ARAUJO

pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

CORRUPÇÃO

Lavar ou manter limpo?

Sergio Fausto, no artigo Esperando a Odebrecht (23/11, A2), apresenta-nos uma conclusão magistral: “A punição de crimes pela Justiça, respeitando o devido processo legal, é uma das maiores conquistas da civilização. Só se redime quem paga por seus erros. Isso vale para os indivíduos e vale também para um país. Não pode haver democracia, não pode haver sociedade decente, fora do império da lei, igual para todos. Doa a quem doer”. A Operação Lava Jato, conduzida pelo brilhante e altamente competente juiz Sergio Moro, pode-se resumir a uma simples lavagem de nossos costumes políticos e zelo no uso de bens públicos, no curto prazo, enquanto os poderosos de plantão sentem o escrutínio e o peso de sua atuação. E já existe muita pressão para esvaziar e encerrar seu trabalho. Para que não fiquemos só na “lavagem” provisória, temos de pôr em prática a sabedoria realçada pelo sr. Fausto. É necessário não só “lavar”, mas instilar a consciência de que temos de manter limpa a administração pública. Corrupção deve ser bem avaliada e resultar em punição adequada, doa a quem doer. Fora da lei não há salvação!

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Lula contra Moro

Os depoimentos das testemunhas no caso do processo da compra do triplex no Guarujá têm causado grandes tumultos da parte dos bem pagos advogados de Lula. O que todo mundo sabe é que os doutores procuram tumultuar as sessões com intuito de não só perpetuarem as discussões, mas, sobretudo, tentar provocar o juiz Sergio Moro e, com isso, alegar suspeição do magistrado. O que o ex-presidente está tentando, além de evitar o julgamento em Curitiba, é se fazer de vítima, fugindo da sua enorme responsabilidade pela situação caótica em que sua pupila Dilma deixou o Brasil. Que o ilustre juiz Moro não entre nessa armação.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Desacato

Será que os advogados de Lula jogaram a toalha? Quer ser preso, então desacata o juiz Moro?

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Rabularias

A estratégia dos advogados do Lula é tumultuar os depoimentos dos delatores premiados como forma de desestabilizar o juiz Sergio Moro. A certeza da condenação daquele que Delcídio Amaral afirmou que sabia de tudo a respeito do assalto à Petrobrás é tanta que agora é tiro para todo lado. É apenas o velho direito de espernear.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Pensei que no Primeiro Mundo não havia advogados chicaneiros como os que defendem o Lula. E não é que os advogados dele encontraram na Suíça um colega da mesma estirpe, o causídico Geoffrey Robertson?

ROBERTO BOTTINI

robertobottini@uol.com.br

Mogi das Cruzes

Nunca antes

Os advogados do ex acharam um elo conectando a Lava a Jato aos EUA. Ora, quem abriu essa porteira foi o sr. Luiz Inácio, que em 2010, eufórico e de colete laranja, comemorou a emissão de ações da Petrobrás nos EUA no valor de US$ 66,9 bilhões: “Nunca antes na história tivemos um processo de capitalização como esse!”. O número superou a emissão de ações da companhia telefônica japonesa NTT em 1987, que foi de US$ 36,8 bilhões, e do Royal Bank of Scotland (RBS) em 2008, no valor de US$ 30,2 bilhões. Hoje os americanos sabem que os políticos aliados ao governo do Brasil assaltaram os cofres da Petrobrás. Nada é mais sadio que a troca de informações entre procuradores suíços, americanos, brasileiros, búlgaros ou tailandeses.

HELENA RODARTE C. VALENTE

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

“Pelo andar da carruagem, trocamos seis por meia dúzia”

MOISES GOLDSTEIN / SÃO PAULO, SOBRE O GOVERNO TEMER

E O CASO GEDDEL

mgoldstein@bol.com.br

“A Constituição diz, em seu artigo 5.º, que ‘todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza’. À luz do atual contexto social e político do Brasil, não seria esse um aspecto a ser revisto 

na nossa Carta Magna?”

