Fórum dos Leitores

IMAGINA NA COPA

06 Junho 2014 | 05h43

Greves em São Paulo

Faltando sete dias para a Copa do Mundo, entram em greve o Metrô e, oficialmente, também a CET. Ou seja, se cobrir vira circo, se cercar vira hospício.

CARLOS AVINO

carlosavino.jaks@hotmail.com

São Paulo

Haja paciência!

É, os metroviários pararam mesmo, numa greve oportunista e com claro viés político, desrespeitando liminar do TRT e causando mais transtornos à população paulistana. Moro perto da Estação Tucuruvi e o cenário ontem de manhã era caótico: filas imensas, ônibus superlotados, trânsito parado, pessoas perdidas... Como se não bastasse, temos várias manifestações quase todo dia, como dos sem-teto, que anteontem chegaram ao cúmulo de fechar a Radial Leste em pleno horário de pico e prometem mais para os próximos dias, até mesmo impedir a chegada dos torcedores aos jogos da seleção hoje e na quinta-feira, o que é um abuso. Sem falar nos diversos grupos que fecham quase todos os dias a Avenida Paulista e outras vias importantes da cidade, dificultando ainda mais o nosso dia a dia. E nossas autoridades, nos três níveis, assistem a tudo sem fazer nada, ou, pior, muitas vezes ainda fazem as vontades de alguns desses grupos. Quanto a nós, cidadãos comuns, só nos resta trabalhar, pagar impostos e ter muita paciência.

ALEXANDRE FONTANA

alexfontana70@yahoo.com.br

São Paulo

Catraca livre

Em vez de fazer greve, que só prejudica os usuários, os metroviários deveriam liberar as catracas. Voltem a trabalhar e logo vão ver os donos do Metrô se mexerem rapidamente.

AGOSTINHO LOCCI

legustan@gmail.com

São Paulo

Os reais donos do Metrô

Não obstante o Metrô de São Paulo ser propriedade do governo do Estado, seus verdadeiros donos são os 9.477 metroviários (1 para cada 7 metros de trilhos, em 31/12). O Estado fica com os ônus, cobrindo ano após ano os prejuízos, que totalizavam R$ 5,1 bilhões no final de 2013, e aos metroviários cabem os bônus, com salário médio de R$ 4 mil, ficando eles com 65% da receita líquida do Metrô. Mesmo com os prejuízos continuados, têm eles, entre outras vantagens, participação nos lucros e resultados, calculada com base em surrealista balanço social. Julgam-se no direito de causar transtornos a 4 milhões de habitantes da capital, reivindicando um “pequeno” aumento de 35% e redução da jornada semanal para 36 horas. Querem mais salário e menos trabalho! Já é mais do que tempo de o governo do Estado impedir essas agressões à população paulistana, preparando a Defesa Civil para operar as linhas do Metrô quando dessas greves absurdas.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@mail.com

São Paulo

Campo de guerra

Em 2013, depois das manifestações de junho, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, recusou-se veementemente a apoiar um projeto de lei que poria ordem democrática nas passeatas. As autoridades deveriam ser previamente informadas, determinando início, término e local. Isso é comum nos países do mundo civilizado, em respeito a toda a população. Se aprovada essa lei, não estaríamos presenciando agora, às vésperas da “Copa das Copas”, São Paulo se transformar em campo de guerra. Ninguém consegue ir para o trabalho nem vir. Não tem como escapar das inúmeras passeatas e greves que assolam a cidade. Pena que as autoridades chegarão ao Itaquerão pelo ar, porque deveriam seguir o caminho que a população e os turistas terão de percorrer, driblando todo tipo de manifestação pelo caminho. Leis são aprovadas para pôr ordem em quem desconhece limites, viu, ministro Cardozo?

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

DECRETO 8.243

Regime de exceção

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que não vai pautar o projeto que barra os conselhos populares porque não quer. E não se fala mais nisso. Esse é o sonho do regime proposto pelo governo.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Sem noção

“Não vou pautar porque não quero.” Essa frase do presidente da Câmara dos Deputados, proferida com o dedo em riste (5/6, A9) ao negar urgência à solicitação de dez partidos para barrar o decreto autoritário assinado por Dilma Rousseff, reflete uma ausência da noção de perigo que nossa frágil democracia corre nos dias atuais. O risco da quebra do equilíbrio entre os três Poderes da República ameaça transformar nossa democracia em algo semelhante ao que existe na Venezuela, onde o Legislativo e o Judiciário são simples carimbadores da vontade do Executivo.

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

Consequências nefastas

É muita ingenuidade de Henrique Eduardo Alves recusar-se a pautar, para apreciação, a proposta do DEM que visa a barrar os conselhos populares, porque não quer. Essa atitude é como sair em defesa desse absurdo decreto, assinado pela presidente Dilma, uma vez que o próprio corpo técnico da Câmara o considerou inconstitucional. Para ter agido dessa maneira irresponsável, só pode ter sofrido pressão do Executivo, sem medir as consequências nefastas dessa determinação emanada do governo.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Subserviência

