Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2016 | 03h02

GOVERNO TEMER

Transição ou transação?

Na ânsia de obter os votos necessários no Congresso Nacional, o presidente Michel Temer corre o risco de perder tudo. E com isso perdemos todos nós, brasileiros. Os casos do apartamento de Geddel Vieira Lima e do “estancar a sangria” de Romero Jucá são exemplos. O Brasil precisa de paz e de confiança nas instituições para poder trabalhar e tirar o País da recessão em que se encontra. Não é admissível que tenhamos de nos mobilizar toda semana, quer pelas redes sociais, quer em manifestações de rua, para impedir que as “autoridades” tomem decisões que o povo está farto de dizer que não quer. Temer tem de seguir o que o povo quer. Será que ele ainda não entendeu isso e continua com as mesmas práticas já exaustivamente execradas pelos brasileiros? Temer tem de decidir se quer sair de um governo de transição com as honras de uma administração de sucesso ou, então, ser apenas mais um governo de “transações”.

SALVADOR BORDIERI NETO

sbordierineto@gmail.com

Sorocaba

Nefasto compadrio

Como vice-presidente do governo anterior e coordenador político por certo período, não se pode dizer que houvesse grandes surpresas no estilo Temer de governar. Entretanto, ao assumir as rédeas do País, esperavam-se dele atitudes que o diferenciassem de seus antecessores e antigos aliados. Parece que o presidente Michel Temer menosprezou o poder nefasto do compadrio no momento delicado vivido pelo País. Além disso, seus interlocutores na política são pessoas desacreditadas pela população, fato que se soma negativamente a um governo de baixo apoio popular. Um governo de dois anos só pode falar em curto prazo a fim de tomar as medidas esperadas para retomar um crescimento vital para a esperança dos hoje mais de 20 milhões de desempregados de fato. Decepção, descrédito, desesperança, isso é tudo o que o governo deveria evitar neste momento. Não precisamos de um Oráculo de Delfos para prever o final típico desse cenário caso não faça urgente alteração de conduta.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Subtexto

Quando conversava com o então ministro Marcelo Calero sobre o tal prédio em Salvador, Temer disse que “a política tem essas coisas”. Penso que, na verdade, ele quis dizer: “Calero, aqui é assim que as coisas funcionam”.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul

‘Savoir-faire’

O presidente deveria preocupar-se menos com sua gravata e cuidar mais de suas responsabilidades com o País. O caso Geddel é uma vergonha, para quem espera tanto dele.

DORIVAL MENEZES LEAL

dorileal@uol.com.br

São Paulo

Despachante

Os combalidos brasileiros esperavam que o presidente Michel Temer fosse um estadista, um timoneiro que conduzisse o Brasil com firmeza na travessia dos mares tempestuosos da economia e da política, agitados pelos ventos da corrupção. Mas Temer agiu como mero “despachante imobiliário” para aprovar prédio de luxo irregular no interesse de um ministro do seu governo. A emenda peemedebista está sendo pior que o soneto petista.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

CORRUPÇÃO

Caixa 2

24 de novembro de 2016. Grande agitação no Congresso Nacional. Parlamentares não comprometidos com a ética tentam a todo custo incluir no pacote de medidas contra a corrupção emenda que anistia políticos que praticaram o caixa 2 em campanhas eleitorais. O superfaturamento de obras públicas é uma das fontes que abastecem o caixa 2. A votação do pacote de medidas foi adiada. Tomara que os parlamentares não duvidem da capacidade de indignação do povo brasileiro e não venham mais com essa aberração. Brasileiros e brasileiras, sempre alerta! Cochilou, o cachimbo cai.

JEOVAH FERREIRA

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

Confissão de culpa

Deputados federais da atual legislatura agem como um bando que legisla em causa própria, tentando anistiar o caixa 2 e levando junto anistia para crimes de corrupção e outros correlatos. Esse desespero para de alguma forma colocar alguns adendos é para livrar a cara dos ilustres deputados que se encontram afundados nesse mar de lama de escândalos e por isso querem descaracterizar o projeto dos procuradores sobre os crimes de corrupção. Diante da próxima delação premiada da Odebrecht, isso é uma clara confissão de culpa e uma tentativa desesperada de escapar das garras da lei.