NERIVAN SILVA / TATUÍ, SOBRE OS ‘MAIS IGUAIS’ DA REPÚBLICA DOS PRIVILEGIADOS

nfsilva35@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ANISTIA AO CAIXA 2

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e líderes partidários alcançarão, finalmente, o tão almejado desejo da anistia o crime de caixa 2. Mais uma vez fica demonstrada a enorme distância que existe entre a opinião pública - pautada pela moralidade e pelo bom senso - e os interesses pessoais, em boa parte escusos, daqueles que foram eleitos para nos representar no Parlamento. O que nos dá alento são a megadelação premiada de executivos da construtora Odebrecht, que colocará em maus lençóis muitos destes espertinhos, e as eleições de 2018, ocasião em que nós, brasileiros de bem, teremos a oportunidade e a obrigação de dar o devido troco. Não nos esqueceremos. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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ÀS RUAS NOVAMENTE!

Na quarta-feira, 23/11, em Brasília, vários parlamentares fizeram de um tudo para melar a votação das Medidas contra a Corrupção, que, infelizmente, já vêm sendo modificadas em seu texto original. Pelo andar da carruagem, quando esta lei for votada, com o seu texto totalmente alterado, ela deverá condenar os policiais federais, os promotores de Justiça e os juízes que participarem de qualquer inquérito que apure a corrupção de políticos e empresários - ou seja, será o rabo abanando o cachorro. Está mais do que na hora de o povo ir para as ruas novamente!

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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DINHEIRO NÃO DECLARADO

Só para entender: se os deputados têm o direito de não serem punidos pelo crime de caixa 2, nós, pobres mortais, também teremos?

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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FIM DE CARREIRA

Aos 2 milhões de eleitores que assinaram o projeto anticorrupção e o Projeto 4.850/2016, proposto ao Congresso pelo Ministério Público Federal, acho que devemos ir até as zonas eleitorais destes corruptos deputados que votarem contra e mostrar aos eleitores de lá o quanto seus representantes são corruptos e que só pensam em si mesmos, mentindo aos seus eleitores em beneficio próprio. Se isso for feito, nós nos livraremos de grande parte da corrupção no Brasil. Estes corruptos terão de procurar outro meio de roubar, porque sua carreira como políticos findará.

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PENSEM ANTES

Acabei de receber um vídeo da advogada Janaína Paschoal em que ela diz que um grupo de deputados se alinhou para pedir não só a anistia do caixa 2, como também da falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. Em acalorado discurso, ela pede aos Parlamentares que ponham a mão na consciência e não perdoem crimes já praticados. O povo brasileiro não merece isso.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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POR UM NOVO CONGRESSO

Ao ser entrevistado sobre os temas polêmicos que nossos digníssimos congressistas votarão em breve, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, saiu com esta pérola: "Um poder não pode interferir em outro", fazendo alusão ao Judiciário. Se existe um "Judiciário", é justamente para investigar, processar e punir o Executivo e o Legislativo quando estes enfiam as mãos no dinheiro público, e as 12 medidas anticorrupção são para blindar essa farra descoberta pela Operação Lava Jato. Polemizar e perdoar caixa 2, que é, sim, dinheiro ilícito usado em campanha ilícita - porque é dinheiro não contabilizado - é coisa de quadrilha unida. Nas redes sociais já começaram uma campanha sobre troca total e irrestrita do Congresso em 2018, porque nossos deputados estão confabulando para que as votações na Câmara sejam secretas, escondendo de seus eleitores quem tem dedo podre. Se assim for, todos pagarão, porque nossa vingança será maligna. Trocaremos toda a corriola sem dó! A Câmara e o Senado precisam urgentemente de uma dedetização. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O PODER DO PODER

Vinte e sete líderes no Senado Federal assinaram um manifesto em defesa e apoio ao ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Cá entre nós, que ninguém se engane, por tabela, trata-se da defesa do próprio governo Temer.  A propósito, em todas as imagens da mídia em que aparece o rosto do ministro, tem-se a impressão de que ele está dizendo: "Comigo ninguém pode!" Será?

