Fórum dos leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S. Paulo

26 Junho 2015 | 03h00

Licença poética

Nosso país é realmente sui generis. Sempre que alguém é denunciado por corrupção, podemos aguardar o famoso “repudio veementemente”, entre outras pérolas dos acusados ou de seus advogados. Preso, Marcelo Odebrecht envia bilhete a seu advogado pedindo: “Destrua e-mail sondas”. Para nosso espanto, surge o tal advogado – aliás, muito criativo, para dizer o mínimo – e diz que seu cliente usou uma figura de linguagem, destruir significa “rebater”. Consultando um bom dicionário, temos o seguinte. “Destruir: verbo transitivo. 1. Proceder à destruição de; causar destruição em; demolir, arrasar; aniquilar. 2. (Figurado) Desfazer, transtornar. 3. Exterminar.” Devemos acrescentar um novo significado a destruir ou o nobre defensor do acusado terá a hombridade, assim como seu cliente, de reconhecer que a água, para não dizer outra coisa, está chegando muito perto delles?

RENATO AMARAL CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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Bilhete

Mas que brecha, hein?

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga 

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Sinonímia

Destruir não é sinônimo de rebater, assim como pedalar não é sinônimo de omitir.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Rio de Janeiro

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Empreiteiras brasileiras

Todas eram santas até que a nefasta e irresistível influência do petismo as levou a pecar.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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LULOPETISMO

Quem usa quem?

Se fizermos uma pesquisa nos meios de comunicação para verificar quem foi a pessoa que mais ocupou as principais pautas durante o mês de junho, é muito provável que Lula vença, até do Neymar. Só com a conhecida capacidade de falar o que bem entende sem ser questionado e contando com a benevolência da mídia desde sempre – afinal, não seria politicamente correto criticá-lo –, páginas, artigos dos principais articulistas, editoriais, etc., todos falaram nele, mostraram fotos, dentro daquela linha “falem de mim”. Para quem pretende ser candidato em 2018 e precisando neutralizar o noticiário negativo da sucessora, nada mais oportuno e adequado.

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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Desconfiança ‘cumpanheira’

O editorial do nosso Estadão A desconfiança impera (25/6, A3) pôs as duas mãos na ferida petista. A desconfiança é total e irrestrita, não só a mútua Lula-Dilma, mas entre todos os petistas. Afinal, são tantas falcatruas, tantas jogadas parecidas que agora, com a evolução das operações anticorrupção e o uso de marcas de cerveja para designar o capo, a coisa tá pegando. Parabéns por tão inteligente e astuto editorial. Só nos resta rezar, pois com Dilma presidenta e o Lula atrapalhando, a coisa só tende a piorar.

ANTONIO JOSE G. MARQUES

jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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Quem tem razão de reclamar: Lula de Dilma, Dilma de Lula ou nós dos dois? Quem se está ferrando com eles é a população.

JOSE ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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O ‘nós e eles’

Toda vez que ouço Lulla referir-se ao “nós e eles” me lembro do terror da Tcheka (polícia política secreta bolchevista), que matou milhares de inimigos do povo, os perdedores da luta de classes. Na época os vencedores puniram sem piedade os adversários, acreditando que o partido deva funcionar como instrumento da História com vingança excessiva, impessoal, mas necessária. E quando Lulla faz críticas ao rumo seguido pelo PT, chego a pensar que chegamos à segunda fase da revolução bolchevista, quando centenas de companheiros de luta foram liquidados.

JORGE EDUARDO NUDEL

jorgenudel@hotmail.com

São Paulo

O futuro do PT

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Se não tivesse feito mil lambanças e porcarias no governo, talvez o PT perdesse a eleição de 2018, mas se mantivesse íntegro e respeitável como partido, podendo voltar mais adiante. Com a burrice e a sem-vergonhice que pôs em prática, no entanto, além de perder, poderá também desaparecer. É o esperto sendo comido pela esperteza.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euros@ig.com.br

Avaré

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De ódio

O prestigiado escritor Luis Fernando Verissimo, em sua crônica de ontem (Ódio, C8), comete um erro, por omissão ou lapso, preocupante. O ódio que muitos devotam ao PT tem fundamento no fato de que esse partido se afastou da ética ao meter a mão no que não lhe pertence. Só isso!

ÉDEN A. SANTOS

edensantos@uol.com.br

São Paulo 

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O texto de Luis Fernando Verissimo mostra como mentes brilhantes e até geniais não conseguem enxergar que os pontos positivos dos governos do PT foram conseguidos com o desmantelamento do Estado e da economia brasileira. E agora aqueles que saíram da miséria podem voltar a ela por culpa única e exclusiva do populismo do PT. O ódio se justifica.

GUILHERME RODRIGUES ALVES

gralves@uol.com.br

São Paulo

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SAÚDE PÚBLICA

Abandono

A propósito do editorial Abandono da saúde pública (24/6, A3), há anos acompanhamos a crise nos principais hospitais de atendimento à saúde pública não somente em São Paulo, mas em todo o Brasil. Vivemos o subfinanciamento do setor, em que os repasses federais aos Estados diminuem a cada ano. No Estado de São Paulo, e em especial na capital – onde os grandes hospitais de referência do SUS estão instalados –, a situação é ainda mais emergencial e surreal, porque atendemos pacientes vindos de todo o Brasil, que buscam tratamentos mais sofisticados só oferecidos aqui. Ao anunciar investimentos emergenciais, a secretaria estadual resolve, em curto prazo, os problemas. É apenas um remédio paliativo. A cura está longe e passa por revisão urgente no modelo de financiamento. E no comprometimento do governo federal em participar dessa fatura.

