Fórum dos leitores

TRÁFICO DE DROGAS

O Estado de S. Paulo

06 Junho 2015 | 03h00

Cocaína das Farc no Brasil

A surrada teoria do “não sei” ou “não posso” é invocada pelo governo federal diante da invasão do território nacional por cocaína e outros tóxicos. Não haveria como vigiar nossas imensas fronteiras, alega-se. Era plenamente possível, porém, vigiar os pedaços fronteiriços utilizados pelo crime organizado brasileiro para fazer penetrar no Brasil cocaína das Farc, via Suriname e outros pontos previsíveis. Comete crime de responsabilidade por omissão o governante quando o ato criminoso era previsível e evitável. Esse tipo de severidade jurídica, contudo, não se compatibiliza com a tibieza das instituições jurídicas brasileiras e com nosso proverbial “jeitinho”, que se aplica à conservação do poder.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PREFEITURA LULOPETISTA

Fernando Raddar

Após transformar a cidade num caos com as suas ciclovias, o prefeito resolveu incrementar a indústria de multas espalhando radares por todo lado. Fui multado em abril, no feriado de Tiradentes, após ser fotografado por um radar que fica na Avenida Moreira Guimarães, altura do número 850, que se localiza a cerca de 30 metros de uma borracharia onde fui obrigado a entrar para consertar um furo no pneu, sob a justificativa de ser faixa exclusiva de ônibus. Acontece que não há como entrar na borracharia sem passar pelo tal radar. Imagino quantas pessoas já foram multadas nesse local. O prefeito deveria preocupar-se com os reais problemas da cidade, em vez de querer tirar dinheiro do cidadão a qualquer custo.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

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Projeto de zoneamento

Finalmente o PL do zoneamento chegou à Câmara Municipal. O debate agora se desenvolve em outro patamar, político, e não mais técnico. Depois de 50 audiências, os técnicos da Prefeitura esfregam as mãos com a satisfação do dever cumprido. Cumprido, sim, mas por que a satisfação? O modelo foi preconcebido e imposto desde o princípio e, num simulacro de democracia, só permitiu alguns ajustes sem conseguir mexer no fundamental. E, no entanto, saiu errado. Para sair certo teria de ter apresentado, levando em conta o adensamento em toda cidade, estudos de viabilidade mostrando, no tempo, os custos de concretização sem levar ao colapso das redes de infraestrutura envolvidas. Para sair certo teria de ter nascido organicamente, a partir de consultas à população desde o início, e não a posteriori. Para sair certo teria de ter sido feito com verdadeiro espírito democrático, de baixo para cima, por meio dos planos de bairro.

PETER L. WULF

lipman@terra.com.br

São Paulo

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Prefeito contra o verde

Preocupante e lamentável a visão que o prefeito que nos foi presenteado pelo ex-presidente Lula tem do uso e ocupação do solo. Conforme reportagem publicada no Estadão, Fernando Haddad declarou que discutir a flexibilização do comércio nos Jardins é tratar de apenas 0,1% das vias da cidade, que tem 17 mil km de vias. Em respeito à sua inteligência e cultura, eu acredito que o prefeito está sofismando para defender um projeto que, se tem aspectos positivos, também tem muitos absurdos que vão deteriorar ainda mais uma cidade já muito maltratada e deteriorada. Na realidade, o prefeito até agora não demonstrou o mínimo interesse pelas condições do clima em nossa capital, que tem um ar tão poluído principalmente pelos congestionamentos e pelos veículos movidos a derivados do petróleo. Tanto que pouco utilizou a verba de que dispõe do governo federal para a recuperação dos nossos mananciais. Aparentemente, ele ignora que 4.600 paulistanos morrem por ano só por causa da poluição do ar, motivo pelo qual ele não tem nenhum programa para melhorar essa situação. No caso do projeto de lei que altera o uso e a ocupação do solo, não se trata de 0,1% das vias da cidade, mas sim da degradação da vegetação da cidade. A Organização Mundial da Saúde preconiza que nos centros urbanos o mínimo de área verde por habitante deve ser de 12 m², mas nossa cidade conta apenas com 2,5 m². Além dos parques e praças públicas, é nos bairros residenciais que se concentram as árvores que restam na cidade. E serão menos ainda no futuro se o prefeito conseguir aprovar o absurdo que existe em seu projeto, ou seja, a Prefeitura poder utilizar as áreas verdes, incluídas as dos mananciais, para a instalação de equipamentos públicos, como creches, escolas e hospitais. Enquanto as grandes metrópoles do mundo estão procurando recuperar suas matas e seus cursos d’água, nosso prefeito caminha no sentido contrário. Ele me faz lembrar o naturalista Saint-Hilaire, o francês que ainda no século 19 veio ao Brasil e, em seus estudos, sacou a frase “ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil”. No caso, ou a Câmara Municipal segura o prefeito ou ele acaba com a cidade.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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Discriminação