Ao negar a apreciação do requerimento de urgência proposto pela oposição a respeito dos conselhos populares, o presidente da Câmara dos Deputados, sr. Henrique Alves, evita desgaste com a presidenta da República e presta um desserviço à Nação. Em horas como esta, em que nossa democracia deve ser defendida, preservada, é que vemos o gabarito político de quem nos representa. Alves representa o Rio Grande do Norte. Sabemos que o Norte e o Nordeste do País dependem fundamentalmente de verbas federais. Portanto, políticos dessas regiões sempre estarão majoritariamente alinhados ao governo federal, seja o presidente de que partido for. Todavia esse alinhamento tem limites morais, éticos. O exemplo da decisão tomada pelo deputado Henrique Alves demonstra a fragilidade do Poder Legislativo ante o Executivo e, consequentemente, o potencial que temos de ver o Brasil transformado num clone de países com os quais não temos História comum.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

GREVE METRÔ

Juiz exigir 70% da frota na rua (metrô) é fácil, o difícil é ele ter peito para cumprir a Lei e cobrar as multas diárias dos sindicatos. Em punição só podemos esperar manifestações.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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Seria importante as nossas autoridades verificarem se atrás da greve do Metrô que todo ano acontece, tem alguém do PT ou do PCC, ou ambos, afinal de contas, a premonição e a alma são os segredos para se obter sucesso.

Alice Baruk alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

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Em minha opinião, a greve do Metrô em São Paulo é proveniente de bandeiras idiobiológica de partidos políticos. Se a greve do metrô de São Paulo perdurar por muitos dias, muitos torcedores terão que ir de jegue até o Itaquerão.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SINDICATOS ESQUERDISTAS

Os sindicatos só fazem explorar e prejudicar o povo, como agora no metrô paulista. Eles têm a quem sair: o Chefe construiu sua carreira política à custa dos sindicalizados que são obrigados a contribuir sem opção de pagar ou não. Mas sindicatos (e dirigentes) não pagam Imposto de Renda. Deve haver motivos eleitorais nessa greve, tentando ferrar os paulistanos e o PSDB na eleição presidencial e governamental, na qual pensam em fincar mais um poste sem luz.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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QUEBRA DE PROTOCOLO

A presidente Dilma, em plena campanha para reeleição, sempre sob o foco da mídia e a complacência do TSE, adora a visibilidade, desde que seja um público cordato previamente “selecionado” (exemplo: Congresso da União da Juventude Socialista, em 24 de maio), mas quer distância do público heterogêneo, independente. Em 12 de junho, é de praxe a fala do presidente do País sede e do presidente da Fifa, na tradicional abertura da Copa do Mundo, sob o olhar de dois terços da população mundial e 99,9% do povo brasileiro, mas será quebrado o protocolo (por orientação do seu marqueteiro e de Lula, Dilma ficará em silêncio). Quem está na chuva é pra se molhar, mas a presidente, diante de um público real e sem armação, teme uma exposição sob vaias mesmo num evento de tamanha grandiosidade que é promover a Copa do Mundo.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

São Paulo

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RETRATO DESOLADOR

A poucos dias da estréia do mundial, o que se vê nas ruas de São Paulo são bandeirinhas do Brasil esparsas, raras e solitárias, agregadas a algum veículo ou empunhadas por um vendedor. Reflexo fiel e desolador de uma população nitidamente descrente do seu poder Executivo.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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A COPA E O MOMENTO

A Copa é o momento lúdico pelo inebriante do prazer, que enche os olhos e faz explodir a multidão em êxtase com o bailado dos 22 atletas que compõem e improvisam a ópera dos gramados, bailado com o manejo de uma nota só: a bola. Indiscutível a sedução desse apaixonante esporte. Porém, pela razão clara e manifesta, esse momento lúdico vem em terceiro lugar na ordem das coisas, estabelecida pelo o bom senso. Primeiro há de se (em qualquer família ou comunidade) satisfazer, realizar as coisas necessárias, sem o que a vida da pessoa se torna indigna e imprestável, tais como: saúde, educação, transporte, segurança, bases fundamentais da “dignidade da pessoa” - dever do Estado, antes de qualquer outra obrigação, vem essa. Nessa ordem sucessória dos gastos, estabelecida pelo bom senso, com aplausos de todos os economistas, primeiro se provêem as necessidades. Em seqüência se aprumam as coisas úteis. E, por fim, supridas as necessidades, satisfeitas as coisas úteis, então, sim, os gastos voltam-se para as festas, as voluptuosidades, as lúdicas, as “Copas”. Assim, distingo, pois o reclamo das massas, nem é contra a “Copa” nem contra os atletas, mas, unicamente, contra a desordem, ou a falta de ordem nos gastos públicos. Gastam-se bilhões com o lúdico neste Brasil onde falta o básico, o necessário, o indispensável: saúde, água, educação, transporte etc. Donde a razão é clara e manifesta do protesto das ruas, pelo inoportuno desse momento lúdico. Quem quer mais do que lhe convém, e dispersa forças em inutilidades, não alcança o que quer, e perde o que tem. É aqui que se crava, consciente ou inconscientemente, a revolta das ruas.

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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SEGURANÇA DOS TURISTAS

Tenho visto uma movimentação das autoridades para proteger os turistas da bandidagem que age a solta pelo Brasil afora. Mas tem que avisar os visitantes que “faixa de pedestre” por aqui é uma coisa meio que ornamental, e é bom alertá-los para ter o máximo cuidado ao atravessar as ruas, pois o perigo aí não é de assalto, mas de ser atropelado.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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PADRÃO BRASIL

O que a presidente Dilma chama de “padrão Brasil”? Será que é tudo o que está ocorrendo no tempo pré-Copa ou será que é tudo que aconteceu nos anos PT? As chantagens impróprias e injustas de parte da população com o desrespeito ao direito de ir e vir de cidadãos, os black blocs, a corrupção na Petrobrás, etc. são marcas que se correlacionam com a imagem do País e com o que a presidente chama de “padrão”? As flechadas disparadas em plena capital da República pelos índios que também mostram sua insatisfação com o governo poderiam tornar-se um símbolo do “padrão Brasil”? Para fazer jus à afirmação da presidente durante os jogos da Copa, o Hino Nacional deveria ser substituído pela ópera mais famosa de Carlos Gomes: “O Guarani”.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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O CRIME COMPENSA?

