Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2017 | 05h00

SOB NOVA DIREÇÃO

Belos discursos

Se os novos prefeitos conseguirem um desempenho administrativo tão eficaz quanto seus belos discursos de posse prometem, certamente entrarão para a História como os maiores gestores de todos os tempos. Mas, historicamente, não é exatamente o que se espera que aconteça. Os cidadãos estão fartos de palavras e ações demagógicas.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Mudança de rumos

Os discursos da maioria dos prefeitos - os que saíram e os que entraram - sugerem um quadro diferente daquele que nos foi pintado durante a campanha eleitoral. Não adianta o prefeito cessante dizer que deixou dinheiro no cofre se não consertou os buracos das vias públicas e praças nem executou serviços de sua responsabilidade. Também soa falso os novos prefeitos exaltarem a obra dos antecessores se para ganhar a eleição a criticaram ferozmente. Os novos prefeitos anunciam o corte de secretarias e de cargos comissionados. Isso é importante, mas é apenas o começo. É preciso tirar o serviço público do marasmo, chamar cada profissional à sua responsabilidade de ofício e promover a modernização dos processos de trabalho, para garantir que as ações sejam realizadas dentro do prazo certo, por preço justo e, principalmente, sem os costumeiros aditamentos de contrato e reajuste de preços. A máquina pública tem de ser azeitada de forma a cumprir suas tarefas como uma empresa particular, com cada centavo bem empregado. Se assim não for, de pouco adianta mudar.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

Austeridade e gastança

O tom em comum dos discursos dos novos prefeitos é, de fato, a promessa de administrações austeras, redução do número de secretarias municipais e privatizações. Exatamente o contrário dos governos Lula-Dilma, que criaram 43 empresas estatais e empregaram mais de 23 mil apaniguados, contribuindo enormemente para aumento dos gastos públicos. Ou seja, de um lado, personagens responsáveis como Doria, Khalil, Marchezan, Crivella; de outro, os irresponsáveis Lula, Dilma, Cabral, Pimentel, Pezão, etc.

JOSÉ ALCIDES MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

Marketing x educação

Após muita roubalheira de dinheiro público por todo território nacional, independentemente da sigla partidária que governava a cidade, o Estado ou o País, agora assistimos à posse de muitos prefeitos com as melhores intenções do mundo, com promessas de corte de gastos, redução de cargos comissionados, limpeza de ruas e praças e até doação de sangue. Os brasileiros ficariam mais felizes se apenas acabassem com os “roedores” de dinheiro público e investissem o dinheiro arrecadado em educação. Aí, sim, findos os seus mandatos, eles nos deixariam uma ótima herança. Um país não se desenvolve nem cria empregos sem uma educação de qualidade. Menos marketing e mais educação é o que queremos em 2017.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Em São Paulo

O novo prefeito de nossa capital, João Doria Júnior, vem cacifado para fazer a diferença na gestão pública. Com bom tráfego entre o mundo político e o empresarial, é articulado, tem notória facilidade de comunicação - sua formação - e está sempre pronto para sair bem na foto. Sua linguagem realmente nos remete ao mundo corporativo, e não político. Normalmente os políticos são prolixos, generalistas, contemporizadores. Doria é direto, vai ao ponto, objetivamente. Estabelece metas, quantifica. Se conseguir manter coerência entre fala e atitude, poderá vir a ser a grande revelação do cenário político atual. Sabemos que vai enfrentar a sua mais espinhosa missão, que é governar uma megacidade, metrópole com múltiplos problemas, e num momento conturbado. Mas tem a expectativa positiva de vários setores e mais de 3 milhões de votos, que o elegeram em primeiro turno. Tomara que ele consiga administrar o ego, afastando-se agora um pouco do foco da mídia, para ser o bom gestor que os paulistanos esperam. Mídia demais sufoca, congestiona. Seu destaque será natural, pela importância do cargo e pelas ações.

