Fórum dos Leitores

MAIORIDADE PENAL

O Estado de S. Paulo

05 Junho 2015 | 03h00

Morte de inocentes

Deu no jornal: “Até virar lei, redução da maioridade penal tem um longo caminho”. Equivale a dizer que até virar lei muita gente inocente ainda vai morrer...

RICARDO C. SIQUEIRA ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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Votação

Esperemos que a Câmara dos Deputados tenha maioridade e aprove a lei pela qual o povo está clamando há muito tempo.

LUIGI VERCESI luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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Aliança oportunista

Na tentativa de impedir a redução da maioridade penal a ser votada no Congresso Nacional, o governo busca até mesmo aliança com o PSDB, dispondo-se, certamente a contragosto, a aceitar a sugestão do governador Geraldo Alckmin de manutenção do status quo, com apenas um aumento do tempo de internação dos menores infratores (2/6, A1 e A11). Tendo em vista que a maioria absoluta da população do País é francamente favorável à redução da maioridade penal, o que nos regimes democráticos deveria ser religiosamente respeitado, o governo deixa claro que, para ele, a democracia de que tanto fala é somente aquilo que está de acordo com seus interesses e seu ponto de vista.

FAUSTO RODRIGUES CHAVES faustochaves@hotmailcom

São Paulo

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O PT busca aprovar proposta do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que aumento o prazo de internação para menores que cometem crime hediondo. Mas não vai melhorar nada. Eles não vão estudar nem trabalhar internamente e ainda vão ter mulherzinha nos fins de semana, etc., etc. O que se pode esperar?

ARLINDO O. A. GOMES DA COSTA araujodacosta@gmail.com

São Paulo

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Atacado e varejo

Ao que tudo indica, o polêmico tema da diminuição da maioridade penal ocupará as pautas parlamentares das próximas semanas, sob o impacto emocional de acontecimentos recentes, e não como parte de um debate construtivo e progressivo, capaz de convergir para uma solução o mais consensual possível. Claramente, as forças da sociedade estão divididas em dois grupos. Um deles é contra a redução, no qual se encontram representantes do governo federal, artistas e intelectuais que advogam o ponto de vista do longo prazo, do atacado, sustentando que a diminuição não resolverá os problemas da criminalidade que estão a atormentar população. Assim, defendem a posição segundo a qual deve ser dada preferência a um cumprimento mais rigoroso dos axiomas básicos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de modo a efetivar a reintegração do jovem criminoso, além de ressaltarem a necessidade óbvia de ser-lhes oferecida uma rede de educação mais eficiente, com regimes integrais e cursos profissionalizantes, por exemplo, que dificultem a atração para o caminho do crime. Já o outro grupo, favorável à redução, clama pela adoção de medidas emergenciais e pela votação de questões imediatas, do varejo, que entrem em vigor o mais rapidamente possível. Considerando que o quadro é gravemente urgente, e que ambas as abordagens são necessariamente simultâneas, seria de todo sensato que o tópico fosse debatido com uma visão ampla, sem polarizações políticas radicais e irracionais que em nada contribuirão para baixar o nível de angústia da sociedade no que toca a esse grave problema.

PAULO ROBERTO GOTAÇ prgotac@hotmail.com 

Rio de Janeiro

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Neurônios

Nesta questão da redução da maioridade penal, o governo federal fará proposta para o aumento da pena dos adultos que cooptam menores para o crime. Vamos parar de brincadeira. Por que não fazem isso hoje? E depois tem outro ponto: é fácil descobrir qual o adulto que coopta menores para o crime? A julgar pela ridícula proposta do governo, acredito que seja. Se é fácil, por que já não estão sendo presos? Não dá para acreditar numa proposta dessas. Tem alguém com neurônios nesse governo?

PANAYOTIS POULIS ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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GREVES EM SÃO PAULO

Sem alternativa

Enquanto o prefeito Fernando Haddad alardeia seu projeto de ciclovias como se fosse a solução mágica para a mobilidade urbana, a greve que afetou quatro linhas de trens da CPTM expôs bem a fragilidade do transporte público na cidade de São Paulo. Milhares de trabalhadores não conseguiram chegar ao seu destino por absoluta e absurda falta de alternativa. O episódio mostra que não são obras bonitas para inglês ver que resolverão a saga do infeliz trabalhador. 