HENRIQUE SCHNAIDER

hschnaider4@gmail.com

São Paulo

Conjuras

Na calada da noite se conspira contra a Nação brasileira. A escandalosa anistia do caixa 2, que embute em sua redação malandra a anistia de crimes de corrupção ativa e passiva, concussão e lavagem de dinheiro, foi trabalhada pela Mesa da Câmara para passar em votação “simbólica” – vale dizer, sem que os parlamentares mostrem a cara. No prédio ao lado, Renan Calheiros e sua turma mudaram (depois do expediente) a redação do projeto de regularização de ativos no exterior para excluir a proibição da participação de parentes de agentes públicos e de políticos. Esse projeto ganhou o apelido de Lei Cláudia Cruz. Cruz, credo!

EDUARDO SPINOLA E CASTRO

3491esc@gmail.com

São Paulo

Black Fraude em Brasília

A “voadora” de Romero Jucá em seus colegas de Senado no caso da repatriação de capitais provou que a classe política nem pela metade do preço vale o que vende.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

EM SÃO PAULO

Valores em questão

Enquanto o barbeiro da Câmara Municipal de São Paulo recebe salário mensal líquido de R$ 8.609 e um eletricista, R$ 9.443, um pesquisador científico (Instituto Butantan, Adolfo Lutz, Pasteur, Biológico, etc.) subordinado ao governo do Estado fica muito aquém desses valores. Em início de carreira, regime de tempo integral, com mestrado e doutorado, legalmente impedido de exercer a profissão mesmo fora do horário de expediente, recebe a bagatela de R$ 4.900 brutos! Chega a ser bizarra essa inacreditável inversão de valores.

FREDERICO FONTOURA LEINZ

fredy1943@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A DEMISSÃO DE GEDDEL

Felizmente, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, tomou uma decisão positiva e formalizou seu afastamento do governo Temer. Suas inúmeras atitudes anteriores demonstravam que tal fato não ocorreria. Michel Temer se livrou de mais uma picuinha, uma crise desnecessária nestes tempos para a Nação. E, para variar, o PT, com sua cultura de "quanto pior, melhor", tentou tumultuar a situação.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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O ENVOLVIMENTO DE TEMER

 

No episódio entre Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura, e Geddel Vieira Lima, agora aparece mais um fato importante: o envolvimento do presidente Michel Temer, que teria feito pressão sobre Calero para que este atendesse a um pedido de Geddel. Assim, o caso do apartamento de Geddel em edifício de luxo em Salvador, com questionamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), parece que vai ter consequências maiores, porque a Procuradoria-Geral da República (PGR) vai tomar providências contra Geddel. Dependendo, ainda, do que ocorrer com as 77 delações de executivos da construtora Odebrecht, poderemos ter novidades más para o atual governo, que ainda tem dois anos pela frente.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CRISE

Crise no colo de Temer - e outros. Liderança e ordem. Garanto que, se Donald Trump estivesse por aqui, ganharia na primeira.

Lourenço Nampo lnampo@gmail.com

São Paulo

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NOVELA 

A política na era cibernética não é mais a mesma. A nossa pressão, nossa participação online, vem fazendo a diferença. Políticos também não são mais os mesmos? Ou sempre foram assim e antes se acobertavam? O que vemos no Brasil é de desconcertar qualquer observador ou crítico profissional, e o que salta aos olhos são os motivos que derrubam um sujeito que está no poder: joias, apartamentos, iates, sapatos, jantares, conluios, gravações, traições e vinganças chulas e rasas. O Brasil sobreviveu ao impeachment, mas Dilma Rousseff deve estar rindo à toa do novo desgoverno Temer, que, se não tiver coragem para rever suas escolhas para compor o governo, chafurdará no mar de lama que continua a assombrar o Brasil. E ele próprio, sobreviverá? Aguardemos os próximos capítulos desta malévola novela.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo 