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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ALERTA

A escandalosa movimentação do governo para proteger Geddel Vieira Lima - evitando a sua convocação pela Câmara, acobertando as declarações de Renan Calheiros, Rodrigo Maia e de seu líder no Congresso, além de não mencionar o nome do correto ex-ministro Marcelo Calero no discurso de posse do novo ministro da Cultura - mostra que Michel Temer, assim como Lula tanto precisava, precisa urgentemente daquele tal conselheiro do "vai dar merda", porque, certamente, este caso de Geddel vai dar merda para ele.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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RELEMBRANDO

Síntese de toda a história que a mídia impressa e televisiva já sabe: Marcelo Carelo pediu exoneração do cargo de ministro da Cultura porque estava sendo pressionado pelo ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, para que intercedesse junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para alterar e liberar a obra de um edifício em Salvador (BA) com 30 andares - o Iphan autorizou apenas 13 andares. Quer dizer, Geddel, que teria adquirido um apartamento ali, queria "apenas" mais 17 pavimentos. Calero negou o pedido, mas o ministro Geddel continuou a pressão, e agora está sendo processado pelo Conselho de Ética da Presidência da República, acusado de usar sua influência no cargo. Não é de admirar por que Geddel gosta de escalar tetos, desde que não seja o Everest ou o Kilimanjaro. Ele está no rol daqueles que recebem por mês mais de R$ 50 mil, superiores ao teto constitucional. Numa jogada política, o advogado José Saraiva Filho, nomeado por Temer, "pediu vista do processo". É bom lembrar que no ano de1993 Geddel Vieira Lima esteve envolvido no primeiro escândalo de corrupção do Brasil democrático e que ficou conhecido como Anões do Orçamento, em que 37 parlamentares roubaram mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos em esquemas em que já apareciam as hoje encarceradas empreiteiras. As últimas intervenções de Temer só têm dado oxigênio a esta nova oposição, haja vista a defesa explícita de Lula no programa "Roda Viva" e agora, quando todos esperavam o contrário, decepcionou a turma do "Fora Dilma!", alimentando a hidrofobia das ruas com o clamor do "Fora Temer!". "Político é como pedra de carvão: apagada, suja; acesa, queima" (Confúcio).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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TEMER, O CÍNICO

Durante a posse de Roberto Freire (PPS-SP) como ministro da Cultura, Michel Temer disse que o novo ministro vai "ajudar a salvar o Brasil". Será? Como Roberto Freire vai ajudar a salvar o nosso país, se um ministro honesto pediu demissão e um ministro corrupto continua no cargo? É mais fácil Roberto Freire deixar o cargo e a política do que Geddel Vieira Lima ser demitido e Renan Calheiros ser preso. Sinceramente, Temer, o Brasil não tem solução. E deixe de ser cínico.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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INACEITÁVEL

A chegada de Roberto Freire ao Ministério da Cultura era o que faltava para salvar nosso patrimônio histórico e cultural. Freire é um nome indiscutível, fixa limpa e com passado abonador. Espero que com sua presença o prédio de Geddel, que emporcalharia a beleza cênica e histórica de parte de Salvador, não prosperará. A valorização do Iphan deverá ser ponto de honra de Freire, para a infelicidade de Geddel Vieira Lima. Este ministro deveria ficar no cargo até a aprovação da PEC do teto de gastos, depois poderia ir embora e cuidar de suas maracutaias. Temer está se esforçando para superar a crise econômica, ética, ambiental (o lamaçal de Mariana), etc., etc., etc., deixada por Dilma Rousseff. Estamos torcendo para tudo dar certo e não é possível encontrarmos um ministro que, por um motivo particular, atrapalhe a Nação e o País. É inaceitável o desprezo que se observa, na maioria dos políticos, pela história, pela cultura e pelo meio ambiente.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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NOVO MINISTRO

Roberto Freire não é daqueles que se engrandecem com o cargo. Ao contrário, vai engrandecê-lo!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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EDIFÍCIO LA VUE

Sr. presidente, o cargo que Vossa Excelência hoje ocupa deve-o ao povo, que, assim como eu, lotou as grandes avenidas desta nação, cansado que estava da política do compadrio, não só do compadrio petista. A atitude de vosso ministro Geddel é coisa escusa, repulsiva e abominável. Conhecendo os fatos que envolvem a maioria dos políticos, sobretudo os fatos mais recentes, e, amparados no tal foro privilegiado e na política pequena à qual estão acostumados. O dito apartamento no 23.º andar, seria bom apurar melhor, pois pode ter sido um presente de amigos, coisa comum ultimamente. Presente este para que o sr. Geddel, com sua notória "habilidade", interferisse para conseguir extrapolar a área já aprovada do tal empreendimento. Felizmente, ainda existem pessoas de bem como o ministro que deixou o cargo, no mínio envergonhado com o "modus operandi" do colega.