CELSO LUÍS GAGLIARDO

gagliardo.celsoluis@gmail.com

Americana

ESCLARECIMENTO

Mudança da Ceagesp

O editorial O mesmo Haddad até o fim (1.º/1, A3) cita erroneamente a Votorantim e parceiros como proponentes do projeto de privatização da Ceagesp. A Votorantim e parceiros - a BVEP, empresa de empreendimentos e participações do Banco Votorantim, a SDI, empresa de gestão e desenvolvimento imobiliário, e o Instituto de Urbanismo e de Estudos para a Metrópole (Urbem) - esclarecem que integram o grupo que propôs à Prefeitura um Plano de Intervenção Urbana (PIU) para estudar o desenvolvimento urbano específco na Vila Leopoldina, que não inclui nenhum terreno da Ceagesp. O PIU que propõe a mudança da Ceagesp é liderado pela empresa Nesp - Novo Entreposto de São Paulo.

SILVIENY NUNES, gerente de imprensa da FleishmanHillard

silvieny.nunes@fleishman.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Estruturas irrecuperáveis

O Estado brindou-nos em 31/12 com o editorial A fome e a vontade de comer (A3). Não poderia ser mais oportuna a desmistificação das empreiteiras como vítimas indefesas de um governo corrupto: “A Odebrecht não foi mera vítima de um sistema corrupto, e sim um de seus pilares”. A reboque deveria vir a conclusão de que, sim, as empresas devem ser punidas, não só os proprietários e diretores. A preservação da “estrutura empresarial” e dos empregos nada mais é do que uma falácia rasteira. Fechar a Odebrecht - e tantas outras - e pôr dezenas de milhares de funcionários na rua em nada prejudicaria nossa já claudicante economia, em que os desempregados passam de 12 milhões. Os bons engenheiros, administradores e tantos outros profissionais seriam absorvidos pelo mercado de trabalho, uma vez demonstrada a sua capacidade. O mercado se regula, mas é arraigado demais nestas bandas o conceito de que o governo tem de prover “proteção” a alguns setores. Quanto à preservação da “estrutura empresarial”, resta-nos apontar, com clareza solar, que essa é uma estrutura carcomida pela corrupção, putrefata por décadas de subornos e contratos superfaturados. O Brasil mudou em 2016 e o governo federal deveria trabalhar na direção exatamente oposta, a da erradicação desse tipo de “estrutura empresarial”.

JÚLIO CRUZ LIMA NETO

São Paulo

REVIVENDO A HISTÓRIA 

O colunista econômico do Estadão, Celso Ming, em seu artigo publicado no dia 1.º, demonstra por A mais B que talvez esta recessão econômica que vivemos, e que se prolonga por três anos, não seja o pior dos momentos da nossa História. No aspecto crise política (impeachment da Dilma), moral como da corrupção promovida pelo PT, como contida na Operação Lava Jato, e desemprego de 11,9%, ou mais de 12 milhões de trabalhadores fora do mercado, tudo bem. Mas comparando com a década de 80 do século passado, como cita o colunista, vamos verificar que a inflação na época estava beirando os 100% ao ano. Cinco reformas monetárias foram feitas, cortando zeros no valor da moeda, e ainda fomos humilhados ao pedir moratória, e de joelhos, ao FMI. Além do mais, boa parte dos bancos brasileiros estava à beira da insolvência. Para importar máquinas, carros, matéria-prima, alimentos, remédios, livros, etc., era necessário pagar entre 100% e 150% de impostos. E como havia reserva de mercado para nossas empresas (uma burrice da época), ficamos atrasados por mais de 20 anos, também sem ter por aqui equipamentos da mais alta tecnologia da época. E ainda estávamos sob o regime militar (até 1985)... Lógico que não dá para defender este Brasil, de hoje, da profunda recessão econômica, da bagunça fiscal, dos déficits públicos nas três esferas da Federação, do caos do atendimento à saúde, sem saneamento básico, do baixo nível de escolaridade, insustentável violência urbana, com 60 mil assassinatos por ano, e da infraestrutura medíocre. E também, infelizmente, de ver o País, empesteado de graúdos empresários e políticos corruptos. Mas hoje temos um Judiciário atuante sustentando a nossa democracia, assim como as Forças Armadas fazendo seu papel. E temos um colchão de reservas cambiais de US$ 370 bilhões, ou R$ 1,25 trilhão. O sistema financeiro é sólido. Temos um parque industrial, tecnológico e de serviços nada desprezível. A nossa agricultura dá um show, como a melhor e mais produtiva do mundo, o que vem até permitindo superávit na nossa balança comercial, como do recorde histórico de 2016, de US$ 47,7 bilhões. E diferentemente da década de 80, e também dos maléficos 13 anos do PT no poder, pelo menos agora temos um governo-tampão como de Michel Temer, que está tendo a competência de emplacar a aprovação da PEC do Teto dos gastos e nestes seus cem dias de governo já enviou também ao Congresso a reforma da Previdência e a trabalhista, e de quebra já garantiu apoio à reforma política e tributária e liberar para os trabalhadores com contas inativas R$ 30 bilhões do FGTS, etc. A inflação, hoje em torno de 6,4% e previsão para 2017 de 4,5%, está domada. E com a previsão de uma taxa básica de juros, a Selic, já declinante, chegar ao final deste ano em 10,5%, temos tudo para em 2017 retomar o crescimento do PIB e, consequente, a recuperação gradual dos empregos dizimados. Mas o melhor que podemos exaltar hoje é a presença do povo brasileiro, que, indignado com a desfaçatez da classe política, finalmente se manifesta aos milhões pelas ruas e avenidas deste país, como vem ocorrendo desde junho de 2013. Talvez esta a melhor das conquistas a ser enaltecida. Feliz 2017.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