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FOI TARDE

Demorou demais e também não importa se realmente se demitiu ou foi demitido o agora ex-ministro Geddel Vieira Lima, ministro todo-poderoso do presidente Michel Temer, que, por sua vez, deveria ter agido de imediato com o afastamento de Geddel, e não pelo contrário, como demonstram as declarações do ex-ministro Marcelo Calero à Polícia Federal. Michel Temer, na ânsia de acobertar o ex-ministro Geddel, misturou o público com o privado, algo inadmissível para um presidente da República. Estamos aqui, no nosso país, numa situação tão crítica que infelizmente para nós, brasileiros, chegamos ao velho ditado: "Se não tem tu, vai tu mesmo", para sorte de Temer. Já passou da hora de o presidente da Republica fazer uma mudança no seu ministério, que tem ministros visceralmente ligados ao ex-governo Dilma Rousseff e a seus escândalos de corrupção, sendo investigados pela Operação Lava Jato. A situação aqui, no Brasil, chegou a tal ponto que, se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Temos de ficar atentos, porque só voltando às ruas conseguiremos limpar o nosso país de tanta sujeira e acreditar num futuro melhor.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

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DIVAGANDO

1)Apesar de o presidente ser reconhecidamente um político experiente e cuidadoso, foi sua a escolha de colocar como ministro da Cultura um diplomata muito bem relacionado com o meio artístico, reconhecidamente petista, tendo, inclusive, em Cannes, participado de manifestação de artistas brasileiros empunhando a bandeira do golpismo contra Temer. Este acabou plantando uma erva daninha junto de si, para gáudio dos oposicionistas. Inexplicável deslize. 2) Um diplomata, estando ministro de um governo, armar uma cilada política contra ele, é um ato desprezível, tanto quanto o de Geddel defendendo seus interesses pessoais no caso do edifício La Vue. 3) Se a gravação telefônica autorizada pela Polícia Federal contra Lula, sabidamente  cheia de conteúdo incriminador porque foi ouvida por todos nós, não valeu, por que uma gravação nem sequer divulgada está pesando tanto contra Temer? O que se sabe dela, o que se especula, é em cima do que o ex-ministro Marcelo Calero conta... e alguém que usa de meios tão sórdidos para desestabilizar um governo merece tanta confiança? 4) Tenho um estranho pressentimento de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está ardendo de vontade de sentar na cadeira presidencial... Pode esperar sentado na sua própria cadeira. Temer vencerá esta conspiração urdida sabe-se bem onde. Mas que se acautele daqui para a frente.

Mara Montezuma Assaf monyezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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MAIOR

Na carta de demissão de Geddel Vieira Lima, o agora ex-ministro afirma que "o Brasil é maior do que tudo isso". É o Brasil ou o La Vue?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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O CASO DO EDIFÍCIO

Este La Vue é Dejà Vu.

Milan Trsic cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

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DE UM AMIGO

Prezado ministro Geddel, um conselho: converse com o ex-presidente Lula, que ele te orienta em relação ao edifício La Vue. Tem ele enorme experiência. Basta dizer que o apartamento é de um amigo e deixa rolar...

Cláudio A. S. Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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DNA POLÍTICO

Do triplex de Lula ao apê de Geddel, nas explicações até agora dadas a única verdade é a grande mentira.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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'PERCEVEJO DE GABINETE'

O caso Geddel Vieira Lima ilustra com precisão cirúrgica o conflito permanente entre o privado e o público no Brasil. Importante recordar, ainda, que o presidente Itamar Franco sempre se referia a Geddel como "percevejo de gabinete". 

Gilberto Araújo gilberto.araujo2077@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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O SNOWDEN BRASILEIRO

Marcelo Calero, em vez de lavar a roupa suja em casa, decidiu ficar magoado com possíveis pressões superiores. Em vez de ficar tergiversando, deveria impor o que é correto com convicção e sem medo. Caso passassem por cima dele, aí, sim, vir a público denunciar manobras escusas. Se o ministro Geddel comprou apartamento na planta, o projeto foi aprovado "a priori", e assim há mais gente na boca do forno. O que menos se quer é aumentar os já tão graves problemas nacionais. Calero poderia ter um mínimo de consideração a quem o escolheu para posto tão significativo e tentar resolver um problema simples sem colocar a boca no trombone.

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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#CALEROHEROI 

Divulgue todas as gravações!

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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IMPEACHMENT JÁ

Se a gravação de Marcelo Calero existe, Michel Temer subiu no telhado. Como brasileiro, faço um apelo à também brasileira Janaína Pascoal, especialista na matéria, para que peça o impeachment do presidente em exercício. Vejamos como se comportará Rodrigo Maia, o Eduardo Cunha da vez, dentro desta saia-justa que terá de vestir.