Anteontem os brasileiros viram nas manchetes dos jornais a liberdade do juiz “Lalau”. A notícia dizia que ele estaria em liberdade em função da idade e por problemas de saúde. Provavelmente, agora que está em liberdade, mesmo sendo um criminoso, ladrão de dinheiro público, ele terá atendimento médico de qualidade em hospitais “top” com o dinheiro que roubou. Enquanto isso, milhares de brasileiros trabalhadores honestos amargam filas do SUS, virando a noite para agendar consultas e exames, e muitas vezes morrendo por falta de atendimento. O juiz provavelmente não precisará esperar meses por uma consulta com especialistas, terá tratamento de primeira porque tem o dinheiro público que foi roubado. Cada vez mais fica evidente que as medidas tomadas pelos poderes constituídos levam os brasileiros a imaginar que o crime compensa. Os brasileiros trabalhadores honestos que cumprem seus deveres de cidadãos, pagando impostos exorbitantes pelo que recebem, sofrem com atendimento médico precário, se não tiverem condições financeiras para arcar com custos de um plano de saúde. E muitas vezes quando honestamente declaram seus gastos médicos no imposto de renda, caem na malha fina da Receita Federal. Realmente, cada vez mais fica evidente que não vale a pena ser honesto neste país, porque somente os ladrões, criminosos, funcionários corruptos e políticos corruptos são beneficiados pelas leis frágeis e vulneráveis. Em muita das vezes elaboradas em causa própria, levando a crer que o crime compensa.

Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

São Paulo

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O noticiário tem tratado o roubo do juiz Lalau como tendo sido de R$ 170 milhões, mas há uma conta a mais a fazer. Na época, a taxa do dólar era de R$ 0,85 por dólar. Dessa forma, estamos falando de US$ 200 milhões ou R$ 440 milhões em moeda atual. É interessante que essa lei só se preocupou em ser “humanitária” com o ex-juiz, mas não se ocupou em recuperar essa montanha do nosso dinheiro...

Aldo Bertolucci accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

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INDULTO

Nada contra o indulto assinado pela presidente e o sentimento de pena do Lalau de já estar velho e adoentado. Mas considerando o desvio de mais de R$ 170 milhões feito por ele, talvez devêssemos ter pena dos necessitados que poderiam ter algum benefício desse dinheiro. Infelizmente essa é a cultura do nosso país.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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Após o indulto para soltar o corrupto Lalau, em outubro toda sua família estará trabalhando e votando na Dilma. Esperem para ver.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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UM GOVERNO QUE FRACASSA

De que adiantou Dilma pressionar o Senado para não deixar vazar a verdade sobre a Petrobrás, e todo teatro mostrado pela CPI chapa branca, diante da pesquisa do instituto americano Pew Research que aponta números assustadores mostrando a insatisfação dos brasileiros com o governo do PT? Convém observar o que revelam os números em todos os setores relevantes: 86% desaprovam o combate à corrupção, 85% estão insatisfeitos com a situação de insegurança pública, 85% repudiam o serviço de saúde, 76% desaprovam o sistema de transportes, 71% não concordam com a política externa, 71% acham ruim a educação, 67% estão contra as preparações para a Copa do Mundo, 65% revoltam-se com a pobreza e 63% estão em desacordo com a situação da economia. Diante desse quadro dantesco, o governo está desorientado. Pensou que a bonança seria para sempre e agora percebe que o povo está acordando. Sendo otimista, a Copa está sendo de grande valia aos brasileiros, está expondo o fracasso do governo do PT.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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Levantamento feito desde 2010 em 82 países pelo Pew Research Center, um dos mais sérios e prestigiados institutos de pesquisa dos EUA, trouxe a surpreendente (para a própria instituição) constatação de que o Brasil é caso único no universo pesquisado a ter sofrido num curto espaço de tempo aumento tão abrupto dos níveis de insatisfação da população em relação ao governo. A queda vertiginosa da confiança pode ser traduzida em números impressionantes: 86% desaprovam o combate à corrupção, 85% estão insatisfeitos com a situação de insegurança pública e os péssimos serviços de saúde, 76% desaprovam o sistema de transportes, 71% discordam da política externa e da educação oferecida, 67% são contra os gastos bilionários para a Copa, 65% revoltam-se contra a pobreza e 63% discordam da situação econômica. O resultado da pesquisa não causa espanto algum no País, que já sabe diferenciar show de mágica e truques de ilusionismo da triste e contundente realidade de se dia a dia. Às vésperas do pleito presidencial, está claro que a população aprendeu rapidamente a cobrar e reclamar do muito que foi prometido e do muito pouco que é entregue, quando é. Basta de incompetência! Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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É evidente que a medida da presidente Dilma não poderia ser outra em que pese o seu estilo “mandona” e que só não usa o “prendo e arrebento” para não plagiar o ex-presidente militar João Batista Baptista Figueiredo. Assim é que no período de 12 de junho e 13 de julho o programa A Voz do Brasil, que normalmente ocorre às 19 horas, com duração de uma hora, poderá se flexibilizar até às 22 horas. Esse programa está no ar desde 1935 e é um programa oficial do governo, e são veiculadas notícias dos três poderes. Essa brecha que ocorrerá na Copa está sendo discutido nosso nacional desde 2003 quando recebeu o nº 595/2003 e que pretende autorizar as rádios retransmissoras os 60 minutos do programa de 19 às 22 horas. Pelo tempo que o processo tramita no Congresso (11 anos) tem-se a medida da importância que os políticos dedicam ao programa. Sinceramente, depois da invenção das roda da escrita, da pólvora e da TV em HDL na maioria dos lares, a Voz do Brasil soa como uma volta aos tempos do Estado Novo, com raras exceções nos mais recônditos grotões do Brasil. Por que não proceder uma pesquisa qualitativa para se saber a audiência do programa num horário viciado por novelas e jornais televisivos?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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DECRETO 8.243