NÃO TEM CURA

Tomaram posse no dia 1.º mais de 5 mil prefeitos. Concorrem a uma vaga de quem será o mais corrupto, de olho no Guinness. Sim, porque no Brasil se rouba no atacado e no varejo. No atacado através do governo federal e governos estaduais, nas suas macro-obras e grandes estatais. No varejo através das prefeituras, roubando merenda escolar, remédios e miudezas. Em ordem de grandeza se equivalem. E assim vai agonizando o povo brasileiro. Nem na UTI está mais. Está no necrotério aguardando o laudo, pois o legista está em greve.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

VERGONHA NACIONAL

A posse de quase 56 mil vereadores e mais de 5,5 mil prefeitos deixaram os brasileiros envergonhados pelas situações bizarras. Uns saíram da cadeia para tomar posse, outros permanecem na cadeia pelas falcatruas e tramoias que executaram e serão aguardados até a próxima semana e, logo-logo, outros deverão ir e/ou voltar para traz das grades. Não deixa de ser uma vergonha nacional essa classe desacreditada e descarada que é alvo de risos no exterior. Muda, Brasil! 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

DISCURSOS

Praticamente todos os prefeitos que tomaram posse fizeram seus discursos na direção de que as suas gestões irão economizar e extinguir ou não mais criarão cargos. Assim, pelo menos no início, os alcaides estão demonstrando que precisam olhar para as despesas, esquecendo-se das receitas, porque aumento de tributos torna-se indesejável e inaceitável no momento presente. Que os discursos reflitam as respectivas realidades!

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

ANO NOVO, ESPELHO DO VELHO

Prefeituras reclamam da falta de verbas para sanar pendências financeiras com funcionalismo, para repor medicamentos nas farmácias públicas e outros serviços inerentes à administração municipal. Gastam milhões em fogos de artifício e cachês para artistas conhecidos, servindo apenas para mascarar situações conflitantes, entre o necessário e o supérfluo. Por alguns minutos de foguetórios artificiais e canções conhecidas (muitas já cansativas), encheu-se o vazio momentâneo do cidadão desprotegido, desempregado e inadimplente. O espectro fantasmagórico do ano que se findou não pode se espelhar no novo.I sso é tudo o que o povo brasileiro espera dos seus novos governantes.

Aloisio De Lucca

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

MINDELO, UMA AGRADÁVEL SURPRESA

Mindelo é uma cidade do arquipélago de Cabo Verde, com dez ilhas, no Oceano Atlântico a meio caminho entre o Brasil e a Europa. Cabo Verde era colônia de Portugal antes do descobrimento do Brasil, tornou-se independente em 1975. Lá não tem água, chove pouco e os rios não são perenes. Também não tem petróleo, nem agricultura, muito menos indústria. Apesar disso, a pequena Mindelo é uma beleza , ruas limpas, asfaltadas e sem buracos. As calçadas são largas, fáceis de andar e as guias - meios-fios - são alinhadas, numa harmonia urbana agradável de ver. A arquitetura é semelhante a do Brasil. Os casarões e os muros não são pichados. Chamou a atenção um prédio da polícia próximo ao porto pintado com esmero, identificado com uma placa sem amassados ou ferrugem. O trânsito é sereno, a sinalização e os limites de velocidade são obedecidos, apesar de não haver semáforos nos cruzamentos das ruas e nem guardas escondidos multando os cidadãos. Não há sobressaltos, tudo "anda" normalmente. O pequeno mercado central é limpo e bem provido de frutas e legumes . Tomei café no quiosque da praça próxima ao centro, os bancos eram lavados, sem riscos e, pasmem, os banheiros públicos eram limpos, havia uma mulher sentada no banheiro masculino tomando conta sem nenhum problema, raríssimo. O porto é integrado a paisagem da cidade. Estão construindo um shopping no local, na clara intenção de receber bem o turista. 