A declaração do prefeito Fernando Haddad de que discutir a flexibilização do comércio nos Jardins é tratar de apenas 0,1%, enquanto ele “representa toda a população”, é tão clara quanto francamente discriminatória. O prefeito de São Paulo ainda não entendeu que ele não foi eleito para governar exclusivamente para aqueles que o elegeram, mas para todos os cidadãos, inclusive o 0,1% de munícipes que ele desdenha. Aliás, a palavra “flexibilização”, definitivamente, não faz parte do vocabulário desse prefeito. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

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Comércio nos Jardins

O sr. Fernando Haddad argumentou que os Jardins representam 0,1% da população paulistana e que a sua obrigação é pensar os 100% da cidade. Pois ele, primeiro, deveria buscar expandir esse 0,1%, pela qualidade de vida que possui, para outros bairros. Segundo, por que a prioridade ao comércio? No planejamento urbano, o dirigente municipal tem por prioridade o bem-estar da população, e não a expansão comercial. Ademais, o Estatuto da Cidade prega que o poder público deve ouvir a população sobre a cidade que ela quer, e não impor a cidade que os técnicos municipais idealizam. Aliás, nessa situação, difícil afastar a percepção da influência do poder econômico. Já é tempo de esse alcaide ouvir mais quem vive na cidade e menos os que vivem da cidade. Tal como em São Paulo, essa situação também se verifica em minha cidade. Estamos voltando ao período feudal, substituindo a realeza por investidores imobiliários e corporações comerciais. Lamentável.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO, diretor-presidente da  Associação Amigos do Jardim Canadá (Asac)

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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ESCÂNDALO NA FIFA

O ex-presidente Lula poderia informar ao brasileiros quanto nos custou a escolha do Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Sem contar os estádios, claro.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com  

São Paulo

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AS COPAS DO MUNDO

Se a investigação do FBI tem como pano de fundo o fato de os EUA terem sido preteridos na escolha da Copa de 2022, isso é outra história. A realidade é que bancos americanos foram usados para as propinas, os desvios, etc. Agora, daí a extrapolar e já se falar na não realização da Copa de 2018 na Rússia nem na do Catar em 2022 vai uma diferença muito grande. Não é justo penalizar os dois países. Que se punam seus dirigentes ou os governos, mas a penalização de não realizar pune o povo, o torcedor, que nada tem que ver com os escândalos. Os EUA pleiteavam a realização da Copa de 2022. Convenhamos, qual a tradição futebolística daquele país? Já passaram por lá Pelé, Carlos Alberto, David Beckham e agora estão lá Ronaldo, Leo Moura e outros nomes, e o futebol não decola. O interesse aumentou muito pouco, quase nada. Ínfimo. Lá eles querem saber de basquete, que é o carro-chefe, de boxe, baseball, rugby, etc. O soccer, que é o futebol, nem campos próprios tem. Que estrutura tem o futebol lá? Improvisam em campos de rugby. Como fizeram na Copa de 1994. 

