Fórum dos Leitores

LULOPETISMO EM AÇÃO

O Estado de S. Paulo

20 Maio 2015 | 03h00

Indústria decadente

Carente de investimentos, o setor industrial sofre, mesmo sendo de importância máxima para o desenvolvimento do País. Entre 2014 e 2015 a indústria brasileira teve queda de 5,1%, a maior desde 2003. Com o setor paralisado, novas tecnologias e inovações ficam estagnadas. O prejuízo é enorme, consagrado pela falta de competitividade do Brasil no comércio internacional. E, ao que parece, o governo nada faz diante desse perigoso afundamento da nossa indústria.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Destruição geral

O PT destruiu os Correios, a Petrobrás e está acabando com a indústria no Brasil. Na verdade, está acabando com o País!

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo 

De produtor a importador

Tenho lido neste jornal notícias sobre a crise na indústria nacional. Parece-me que suas fontes principais são os institutos e seus dirigentes. Espero que o Estadão permita o relato deste pequeno e decepcionado empresário. A pequena indústria é a que mais emprega proporcionalmente e deveria merecer especial atenção do governo. Tenho certeza que, quando as grandes, visíveis e influentes montadoras reclamam de dificuldades, grande parte das pequenas empresas já fechou as portas. Eu e meu irmão abrimos nossa firma em 1990 e no começo nossos aparelhos de iluminação eram produzidos com 100% de material nacional. Começamos a sentir dificuldades por volta de 2011, diante da forte e desleal concorrência chinesa e das pesadas exigências e dos encargos nacionais. De lá para cá reduzimos de 30 para 14 os nossos funcionários. As indenizações pesaram muito e o que nos mantém funcionando é o fato de a sede ser própria. Para continuar fabricando decidimos começar a importar os componentes dos aparelhos, mas como tantos outros pequenos empresários estamos chegando à conclusão de que é melhor trazer os produtos prontos, já que a carga tributária é praticamente a mesma, mas a dor de cabeça é muito menor. Isso significaria o fim de mais uma indústria e a abertura de mais uma importadora. O governo adora isso, pois lucra muito mais com a importação do que com a fabricação nacional.

JOÃO CARLOS A. MELO

jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

Os chineses ‘salvadores’

Constrói-se, por vontade política, uma usina (Belo Monte) não rentável economicamente e ambientalmente danosa. Precisa-se das linhas de transmissão, não contabilizadas no investimento e sem recursos previstos. Então se contratam os chineses, que para construí-las importam os equipamentos que a indústria nacional poderia fornecer, e talvez também a mão de obra. É assim que se destroem a economia, a indústria nacional e o emprego dos brasileiros. A sociedade não acompanha e poucos entendem. Quem protestará? O Congresso?

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Navalha na carne

O bloqueio de verbas no valor assinalado pelo Estadão de R$ 65 bilhões vai atingir o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, bandeiras da presidente. Ela merece o castigo por ter mentido na campanha eleitoral. Mas os brasileiros querem que o governo corte na própria carne, operando contingenciamentos que o liberem do aumento de impostos por decreto, pois nossa carga tributária, por volta de 38% do PIB, já é uma das maiores do planeta, considerada a relação custo/benefício. E há muito o que cortar, como cargos de acomodação partidária e ralos para beneficiar aliados, que o ministro da Fazenda encontrará com facilidade antes de insistir no aumento de impostos.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Moeda de troca

Após ler a reportagem sobre o “mercado persa” no Palácio do Planalto (19/5) fiquei ainda mais enojado com esse malfadado governo do PT. Não bastassem o enorme corte no Orçamento que será necessário fazer e a paralisação da nossa economia, leio ali como será feita a distribuição de cargos para os aliados. O dinheiro gasto nesses cargos, se eles não existissem, poderia ser aplicado em educação, saúde e segurança. Como diria o grande jornalista Boris Casoy, “isto é uma vergonha!”. Se Deus quiser e o povo ajudar, PT nunca mais.

SERGIO BRADASCHIA PENTEADO

penteado.sergio@ig.com.br

Piracicaba

Mensalão disfarçado

Do total de ministérios, 20 deles não passam de um mensalão disfarçado. Os cargos para o segundo e o terceiro escalões são a moeda corrente para comprar deputados e senadores. E ainda querem aumentar impostos?!

MARIUS ARANTES RATHSAM

mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo

Chantagem peemedebista

Trabalho ligado à atividade portuária há décadas e sempre foi comentário geral que a chefia da Codesp era feudo do PMDB. Ontem, para minha surpresa, esse jornal destacou que para aprovar o pacote fiscal o PMDB teria exigido a chefia da Cia. Docas do Rio de Janeiro. Muito sintomático. O que mais me espanta é que na época da Codesp o dono do feudo era o sr. Michel Temer, o mesmo cidadão que hoje chefia a coordenação política do governo. Não temos jeito!

JOSÉ SEVERIANO MOREL FILHO

morel@sunriseonline.com.br

Santos

Aposentadoria

O governo quer propor a fórmula 95/105 para mulheres e homens, respectivamente. Minha proposta é 120/130, assim ninguém se aposenta, todos morrem antes. Que vergonha!