YUSSIF ALI MERE JR., presidente da Federação e do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo

jornalismoweb@sindhosp.com.br

São Paulo

REAJUSTE DA APOSENTADORIA

A Câmara dos Deputados aprovou a extensão do reajuste dos aposentados para os que ganham acima de um salário mínimo. O governo diz que isso representará um gasto de quase R$ 10 bilhões anuais e o presidente da Câmara também criticou a decisão, dizendo que a medida inviabiliza a economia com o aumento dos tributos para as empresas. É sempre a mesma coisa: a culpa é do aposentado. Rouba-se muito mais do que isso neste país, e a culpa é das aposentadorias. O presidente da Câmara deveria se envergonhar. Quanto é que nós pagamos a ele pelo mandato que exerce, hein? E o governo, que, embora tenha coligações com outros partidos, não deixa de ser petista. Criticar essa medida é ir contra os princípios do partido e esquecer, ou fingir que esqueceu, o que o candidato Lula disse num programa de TV quando candidato em 1989, disputando com Fernando Collor: "Precisamos recuperar a dignidade do aposentado brasileiro".

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

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INJUSTO

Muitas são as opiniões sobre os cálculos da Previdência. Sou uma remanescente dos IAPs onde os contribuintes se aposentavam de acordo com o quanto se contribuía e alcançava um tempo máximo para consegui-la. Depois do INPS veio o INSS e o Instituto de Previdência virou um saco de gato onde muitos recebem benefícios e poucos trabalham para muitos que jamais contribuíram. Se cada trabalhador fosse responsável pelo montante que depositou durante sua vida ativa, em confiança, nos cofres do governo e tivesse garantido seu próprio fundo, seria a forma mais justa. Cada trabalhador ou não receberia pelo que depositou com as correções devidas e teríamos uma aposentadoria justa. Ainda assistimos a uma classe privilegiada de funcionários públicos, bem como de políticos, que recebem inúmeras vantagens com se fossem uma classe de brasileiros nível A, diferenciados. Uma só Seguridade Nacional seria o justo, visto que o dinheiro sai todo do mesmo saco, onde todos nós colocamos nossos impostos. Hoje falam de um INSS deficitário. Mas esse déficit não é transparente, pois sabemos que 20% da arrecadação dos contribuintes são desviados da Seguridade Social para pagamento de outras despesas como, por exemplo, os juros da dívida interna, entre outras despesas que nada têm com os que contribuem durante uma vida laboral longa, para conseguir sua aposentadoria, minguada e injusta.

Leila E. Leitão

São Paulo

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REFORMA PREVIDENCIÁRIA

Tudo o que já foi feito em termos de reforma previdenciária é um imbróglio de pseudoestudiosos do assunto, por várias razões, inclusive calcados num suposto déficit, uma vez que ao longo de várias décadas ocorreram excesso de falcatruas e desvios do próprio Executivo sem a necessária reposição dos milhões desviados. Por outro lado, seria uma "reforma consistente" se atingisse todos os "ditos" trabalhadores, sem discriminação - do setor privado ao púbico em todos os escalões. Dizem que, daqui para a frente, os funcionários públicos também serão enquadrados, mas preservando o direito dos que já atuam em "seu direito adquirido". Portanto, dois pesos e duas medidas, uma vez que os do setor privado, aposentados sob o regime antigo sobre salário mínimo, perderam o "dito" direito adquirido. Assim, tal reforma atingirá, na prática, somente o setor privado - justamente aquele que realmente gera impostos e sustenta a Previdência. Tudo isso sem contar com os ilustres ocupantes do Congresso Nacional, onde poucos trabalham, mas se garantem em leis diferenciadas. Portanto, é extremamente simples resolver o déficit previdenciário, a eterna "caixa preta" do governo: basta aplicar-lhe um eficiente "lava-jato" para expurgar toda a sujeira que deve infestar o órgão - apenas uma questão moral de qual o País tanto carece.

João Roberto Gullino

jrobertogullino@gmail.com 

Petrópolis (RJ)

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MEGA SENA

Segundo a Previdência e a nova regra para as aposentadorias, num futuro bem próximo aposentar-se no Brasil será tão ou mais difícil do que acertar na Mega Sena. Desfrutar ou ver o dinheiro da aposentadoria, então, será praticamente impossível, será como cabeça de bacalhau: você precisará ir para a Noruega para conhecer.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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O NECESSÁRIO

As modificações na aposentadoria significam que o modelo da seguridade social não vai bem. É justo que todos recebam um mínimo para viver. O algo mais não pode vir de todos. Previdências particulares talvez sejam a saída para quem tem renda superior ao salário mínimo. Muitos contribuintes podem pagar a garantia de um salário mínimo. Mas existem a corrupção e os desvios, que destroem o princípio universal de que todos devem ter o mínimo para sobreviver. Os políticos não querem tomar medidas impopulares. Mas salários de faraós não podem ser pagos pelos contribuintes. Justiça é que todos recebam o necessário!

Paulo Roberto Girão Lessa

paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

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METADE DO PROBLEMA

Indiscutivelmente, é muito salutar toda esta celeuma e discussão sobre a Previdência, fatores de redução, critérios alternativos de aposentadoria, etc. Afinal de contas, não haverá aposentado se não houver uma Previdência saudável financeiramente para pagar os merecidos benefícios. No entanto, mesmo chegando a bom termo, toda esta discussão sobre como financiar a Previdência resolverá somente metade do problema. A outra metade é o próprio aposentado, que tem a sua situação financeira agravada ao longo do tempo por um "fator previdenciário oculto", que são os reajustes do beneficio sempre abaixo dos do salário mínimo. Essa forma injusta, desonesta e desumana de financiamento da Previdência vai reduzindo os proventos do aposentado à medida que ele vai envelhecendo e gastando mais com sua saúde. Creio eu que políticos que venham a demonstrar preocupação com este problema serão muito populares em próximas eleições.