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

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A BOLA DA FIFA MURCHOU

Na Copa 2014, corriam vozes por todos os quadrantes do Brasil de que a trupe de Blatter & Cia assentou praça nestas terras tal como os piratas de antanho, mãos dadas com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com o intento definido de pilhagem do dinheiro público. Os últimos acontecimentos comprovam o quanto o povo estava certo. O povo tem olfato muito sensível para perceber os fumos e rumos da corrupção. Descobre-se, ainda a tempo, que a bola corrupta da Fifa, metáfora à parte, assemelha-se à bola-de-neve, quanto mais rola, mais cresce, mais toma corpo, mais se alastra, ganha novas fronteiras, rola da Suíça  para o mundo. Disso já se sabia. Mas o certo e o notável está no fato de que só veio a descoberto quando a Fifa tentou sonegar impostos ao "tio Sam" - conforme salientou José Nêumanne, no belo artigo "'Bola Suja' poderá salvar Lava Jato?" (3/6, A2), quando pelas tantas afirma que, assim como Al Capone, a Fifa só foi constrangida ao banco dos réus porque sonegou impostos aos EUA. É pena não termos por estas bandas a seriedade de um FBI, em cuja falta a roubalheira tupiniquim se alastra e ganha força a olhos vistos: "capital de Marin triplica"; Ricardo Teixeira movimenta mais de quatrocentos milhões, etc., etc. Seria isso o tal "jeitinho", que por estas terras faz o milagre às avessas, que, em vez de dar vistas aos cegos, cega os que deveriam enxergar?  Não morro de amores pelo "tio Sam", mas por esta parte, por ter retrucado à altura o "coup de pied" nas nádegas de que fomos alvo dessa trupe corrupta, deixa-nos invejosos da seriedade dos de lá, em face da cegueira dos de cá. 

Antonio Bonival Camargo

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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PARA LIMPAR O FUTEBOL NACIONAL

Depois que a polícia suíça encarcerou sete cartolas ligados ao futebol a pedido da Justiça norte-americana, que pedirá a extradição deles para os EUA, todos aqueles que se encontravam em Zurique para a eleição do presidente da Fifa se apressaram a voltar a seus países tão logo a eleição terminou. Todos com medo de serem também detidos naquela cidade e terem o mesmo destino dos cartolas já encarcerados. E a razão da pressa deve-se à informação de que as investigações estão apenas no começo e novos pedidos de prisão deverão ser encaminhados. Mas nenhum deles foi tão rápido quanto o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Afinal de contas, entre os prisioneiros encontra-se José Maria Marin, ex-presidente da CBF e atualmente vice-presidente daquela entidade. Afora o escândalo que agora se abate sobre a entidade máxima do futebol, não é de hoje que os brasileiros têm sérias dúvidas quanto à honestidade dos dirigentes de futebol no Brasil. É do conhecimento de todos que uma coisa é ser processado neste país e outra é ser processado nos EUA. Sabe-se que em nossa Justiça é possível o acusado de qualquer crime, desde que seja rico, entrar com tantos recursos e embargos que o processo pode se arrastar por décadas, conforme o caso. De qualquer modo, é muito melhor ser condenado e preso em seu país do que ser extraditado para outro e lá cumprir a pena a que for sentenciado. Del Nero alega que se escafedeu para cá unicamente com o intuito de esclarecer a todos a real situação da CBF e seus dirigentes e já mandou tirar o nome de José Maria Marin na fachada do prédio sede da confederação. Um gesto inútil, mesmo porque o senador Romário de Souza Faria, ex-jogador afamado de futebol, que há anos acusa os dirigentes de futebol do País, principalmente os presidentes da CBF, já conseguiu instalar uma CPI no Senado Federal, para abrir a caixa preta que é aquela confederação. A Polícia Federal também já abriu inquérito a respeito e ambas as iniciativas são muito bem-vindas, pois muito há que esclarecer sobre a Copa do Mundo de Futebol no Brasil e as negociatas em torno do futebol brasileiro como um todo. A própria presidente da República está interessada em impor mudanças na CBF e no futebol nacional.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