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

ESCLARECIMENTO

Fundo Nucleos

Sobre a reportagem Lobão é suspeito de ser sócio oculto de holding em Cayman (17/5), esclarecemos: a partir de 2005 o Nucleos tomou todas as medidas técnicas, administrativas e legais para responsabilização civil e criminal de ex-dirigentes e funcionários que à época provocaram vultosos prejuízos à entidade; desde aquele ano e até o presente nenhuma irregularidade foi constatada por órgãos de fiscalização do setor; o Nucleos tem sido apontado como um fundo de pensão com os mais rigorosos e eficientes critérios de controle e alocação de seus investimentos; o Nucleos não tem e jamais teve um centavo sequer aplicado em contas e/ou fundos da Diamond Mountain Investimentos.

NORMAN HIME, presidente, mais duas assinaturas

Presidencia@nucleos.com.br

Rio de Janeiro

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PÁTRIA EDUCADORA?

O relato dos alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) publicado em l7/5 (página A22) é o retrato do descaso ao ensino em nosso país.  O governo federal cortou R$ 30 milhões do orçamento e a escola vive em caos total. Segundo alguns alunos entrevistados, falta segurança, faltam materiais para pesquisa e de escritório, os banheiros estão imundos, as contas de água e de luz, com pagamentos atrasados, etc., e a UFBA (Bahia) está indo para o mesmo caminho. Não tem o que mais faltar, a não ser a falta de vergonha de um governo liderado pela sra. Dilma Rousseff, que, para consertar os desajustes totais da Nação, de autoria, obra e execução da própria presidente, corta verbas da educação e tem a desfaçatez de lançar o mentiroso lema “Brasil, Pátria Educadora” para o seu segundo mandato, o que não passa de rótulo fajuto e de propaganda enganosa, sem 0800 para reclamar com os impostores. O desastre começa no ensino fundamental, passa pelo médio e culmina com o superior, ou seja, a incompetência e o descaso estão presentes no começo, no meio e no fim da cadeia de ensino no Brasil. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí

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NOVO MOTE

A ótima reportagem do “Estadão” sobre a precária e vergonhosa situação das universidades federais nos levar a propor um novo mote para a “Pátria Educadora”: Pátria Devedora, Pátria Prestidigitadora, Pátria Roubadora, Pátria Estupradora ou Pátria Desmotivadora...

Renato Consolmagno consolmagno@terra.com.br 

Belo Horizonte  

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EDUCAÇÃO FALIDA

As universidades federais do Estado do Rio de Janeiro enfrentam diversos problemas em razão de uma grave crise financeira: prédios condenados, correndo o risco de desabamento, falta de equipamentos, falta de segurança, etc. O governo federal, por meio do Ministério da Educação, alega que as universidades têm autonomia administrativa e de gestão financeira e patrimonial e que repassou verbas para as universidades. O dinheiro repassado foi insuficiente ou mal administrado pelas universidades? Apesar da crise, por que os professores públicos federais não estão em greve como os professores públicos estaduais de alguns Estados? Será que os professores públicos federais não têm um sindicato que os represente ou será que a greve dos professores públicos estaduais é meramente política? Será que existe um Poder Judiciário competente para solucionar este impasse da greve dos professores estaduais, pondo um fim no prejuízo dos estudantes, ou vamos ter de contar apenas com a justiça divina? Enfim, quando será que algum político dará a devida atenção ao tema educação e investirá em sua melhoria, aumentando o salário dos educadores, mas cobrando eficiência nos resultados?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

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EM FRANGALHOS

Universidades do Rio de Janeiro correm risco de desabar. É assim que o governo Pezão e Eduardo Paes cuidam da educação da cidade maravilhosa. Enquanto isso, gastam milhões em obras suspeitas para a Olimpíada. 

Marcos Barbosa  micabarbosa@gmail.com 

Casa Branca

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MORREMOS NA PRAIA

Quando vejo o estado das contas públicas atualmente, a falta de dinheiro do governo para pagar coisas básicas como limpeza nas universidades federais, papel higiênico nas embaixadas, o desleixo na saúde pública brasileira, o salário na iniciativa privada perdendo valor adquirido, lembro-me do governo Sarney, que trouxe tanta pobreza ao País. A única diferença é a inflação galopante, mas as consequências de um desgoverno incompetente são as mesmas. Lutamos tanto para morrer na praia. Muito triste!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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VALORIZAÇÃO DO APRENDIZADO

Causa decepção a posição do Brasil no ranking da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre educação. Pergunto-me se o fracasso é atribuível somente ao governo ou reflete, ainda, a atitude da sociedade. Será que em Cingapura também as professoras apanham de alunos e mães descontentes com as notas tiradas por seus filhos ou são agredidas impunemente por estudantes? Será que nos países asiáticos, primeiros colocados, também os docentes são tratados na base da cacetada, como no caso do 60.º colocado? Pode ser benéfico meditarmos um pouco sobre essas questões, em vez de só erguer cartazes pedindo “mais verbas para a educação”. Valorizar o aprendizado, não apenas o diploma!

