Fórum dos leitores

LULOPETISMO

O Estado de S. Paulo

23 Junho 2015 | 03h00

Chegou a conta do capeta

O ex-presidente Lula lamenta o mau humor da sociedade e, em particular a indisposição generalizada com ele, Dilma e o PT. “Jamais vi o ódio que está na sociedade”, admitiu em tom de lamentação, dizendo que estão todos “no volume morto”. Com efeito, pesquisas realizadas em São Bernardo do Campo e Santo André, cidades que viram o PT nascer, acusam rejeição ao PT da ordem de 75%! Segundo o próprio Lula, ele e sua turma têm apenas “7% de bom e ótimo”, situação que, avalia, decorre diretamente das mentiras contadas por Dilma em sua campanha eleitoral, quando assegurou: “Não vou mexer nos direitos trabalhistas nem que a vaca tussa” e “eu não vou fazer ajuste, ajuste é coisa de tucano”. Estelionato eleitoral claríssimo. A mentira é coisa do capeta, como todos sabem. Pois não foi Dilma que prometeu “fazer o diabo” para vencer? E não fizeram? Só esqueceram que o coisa ruim – com quem se aliaram alegremente para enganar o povo trabalhador – sabe cobrar de quem lhe deve como ninguém. Seria um bom momento para Lula e o PT calçarem as sandálias da humildade e fazerem uma boa autocrítica, como as que se viam no antigo PC chinês. Nunca é sem tempo.

SILVIO NATAL 

silvionatal49@gmail.com

São Paulo 

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Quem semeia ódio...

“Jamais vi o ódio que está na sociedade”, disse Lula. Só gostaria de lembrar-lhe que quem semeou todo esse ódio foram ele próprio e seus asseclas petistas. Afinal, não foi o Lula que bateu palmas quando a pseudofilósofa petista Marilena Chaui declarou, com brados histéricos, que odeia a classe média? Não são os petistas que tentam semear o ódio no campo, incentivando invasões de terras produtivas e destruição de centros de pesquisa da Embrapa? Não é o PT que apoia a ocupação de áreas de preservação permanente, alegando justiça social? Quem semeia ventos colhe tempestade. Agora que a tempestade está caindo sobre eles, querem se fazer de vítimas.

LUIGI PETTI

luigirpetti@gmail.com

São Paulo

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Igual ao Collor

Enquanto Lulla reclama falta de autoridade do governo federal quanto à prisão de seus companheiros empreiteiros, a presidenta gerenta incompetenta Dillma cai mais ainda em pesquisa, igualando Collor na época do impeachment. Ora, como pode um governo fragilizado, desacreditado, incompetente reagir a qualquer situação para ajudar empreiteiros amigos presos sem que caia mais ainda a aprovação? Aí só falta assinar a própria degola.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Cheguei à conclusão de que há três fatores que influenciam 10% dos brasileiros a ainda aprovarem o desgoverno de Dilma: 1) brasileiros que aqui não residem e desconhecem a real situação do País; 2) petistas que sofreram “lavagem cerebral” e agem como vaquinhas de presépio quando são indagadas; e 3) corruptos, bandidos e traficantes que, pela impunidade reinante, agem livremente, transferindo para os brasileiros o ônus de suas ações. 

ANTONIO BOER

toboer@uol.com.br

Americana

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SINDICALISMO

Esclarecimento

O editorial do Estadão O sindicalismo e o crime (20/6, A3) reflete com fidelidade uma infeliz realidade, deve despertar a reflexão do meio sindical e político e merece apenas um reparo, de informação, já que, das três chapas concorrentes ao Sindicato dos Empregados do Comércio do Rio de Janeiro, duas (chapas 2 e 3) foram constituídas pela UGT e por seu líder, Mata Roma, e a outra (chapa 1), pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que ganhou o pleito por ampla margem de votos. A CUT e a Força Sindical não conseguiram formar chapas para disputar as eleições com os requisitos exigidos pela Comissão Eleitoral. Concordo em número e grau com a conclusão do editorial: “Um episódio desta gravidade não pode dar em nada”. Embora todos procurem negar a autoria do malfadado atentado contra a sede do sindicato, o rastro dos mandantes ficou impregnado nos materiais de propaganda da chapa 3 (UGT/Mata Roma) apreendidos com os 202 detidos. Além disso, um dos chefes da quadrilha é assessor da Força Sindical, cujo presidente disse não ter entendido bem o que seu funcionário estava fazendo no Rio de Janeiro naquela altura da madrugada. São atitudes que nos remetem ao ditado popular segundo o qual filho feio não tem pai. A polícia tem todos os elementos para descobrir a verdade e não tenho dúvidas de que a verdade fará bem ao movimento sindical, que deve repudiar tais métodos e trabalhar com seriedade para extirpar do seu meio a corrupção e o banditismo. A CTB também entende que é preciso desvendar os laços óbvios entre as eleições e, de uma forma geral, a atividade sindical e o crime, identificar e punir os bate-paus e também os mandantes, que não podem continuar impunes e no anonimato.