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JUSTIÇA DOS TRÓPICOS

José Maria Marin está acuado porque a investigação partiu dos EUA - se aqui estivesse, impetraria um habeas corpus e zombaria das tribunas. O mesmo se presta para a pressa com que o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira colocou sua mansão à venda em Miami. Já o atual, Marco Polo Del Nero, só disse que não sabia de nada quando chegou ao Brasil, onde não há quem possa desmenti-lo.

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com  

Niterói (RJ)

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COINCIDÊNCIA

O sr. Del Nero não é barbudo, tem dez dedos nas mãos e curiosamente não sabia absolutamente de nada!

Roberto Carderelli

robertocarderelli@gmail.com 

São Paulo

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RICARDO TEIXEIRA

Pronto, senhor Marin, não é só o senhor. Vão pegar ele também...

Luciano Harary

lharary@hotmail.com  

São Paulo

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DEL NERO

Uma vergonha! Somente 3 presidentes de 27 federações e 3 presidentes de 20 clubes da série A são contra a permanência de Marco Polo Del Nero na presidência da CBF. Fica claro que a saída de Del Nero não eliminará as mazelas do futebol brasileiro. Que saudade do meu São Paulo F.C. de antigamente, quando os seus presidentes eram referências de decência para os demais.

Oswaldo Baptista Pereira Filho

oswaldocps@terra.com.br 

Campinas 

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DA FIFA À CBF

A CBF aderiu à corrupção? Desde sempre. Surpreso com Marin? Besteira. Ex-político, sem surpresas. Agora uma cadeiazinha na Suíça ou EUA. Lá vão cumprir. E aqui, no Brasil, ainda dão uma ajudinha aos clubes do futebol à custa do dinheiro do povo.

Iria De Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com 

Rio de Janeiro

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A MARCA BRASIL

O grosso do faturamento da CBF são os contratos ligados à seleção brasileira, com a exploração do nome Brasil, sem nenhum retorno para o País. Acho oportuno ser cobrado royalty pelo privilegio do uso e venda da marca Brasil e sem nenhuma contrapartida para o País. O lucro é total deles? E o povo ainda tem de pagar ingresso para assistir aos jogos da seleção de seu país? Que eles utilizam o nome, as cores, a bandeira, tocam o Hino Nacional, e de graça?

Arcangelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com 

São Paulo

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MAU CHEIRO

As "chuteiras da Pátria" têm um chulé...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com  

São Paulo

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TAMBÉM NÃO SABIA DE NADA

A presidenta Dilma disse que o Brasil na Copa seguiria o "padrão Fifa". E agora, presidenta, Joseph Blatter, que como a senhora também não sabia de nada, mas pelo menos não acabou materialmente com a Fifa, pediu o boné e saiu de fininho. Problemas morais apenas. Não acha a senhora que presidentes que também não sabem de nada e que, pior ainda, arrasam materialmente seus países deveriam seguir esse exemplo e renunciar urgentemente, antes que se rompa o fundo do poço? 

J. Treffis

jotatreffis@outlook.com 

Rio de Janeiro

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A LÓGICA

Por lógica cartesiana, o governo Dilma padrão Fifa agora só falta renunciar!