A única coisa que os petistas aprenderam desde que esse partido se formou é rodear as eleições, alinhavar conchavos, criar as fábricas de calúnias contra os adversários e perceber quando, mesmo com todas essas ações, está prestes a perder as eleições. E qual a melhor evidência deste último item? A tentativa de criar a ditadura bolivariana - e assim não sair do poder nunca mais - através do decreto 8.243. Ao ver que a “sociedade civil” percebeu o golpe fantasiado de boas intenções, Gilberto Carvalho saiu no grito, mais parecendo um militante das redes sociais, pagos para criticar as oposições ao PT e também criar fakes de armação contra os adversários. Diz que é ignorância e má-fé, já que o tal decreto está baseado no primeiro parágrafo (não seria artigo?) da Constituição, que reza o seguinte: “Art1º - A República Federativa do Brasil tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político. Parágrafo único - Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Ora, Sr. ministro, se o Sr. não é outro analfabeto funcional desse governo, presta atenção no que está escrito, tanto na Constituição quanto no decreto: Dilma se reservou “o direito” de definir sociedade civil como movimentos sociais - o que não é - e transformar em instâncias da República esses movimentos. Onde está, então, a legitimidade do decreto que o Sr. e o seu bando querem nos empurrar goela abaixo? Nenhum cidadão desta República votou no MST, no MTST, nos black blocs, no PCC, nas Farc, ou em qualquer outra “estrumela” que vocês chamam de movimentos sociais para representá-lo!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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DONA DILMA E O CHARCINHA

Como dizia o grande comunicador e filósofo Abelardo Barbosa, vulgo Chacrinha, D. Dilma também aderiu à norma “Eu não vim para explicar, eu vim para confundir”. A sociedade brasileira deve repudiar com todas as suas forças o Decreto 8.243 do governo Dilma, que cria normas administrativas visando o diálogo entre o governo e a sociedade civil, desde que o interlocutor do governo, representante da sociedade civil, seja aprovado e designado pelo próprio governo. O decreto estipula uma estrutura burocrática nos moldes bolcheviques, que cria conselhos de políticas públicas, comissões de políticas públicas federais, estaduais e municipais, mesas de diálogo e ouvidorias, em substituição ao Congresso Nacional, eleito justamente para representar a sociedade civil. Se o Congresso Nacional não cumpre o seu papel, não é a criação de mais uma enorme estrutura burocrática aliada aos absurdos 39 ministérios, quase todos de coisa nenhuma, que agilizará o funcionamento da máquina pública brasileira. O êxito dessa máquina só será possível com a diminuição do seu tamanho e dos seus gastos e com o respeito a um Congresso Nacional representativo da sociedade brasileira. O decreto criado pelo governo Dilma é exatamente o contrário do que a sociedade brasileira espera da próxima administração federal.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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Nosso primeiro-ministro do governo democrático-participativo formou-se em filosofia pela Universidade Católica do Paraná e fez especialização em gerenciamento público em instituição da Venezuela. Entendo agora o porquê de chamar “hipócritas” aqueles que criticam o decreto 8.243, como o fez de forma extraordinária prócer professor da USP e PUC-SP (O ESP - A2 - 4/06/14 - “Um decreto abre o caminho da servidão”).

Altivo Silveira altivosilveira@uol.com.br

São Paulo

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Será que o autoritário decreto 8.243 assinado pela dona Dilma que cria uma Constituição paralela, violando nossa Carta Magna e privilegiando coletivos e conselhos populares, que sob o controle do governo petista poderiam decidir os rumos do País, não é um arranjo planejado pelo Lula para diminuir o excesso de democracia existente no Brasil e que tanto mal fez à Venezuela, hoje a beira de uma guerra civil?

Amâncio Lobo Amânciolobo@uol.com.br

São Paulo

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DECRETO = AI-5?