Uma jovem nos abordou perguntando se éramos brasileiros. Disse que havia morado no Brasil e tinha saudades do pão de queijo, da simpatia do povo e das novelas . A programação da televisão brasileira é vista por lá. Com sotaque lusitano falou que Cabo Verde estava com um problema "a preocupar" o governo : a televisão do Brasil diverte, mas mostra cenas de assalto e bandidagem que os marginais da ilha estão copiando, tirando o sossego deles..., e logo pensei : pior será quando os políticos cabo-verdianos assistirem aos noticiários de Brasília ...! 

Ao contrário de Cabo Verde, o Brasil é rico, grande, bonito, tem água, petróleo, indústria, agricultura pujante mas as ruas e as calçadas são esburacadas, as praças mal conservadas, as cidades pichadas, delegacias deterioradas e portos despreparados para receber turistas. É só ver as imediações dos principais portos brasileiros que recebem navios de turismo. Como brasileiro, deu vergonha ver o que aconteceu a um casal de turistas ingleses idosos no Elevador Lacerda. E depois não lamentemos a pouca presença de turistas estrangeiros em nossos paraísos abandonados, e que tal pararmos de culpar o colonizador português ?

Haroldo Amorim

hbamor@bol.com.br

Pindamonhangaba

RIO E SÃO PAULO

O Rio escolheu um prefeito, que passou toda a campanha tentando esconder que é um pastor. Enquanto isso, a cidade de São Paulo escolheu um que sempre fez sempre questão de destacar que é um gestor. Agora na posse, Marcelo Crivella assume ser um pastor e João Doria reafirma ser um gestor, boa sorte para ambos.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

O TEMPO DIRÁ

Pelos seus históricos os prefeitos eleitos do Rio de Janeiro e São Paulo (especificamente) parecem serem os opostos. O Crivella tem um passado um tanto duvidoso. O Doria parece ter um perfil mais adequado para a administração. Resumo: o Rio deverá continuar a mesma verdadeira bagunça, enquanto São Paulo, com o gestor que Doria diz ser, deve evoluir. O tempo dirá.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

GESTÃO CRIVELLA

Em seu discurso de posse, Marcelo Crivella, atual prefeito do Rio, declarou: "A ordem é a seguinte: é proibido gastar. O Rio de Janeiro está num contexto de crise econômica estadual e nacional e precisa se resguardar." Tomara que não predomine para o lado do governo o dito popular "em casa de ferreiro, espeto de pau".

Nerivan Silva

nfsilva35@gmail.com

Tatuí

RACHA ENTRE CRENTES

Doando sangue, Crivella perde o apoio das Testemunhas de Jeová.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

PSDB NA POSSE DE DORIA

Após a espetacular e surpreendente vitória de João Doria ainda no primeiro turno, levando o PSDB de volta à Prefeitura de São Paulo - a mais importante do País, da América Latina e do Hemisfério Sul -, causa espécie o mau comportamento dos grãos-tucanos FHC, José Serra, Alberto Goldman e José Aníbal, que fizeram "forfait" na cerimônia de posse. no Theatro Municipal. Em vez de prestigiarem o partido, demonstrando satisfação e orgulho de ele estar à frente de uma das mais vibrantes megalópoles do planeta, fizeram pouco-caso ao não comparecerem à importante empostura do novo prefeito, numa inequívoca e lamentável demonstração de miopia política e inflação incontida de egos. A bem da verdade, cumpre ressaltar que após o sufrágio das urnas paulistanas, com a vitória do candidato de Geraldo Alckmin, só faltou mesmo a esses políticos declarar que teriam preferido perder a eleição para outro partido a verem o indicado do governador vitorioso. Enquanto seus lugares estiveram vazios na plateia do Municipal, no palco, ao lado de João Doria, podia-se sentir no ar a presença de Franco Montoro e Mário Covas a apoiá-lo. Muito boa sorte, prefeito Doria. Acelera, SP!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