LUCIANO HARARY lharary@hotmail.com

São Paulo

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Nos transportes

Os trabalhadores que são prejudicados pela ação de irresponsáveis que decretam greves nos meios de transporte, na maioria das vezes por motivos políticos, impedindo que as pessoas se locomovam e cumpram seus compromissos de toda ordem - comparecer ao local de trabalho, ao consultório médico, ao hospital, à escola, etc., etc. -, ao extravasarem sua revolta, em vez de depredar o patrimônio público, deveriam fazê-lo é nas sedes dos sindicatos causadores de todo o transtorno para a população.

EDSON BAPTISTA DE SOUZA baptistaedson@ig.com.br

São Paulo

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Professores incompetentes

A Apeoesp conseguiu o recorde de mais longa greve do professorado paulista. E quem é o mais prejudicado? Claro que é o aluno:além de ficar mais defasado, fica também sem a merenda. Finda a greve será elaborado calendário de reposição de aulas, que serão aos sábados, com frequência mínima ou zero. O professor comparece, registra o ponto e a aula é considerada dada. Essa é a “pátria educadora” da Dilma, apoiada pelos professores incompetentes ligados à Apeoesp.

J. A. MULLER josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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Mestres da pancadaria

Triste realidade. Sem questionar a justeza das reivindicações por melhores salários e condições de trabalho, pois justas são, testemunhar cenas de selvageria daqueles em quem depositamos, entre outras instâncias, as esperanças e perspectivas de um futuro melhor para a Nação, pegando-se à pancada nas ruas?! Lembra briga de gangues ou de torcidas organizadas. Com que ânimo eles voltarão ao trabalho? Sim, pois um dia, até a próxima greve ideológica, eles voltarão. Como encararão seus alunos? 

LUIZ NUSBAUM lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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DE PAI PARA FILHO

Aos poucos vai sendo aberta a caixa-preta do Banco nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Bola cantada, referido banco virou instrumento para a execução irresponsável de projetos tocados por empreiteiras nacionais sob investigação na Operação Lava Jato em países ideologicamente alinhados com o governo do PT. As condições de tais empréstimos, até agora totalmente opacas, são lesivas aos interesses nacionais porquanto os contratos - que somam quase US$ 12 bilhões - têm sido celebrados com países desacreditados como Cuba e Venezuela a juros baixos e prazos a perder de vista. Para um dos países com pior risco de crédito do mundo, como Cuba, nosso BNDES emprestou com taxas que variam entre 4,4% e 7% ao ano e prazos de pagamento de 10 anos a 25 anos, condições típicas de países com elevado "rating" soberano, o que não é o caso de Cuba. Já a Venezuela "bolivariana", outro integrante da confraria vermelha, amargando problemas políticos, recessão, crise de desabastecimento, déficit de divisas e a maior inflação do mundo, obteve 20% dos valores cedidos pelo BNDES entre 2007 e 2015 para a realização de quatro obras com juros (pasmem!) menores que os oferecidos a Cuba: entre 3,45% e 4,45%! A par disso, chama também a atenção a garantia desses financiamentos: o fiador é um tal Fundo de Garantia à Exportação (FGE), vinculado ao Ministério da Fazenda e, por extensão, ao Tesouro Nacional! Quer dizer... somos nós (!) que estamos garantindo os empréstimos a estes devedores duvidosos! Resta claro que essas operações foram subsidiadas em condições "de pai para filho" a quem não tem boa fama na praça, atendendo a motivações de ordem exclusivamente política. Essa é a forma como socialistas fazem negócios. Não admira que tenham naufragado em todos os lugares onde um dia deram as ordens. Agora, é rezar para que o Brasil, já tão sangrado em tenebrosas transações, não tome ainda mais prejuízos à conta das liberalidades das ações que marcam, interna e externamente, o desgoverno lulopetista.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 