ADÍLSON ARAÚJO, presidente da CTB

umbertomartins2@gmail.com

São Paulo

ITAMARATY

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Transparência

Com relação ao artigo de Fernando Gabeira intitulado Transparência, abra as asas sobre nós (19/6, A2), o Ministério das Relações Exteriores reitera os termos de suas manifestações anteriores sobre o assunto, no sentido de que foram rigorosamente seguidos os termos da Lei de Acesso à Informação no que diz respeito à solicitação, por veículos de comunicação, de comunicações oficiais que fizessem referência à empresa Odebrecht no período de 2003 a 2010. Os documentos solicitados foram todos liberados, após a devida análise prevista na Lei 12.527/11, e em nenhum momento houve qualquer tentativa de ocultar informações. O referido artigo também questiona a credibilidade e o desempenho profissional do diretor do Departamento de Comunicações e Documentação do ministério e seu compromisso com a observância da Lei de Acesso à Informação. A esse respeito, o ministério reitera que o ministro João Pedro Corrêa Costa agiu de forma institucional, ao consultar as demais áreas do ministério, justamente para cumprir sua responsabilidade funcional, nos termos da lei. O ministro João Pedro Corrêa Costa é servidor com mais de 30 anos de bons serviços prestados ao Itamaraty, marcados por invariável integridade, correção e zelo no cumprimento do dever.

NELSON ANTONIO TABAJARA DE OLIVEIRA, embaixador, assessor especial do ministro de Estado das Relações Exteriores

imprensa@itamaraty.gov.br

Brasília

Fernando Gabeira responde: Os fatos estão mostrando as relações promíscuas entre a Odebrecht e o governo petista. Minha interpretação da Lei de Acesso é diferente da do ministro. Ela não protege reputação de políticos corruptos.

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A REPÚBLICA CONTINUA

Ao contrário do que disse Marcelo Odebrecht ("não haverá República na segunda-feira"), referindo-se ao dia de ontem (22/6), olhei para todos os lados, várias vezes, busquei nos jornais, na internet, no Facebook e nada. Dilma Rousseff não se suicidou, como alguns disseram, houve reunião no Planalto e a República continuou como sempre. Até agora, a República continua roubada, escandalosamente roubada, à vista de todos. Ela teria realmente terminado somente para Marcelo Odebrecht, que brilhou nos últimos anos de amizade com Lula, este ainda não apanhado pela Justiça, mas a caminho de sê-lo, certamente. Terminaram os anos de glória em que o faturamento da empreiteira partiu de R$ 17 bilhões, em 2007, para R$ 108 bilhões, em 2014, sob a era Lula. Este também facilitou para a empresa de Marcelo Odebrecht créditos no BNDES que somaram US$ 8,2 bilhões de 2007 a 2015, correspondendo a 70% de todo o crédito fornecido pelo banco no período. Felizmente, esta República não terminou. Apenas começou uma nova fase,  eliminando os ladrões que a sugavam, os políticos corruptos. Esse trabalho continuará para sempre, agora com muito mais força, pois a população cresceu e entendeu quem são aqueles que criam miséria e não permitem nosso desenvolvimento. Aqueles, como Marcelo, que se achavam intocáveis por estarem amparados no poder, perderam o apoio, pois a era Lula está prestes a terminar, se entendermos o que o povo está desejando agora.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br 

São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Diante da "ameaça" feita por Emílio Odebrecht ("se prenderem o Marcelo (Odebrecht), terão de arrumar mais três celas: uma para mim, outra para o Lula e outra para a Dilma"), o que está esperando a Polícia Federal (PF)? É a maneira mais prática de acabar de vez com as especulações na Operação Lava Jato e de o Brasil voltar ao caminho do crescimento econômico que todos os brasileiros de bem esperam ansiosamente. Para bom entendedor, já podemos comemorar?

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br 

São Paulo

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MAIS TRÊS CELAS

Emilio Odebrecht, pai do mais novo inquilino da carceragem da Polícia Federal, Marcelo Odebrecht, presidente da construtora, disse pouco antes da prisão do filho que, se seu rebento fosse encarcerado, teriam de construir mais três celas: uma para ele, outra para o "Brahma" e a última para dona Dilma. O filhinho do papai foi preso na sexta-feira, 19/6, na Operação Erga Omnes, o 14.º desdobramento da Operação Lava Jato. Pois bem, sr. Emilio, tenha coragem e fale, pois estamos ansiosos para ouvi-lo e, quiçá, termos o prazer de vermos o "chefe" e sua criatura atrás das grades.

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com 

São Caetano do Sul 

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LULA, DILMA E A ODEBRECHT

Espero que Emílio Odebrecht, apesar de provavelmente estar envolvido até o pescoço no lamaçal petista, cumpra sua palavra.

Fernando Fenerich

ffenerich@gmail.com 

São Paulo 

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CONSELHOS INÚTEIS

E agora, que Marcelo Odebrecht está na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, Emilio Odebrecht seguiu o próprio conselho, dado a César da Mata Pires, e ligou para Lula? Se tiver coragem, ainda assim duvido que o ex-presidente sequer o atenda. Como se diz na terra dos Odebrecht: "Me inclua fora dessa".

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com 

São Paulo 

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A ODEBRECHT E A CORRUPÇÃO

Vai ser difícil envolver Lula, se ele disser que não sabe quem é Marcelo Odebrecht. Continua não sabendo de nada...

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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CURTO E GROSSO

Sabe o Marcelo? Qual Marcelo? Aquele amigo do...! Não, não o conheço. Essas são a pergunta e a resposta curta e seca mais ouvidas em hostes políticas brasileiras. 

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com 

Avanhandava

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DEPOIMENTO À PF

Marcelo Odebrecht deveria respeitar sua família e contar tudo, doa a quem doer. Seus erros não serão apagados, mas perdoados ao ajudar a restabelecer a decência no trato da coisa pública em nosso país.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br 

São Paulo

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'ERGA OMNES'?