 

Manuel José Falcão Pires manuel-falcao@ig.com.br

São Paulo

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GOVERNO CAPENGA

Diante do escândalo envolvendo o ministro Geddel Vieira Lima, que sem nenhuma dúvida pressionou o ex-ministro da Cultura para "quebrar o seu galho" na compra desastrada de um apartamento a ser construído ilegalmente, o presidente da República, em vez de demiti-lo, como seria o esperado, simplesmente afirmou que ele vai continuar. Como bem recordou o editorial do "Estadão" de 23/11, é o mesmo presidente que prometeu, ao assumir o cargo, defender a moralidade pública ("não porque eu queira que haja moralidade") enfatizando que "é porque a Constituição determina". E, para demonstrar a importância de Geddel, o presidente da República recebeu o apoio do deputado Rodrigo Maia, que completou o absurdo da situação ao declarar que "o governo precisa de tranquilidade e precisa continuar contando com Geddel". Também o presidente do Senado declarou que "houve interpretação indevida" por parte do ex-ministro da Cultura. Ora, estamos, assim, diante de um governo capenga, que precisa da colaboração "fundamental" de um ex-deputado que fez parte do escandaloso grupo dos Anões do Orçamento e acabou de pressionar o ex-ministro da Cultura, que preferiu sair do governo a continuar e participar de tal patranha. Sim, porque a versão real e não oficial do ocorrido foi de que o ex-ministro saiu por não atender aos interesses particulares do indispensável Geddel, que acabou não conseguindo salvar o seu apartamento irregular, pois o novo ministro da Cultura já declarou que vai respeitar as decisões do Iphan. Entretanto, pela firmeza com que o presidente Temer insistiu em manter o ministro Geddel, bem como as declarações do presidente da Câmara dos Deputados e de André Moura, líder no governo naquela Casa, de que "a oposição está se aproveitando de um assunto que é muito pequeno perto de outros assuntos de interesse do País para poder fazer disso um cavalo de batalha", como lembrou o citado editorial. Então me parece que a declaração sobre a moralidade do presidente foi apenas uma frase de efeito. Também entendo que, se algum imprevisto mais sério atingir o ministro Geddel, que o obrigue a abandonar o seu cargo, o governo poderá desabar. Enfim, é o PMDB no governo.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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GRAVE ENGANO

Amizades que geram dívidas posteriores e obriguem a serem pagas futuramente não podem constar nas decisões do presidente da República. Seu compromisso maior é com o povo para o qual ele jurou governar. Grave engano de Temer.

Ruth Moreira ruthmoreira@uol.com.br

São Paulo

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FALTA POUCO

Um presidente-tampão cercado de Renan, Jucá, Geddel, entre outros assemelhados não inspira nenhuma confiança. A continuar a demonstração de compadrio e blindagem dos "muy amigos" flagrados e acusados de malfeitos e ilicitudes de toda ordem, em breve tempo os milhões que saíram às ruas pelo "Fora Dilma" gritarão em alto e bom som "Fora PTemer!". O tempo dirá...

 J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CASO GEDDEL

Presidente Temer, governe com autoridade, exerça a postura de um comandante íntegro e não deixe o povo sentir saudades do PT.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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COMPARAÇÃO

Esta confusão de Geddel, Jucá e coligados deve levar Temer a uma posição mais desconfortável do que vivencia no momento. É a comparação com Dilma: pessoalmente honesto, mas cercado por raposas políticas que agem segundo a velha ética que tudo permite ao andar de cima. E Temer continua a acolhê-los.

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador 

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DESCREDIBILIDADE

A permanência de Geddel junto com outras figuras carimbadas pelo povo, como Jucá, tira completamente a confiança e enfraquece a cada dia o governo Temer.

Edvaldo Angelo Milano e_milano@msn.com

Limeira 

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RECONHECIMENTO

Prezado presidente Temer, o senhor deveria tirar este sorriso do rosto, deixar de lado os punhos de renda, parar de passar a mão na cabeça de certas pessoas que o cercam e tratar de salvar sua pouca popularidade, que, aliás, vem perdendo dia após dia. O senhor declarou que quer ser reconhecido como o presidente que colocou o Brasil nos trilhos, mas, da maneira como está conduzindo este país, será reconhecido como o maquinista que fez o Brasil descarrilhar de vez.