São Paulo

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TRANSPARÊNCIA NA MARRA

Como a lisura, transparência não faz parte da agenda petista de governar, e foi necessária uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o BNDES entregasse ao Tribunal de Contas da União (TCU) os documentos das condições de como foram realizadas as operações de crédito com o Grupo JBS. A presidente Dilma Rousseff, com essa dura, porém, justa decisão do Supremo, tremeu nas bases, já que recentemente havia vetado um projeto aprovado pelo Congresso Nacional que exigia o fim do sigilo nas operações do BNDES, uma vez que os recursos utilizados são dos contribuintes. Finalmente, o Planalto, tentando se afastar de um possível crime de responsabilidade, autorizou o BNDES a divulgar, como já fez, todos os dados das operações do banco. Inclusive aquelas para países como Cuba, Angola e Republica Dominicana, em que se confirmam com taxas baixas de juros, tampouco acessíveis para empresas brasileiras! Depois de anos de negativas para dispor os números para a sociedade brasileira, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, parece ter assimilado bem o tom da demagogia petista, porque, ao falar à imprensa, o faz como se esta divulgação doravante dos contratos do banco fosse uma decisão espontânea do governo. Ele afirma: "O BNDES está dando um grande passo em matéria de transparência. A instituição se tornou a instituição financeira mais transparente entre os bancos de desenvolvimento e bancos oficiais de exportação do mundo inteiro". Não é uma gracinha? Na realidade, o medo é de impeachment!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmai.com

São Carlos

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AGORA VAI!

BNDES tira selo de "sigilo" de contratos. Salve-se quem puder!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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PRÓXIMO PASSO

Próximo passo da Polícia Federal deveria ser investigar o BNDES, para apurar quem foram os beneficiados por receberem empréstimos bilionários, assim como saber quem foram os padrinhos que autorizaram a operação.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

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LIÇÃO

 

O mensalão e o petrolão foram apenas um prefácio de mais um livro que está sendo escrito para os anais de nossa história política. Com a CPI do BNDES, escreveremos uma nova história para o Brasil. Resta-nos aprender a lição que os bandidos de gravata estão nos ensinando e passarmos a agir como verdadeiros cidadãos, expurgando-os de vez de nossa política. 

 

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@estadao.com.br 

Guarulhos

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CONTRATOS SECRETOS

Na entrevista do atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o povo brasileiro foi mais uma vez surpreendido com a confirmação da existência de contratos secretos. Já não bastassem os contratos secretos do BNDES, agora são os contratos secretos entre a CBF e as empresas de marketing esportivo. Totalmente incompreensivo que os eventos esportivos das seleções brasileiras de todas as modalidades esportivas, principalmente do futebol, sejam comercializados por confederações esportivas privadas administradas por grupos de pessoas eleitas e autorizadas pelos seus próprios pares para explorar comercialmente o esporte no Brasil, ou seja, firmar contratos sigilosos, secretos com empresas escolhidas por eles próprios para barganhar com as empresas de mídia o direito de transmitir esses eventos. Afinal, quem gera a receita para estes eventos são os aficionados pelo esporte, os atletas são formados nos clubes, então o que essas confederações acrescentam de valor? Como foi constituído o patrimônio dessas confederações? Com recursos públicos? O esporte no Brasil NUNCA terá futuro com este modelo corrupto. Estes contratos sigilosos só têm um objetivo: esconder falcatruas e propinas do povo brasileiro que, quando são descobertas, envergonham a todos, principalmente quando são descobertas pela Polícia Federal de outros países.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 

São Vicente 

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7 A 0

Goleada histórica no futebol mundial: FBI 7 x 0 Fifa! Bravo!

