Fórum dos Leitores

VATICANO

O Estado de S. Paulo

15 Março 2013 | 11h58

O papa Francisco

Depois de 1.300 anos, é eleito um papa de fora da Europa - e continuam os italianos de fora, já faz mais de 30 anos. Os príncipes da Igreja - 60 cardeais da Europa, 19 da América Latina, 14 da América do Norte, 11 da África, 10 da Ásia e 1 da Oceania - andaram por toda a Roma em busca de apoios (para si e para as suas facções), em reuniões secretas e em missas nem tão secretas assim, atitudes mundanas, pela definição de João 2: 15-17. Ao que se sabe, religião e fé, por incrível que pareça, não ocuparam lugar central nesta campanha, perderam para a política, com longos e acalorados discursos nas reuniões, havendo cardeal sem ter tido sequer a chance de falar por falta de tempo, coisa incomum, o que reforça a tese de um estranho “interesse”. Os eleitores, representando 48 países, alinharam-se rapidamente ou com a situação, “pró-Cúria”, do secretário de Estado Tarcisio Bertone, ou com a oposição, cujas preferências recaíam no “preferido” do papa emérito Bento XVI. Mas havia os independentes, que ganharam força com os bate-bocas e a cisão e acabaram pendendo para um ou para outro lado, prestando-se ao papel de contrapeso e fazendo, com certeza, toda a diferença neste habemus papam. “No último conclave havia um homem com uma estatura três ou quatro vezes maior que a dos demais cardeais, desta vez não é o caso. A escolha será entre um, dois, três, quatro, uma dúzia de candidatos, não sabemos ainda de nada, vamos ver o que sairá da primeira votação”, observou o cardeal francês Philippe Barbarin, referindo-se à diferença deste conclave para o que elegeu Joseph Ratzinger. “O debate não é sobre a doutrina ou sobre a fé, a Igreja hoje está falando com a mesma voz no que se refere à religião. É sua administração que está dividindo os cardeais”, ponderou um “anônimo” assessor de influente cardeal. Eleito “vice-Deus”, o papa Francisco está de olho em nós. E Deus, de olho nele!

JOSÉ REGINALDO M. DE SOUZA

ali.matias@ig.com.br

Jundiaí

Do Terceiro Mundo

A fumaça branca que caracteriza a eleição do novo papa desta feita marcou uma grande novidade, pois um representante da América do Sul passa a ocupar o mais alto cargo da hierarquia católica. E um detalhe merece ser citado: pela primeira vez na história do catolicismo o Terceiro Mundo elege um de seus membros. Será que agora vão, de fato, ser encaminhadas as soluções para os problemas que ainda dão a entender que levaram o papa Bento XVI a deixar o trono de Pedro? É o que se espera.

URIEL VILLAS BOAS

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

Santidade

Nos primeiros minutos do papa Francisco, deu para notar quão grandes são sua espiritualidade e sua simplicidade. Espero que os padres da Igreja Católica entendam que precisam ser santos, mas se não forem, que pelo menos pretendam sê-lo!

MARTINO MALANDRINO NETTO

martino.mnetto@terra.com.br

Bauru

Na barca de Pedro

Surpresa com a indicação do papa, a mídia volta-se para a questão a latere, como sendo “torcida de futebol”, bairrista. Ledo engano. O papa eleito passa a ser o “pastor do rebanho”. Sua estrela polar é a simplicidade de Francisco: denomina todos como irmãos, filhos do mesmo Pai. Para esse Pai, todos somos seus filhos, portanto, irmãos. E a nave onde nos vemos embarcados, a “barca do pescador Pedro”, é a Igreja. Vemos em Francisco, note-se, só Francisco, o homem despojado de tudo, apátrida, pois a pátria que ele aponta é a casa do Pai. Pedro, o primeiro condutor dessa barca que navega há mais de 2 mil anos, também era despojado, simplesmente Pedro, o pescador.