 

Tibor Rabóczkay trabocka@hotmail.com 

São Paulo

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‘O BRASIL NO RANKING DA OCDE’

O “Estadão” de sábado (16/5, A3) chamou a atenção, em editorial, para os desafios da educação no Brasil. O compartilhado desejo de que os brasileiros vivam numa sociedade mais igualitária e com oportunidades para todos depende de uma política educacional voltada para esse fim. O País ainda apenas engatinha nesse sentido, falta muito a fazer, mas ações integradas, tal como preconiza o editorial, são imprescindíveis.

Pedro Paulo A. Funari ppfunari@uol.com.br 

Campinas

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O LEMA DO GOVERNO

No que se refere à educação do Brasil atual, falta especificar no lema “Brasil, Pátria Educadora” qual o tipo de educandos e qual o tipo de educação que se propõem a fornecer, já que a cada ano estamos descendo na pontuação mundial. Sabemos que em várias escolas os “professores” se preocupam muito mais com a educação sexual – inclusive das crianças – do que com as disciplinas essenciais ao conhecimento e preparo para a continuidade dos estudos em graus superiores, além de estarem também muito mais preocupados em receber do que em dar. Por outro lado, os professores que se recusam à submissão do critério de mérito para a elevação de salários, que é um dos mais justos e modernos critérios de avaliação, por certo não estão aptos ao cargo que ocupam, pois para ensinar é necessário, primeiramente, dar um bom exemplo. E que exemplo pode dar um professor que não exerce sua função há mais de dois meses, arromba portas de Secretarias da Educação e faz passeatas diárias atrapalhando o direito de ir e vir de quem realmente trabalha? Para este desgoverno dilmista do faz de conta, até que o lema Brasil, Pátria Educadora pode continuar fazendo de conta, mas, para nós, que não estamos brigando por cargos de nenhum escalão no governo e realmente queremos um Brasil melhor, continuaremos aguardando que ele se concretize, claro, com outra governança.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 

São Paulo

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RENATO JANINE E FALHAS DA CAPES

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, precisa intervir para que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) volte a seus melhores dias. Em abril, foi suspenso o Programa de Bolsas de Doutorado Sanduíche. Depois, na data-limite de 15 de maio, a Capes descumpriu o prazo oficial dos editais dos programas de estágio pós-doutoral e estágio sênior no exterior, adiando, sem nenhuma justificativa, os resultados para junho. Centenas de pesquisadores de todo o País foram afetados, já que dependem dos resultados para cumprir as exigências legais no País e no exterior. A maioria das bolsas terá vigências em julho, agosto e setembro, o que resultará em prazo extremamente exíguo e arriscado entre a divulgação de resultados e a implementação das bolsas em outros países.

 

Amanda Amaral amaral.amanda2015@bol.com.br 

Niterói (RJ)

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AFUNDANDO

A presidente Dilma está diminuindo verbas dos ministérios, prejudicando  saúde, educação, segurança, etc., mas não diminui o número dos ministérios. Por que será? Tem algum mistério aí ou já é o que nós imaginamos? Não nos esqueçamos de que quem vendeu a imagem de gerentona foi Lula, portanto tem grande responsabilidade também pela atual situação do País. Lembrei-me  das velhas histórias do navio quando está afundando...

Everardo Miquelin everardo.miquelin@ig.com.br 

São Paulo

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AJUSTE FISCAL

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, propõe mais impostos para garantir o ajuste fiscal. Estava demorando para o ministro Levy, claramente  sem  nenhuma  criatividade, começar a “mantegar”  nossa economia. Criar tributos e impostos é muito fácil, é o mesmo que jogar a conta nas costas do povo e/ou dar sequência na forma de o governo “petralha” governar. Agora, a pergunta que não quer calar é quando é que a nossa Justiça vai repatriar todo o dinheiro roubado, desviado, fruto de negociatas, propinas e corrupção depositado em contas fantasmas no exterior ou mesmo aqui, no Brasil?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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ALUNO FALTOSO

Sr. Levy, garanto que o senhor andou faltando a algumas aulas, quando passou por Chicago, porque ajuste fiscal só com aumento de impostos, sem enxugamento da máquina pública, com certeza não é doutrina macroeconômica ensinada lá!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 

São Paulo

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MAIS TRIBUTOS

Qual a necessidade de ter um ministro da Fazenda? Se só o que faz é aumentar tributos, taxas, impostos, etc., da maneira como vem sendo feito, sem critérios, considerações ou precauções, bastava o Planalto gerar uma lista com todos os tributos com que já somos assaltados, praticar o índice desejado e publicar no “Diário Oficial”.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

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EXEMPLO

O ministro da Fazenda é tão sério nas medidas que está tomando  quanto ao ajuste fiscal que resolveu cortar seu salário pela metade, numa demonstração de patriotismo e seriedade. Parabéns.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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CORTES

No fim de semana, os ministros se reuniram com a presidente para discutir cortes no Orçamento de 2015. Os contribuintes aguardam cortes no número de ministérios, de funcionários públicos, de partidos políticos, de propagandas do governo no rádio e na televisão, de empréstimos do BNDES para outros países, de contratos abusivos com empreiteiras, de mentiras e de falsos balanços financeiros. Os brasileiros querem o aumento da eficiência no gerenciamento dos órgãos públicos, a expansão do número de empregos formais, a ampliação da rede de educação, a extensão da rede hospitalar e o acréscimo dos programas de segurança. Após quatro, cinco meses de governo, nada de concreto foi apresentado para cortar despesas, somente o bom e velho aumento dos impostos.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Rio de Janeiro

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MENOS DESPESAS

Que tal voltarmos a ter dois senadores por Estado?