J. S. Decol decoljs@globo.com  

São Paulo

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TUDO IGUAL NA FIFA

Muito se comemorou o anúncio da renúncia de Joseph Blatter da presidência da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Mas vamos olhar atentamente. O que realmente mudou do final da semana passada até agora? Nada. Ou melhor, o candidato jordaniano foi derrotado. Essa foi a única mudança. Nesse instante, também lembro da resposta ao apelo que Michel Platini fez pessoalmente a Blatter para que ele renunciasse da sua candidatura: "Já é tarde". Poucas horas após sua reeleição, e com 79 anos, Blatter inesperadamente anuncia sua renúncia ao cargo e a convocação de novas eleições. Ora... Evidentemente, "já era tarde" para que a chapa da situação fosse rearranjada! É óbvio que, com essa manobra, Blatter e sua base de apoio corrupta querem continuar controlando a Fifa e seu esquema bilionário de corrupção. Para decepção das pessoas de bem, absolutamente nada indica que essa manobra não será vencedora.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com 

Santana de Parnaíba

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A PRISÃO DE MARIN

José Maria Marin foi detido para averiguações, em Zurique, na Suíça. Não quer dizer que Marin seja culpado de atos ilícitos. Não se pode condenar ninguém antes de ser julgado. Nenhum país do mundo tem o direito nem autoridade para prender ninguém sem provas. Crime maior, a meu ver, é fuzilar o acusado ou denunciado apenas com base em ilações, indícios, rumores ou denúncias sem comprovação. Declarações iradas de asnos desafetos de Marin também não têm nenhuma importância ou valor jurídico. São os pinóias de sempre, encastelados e blindados na imunidade do mandato parlamentar. Autênticos parasitas, demagogos oportunistas e rebotalhos da imprensa, eternamente fantasiados de paladinos. Morro de rir. Pingentes dos holofotes fáceis. Rosnam e vomitam recalques, ódios, frustrações e ressentimentos. Insistem em impor suas verdades. Não têm espelho em casa. Políticos medíocres que precisam montar CPI para ter chances de saciar seus apetites doentios. Nunca ergueram sequer um tijolo em benefício do futebol brasileiro. O rancoroso e medíocre senador Romário gostou da fantasia de ético e isento. O ex-peixe foi deputado inútil e continuará sendo inexpressivo como senador. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 

Brasília

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CARTÃO VERMELHO

A CBF finalmente parece que achou o que procurava há muito tempo, encontrou justiça e a justiça que colocou a mão neles foi a justiça americana, e não dos bananas de plantão do Brasil (Bananópolis). Se forem extraditados para os EUA, podem entregar tudo o que desviaram mais alguns cents de dólares, porque lá o "hole is lower dow". Tomara que isso aconteça com eles e com todos os que fizeram a Copa do Mundo de 2014 neste país miserável em detrimento de tantos hospitais e escolas. Cartão vermelho para todos os corruptos neste país de amarelos.  

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com 

Alvorada do Sul (PR)

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LULOPETISMO

Da série "perguntar não ofende", não foi sob Blatter na Fifa e Marin na CBF que Lula acertou a Copa de 2014?

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 

São Paulo

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A INÉPCIA DO MINISTRO DA JUSTIÇA

O ministro da Justiça brasileiro chamou para si a responsabilidade de atuar contra os cartolas do futebol, dias após a justiça americana ter atuado na Suíça para prender José Maria Marin. Justamente por isso, assume o crédito da inépcia. Muito estranha esta aptidão do ministro: com a movimentação do FBI, ele lembrou-se, subitamente, de que havia inquérito concluído em janeiro, mas só agora causa indiciamento, no mínimo cinco meses depois. No caso da Operação Java Jato, com riscos de fuga infinitamente menores, o Ministério Público decidiu por tirar liberdade de indiciados. Neste outro caso, controlado pelo ministro, confiaram em Ricardo Teixeira, que com recursos confessáveis e inconfessáveis no exterior, com propriedades e facilidades para residir no mínimo nos EUA, correndo riscos muito maiores. Talvez por saberem que o futuro indiciado preferiu voltar a residir no Brasil, com certeza confiando nessa justiça que a aptidão para a ação lenta do ministro transparece. E sobre o contumaz José Maria Marin, que até medalha subtrai, nada foi percebido pelo ministro? Ou teremos de aguardar meses para assistirmos à sua ação? Como se não bastasse o Brasil virar galhofa internacional pela dimensão galáctica da corrupção, vide mensalão, petrolão, ainda teremos de arcar com a pecha de exportarmos corrupção para o futebol mundial, e agirmos reativa e lentamente. A propósito da inevitável comparação entre a Operação Lava Jato e a anticorrupção na Fifa, é de louvar a preocupação de FBI e Suíça em manter cada um dos detidos incomunicáveis entre si. Seguindo o modelo "dilema dos prisioneiros" que Nash exemplifica em sua Teoria dos Jogos. Enquanto a Polícia Federal manteve os detidos da Lava Jato com comucabilidade liberada. No exemplo de Nash, os prisioneiros buscam cooperar mais rápido se forem colocados frente ao risco de pena maior por atrasar a própria confissão em relação à de outros prisioneiros com a incomucabilidade. Mais uma vez, americanos e suíços mostram-se mais eficazes.