ALCKMIN 2018

O PSDB não deveria mais fingir desconhecer a crescente influência de Geraldo Alckmin. Ao, de certa forma, ignorá-lo, o partido corre sério risco de se tornar desacreditado como força política realmente interessada no melhor para o Brasil e não somente na permanência na ribalta política dos desgastados atores FHC, Aécio Neves e José Serra. Assim, não é admissível constatar a ausência de tucanos de peso na posse de João Doria na prefeitura da maior cidade da América Latina. O que querem transmitir os velhos cardeais? Que o governador de São Paulo, principal avalista da candidatura do novo prefeito, continua sendo um estranho no ninho? Qualquer que seja o propósito, no entanto, constata-se um aumento da divisão interna do partido, favorecendo o PMDB que, pelo gigantismo, já nasceu pulverizado e convive bem com tal situação. Diante de tal cenário em formação, o que restou a Doria? Lançar Alckmin 2018.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

São Paulo

DOIS PSDBs

Com esta briga interna constantemente à mostra na mídia, o partido só favorece as oposições, especialmente o Lula. Seria aconselhável que as duas alas do PSDB se dividissem em partidos independentes ainda em 2017. Caso contrário, o partido se enfraquecerá e não elegerá o novo presidente.

Renzo Orlando

renzoorlando@uol.com.br

São Paulo

FANTASIAS 

Para o enredo "Gestão", vamos nos fantasiar de garis. Que ao final do desfile não estejamos nos sentindo como palhaços...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

SÍMBOLO

Mais do que a ação em si, existe todo um simbolismo em vestir-se de gari e ajudar a "limpar a cidade". Mas achei exagerada e midiática. Que sua gestão seja real, e não fictícia. Boa sorte, prefeito. São Paulo tem pressa.

Domingos Cesar Tucci

d.ctucci@globo.com

São Paulo

PREFEITO GARI

A atitude do prefeito João Doria, ao se vestir de gari, foi uma simpática forma simbólica para ratificar sua promessa de campanha, Cidade Linda. 

Sonia Regina Del Nero Vitullo  

São Paulo

UM PREFEITO ENTUSIASMADO!

Não vi no gesto do prefeito João Doria, em seu primeiro ato vestido de gari junto aos demais varredores, gente humilde, uma mise-en-scène com feitio populista. Muito pelo contrário, soou como um ato de humildade e respeito à profissão dessa gente simples, sem a qual São Paulo seria um verdadeiro caos. Doria parece sentir uma genuína empatia pelos mais humildes, até pelo seu histórico de vida de alguém que já sofreu privações. A este homem corajoso, entusiasmado e trabalhador eleito no primeiro turno, que aprendi a admirar, desejo muito sucesso e que críticas destrutivas não consigam desvirtuar o significado bonito que pretende dar aos seus gestos simbólicos. Se o povo o apoiar, fará uma grande gestão, dando um tipo de exemplo até hoje desconhecido pelos brasileiros. A jornalista Vera Magalhães, em sua coluna do Estadão, inexplicavelmente, já está a desmerecer e ridicularizar estas inusitadas iniciativas. Acho melhor que aguarde um pouco mais antes de criticar o que Doria deseja transmitir através de seus atos. Cedo demais para desmerecê-lo e também um desrespeito aos que hoje estão esperançosos com a atuação do novo prefeito. Nunca a vi fazendo tal tipo de crítica tão ferina ao prefeito Haddad, mesmo este jamais ter demonstrado tão grande entusiasmo e garra para governar a nossa querida Sampa. Ao contrário, o que mais fez foi tomar medidas para incomodar e aborrecer o povo paulistano. Enfim, Dória começou muito bem e merece o nosso aplauso.

Eliana França Leme

fleme@gmail.com

São Paulo

HORA DA POLÍTICA

Vera Magalhães está certa, o prefeito Doria não precisava se vestir de gari para demonstrar a sua humildade, mas vamos com calma. Deixemo-lo gerenciar e se comunicar com a cidade do seu jeito. Não vamos nos deixar levar de pronto por implicâncias menores. O novo alcaide tem conteúdo, crédito e a nossa confiança! 