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com 

São Paulo

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A SETE CHAVES

O diretor de marketing da CBF, Gilberto Ratto, reconheceu que Sebastian Valcke foi indicado por José Maria Marin para atuar na área de marketing da entidade, mas negou que tivesse recebido ordens para contratá-lo. Conversa para boi dormir. Por que então trancar o contrato do filho do secretário-geral da Fifa a sete chaves? Se não fossem o turbilhão de subornos em que está metida a Federação Internacional de Futebol e a capacidade investigativa da imprensa, até quando iria ficar no fundo do baú esse contrato de trabalho? Se a entidade tivesse realmente a necessidade de montar uma estrutura para a área, por que não procurar profissionais gabaritados, e são muitos aqui, no Brasil, classificado entre os países do mundo que praticam a excelência do marketing de serviços? A historia do currículo, não que o gringo não tenha capacidade, também não dá para engolir, é claro que o que valeu mesmo foi o QI do poderoso padrinho, que, se usasse esse quociente para coisas boas, hoje não estaria atrás das grades na Suíça. 

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí

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OPERAÇÃO ACRÔNIMO

Sobre a propriedade da aeronave King Air, PR-PEG, usada pelo empresário Benedito Rodrigues, colaborador do PT, preso pela Operação Acrônimo, da Polícia Federal, e que teria ocultado a propriedade da aeronave, acrescento que sou piloto (com poucas horas de voo) e já cansei de ver em aeroportos aviões cujos comandantes afirmaram pertencer a graúdos da política, mas, ao consultar os dados do registro aeronáutico brasileiro, seus nomes nunca aparecem. Passou muito da hora de o Brasil ter uma legislação rígida com penas severas contra empresas de fachada ou titulares fictícios de bens de grande valor (imóveis, embarcações, aeronaves, empresas). Tenho certeza de que, se for feita uma auditoria, vai aparecer muito proprietário de jatinhos e iates cuja renda declarada mal daria para comprar um carro popular. Não é à toa que o Brasil é campeão mundial da produção de laranjas (reais e metafóricas). Detalhe: o cadastro das aeronaves matriculadas no Brasil pode ser acessado em http://www2.anac.gov.br/aeronaves/cons_rab.asp. Só que ninguém espere encontrar ali o nome de algum político.

Luciano Nogueira Marmontel

automat_br@ig.com.br 

Pouso Alegre (MG)

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O PAPEL DA OPOSIÇÃO

Oposição política pressupõe uma bancada inteligente, unida e estruturada. No Brasil, a oposição (?) é uma bancada burra, desunida e desconexa. O PSDB é uma piada sem liderança (pois quem disser que Aécio Neves é líder de alguma coisa, está delirando); o PSB, órfão de alguém que já morreu (e só eles não perceberam); e os demais não passam de aglomerados maltrapilhos de algo que imaginam ser partido político. Este país tem apenas dois líderes: FHC e Lula. Os outros não passam de coadjuvantes. Lula, com suas bandalheiras e assaltos ao erário, continua ativo - cada vez mais. E FHC, é uma pena, se limita a uns poucos pronunciamentos que ninguém ouve. E o que temos é o seguinte: um país tomado pela bandidagem comandada pelo PT e nós, a população, assaltada, todos os dias, moral, física e financeiramente por esses crápulas que tomaram conta do poder. Até quando? FHC, livrai-nos desta corja. Amém.

Geraldo Roberto Banaskiwitz

geraldo.banas@gmail.com 

São Paulo

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CAPACIDADE DE GESTÃO

Não gosto de ver a oposição falar dos erros do governo. Não leva a nada. Sabemos quais são. Se tivesse vencido as eleições, teria de fazer o ajuste. O governo federal é um só e não temos com quem comparar. Eu quero avaliar como os partidos estão conduzindo as 27 unidades da Federação e quais são os governadores melhores gestores. Temos de, em 2018, encerrarmos 24 anos de aventuras e voltar a escolher presidentes que tenham demonstrado sua capacidade de gestão como governadores.

Alfredo M. Dapena

alfredomdapena@gmail.com 

Rio de Janeiro

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SABATINA ESTATAL

Os presidente da Câmara dos Deputados e do Senado federal, ambos do PMDB, querem sabatinar todos os indicados para o comando das estatais. Evidente que a medida tem caráter puramente político, de modo a enfraquecer o desastroso governo petista. Mas é certo de que há amparo constitucional para isso, afinal, é dever do Congresso Nacional a fiscalização dos atos do Poder Executivo, representado pela Presidência da República.