ANTONIO BONIVAL CAMARGO

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

O bom pastor

Como católico e sul-americano, gostei muito da escolha de Jorge Mario Bergoglio para conduzir a Igreja Católica Apostólica Romana. Claro que gostaria mais se fosse um brasileiro, mas sendo um argentino também é motivo de comemoração. Além disso, ele foi muito feliz na escolha do nome Francisco, inspirado em Francisco de Assis, que foi um grande homem que se tornou santo. Que Deus o ilumine para guiar bem todos os católicos do mundo. Acho que é uma boa oportunidade para que os brasileiros deixem de lado essa bobagem de considerarem os argentinos inimigos. Somos todos irmãos, independentemente da fé, da cor, da nacionalidade... Acima de tudo, nosso papa Francisco é contra muitos princípios dos Kirchners, outra virtude desse bom pastor...

SILVIO SCHAEFER

excess@netpoint.com.br

São Paulo

Tarefa hercúlea

Francisco ou Hércules, o nome deste sucessor de Pedro é o menos relevante. Soy latino-americano e quase nunca me engano. Eu desejava que o pontífice escolhido fosse um brasileiro capaz de trazer transparência e reforma ao Vaticano. Mas já que o indicado foi um argentino contrário ao populismo kirchneriano-lulaico e à onda esquerdista totalitária que se vem avolumando na América do Sul, desejo ao papa Francisco boa sorte e que inclua no seu brasão papal o símbolo de uma vassoura, pois a faxina que o espera é tarefa de Hércules.

LEON DINIZ

leondinizdiniz@gmail.com

São Paulo

Secularismo

Num mundo rebelde, onde tudo é consentido, de individualismo exacerbado, cada um seguindo o próprio caminho, reentronizar Deus será realmente uma tarefa hercúlea para o papa Francisco.

MARCELO DE LIMA ARAÚJO

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

Populismo predatório

Um papa polonês libertou a Polônia do comunismo e toda a região seguiu o movimento de saída das trevas de um regime opressor. Agora, tomara que este papa ilumine o povo argentino e o faça sair do populismo que está flagelando o seu país. E que em seguida acorde toda a América do Sul, impregnada desse populismo que está destruindo as fracas democracias que surgiram pós-governos militares. Ainda não sabemos bem quem é este papa, mas na nossa situação de flagelo democrático urge uma ação divina para nos tirar deste populismo predatório e suicida. Deus abençoou os argentinos e a nós também. Salve o novo papa!

JOÃO BRAULIO JUNQUEIRA NETTO

jonjunq@gmail.com

São Paulo

Justiça social

A postura do novo papa em favor da justiça social vem ao encontro da crítica à distribuição desigual de bens na região mais desigual do mundo, a que mais cresceu e a que menos reduziu a miséria.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

ALEIVOSIAS OU VERDADES?

É extremamente delicada a acusação feita pelo site Opera Mundi no sentido de que o novo papa contribuiu com a nefanda e diabólica ditadura militar fascista que infelicitou o povo argentino. Bem por isso, os fatos devem ser bem provados. O fato de Francisco ter prestado depoimento num processo de desaparecimento de sacerdotes, por si, nada quer dizer. Naquela época, não havia proteção eclesiástica que pusesse a salvo os perseguidos pelas ditaduras. Bem conhecemos episódios de jesuítas no Brasil. Logo, não há relação etiológica entre a cerebrina retirada de “proteção eclesiástica” e as agressões dos ditadores aos sacerdotes Francisco Jalics e Orlando Yorio. Mas, se foram delatados como subversivos por Bergoglio, este não merece o pontificado. Se a informação, como diz o jornalista Horário Verbistky, está documentada na chancelaria argentina, nada impede que venha à luz. Por fim, se Bergoglio designou um bispo para verificar o roubo de bebês e este informou que recebeu da polícia a informação de que estavam com um “bom casal” e que a suposta adoção não voltaria atrás, dizer que ele e o bispo Mário Piqui estavam de acordo com isso é o mesmo que dizer que um advogado, quando passa aos familiares de um preso uma informação de arbitrariedade policial, estaria emitindo um juízo de valor em apoio da conduta policialesca. O povo católico merece esclarecimentos.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