Cláudio Ruggiero ruggiero@uol.com.br 

Barueri

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PROPOSTA DE AJUSTE FISCAL

Com a vaca tossindo, o ministro Joaquim Levy acabará dando com os burros n’água.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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‘EM BUSCA DA CREDIBILIDADE PERDIDA’

Entendi muito bem o que o economista Cláudio Adilson Gonçalez (18/5, B2) expôs, mas fica a pergunta: com o senhor Alexandre Tombini mantido na presidência do Banco Central, mesmo tendo se envolvido na desastrada política econômica do primeiro mandato da presidenta Dilma?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

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BURACO NEGRO

Buraco negro é uma região no espaço que possui uma massa grande concentrada que exerce uma força gravitacional não deixando escapar nada dessa força, nem mesmo a luz. E, já que nada consegue se mover mais rápido que a velocidade da luz, nada pode escapar de um buraco negro. É um exemplo metafórico de como se encontra o Brasil nos dias de hoje, ou seja, estamos literalmente dentro de um buraco negro. Não conseguimos sair nem modificá-lo, e tudo é engolido por ele, sem que possamos ver nenhuma luz a nossa disposição. Dentro desse buraco negro estão, por exemplo, as famílias brasileiras que em março atingiram um endividamento de 59,6%, ou seja, sessenta por cento das famílias estão endividadas. Os maiores credores são os vorazes cheques especiais, cartões de crédito, cheques pré-datados e empréstimos pessoais, além dos financiamentos pessoais e de carros. A estabilidade dos preços também está prisioneira nesse buraco negro, pois a inflação está com seu dragão à solta e os preços têm subido assustadoramente, principalmente nos itens básicos à população, como os alimentos e materiais de limpeza, higiene e perfumaria. Os carrinhos dos supermercados chegam aos boxes dos caixas cada vez mais minguados, pois o dinheiro ficou curto, na verdade desvalorizado nesses itens muito mais que nos índices econômicos. As empresas brasileiras, principalmente aquelas de pequeno porte, como prestadoras de serviços, restaurantes, bares, hotelaria, festas e entretenimentos de uma forma geral, estão literalmente prisioneiras desse buraco negro. Não conseguem sair do buraco, não conseguem manter seus negócios nem sequer desfazer-se dos mesmos, pois, para encerrar suas atividades, é preciso ter fundos para pagamentos de rescisões de contratos de aluguéis, empregatícios e encerrar a ciranda com os fornecedores. A situação é tão crítica que virou moda se precaver, os que estão em eminência de falência, e tirar seus bens de seus nomes, colocando-os em nome de parentes ou outros laranjas – o buraco é mais profundo do que possa parecer... O povo brasileiro está num estado de apatia, descrença no governo e nas autoridades constituídas, exceção a um juiz, que é o dr. Sérgio Fernando Moro; situação esta muito parecida com a de durante o impeachment de Collor de Mello e quando Itamar Franco assumiu o governo. Naquela ocasião, o salva-vidas da Pátria foi o Plano Real, que nos dias de hoje, em face da administração do Partido dos Trabalhadores (PT) e seus desmandos, corrupção e um projeto criminoso de governo, corre o risco de se deteriorar e jogar de vez tudo dentro desse buraco negro, que tem uma dimensão a fazer inveja a qualquer galáxia do espaço sideral.

Gilson Marcio Machado gilsonmarciomachado@gmail.com

São Paulo

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UMA PRODUÇÃO HOLLYWOODIANA

O governo Dilma parece cada vez mais uma produção de Hollywood. Sua propaganda mostra uma Ilha da Fantasia, quando a realidade no Brasil está mais para filme de terror, com desemprego e ajuste fiscal. Seu governo foi montado pelos Três Porquinhos (Antonio Palocci, José Eduardo Dutra e Jose Eduardo Cardozo) e sobrou apenas um, encastelado no Ministério da Justiça.  Agora surgiu, entre os seus fiéis aliados, o Lobão Mau com a sua offshore, traficando influências na Petrobrás e no setor elétrico. Só falta enquadrar os Meus Malvados Favoritos: o Poderoso Chefão e a Malévola, mas disso o juiz Sergio Moro já está cuidando.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 

São Paulo

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A PROPAGANDA DA MALDADE FISCAL

Na sua propaganda sobre o ajuste fiscal, o governo Dilma aplica a máxima de Harry S. Truman: “Se não poder convencê-los, confunda-os”. Não se trata de “ajuste”, é brutal rateio do rombo de caixa do governo, resultado da sua incompetência e corrupção, senão vejamos: não participamos de decisões desastrosas como a compra da refinaria de Pasadena e a construção superfaturada da refinaria de Abreu e Lima; não indicamos dirigentes na Petrobrás cuja obra prima foi o petrolão; não fomos consultados se preferimos gastar nossos parcos recursos em Copa de Mundo, Olimpíada, em construir e dar de presente o Porto de Mariel em Cuba, ou usá-los na melhoria da educação, da saúde e da segurança; não congelamos os preços de energia e derivados de petróleo em 2014 e aumentamos os gastos com fins claramente eleitoreiros para ganhar as eleições; e por aí vai. Por favor, ao invés desta propaganda imbecil sobre as maravilhas da tal maldade, que tal se o governo se comprometer em não repetir esta farra para ganhar as eleições em 2018, como outro ajuste para 2019?