José Simoes Neto jsmantrareg@gmail.com 

São Paulo

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OBVIEDADES

 

Pelé foi um astro magnífico e admirável quando jogava futebol. Deveria, por favor, pensar antes de abrir a boca. Ele disse que a Fifa precisava de gente honesta no comando da entidade. Não percebe que essa afirmação é de uma obviedade infantil? 

  

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 

São Paulo

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CAMPANHA

Lula para presidente da Fifa, por favor!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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REI MIDAS

 

Os administradores brasileiros de recursos públicos e também na área esportiva são magos com suas economias pessoais. Os líderes estão bem de vida e, milagrosamente, são autênticos Reis Midas em se tratando de suas finanças pessoais, mas nas áreas sob suas administrações são Reis Midas negativos. O Brasil, com seus desenfreados gastos, não consegue reduzir a sua dívida e a população carente de tudo; na área esportiva, as federações e seus dirigentes estão ricos, mas os clubes estão endividados e com salários atrasados dos atletas. Não há coerência: são mágicos com suas finanças pessoais e desastrados com as finanças alheias. Aí tem, truta...

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 

Vila Velha (ES)

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POVO ESPERANÇOSO

Sugiro à presidenta Dilma Rousseff que, para o bem do povo e da Nação, tome a mesma iniciativa de Joseph Blatter, renunciando à Presidência da República. Não podemos nos esquecer de que os americanos não só monitoraram as ligações eletrônicas da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, como também dos dirigentes da Fifa e da petista Dilma Rousseff. A renúncia é um direito jurídico irrevogável e irretratável, porém os delitos e crimes praticados no decorrer do mandato não serão perdoados com a renúncia pela Justiça e pela sociedade. A esperança é a última que morre para nós, povo sofredor!   

Turíbio Liberatto  turibioliberatto@hotmail.com 

São Caetano do Sul

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DE OLHO NA PETROBRÁS

Com dívida de R$ 332,457 bilhões, a Petrobrás capta R$ 2,5 bilhões com vencimento em 100 anos. Se até a data do vencimento a Petrobrás não honrar o pagamento deste aporte, eu voltarei a escrever ao "Fórum dos Leitores" denunciando o calote...

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 

São Paulo

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EMPRÉSTIMO PARA A PETROLEIRA

Já que está tudo avacalhado mesmo, não seria melhor a Petrobrás conseguir empréstimo super subsidiado do BNDES? Tal como foi feito para a República Dominicana? Ou seja, juros perto de zero, e o prejuízo da estatal seria menor para todos nós.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com 

Sete Lagoas (MG)

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LAVA JATO E A CARTELIZAÇÃO

Considero um erro a ideia que está se criando, da punição somente aos dirigentes das empresas, liberando-as de culpa, com o argumento da necessidade de sua participação para o término de obras em execução. É tendencioso o julgamento de que o mercado de engenharia se restringe a essas empresas. Temos empresas de médio porte tão capazes quanto elas, apenas não tiveram oportunidade devido à "irmandade" composta pelas empresas no processo do petrolão. Na realidade, são as empresas de médio porte que efetivamente realizam as obras, pois as grandes são meras gerenciadoras, subcontratando os serviços. Os atestados de realização pertencem ao contratado pelo cliente, e, dessa forma, os subcontratados jamais vão poder ter um acervo técnico, impedindo-os de participar das grandes obras. Já está mais do que na hora de arejar o mercado, abrindo oportunidade para outros e tornando a concorrência mais saudável. É preciso acabar com a cartelização, tão nociva para o desenvolvimento da engenharia brasileira.