UMA SOMBRA SOBRE O PAPA

Lamentável que o novo papa eleito pela cúpula da Igreja Católica seja acusado de ter sido cúmplice da ditadura argentina (1976/1983). O mínimo que se espera de um papa é que seja uma pessoa comprometida com os direitos humanos, com a democracia e com a defesa e proteção da dignidade da pessoa humana. Já começou mal o papa argentino.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

MENTIRAS PLANTADAS

Essa enxurrada de notícias falsas plantadas e veiculadas pela internet, chamando o papa Francisco de fascista, colaborador da ditadura militar e que entregou pessoas para serem sequestradas, torturadas e assassinadas, obra da esquerda raivosa e de simpatizantes dos Kirchners, é um sinal extremamente positivo do acerto da sua escolha, para a Argentina e para o mundo. A sua insistente defesa da população mais pobre, e as críticas à destruição gradual de seu país, sempre bateram de frente com os últimos governos argentinos, que o consideravam o líder da oposição, e era odiado por eles.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

SALVE JORGE!

Na bolsa de apostas da eleição do papa, as expectativas decepcionaram tantos quantos acharam que o escolhido seria, mais uma vez, um europeu. Mas a Igreja Católica, surpreendendo essas expectativas e os apostadores, foi buscar o jesuíta Jorge Mário Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires, que, estando entre os papáveis, nem de leve tinha algum favoritismo. Quando, em 1534, Santo Inácio de Loyola fundou a Companhia de Jesus, não imaginaria que 479 anos depois um jesuíta chegaria ao trono de São Pedro. O atual Superior Geral da Ordem é o padre espanhol Adolfo Nicolás, e porque usa uma batina preta é chamado de “papa negro”. A escolha de um papa já com 76 anos de idade é um indicador de que a Igreja pretende encurtar os papados. A presença da Companhia de Jesus no trono de São Pedro sugere que uma nova ordem deve se estabelecer no Vaticano. Em 1759, os jesuítas foram expulsos do Brasil pelo Marquês de Pombal. Seus bens foram confiscados. Foram levados presos para Portugal. Pontos discutíveis na estrutura eclesiástica, como o celibato clerical, a situação da mulher na organização da Igreja, a pedofilia, que levou à indenização das vítimas e que consumiu centenas de milhões de dólares e o saneamento da corrupção no Banco do Vaticano, usado como fachada para lavagem de dinheiro, o que levou a polícia a apreender 23 milhões de euros, estarão presentes no seu dia a dia. Que o “hermano” Jorge Mário, o papa Francisco, consiga no seu papado, que não deverá ser muito longo, reverter as políticas conspiratórias de que só os afrescos de Michelangelo são testemunhas.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

BOAS VINDAS

Seja bem-vindo, Francisco. O mundo vos acolhe como novo papa.

Cícero Sonsim

c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

ORAÇÃO

O novo papa não escolheu o nome de Francisco por simples simpatia. Neste momento da Igreja Católica, em que uma de suas alas, a da Teologia da Libertação, prega a discórdia e a violência entre os homens como solução para dirimir as diferenças de classes, nós, católicos, estávamos precisando desesperadamente de um pastor que, como São Francisco, se preocupasse com os pobres, mas pregando sempre a paz. Tal como na oração de São Francisco: “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; onde houver ofensa, que eu leve o perdão; onde houver discórdia, que eu leve a união”. Espero também que o papa Francisco consiga reavivar dentro da Igreja os valores que foram tão caros a Jesus Cristo e que afaste da Igreja todos os que pecaram contra ela, contra Deus e contra os homens, causando-nos tanta vergonha e mal: “Onde houver dúvida, que eu leve a fé; onde houver erro, que eu leve a verdade”. Peço a Deus que o papa Francisco consiga reavivar a fé dentro dos corações dos católicos: “Onde houver desespero, que eu leve a esperança; onde houver tristeza, que eu leve a alegria; onde houver trevas, que eu leve a luz”. Seja bem-vindo, papa Francisco, a Igreja, que somos todos nós, católicos, te recebe de braços abertos!