Veremos nos próximos dias se a lei é mesmo "erga omnes" (vale para todos) por aqui. Já há movimentação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre o que o juiz federal Sérgio Moro irá ou não admitir como prova no que se refere às investigações envolvendo as duas últimas empreiteiras alcançadas, na sexta-feira, pela Operação Lava Jato. O ex-presidente da República Lula anda bastante alterado, pois noticiou-se que os empresários presos o tratavam por "Brahma". Vamos aguardar o que o Supremo Tribunal Federal (STF) irá decidir sobre homologar ou não o acordo de colaboração do empresário Ricardo Pessoa. Enquanto isso, a atual ocupante do cargo de presidente da República executa sua "agenda positiva": pedala a bicicleta, depois das pedaladas orçamentárias.

Ana Lúcia Amaral

anamaral@uol.com.br 

São Paulo

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CONTRA TODOS

A tradução da expressão latina "erga omnes" por "valerá para todos" ostenta força jornalística e não está descartada. Porém, o seu estrito significado é "contra todos" (erga, contra; omnes, todos), sem qualquer distinção, sejam as pessoas de alto, sejam as de baixo coturno. Afinal, o conteúdo da 14.ª etapa da Lava Jato volta-se contra poderosos influentes no escalão máximo do governo, oxalá chegando ao chefe-mor.

Benedito Silvério Ribeiro

beneditosilverioribeiro@ig.com.br 

São Paulo

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LAVA JATO - 14ª FASE

São megaempresários porque são megacorruptos, cadeia neles! Agora, a bola da vez é o chefe!

Alessandro Lucchesi

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca 

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LATIM OPERACIONAL

Melhor que a "Erga Omnes" será a "Papudo na Papuda".

A.Fernandes

standyball@hotmail.com 

São Paulo

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LULA LÁ

Pelo andar da carruagem, finalmente Lula, também conhecido pelos empreiteiros como "Brahma", deverá fazer jus ao mote da sua campanha de 2002: "Lula lá". Só que, agora, seu próximo endereço será Curitiba (PR), para, depois, Brasília (DF), não no Palácio do Planalto, mas na Papuda mesmo. Antes, porém, deveria se recolher à insignificância e não ficar achando que é o tal. Além de mentiroso contumaz, é sem caráter. Disse, e foi publicado na coluna do Giba Um, que "está para nascer quem se atreva a esse ponto" ("Jornal Cidade de Rio Claro", p. b-6, 20/6), quando perguntado sobre um eventual mandado de busca e apreensão no instituto lula (minúsculos propositais) ou no seu apartamento à busca de documentos. Depois, domingo, no "Estadão" (A6), teve o desplante de afirmar: "Jamais vi o ódio que está na sociedade" (contra o PT), sendo que o próprio "Brahma" sempre instigou, incentivou e divulgou o confronto "nós" (petistas) contra "eles" (trabalhadores honestos e dignos), quando da entrevista concedida ao nosso prestigioso jornal. Colheu o que plantou! 

Carlos Benedito Pereira da Silva

carlosbpsilva@gmail.com 

Rio Claro

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OLHAR NO FUTURO

Difícil saber por que Lula resolveu falar aos jornais, porém é pouco provável que tenha alguma relação com o cerco da Operação Lava Jato. A hipótese mais plausível aponta para uma tentativa de se descolar de Dilma, o que facilitaria futuras articulações, no caso do impedimento da presidente.

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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'JE SUIS MORO'

"Erga omnes" é um termo jurídico em latim que significa que uma norma ou decisão terá efeito vinculante, ou seja, valerá para todos. A Polícia Federal prendeu, preventivamente, os principais diretores das duas maiores empresas no ramo das grandes obras de infraestrutura e demais ramificações no País. Portanto, poderosas empresas em todos os sentidos. Como bem destacou o ex-presidente FHC, e os outros, como ficam? Como os presidentes de ambas as empresas são íntimos amigos do ex-presidente que continua a dar as cartas no Palácio do Planalto, por meio de sua menina de recados, vou aguardar mais um pouco para ver o que acontece. Até lá, "je sui Moro".

Eduardo A. de Campos Pires

eacpires@gmail.com  

São Paulo

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FAXINA

A faxina moral começou com Joaquim Barbosa e continua com Sérgio Moro. Dois grandes patriotas de muita coragem! O povo brasileiro agradece aos dois heróis da Pátria. Aguardamos ansiosamente a continuação da faxina.

Roberto Hungria

cardosohungria@gmail.com  

Itapetininga

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CONTINUA...

Agora, só falta a Lava Jato prender o "Brahma", empreiteiro-mor do petrolulão! A ver...

J. S. Decol

decoljs@globo.com 

São Paulo

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'BRAHMA'

O "Brahma" citado em mensagens das empreiteiras seria aquele deus hindu de quatro cabeças e oito braços ou aquela marca de bebida? Ou, ainda a raça bovina? As duas últimas opções têm mais que ver.

Carlos Alberto Roxo

roxo_7@terra.com.br 

São Paulo

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CODINOME

Codinome por codinome, acho que "cachaça" seria mais adequado para nosso "guia" ligado aos presidentes destas comparsas "odebrechianas & gutierriratazanas".

Luiz Barrichelo

legbarri@gmail.com 

Piracicaba

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ERRADO

O nome-código de Lula era "Brahma"? Errado, deveria ser "Velho Barreiro".

Ivan Bertazzo

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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POUCO CRIATIVO

No mínimo falta de criatividade o pessoal dar o cognome "Brahma" para "o cara". 51 seria o mais adequado, pelo que se sabe dele.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@glono.com

São Paulo

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ODEBRECHT, LULA E O ITAQUERÃO

Sabemos e reconhecemos qual é a grandeza do grande clube de futebol que é o Corinthians. Como brasileiros, gostaríamos de ser informados com que dinheiro foi construído o Itaquerão, até para que dúvidas deixem de existir e as deixássemos de lado, já que faltava a detenção destes empresários da Odebrecht para prováveis esclarecimentos.