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo 

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AÇÃO PREMEDITADA

Tudo leva a crer que o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero aceitou o cargo para tumultuar o governo de Michel Temer. Se há ou não pretensões políticas por parte dele, só o fato de ter gravado conversas com Michel Temer, Geddel Vieira Lima e Eliseu Padilha dá a impressão de que ele agiu premeditadamente, sobre um assunto que poderia ser solucionado, sem conflitos, entre eles ou mesmo pela Advocacia-Geral da União (AGU). Essa tempestade política deve ser superada o mais rápido possível, para o governo, com a ajuda dos congressistas, avançar nas reformas e retomar o crescimento do Brasil, paralisado pelos governos petistas.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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PRESSÃO

Temer precisa trocar com urgência a babá de Marcelo Calero, senão ele vai reclamar que Jesus Cristo o está pressionando.

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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TEMER MACHUCADO

Em 1994 o então ministro da Fazenda Rubens Ricupero foi pego falando abobrinhas no microfone e foi demitido imediatamente. Portanto, que sirva de exemplo ao presidente Michel Temer, principalmente depois que o Brasil virou terra arrasada e vilipendiada pelo PT no poder. Cercar-se de gente suspeita, esta deve ser imediatamente afastada, até que se prove o contrário. O presidente Michel Temer não é nenhum neófito na política, e, se quer governar o Brasil sem percalços nestes próximos dois anos, precisa ser rápido em suas decisões. A manutenção de Geddel em seu governo depois das denúncias de abuso de poder deu a Temer um desgaste sem necessidade nenhuma, porque alertou o povo brasileiro de que sua figura pode estar na mesma lama putrefata deixada pelo PT. Geddel saiu uma semana depois do escândalo, Temer poderia ter zelado mais por seu cargo.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MEU APÊ, MINHA VIDA

Estes politicalhos precisam urgentemente criar um Meu Apartamento, Minha Vida, pois já são muitos os casos que estão trazendo instabilidade ao País. Na época de FHC teve um caso semelhante, de seu filho Paulo, que não tinha emprego nem salário e "comprou" um imóvel no Rio de Janeiro, na área mais valorizada da cidade. E Geddelzinho, não contente de ser "anãozinho do Orçamento", ainda foi trazer mais dissabores para o irmão honorável (ou seria venerável?) Temer. Coisa simples de revolver, mas ficam insistindo. Romero Jucá, naquele clima fervoroso, saiu e hoje ninguém mais se lembra dele, tanto é que é recrutado para dar as boas notícias da "quadrilha", ops, do governo!

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

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CONQUISTANDO MANCHETES

O que há de comum entre as acusações às altas autoridades: apartamento ou sítio do ex-presidente, apartamento do ex-ministro, etc.? Imóveis. O povo não percebeu porque abusos relativos a imóveis são algo que não está disponível para plebeus, mas o programa "Meu Imóvel, Minha Encrenca" vem conquistando manchetes. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO TEMER

Por fora viola desafinada, por dentro pão bolorento.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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A NATUREZA DO HOMEM

Contrariando a natureza, Geddel provou que "anão" cresce.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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O RECADO NÃO FOI OUVIDO

É de perguntar: o que o povo queria ao sair para as ruas? A queda de Dilma Rousseff e o fim das falcatruas. E o que estamos vendo? Que as velhas raposas continuam as mesmas. Ministros do governo Temer envolvidos em diversos ilícitos. Ao que parece, o recado das ruas não foi entendido. A sociedade cansou do PT, deste Congresso venal, de um Rodrigo Maia que só pensa em si, de um Renan que está prestes a se tornar réu. E Temer não é nenhum amador, assumiu sabendo o que a sociedade esperava dele, que colocasse no governo pessoas íntegras como aquelas que estão na Economia. Geddel Vieira Lima, ministro da Secretaria de Governo, acaba de pedir demissão. Vai para onde? Este senhor já deu o que tinha de dar. Tem duas aposentadorias, que vá viver sua vida e deixe de conspirar contra o País. Será insuportável ver Temer defender esse cidadão. É constrangedora a fila de maus caracteres que estão montados neste governo. O presidente Temer terá outro desafio: colocar alguém no lugar. Por que não buscar na iniciativa privada um nome, visto que indicações políticas acabam quase sempre na Operação Lava Jato? Ou por que não se livrar de vez do problema extinguindo o ministério em questão? Certamente, não fará falta ao País.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SÓ MUDARAM AS MOSCAS

Não demorou muito para o "presidente" Temer mostrar sua real cara. Mudaram as moscas, mas a m... continua a mesma. E os deputados favoráveis ao caixa 2 estão assinando suas participações na corrupção!