“O bicho pegou”. O ministro Gilberto Carvalho é o coordenador da versão do AI-5 - decreto 8.243 - baixado recentemente por Dilma. Isso significa na prática a extinção da democracia. Inconformados com as críticas generalizadas da sociedade com os fracassos de todos seus programas econômicos e sociais, fracassos estes por culpa única e exclusivamente da incompetência de seus formuladores, decidiu governar por decreto sem ouvir os demais poderes constituídos. Fez dessa forma na canetada, pois não tinha certeza se utilizando a força das armas correria o risco de uma reversão de expectativas. São os estertores deste modelo fracassado aqui e no mundo inteiro. Sem qualquer moral e competência que ampare tal ato, vai começar a sofrer as ações dos poderes Legislativo e Judiciário desse ato insano, inconsequente e inconstitucional.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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OS SOVIETES TUPINIQUINS

Mais uma vez nos deparamos com a ambiguidade do rótulo democrático. O decreto 8.243, de 23 de maio, que cria a Política Nacional e o Sistema de Participação Social, pode enfraquecer o Congresso Nacional. Trata-se da reedição dos “conselhos operários” ou “sovietes”, que serviram às diferentes revoluções do século passado. É inegável o matiz político-ideológico do governo petista. Embora não abra mão das mordomias do capitalismo, se pudesse, implantaria a ditadura do proletariado, pregada com ardor pelos seus líderes antes da chegada ao poder. Desde a redemocratização, os eleitos para o governo adotaram por princípio a prática de cooptar os perdedores - oferecendo-lhes cargos no governo e outras benesses em troca do voto de seus partidos - levando a classe política a perder o principal de sua serventia. Pela prática cristalizada, quem se elege para o Executivo adquire o apoio dos que perderam a eleição e não sobra ninguém para fiscalizar o governo, tarefa natural dos derrotados. A imagem dos congressistas, como legítimos representantes do povo, é cada dia mais distante, a ponto de ensejar que o próprio governo, embora não confesse, tente substituí-los pelos sovietes tupiniquins. Não precisamos de conselhos. A grande necessidade é o fim do loteamento do governo, da venda de votos parlamentares e de horários eleitorais. Partido que ganha a eleição tem, acima do direito, o dever de governar. E os que perdem, a obrigação de fiscalizar. Não devem barganhar...

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves cardosodirceu34@gmail.com

São Paulo

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PROGRAMA ‘RODA VIVA’

O programa “Roda Viva” dessa segunda brindou a todos nós eleitores com um pré candidato a Presidência que possui um norte a seguir, tem idéias próprias e, pelo visto, saudáveis, não parece ser uma marionete que recebe textos pré escritos por funcionários caríssimos especializados nas artimanhas das palavras. Aécio Neves, a meu ver, deu uma aula de sabedoria e conhecimentos em todas áreas sensíveis que uma nação possui, além de ter sido governador por dois mandatos de um grande estado, presidente da Câmara dos Deputados em que ocupou ali vários mandatos, hoje senador da República, cargos que deveriam ser obrigatórios a pretendentes ao cargo de Presidente da República. São normas para alcançarmos uma verdadeira democracia, além de outras, como a forma de escolha dos ministros dos tribunais, nada de indicação política, ai está o perigo de termos uma meia ou falsa democracia.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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KASSAB CONDENADO

A verdade é uma só: o povo já está cansado e de saco cheio. Todo santo dia tem notícia de político condenado e investigado por desvio e roubo do erário público, mas a grana, o fruto do roubo, nunca, jamais, foi devolvida. Vamos dar um basta. O povo não engole mais tanta pizza com o mesmo sabor. Outubro esta aí e a nossa mais poderosa arma, o voto, está em nossas mãos.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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É PRECISO CUIDADO PARA VOTAR

Maluf, procurado pela Interpol, não pode sair do Brasil. Padilha, envolvido com o doleiro mais rico do País e preso, o tal de Youssef, ambos misturados e juntos, o barco de Dilma afundando com a Petrobrás. As lideranças petistas presas na Papuda, o nosso Joaquim Barbosa do STF bate em retirada, é mister, cautela, precaução. O Lula quer que vá de jumento na Copa, mas não sei montar no jumento do Lula e nem tenho camisa vermelha, perto do Maluf não dá para ficar, Padilha nem pensar, parece que o homem do aero-trem não vem mais. É preciso cuidado na hora de votar.

João Carlos Carcanholo advocacia.carcanholo@bol.com.br

São Paulo

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CONCORRÊNCIA NO HUMOR

O colunista de humor do “Estadão”, Tutty Vasques, deve ficar alerta a novos promissores humoristas, como o presidente estadual do PT de São Paulo, que, conforme o editorial “Peso incômodo”, página A3 de 04/06/2014, afirmou: “Somos o partido que mais combateu a corrupção no País. O PT não tem tolerância com coisa malfeita”. Claro, exceto Petrobrás, Rosemary, André Vargas, mensalão, dentre outros, não há qualquer tolerância à má administração, falta de planejamento, inchaço da máquina pública, erosão dos fundamentos econômicos e favorecimentos de toda ordem, correto?

Leonel Lucas Lucariello Filho leonellucariello@gmail.com

São Paulo

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Eu ia fazer um comentário sobre a declaração do presidente estadual do PT, Emídio de Souza, de que o seu partido “é o que mais combateu a corrupção no Brasil”, mas, precisa de comentário?

