Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

28 Novembro 2016 | 05h00

A MORTE DO DITADOR

Esperança de liberdade

Morreu o último grande ditador, Fidel Alejandro Castro Ruz. Quem sabe agora os cubanos possam descobrir como é doce a liberdade, que Fidel escondeu de seu povo com mão de ferro durante meio século. E quem sabe os cubanos possam, enfim, perseguir os seus sonhos, conhecer o mundo, prosperar, ler e escrever à vontade, assistir a um filme, fazer suas escolhas, ser donos do próprio destino.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Comemorando em Havana e Miami, finalmente o povo cubano pôde expressar a sua opinião sobre os 49 anos de ditadura.

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

A revolução castrista

Como ser humano, nossas condolências aos familiares. Como ditador e revolucionário, que estejam em sua recepção espiritual os milhares que por “crime de opinião” sucumbiram nos porões das prisões e no paredón.

ARNALDO RAVACCI

arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

O sonho não durou tanto quanto o pesadelo.

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Herança maldita

Como todo ditador que se perpetua no poder, Fidel Castro deixa a cena com a herança maldita de um ditador milionário e um povo miserável. 

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

Fidel Castro deixou de herança para os 11 milhões de cubanos uma mísera renda per capita de US$ 6 mil. As péssimas relações internacionais de Cuba resultaram num interminável fracasso econômico. As exportações da ilha não ultrapassam US$ 2 bilhões e o PIB mal chega aos US$ 60 bilhões. A ineficiente máquina estatal cubana produziu uma dívida externa incalculável. A ditadura fidelista foi um fiasco social e econômico.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

O paraíso cubano

O mantra que os esquerdistas insistem em repetir sobre Cuba é que, com a revolução, sua população pode ter acesso a educação e saúde – ambas questionáveis, pois a educação é baseada em dogmas marxistas e a saúde tem dificuldades tecnológicas. Países que na mesma época, anos 1950, como Coreia do Sul e Costa Rica, viviam uma situação crítica hoje também oferecem a suas populações acesso a educação e saúde, só que com muito mais qualidade de vida.

FRANCISCO XAVIER FERNANDEZ

fcoxav@gmail.com

São Paulo

LULOPETISMO

Mais pobreza

O Estadão de sábado publica a prova sobre a maior mentira propalada pelo PT. O partido sempre se vangloriou de ter feito a maior distribuição de renda no País, mas os dados da Pnad, do IBGE, mostram exatamente o contrário: a renda dos brasileiros caiu! O que o PT fez foi a maior destruição de valor, nunca antes vista neste país. A única coisa em que, pelo visto, os petistas são competentes é na propaganda enganosa.

JOAQUIM J. X. SILVEIRA

joaquimsilveira@gmail.com

São Paulo

GOVERNO TEMER

Sem jaça

Manchete do Estadão de sábado: Temer promete ‘alguém que não esteja metido em nada’ para lugar de Geddel. Fica uma dúvida: estrangeiros podem ser nomeados ministro no Brasil?

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

Michel Temer anuncia que escolherá alguém que não esteja envolvido com nada. Mas, no momento político e moral que o Brasil vive, tenho a certeza de que a cadeira permanecerá desocupada. Valha-nos Deus!

JOSÉ CARLOS THOMAZ

josecthomaz@gmail.com

São Paulo

Reputação ilibada

Por que o presidente não busca seus ministros entre brasileiros, políticos ou não, de reconhecida reputação ilibada e amor pelo Brasil? Essa conversa de convocar políticos com folha corrida duvidosa apenas reforça a convicção de que temos um presidente fraco e refém de um Congresso onde a maioria dos que ali estão tem como objetivo maior o enriquecimento pessoal e o desfrute das benesses que o mandato oferece.

CARLOS STEFFEN

casteffen@terra.com.br

São Paulo

Lição do caso Geddel

Nossos políticos estão acostumados a pedir “favorzinhos” e benesses, mas a sociedade brasileira dá sinais inequívocos de não estar mais disposta a tolerá-los. Está mudando a sensibilidade, o que consideramos “aceitável”. Sobreviverão politicamente os que souberem rapidamente ler os sinais dos tempos e corrigir o seu comportamento. Os outros irão parar na chamada bacia das almas.