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

FRANCISCO

A escolha do novo papa desmentiu os bruxos, os vaticanistas, as cartomantes, os horoscopistas, os ciganos e toda a mídia. Ninguém adivinhou! Parece que a boataria midiática restou vencida pelo saber e pela responsabilidade dos legitimados para o conclave. Detentores de opiniões próprias elegeram aquele que, entre si, mereceu a promoção. Toda pressão da mídia esvaiu-se de vez. Inspiração do Espírito Santo ou lógica do Direito Canônico? Deus sabe. Para a escolha do Sumo Pontífice, inadmitidos analfabetos, adolescentes, idosos e boateiros, nem com instrução superior PhD, sempre derrotados e desmentidos como tem sucedido com a economia que, fruto das desgraças de uns (gripe aviária, vaca louca, verão ardente, tsunami etc.) e graças de outros (farta colheita e disponibilidade), venceu todas as estimativas oficiais e oficiosas, bem como as previsões dos técnicos e dos bruxos, ao ponto de transformar Estados pobres em emergentes, origem dos chamados Brics, alegria de políticos hábeis em cortesias com chapéu alheio, herdeiros dessa sorte.

Nevino Antonio Roco

nevino_a_rocco@yahoo.com

São Bernardo do Campo

JESUÍTA

As palavras de um ex-embaixador argentino em Roma sobre o novo papa valem como registro de sabedoria: “Jorge Bergoglio é um jesuíta até a medula. Fala pouco. Ouve o dobro do que fala. E pensa o triplo do que ouve”. Deve ser por isso e também pela Providência que chegou lá. Ave, Franciscus!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

O VELHO JARGÃO

Gostaria de crer que o novo papa, figura simpática, apesar de ser argentino, vá conseguir melhorar um pouco este mundo. Mas pelo seu velho, batido e ineficiente jargão do “tudo pelos pobres”, já estou desanimada. O jargão certo não seria “tudo por todos”? Abraham Lincoln já dizia: “Não ajudarás os pobres, se eliminares os ricos!”. A filosofia latino-americana de querer acabar com a pobreza com bolsas e benesses, sem pensar em educar e responsabilizar o povo, é visível na Venezuela de Chávez e na Cuba de Fidel. E está cada vez mais visível aqui, no Brasil de Lula. Papa Francisco, reconsidere, por favor.

Anita M. S. Driemeier

lindyta9@gmail.com

Campo Grande

UMA IGREJA RENOVADA

Sugestão ao papa Francisco: vender todos os bens da Igreja (organizar as obras de arte em museus); colocar os valores arrecadados em fundos de investimentos; expulsar os padres hipócritas e contribuir para que padres criminosos sejam presos, julgados e condenados; abolir o uso de batinas, adornos, veludos e pompas; tornar o celibato optativo; repensar princípios e valores anacrônicos e incompatíveis com a vida contemporânea, com o conhecimento científico e com a inteligência humana; reunir os bons sacerdotes e outras pessoas de boa vontade e fundar uma instituição sem fins lucrativos formada por homens e mulheres de bem que tentem amar o próximo como a si mesmos e estejam dispostos a colocar os interesses coletivos acima de seus interesses individuais para, dessa forma, colaborar efetivamente na construção de um mundo melhor onde haja paz, justiça, compreensão, lealdade, respeito e fraternidade entre todos os homens.