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

  

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CASTALIZAÇÃO DE BARNABÉS

Dentro do chamado ajuste fiscal, agora em andamento entre nós, percebe-se que categorias já privilegiadas dos servidores públicos vão conseguindo aumentar vantagens remuneratórias, via medidas de acréscimos, que somente essas elites de barnabés possuem. Para disciplinar tais injustas discrepâncias, deveríamos ter uma só lei remuneratória que abrangesse toda a categoria em questão, mas que sabemos está longe de ser  factível. Não é de estranhar que haja tantas tensões no setor, com greves e repressões violentas, como os professores públicos do Paraná sofreram há poucos dias. 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com  

Rio de Janeiro

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‘E VÁ BENE COSÍ’

Uma música italiana dos anos 60 dizia “e vá bene cosi non pensiamoci piú”, que, traduzido, diz que está bem como está, vamos esquecer. Essas palavras parecem um conselho para cancelar as agruras do ambiente corrupto no qual somos forçados a viver sem deixar de lembrar com pesar aquilo que disse Delfim Netto: só não rouba quem não tem a ocasião de fazê-lo. Deixar do jeito que estão mensalão, Petrobrás, Caixa Econômica Federal, saúde, Fazenda e os outros casos de fraudes e de propinas que aos poucos afloram no nosso incomparável mar de lama é um modo de dizer. A Justiça siga o seu curso, mas, ao mesmo tempo, seja obtida a renúncia ou devolução dos mandatos da presidente, de todos os ministros, de todos os políticos, deputados ou senadores, que sejam, providenciando uma nova eleição com uma propaganda política que garanta a todos os partidos as mesmas oportunidades, utilizando cartazes ou tempo de televisão. Os financiamentos de campanha seriam proibidos e os custos seriam assumidos voluntariamente pelos inscritos aos partidos. O resultado das eleições dirá se está bem como está ou se está na hora de mudar o País. Sendo possível, as sobras do dinheiro roubado deveriam ser repatriadas. Legisladores competentes deveriam criar modalidades de prevenção à corrupção baseadas na transparência das relações entre o público e o privado. Todos os comprovadamente corruptos terão de pagar. O fim dos roubos milionários poderá contribuir para a obtenção do equilíbrio das contas do governo, esperando que os novos mandatários e o País entendam que não se pode gastar mais do que se ganha. Enfim, saberemos se a Nação quer mesmo dar a grande virada. Depois de um incubo, é bom sonhar.

Francesco Magrini framagr@ig.com.br 

Cachoeira Paulista

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NA TERRA E NO MAR

A roubalheira na Petrobrás foi tão deslavada que até o pré-sal, que está nas profundezas do mar, também sentiu o impacto.

Virgílio Melado Passoni mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)

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O BRASIL SE REPETE

Um atraso no pré-sal será inversamente proporcional à sua viabilidade. Corremos o risco de perder, mais uma vez, o bonde da história. O Brasil se repete.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr. Ulyssesfn@terra.com.br 

São Paulo

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GOVERNO DILMA

Dilma teve tantos anos de governo, e não aprendeu nada de economia. Com sua errada decisão de manter o “conteúdo nacional” para a indústria de petróleo, Dilma aceitou: atrasar a recuperação da Petrobrás e de outras indústrias do setor, mantendo elevados o custo dos materiais e equipamentos produzidos no Brasil e excessiva demora na entrega. E assim a presidente toma novas decisões insensatas, em vez de ajudar, prejudica – decisão típica de esquerdistas que agravam nossa situação atual. A Petrobrás acaba de anunciar que está com grande dificuldade financeira, que trará problemas à sua produção, situação grave que foi informada à agência reguladora dos Estados Unidos. Não foi suficiente a má administração da estatal, os roubos administrados pelo PT, a refinaria comprada com sobrepreço nos EUA e outros desvios, Dilma causa novos dificuldades e aumentos de custos para a petroleira. É recomendável que Dilma leia mais os jornais e consulte menos os assessores.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 

São Paulo

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SURREALISMO TUPINIQUIM

A exposição do mestre do surrealismo Miró chega ao Brasil bem a propósito. O Brasil vive um período surreal. O Poder Executivo, reeleito há poucos meses, até agora sofre para iniciar os primeiros passos. Um Congresso cujos líderes são implicados em delações de ilícitos. A empresa emblema do País é espoliada num conluio entre empresas, funcionários e políticos em voracidade nunca vista no mundo. O Judiciário tem por seu lado um indicado ao Supremo que se esfalfa numa campanha de reversão de expectativas, desdizendo o que acredita verdadeiro. O povo pede mudanças e vota na permanência. Podemos afirmar que estamos fundando novo conceito pictórico: o concretismo surreal. Miró só vira acrescentar um coloridão a mais no surrealismo tupiniquim.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 

Indaiatuba

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O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO

Dentro de toda esta balbúrdia financeira e ladroagem dentro da Petrobrás, a empresa ainda tem a ousadia de anunciar um lucro de R$ 5,3 bilhões no primeiro trimestre só com o reajuste do preço da gasolina. Não precisa ser nenhum Prêmio Nobel em economia para saber que isso não passa de um engodo na tentativa de esconder o grande atoleiro financeiro em que a Petrobrás está metida. Os fundos de aposentadoria das estatais e aqueles que investiram seu FGTS na petroleira que fiquem atentos aos próximos passos da Operação Lava Jato. 