Claudio Baptista

clabap45@gmail.com 

São Paulo

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A EMPREITEIRA E A BIENAL DOS POBRES

Em 2008 fui desesperado à Odebrecht pedir gibis e livros infantis para a Bienal dos Pobres (evento de distribuição grátis de livros em regiões carentes da cidade de São Paulo). Além de ter saído de lá com as mãos abanando, ainda levei uma bronca do professor Aziz Ab' Saber, que me disse: "Por favor, não procure mais esse pessoal. Se procurar, não fala mais comigo. Você ainda não sabe que essa gente gosta mais de ajudar político? O que você tem a oferecer à empreiteira? Eles sabem que a Bienal dos Pobres indiretamente é um protesto interessante contra o desleixo dos governos com cultura, periferia... Nunca vamos ter o apoio deles".

Devanir Amâncio

devaniramancio@hotmail.com 

São Paulo

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PALESTRAS PARA A CAMARGO CORRÊA

Ainda sobre as quatro palestras ministradas por Lula à empreiteira Camargo Corrêa, estou convicto de que, considerando o valor pago, R$ 1.500.000, elas devem ser fenomenais. Certamente, poucos são os palestrantes no mundo que recebem valores tão altos. Tentei, sem sucesso, acessar as palestras na internet. Será possível que eventos tão importantes como esse não tenham sido gravados e disponibilizados para os mortais comuns que não podem pagar essa fortuna? Detalhe: acessei a página da internet do Instituto Lula (http://www.institutolula.org) e, na seção "Contato", pedi a eles que me enviassem um endereço dos vídeos. Infelizmente, recebi por e-mail um aviso informando que a mensagem não foi entregue.

Luciano Nogueira Marmontel

automat_br@ig.com.br 

Pouso Alegre (MG)

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O CERCO ESTÁ SE FECHANDO

Se os brasileiros fossem um pouquinho mais patriotas, o Brasil não estaria mais sendo governado por esta quadrilha que o está levando à bancarrota. Por causa da corrupção, mola-mestra dos governos do PT, o Brasil não avançou nos últimos 12 anos. Economicamente falando, o nosso crescimento não passou de uma coisa esmilinguida, em comparação com outros países, até mesmo daqui do nosso continente. Tudo por causa do desgoverno daqueles que só têm competência para praticar corrupção e abafar suas próprias safadezas. O governo do ex-presidente Lula foi tudo o que está aí, mais o que ficou escondido no porão da irreverência dos poderes. Enquanto o governo Dilma, este nem sequer praticou qualquer exercício de governança, uma vez que só se preocupou em tentar se desvencilhar da teia que ajudou a tecer no governo anterior. Todos os dias vem à tona uma nova denúncia apurada pela Operação Lava Jato, envolvendo políticos, empresários e governantes nessa roubalheira que aconteceu dentro da Petrobrás - embora logo tudo sempre se desmanche na suruba dos poderes, sem que o povo se importe em tomar alguma atitude. Lula e Dilma foram acusados desde o início de seus governos e ninguém foi ou é capaz de, sequer, investigá-los. Que santos são eles? Há menos de um mês tivemos a confissão dos dirigentes da empreiteira Camargo Corrêa - uma das mais implicadas no cartel da Petrobrás investigado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato - dando conta de uma enorme quantidade de dinheiro que fora doado para duas empresas do ex-presidente Lula. Agora, quando a situação se concentrou mais ainda em torno das grandes empreiteiras, Emilio Odebrecht, dono da maior empreiteira da América Latina e envolvida no escândalo da Petrobrás, diz à revista "Época" que, "se prenderem o Marcelo (seu filho e atual presidente do império), terão de arrumar mais três celas. Uma para mim, outra para o Lula e outra ainda para a Dilma". Não sei por que ainda não se pediu a cabeça dos verdadeiros culpados pela corrupção no Brasil. Na verdade, eu nem entendo como podemos ser uma nação de gente tão sossegada, diante da roubalheira que acontece, todos os dias, diante dos nossos olhos. Que povo somos nós?  

Francisco Ribeiro Mendes

mendes.brasilia@gmail.com 

Brasília

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LUIZ INÁCIO NA LAVA JATO

Por não ter foro privilegiado, o boi sinueiro poderá ser capturado e ir para o curral a qualquer momento.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)

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FORO PRIVILEGIADO

A falta de foro privilegiado de Lula deixa o ex-presidente preocupado. Por que existe o foro privilegiado? Existem pessoas que são diferentes de outras? São superiores? Creio que se deveria acabar com o foro privilegiado e abandonar esse tipo de justiça, até porque os juízes são escolhidos por quem tem o poder e que, muitas vezes, são os futuros réus. A possibilidade de Lula ser chamado em juízo na Operação Lava Jato, do juiz Moro, é um fato que cedo ou tarde ocorrerá. Espero que de uma vez por todas a justiça seja feita, porque certamente no Supremo Tribunal Federal (STF) isso não seria possível.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com 

Rio de Janeiro

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ALGEMAS

Pouco tempo atrás, o STF julgou humilhante a condução de presos não perigosos algemados. Eram figuras importantes do governo, a turma do mensalão. Agora vejo empresários algemados. O que mudou?