Lazar Krym

lkrym@terra.com.br 

São Paulo

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APOSENTADO BOM

O governo deixou o problema da Previdência chegar a tal ponto que cheguei à conclusão de que, para ele, aposentado bom é aposentado morto.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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COMBATE ÀS FRAUDES

Muito se fala sobre o rombo na Previdência, mas faz-se necessário conter as constantes fraudes que lesam o sistema. A Previdência não é deficitária por causa das aposentadorias, como se fala, mas por causa das fraudes e das milhares de empresas que não pagam o INSS, com o conhecimento do governo. Se quiser saber de fraudes em cidades distantes, basta conversar com os moradores, todos sabem quem aposenta as pessoas ilicitamente. E por que não há uma fiscalização nesses postos? Como sempre, falta ao governo a boa vontade para cuidar do dinheiro do contribuinte. Esta semana a Polícia Federal (PF) executou uma operação para desmontar fraudes na Previdência. Descobriu que um grupo acessava o sistema do INSS e falsificava perícias médicas, causando grande prejuízo. A PF desconfia de que haja servidores envolvidos. Eu tenho certeza. Investiguem e vocês chegarão aos peixes grandes. Ninguém aposenta um coitadinho a troco de nada. Neste país, o povo acostumou-se a se vender por qualquer valor, eis por que no Brasil o crime compensa. Nada acontece, o dinheiro é roubado e logo cai no esquecimento. 

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

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DESAPOSENTAÇÃO

Como tantos concidadãos, comecei a trabalhar muito cedo. Aos 13 anos, já dividia meus estudos com uma jornada de trabalho em tempo integral. Ao completar 35 anos de contribuição com a Previdência Social, 30 dos quais pelo teto, as regras de quando entrei no sistema haviam mudado. Esperei anos para me aposentar, mas a cada ano trabalhado, por causa do aumento da expectativa de vida dos brasileiros, mais anos faltavam para alcançar a aposentadoria integral. Recentemente, resolvi me aposentar e continuei trabalhando para poder poupar o benefício. Agora temos uma possibilidade mais vantajosa. Eu poderia me aposentar em poucos meses com os 95 pontos previstos no novo cálculo. Se a desaposentação não for permitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), terei de arcar com o "azar"? Isso não me parece justo. Penso que deveria ser possível devolver os valores recebidos da Previdência e ter direito de trocar o cálculo de meu benefício para a fórmula 85/95.  Assim, ninguém sairia perdendo.

Ubirajara Caputo

bira@dieese.org.br 

São Paulo

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DUAS REALIDADES

O Poder Judiciário depende do Poder Legislativo e o Poder Executivo sanciona as mentiras. Se o fator previdenciário foi criado em época de crise e a crise não acabou, por que mudá-lo? O PT e Dilma Rousseff mentiram na campanha de 2014, porque o TSE se calou. Enfim, vivemos uma realidade e as autoridades, outra!

Roberto Nascimento

robenasya@yahoo.com.br 

São Paulo

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FURTO A CÉU ABERTO

Quem comentou no jornal sobre os repasses do governo federal ao Sistema Único de Saúde (SUS), sugerindo correção pela inflação plena, se esquece de que existem outros interessados na fila de espera, liderados pelos contribuintes do Imposto de Renda que sonham com a correção integral da tabela de isenção, cuja defasagem já está acima de 60% desde 1996.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

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EMPRESÁRIOS E A OPERAÇÃO LAVA JATO

Todos sabem que no Brasil é muito difícil ser empresário. Os poucos empresários brasileiros que ainda lutam para manter suas empresas dando empregos e pagando fortunas de injustos impostos para viabilizar o Bolsa Família deveriam ser respeitados, valorizados e até idolatrados. Em alguns poucos setores, esses bravos empreendedores brasileiros ainda conseguem esse milagre da sobrevivência. Em muitos outros setores eles foram extintos pelo governo, tais como telecomunicações, Tecnologia da Informação, têxtil, etc. Tudo bem que pagar propina é errado, mas, por outro lado, eles precisam dançar de acordo com a música tocada pelo governo. Prender esses empresários heróis e tentar mostrar que são os verdadeiros culpados é uma grande injustiça. Prendam os verdadeiros culpados, se tiverem coragem, e deixem esses bravos empresários brasileiros que têm a cabeça privilegiada trabalharem para aumentar seus negócios no Brasil e no exterior, dando mais empregos e fazendo nosso PIB crescer.

Daikichi Yoshinaga

Daikichi@techinova.com.br

São Paulo

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CARTINHA PARA MARCELO ODEBRECHT

Fala, Marcelo! Tudo nos trinques? Cara, como a semana passa rápido! Hoje já é sexta-feira - e eu que pensei que você fosse detonar a República na segunda! Até tirei uns trocos do banco e estoquei comida em casa pensando que o Brasil ia fechar. Mas você deve estar preparando uma bomba daquelas, hein? Claro, um negócio destes demora. Só faz uma semana que você está preso e só de pecados de Lula você deve ter umas quinhentas páginas para relatar. Eu estou aqui, só na expectativa. O pessoal aí fica falando que Lula e a turma dele vão te passar para trás, como fizeram com o carequinha, digo, Marcos Valério. Mas aquele era um laranjão, e você é o Marcelo da Odebrecht, não é? Deixa o povo falar! No dia em que um empreiteiro do seu porte virar laranja do Lula, eu vou ser o quê? O corococô da pulga do cavalo do auxiliar do bandido? Não dá, né? Bom, deixa eu ir ao mercado estocar mais comida, que quando você soltar a bomba quero estar preparado. Cuidado aí, para não pegar carrapato, chato e pulga, viu? Estas celas são dose. Pede para o advogado te levar Neocid. Abração! Um fã!

Percy de Mello Castanho Junior

percy@clubedoscompositores.com.br 

Santos

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PETROLÃO

Fale, Marcelo Odebrecht, o Brasil é todo ouvidos.

J. S. Decol

decoljs@globo.com 

São Paulo

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INCIDENTE PROCESSUAL

Boa essa, me fez lembrar aquela do Salim: se for para pagar, Salim saiu; se for para receber, Salim sou eu.

Mário Aldo Barnabé

mariobarnabe@hotmail.com 

Indaiatuba

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HOTEL 5 ESTRELAS

Com o know-how que tinham os diretores das construtoras, sócios e demais envolvidos nas maracutaias do mensalão e do petrolão, perderam uma excelente oportunidade de construir uma cadeia tipo hotel 5 estrelas, para o caso de serem pegos. A estadia seria mais confortável. Agora, não adianta reclamar do local nem do rango diário.