Willian Martins

martins.willian@globo.com  

Guararema

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NO FUNDO DO POÇO

O Senado "exige" que a roubalheira nas estatais, agora, passe também pelos senadores e não fique na exclusividade do Executivo. É o Brasil cada vez pior. Quando se chega ao fundo, ainda se cava mais para baixo.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com 

São Bernardo do Campo

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ECONOMIA EM RECESSÃO

Todo superávit como este da nossa balança comercial no último mês de maio, de US$ 2,761 bilhões, é bem-vindo. Apesar do déficit no ano, de US$ 2,305 bilhões. Porém, não dá para comemorar, porque os números demonstram que realmente a nossa economia está em recessão. Não fosse assim, a queda nas exportações não teria existido, como a de 15,2%, em maio. E as importações, um tombo de 26,6%. Isso significa que estamos comprando menos combustível, matéria-prima, maquinário e equipamentos de alta tecnologia que poderiam otimizar a nossa produtividade, que cada vez mais está em baixa. Ou seja, infelizmente, continuamos com o nosso futuro mais do que cinzento...

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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COMPREENSÃO DOS ERROS

Michel Temer (o porta-voz do kremlin do Brasil) pede compreensão dos erros do passado recente ("Folha", 31/5). Claramente, é possível compreender que este governo não pautou um planejamento global, consequente, fundou-se em viseiras laterais que consumiram as finanças do Estado, na corrupção e na corneta milongueira da condutora que instigou as emulações e a admiração dos mais longínquos rincões. Hoje a dolência é geral: não resta praça que não esteja suportando seus fantoches de bronze. Tolerar a austeridade? A voz é do povo e não costuma soar amena. 

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo

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O SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO

Em apenas sete anos, dobrou o número de presos provisórios no Brasil. Hoje, de cada 10 presos, 4 são provisórios. São pessoas que não foram sentenciadas nem condenadas. Apesar de desfrutarem da presunção de inocência, são mantidas presas de forma cautelar e provisória. O que deveria ser a exceção e medida excepcional hoje é regra no falido sistema prisional do País, que é cada vez mais um imenso barril de pólvora. Os Centros de Detenção Provisória (CDPs) estão abarrotados de pessoas em condições sub humanas, em total desrespeito aos direitos humanos e à dignidade da pessoa humana. O Judiciário brasileiro precisa urgentemente mudar o seu posicionamento, pautar-se pela presunção de inocência e só aplicar a prisão provisória e cautelar em casos extremos, eis que a liberdade provisória é a regra, e não exceção.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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CRIMINALIDADE E SOLUÇÃO

A divulgação da terrível realidade carcerária no Brasil, mostrando que em oito anos aumentou em 87% a população aprisionada, é emblemática. Mostra tal fato que a solução da criminalidade aqui e no mundo não passa somente pelo número de detenções que se fazem. Paralelamente a isso, urge investir em infraestruturas socioeconômicas, em que a prioridade é educação de qualidade, sob pena de transformarmos o País num gigantesco presídio, sem que a solução da tragédia criminosa seja equacionada. 

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com 

Rio de Janeiro

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CRISE NA SEGURANÇA

Em relação à crise na segurança mencionada em "Notas e Informações" de 1/6 ("O efeito da crise na segurança"), cabe lembrar que também temos fronteiras marítimas, desabitadas, não visíveis e  que não podem ser cercadas, necessitando de um sistema de vigilância e patrulha apoiados por uma Força Naval  e Força Aérea Naval com poder de dissuasão, dia e noite, na chamada Amazônia Azul, que corresponde a cerca de metade do território  terrestre  nacional, em que temos soberania sobre os recursos vivos na água e naturais no solo e subsolo onde jaz o petróleo e minerais de grande valor econômico. O Sistema de Vigilãncia e Gerenciamento da Amazônia Azul também  encontra-se  ameaçado.