Paulo Mello Santos

policarpo681@yahoo.com.br 

Salvador 

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DELAÇÃO PREMIADA

Peço licença para comentar o artigo (20/6, A2) "Delação, chave de entrada e chave de saída da cadeia", do respeitado advogado dr. Antonio Cláudio Mariz de Oliveira. O autor acha ruim o instituto da delação premiada porque ele traz "insegurança jurídica", uma vez que "o acusado preso sofre um rebaixamento no seu senso ético e moral, sendo atingidas as noções do certo e do errado, do justo e do injusto, do bem e do mal". Aqui já cabe indagar: há provas científicas de que o acusado preso sofre todos esses devastadores danos mentais? E, mesmo que sofra, no que não creio, para fins práticos isso o fará relatar a mentira, em lugar da verdade factual? Desagrada ao autor que no instituto em questão a conduta do delator "não é inspirada por motivos ligados ao civismo, à cidadania, ao interesse público ou a quaisquer outros nobres sentimentos". Nisso o brilhante criminalista tem razão, mas o argumento é fraco para rechaçar a delação premiada. Por fim, o autor sintetiza a fórmula que lhe parece ideal: "O ético e juridicamente correto seria que a lei só desse valor à palavra do delator que estivesse fora da prisão e proibisse a delação daquele que se encontra encarcerado". De fato, seria até mesmo menos dispendioso para a sociedade, mas não dá certo porque a pessoa que participa de um esquema criminoso não gosta de proceder assim.

Euclides Rossignoli  

euros@ig.com.br 

Avaré

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SENSO ÉTICO E MORAL

Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado criminalista, escreveu assim em "O Estado de S. Paulo" de 20 de junho: "O acusado preso sofre um rebaixamento no seu senso ético e moral, sendo atingidas as noções do certo e do errado, do justo e do injusto, do bem e do mal". Essa frase foi escrita no contexto da delação premiada da denominada Operação Lava Jato. Todos os presos desta operação, apesar de serem inicialmente apenas acusados, foram notoriamente corruptores e acabaram até agora confessando seus crimes. Alguns deles já passaram da fase de acusados e temos fé de que a maioria dos demais também passará. Antes de terem sido presos, eles não possuíam senso ético e moral, não tinham noções do certo e do errado, do justo e do injusto, do bem e do mal; visavam somente ao lucro em detrimento de toda a sociedade brasileira (mais de 200 milhões foram prejudicados). A prisão deveria servir para reflexão e arrependimento de forma que eles pudessem recuperar ou incorporar estes valores para o resto de sua vida. Desta forma, eles não contribuiriam novamente com as mortes e a fome que o dinheiro surrupiado causou.

Sergio Luiz Carnelós

sl.carnelos@uol.com.br 

São Paulo

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INSEGURANÇA 

Prezado dr. Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, se eu fosse o senhor, não falaria em insegurança jurídica em relação à delação premiada. Inseguro está o povo brasileiro e há muito tempo! O medo da prisão por muitos anos (vide Marcos Valério) e a falta de perspectiva de se safar, pois o cerco está se fechando, são o que faz com que os acusados aceitem a delação premiada, e é dessa forma que o Brasil estarrecido está tomando conhecimento de toda essa corrupção.

Cleo Aidar

cleo aidar@hotmail.com

São Paulo

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NOME AOS BOIS

O sr. Antônio Claudio Mariz de Oliveira, no artigo do dia 20/6, deve dar nome aos bois, afinal, quem foi preso sem culpa presumida somente para fazer as delações premiadas? E quem foi preso somente com as indicações das delações premiadas sem a devida averiguação de veracidade? O artigo deixa no ar que estamos em plena vigência do regime militar, quando essas prerrogativas eram usadas e abusadas em pleno regime democrático.

Luís Fernando Meirelles Carvalho

meirelles@meirellescarvalho.com.br 

São Paulo

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NÃO HÁ INOCENTES

O advogado Mariz faz uma defesa genérica. Faltou dizer que a delação é uma coação do Estado inquisitório. É preciso lembrar que, se a delação não estiver acompanhada de provas concretas, será recusada. E ainda, havendo mentira, não prosperará a delação. Temos de lembrar que os delatados até então estavam realmente envolvidos, não há sem a presunção inocentes no circuito da delação. O maior prêmio é do País.

Rubens Araújo

rcainter@hotmail.com 

São Paulo

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A DELAÇÃO É LEGÍTIMA

Gostaria de questionar alguns tópicos do artigo do advogado criminal dr. Antônio Mariz de Oliveira, publicado no "Estadão" de sábado (20/6). Meu caro causídico, eu, como cidadão brasileiro leigo em matéria jurídica, gostaria de tomar a liberdade de discordar sobre algumas coisas colocadas em seu artigo, como, por exemplo, achar que a delação premiada poderia denominar-se "traição a serviço da Justiça". Segundo tudo o que tenho lido sobre esta matéria, a delação premiada consta na lei e tem de ser respeitada. É um legítimo direito do juiz, no caso do dr. Sergio Moro (aliás, pessoa admirável por tudo o que fez até agora na Operação Lava Jato, cujos resultados práticos todos nós, brasileiros, estamos apreciando, logicamente nem todos). Se não fosse dessa maneira, como viria à tona tamanho caso de escândalo de corrupção que envolve a maioria das grandes empreiteiras, partidos políticos do País, funcionários da Petrobrás e pessoas pertencentes ao governo e ao partido que elegeu a presidente da República? Suas palavras são muito bonitas e cheias de saber jurídico, porém, doutor Mariz, nós, simples mortais brasileiros de todos os matizes e classes sociais, queremos ver a justiça acontecendo na prática, e não na teoria. Dizer que só teria credibilidade a delação premiada de uma pessoa que estivesse em liberdade e que espontaneamente a fizesse é duvidar da nossa inteligência, achando que alguém em sã consciência a faria - e o senhor sabe que não. Quando há a citação da hipótese de que o juiz terá o papel meramente homologatório e o advogado, simples fiscal do acordo, parece-me que não haveria cobrança de grandes honorários, o que não seria do agrado de vossas senhorias. Dr. Antônio, estamos no Brasil e o senhor sabe melhor do que eu que há muito tempo a justiça não vem sendo feita da maneira mais correta, como todos nós cidadãos deste país gostaríamos, inclusive o senhor. 