Ricardo Azevedo

rjd.azevedo@uol.com.br

São Paulo

O BISPO DE ROMA

A Igreja Católica Apostólica Romana, ultimamente vilipendiada por pseudofiéis, apostadores de uma decadência desejada por eles mesmos, minada no seu campo Santo, por falsos pastores, teólogos do contraditório e vozes contrárias à doutrina da Igreja, vem há 2 mil e poucos anos aflorando suas raízes na Terra, alimentando com flores perfumadas e frutos abundantes uma humanidade desejosa de paz e fraternidade. São esses os predicados da hereditariedade de Jesus Cristo aos seus seguidores, onde na sua Igreja repousa a pedra fundamental do catolicismo: o bispo de Roma, nosso já querido e amado Francisco.

Aloisio A. De Lucca

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

OS NÚMEROS CONFIRMAM

Pode ser mera coincidência, “papa argentino”, “papa Francisco” - tem 13 letras - foi escolhido e nomeado em 13/3/2013 (1+3+0+3+2+0+1+3 = 13) e o papa tem 76 anos (7+6=13). Os números confirmam, nenhuma dúvida, mas é verdade!

Maria Teresa Amaral

mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

PAPA ARGENTINO

A escolha de um papa argentino foi um belo golpe na soberba brasileira.

Maria Cristina Rocha Azevedo

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

‘LOS HERMANOS SON LOS MEJORES’

A Argentina ganhou 5 Prêmios Nobel: dois da Paz, dois de Medicina e um de Química. O Brasil, nenhum. Fica claro que os argentinos têm melhor educação e formação cultural que nós, brasileiros. Enfrentaram a poderosa Inglaterra, enquanto nos borramos de medo de Evo Morales, que nos roubou a Petrobrás. Enquanto Dilma bolada prometeu 6 mil creches e fez 4, Evita Peron é cultuada pelo mundo. Comparar cai-cai Neymar a Messi, o melhor jogador desde Pelé, “es mejor no hablar”. De quebra, “los hermanos” levaram 3 Copas do Mundo e, agora, elegeram o papa. E para nós sobraram o Lula e os seus eleitores.

Edgar Hector Garcia

projetorlamp@hotmail.com

Botucatu

AZARÃO

É interessante observar que o nome do papa eleito não constava na lista do “papáveis” favoritos, apesar de ele ter ficado em segundo lugar na eleição anterior. As constantes notícias de que um brasileiro era um dos preferidos mostram uma das duas coisas (ou quem sabe as duas): má-fé da imprensa, que criou uma falsa expectativa, ou um completo desconhecimento dos jornalistas e vaticanistas sobre a Igreja, seus membros e sua maneira de pensar e agir.

André Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

AINDA BEM

O papa é argentino, mas Deus continua brasileiro. Ainda bem!

Arcangelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

BRASIL E ARGENTINA

Papa Francisco, 2013. Messi “papa” em 2014. Cristina faz o que quer, muda as regras a seu favor todos os dias, e o Brasil aceita calado. Dilma montou um timaço de segunda divisão para administrar o Brasil.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

DOIS PAPAS

Ainda tem gente que acredita que Deus é brasileiro, mas, depois de dar aos argentinos o Messi e agora um papa, haja paciência para aguentar os portenhos.

Laércio Zannini

arsene@uol.com.br

São Paulo

TANGO

Um dos motivos fortes da eleição do papa argentino: se tiverem como ter o texto do juramento que todos os cardeais fizeram antes de eleger o papa, verificaram que a última palavra é “tango” (“Dei evangelia quae manu mea tango”, ou “Deus e este Santo Evangelho que toco com minha mão”). Não é muita coincidência?