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

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CONFLITOS MINISTERIAIS

No momento atual, o governo de Michel Temer necessita de paz e tranquilidade com relação aos entendimentos entre seus colaboradores. A saída de Marcelo Calero, por ingerência de Geddel Vieira Lima, lavra um tento negativo na governança, desde que se torna inaceitável pressão de um ministro contra outro sobre temas de interesses pessoais e exclusivos. O País precisa menos disso e mais de trabalho conjunto para poder colocar o Brasil nos trilhos!

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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TOMADA DE DECISÕES

A meu ver, Temer tem criado picuinhas desnecessárias ao seu governo. Precisa eliminar os princípios de amizade nas suas decisões e fazê-lo em prol do Brasil. Infelizmente, suas últimas foram covardes. Precisamos de decisões mais consistentes para recuperar o País. Do jeito que está, fica difícil.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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GOVERNO TEMER

Alguns Ministérios do governo Temer são tão modernos que não têm sistema de segurança, basta dizer "Abra-te, Sésamo!" e as portas se abrem...

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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GUERREIRO DO CONGRESSO

Renan Calheiros volta a defender projeto de abuso de autoridade: "Não há poder sem limites". Renan Calheiros, o mais novo guerreiro do povo... do Congresso!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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NOCIVO

Mudanças na Lei de Abuso de Autoridade para proteger civis, Renan? Faça-me o favor! Os civis querem é se proteger do caráter de vossa excelência.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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TIC-TAC INSUPORTÁVEL

Por que os senhores não publicam diariamente, na primeira página do jornal, uma ampulheta medindo os dias que Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), não dá andamento ao inquérito contra o notório senador Renan Calheiros? O inquérito contra Renan está parado há 3.389 dias! Estamos esperando o ministro Lewandowski virar a ampulheta e parar este tic-tac insuportável e vergonhoso para a sociedade brasileira, que surpreende pessoas de bom senso ao redor do mundo. Nós, brasileiros, já estamos acostumados com tal leniência. 

Joaquim Carlos Fernandes jucafernandes@terra.com.br

São Paulo

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NOVAMENTE O DR. TOFFOLI

Não faz nem 15 dias que o ministro Dias Toffoli pediu vistas do processo que proibia pessoas com pendências judiciais de assumir a Presidência da República, embora o placar já estivesse decidido pelo óbvio. Pois não é que na terça-feira ele voltou a pedir vistas num processo contra o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), processo este autorizado pelo ministro Teori Zavascki? Depois de tantos pedidos de vista, entendemos por que não conseguiu passar nos concursos para a magistratura e só ocupa este cargo porque já foi advogado petista e alocado no Supremo por Lula. Acho que nas próximas sessões de que ele participar, seria adequado que os demais colegas "desenhassem" a situação para que fique mais fácil para o sr. Toffoli tomar pé da real situação.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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MAMATA

Renan Calheiros, a lei joga a seu favor! Uma mamata este foro privilegiado, hein? Até quando, STF?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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REDUTO NO STF

Infelizmente, nossa Corte Suprema, quando se trata de julgar políticos, transformou-se no melhor reduto que um criminoso pode almejar. Lá ninguém corre o risco de ser julgado. E os ministros não perdem o sono por isso. Continuam como se vivessem no paraíso da Justiça, sem notar que são responsáveis pela morte da Constituição que juram defender.

Ademir Valezi adevale@icloud.com

São Paulo 

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O DINHEIRO DE VOLTA

Temos lido sobre e assistido diariamente às ações, sobretudo da equipe do juiz federal Sérgio Moro, que descortinam um sistema de corrupção que se instalou nos últimos governos. Alguns têm sido julgados e cumprem penas, mas temos visto o abrandamento das penas graças à figura da delação premiada. Acredito que muita gente continua inconformada com essa leveza de penas. Sugerimos que esses malfeitores, além de passarem boa temporada na cadeia, tenham sua pena agravada, com a devolução total do montante desviado, corrigido com multa e juro. Para qualquer indivíduo o que mais pesa é o ressarcimento pecuniário. Assim, o erário teria o recurso desviado de volta. É a minha visão.