RICARDO FERREIRA

fredrfo@gmail.com

São Paulo

Caixa 2

Depois dos embaraçosos fatos que causaram a saída de Geddel Viera Lima, o presidente Michel Temer só conseguirá merecer a confiança dos brasileiros e dos investidores estrangeiros se de fato vetar o projeto de anistia – com tudo de vergonhoso que ele inclui – arquitetado por congressistas que não honram a confiança dos seus eleitores.

MARIA TOLEDO GALVÃO DE FRANÇA

mariatagalvao@gmail.com

Jaú

CORRUPÇÃO

Medidas necessárias

Que tal incluir no pacote de medidas de combate à corrupção que os políticos e funcionários do governo que trabalharem defendendo interesses próprios, corrompendo, não beneficiando em nada o povo, serão expulsos do cargo, além de sofrerem as demais penalidades? Lei para todos, não a do mais forte!

JAIME E. SANCHES

jaime@carboroil.com.br

São Paulo

Para acabar a corrupção a primeira medida será fazer o Supremo Tribunal funcionar!

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

CRIME SEM ANISTIA

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em entrevista ao “Estadão” (25/11, A7), muito me surpreendeu ao responder sobre a anistia para o crime de caixa 2, que deputados pretendem conquistar esta semana no Congresso Nacional. Diz ele: “Está se discutindo apenas a tipificação do caixa 2”. Seguindo seu raciocínio, “a sociedade está recebendo informações que a estão confundindo”. Ora, ora, quando estão nos informando, é justamente para não nos confundirmos. O ditado diz que a gentileza cabe em qualquer lugar. Assim também a sinceridade e a verdade cabem em qualquer situação. Caixa 2 é crime, sim, sem anistia. 

 

Tacio Bertolini tbbertolini@hotmail.com

Limeira

 

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‘FALSA POLÊMICA’

 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acha a discussão do projeto que anistia o caixa 2 uma “falsa polêmica”. Quero ver quem vai ter coragem de ser o “pai da criança”. Assine aí... Espere até o dia 4 de dezembro, vamos ver o que a população acha. O nobre deputado é apenas um representante da população. 

 

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

 

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DESPROPÓSITOS

 

Tentar a anistia de “impropriedades” (práticas ilícitas) já é um despropósito. Mas o tema encerra mais aspectos que o público (eleitores, contribuintes) desconhecem. Votação por acordo de lideranças e não nominais e abertas para acompanhamento de um assunto tão importante para a reforma dos hábitos políticos é outro despropósito. Por que a mídia – imprensa, TV e rádio – não publica o texto completo do projeto a ser votado, com explicações das consequências de todos ao artigos? Noticiar parcialmente constitui desinformação e conivência.  A cidadania deve poder se defender do abafamento das punições dos atos de corrupção – do enfraquecimento da Operação Lava Jato.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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ANTRO DE DESAFORADOS

 

Do jeito que os políticos de Brasília querem aprovar a nova Lei do Caixa 2, sem a mínima punição e com total isenção de penas para quem praticar corrupção ativa ou passiva, bem como receber ajuda na campanha eleitoral através de propina, o Primeiro Comando da Capital (PCC) vai entrar na Justiça para que alguns de seus membros sejam absolvidos por terem cometido crimes menores do que os que os políticos possam praticar. Como um cidadão de bem, trabalhador, que paga escorchantes impostos, poderá viver com um absurdo destes? Efetivamente, Brasília virou um antro de desaforados. Povo brasileiro, nas ruas, imediatamente!

 

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

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ANISTIA AO CAIXA 2?

 

Eles querem, na verdade, é anistiar a bandalheira. Não vamos deixar! Nós vamos às ruas novamente. Agora, o Brasil ou vai ou racha.

 

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

 

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O VERBO

 

Está sendo instituída no País a liberação do verbo roubar: eu roubo, tu roubas e eles roubam... e todos roubamos. Vamos para a rua!

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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ÀS RUAS

 

Devemos impedir que aquele que recebeu dinheiro de caixa 2 possa ser anistiado pelos crimes que cometeu, como lavagem de dinheiro e recebimento de propina, entre outros. Para tanto, todo cidadão de bem deve sair às ruas para impedir que estes maus congressistas que receberam doações espúrias aprovem esta anistia nas eleições.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

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SERÃO ENQUADRADOS

 

No dia 4/12/2016 vamos para as ruas defender a Lava Jato e “enquadrar” os políticos da Câmara e do Senado!