Henrique Schnaider

hschnaider4@gmail.com 

São Paulo

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JURISPRUDÊNCIA

Partindo do princípio de que a lei deve atingir todos de modo igual e do conceito jurídico de domínio do fato (o mentor do delito, e não apenas o executor, é responsável pelo ato), o juiz Sérgio Moro emitiu a ordem de detenção dos presidentes das construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez. Eis aí a jurisprudência que o Congresso Nacional pode aplicar ao julgar o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as contas de 2014 da presidente Dilma. Ela não pode argumentar que não sabia de tais pedaladas fiscais, realizadas com bastante criatividade para maquiar a situação econômica desastrosa do País, para ganhar as eleições presidenciais.

Omar El Seoud

ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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NÃO PODERIA SER PIOR

O ex-secretário do Tesouro de Dilma Rousseff Arno Augustin, em se declarando responsável pelas "pedaladas fiscais", como divulgou a imprensa, no lugar de ajudar, coloca de vez a presidente no centro deste crime de responsabilidade fiscal! Ou seja: a situação, que já era ruim para Dilma, agora fica insustentável, e também com a real possibilidade de ter seu mandato interrompido. E se, para a presidente, já seria difícil convencer o Tribunal de Contas da União (TCU), que lhe deu prazo de 30 dias para as devidas e ingratas explicações sobre as 13 irregularidades elencadas como pedaladas fiscais pelo TCU, agora, com essa declaração de Augustin, Dilma poderá até culpar o seu ex-secretário do Tesouro ou o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas dificilmente ficará livre da penalidade de um crime de responsabilidade fiscal.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O ESTADO BRASILEIRO SEQUESTRADO

Em "O Estado sequestrado" (20/6, A2), Murillo de Aragão descreveu com impressionante lucidez como "o futuro não importa para os sequestradores, desde que a cidadania continue aprisionada e financiando a sua perpetuação no poder, com altos impostos, baixas cobranças e bovinamente pacífica ante a corrupção e a incompetência". Este artigo deveria ser leitura obrigatória para os milhões de sequestrados, antes do próximo pleito, quando novos potenciais sequestradores serão ungidos ao poder!

Francisco Soares

f.e.soares@terra.com.br 

Campinas

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A VITÓRIA DA TRANSPARÊNCIA

Agradeço a Murillo de Aragão ("O Estado Sequestrado") e a Fernando Gabeira ("Transparência, abra as asas sobre nós", 19/6, A2), por seus artigos tão esclarecedores. Somos cidadãos sequestrados em nosso próprio país! Nossos impostos financiam a nossa escravidão. A luta está apenas começando. Esta batalha será vencida pela transparência. Suportaremos suas dores. Cidadãos brasileiros celebrarão logo mais sua vitória. 

Silvia M. Pinheiro Rezende

silviapr54@hotmail.com 

São Paulo

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POR QUE O SIGILO?

Este país está de cabeça para baixo! Cartório proíbe casamento de médico cubano aqui e Controladoria-Geral da União (CGU) se preocupa com carta quase centenária de Mário de Andrade alegando Lei de Acesso à Informação! Essa lei vale para conhecermos os empréstimos do BNDES aos bolivarianos? Por que o sigilo?

Martim Afonso de Souza

mas_1942@hotmail.com 

Indaiatuba 

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PEDALADAS EM TODOS OS NÍVEIS

Fora as pedaladas dadas pelo desgoverno de Dilma em 2014 para fechar suas contas de maneira totalmente ilegal e irregular, confrontando a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) - e, com isso, podendo sofrer processo de impeachment caso a Procuradoria-Geral da República (PGR) a denuncie em processo criminal por causa dessas pedaladas -, também o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) fez e faz suas pedaladas, como divulgado no "Estadão" de 11/6/2015 em sua página A10, em que seu presidente, desembargador José Renato Nalini, afirmou que o rombo atual do TJ-SP já este ano é de R$ 900 milhões - e ainda nem terminamos o primeiro semestre. Nalini ainda está requisitando uma suplementação de verbas ao governo do Estado de São Paulo e está em regime de contingenciamento por causa da crise econômica brasileira. Ora, caso vários cargos de assessores que lá nada fazem fossem fechados, vários veículos que são utilizados para fins particulares fossem vendidos, muitos desses gastos seriam diminuídos e a crise instaurada no TJ-SP não teria atingido este patamar. Com isso, podemos suspeitar de que, no caso de processos que lá correm há anos e cujos depósitos já foram feitos há meses (ou seja, o dinheiro já está na conta do TJ-SP), esse dinheiro esteja sendo utilizado para cobrir o rombo financeiro mencionado na reportagem do "Estadão". Isso caracteriza mais uma pedalada, que deveria ser analisada pelo Ministério Público Estadual para que se verificassem a demora nas liberações dessas ações pelo TJ-SP. Os donos de ações já ganhas e com valores já devidamente depositados faz tempo junto ao TJ-SP não podem patrocinar os luxos destes senhores.