Attilio Cerino attiliocerino@yahoo.com.br

São Paulo

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TRAQUINAGENS

O ministro Mantega e a presidente Dilma podem, com suas imaginações e traquinagens sem limites, incluir no PIB as receitas secundárias da Copa do Mundo como a entrada e dólares via prostituição, venda de drogas, cobrança de imposto de renda de aluguel de casas para turistas, pipoqueiros fora dos limites da Fifa, enfim, tudo aquilo que movimente dinheiro e seja “por fora”, que é uma especialidade do governo atual.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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HUMOR DILMA

Dessa vez a culpa vem do estado de ânimo das economias. “Quem sabe o humor do mercado”, foi a resposta da presidente Dilma aos jornalistas correspondentes estrangeiros, quando questionada sobre o baixo crescimento da economia. E, não satisfeita, complementou com a não “necessidade urgente de reformas”. Mais uma vez, o governo petista mostra ao entendimento dos fatos no realce do grotesco comportamental nas suas interpretações.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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PIBINHO E O MAU HUMOR

A melhor explicação para o Pibinho do primeiro trimestre de 2014 foi dada pelo Lula, que culpou o “péssimo humor empresarial”. Lula e Dilma, após reunião realizada em Belo Horizonte, na sexta-feira (30), concluíram que o governo precisa adotar medidas para destravar os investimentos. Já tiveram 11 anos para adotarem essas medidas e nada fizeram. O Brasil não pode mais perder tempo com esses aprendizes de governantes. Acredito que não são apenas os empresários que estão mal humorados e sim toda a população. E o resultado virá na próxima eleição.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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Em mais uma pérola de Lula: “Os empresários andam muito desanimados com o Brasil”. Essa é a especialidade primordial do PT, sempre transferindo culpas. O binômio de incompetência com corrupção nos leva a desgraça que se avizinha. Depois, só com muito sangue e suor faremos com que o País volte aos trilhos da dignidade, do desenvolvimento e do trabalho. Pobre país, se ficar mais quatro anos nas mãos de tantos incompetentes e corruptos.

Hoje vejo que o governo da mudança foi no sentido de potencializar a corrupção, o banditismo e a amargura dos que produzem e trabalham honestamente neste país, que caminha a passos largos para a “cubanização” continental.

Cesar Romero Galardo crgalardo@terra.com.br

São Paulo

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O PIB DE DILMA

Não era preciso ser economista para saber que após as montadoras de carros, queridinhas do governo Federal, a parada forçada se espalharia por outros setores da fragilizada economia brasileira. Com isso, o nosso PIB segue em velocidade ladeira abaixo, e não vai ser surpresa para nenhum analista se, contrariando a tendência de que o PIB cresce em ano de Copa do Mundo e eleição presidencial, ele vier abaixo de zero, fechando a melancólica gestão Dilma, nesse 1º mandato, acima somente de Fernando Collor (-1,3) e Floriano Peixoto (-7,5%)

Abel Pires Rodrigues ablrod@terra.com.br

Rio de Janeiro

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AUTOCRÍTICA

Só agora são assombrosos os números da crise, caro senhor ex-ministro da Agricultura do ex-presidente Lula? Precisou ser guindado a Presidência do conselho deliberativo da Única para adquirir tanta sensibilidade para diagnósticos e soluções? Por acaso, deu para reparar no sentido hipotético de quase tudo que disse, ao ser entrevistado pelo jornal? Me engana que eu gosto, mas não dá para um homem público servir a dois senhores sem antes fazer uma auto crítica pública, severa e contrita.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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PREVIDÊNCIA

Finalmente consegui me aposentar. Dedico integralmente o que recebo ao meu cachorro, pois é uma forma de agradecer à Previdência Social, afinal o cachorro é o melhor amigo do homem!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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INCOERÊNCIAS

As incoerências, os absurdos e as burrices predominam no Brasil quando dependemos da burocracia que todos os setores envolvidos e ligados ao governo tenham que decidir algo que não lhes dê vantagens e benefícios. É o caso da liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do “canabidiol”, substância derivada da maconha para salvar a vida do menino Gustavo Barbosa Guedes, adiando a decisão para agosto. Conclusão: o menino morreu segunda. Gostaria muito de saber se esse garoto fosse filho de deputado, senador, ministro e etc., o medicamento não teria sido liberado e até enviariam avião buscar. Enquanto isso, entram ilegalmente no País toneladas de cocaína, maconha, crack, ecstasy e etc.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PRIVATIZAR É A SOLUÇÃO

O pobre Piauí deve perder um projeto industrial no valor de R$ 200 milhões que poderia criar centenas de novos empregos, porque no estado existe uma das piores distribuidoras de energia do País. Essa situação não nos surpreende porque a empresa responsável pela distribuição de energia no Piauí faz parte do grupo da Eletrobrás, sob a responsabilidade desse incompetente governo petista. Esse investimento, como divulga o “Estadão”, para frustração da economia piauiense, provavelmente deverá ser executado no Maranhão, ou no Ceará. Sabem por quê? Porque nesses estados citados as distribuidoras que vão garantir o fornecimento de energia para essa empresa foram privatizadas (lógico que não pelo PT). Estão classificadas pela Anael em primeiro e terceiro lugares no ranking nacional pela eficiência que apresentam. E se nos governos Collor, Itamar e FHC as privatizações ganharam destaque, permitindo ao País maior eficiência nos setores que hoje felizmente estão nas mãos do setor privado, o Lula e a Dilma nestes últimos 12 anos não somente destruíram a competência da Petrobrás e da Eletrobrás, mas, para nossa indignação, criaram mais dez estatais para orgia dos camaradas e aliados do governo. E o desenvolvimento do País que se dane...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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EVENTO ESTADÃO CIEE

Tive o prazer de participar hoje no evento promovido pelo “Estadão” no CIEE sobre inovação e cheguei à conclusão que estamos no famoso beco sem saída. Muita conversa e nada efetivamente, ou por problemas de verbas ou por problemas de educação e formação de técnicos. Falou-se muito da Coreia, mas falar só não adianta. Ou copiamos literalmente o que eles fizeram e estão fazendo ou estaremos como estamos, no fundo do poço.

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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ALSTOM E A COOPERAÇÃO JUDICIAL.