Paulo Marcos G.

Lustoza pmlustoz@gmail.com 

Rio de Janeiro

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ESTATUTO DO DESARMAMENTO

O Estado do Texas acaba de aprovar lei liberando o porte de arma para todo cidadão. Lá, fica valendo o velho-oeste, todo mundo com o seu 38 na cintura. Realmente, este caso extremo é inaplicável no Brasil, país de gente deseducada e sem formação. Agora, diante da absurda criminalidade existente no Brasil, onde as pessoas são abatidas nas ruas pelos marginais sem que o Estado tome sequer a providência ínfima de modificar leis absurdas, defensoras de todo tipo de criminoso, fica a sugestão de modificar este outro absurdo que é o infame estatuto do desarmamento. O estatuto só serve para desarmar o cidadão de bem que não tem acesso sequer ao direito de ter arma em casa para defender a sua família. O porte de arma em público deve, sim, ser criminalizado rigorosamente. Agora, ter arma em casa é direito inalienável de legítima defesa, e certas categorias, como bancários e taxistas, devem, sim, ter acesso a armas pelo risco de suas profissões. As leis brasileiras e a Justiça brasileira só fazem defender e privilegiar homicidas e autores de crimes bárbaros. E, pior, o Executivo brasileiro jamais faz por onde para endurecer leis imbecis e estúpidas. Leis existentes apenas no Brasil. E dentro desta realidade o estatuto por si, na forma atual, é algo indecoroso e dispensável. 

Paulo Alves Paulo

pauloroberto.s.alves@hotmail.com 

Rio de Janeiro

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MAIORIDADE PENAL

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, desafiando o PT e o governo federal, diz que votará a PEC 171/93, Proposta de Emenda à Constitução que diminui de 18 para 16 anos a maioridade penal do País. Lançou a proposta de realizar referendo no sentido de haver grandes debates sobre o assunto. Tirou da gaveta uma matéria que estava parada há mais de 20 anos e à qual mais de 80% dos brasileiros são favoráveis. Mais um embate entre governo e Eduardo Cunha, visto que Dilma Rousseff vai firmar posição contra a proposta.

José Wilson de Lima Costa

jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo

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APROVEITADOR

Eduardo Cunha promete votar em junho a redução da menoridade penal, e alguns ainda acreditam que este senhor é representante da independência do Legislativo da luta contra um Executivo em crise. É nessas horas que emergem pessoas como Cunha, aproveitadores de momentos em que ninguém é capaz de assumir os desafios do País e nascem monstros travestidos de cordeiros.

Marcos Barbosa

micabarbosa@gmail.com 

Casa Branca

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IMPUNIDADE

Finalmente em pauta no Congresso, a redução da maioridade penal para 16 anos pode resultar numa alteração inútil: o criminoso, um dia antes dos 16 anos, ainda será impune. O correto é reduzir para 13 anos, quando a natureza outorga a responsabilidade para procriar, e com penalidade progressiva do crime aos 13 até o crime aos 18 quando se igualará à dos adultos. Se é para mudar, tem de mudar!

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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O PROBLEMA 'DIMENÓ'