Jose Pedro Vilardi

vilardijp@ig.com.br 

São Paulo

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BATATA QUENTE

A batata está esquentando. Pelo andar da carruagem, a próxima etapa (15.ª) da Operação Lava Jato deverá ser a Lava Jatinho (da Odebrecht). Estão chegando ao último degrau. Te cuida, Brahma!

Adriles Ulhoa Filho

adriles@uai.com.br 

Belo Horizonte

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MIMETISMO AMBULANTE

O ex-presidente Lula deu há tempos uma explicação simplista para suas mudanças de rumo e para suas cambalhotas políticas, com que transformou antigos desafetos em companheiros e antigos companheiros em trastes abandonados à beira da estrada. Isso se deveria, segundo ele, à sua condição de "metamorfose ambulante", o que, não há dúvida, também explicaria o fato de ter trocado o macacão pelo terno Armani; a pinga dos botecos do ABC pelo Royal Salute dos gabinetes de empreiteiras. Mas a melhor definição dele foi dada por um ex-petista, cujo nome não guardei, que, ao ser entrevistado no programa "Roda Viva", afirmou: "Lula é mais esperto do que vocês imaginam". Não há dúvida. Somente possuindo alta dose de esperteza ele teria chegado aonde chegou. Mestre em tergiversar, não obstante as evidências em sentido contrário, ele não abandona o palanque. Agora mesmo, como se não lhe coubesse alta dose de responsabilidade, para fazer candentes críticas ao governo e a seu partido. Num magistral lance de esperteza, quer convencer o distinto público de que, se "Dilma está no volume morto", se "PT está velho" e se os parceiros do PT "só pensam em cargos", ele não tem nada com isso. É a imagem do comandante que, ao pressentir o naufrágio iminente, quer ser o primeiro a abandonar o navio, botando a culpa nos marinheiros... De olho em 2018, com mão de gato, tem a clara intenção de se apoderar do discurso oposicionista. Daí que, ao mesmo tempo, e num passe de mágica, posaria de candidato dos que não querem e dos que querem acabar com a roubalheira! Lula, metamorfose ambulante? Não. É preferível "mimetismo ambulante". Mimetismo, como se sabe, é a propriedade que têm certas espécies vivas de ludibriar o predador, mudando de cor. Lula também muda de cor de acordo com as circunstâncias. Ele é exatamente isto: um mimetismo ambulante.

Homero Vianna Jr.

homeroviannajr@hotmail.com 

Niterói (RJ)

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O ÓDIO PASSARÁ

Tirante os escândalos do mensalão, do petrolão e outros mais, temos que o lulopetismo deixa resultados administrativos afrontosos à Nação. Segundo o Banco Central, a inflação de 2015 pode ultrapassar a meta e atingir 9%, além de o PIB ter uma retração de 1,1%, situação que representa uma afronta ao povo brasileiro. Lula não tem razão quando critica o PT, porque deve incluir-se na má gestão da coisa pública, não podendo esquivar-se da indicação de dona Dilma, a quem chamava de gerentona, como se fosse boa gestora, o que ela já provou não ser. Assim, o povo não tem ódio de ninguém, tem ódio de quem levou o País à situação atual: inflação alta, PIB reduzido, desemprego e ausência de comando e de liderança. Quando o lulopetismo for varrido da Nação, o ódio do povo passará!

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br 

Rio Claro

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DESTRUIDORES DE SONHOS

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", disse a raposa ao pequeno príncipe. Lula e Dilma nunca leram "O Pequeno Príncipe": visitaram o povo, dia a dia, cativaram-no e, agora, que este perdeu as ilusões, Lula e Dilma pulam fora, que se danem! Deixa eu salvar o meu! E por aí vão, inabaláveis destruidores de sonhos! 

Sandra Maria Gonçalves

sandgon@terra.com.br 

São Paulo

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FOCO EM 2018

Tudo muito bem arquitetado por Lula e membros do PT, com relação às colocações sobre o mandato de Dilma, afirmando que ela mentiu na campanha, o seu governo não está bem, seus ministros estão errados e que tem gente no partido que só pensa em cargos e dinheiro. Tudo isso é para não manchar a imagem do ex-presidente e sair candidato em 2018.

Wagner Monteiro

wagnermon@ig.com.br 

São Paulo

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'ÓDIO'

Com certa desilusão li a crônica intitulada "Ódio" no "Estadão" (25/6, C8), de Luis Fernando Veríssimo. Esclareço. Toda quinta-feira, quando recebo o jornal, a primeira coisa que leio são os textos de Veríssimo. Considero-o uma âncora para os leitores assíduos do matutino, como eu. Vamos aos fatos, vejam a meia-verdade ou total falácia: "O PT justificou-se no poder. Distribuiu renda, tirou gente da miséria e diminuiu a pouca desigualdade social - feito que, para mim, entra como crédito na contabilidade moral de qualquer governo". Meu bom Veríssimo, não acredito em segundas intenções de seu "jornalismo", mas essas suas crenças são totalmente contestadas por matérias de seu próprio jornal. Vamos aos dados: distribuiu renda? Renda? Não! Distribuiu o imposto pago pelos adversários políticos da classe média e das "zelites" (veja se ele, tendo duas galinhas, dá uma para o partido). Faliu o Banco Rural, a Petrobrás, a Caixa, etc. "Tirou gente da miséria." Tirou gente da miséria? O ex-ministro da Papuda, salvo por embargos infringentes (que não estão na Constituição) e orientados pelo advogado do diabo Márcio Thomaz Bastos, veio a público informar que no primeiro ano de gestão na Casa Civil, passando por cima da lei federal de Umberto de Alencar Castelo Branco (primeiro presidente militar, aprovado pelo Senado Federal com aval de Auro Soáres de Moura Andrade e Ulisses Guimarães), colocou sem concurso público 53 mil eleitores do PT em todas as vagas federais, estaduais e municipais. Esses indicados, mais as bolsas família, o desemprego, o MST, etc. renderam ao partido cerca de 40 milhões de votos. E as 56 universidades federais sucateadas (a do Rio de Janeiro nem sala de aula tem)? E veja, senhor jornalista, que citou a moral do governo. O alcaide de São Paulo tratou o caso dos imigrantes haitianos diretamente com o governador do Acre (pobres Plácido de Castro e Visconde do Rio Branco), passando por cima do governo estadual e do federal. Somos ou não somos anões da... deixa para lá. Mas citar moral no atual governo é inadmissível. Por último, deixo uma sugestão que, se aprovada, me dará imenso prazer: volte a publicar uns minicontos em sua coluna. Mesmo que já publicados num passado distante, dos anos dourados. Num passado em que éramos felizes e não sabíamos. Antigamente tínhamos a banana, agora conquistamos a mandioca e as folhas de banana formaram a "mulher sapiens" ou, em outras palavras chulas, a "origem da loira burra", mas com todo o respeito.