Herbert Fonseca

moretifonseca@hotmail.com

São Paulo

LATINO-AMERICANO

A eleição de um papa latino-americano mostra a importância da região nos próximos anos: evitar a volta do militarismo, dialogar para colocar fim às guerrilhas, poder influenciar na transição do comunismo para um regime democrático e baixar o tom de voz de lideranças histriônicas da região.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

BERÇO ARGENTINO

Depois de se tornar vice-campeã da Guerra das Malvinas, em 1982, a Argentina é o berço do papa Francisco, nome escolhido por Jorge Mario Bergoglio para o exercício de seu pontificado. Parabéns, argentinos!

Gilberto M. Costa Filho

marcophil@uol.com.br

Santos

A ELEIÇÃO DO PAPA

“La mano de Dios?”

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

‘HABEMUS PAPAM’

Deus é brasileiro o papa, argentino, e a Dilma... vai fazer o diabo!

José Candido Lienert Jr.

jclienert@gmail.com

São Paulo

DEUS E O PAPA

Tá bom, o papa é argentino, mas Deus é brasileiro.

Ary Nisenbaum

aryn@uol.com.br

São Paulo

NACIONALIDADE

Se Deus fosse brasileiro, o papa não seria argentino.

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

EQUILÍBRIO

Ao contrário do que pensávamos, Deus é “argentino”! Ele enviou um Lionel Messi, um papa para contrabalancear a tristeza de se ter uma Cristina Kirchner. Ninguém merece!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

O PRIMEIRO

O primeiro papa não europeu em muitos e muitos séculos, o primeiro papa americano da História. Os cardeais nos surpreenderam com sua escolha, não dá para negar! Bem-vindo, papa Francisco, que Deus e Nossa Senhora o abençoem muito!

Luiz Roberto de Barros Santos

luizroberto.santos@gmail.com

São Paulo

DESAFIO AOS FILÓLOGOS

Antigamente era uma “pegadinha”. Mas agora, com dois papas, o eleito e o emérito, como será chamada uma “reunião de papas”?

Carlos Renato Napoleone

crnapoleone_50@itelefonica.com.br

Agudos

ARRUMANDO A CASA

Os cardeais escolheram um “hermano” para ser o papa, que terá a dura missão de arrumar a casa e deixar tudo como sempre foi, porque nenhum papa vai mudar a doutrina de uma religião milenar. Quem acredita que o aborto, a união homossexual e outros assuntos polêmicos poderão mudar um dia, é melhor que mudem de religião ou fundem sua própria igreja de fundo de quintal. O papa argentino conhece a pobreza da América Latina, a terrível desigualdade entre os filhos de Deus neste continente de riqueza de meia dúzia e miséria de milhões. Boa sorte ao papa.

Manoel José Rodrigues

manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

PIEDADE DE NÓS

Papa Francisco, ore bastante por todos no mundo inteiro, precisamos. Mas, em 2014, não ore tanto pela Seleção Argentina, pois perder em casa para os “hermanos ” seria demasiadamente terrível para nós, brasileiros. Amém!

Alessandro Lucchesi

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

TIENEN PAPA

Acabamos de perder a Copa de 2014. Antes era só ganhar do Messi...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

PAPA PACO

Tudo bem que o Lionel Messi seja argentino, mas que o Espírito Santo... Com essa ninguém contava.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

RESPEITADOS

Enquanto a presidente do Brasil diz que faz o diabo - pelo menos com os aposentados ela e o Lula fizeram o diabo -, a presidente da Argentina faz o papa, nós ficamos endividados para construir estádios e Leonel Messi vai ganhar a Copa. Será sempre assim, nossos governantes não inspiram confiança e por isso qualquer país da América do Sul sempre será mais respeitado do que nós.

Jose Mendes

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

LULA E FRANCISCO

Aécio Neves, Marina Silva, Eduardo Campos e, sobretudo, FHC não gostaram porque não foram ouvidos pelo conclave dos cardeais que escolheu o novo papa. Quem adorou, sentindo-se realmente um cristão predestinado, foi Lula, cujo pai também chama-se Francisco.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

COMO AGIRÁ O NOVO PONTÍFICE?