 

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com 

São Paulo

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DESCRENÇA

Você acredita no lucro da Petrobrás no primeiro trimestre de 2015?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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R$ 5,3 BILHÕES

O lucro da Petrobrás vem dos consumidores que pagam um dos mais altos preços do mundo, recheado de altíssimos impostos. Esperemos que esses bilhões não reabasteçam a corrupção.  

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com 

Botucatu

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PAÍS ‘SUI GENERIS’

No Brasil os bandidos e ladrões recebem prêmios pelos malfeitos (delação premiada). O mais interessante é que, quando são pegos, se arrependem e prometem devolver o tutu roubado. São ladrões honestos? Põe “sui generis” nisso.

Ivan Schwarzenberg navinegro@hotmail.com

São Paulo

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O SIGILO DE FERNANDO COLLOR

A propósito da quebra do seu sigilo bancário e fiscal, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador e ex-presidente Fernando Collor escreveu no Facebook: “Estou novamente pronto para enfrentar e provar que nada tenho a ver com esse esquema criminoso”. Sereno e consciente de seus deveres e obrigações, Collor enfrentou ao longo dos anos obstáculos e dificuldades com firmeza, altivez e espírito público. Jamais se abalou com o jogo sujo de leviandades de seus  torpes desafetos e detratores. Não se destrói fortaleza de aço com balas de festim.

Vicente Limongi  Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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NA PRISÃO

Que gesto estaria fazendo o sr. André Vargas na prisão da Polícia Federal em Curitiba?

Mauro Lacerda de Ávila lacerdaavila@uol.com.br 

São Paulo

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ANDRÉ VARGAS

“Você NÃO é nosso e nós NÃO somos teu.”

Savério Cristófaro scristofaro@uol.com.br  

Santo André 

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MÁ FASE

Conforme a matéria “Não estou numa fase muito boa” (“Estadão”, 16/5), o ex-presidente Lula mostrou insatisfação com governo atual e disse estar preocupado com o andamento do governo de sua sucessora, Dilma Rousseff, e com os desdobramentos da Operação Lava Jato, em especial com a decisão do dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, de ter fechado um acordo de delação premiada em troca de eventual redução de pena. Lula se mostrava apreensivo com o que o dono da UTC poderia falar. O ex-presidente teme que o empreiteiro, para poder deixar a prisão logo, revele informações que possam comprometê-lo. Não há motivo para preocupação, porque quem não deve não teme! 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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DIA MAU

Lula: “Não estou numa fase muito boa, não”. É assim mesmo, o dia acaba chegando. O povo brasileiro que o diga.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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E NÓIS NA FITA?

Virado para o próprio umbigo, Lula confessa: “Não estou numa fase muito boa”.

Helena C. Valente helenacv@uol.com.br  

Rio de Janeiro 

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ESFARELANDO

Ora, senhor ex-presidente Lula, o senhor falando em projeto político esfarelando? Esfarelando ficaram nossas esperanças, quando numa entrevista em Paris o senhor não se envergonhou de dizer que caixa 2 sempre existiu no Brasil e que o PT apenas fez aquilo que todos os partidos sempre fizeram. Acontece, senhor ex-presidente, que não foi com esse discurso que o PT chegou ao poder! Ao contrário, seu partido sempre clamou aos quatro ventos que era necessária moralidade na vida pública, condenando veementemente e exigindo CPIs sempre que surgiam suspeitas de mau uso de verbas públicas. Esfarelando ficaram nossos sonhos de um país mais igualitário, gerando reais oportunidades aos seus cidadãos, quando constatamos que o seu projeto não era de governo, mas projeto de poder. Sua política social apenas transfere renda, não gera produtividade, pois a finalidade é apenas proporcionar votos e manter clientela cativa! Nossa boa-fé se esfarelou quando constatamos, aturdidos, que tanto o senhor como a sua cria nunca sabem de nada, nunca viram nada a respeito dos escândalos que, agora revelados, estão envergonhando o País desde seu primeiro mandato.  Como o senhor explica que, antes de chegar ao poder, o PT via tudo? Esfarelando podem ficar as instituições deste país, com a tomada de cargos em todas as esferas de governo. Esfarelando está seu senso crítico, fazendo-se de vítima ao dizer que sua pupila está tomando medidas equivocadas na condução do País. O que o senhor está pretendendo com isso? Jogar para a plateia a fim de garantir um outro mandato? O senhor disse que não está numa fase muito boa. Talvez esteja percebendo que suas esperanças já estão se esfarelando!  