Flavio Prada

flavioprada39@gmail.com 

São Paulo

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VESTES PETISTAS

O escritor Veríssimo não consegue se despir de suas vestes petistas, mesmo! Prefere creditar o antagonismo estabelecido entre o PT e a maioria da população brasileira como luta de classes... é ridículo! Em sua análise (25/6, C8), só se esqueceu de alguns detalhes: da roubalheira que seu partido instalou neste país, inequivocamente demonstrada pela Operação Lava Jato, do aparelhamento dos fundos de pensão (conhece o Postalis, sr. Veríssimo?) e da promiscuidade diplomática com Cuba, Venezuela e outros do tipo. Isso tudo o escritor não reconhece. E saiba: não somos classe dominante, somos classe trabalhadora!

Sérgio Belleza Filho

sergio@fundoimobiliario.com.br  

São Paulo

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VERÍSSIMO E O ÓDIO

É preciso esclarecer ao sr. Veríssimo que essa teoria do ódio vem sendo implantada com métrica, recentemente, no País por quem decidiu dividir-nos em nós e eles, através de benefícios, cotas, cargos, enriquecimento ilícito e quejandos. Ainda assim, suas declarações não se estendem a gente como nós, trabalhadores comuns pagadores de impostos (mesmo que a situação geral nos abone no caso do sentimento em pauta), porque temos preocupações vitais outras. A realidade é que a nossa mais urgente sensação, sr. Veríssimo, é de desespero. Pelos juros altíssimos, pela tarifa escorchante da energia elétrica, pela indústria endividada, pela perda inegável dos nossos empregos, pelo PIB em queda, pelas portas do comércio que se fecham até mesmo em regiões prósperas como a Rua 25 de Março ou o bairro do Brás, pela corrupção endêmica, etc. Estamos, sr. Veríssimo, apavorados com a ameaça de ver nossos filhos passarem necessidades, de perdermos nossa casa, ao vermos nosso salário não atravessar o mês... Não temos, em verdade, tempo para esse ódio que alardeiam justamente os que não enfrentam os nossos problemas. Um pouco mais de respeito e menos ideologia não fazem mal a ninguém, menos ainda a quem usufrui do privilégio de contar com um jornal de peso como o "Estadão", para expor opiniões e tentar cooptar quem não navegue no seu barco. Nessas horas, realmente, explode uma tendência para ceder ao ódio que se tenta sedimentar em definitivo entre nós, afinal ninguém é de ferro...

Doca Ramos Mello

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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QI EM BAIXA

Após ler o artigo "O vício da mediocridade", de José Serra (25/6, A2) e o discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura dos Jogos Indígenas, fiquei imaginando como o Brasil estaria hoje, se José Serra tivesse sido eleito em 2010. Mas, infelizmente, a maioria dos eleitores preferiu votar em Dilma, talvez porque tenham o mesmo QI e se identifiquem. 

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

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MEDIOCRIDADE

Ao ler o título de artigo publicado em "O Estado de S. Paulo" no dia 25 de junho, página A2, "O vício da mediocridade", de autoria do sr. José Serra, pensei que se tratava de algo autobiográfico.

Tibor Rabóczkay

trabocka@hotmail.com 

São Paulo

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JOSÉ SERRA

O senador e ex-ministro tucano está completamente certo nas suas críticas à mediocridade petista, ainda que no caso dos juros talvez não se lembre de que no governo FHC navegava acima dos 20% ao ano, com inflação em torno dos 5%, portanto, ainda muita folga para os energúmenos petistas, cuja inflação caminha rapidamente para o segundo dígito. Na realidade, tanto para tucanos como para sindicalistas do PT o País é o que menos interessa, mas, sim, as próximas eleições. Os tucanos começaram a estragar o que os milicos começaram a erguer no País, tanto na indústria como na agricultura, e o PT está apenas completando a obra que os tucanos deixaram incompleta, inclusive pelo arresto das riquezas do País através dos impostos, transformados em corrupção política. Alguém duvida de que a semente da corrupção na Petrobrás não tenha começado também no tucanato de dez anos atrás? Já se viu algum tucano questionar as Forças Armadas serem comandadas por reles comunistas?

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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DILMA NÃO AGUENTA ELOGIOS

"A culpa do pessimismo com a situação atual do Brasil é da imprensa. O varejo brasileiro nunca esteve em crise. Nunca tivemos um índice tão bom como tivemos em 2013. O varejo começou a existir mesmo a partir de uns 5 ou 6 anos para cá. Nós, hoje, somos os maiores empregadores, depois do governo. O governo continua aumentando a quantidade de recursos para os créditos pessoais. Um dos pilares das medidas adotadas no modelo econômico do governo da presidente Dilma foi a expansão do credito, o que gerou um aumento no consumo da população. A inadimplência está totalmente controlada. O Brasil tem uma estrutura bancária muito forte." Certamente, essas afirmativas de uma entrevista de Luiza Helena Trajano, no programa "Manhattan Connection", era o que estava faltando para a presidente  Dilma Rousseff nomeá-la como representante da União no Conselho Público Olímpico para os Jogos de 2016 no Rio de Janeiro, no lugar do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Não dá para acreditar que Luiza Trajano desconheça a quantidade de lojas de varejo que estão indo para o fundo do poço.

Leônidas Marques  

-leo_vr@terra.com.br 

Volta Redonda (RJ)

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E AGORA, MANÉ?