 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

 

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O VETO DE TEMER

 

Diante da possibilidade da aprovação da anistia dos crimes de peculato, evasão de divisas, caixa 2, etc., durante a votação das Medidas contra a Corrupção, a notícia de que Michel Temer vetará este ponto da lei chega como um alívio para grande parte da população, principalmente para os 2,5 milhões de cidadãos que assinaram o projeto de lei popular. A maioria espera que Temer seja um presidente que resolverá o problema da economia herdado pela gastança irresponsável da ex-presidente Dilma e dos coadjuvantes corruptos que compõem parte dos Poderes Legislativo e Executivo. Temer está numa situação difícil porque é obrigado a negociar com bandidos. Uma faxina feita pela Operação Lava Jato ajudaria o presidente, motivo pelo qual seu veto será uma arma poderosa para remover os obstáculos e as chantagens a que é submetido para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto de gastos e a reforma da Previdência.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

 

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A SEGUNDA ONDA

 

Não bastasse a primeira onda de revolta ante o descalabro petista, até que Dilma, o PT e Lula saíram do poder, os brasileiros estão vivendo agora uma segunda onda de angústia, ansiedade e desespero, querendo fazer alguma coisa, mas não sabendo o que fazer. A demora da prisão de Lula, as tramoias de Renan Calheiros e da “tigrada” querendo melar as Medidas contra a Corrupção e anistiar o caixa 2, a riqueza de Sérgio Cabral, a falência dos Estados, as armadilhas dos advogados de Lula para punir o juiz Sérgio Moro... Só há um caminho: as ruas. Milhões nas ruas. O que queremos? O poder! O poder que doamos aos políticos e que eles usam contra nós. O poder de decisão de volta ao cidadão: plebiscitos. Prisão para Lula? Plebiscito. Pena de morte? Plebiscito. Aborto? Plebiscito. Reforma da Previdência? Plebiscito. Liberação das drogas? Plebiscito. Continuar como estamos? Não! Já é decisão.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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SUBSTITUTO

 

O presidente Michel Temer, conforme manchete do “Estadão” de sexta-feira, promete que, para o lugar de Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Secretaria de Governo, escolherá “alguém que não esteja metido em nada”. Ilmo. sr. presidente, cá entre nós, considerando seu atual plantel político, nunca achará esse alguém, né não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CONTA OUTRA!

 

Michel Temer diz que para o lugar de Geddel Vieira procurará alguém cujo nome não esteja metido em nenhuma denúncia. Ora, senhor presidente, só se for numa galáxia fora do nossos sistema. Fala sério!

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

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ONDE?

 

Dada e concretizada a demissão do “irmão” ministro Geddel Vieira Lima, o “honorável” – ou seria “venerável”? – presidente Michel Temer já andou dizendo que a escolha recairá sobre alguém que “não esteja envolvido em nada”. Caramba! Onde arrumará tal elemento? Em Marte? Ah, poupe-nos, Michelzinho. Poupe-nos.

 

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

 

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CUIDADO NA ESCOLHA

 

Será que o sr. Temer se dá conta de que, recebendo a Presidência, na função teria de honrar São Paulo? As escolhas de ministérios eivou de indicações dos tradicionais e sempre “problemáticos” senhores dos sertões. Alguns deles já lá se foram, mas tudo poderia ser evitado com um pouco mais de cuidado. Com tal qualidade de gente, Temer conseguirá desonrar São Paulo. Por favor, senhor Temer, abra os olhos.

 

Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas

 

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PROPINA

 

A verdade precisa ser dita: o apartamento do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que culminou com a queda deste, na verdade, foi adquirido nos mesmos moldes do apartamento tríplex de Lula, na base da propina. Só que este, de Geddel, foi para a liberação no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

 

Arnaldo Luiz de O. Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva 

 

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MANIFESTO DE APOIO A GEDDEL

 

Leniência coletiva do entourage de Temer num manifesto público em apoio a um “anão” político criminoso e prevaricador, assinado sem nenhum constrangimento por “amigos fraternos”, acima das leis e da ordem pública – e Marcelo Calero, ao lado delas, execrado. É insano, é a Lei do Cão, das Repúblicas de Bananas.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