Reimei Yoshioka reimei.y@uol.com.br

São Paulo

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UM POUCO TARDE

Governadores, seguindo a política de Dilma Rousseff, quebraram seus Estados - coisa facilmente previsível. Agora, estão correndo para fazer economia. Seria cômico, se não fosse trágico.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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AJUDA AOS ESTADOS

O governo federal deve ter cautela na ajuda aos Estados em crise financeira, uma vez que vários deles aumentaram substancialmente as remunerações de servidores de várias categorias, como das polícias militares - entre eles Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A União não pode pagar por essas remunerações acima do normal, que ela própria não paga a seus servidores.

Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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AJUSTE FISCAL

Tenho visto todo dia notícias a respeito do ajuste fiscal, cobrando dos governos (federal, estaduais e municipais) controle e redução de salários de funcionários. Não tenho visto nenhuma cobrança para a moralização dos salários e privilégios absurdos do Judiciário e do Legislativo, cujas distorções são infinitamente maiores do que no Executivo. Tendo em vista que o dinheiro sai do mesmo bolso (o nosso), sem isso não vejo condições de exigir sacrifícios só do funcionalismo público.

José C. M. Reis jcelid@uol.com.br

São Paulo

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CORAÇÃO

É difícil de interpretar a recente declaração do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), dando conta de que a solução da crise financeira do Estado passa por "sensibilizar o coração" do ministro Henrique Meirelles para que o Tesouro Nacional permita um socorro mais gordo ao governo fluminense. Não dá para concluir se pretendia ser original e, com isso, conseguir simpatias subjetivas ou se estava tão afastado da realidade que não conseguia entender que as dificuldades em que ele e seu padrinho político, hoje preso, mergulharam o Estado são de tal magnitude que, fora de medidas objetivas, efetivas e sérias, não há "coisas do coração" que as aliviem.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CORRUPÇÃO NO RIO DE JANEIRO

O governador Luiz Fernando Pezão, do Rio de Janeiro, ao ser indagado sobre a menção do seu nome pelo ex-governador Sérgio Cabral, que disse que ele era o secretário de Obras e ele que tinha contato com os empreiteiros, falou que estava tranquilo com relação a isso e que a Polícia Federal (PF) não encontrou nada contra ele no processo. Não é bem assim, governador. Com efeito, a PF, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), fez diligências para apurar se ele e o ex-governador Sérgio Cabral tinham algum envolvimento nas denúncias da Lava Jato, e, como não encontrou nada, devolveu o processo ao MPF. Só que o MPF não se deu por satisfeito, pediu novas diligências. E o que vimos? O ex-governador sendo preso. Acho bom o governador Pezão se preocupar com a sua situação, porque ele era vice-governador, não tem como dizer ou negar que não sabia de nada ou desconhecia os fatos. Ele era integrante e atuante do governo Sérgio Cabral. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ISENÇÃO FISCAL E A PATULEIA

Curioso o critério de pesos e medidas do governo Cabral no Rio de Janeiro. Enquanto abria mão de milhões de reais em desonerações fiscais para empresas amigas (que retribuíam generosamente o favor a Cabral e sua madame), a assim chamada Operação Barreira Fiscal torturava caminhoneiros presos em longas filas para esmiuçar suas cargas até o último grãozinho. Até mesmo picapes de uso não comercial, caso da minha modesta Montana, são obrigadas a entrar na fila, mesmo que levando apenas bagagem para o fim de semana. Em suma: o ICMS mais caro do Brasil para a patuleia e isenção para os amigos do rei.

Luiz Eduardo Souza Lima leduardoasl@terra.com.br

Rio de Janeiro

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O RICO CASAL CABRAL

Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, está aflita desde a prisão de seu marido na semana passada. A equipe da Operação Lava Jato encontrou R$ 10 milhões em suas contas. Adriana é suspeita de lavagem de dinheiro e de ser beneficiária do esquema ilícito capitaneado por Cabral. Ultimamente, o casal fazia compras sem utilizar os cartões de débito, para escapar da fiscalização da Polícia Federal. O escritório de advocacia de Adriana faturou R$ 73 milhões em contratos com empresas públicas, durante os dois mandatos de Sérgio Cabral. Quando a gente acha que já viu de tudo nesta vida, ficamos perplexos diante do vaso sanitário polonês e das dezenas de ternos italianos encontrados na residência do casal.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CEGOS