Boris Becker

borisbecker@uol.com.br 

São Paulo

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'ARMADILHA' NA VENEZUELA

A propósito da nota "Planalto vê 'armadilha' em ação (dos senadores brasileiros que foram barrados ao tentar visitar os opositores presos na Venezuela), criando constrangimento", a única armadilha que existe é a que está sendo montada pelos atuais mandatários e parlamentares brasileiros, cuja ação é exageradamente orientada para a manutenção do poder e o fisiologismo. O que aconteceu na Venezuela é o que nos acostumamos a ver no Brasil, embora não haja reflexão suficiente sobre isso: geralmente um pequeno grupo de "manifestantes" consegue barrar a ação institucional, impondo a sua vontade com a inércia ou até mesmo a conivência dos responsáveis por manter a ordem. Foi assim que um grupo estimado em 30 manifestantes conseguiu barrar a delegação brasileira, contando com o apoio de policiais venezuelanos que fizeram barreiras bloqueando o fluxo do tráfego no trajeto da comitiva. Para desmontar essa "armadilha", a oposição precisa compor maciçamente as instituições partidárias, que são capazes de promover as mudanças na ordem democrática, pois não basta sair às ruas para demonstrar insatisfação; os parlamentares precisam fazer uma reforma política que não se preocupe apenas com sobrevivência da própria carreira política - e, nesse sentido, o fim do voto obrigatório seria fundamental. Os mandatários precisam se preocupar mais em garantir a liberdade civil contra a opressão ideológica ou imposição de um regime político, e menos com a manutenção do poder a qualquer preço, preservando o erário da corrupção.

Airton Reis Júnior

areisjr@uol.com.br 

São Paulo 

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COMITIVA ABANDONADA?

Se o Itamaraty não dá cobertura a senadores imagine a cidadãos comuns... 

Eugênio José Alati

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

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SEM NOÇÃO DO PERIGO

Muito sério e preocupante o que ocorreu na Venezuela com autoridades deste país. Se, diante do episódio, sérias providências não forem tomadas, será o fim. Senadores brasileiros, em missão oficial, foram vítimas de emboscada, evidentemente organizada pelo governo venezuelano - aquele governo que se diz democrata, mas mantém presos políticos, e que tem como presidente da Assembleia um investigado pelos Estados Unidos por chefiar o narcotráfico e que, inclusive, esteve há poucos dias no Brasil, visitando Lula no seu instituto e dona Dilma no Palácio do Planalto. Um país que mantém relações diplomáticas com o Brasil, faz parte do Mercosul e tem com este obrigações a cumprir. Em hipótese alguma poderia ter acontecido o que lá aconteceu. Mas tudo tem seu lado positivo. Quem sabe essa oposição "Poliana" acorde e perceba que não dá para enfrentar bandidos só com paletós e gravatas impecáveis, discursos bonitos, blá blá blá, sem atitudes firmes. Que é preciso agir e reagir à altura. Não imaginaram que isso aconteceria? Não têm noção do perigo? Importantes lideranças se enfiam numa van, num mesmo avião, sem se preocupar com possíveis sabotagens? Como excursão de adolescentes a caminho do Hopi Hari? Francamente! É excesso de credibilidade, ingenuidade, falta de noção, preparo, incompetência. Que nome se dá a isso? As coisas neste país só chegaram aonde chegaram porque não encontraram uma oposição atuante, que se posicionasse com altivez e cumprisse seu papel. Agora vamos ver quem é quem, quem ficará ao lado de quem, que atitudes serão tomadas. Afinal, vimos a defesa ferrenha e indignada deste desgoverno a um brasileiro, traficante de drogas, condenado na Indonésia. Que os brasileiros fiquem atentos, antes que seja tarde. 

Heloisa A. Martinez

heloisa_martine@hotmail.com

São Paulo

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INTELIGÊNCIA, PARA QUE TE QUERO?

Se burrice não fosse a tônica de governantes, nacionais e estrangeiros, a comitiva de senadores que foi à Venezuela verificar a situação dos presos políticos teria sido recebida com dignidade, teria visto os presos, teria feito as perguntas que achasse pertinentes, teria sua volta ao Brasil sob a supervisão do embaixador brasileiro, enfim, seria um episódio realizado dentro da normalidade. E, quanto às conclusões dos senhores senadores envolvidos, as interpretações ficariam a cargo de quem por elas se interessasse. Mas, como diz o ditado: quem é burro peça a Deus que mate e ao diabo que carregue... 

Arlete Pacheco

arlpach@uol.com.br 

Itanhaém

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NÓ EM PINGO D'ÁGUA

Cada vez que leio algo dito por Marco Aurélio Garcia, já me preparo psicologicamente para consumir abobrinhas a granel. Desta feita não foi diferente: o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais acaba de repudiar a visita dos senadores brasileiros à Venezuela sob o argumento de que tal visita (aliás, acordada com as autoridades de Caracas) seria "interferência em assunto interno de outro país". Curioso que, quando Brasília meteu o bedelho em Honduras no caso do impeachment de Manuel Zelaya, ou quando vergastou o afastamento de Fernando Lugo do Paraguai - até mesmo suspendendo de forma arbitrária o país guarani do Mercosul -, nosso "assessor" não viu, ali, qualquer interferência externa, tanto que aprovou ambas as iniciativas. Para Marco Aurélio, nada disso importa e, tampouco, caracteriza interferência externa o fato de Lula ter apoiado - em mensagem televisiva - a candidatura do tiranete Nicolás Maduro nas últimas eleições venezuelanas. Mas a ida de uma comitiva oficial do Senado a Caracas com a missão, entre outras, de checar o adimplemento do país-membro do Mercosul a sua cláusula democrática, isso não pode! Ué... Não pode por quê? Acaso a cláusula democrática do Mercosul foi revogada? É incrível como essa turminha escarlate se esmera em dar nó em pingo d'água para justificar o injustificável.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com     

São Paulo

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MARCO AURÉLIO GARCIA

Admira-me o senador Aloysio Nunes Ferreira dar importância ao que disse o pandilha sr. Marco Aurélio "top-top" Garcia sobre a viagem dos senadores brasileiros à Venezuela. Este senhor é a personificação da deterioração a que foi submetida a diplomacia brasileira e por quais ideais ela é hoje regida. Marco Aurélio "top-top" Garcia é a versão janota dos sacripantas que integram o Foro de São Paulo, onde enganar o povo e impingir rótulos pejorativos aos opositores são regras básicas para fazer parte da escória.