O dia 13 de março passa a ser uma data especial e importante para a Igreja Católica das Américas pelo fato de ser a primeira vez que o mundo conheceu o nome do 266° homem a ocupar o trono de Pedro. O argentino Jorge Mário Bergoglio, escolhido o novo sumo pontífice nascido nas Américas, quebrando uma hegemonia de séculos, pelo que ouvimos nos noticiários, foi uma grande surpresa, pelo fato de o cardeal Jorge Bergoglio superar os favoritos italianos e brasileiros e de ter assumido uma igreja em crise, atolada em escândalos, perdendo espaço e fieis em uma velocidade cada vez maior nas últimas décadas. O novo papa vai ter de lidar com a pressão política e econômica do Vaticano. Foram várias surpresas na escolha: é o primeiro papa não europeu em 1.300 anos: é o primeiro pontífice latino-americano e também não era consenso. Como não se pode agradar a grego e troianos, enquanto a população aclamava o novo papa na Praça São Pedro, grupos já desferiam críticas severas a Bergoglio, que escolheu ser chamado de Francisco. Acredito que para quem dedica a vida á uma causa ou a religião, como é o caso - este seja o momento máximo de consagração de poder servir de corpo e alma a humanidade e ao seu criador. Porém, também penso o quão espinhosa será sua missão para agradar a todos. A escolha também pode ser um início de que a prioridade do papa será trazer de volta a serenidade em um momento conturbado para santa sé. “Reza a tradição católica que São Francisco de Assis foi chamado por Deus pra reparar uma igreja em ruínas.” Espera-se de Francisco um verdadeiro milagre para tentar unir os fiéis que têm trocado de religião, solidificar novamente os pilares da Igreja Católica e unificar a Santa Sé, acabar com o fantasma das acusações de pedofilia, enfim, reconquistar o rebanho perdido. Com perfil conservador, o argentino já esteve envolvido numa denúncia de sequestro durante a ditadura e também tem se posicionado contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, como também tem se posicionado ao lado dos opositores dos governos dos Kirchner na Argentina, e ficando do lado dos opositores e oprimidos. O primeiro gesto do novo pontífice dá indícios de que estará mais próximo do povo: ao invés de abençoar a multidão, como todos fazem quando aparecem na sacada, Francisco pediu aos fiéis presentes a bênção num gesto simbólico de humildade. Se foi trocar seis por meia dúzia, apenas o tempo, que é o senhor da razão, dirá!

Turíbio Liberatto

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

A VIDA SEGUE

Se no futebol a lógica também não prevalece, o cardeal argentino Jorge Mário Begoglio, correndo por fora nas apostas principalmente dos experientes vaticanistas, foi eleito como novo papa da Igreja Católica. E como é de sua prerrogativa, Begoglio se define agora com o nome papal de Francisco. Passados exatos 31 dias da renúncia de Bento XVI, podemos afirmar que neste longo período, até a escolha do novo pontífice, o mundo respirou e debateu como nunca o cristianismo, o que é salutar. E em razão deste extraordinário evento protagonizado pelo Vaticano, felizmente nos distanciamos um pouco das crises políticas e financeiras pelo mundo e dos conflitos absurdos como os existentes, por exemplo na Síria. E se a vida volta ao normal com a eleição de Francisco, o que se espera do novo papa é que abertamente se coloquem em debate as grandes questões que envolvem a Igreja Católica, como a possibilidade do ordenamento da mulher, dando-lhe, e por que não, o mesmo direito de um padre, ou bispo, de ministrar as missas. De qualquer forma, é a primeira vez que nós, brasileiros, vamos respeitosamente vestir e receber um argentino como Francisco, de verde e amarelo...