Gente, que coisa impressionante! É milhão para cá, milhão para lá, as cifras em conta corrente dos corruptos, encontradas pela Operação Lava Jato, nunca deixam de causar espanto. A última é o saldo em conta da mulher de Sérgio Cabral, a tal advogada: R$ 10 milhões. Aí, é o caso de perguntar: a Receita Federal não percebe nada, quando se trata de milionários? Ou o Leão gosta de caçar só presas pequenas? Que pouca vergonha! Não é de hoje que a Receita Federal do Brasil demonstra precisar de um oftalmologista (com recibo, por favor!). Há décadas vemos ladrões do dinheiro público ostentando padrão de vida muito acima de seus ganhos, além de um monte de dinheiro embaixo do colchão (como a ex-presidente Dilma Rousseff disse que gostava de fazer), sem que os auditores desconfiem de nada. O cara recebe R$ 20 mil por mês, tem quatro estudando no exterior, vai para a Europa e Estados Unidos todos os fins de semana, mora numa mansão, tem lancha, helicóptero, outra mansão na praia, cinco apartamentos e dez fazendas de gado, gasta R$ 50 mil no cartão de crédito todos os meses, e a Receita Federal acha "normal"? Só rindo! E o tal Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf)? Em teoria, deveria "examinar e identificar ocorrências suspeitas de atividade ilícitas relacionada à lavagem de dinheiro". Na prática, está provado que não faz coisa nenhuma. É um órgão que Michel Temer pode eliminar, com toda tranquilidade. Não fará falta ao País, já que ninguém consegue notar que ele existe. A pergunta é: por que isso acontece? Será que uma investigação nestes órgãos, no modelo da Lava Jato, não caberia, levando muitos destes ceguinhos para a cadeia?  

Maria C. Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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CABRAL NA FRENTE

Pelo caminhar das investigações, com tantos políticos envolvidos, parece que Sérgio Cabral coloca todos no chinelo.

Jose Wilson Gambier Costa jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista (SP)

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DINHEIRO AO MAR

Desde domingo, cariocas vêm encontrado notas de R$ 100 boiando na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Pelo andar da carruagem, deve ter político "dispensando" no mar provas materiais do produto de propina que receberam, pois não está nada fácil "lavar dinheiro".

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FIFA PADRÃO PT

Agora, com a prisão do ex-governador Sérgio Cabral e a divulgação dos desvios generalizados nas obras de infraestrutura voltadas para a Copa do Mundo e a Olimpíada, fica mais clara a mescla de interesses espúrios que ocorreu nesses eventos e nas obras a eles ligadas. Combinando isso com a devassa que foi feita na Fifa, desmontando inúmeros esquemas de corrupção, fica uma dúvida: as obras da Copa e da  Olimpíada foram no padrão Fifa ou no padrão corruptivo dos governos do PT e de seus aliados? Cada um escolha a alternativa que mais lhe parece correta, para lincar os dois sindicatos de ladrões. 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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CARA DE SORTE

 

Anthony Garotinho, ex-governador do Rio, é um cara de sorte. Quando foi preso, há uma semana - acusado de compra de votos em Campos dos Goytacazes (RJ) -, tentou subornar a Polícia Federal, mas por decisão da ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral, economizou R$ 5 milhões e foi desfrutar de prisão domiciliar. Agora, com a revogação da prisão preventiva, só vai pagar a fiança de R$ 88 mil.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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GENRO DO GENRO DO GENRO

Senhores, quem conhece um pouco da história do Brasil sabe de quem se trata atualmente. No caso, o atual tenta evitar a qualquer custo, entre outros "nobres" interesses, que o sogrão momentaneamente protegido por foro privilegiado venha a ser o terceiro ex-governador do Rio contemplado com estadia em Bangu ou (por que não?) em prisão domiciliar.

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com

São Paulo

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CONTINUA LINDO

Não obstante todas as contrariedades que o Rio de Janeiro tem suportado nestes longos últimos anos, ele ainda continua lindo. Mas, contrastando com sua beleza, ele tem sido vítima dos piores governos e Legislativos. Para citar apenas um dos vergonhosos deslizes, chama a atenção a "verba para auxílio-creche para deputados com filhos de até 24 anos de idade". E ainda querem aumentar a contribuição de Previdência e reduzir salários. Que vergonha!