Frederico d'Avila

fredericobdavila@hotmail.com 

São Paulo

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PAIOL DE PÓLVORA

O sr. Marco Aurélio Garcia, assessor de Dilma para assuntos bolivarianos, orienta que não se deve acender um palito de fósforo num paiol de pólvora. Sensata recomendação, a Venezuela se transformou num paiol de pólvora com as atitudes de desrespeito aos direitos humanos e à democracia perpetradas pelo seu ditador bolivariano de plantão, Nicolás Maduro. Porém, qual seria a recomendação de relacionamento diplomático com a Venezuela do ditador Nicolás Maduro que este sábio senhor recomendaria, como notório assessor da presidente da República do Brasil, ainda um país democrático e republicano? Talvez a que está sendo tomada no momento: omissão e conivência oportunista e ideológica? Deixar o paiol de pólvora crescer até explodir e destruir toda a democracia da América Latina? Promover o ditador socialista bolivariano com inclusão no Mercosul? Prover vultosos empréstimos a juros irrisórios com o dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) brasileiro, através do BNDES, para que este reconhecido ditador da Venezuela construa o metrô de Caracas? Assim como enviar o general do exército do MST, o sr. João Pedro Stédile, para discursar em favor do ditador venezuelano e garantir o total apoio do povo brasileiro ao "grande amigo"? Sr. Marco Aurélio Garcia, o povo brasileiro acordou, apenas ainda não deu bom dia para alguns do PT que fingem não perceber que o povo brasileiro repudia com veemência estes pretensos ditadores bolivarianos violentos e oportunistas que estão causando danos irreversíveis a toda a América Latina. Se o desgoverno petista continuar com o conluio bolivariano com estes regimes de "falsas democracias", o povo brasileiro vai extinguir o paiol de pólvora que o PT está armando no Brasil também. Cumprimento os bravos e corajosos senadores brasileiros que ousaram enfrentar estes ditadores destruidores da democracia.

Vagner Ricciardi

vbricci@estadao.com.br 

São Vicente 

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O CALCANHAR DE AQUILES DO GOVERNO

O governo Dilma não consegue se desvencilhar das notícias negativas cotidianas, da equipe pouco criativa e levada a situações constrangedoras, como as enfrentadas pelos senadores oposicionistas na Venezuela. A área das Relações Exteriores, desde que capitaneada por um ministro dito estrategista, apelidado de "top top", se tornou um calcanhar de Aquiles dos governos petistas. Desde então, o Ministério das Relações Exteriores se notabilizou por fatos que nos denigrem, que vão da devolução de atletas cubanos, passando pelo caso da fuga do senador boliviano, até a falta de reação a medidas econômicas argentinas, bolivianas e venezuelanas que afinal prejudicaram o trabalhador brasileiro. O momento financeiro ruim impõe um ministério focado em ações proativas que alavanquem as exportações dos nossos produtos. Só cego não consegue ver e perceber que a fase ideológica do ministério acabou.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br  

Indaiatuba

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COPA AMÉRICA - PARAFUSOS TROCADOS

Em relação à matéria "Neymar é suspenso e fica fora da Copa América" ("Estadão", 20/6), analisando os eventos do jogo Brasil e Colômbia, na Copa América - e considerando jogos que o antecederam -, é certo inferir que o jogador Neymar estava em estado de completo desequilíbrio emocional e que o problema requereria diagnóstico médico. É razoável também asseverar que faltam lideranças na seleção brasileira capazes de fazê-lo voltar ao prumo e, neste caso, o assunto migraria da medicina para a gestão esportiva. No que concerne às consequências dos atos do atleta nos dois jogos do certame, constata-se que retirar o excesso de espuma em volta da bola, tocar a bola com a mão - de duvidosa forma voluntária ou involuntária - e dirigir-se com incivilidade ao juiz da partida transgridem, ofendem e maculam o estatuto vigente. Até aí, tudo bem! Agora, quebrar a coluna do atleta (em jogo contra a mesma Colômbia, na Copa do Mundo), pisar-lhe a mão e elevar o pé até a altura de seu rosto - um átimo de segundo antes do duvidoso gesto que lhe ocasionou penalidade -, independentemente de ser ação voluntária ou involuntária, não transgridem o estatuto vigente e, portanto, ficam impunes? Pode até ser! Porém, ofendem o bom senso, a lógica, a razão e a inteligência. Aristóteles formularia exemplar silogismo e inferiria: então, os parafusos estão trocados. Minha expectativa é de que, com as inexcedíveis e históricas argúcia, autoridade e isenção, o "Estadão" inclua essa questão na pauta e a ilumine melhor.

Aléssio Ribeiro Souto

souto49@yahoo.com 

Brasília

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VIRADA CULTURAL

A Virada Cultural, que ocorreu no fim de semana, é mais uma ação de demagogia e desperdício. Se fosse bem-intencionada, distribuiria a verba de R$ 14 milhões por vários fins de semana e em diversos locais e horários normais. Shows de madrugada têm preço maior (será por aí?), são fontes de violência e de drogas e a diluição da programação ao longo do mês evitaria o funcionamento de 24 horas de metrô e ônibus. Mas tudo isso é muito racional para ser adotado. Esta é a Virada à Paulista?

Decio Fischetti

etcmkt@terra.com.br 

São Paulo

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