Raul Ventimiglia raulventimiglia@gmail.com

Barueri

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AFAZERES

Se realmente o presidente Temer se meteu nesta história do tal apartamento, seria de perguntar se ele não tem nada mais importante para fazer.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo 

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AMESTRADO

O Brasil perdeu a dignidade quando o presidente da República se comportou como um cachorrinho amestrado que obedece às ordens de seu dono. Nada pode justificar que o presidente da República se curve diante dos caprichos de um ministro, capricho com os dois pés na ilegalidade, na imoralidade e no crime. A toda-poderosa bancada nordestina de Geddel, Collor, Renan, Sarney, Lobão, Lula e Severino mostrou quem manda neste país, obedece quem tem juízo, e Michel Temer sempre foi um homem muito ajuizado. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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TOMBO

Por falar em tombamentos, parece que Michel Temer deixou escapar o momento certo de tombar o Geddel. Agora, se o próprio presidente levar um tombo, pode ser fatal... E, como sempre, azar do Brasil...

 

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

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PERGUNTAS

O governo é uma turma? Os congressistas são quadrilheiros? Michel Temer quer apagar incêndios com gasolina?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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HÁ O QUE TEMER

Pois é, a herança, agora, além de maldita, é maligna. Sei que não foi seis por meia dúzia, mas hoje em dia penso no pior. Acorde, Temer, saia do seu passado, estamos em 2016, o povo aprendeu a ler e a pensar, nós somos diferentes dos vermelhos, não defendemos desonestos, suspeitos e bandidos totalitários, rua e cadeia para eles. Mas tome sua linha, defina-se, de qualquer maneira nos manifestaremos nas ruas, nas urnas, etc. A única coisa que ainda presta é a Lava Jato, que os safados do Senado e da Câmara querem extirpar. Tomara que o Natal nos brinde com mais hotéis, cuja mobília dos apartamentos seja de vasos sanitários e beliches, e tenham como brinde portas de fechamento automático.

João Luiz Piccioni piccionijl@me.com

São Paulo

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REGRA

Presidente Temer, uma regra para seus escalões de governo: pisou na bola (falcatruas), está demitido sumariamente, sem desgastes para a Presidência.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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MINISTÉRIO

Temer, diga-me quem será indicado, para saber se não deves temer.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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A CRISE NO RIO DE JANEIRO

A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão de seis pessoas, entre elas o ex-governador Sérgio Cabral e seu ex-secretário de Fazenda Julio Bueno, além da empresa Michelin, em razão de incentivos fiscais concedidos a esta empresa que causaram prejuízo ao Estado. Acho que todos os incentivos fiscais concedidos na gestão Cabral-Pezão têm de ser investigados. Até joalherias tiveram incentivos fiscais, e mais ainda: até devedores do ICMS, como uma cervejaria de Petrópolis, tiveram incentivos fiscais. Devedor ter incentivo fiscal é uma piada. Só faltaram dar incentivos fiscais às carrocinhas de pipoca, de algodão doce, de cuscus, etc. Os responsáveis são os gestores. As empresas beneficiadas, se cumpriram o disposto no decreto que estabelece os incentivos, não têm muita culpa. Como disse, a culpa é dos gestores pela publicação do decreto, e da Assembleia Legislativa que aprovou. Agora bloqueiam R$ 1 bilhão, em caráter liminar, logo isso ainda vai rolar, rolar, rolar e só Deus sabe quando vai acabar. Por que demoraram tanto a ver isso? Quando concederam esses benefícios, ninguém fez a conta para ver a perda?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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AS JOIAS DO RIO