Em julho de 2013, em palestra na Universidade Federal do ABC, Lula proferiu as seguintes palavras: "As pessoas se preocupam com o pobre tendo carro ou andando de avião". Disse isso após pesquisa que indicava que 101 milhões brasileiros utilizavam esse meio de transporte e havia um pool no financiamento de veículos, apoiando descaradamente a política populista e irresponsável da presidente Dilma Rousseff, que reduziu o IPI de veículos, criou o Minha Casa Melhor e outras arapucas eleitoreiras. Então, vamos às compras, vamos viajar, depois a "gente" vê o que acontece. E aconteceu o pior. O tempo passou, a presidente foi reeleita, a inflação e o endividamento, nas nuvens, a maioria do povo, na penúria, sem dinheiro para quitar a prestação do carro, da casa própria e nem para quitar as contas de luz e de água sobra um "caraminguado". E agora, quem vai se preocupar com a dívida da população? O governo? Claro que não! O pobre que se exploda! Acaba de dar o golpe de misericórdia com o tal do ajuste fiscal, que atinge toda a sociedade, principalmente os menos favorecidos. 

Sérgio Dafré

Sergio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí

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PIB 2015

Há um mês o governo avaliou retração da economia de 2015 para -0,8%! Esta semana o Banco Central faz nova avaliação: para -1,1% e inflação de 9%. Ano passado começaram com avaliação positiva do PIB para 2,5% e terminamos o ano em 0,1%! Se continuarmos com essas previsões furadas, chegaremos ao fim de 2015 com retração de -2,5%! Além do desemprego, o País não conseguirá colocar no mercado de trabalho nem os jovens que estão chegando à maioridade, só restando a eles o único seguimento que jamais cairá: o tráfico de drogas. E viva o Brasil varonil bolivariano castrista comunista e outras utopias petistas!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAÍS...

Só para usar uma expressão que se tornou muito comum no meio político nos últimos anos, nunca antes na história deste país se viu um ajuste fiscal tão cruel, em que só os mais pobres, trabalhadores, desassistidos, menos favorecidos pagam um alto preço. O argumento pífio que o governo federal usa para impor tal sacrifício à classe trabalhadora é a necessidade da arrumação das contas públicas. Então, pergunto: é justo somente a parcela hipossuficiente da população pagar essa conta? É inexplicável o que estão fazendo. De um lado, cortaram verbas de programas sociais, endureceram as regras de acesso ao seguro-desemprego, dificultaram aposentadorias e pensões, aumentaram as tarifas de energia elétrica, enfim, pioraram a situação de quem já sofre neste país. Para quem disse, com ironia, que não mexeria nos direitos trabalhistas nem se a vaca tossisse, o que se viu é que a vaca não somente tossiu, mas está com grave infecção. Por outro lado, os cartões corporativos para despesas governamentais, as estruturas diplomáticas desnecessárias mundo afora, os cargos de confiança distribuídos, o inchaço da máquina pública com 39 ministérios (alguns sem sentido) e outras coisas mais permanecem intocáveis, e a gastança governamental continua uma verdadeira farra. Isso tudo demonstra que só o bolso dos trabalhadores é que está sendo convocado a pagar o preço de tal ajuste econômico. Se querem mesmo ajustar as contas públicas, quem primeiro deve fazer a lição de casa é o governo, cortando despesas na "própria carne". Uma pergunta intrigante e que não quer calar é: se nossa Constituição federal previu, há 27 anos, a instituição do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), por que até hoje o mesmo não foi regulamentado e não está vigente em nossa legislação tributária? Bastaria uma lei complementar, que pode ser estabelecida por um quórum diferenciado, menos rigoroso que o das emendas constitucionais. Todavia, até hoje tal imposto não foi implementado - e olha que o mesmo promoveria um pouco de justiça social, chamando os mais abastados deste país a cooperarem com um pouco, do muito que possuem. Não me venham com a desculpa esfarrapada de que não se teria quórum para aprovação de tal imposto, pois questões muito mais delicadas já foram aprovadas pelos governantes de plantão, desde a promulgação da Constituição federal. O que falta é vontade política para regulamentar o IGF, porque mexer no bolso dos mais ricos é muito mais difícil, havendo sempre quem defenda os seus interesses, e é nítido que tem sido muito mais fácil fazer um pseudoajuste fiscal em que o preço é pago somente pelos menos favorecidos. O mais absurdo é que tudo isso está sendo feito por um governo que se autodenomina popular, o que é o cúmulo da contradição política. Isso, por si só, explica a grandiosa e assustadora impopularidade do governo de plantão, pois foi eleito pregando uma agenda popular, mas governa com a agenda que atende aos interesses financeiros do mercado. Não adianta pensar apenas em números, há que se ter sensibilidade para entender as necessidades do povo. O preço pago pela população de menor potencial aquisitivo tem sido muito alto, em nome de um ajuste fiscal que tem sido carrasco com os assalariados. O Brasil precisa, com muita urgência, adotar mecanismo em que, mesmo no sistema presidencialista de governo, os eleitos possam ser cobrados para governar com coerência entre o discurso que os elege e a prática que adotam, sendo punidos quando não cumprirem seus programas de governo, pois, do contrário, continuaremos a afirmar que nunca antes na história deste país houve tanta incoerência e demagogia política!

Eli Correia de Melo

elicorreia@uol.com.br

São Paulo

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A MANDIOCA É NOSSA!

É mesmo um prazer cívico inenarrável acordar num país onde a chefe da Nação é uma "presidanta" cujo maior feito esta semana foi elevar a tuberosa mandioca à condição de "patrimônio nacional", enquanto segurava em mãos uma bola feita de folhas de bananeira enaltecendo esta até então desconhecida para mim espécie: a "mulher sapiens"! E tem gente, provavelmente os "antas sapiens" ou os "holerites sapiens" adeptos do "petismus mandiocalis", que ainda defende esta "entidade" chamada Dilma.

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

São Paulo

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SAUDAÇÃO À MANDIOCA

Apertem os cintos! A pilota sumiu!