 

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PROVA DA INOCÊNCIA

 

Acompanhem o raciocínio: morreu o deputado  Luiz Eduardo Magalhães, filho e herdeiro político de ACM. Um grande articulador que parecia destinado a modernizar os costumes políticos no Brasil, chegando até onde Antônio Carlos não pudera chegar. Morto, subitamente, o médico retirou e guardou o seu coração. Diz-se que o velho, em sofrimento e indignado, queria a cabeça do médico que assistiu o seu fim. Posteriormente, ACM acalmou-se, recebeu o coração querido e o entronizou num monumento numa das principais avenidas de Salvador, a Paralela. Parece macabro, mas foi real e o monumento foi removido para local nobre para dar espaço ao metrô. O que levou o médico a agir como agiu? Diz-se na Bahia que, conhecendo ACM, tinha certeza de que seria acusado de incompetência e culpado da morte, e no coração do jovem deputado – e não na sua aparência jovial – estaria a prova dos excessos que culminaram na tragédia. A prova é a palavra-chave. Marcelo Calero, ex-ministro da Cultura, pode ter gravado conversas com Michel Temer e outros, não para acusá-los, mas para defender-se, se acuado por Geddel Vieira Lima e pelo grupo no poder. Calero gravou a prova da sua inocência. 

 

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

 

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OS SALÁRIOS DOS VEREADORES

 

Na onda de ativismo, ressurge o movimento pela redução dos salários dos vereadores. Mais importante do que o salário, no entanto, é saber o que o vereador vai fazer do seu mandato. Ele pediu voto e elegeu-se para ser vereador. Não deve assumir secretaria ou diretoria da Prefeitura nem indicar cabos eleitorais, parentes ou assemelhados para cargos de confiança no Executivo. Se o fizer, perderá a independência e a condição de legislar e fiscalizar. Esses procedimentos adesistas deixam dúvidas quanto à lisura política do homem público e, bem analisados, podem ser qualificados como uma inaceitável corrupção moral, em que o eleito trai aqueles que nele votaram e procura obter vantagens. É preciso manter a independência dos poderes. Legislativo tem a função de legislar e fiscalizar e Executivo, a de governar. Se virar sócio ou dependente do governo, o vereador jamais poderá votar contra os interesses do prefeito, mesmo que estes sejam contrários ao povo que o elegeu. Que quer consertar a política brasileira, deve fiscalizar seus vereadores e deputados (isso também acontece na Assembleia Legislativa do Estado e na Câmara dos Deputados) e não deixar eles trocarem o voto por benesses. Isso faz diferença.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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INVERSÃO DE VALORES

 

Enquanto o barbeiro da Câmara de Vereadores de São Paulo recebe salário mensal líquido de R$ 8.609,00; um eletricista, R$ 9.443,00; um barbeiro, R$ 8.609,00; etc., um pesquisador científico (do Instituto Butantã, do Adolfo Lutz, do Pasteur, Biológico, etc.), subordinado ao governo do Estado de São Paulo, fica muito aquém desses valores. Em início de carreira e em regime de tempo integral, com mestrado e doutorado, legalmente impedido de exercer a profissão mesmo fora do horário de expediente, recebe a bagatela de R$ 4.900,00 brutos! Chega a ser bizarra esta inacreditável inversão de valores. 

 

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

São Paulo

 

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DEMAGOGIA COM O DINHEIRO DE SÃO PAULO

 