Paulo Tude petude@hotmail.com 

São Paulo

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A PIADA DO LADRÃO DE PORCO

 

Referindo-se às investigações da Operação Lava Jato, o presidente do BNDES, sr. Luciano Coutinho, afirmou recentemente à CPI da Petrobrás que a estatal é "vítima, e não protagonista dos desvios que porventura tenham ocorrido". Gozado, agora são todos vítimas. O PT indica pessoas de sua confiança para a Petrobrás e nós pagamos seus altíssimos salários e bonificações para administrarem e comandarem corretamente essa estatal, e, debaixo de seus narizes, são desviados muitos milhões. Mas o sr. Coutinhio nos diz que a culpa é dos outros. Faz lembrar aquela piada do fazendeiro que, ouvindo barulho no chiqueiro, saiu e flagrou um meliante carregando um porco nas costas. E gritou: "O que você está fazendo com meu porco?". Ao que o ladrão respondeu: "Porco? Que porco? Sai bicho, sai!". O mesmo estão alegando os diretores da Petrobrás pegos no bilionário desvio de nossa grana:  "Milhões? Que milhões? Tira toda essa grana de minhas costas!". Este é nosso Brasil, onde os poderosos de plantão recebem muito, mas não se responsabilizam por nada!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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O EXECUTIVO NÃO É DONO DO ESTADO

 

Para acabar com a gigantesca quadrilha que se instalou nas nossas instituições e oferecer de forma permanente ao capital privado a segurança jurídica que os países desenvolvidos oferecem às inversões de longo prazo, basta dar mais peso ao voto do acionista minoritário nas empresas de economia mista e profissionalizar, sem interferências de políticos e governantes, o comando dos tribunais e agências reguladoras. Tirar a exclusividade da Presidência da República na indicação de nomes para a direção de entidades estatais seria um bom começo, desde que também os políticos estejam fora desse processo. Respondendo à pergunta feita pelo jornalista Iuri Pitta ao sr. Ary Oswaldo Mattos Filho (3/6, A4): na Électricité de France (EDF), a grande estatal francesa na área de energia, por lei, o Executivo só pode nomear pessoas de notório saber e com reputação ilibada para compor o seu Conselho de Administração e, ainda assim, limitada a um terço do seu quadro. Os dois terços restantes dos conselheiros são indicados por entidades que representam a sociedade daquele país com alguma ligação científica ou funcional com a estatal. Com tal blindagem, a estatal mantem-se profissional e atrelada aos interesses permanentes do Estado, e não dos governos e seus aliados.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

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SABATINA PARA DIRIGENTES DE ESTATAIS

 

Renan Calheiros (PMDB-AL) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), respectivamente presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, formam comissão mista para estudar a imposição de sabatina para aprovação de nomes remetidos pelo Planalto para cargos nas estatais, inclusa a Petrobrás. Na verdade, trata-se de ideia de bom valor, caso ocorram somente sabatinas, e não mais achaques ou extorsões políticas. Entretanto, deveria ser obrigatória a apresentação de documentos de idoneidade dos candidatos, folha corrida criminal e atestado de competência para o exercício da atividade, além de currículo profissional pormenorizado. As sessões de avaliação deveriam ser públicas, com a possibilidade de apresentar impugnações devidamente fundamentadas. Trata-se de procedimento que, se bem aperfeiçoado, trará bons resultados para a Nação.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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ESCOLHA TÉCNICA