As autoridades judiciárias suíças romperam o acordo de colaboração entre Berna e Brasil sobre o caso Alstom, dado o vazamento de informações sigilosas aqui no Brasil, especialmente as que envolvem Robson Marinho, Conselheiro do TCE. Entretanto, a imprensa cumpriu muito bem o seu papel, demonstrando em que mãos se encontram determinados cargos de importância neste país, realizando o “Estadão” diversas matérias sobre o tema, inclusive revelando as opiniões do Ministério Público. De outro lado, o propinoduto aponta para os lados de Robson Marinho, a ponto de o próprio MP insinuar que teria ele recebido a soma de U$ 2,7 mi a título de propina. Na verdade, não há como esconder ou escamotear os contribuintes deste país malfeitos do tipo relatado, sob pena de a imprensa ser alcunhada de protecionista ou omissa. Os suíços logo verão que não estão certos.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A reforma dos cursos jurídicos para que se formem profissionais do direito transformadores e estruturantes da sociedade contemporânea e do futuro, ao invés de pretensos dominadores verborrágicos de uma dogmática hermética e do Direito Positivo (José Eduardo Faria e Celso Campilongo, O Estado, 3/6), solucionadores e, não, criadores de conflitos, é imperativa. Porém, não basta às escolas jurídicas a consciência do direito novo; ela deve ser apreendida pelos atuais operadores (advogados, membros do Ministério Público e magistrados), para aplicação imediata. Caso contrário, tudo não passará de simples retórica acadêmica, muito distante de uma "praxis" inadiável.

Amadeu R. Garrido de Paula, advogado amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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‘MAIS INVASÕES NA CAPITAL’

Sob o título acima, o editorial do “Estadão” nos dá uma visão exata das consequências advindas do gesto demagógico do prefeito quando subiu no carro de som dos arruaceiros do MTST que tinham bloqueados as principais vias da cidade. Fizeram com que milhares de trabalhadores faltassem a seus empregos e as demais pessoas a seus compromissos previamente agendados, inclusive consultas médicas. Antentem invadiram o edifício onde funcionava Othon Palace Hotel, que a prefeitura estava se preparando para ocupar com a Secretaria das Finanças, para esta ficar próxima ao gabinete do prefeito e até dependências do Serviço Funerário. Quando desocuparem o prédio onde ficava o Othon, com certeza levarão com eles vários equipamentos do edifício e danificarão outros, pois isso é prática comum entre eles. Por sua vez, intimidado e não se entende o porquê, o governador Geraldo Alckmin assiste impassível à tomada das ruas da capital de seu Estado. Muito pelo contrário, a Força Pública, como uma espécie de guarda de honra, se limita a acompanhar aquele grupo antidemocrático que vai bloqueando a passagem de milhares de pessoas, em uma espécie de guarda de honra. Chega a ser uma cena patética que nos envergonha perante o resto do mundo. A continuar essa verdadeira festa do caqui, não demorará muito para que um cidadão que for viajar durante o fim de semana, na volta encontre a sua casa invadida por membros desse movimento antidemocrático e terá que entrar na Justiça para reintegração de posse. A situação atingiu um estágio tal que o Ministério Público já deveria ter aberto inquérito tanto contra o prefeito como contra o governador. Afinal de contas não estão cumprindo com as suas obrigações, como a de manterem a ordem conforme lhes determina a Carta Magna para evitar as invasões e depredações, já que esses ilícitos já passaram da conta há muito tempo. Como cada um desses administradores representa aqui o partido que comanda o governo federal e o seu principal opositor que é o PSDB, creio que a população paulistana deveria dar o troco a eles e a seus partidos nas próximas eleições.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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VIOLÊNCIA EPIDÊMICA

Segundo dados divulgados no Mapa da Violência 2014 com dados do ano 2012, o Brasil quebrou o recorde em número de homicídios e alcançou 56.337 mortes, ou seja, cinco vezes mais mortes do que um ano de guerra no Iraque. A sociedade brasileira precisa atentar para os fatores que geram essa violência epidêmica e gratuita, cobrando soluções e participando ativamente na construção de uma cultura de paz. Qualquer leitor atento dos jornais consegue concluir que os principais fatores nos homicídios estão ligados às drogas, e são cometidos por criminosos reincidentes, ou seja, poderiam ter sido evitados se o Estado descriminalizasse as drogas e as considerassem como problema de saúde. Evitaria os latrocínios permitindo que o cidadão portasse armas de fogo e retiraria de circulação os reincidentes através de um sistema penal que mantivesse o marginal efetivamente preso ou o condenasse a pena de morte. Assim, é inconcebível que os candidatos nas eleições 2014 prefiram investir nesse sistema falido, desumano e corrupto, ignorando a necessidade de debates sobre as diversas experiências bem sucedidas mundo afora, algumas recomendadas pela ONU, que reduziram os índices de homicídios e criminalidade.