O “Estadão” publicou reportagem sobre o saldo que o prefeito Fernando Haddad vai deixar para o novo prefeito de São Paulo: R$ 6 bilhões, R$ 4 bi para liquidar os restos a pagar de sua administração e uma sobra de R$ 2 bilhões. O que parece à primeira vista a competência de uma administração pública, na verdade, é uma demonstração de incompetência. De fato, foram R$ 2 bilhões que o atual prefeito deixou de empenhar em obras e serviços para a nossa capital. Se nesses R$ 2 bilhões estiver incluído R$ 1 bilhão que o governo federal destinou à cidade para a recuperação das represas e mananciais, e o prefeito não usou, então já passa a ser um crime ecológico. Ao longo dos anos, diversas ocupações irregulares foram se formando às margens das represas citadas, sem que fossem dotadas de rede de esgoto. Como resultado, as duas represas, que se constituem em importante reserva para o abastecimento de água para São Paulo e cidades vizinhas, estão por demais poluídas, obrigando a Sabesp a realizar operações de decantação e filtragem para tornar as águas daqueles mananciais potáveis, além de ir buscar água cada vez mais longe daqui. E, agora, com a demagogia do prefeito Haddad, passarão a ficar mais poluídas ainda. Claro que fica a dúvida de que o governo federal não chegou a transferir tal quantia para a Prefeitura de São Paulo, uma vez que o prefeito Haddad não demonstrou a mínima intenção de despoluir as nossas represas. Muito pelo contrário, incentivou criminosamente a invasão de duas grandes áreas junto das represas de Guarapiranga e da Billings, para a construção de moradias dos invasores daquelas áreas por pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST). Cumpre lembrar, mais uma vez, que essas pessoas na realidade estão furando a fila daqueles que há muitos anos aguardam a sua vez de conseguirem a tão almejada casa própria nos conjuntos da Cohab, da Secretaria Municipal da Habitação. Na área que os invasores denominam de Nova Palestina, as irregularidades são de estarrecer. A referida área havia sido desapropriada pelo ex-prefeito Gilberto Kassab, exatamente por ser área de Mata Atlântica e de vários mananciais, para ser transformada em parque municipal. O prefeito Haddad simplesmente forçou os vereadores a aprovarem lei autorizando ali a construção de moradias para os invasores. E, depois, em mais um ato de demagogia explícita, comprou o Clube dos Funcionários Públicos do Estado de São Paulo, localizado às margens da Guarapiranga, para compensar o que cedeu gratuitamente aos invasores do MTST, prejudicando a população paulistana, os sócios daquele clube e todos aqueles que aguardam ordeiramente a sua vez na fila da Cohab. Em resumo, a cidade possuía uma área de 1 milhão de m² distante 300 m da Represa Guarapiranga, que foi desapropriada pelo ex-prefeito Kassab. O prefeito Haddad entregou cerca de 300 mil m² ao MTST e comprou uma área de iguais proporções em outro sítio da Guarapiranga, afastada daquela área de 1 milhão de m², para formar dois parques descontínuos, comprando uma nova área para compensar a perda de uma área já adquirida anteriormente pelo prefeito que o antecedeu. Os citados 300 mil m² foram comprados duas vezes. Não foi uma decisão de um bom administrador público e muito menos de um estadista.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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TRANSPORTE GRATUITO

 

É inaceitável que o governador Geraldo Alckmin e o prefeito eleito de Sampa, João Dória, ambos do PSDB, queiram acabar com a gratuidade do transporte público para os idosos, em São Paulo. Alckmin e Dória já se manifestaram pelo fim da gratuidade aos maiores de 60 anos no metrô, trens da CPTM e nos ônibus municipais. Trata-se de violência, covardia e falta de respeito e sensibilidade contra os nossos idosos, sobretudo contra os menos favorecidos. Não se admite que queiram suprimir os direitos dos idosos. Impressionante a cartilha neoliberal e maldosa dos tucanos, sempre contra os direitos dos menos favorecidos.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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FIDEL CASTRO

 

Fidel Castro morreu, aos 90 anos, e deixa para a história a marca de um dos mais perversos ditadores que existiu na humanidade. Presidiu Cuba por 49 anos, humilhando seu povo, negando-lhe o direito de ir e vir e também a liberdade de expressão. Milhares de seus opositores foram fuzilados e outros, por anos a fio, apodreceram nas celas das cadeias de Cuba. Este é Fidel Castro, sem nenhum respeito aos direitos humanos, mas a quem Lula e seus camaradas idolatravam. Quem sabe os 11 milhões de cubanos – 70% dos quais nasceram sob a ditadura de Fidel –, doravante, tenham o gozo fundamental da liberdade, da prosperidade e de uma imprensa livre.  

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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O FIM DE UMA ERA

 

Sem sombra nenhuma de dúvida, a morte de Fidel Castro é a melhor notícia do ano.

 

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo

 

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SILÊNCIO POR CUBA

 

Muito me admira que líderes mundiais se sintam infelizes com a morte de um indivíduo sanguinário, que matou milhões de inocentes e  destruiu o seu país. Seria mais ético se se calassem. Os cubanos agradeceriam.