  

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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EM SÃO PAULO

Após o acordo feito pelos Estados com o governo federal, pergunto como irão sobreviver os professores aposentados do Estado de São Paulo? Estamos há dois anos e meio sem nenhuma reposição da inflação em nossa aposentadoria. Bônus é pago apenas a professores que estão na ativa. Os medicamentos são reajustados todo ano, até acima da inflação. Após uma vida dedicada ao magistério, sentimos nossa dignidade, como profissionais e seres humanos, se deteriorando quando mais precisávamos dela. É muito triste.

Regina Teixeira Beltramelli rbeltramelli@uol.com.br

Campinas

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GREVE DE FOME

Em Palmital (SP), uma médica faz greve de fome após ter sido obrigada a voltar a trabalhar (ou multa de R$ 2 mil por dia). A Santa Casa conseguiu uma liminar para que os médicos especialistas voltassem ao trabalho e interrompessem uma greve contra o atraso por sete meses de salário. Será que o Judiciário ficaria um mês sem receber salários? 

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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SECA NO NORDESTE

Noticiário de 23/11 (quarta-feira) deu-nos conta do prejuízo de R$ 103,5 bilhões (dados da Confederação Nacional de Municípios - CNM) em consequência da seca no semiárido nordestino do Brasil, valor equivalente ao PIB dos Estados de Alagoas, Piauí e Sergipe, significando que desde 2013 perdeu-se por ano a riqueza produzida em cada Estado. No exaltado Acordo de Paris, que tratou do clima, as nações decidiram investir pesado para a temperatura global não superar 2ºC até 2100, número que os pantagruélicos ecologistas já começam a entender insuficiente. À época, enviei ao "Estadão" uma opinião - não publicada - nos seguintes termos: "Com países ricos doando US$ 110 bilhões/ano, em poucas décadas o mundo seria estruturado para receber água extraída dos mares e distribuída doce, e potável, por rede de dutos iguais às utilizadas para petróleo e gás. Incrementaria a lavoura e pecuária para povos que desconhecem o que é comida, evitando, assim, migrações de famintos pelo mundo, além de minimizar a temperatura daquelas regiões". Exemplo disso temos no reservatório de Itaipu. Sabe-se que porta-aviões nucleares americanos são dotados de usinas transformadoras de água marítima em água doce, utilizada para atender todas as suas necessidades operacionais desde lavagem de convés a consumo humano. Brasília, por sua localização e baixíssima umidade relativa do ar (chega a 13%), não seria habitável se não tivessem construído o Lago Paranoá, o que possibilitou, também, geração de energia elétrica na usina localizada no Lago Sul. Se o Nordeste é banhado por água do mar, por que no Brasil não se capacitam essas regiões com aquedutos, formando reservatórios d'água doce e proporcionando riqueza e vida àquela gente? Concretam o leito do Rio São Francisco usando bilhões de reais, sem umidificar e enriquecer o solo por onde ele passará, numa ação que equivale a colocar água e comida do lado de fora da gaiola do passarinho. Nunca vi ou ouvi cálculos do custo em vidas dessas ações até 2100. Hipocrisia dos gênios.      

 

Adilson Mencarini adilsonmencarini@uol.com.br

Guarulhos

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CORREIOS

Como pode um Sedex (teoricamente entrega expressa) levar sete (7) dias de Nova Andradina (MS) até Campinas (SP), distância de 800 km? Mais um serviço público que era excelente e que a quadrilha petista conseguiu destruir.

Renato Pires repires@terra.com.br

Nova Andradina (MS)

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NOVO TÉCNICO SPFC

Resta saber se, como técnico do São Paulo Futebol Clube, Rogério Ceni é quem irá bater os pênaltis.

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br

São Paulo

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CASO NEYMAR

Sem discutir o mérito do pedido de prisão do jogador Neymar pela Promotoria espanhola, o fato é que Neymar rejeitou um contrato de 25 milhões de euros por ano de outro time europeu, líquido, sem impostos. Seria um contrato maior do que o do Messi e o de Cristiano Ronaldo. Isso mostra que ele não é tão ganancioso assim como alguns apregoam aqui, no "Fórum dos Leitores". Espero que não seja inveja, com certa dose de racismo.

Oswaldo B. Pereira Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

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