Daniel Marques, historiador danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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MEIO AMBIENTE

Uma das crises mais importantes para o destino da humanidade é a crise ecológica. Os cientistas afirmam que em 50 anos a temperatura média do planeta Terra subirá seis graus Celsius. Isso vai significar a extinção de mais da metade das espécies hoje existentes. A nossa reação diante da destruição do planeta deve ser uma profunda mudança de estilo de vida. De uma vida exploratória e predatória, devemos passar a viver uma vida simples, doadora e humana.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

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MORTE DENTRO DE UM ÔNIBUS

Uma pessoa faleceu dentro de um ônibus parado em frente um hospital. Parece inacreditável o ocorrido no Rio de Janeiro, quando um homem faleceu provavelmente de problemas cardíacos dentro de um ônibus e, segundo a reportagem, foi socorrido por bombeiros que fizeram o máximo para evitar uma morte, que, para o cúmulo do absurdo, ocorreu em frente ao hospital de referência cardíaca daquela cidade e não atendeu os chamados para atender o doente. Quando cobrados pelo acontecimento, os responsáveis pelo hospital alegaram um estado de greve que impediu o atendimento. Simples a desculpa, não? Tal situação dificilmente aconteceria se o responsável por aquele hospital soubesse que responderia na Justiça pela falha e que seria condenado, e o mesmo aconteceria com grevistas que estivessem no local que, mesmo capazes de fazer o atendimento, não cumpriram seu dever. Cadeia nessa gente serviria para dar exemplo e evitar situações como essas que ocorrem quase diariamente neste “Brasilzão”, que só é gigante em tamanho, mas minúsculo em sua capacidade de atender as necessidades de seus cidadãos.

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

São Paulo

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Um cidadão morre na porta do hospital no Rio de Janeiro. Passou mal num ônibus, foi levado para um hospital federal e não lhe prestaram atendimento, em razão do movimento grevista ou sei lá o quê. É o retrato da saúde no País. Infelizmente será mais um nas estatísticas. Vão instaurar inquérito. E daí? Vai acontecer o que? Como sempre, nada. Causou revolta e indignação na população. Só que essa revolta e indignação de nada adiantará se no dia da eleição essa mesma população esquecer tudo isso. Eleição é para se fazer mudanças. Mostrar que não está satisfeito com o status quo. O País está com todos os serviços ao cidadão falidos. Não temos um serviço decente. Segurança pública, educação, água e saneamento, saúde, transporte público, etc. todos falidos. E vão querer que continuem falidos? Se é para isso, não percamos tempo e gastemos dinheiro com eleições. Passe-se uma procuração, sem data de validade, para os que estão no poder.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ABISMADO

Sempre vou à feira aos domingos, lá encontro alguns amigos que adoram comentar fatos políticos divulgados pela imprensa. Ontem fiquei pasmo, assustado, tive uma espécie de desmaio, fiquei pálido, trêmulo, com sudorese e discreto rubor facial. Vejam o que aconteceu: falei para meu amigo que li uma numa revista um artigo sobre corrupções políticas no Brasil, a mesma relatava desvio de dinheiro público e enriquecimento ilícito de alguns políticos. Falei é lamentável tal fato, ele respondeu que o pior é que a impunidade é gritante. Comentamos alguns divulgados, tendo como protagonistas políticos poderosos que no momento estão felizes da vida, curtindo legal. Em dado momento um senhor que a tudo ouvia falou: “Dr. Se o senhor estivesse no lugar deles não faria o mesmo?” Retruquei asperamente: “Não, senhor, meu pai, um modesto oficial do Exército, me criou com caráter, dignidade e me ensinou que honra não tem preço. Temos que estudar, trabalhar honestamente para vencer na vida. E não de forma imoral.” Não concordo com atitudes criminosas de alguns, pois o desvio de dinheiro público causa danos terríveis à Nação e aos cidadãos, em especial os pobres. Vejam o caso triste na área da saúde. Casos considerados bárbaros. É o cúmulo, né? Enquanto isso, poderosos, ricos, bacanas são atendidos em hospitais classe A. Também já ouvi pessoas dizerem que outros também praticam atos desonestos. A estes, respondo: “Você gostaria que eu matasse alguém de sua família e depois justificasse dizendo que outros também matam? Ou que eu desse tiro na rua, nos shoppings, e justificasse que muitos também fazem? Beleza, né?” Esses tentam justificar um crime com outro. Sou favorável que manifestantes em vez de violência, levem para ruas cartazes com nome de políticos comprovadamente corruptos, que estão bilionários, para conhecimento de todos, inclusive visitantes ou turistas, para que saibam o porquê das manifestações. Seria ótimo que seus países também soubessem.

Dr. Ney Maciel Brabo ney.brabo@ig.com.br

Santos

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SISTEMA RIO CLARO

Estamos assistindo à luta travada entre o governo Alckmin e o Sistema Cantareira e torcendo para que vença o mais forte, que, pelo visto, será a natureza. Enquanto isso, o Sistema Rio Claro, administrado pela Sabesp, transborda de água, graças à fertilidade de seus mananciais que abastece parte da região leste da Grande

São Paulo, mais precisamente as cidades de Ribeirão Pires, Mauá e Santo André. O Sistema Rio Claro também serve como pano de fundo para as belezas das diversas quedas d'água que enfeitam o trecho de serra da Rodovia Mogi-Bertioga. Estamos esperando as obras de ampliação das estações de captação e tratamento de água para que as cidades do litoral não sofram com as torneiras secas durante boa parte do ano e principalmente no verão. Hoje o volume do Sistema Rio Claro é de 96%.

Gilberto Scandiuzzi gilberto.carbosal@uol.com.br

São Paulo

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ÁGUA PARA A REPRESA

Gostaria de sugerir ao Governador Geraldo Alckmin uma forma simples para se encher a represa: já se pensou em furar 1.000 poços artesianos em volta da represa e bombear a água para dentro dela? Os geólogos determinariam a distância entre um e outro.

Paulo Zanzini zanzini.paulo@gmail.com

São Paulo

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