 

Celia H. Guercio Rodrigues celitar@icloud.com

Avaré

 

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REPERCUSSÃO

 

O falecimento do ex-presidente cubano Fidel Castro tem grande repercussão internacional. E por muitos motivos, entre os quais sua atuação à frente de um país de pequenas dimensões, mas que enfrentou a pressão política, o bloqueio econômico e até a ocupação do território de Guantánamo pelos Estados Unidos. Mas não pode ser omitido que, com todos os questionamentos em relação ao seu modelo de governo, o povo cubano tem um padrão em que se evidenciam a educação, a saúde e a cultura em padrões melhores do que a maioria dos países do Caribe e até de outros países americanos.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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A CUBA QUE FICA

 

Morreu o grande e cruel ditador. Prometeu a igualdade e, na verdade, deixa uma Cuba pobre e carente de tudo, principalmente da liberdade; mas deixa também uma das maiores riquezas pessoais em bens e em dinheiro que jamais chegaram aos seus súditos miseráveis. O inferno deve estar em festa.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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O DITADOR E A VIDA EM CUBA

 

Finalmente os cubanos se livraram do maior ditador brutal na ilha de Cuba. Um sujeito que negou ao seu povo direitos humanos fundamentais, que fuzilou sua gente, submeteu-os à pobreza enquanto viveu juntamente com seus familiares nababescamente. Dá nojo ouvir certas pessoas no Brasil realçando o papel desse ditador sanguinário. A morte do ditador não vai mudar a vida sofrida daquelas pessoas que lá vivem tão cedo. Como tudo na vida um dia se acaba, lá se foi Fidel, para o inferno, lugar de todo comunista déspota e tirano, se é que existe esse lugar. Que o povo cubano possa ter a liberdade merecida. Sábado, sem dúvida, foi um dia de festa em Cuba. 

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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ETERNO EMBATE

 

A morte de Fidel Castro reaviva o eterno embate, ocorrido no século 20, pela almejada igualdade social de oferecer saúde e educação para toda a sociedade, mas sem suprimir a liberdade política e econômica do indivíduo.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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INIMIGO DA DEMOCRACIA

 

O ditador Fidel Castro morreu e, então, vejo muita gente emocionada prestando-lhe homenagens. Na minha opinião, o ex-ditador cubano foi um grande inimigo da democracia e por muitos anos governou com mãos de ferro a pequena ilha caribenha. De herói Fidel nunca teve nada. Esperemos que, com sua morte, haja um impulso de liberdade em Cuba. De resto, nada a elogiar.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

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O LEGADO DE FIDEL

 

Fidel Castro, visto como herói por comunistas, mandou milhares para o “paredón” e deixou um país inteiro na miséria por mais de meio século.

 

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

 

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LUTO NA TV

 

Uma emissora de TV a cabo parece ter decretado, à semelhança do governo cubano, nove dias de luto. A consternação dos seus apresentadores, repórteres quase indo às lágrimas, analistas de diversos segmentos, supostos intelectuais, fazendo das tripas coração para convencer os assinantes – é assim que eles chamam os telespectadores – de que o ditador Fidel, apesar de conduzir Cuba a patamares de miséria e com absoluta tirania, que prendeu e assassinou os opositores, era um líder. Os milhares de cubanos que fugiram da ilha e se abrigaram na Flórida comemoram, mas isso o canal não mostra. E ainda acham que o irmão vai mudar alguma coisa...

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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ASSASSINO

 

Não deem manchetes ou grande destaque à morte de um assassino. Fidel Castro foi um ditador que mandava para “el paredón” seus opositores. Influenciou, sobretudo na América Latina, o antiamericanismo, inspirando a formação de guerrilhas e de governos afora nada democráticos. Deturpou a mente de estudantes de outrora que romantizavam a revolução cubana. Estes, mais tarde, viraram líderes em seus respectivos países, trazendo apenas a desgraça e a corrupção. Já vai tarde...

 

José Eduardo Zambon zambonelias@hotmail.com

Marília

 

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FIDEL FALHOU

 

Foi para o inferno o ex-comandante em chefe da Revolução Cubana, que conseguiu nivelar o povo cubano na pobreza, mantendo um desabastecimento crônico de energia e de alimentos por quase 50 anos. Foi para o inferno o ditador cruel e incompetente que mandou matar e encarcerar seus adversários políticos. Fracassou em tudo o que sonhou. Um grande blefe de liderança da última metade do século 20. Um boquirroto.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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A MORTE DE FIDEL

 

Graças a Deus, e o diabo que o carregue pela eternidade.