Temendo mais uma derrota no Congresso, o Planalto já articula uma contraofensiva para impedir a aprovação da redução da idade de imputabilidade penal para 16 anos. Segundo o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, o governo "não acredita que a redução da maioridade vá reduzir a criminalidade no País".  Devo concordar com o ministro pela primeira vez. De fato, a redução não irá operar o milagre da diminuição da criminalidade no Brasil. Para isso, o governo teria que vigiar melhor nossas fronteiras, por onde entram drogas de todo tipo e armas de grosso calibre, além de  rever para ontem  o sistema de penas, que garantem a liberdade a notórios delinquentes. Se alguém acredita, todavia, que o governo do PT vá mexer uma palha nesse sentido, pode esperar sentado porque a ideologia dominante na legenda assegura que o criminoso é mero produto da injusta "sociedade capitalista", e, desse modo, não há o que se fazer senão sentarmos e assistirmos aos 56 mil homicídios/ano atuais, praticamente o dobro das mortes contabilizadas nos conflitos existentes no Iraque e Síria juntos, fora todos os outros delitos cometidos.  No que tange aos "dimenó", penso que melhor seria mesmo  ampliar, conforme preconiza o governador Geraldo Alckmin, o tempo de internação nas instituições para recolhimento dos infratores. Pelo menos assim haveria alguma garantia de afastamento dos delinquentes mirins. Afinal, são tantas as benesses previstas na Lei de Execuções Penais que, por pouco que seja o tempo de internação do menor numa Fundação Casa da vida, ainda assim provavelmente ficará mais tempo afastado do que se estivesse recolhido no ordinário (nos dois sentidos) e sobretudo falido sistema prisional - além de não se contaminar em estabelecimentos dominados pelo crime organizado. 

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com 

São Paulo

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CONTRA A MAIORIA

Pesquisa Datafolha mostra que 87% da população é favorável à redução da maioridade penal. 100% - 87%  = 13%.  Exatamente o número de pessoas que ainda apoiam o PT. Apenas coincidência ou o PT está sempre contra a opinião da maioria? 

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com 

São Paulo 

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CONTRA OU A FAVOR

Há controvérsias, alguns são contra a redução da maioridade penal, outros são a favor. De minha parte, mesmo sem me aprofundar, já tomei posição. Se Dilma é contra a redução da maioridade penal, eu sou totalmente a favor.

Paulo Busko

paulobusko@terra.com.br 

São Paulo

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MAIS RIGOR

Enquanto aqui, no Brasil, se discute ainda a possibilidade da redução da maioridade penal para 16 anos, em diversos países já se aplica há tempos rigorosamente e é muito menor da que se cogita aqui. Por exemplo: na Índia, no Sudão e na Tailândia, a maioridade penal é de 7 anos; no Quênia, de 8 anos; na Etiópia, 9 anos; na Inglaterra, 10 anos; em Uganda, 12 anos; na França e na Argélia, 13 anos; na Alemanha, Itália, Rússia, Japão, Vietnã e China, 14 anos; na Suécia, 15 anos. No entanto, nossos políticos vivem nas nuvens, discutindo o sexo dos anjos, né não? 

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br 

São Paulo

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TERRA DE NINGUÉM

Não tem mais horário para assaltos e roubos na região da Vila Andrade/Jardim Ampliação. Nas Ruas Ascencional, Frederico Guarinon e a na Marie Nadir Calfat, os bandidos não têm mais medo de nada, até pela facilidade de fuga para a favela muito próxima (Paraisópolis). De "love", ali, não tem nada, pelo contrário. No dia 1/6/2015, às 7 horas da manhã, na esquina da Rua Marie Nadir Calfat, um carro foi abordado, sem nenhuma cerimônia ou medo, levando a pessoa dentro. O bairro está abandonado e largado pelas autoridades, que falam, falam e falam, apenas falam.

Marcelo de Moura

mdemoura@globo.com 

São Paulo

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NAUFRÁGIO NA CHINA

Isto é que é liberdade de imprensa. O governo central ordenou aos jornalistas que não fossem ao local do acidente que aconteceu este semana na China, para que apenas a agência de notícias estatal, Xinhua, pudesse monopolizar informações sobre uma tragédia considerada como inesperada e "politicamente delicada". Segundo a mesma agência, o presidente chinês, Xi Jinping "emitiu instruções importantes imediatamente" para as operações de socorro dos 442 passageiros do navio fluvial Estrela do Oriente, ainda desaparecidos sob seu casco completamente emborcado.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

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