Nilson Otávio de Oliveira

oo@uol.com.br

Valinhos

IDEIAS NOVAS

Varre, varre, varre, varre vassourinha!

Varre, varre a bandalheira!

Que o povo já está cansado

De sofrer dessa maneira

João Doria é a esperança desse povo abandonado!

João Doria é a certeza de um Brasil, moralizado!

Alerta, meu irmão!

Vassoura é a glória!

Vamos vencer com Doria!

Ideias novas para um Brasil melhor...

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

VASSOURINHA

Em seu primeiro dia, o prefeito aí de São Paulo se fantasiou de gari e foi varrer ruas? Ainda bem! Imagine se houvesse se fantasiado de médico e fosse querer operar alguns em hospitais da cidade.

José Roberto Sant´Ana

rsantana10@gmail.com

Rio Claro 

TEATRO

Assisti de longe à campanha do prefeito recém-empossado. No começo achei até natural a "martelação" de "não sou político". Depois achei ideia inovadora a posse num teatro. E sem uísque Macallan, ou Royal Salute, ou mesmo cafezinho. Mas quando vi a tchurma toda vestida de gari, não tive dúvidas. É peça de teatro para nenhum Shakespeare botar defeito. Colocou no chinelo o dr. Iris Rezende Machado, de Goiânia, que foi eleito prefeito na década de 60 prometendo e pedindo um tal de "muxirão" e foi reeleito agora, 60 anos depois, com a mesma promessa de "muxirão". João Doria parece que prometeu ser catador de papel pela cidade. Se, no andar das carruagens, ele prometer que passará uns dias nas cracolândias, fumando umas pedrinhas de crack, aí, aí, aí o negócio tá preto. Pobres paulistanos, que não tinham outra escolha entre o ENEM Haddad e o "marqueteiro não político" João Dória. Pelo jeito, ele está tentando ocupar o lugar do "mais honesto do Brasil", o que tirou 50 milhões de miseráveis e os promoveu à classe média, e conquistar a simpatia - e votos - dos brasileiros tão sofridos em 2018. Pobres paulistanos.

Arthur de Lucca

arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

PELO VISTO CONTINUA TUDO NA MESMA

Neste país temos a exata dimensão da propriedade do pensamento do francês Lavoisier "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" e por ter ligações com uma sociedade que cobrava impostos do povo, era guilhotinado há 219 anos. O novo presidente do CET era diretor do Banespa na época de sua falência (gestão Covas) e de lá para cá, já passou por várias empresas e órgãos do município e do estado e continua aí. E agora, sr. João Doria...?

Renato Nóbrega Centola

mrs5@uol.com.br

São Paulo

GESTOR OU POLÍTICO

O novo prefeito de São Paulo, João Doria que diz não ser um político mas sim um gestor. Iniciou seu mandato agindo exatamente como um político, ao declarar que deixa as privatizações para 2018, ocasião que se manifestou alegando: "governar para todos e ter humildade de recuar para depois avançar". O melhor para que isso não ocorra, é planejar, replanejar e divulgar na certeza, né não?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

PRIORIDADES 

Confio na capacidade do prefeito Dória como gestor e no seu potencial como gestor público porém gostaria de lembrá-lo que uma das principais caracteristicas da boa gestão é a correta definição de prioridades. Nitidamente aumentar a velocidade nas marginais não é uma prioridade. Espero que o gestor, ora empossado, trate dos assuntos importantes e urgentes sem desviar o foco. 

Nelson Wahrhaftig

nelsonww@gmail.com

São Paulo

GOVERNADOR PIMENTEL

Quando vimos o governador Pimentel, de Minas Gerais, Estado quebrado sem dinheiro para pagar contas básicas, pegando helicóptero do estado para buscar seu filho bêbado depois das festas de final de ano, sabemos por que nos indignamos tanto com nossos "congressistas" que aprovaram ajuda aos Estados gastões, sem precisar de nenhuma contrapartida. Como o dinheiro vem do além, sanadas as dividas que recairão nas costas do povo brasileiro, continuam na mesma farra como se nada tivesse acontecido. No mínimo deveriam ter sido destituídos de seus cargos, pela incompetência de gestão. Qual a sugestão do nosso impoluto Congresso Nacional???