  

Alvaro Luiz Devecz aldevecz@uol.com.br

São Paulo

 

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FESTA NO INFERNO

 

Pelo visto satanás aproveitou o fim da Black Friday para levar, com bom desconto, seu mais notório discípulo, grande responsável pelo atraso de Cuba e de toda a América Latina. Em nome de um igualitarismo utópico e de uma quimérica “justiça social” que atrelou um país vanguardista ao atraso e à dependência da (extinta) URSS, e a pretexto de derrubar uma ditadura, Fidel Castro impôs a seu povo um regime ainda mais desumano, liberticida, totalitário e anacrônico, influenciando movimentos congêneres em nosso continente, inclusive no Brasil, onde deu apoio à luta armada com vista à implantação da ditadura do proletariado marxista-leninista nas décadas de 1960 e 1970, terminando por “justificar” o assalto militar ao poder. Foi-se – sem trocadilho – o último dos carniceiros daquele período. Emblemático que o desaparecimento desse filhote do capeta tenha ocorrido ao fim deste fatídico 2016, ano em que até os guerrilheiros comunistas das Farc jogaram a toalha, e com as esquerdas – que sempre tiveram em Fidel seu grande guia e inspirador – levando a maior surra em décadas nas urnas da democracia. Morreu Fidel. Parabéns para o mundo, após 90 anos aturando esse traste, repudiado pelos próprios familiares, alguns exilados (!), mesma situação de centenas de milhares de seus irmãos cubanos. Oremos para que Cuba, castigada pelo castrismo, recobre a liberdade que seu obreiro povo merece.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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A ESQUERDA DE LUTO

 

Os “esquerdopatas” estão de luto. A “comuno-socialista”, idem. Os correligionários tupiniquins choram às escondidas, principalmente seu “irmão” ideológico, que desgraçou nosso país com o Foro de São Paulo. Conforme as premissas escatológicas, a limpeza já começou.

 

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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CUBA E BRASIL

 

Consta que no regime de Fidel Castro (1959 a 2014) foram mortos 136.288 cubanos (56.212 fuzilados no “paredón”; 1.163 assassinados extrajudicialmente; 1.081 presos políticos mortos nos cárceres por maus tratos, morte natural ou sem assistência médica; 77.824 mortos ou desaparecidos em tentativa de fuga pelo mar) e seus familiares jamais receberam indenização. Enquanto isso, no Brasil, em resposta ao eminente comunismo, aconteceu o regime militar (1964 a 1985), com a baixa de 126 (Clube Militar – militares e civis) ou 377 (Comissão da Verdade) pessoas, e não militares pegaram em armas, sequestraram, roubaram, assassinaram e atentaram contra civis inocentes. E posteriormente a maioria dos civis recebeu milionárias indenizações e invejáveis pensões ou aposentadorias. Ainda hoje há quem diga que Cuba de Castro era o paraíso, enquanto o regime militar brasileiro, o inferno.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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SEIS MESES DEPOIS

 

Uma coisa é certa: se não tivéssemos o impeachment da ex-presidente Dilma, com a morte do ditador Fidel Castro, veríamos uma caravana de aviões da FAB levando os nossos adoradores da “liberdade e democracia cubanas”, e, mesmo com a economia arrasada, se hospedariam nos resorts e hotéis caríssimos da ilha, tudo pago pelo povo brasileiro. Mas no sábado, sem as mordomias “capitalistas”, se limitaram a divulgar palavras enaltecendo o ditador morto, demonstrando sofrimento e tristeza. Deus com certeza é brasileiro, por ter levado Fidel seis meses depois do impeachment. A economia brasileira, arrasada, agradece.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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ENCONTRO

 

Como fica o encontro que o ex-presidente Lula marcou com Fidel Castro para dezembro?

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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LULA E FIDEL

 

Sobre a morte de Fidel Castro, Lula declarou em sua página: “Morreu ontem o maior latino-americano de todos os tempos”. A Lava Jato está fazendo Lula ficar modesto.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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