Os presidentes do Senado e da Câmara querem que os nomes para as estatais, como Petrobrás e bancos oficiais, passem pelo Senado. Eu acho que não tem de passar. O cargo tem de deixar de ser político e passar a ser técnico. O funcionário dos quadros de carreira é que deveria assumir o cargo, por merecimento e competência. Ele é que entende e conhece a empresa, não que o escolhido politicamente não entenda ou conheça, mas fica comprometido com quem o escolheu.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

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CONGRESSO NACIONAL

"Deus escreve certo por linhas tortas", é o que diz o anexim. O Congresso Nacional está pouco a pouco fazendo seu papel, mesmo que por meio de parlamentares suspeitos de crimes e na mira da Justiça. O fim da reeleição, provavelmente a rigorosidade das cláusulas de barreira e o fim do voto obrigatório podem ser fatos que comprovam o ditado. Os parlamentares, por meio dos presidentes das duas Casas legislativas, continuam surpreendentemente trabalhando na rota do bem para o País com o controle das estatais bem que sempre foram os braços do Poder Executivo por meio do aparelhamento de executivos estrategicamente colocados ali a mando da Presidência da República. 

É lógico que este arranjo nas empresas tem um preço alto a pagar e abre as portas para a corrupção, como se viu no caso da Petrobrás. Por esse motivo, creio ser de bom tom aplicar as sabatinas nos presidentes indicados para as estatais e colocar um basta no desequilíbrio que há entre os Três Poderes. 

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com 

Rio de Janeiro

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A MESMICE CONTINUA

Como sempre, para não perderem o costume, deputados votaram uma reforma política, sem nenhuma dúvida, em benefício próprio, ou seja, votaram para manter as coisas como estão. Afinal, para que mudar o que está dando certo e lucro, não é mesmo? Quanto a nós, o povo, iludido com a possibilidade de mudanças, só nos resta chorar, lamentar e achincalhar estes políticos, para, logo, logo, quase em seguida, tudo esquecer e elegê-los de novo.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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GREVE NA CPTM

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), cínica como o governador Geraldo Alckmin, classificou a greve de trens como "irresponsável". Esclareço que irresponsável é manter um sistema de trens tão precário como o atual, em que o pobre usuário mofa até 45 minutos na plataforma pela condução. Irresponsável é fechar totalmente suas linhas quase todos os fins de semana há vários anos sem que o sistema melhore. Irresponsável é colocar trens extras e reforçar segurança apenas em dias de jogos de futebol ou em eventos de projeção internacional, facilitando a vida dos que se divertem e punindo o trabalhador com intervalos prolongados e trens lentos e abarrotados. Irresponsável é o descaso com a ferrovia, insistindo em infraestrutura e trens sucateados que mais quebram do que andam. Irresponsável é suprimir trens no horário de pico porque o sistema de energia ultrapassado não aguenta. Irresponsável é omitir que, quando um trem novo chega, outros são retirados de circulação e a frota nunca aumenta. Irresponsável é prometer nove incríveis estações de metrô e só entregar duas (a quem votou no tucano, peçam impeachment!). Irresponsável é alardear "obras de expansão", mas não conseguir fazer funcionar o que já existe. Irresponsável é nem sequer fornecer uniforme aos funcionários. Essas mazelas, sim, prejudicam diariamente milhões de pessoas em seus compromissos de trabalho, médico e estudo. Quando paramos em protesto, a culpa é nossa? A gestão PSDB afunda São Paulo! O "investimento" é pífio, a culpa é do governo, ponto. Irresponsável é colocar terceirizados ao relento por 12 horas sem local adequado de refeição e descanso, como noticiou a "Folha de S.Paulo" recentemente. Irresponsabilidade é não admitir que falta água, irresponsabilidade é fechar bibliotecas e oficinas culturais Estado afora. Irresponsabilidade é ignorar a péssima educação paulista tratando professores e ferroviários como terceira categoria, ganhando menos para trabalhar sob pressão, com alto estresse e com zero de reconhecimento da população e do próprio governo. Irresponsável é o senhor, Geraldo Alckmin! 

Maurício Neri maurice_neri@yahoo.com.br 

Diadema

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