  

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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OBRAS PÚBLICAS

Submetidas ao cadafalso da Justiça e da lei, as empreiteiras de porte atravessam momento delicado na conjuntura do País, e as principais obras estão praticamente paralisadas, sem recursos ou capacidade de autogerenciamento. Esse é mais um motivo que possibilita a formação dos clubes dos empreiteiros e a mazela da corrupção. Houvesse concorrência com empresas de porte do exterior, fiscalização e transparência, a população não precisaria sofrer tanto no transporte público e ter nas ruas do Brasil um congestionamento que lhe consome – ao cidadão comum – 1/3 de sua jornada de trabalho.

 

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br  

São Paulo

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ALMOÇO INDIGESTO

A notícia de que um frequentador de restaurante nos Jardins, bairro nobre de São Paulo, hostilizou o secretário municipal de Relações Governamentais e ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enquanto este almoçava no local não é de espantar. Quem mandou frequentar este local nobre, quando seu chefão abomina e vocifera contra as chamadas “elites”?  Por que não procurou um “boteco”?  

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 

São Caetano do Sul

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INTOLERÂNCIA GÁSTRICA

É lamentável que Alexandre Padilha confunda intolerância com indignação. Não podemos esquecer o que fizeram pessoas ligadas ao seu partido com Fernando Henrique Cardoso. Invadiram o sítio do então presidente da República, em Ibiúna, São Paulo, se apossaram da casa – numa verdadeira farra – e roubaram até pertences de dona Ruth Cardoso. Fico pensando se manifestantes invadissem o apartamento-mansão de Lula no Guarujá ou uma de suas outras propriedades. Como se comportaria o PT? Olha, sinceramente, Pardilha!

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com 

São Paulo

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PETISTAS HUMILHADOS

Petistas sendo humilhados em eventos públicos? Demorou, mas o povo acordou. Só faltou o panelaço.  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

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POPULISMO TUCANO?

“Nós não temos de dar explicação para ninguém do voto que demos. Somos contra o governo. Queremos esse governo fora.” Essas foram as palavras do deputado federal do PSDB paranaense Carlos Hauly para justificar o voto oposicionista que ajudou a derrubar o fator previdenciário, um antipático, porém importante, instrumento de contenção do agravamento do déficit da Previdência Social no País. A ideia é sangrar a presidente, o governo do PT e sintonizar-se com o sentimento popular que rejeita a atual administração como demonstram as pesquisas e os panelaços. Não obstante legítimo tal sentimento, lembro que essa oposição cheia de marra manteve-se por muito tempo silente, deixando sem voz vastos contingentes do eleitorado a ponto de as manifestações de rua terem jogado a toalha procurando dela se apartar. Os que agora votam, raivosa e açodadamente, o fim do fator previdenciário, não estão a “sangrar” a presidenta nem atingindo o PT – ledo engano! Cálculos abalizados indicam que o impacto da nova regra nos quatro anos de Dilma será pífio, mas representará R$ 40,6 bilhões em dez anos, quando – esperamos todos – o PT estiver longe do poder. O que está em jogo, portanto, não é o PT, é o Brasil! O PSDB, com o presidente FHC, nos legou uma cultura de disciplina fiscal e rigor nos gastos públicos tão virtuosa que os próprios petistas a estão agora defendendo. Bom seria que os tucanos, copiando os métodos populistas do PT e fazendo oposição raivosa e inconsequente, não dessem um tiro no próprio pé.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com      

São Paulo

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QUE CRIME COMETERAM OS APOSENTADOS?

Ou é o desgoverno que comete um crime contra os aposentados, motivo mais do que suficiente para o impeachment da atual presidente com a cassação dos direitos políticos, inclusive do ex-presidente sindicalista? Quem leu a notícia que constou no jornal “O Estado de S. Paulo” (26/4, B4) sob o título “Aposentado paga R$ 300 mi a sindicatos”, viu que essa apropriação indébita dos aposentados é amparada na Lei n.º 8.213 de julho de 1991, que permite o desconto de 2% na folha de pagamento da Previdência, desde que o aposentado autorize. Você autorizou? Com certeza, não! Mais de R$ 25 milhões são descontados todo mês de 1,6 milhão de aposentados e repassados aos sindicatos, semelhante ao 1% também descontados a favor da CUT. Mas, quando o aposentado vai reclamar, dizem que não consta nada! Será que só devolvem judicialmente? Pode demorar, e vai ser difícil os aposentados confirmarem em vida. Fica registrado mais um “crime” de governo. Será que também não tem embasamento legal, como as “pedaladas fiscais” em desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal? O que os aposentados devem fazer para valerem os seus direitos vilipendiados pela Previdência Social?

 

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br   

São Paulo

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NÚMEROS, ORA OS NÚMEROS

Números cá, números lá, números acolá. 85 ou 95 para aposentadoria, 6, 9 ou 18 para seguro-desemprego, 44 para pensão por morte, 30 ou 180 para abono salarial, mas sobre quantidade de filhos para recebimento do Bolsa Família e prazo-limite para  o benefício, nem um pio. Afinal, seria mexer com os números que efetivamente elegem o presidente da República deste país.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br 

São Paulo

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AS ‘ZELITES’ PÚBLICAS

Falam tanto de elites, mas ninguém toca no funcionário público! Quer alguém mais privilegiado? Por que ele merece ter privilégios de salários, aposentadoria integral, etc.? O que o difere de um trabalhador normal? Ah, ele prestou concurso! Um concurso é muito menos que o vestibular, porque tem muito menos matérias. Além disso, depois não precisa mais estudar, enquanto qualquer pessoa de nível superior tem de estudar mais quatro, cinco anos e, no caso de médicos, a vida inteira. Outro detalhe elitista: o pobre que não tem acesso a estudo também não consegue ser funcionário público. Por que um político tem tanto privilégio? Nesse caso é mais fácil responder, porque seria ele mesmo que poderia legislar para acabar com isso.