Quem não deve não teme e não esquece. Diretora da HStern deu detalhes das joias vendidas para o casal Sérgio Cabral e esposa. Já Cabral não se lembra de nada e sua esposa não quer falar sobre joias, pois está apenas tentando achar um meio para se livrar da prisão. Bem, pelo menos tão cedo não vamos ver fotos do "lindo casal" comemorando "não sei o quê", em caríssimos restaurantes, durante viagens pela Europa. Enquanto isso, Anthony Garotinho, que já "sarou" e deixou o hospital, teve sua prisão preventiva revogada. E viva o Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, mas atolada na corrupção e no tráfico. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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TRAMOIAS

A Polícia Federal descobriu que Sérgio Cabral usava telefones com nomes falsos e criptografados, além de "não saber de nada" até mesmo sobre assuntos pessoais, seguindo à risca as aulas do cumpanhero Lula, para esconder seus crimes. Todavia, a insistência veemente para incluir o atual governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, nessas tramoias é porque ele tem as benesses do malsinado foro privilegiado e, obviamente, o processo do "presidiário" também seguirá para o Supremo Tribunal Federal (STF). Afinal, ele sempre disse que tem "20 anos de praia", não é mesmo?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TROCA DE MÃOS

Se Garotinho comandou um esquema de compra de votos e o Tribunal Eleitoral revogou sua prisão, o problema passa a ser o órgão máximo da Justiça Eleitoral.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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RESISTÊNCIAS INTOLERÁVEIS

Não há quem possa negar os avanços ocorridos no Brasil, nos últimos tempos, contra a corrupção, impensáveis tempos atrás. Tanto é que hoje estão presos grandes empresários, ex-membros do Congresso Nacional e até ex-governadores. Mas ainda agora, nas manchetes do dia, encontramos resistências intoleráveis, e pelo menos uma em cada um dos Três Poderes da República, que são exemplares. No TSE, por 6 votos a 1, o ex-governador Antony Garotinho foi absolvido, mesmo após flagrantes indícios de compra de votos na cidade de Campos (RJ). Na Câmara dos Deputados, em meio à votação do aguardado projeto de medidas anticorrupção, tenta-se aprovar uma anistia irrestrita ao caixa 2 passado, por meio de uma emenda sem paternidade. E, no Poder Executivo, um poderoso ministro pressiona acintosamente o ministro de outra pasta para aprovar projeto de seu interesse particular, completamente incompatível com o local do empreendimento, pois fere normas do Iphan.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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CÉU DE BRIGADEIRO

O presidente Michel Temer disse que no curto prazo a economia do nosso país entrará em "céu de brigadeiro". Não querendo ser pessimista, confesso que pelos céus que estão se desenhando na economia dos Estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, nosso céu está mais para tormentas do que para brigadeiro.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ADVOGADOS DO CRIME

A prisão de dezenas de advogados, esta semana, sob a acusação de serem colaboradores de facções criminosas é algo que causa uma profunda decepção a quem faz parte de uma categoria que é muito importante. E é por demais importante para assegurar  direitos e evitar injustiças. Que os fatos sejam apurados e que as entidades representativas da classe tomem as providências cabíveis nessa situação.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ACORDO DE PAZ NA COLÔMBIA

Na Colômbia, o acordo entre o governo atual e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estabelece a possibilidade de os narcotraficantes fundarem um partido político e se elegerem a cargos públicos. Desta forma, os terroristas poderão utilizar toda a experiência adquirida nos últimos 50 anos na política sem ter uma mudança drástica no estilo de vida, facilitando sobremaneira a adaptação à sociedade.

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

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PELO ACORDO

Já que o povo não aceita acordo com as Farc, o governo deve resolver sem o povo. Presidente Juan Manuel Santos, devolva o Nobel da Paz. Talvez este seja o caso em que qualquer acordo "não" é melhor que combater um grupo terrorista, produtor e traficante de cocaína. 

  

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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DIREITA E ESQUERDA PELO MUNDO

As mídias têm se alvoroçado com a vitória de Donald Trump, do Brexit e eventuais ascensões da direita pelo mundo. Por outro lado, no que temos visto da oponente esquerda, é uma sucessão de fracassos e de queda brutal na qualidade de vida em governos de esquerda, em particular aqui, na América do Sul, destaque para a Venezuela. A sociedade reage contra quem fracassa.

Francisco da Costa Oliveira fcoxav@gmail.com

São Paulo 

 

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