João Manuel Maio

clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos 

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INFLACIONADA

Pronto, já inflacionaram também o preço da mandioca! Minha mulher foi à feira hoje e percebeu que a festa dos meus netos e mais alguns sapiensinhos não poderá ter bolinho de mandioca. Agora, só paçoca, e olhe lá!

Mauro Lacerda de Ávila

lacerdaavila@uol.com.br 

São Paulo

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'MULHER SAPIENS'

Nos "Contos de Hoffmann", Olímpia é uma boneca que fala, dança e canta. Se João Santana conhecesse a história, saberia que seu final é trágico. Triste como o discurso da mandioca, que mostrou de forma irrefutável que a invenção de Luiz Inácio engripou. Não adianta azeitar ou dar corda. 

Helena C. R. Valente

helenacv@uol.com.br 

Rio de Janeiro 

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OUTRAS ESPÉCIES

A presidente Dilma Rousseff, em seu discurso sobre os primatas, se esqueceu de citar outras espécies da evolução humana, tais como a "mulher de Neanderthal", a "mulher erectus", dentre outras. As mulheres sapiens, mencionadas por Dilma, cujos cérebros possuíam 83% do volume do cérebro atual, não tinham o sofisticado controle do comportamento e não conseguiam processar operações altamente organizadas.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br 

Rio de Janeiro

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HEIN, DILMA?

Pois é, o que somos nós, brasileiros, diante da irretorquível importância do bode, da mandioca e da "mulher sapiens" para o mundo?

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com 

Niterói (RJ)

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BOÇALIDADE

Sujeira que "pululla"? A solução é Lava Jato, continuar sujo ou se aconselhar com uma "mulher sapiens"? (E a Rússia, com Yeltsin, e os EUA, com Bushinho, pensavam deter o monopólio da boçalidade...). 

Ricardo Hanna

ricardohanna@bol.com.br 

São Paulo  

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EMBAIXADINHA

Relendo o discurso de dona Dilma, fiquei com uma dúvida quando ela diz "aqui tem uma bola. Ela é extremamente leve, já testei aqui, testei embaixadinha, meia embaixadinha". Ao falar em meia embaixadinha, estaria ela se referindo à Embaixada do Brasil na Venezuela? 

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com 

São Paulo

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UM PACTO PELA SEGURANÇA PÚBLICA

Assistimos, na terça-feira, pela TV, à perseguição feita por um policial da Rocam a dois ladrões que roubaram uma motocicleta em São Paulo. Tudo acabou indo ao ar, ao vivo. Os bandidos, na impossibilidade de fugir, atiraram um capacete contra o policial e abriram fogo. No revide, os dois ladrões acabaram baleados e o policial, investigado pela corregedoria, que verificará se ele não extrapolou em sua reação. Há que considerar, no entanto, que, se o capacete o tivesse acertado ou mesmo a moto, poderia tê-lo derrubado, e que, na hora do ocorrido, ele não sabia quantas armas possuíam os assaltantes, que, tendo a oportunidade, poderiam alvejá-lo e até provocar sua morte. Portanto, foi consumada a tentativa de homicídio impetrada contra o policial e, em consequência, sua ação de legítima defesa. Todos deveriam ter consciência de que devem parar quando abordados pela polícia, pois, se fogem, podem ser considerados suspeitos e perseguidos e, se reagirem, é possível até perderem a vida. Isso é assim em toda parte, inclusive nos países do chamado Primeiro Mundo, onde muitos gostam de buscar exemplos para o Brasil seguir. É necessário definir e difundir essa cultura aqui também.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo    

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POPULAÇÃO CARCERÁRIA

O "Estadão" publicou: "A população carcerária no Brasil passa de 600 mil", perdendo somente para 3 países, e São Paulo é o maior castigado. Por que não mandar os presos cumprirem suas penas nas cidades onde nasceram, deixando presos em São Paulo somente os paulistanos? Assim teriam uma vida carcerária digna, teriam possibilidade de estudar, trabalhar e, principalmente, se regenerar.

Maria Luiza Marx

malumarx@uol.com.br                                                                                                  

São Paulo

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INCONSEQUÊNCIA

O aumento da população carcerária encontra paralelo trágico na inconsequência do governo federal em sua política para o setor, nos últimos dez anos, que contingencia verba do Fundo Penitenciário Nacional e concede, a cada ano, indulto natalino, mais benéfico ao criminoso e prejudicial à sociedade.

Herivelto de Almeida

heri2008@gmail.com 

Araraquara

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ASSIMILAÇÃO

Meus avós já diziam que as coisas boas são de difícil assimilação, mas as coisas más são facilmente assimiladas. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tem razão ao afirmar: "O sistema carcerário brasileiro é péssimo. São verdadeiras escolas de criminalidade e de violação de direitos". Os mensaleiros fizeram um pequeno estágio na prisão e, coincidentemente, logo em seguida, pipocou o bilionário Petrolão e,agora, estão em vias de aflorar os empréstimos irregulares no BNDESão. A evolução, em termos de valores envolvidos, é geométrica. Meus avós tinham razão...

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br 

Vila Velha (ES)

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CRISTIANO ARAÚJO

Como diz o ditado, quem não aprende história está condenado a repetir eternamente os erros do passado. A tragédia ocorrida com o cantor Cristiano Araújo e sua namorada foi similar àquela que matou Lady Di e seu namorado, em 1997. Nos dois casos, o casal estava no banco traseiro de um carro, sem cinto de segurança. Idem para Alfredo Dias Gomes, em 1999. E isso, só para citar história de celebridades, cujas mortes desnecessárias causaram grande impacto na mídia. Quantos mais vão morrer até que as pessoas aprendam que o cinto de segurança está ali para ser afivelado

Luciano Nogueira Marmontel

automat_br@ig.com.br 

Pouso Alegre (MG)