Ricardo Nobrega cnc.eng@terra.com.br

São Paulo

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LEI ÁUREA

No domingo li no “Estado” uma notícia de que um senhor negro comemora a Lei Áurea promulgada em 1887 pela Princesa Isabel. Pois bem, há muitos anos o “Estado” publicou uma notícia sobre a visita a São Paulo de um viajante inglês de nome Mawe, se não me falha a memória, que conseguiu entrar na casa de um fazendeiro paulista. Conseguiu o seu intento e a primeira coisa que ele ouviu na antessala foi uma algazarra de vozes infantis. O fazendeiro paulista abriu a sala e, para surpresa do viajante, viu os filhos do fazendeiro e os filhos dos escravos brincando como se fossem irmãos. Não contente com a resposta, perguntou ao fazendeiro o porquê. Como eles se sentem como família, não tenho problemas com eles.

Arlindo Oscar Araújo Gomes da Costa araujodacosta@gmail.com 

São Paulo

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PERGUNTAS

Um bom educador fornece informações e suscita perguntas, muitas perguntas. O “Estadão” é um bom professor, pois diariamente faz surgir questões que nos obrigam a pensar. Isso provoca a necessidade de participar e de estar atento aos dirigentes que apresentam respostas fáceis para questões inexistentes. Abaixo, algumas que surgiram após a leitura da edição de domingo (17/5). Por que alguns acreditam que só armas – brancas ou de fogo – são letais? Qual o conceito que a sociedade do século 21 tem para o verbo “matar”? (a Antonio Furnari Filho, presidente da Comissão de Justiça e Paz de São Paulo). Poder-se-ia alterar a sigla Mercosul para uma das alternativas a seguir? 1) Percosul, perder mercados; 2) Pertosul, só olha o próprio umbigo; 3) Perdosul, perdoa dívidas de compadres; ou 4) Berçosul, age como criança em mercados de adultos experientes? (a Dilma Rousseff, de preferência antes do encontro com Obama). Até a Petrobrás não pode fugir da publicação de balanço auditado independentemente. Por que a UNE não tem essa obrigatoriedade? (à diretoria da UNE). Qual o custo real de um aluno nas mal administradas universidades estatais? Quais as diferença da relação custo/eficiência entre uma Faculdade de Administração da USP ou UERJ ou UFSCAR e o IBMEC ou FGV? Por que a “esquerda” brasileira é tão obstinada em perpetuar estruturas ineficientes?

Edimara de Lima lima.edimara@gmail.com

São Paulo

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DECADÊNCIA DOS CORREIOS

Acabo de constatar mais uma evidência da decadência dos serviços dos Correios, ao me dirigir à agência do Jardim Oceânico, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Essa agência funcionou durante muitos anos na Rua Olegário Maciel, que é a principal rua de comércio aqui da região. Há cerca de um ano – sem nenhuma justificativa – foi transferida para uma loja num local bem menos central e menos conveniente para os moradores: Avenida Armando Lombardi. Ao me dirigir na segunda-feira (18/5) pela manhã a essa nova agência para postar um Sedex, constatei que nas portas de vidro estavam colados vários avisos informando que a mesma estava “fechada por tempo indeterminado” – e comunicando que as mais próximas poderiam ser encontradas nos Shoppings Downtown e Barra. Esse é apenas mais um dos dolorosos retratos de uma empresa pública que já foi admirada pela boa qualidade dos serviços que prestava, mas que agora está decadente e também é foco de notícias de desmandos administrativos e corrupção.

Claudio Janowitzer cjano@terra.com.br 

Rio de Janeiro

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AS MULTAS DA SABESP

Foram 450 mil autuados por aumento de consumo de água em São Paulo. A gerente Samanta Souza destacou que a população continua gastando mais água por opção e que o objetivo da multa não é arrecadatório. Mas multa deveria ser precedida de notificação, dando um prazo para a regularização.

José Erlichman joserlichman@gmail.com

São Paulo 

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REFORMA EM CALÇADAS

Com relação à matéria publicada na página E8 de 16/5 (“Reforma à vista em calçadas”), gostaria de chamar a atenção desta redação também para o fato de as calçadas que são danificadas e mal reparadas pelas empresas concessionárias, que utilizam o subsolo das ruas e passeios do Município de São Paulo. Para tanto, basta dar um olhada nos passeios da Avenida Paulista, onde podemos constatar diversas intervenções executadas pelas empresas concessionárias de energia elétrica, gás, água e esgoto, telefonia e dados, etc., efetuadas através de suas empresas contratadas e não devidamente fiscalizadas, tanto pelo poder público quanto pela própria contratante.

 

Paulo de Andrade Marconi pmarconi8@yahoo.com.br 

São Paulo

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