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS

Parece-me que não é só durante a eleição que os petistas fazem o diabo. Permitir que um racista e homofóbico presida a Comissão dos Direitos Humanos é instalar o caos neste país, e caos é coisa do tal diabo. Um pensador japonês de nome Mokiti Okada diz que “religiões egocêntricas, fechadas, que não mantêm relações com outras e que se isolam socialmente também não são dignas de confiança. A fé verdadeira não prejudica a lucidez e, ao mesmo tempo, desenvolve a consciência de que sua missão é salvar a humanidade”. O título deste ensinamento é Bom Senso, exatamente o que anda faltando no Brasil. Mas aqui há questões que devem ser refletidas profundamente: 1) A Comissão de Ética e Justiça, onde dois deputados condenados são os presidentes desta, o desespero do governo em desviar a atenção levou-os a legitimar este pastor; 2) Na laicidade do Estado brasileiro, sai a Igreja Católica e entram as Igrejas Pentecostais; 3) No último Censo a religião com o maior número de membros sem diploma superior e com nível econômico nas faixas C, D, E são justamente os evangélicos, portanto os brasileiros que garantem os votos petistas nas urnas; 4) É correto uma religião promover a violência e a intolerância em nome de seus dogmas? 5) Por que dar Ibope a um religioso que usa a Bíblia para legitimar seus preconceitos? Este pastor tem formação em Teologia? Conhece hermenêutica e exegese? Este pastor faz um estudo profundo da Bíblia nos idiomas de origem (aramaico, hebraico e grego)? Então, com qual propriedade ele fala em nome desta? 6) E por último: o encurtamento intelectual que as religiões pentecostais estão causando no ensino brasileiro. Pais estão proibindo professores de ensinar cultura grega e africana. E nos conservatórios musicais os alunos se recusam a tocar qualquer música que tenha tambor ou atabaque, e com isso grandes compositores brasileiros ficam de fora da grade curricular, como Vinicius de Moraes, Badem Power, Carlos Gomes, entre outros. Sou contra qualquer violência, mas o pastor Feliciano deveria refletir sobre o porquê ele está sendo vítima da violência que ele mesmo incita. Talvez Deus esteja querendo mandar um recado para ele.

Gislaine Roberto

gica.teologia@gmail.com

São Paulo

A INÚTIL PERSEGUIÇÃO

É ridícula, senão estranha, a perseguição que está sendo feita ao pastor Feliciano por grupos organizados pelos “politicamente corretos”. A opinião do pastor é válida, ele foi eleito deputado por méritos próprios e, apesar de ter opinião contraria à da maioria, é importante para manter o pluralismo no Congresso Nacional. Por que essas pessoas que estão se manifestando agora, seguramente organizadas por um comando central, não se mobilizam para moralizar o Congresso Nacional, que apresenta em seus quadros mais de 250 parlamentares condenados por “crimes” piores, inclusive por assassinato, presidentes das duas casas processados, “mensaleiros” condenados, parlamentares “comprados” pelo Poder Executivo, funcionários fantasmas e uma roubalheira generalizada de dinheiro público? Por que isso não é objeto de uma ação severa pelos “politicamente corretos” que se preocupam apenas com os excluídos, como uma forma de atraí-los para suas causas? Por que não tentar moralizar o Congresso Nacional, onde nasce a grande corrupção do País? Perseguir um homofóbico racista não traz nenhuma contribuição ao Brasil, apenas descarrega a raiva...

Fabio Figueiredo

rsfig@dialdata.com.br

São Paulo

PRIORIDADES

O fato de os bem-vindos protestos contra o pastor Marco Feliciano, desalinhado com as minorias, não estarem “casados” com protestos contra o mensaleiro condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) João Paulo Cunha, desalinhado com a Constituição e a Justiça, ambos presidentes de comissões parlamentares, mostra as prioridades éticas e ideológicas das manifestações.

Carlos Eduardo Lessa Brandão

celb@iname.com

São Paulo

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