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IDEOLOGIA DE GÊNERO

O governo do Partido dos Trabalhadores (PT), é provado, já conseguiu arruinar o País e economicamente apequená-lo diante das nações civilizadas. Mas não quer parar por aí. Em 2014 o Congresso Nacional retirou do Plano Nacional de Educação (PNE) todas as menções à "ideologia de gênero", mas o governo petista voltou ao tema como meta obrigatória para todos os municípios do Brasil e, o pior, nas escolas públicas onde é ministrado o ensino fundamental, que tem a sua formação psicológica em desenvolvimento. A formação moral das crianças é escudada pelo artigo 12, inciso IV, da Convenção de Direitos Humanos, na Constituição, nos seus artigos 226 e 227 e artigo 1.634 do Código Civil. Essa investida do governo é uma represália à não inclusão da "ideologia de gênero" no Plano Nacional de Educação para os municípios e Estados. Para religiosos, a ideologia de gênero destrói a família e o plano de educação emperra. Não se tem a mínima ideia dos fundamentos do MEC nessa estapafúrdia decisão. Pretende-se mudar o conceito tradicional da família. As crianças seriam identificadas não por sexo, mas por "ideologia de gênero". O governo determinará que "ninguém nasce homem ou mulher e que seu gênero deve ser conseguido ao longo da vida". Parem a Terra, que eu quero descer!

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com 

Vassouras (RJ)

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SEPARAÇÃO

Àqueles que são favoráveis à ideologia de gênero eu faço apenas uma pergunta: vocês acham apropriado liberar banheiros comunitários para ambos os sexos, em locais públicos, 24 horas por dia, sem mais aquela separação entre banheiro feminino e masculino?  

João Manuel Maio

clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos 

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CAETANO E A CRASE

Um vídeo de Caetano Veloso viralizou na internet esta semana. Era sobre o uso da crase. Por estas e outras, ele me dá preguiça. Alguém acha que a equipe dele cometeria tal erro crasso? Eu não. Se cometesse, o que é possível, pois humanos são, não ficou bonito o chefe colocar um vídeo na internet estupidificando-os. Se erraram no uso da crase, errou o chefe ao passar-lhes um espalhafato público, com ares moralistas. É tudo cortina de fumaça para esconder o mal-estar da viagem dele e de Gilberto Gil a Israel, extremamente criticada por grupos de ativistas brasileiros e estrangeiros. Até Roger Waters (Pink Floyd) enviou carta pessoal pedindo a ele para que pensasse nisso. Só para lembrar, não era "proibido proibir"? Bem, parece que sim, até que outros interesses entrem em cena. Mas o vil metal paga a sala vip do aeroporto onde ele está, olhando o mundo com ar blazé de falso moralista e viralizando na internet! Tenha a santa paciência!

Luiz Claudio

lcscaldas@gmail.com 

Belo Horizonte

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A IGREJA EM CHARLESTON

As reportagens recentes sobre a chacina em Charleston, nos EUA, têm identificado o templo, local do episódio, apenas como "Mãe Emanuel". Assim, omite-se o nome completo da denominação. Na verdade, trata-se de um templo da Igreja Metodista Africana Episcopal Emanuel. Como leitor, entendo ser importante a identificação completa da denominação em respeito à história daquela comunidade religiosa.

Rubens Galdino da Silva

rubens@rubens.jor.br 

Adamantina 

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COACHING PARA CRIANÇAS

A reportagem "Pais buscam coaching até para crianças de 2 anos" (22/6, A14) publicou apenas um trecho da longa entrevista que concedi, não ambientaram o leitor com uma descrição atual da rotina e do ambiente em que vivem as crianças de hoje. O título ficou completamente fora de contexto. Se o jornal considera que o título não foi sensacionalista, onde está, então, a foto da criança de 2 anos praticando "coaching"? Além disso, não encontrei no texto nenhuma definição sobre o termo "coaching". Se a intenção é abordar temas novos, também deveriam se preocupar em informar os que não têm conhecimento do assunto. O jornal retirou vários trechos de entrevistas de mães sem relação com o título que deram ao texto e depois ainda concluiu com "opinião" de "pseudoespecialistas" desaprovando completamente a prática do coaching. Se o jornal acredita que o texto não foi tendencioso, desculpe, mas está subestimando minha inteligência. Se quer provas disso, basta ler as centenas de comentários maldosos e que mostram falta de conhecimento total do assunto, inclusive até no compartilhamento de uma educadora bastante conhecida chamada Rosely Sayão, nas publicações do "Estadão" no Facebook e até comentários no próprio jornal online. Sei que a grande maioria das pessoas nem sequer lê o texto, e o jornal também sabe disso - o que torna o comportamento ainda mais inaceitável. Inicialmente, fiquei feliz com o convite do jornal para Tânia, da Tsukimi, por se tratar de um jornal de grande circulação que costumo ler e que faria propaganda de um trabalho tão excepcional, que tenho orgulho e sorte de poder aproveitar com meus filhos. Fiquei ainda mais contente com o enfoque que deram na capa do jornal para o assunto, que daria publicidade ao Instituto Tsukimi e, assim, outras mães que encontrem dificuldades no desenvolvimento dos filhos, e até famílias inteiras (pois o trabalho é realizado com a família toda), poderiam encontrar uma possível ajuda. Mas, quando vi a matéria pronta, o despontamento foi grande, nem sequer o Instituto Tsukimi foi citado (o que não é o foco da minha reclamação), e ainda a conclusão da matéria diz que este trabalho não ajuda as crianças e pode até atrapalhar, o que realmente posso garantir na prática que não é verdade (se a repórter tivesse realmente entendido, também o saberia). Sou uma mãe avessa a ficar exibindo imagens e o cotidiano dos meus filhos e família na internet ou em qualquer outro lugar, até por segurança. Mudei de ideia e participei da reportagem com o intuito de ajudar a Tsukimi, que já me ajudou tanto. Mas o "Estadão" realmente só embasou  minha opinião de que essa exposição tem de ser muito bem dirigida e com intuito nobre - o que realmente não foi o caso, pois o jornal não priorizou a educação, como citou por e-mail, e ocupou-se de fazer fofoca (segundo o dicionário: s.f. mexerico; dito cheio de maldade; disse me disse) com um assunto  tão importante.

Ieda Cabral de Lima

ieda.lima@gmail.com   

São Paulo

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