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

FALTA DE VERGONHA

O Estado de Minas Gerais está quebrado. Seu governador Fernando Pimentel (PT), acusado em inúmeros processos de improbidade administrativa, resolve usar o helicóptero do governo mineiro para buscar seu filho e amigos em festa de Réveillon, tendo ainda a coragem de dizer que não é ilegal. Será que a única justiça que atinge políticos é a divina ?

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

CARONA DE HELICÓPTERO

É uma vergonha o Pimentel mandar buscar o filhinho dele de helicóptero, como se o povo estivesse ganhando muito e Minas não estivesse em crise. E pior: ele, o Fernando Pimentel, está enrolando na Operação Zelotes. Espero que isso ajude a ele ser preso, porque, afinal, não podemos mais ficar só assistindo à corja petista se dar bem e o povão que se dane. E quando ele for preso é bom que a Dilma honestíssima e o Lula ético fiquem preparados, porque isso vai dar muita confusão no PT, apesar de que o partido perdeu a vergonha.

Antonio Jose Gomes Marques

a.jose@uol.com.br

Rio de janeiro

Simplesmente um absurdo o governador Pimentel, do PT, do Estado de Minas Gerais utilizar um helicóptero de uso oficial para buscar seu filho em uma festa de réveillon, sendo que no mês de dezembro decretou estado de calamidade pública nas contas do Estado. Cabe lembrar que o governo estadual descumpriu diversos compromissos, paralisou inúmeras obras, sacrificou o funcionalismo e apenas buscou meios de aumentar a arrecadação, sem nenhuma contrapartida, ressalto que até os produtores rurais aguardam há anos o recebimento da bolsa verde que foi firmada para proteção de remanescentes florestais. Será que nosso excelentíssimo governador desconhece as muitas mortes que ocorrem por falta de um rápido atendimento médico que seria realizado por esse mesmo helicóptero? Sinto que falta humanidade, senso de ridículo e hombridade ao nosso governador. A sociedade mineira aguarda atitude da Assembleia Legislativa mineira e o ressarcimento das despesas dessas e outras viagens aos cofres públicos, pois em qualquer país sério e enfrentando uma grave crise isso seria motivo de impeachment.

Daniel Marques, historiador

danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

SÃO SILVESTRE

A São Silvestre é como o Brasil: apesar de tudo, sobrevive. As ruas nesta época do ano, principalmente no entorno do Parque do Ibirapuera, recebe acolhedoramente, atletas de todos os cantos do Brasil e do mundo. Dá à nossa cidade um toque de alegria e confraternização com a presença dessa gente saudável e feliz! A nossa querida São Paulo merece e agradece! O que nossa cidade não merece é receber uma transmissão de péssima qualidade que a Globo ofereceu a todo Brasil. Nem que se esforçasse teria alcançado tão eficazmente esse objetivo. A transmissão teve início com a prova feminina já iniciada e tive a impressão de ter apenas uma competidora! Fiquei confusa, onde estavam as demais atletas? Pude concluir que não havia uma segunda câmera para acompanhar o pelotão de elite, que vinha logo atrás. Sem nenhum resquício de feminismo, essa prova, não menos importante que a prova masculina, foi interessantíssima, tendo como vencedora um ouro olímpico dos últimos jogos realizados no Rio de Janeiro e a quebra do recorde feminino da prova! Com duração de quase uma hora, somente seis minutos separam os homens das mulheres. No capítulo masculino, outra decepção: ao seu término, quem aguardava esperançoso conferir as premiações ficou a ver navios! Sem maiores explicações e totalmente fora do contexto da transmissão da São Silvestre, nos foi impingido um nocaute da prova feminina do UFC em "Las Vegas", mesmo sendo uma brasileira a protagonista e vencedora. As imagens saíram inexplicavelmente do Pay per View para, gratuitamente, interromper e encerrar a cobertura da nossa, quase centenária, São Silvestre. Um grande desrespeito à prova feminina, desrespeito à nossa São Silvestre que tem tanta história para contar, nas passadas de Emil Zatopek, Gaston Roelands, Rosa Mota, Paul Tergat e tantos outros, anônimos, que passam por aqui nesta época do ano, festejando o esporte e a nossa cidade de São Paulo!

Soraya Assumpção Cuellas Ramos de Oliveira

São Paulo

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