Fórum dos leitores

LULOPETISMO

O Estado de S. Paulo

06 Julho 2015 | 03h00

Conversa com o povo

O ex-presidente Lulla saiu em defesa da presidente Dilma Rousseff, sugerindo que ela deveria conversar com o povo. Mas a que povo Lulla se estaria referindo? Àquele que lhe atribuiu 91% de desaprovação, formado em parte pela grande parcela de desempregados, ou àqueles 9% que conversarão e a aplaudirão a troco de um pão com mortadela e uma bandeira vermelha nas mãos?

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Coliseu

O imperador Lula sugere a Dilma conversar com o povo. Primeiro, ela não tem o que falar; segundo, a sugestão é para ela se atirar aos leões. Boa, Lula!

JORGE PEIXOTO FRISENE

jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

Enrolação

O que Lula sugere a Dilma é continuar a levar o povo no papo. O cara não muda.

JOSE ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Maquiavélico

Sabem quem é filho de Maquiavel no Brasil? Sim, ele, Lula, o maquiavélico.

HANS DIETER GRANDBERG

h.d.grandberg@terra.com.br

Guarujá

Encosta tua cabecinha...

Depois de todas as falcatruas cometidas contra os interesses do cidadão brasileiro, depois de bilhões serem irresponsavelmente desviados em contratos fraudulentos sem que os dirigentes do País tenham visto, ou não interessava que vissem, depois de os pseudorrevolucionários de ontem se terem transformado nos oportunistas de hoje, o criador aconselha a criatura a encostar a cabeça no ombro do povo e conversar com ele?! Ora, criador e criatura é que deveriam encostar, mutuamente, a cabeça nos ombros um do outro e chorar, chorar, chorar tanto até que toda a sujeira provocada no País se lavasse no seu pranto!

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Boa ideia

Na verdade, seria bom a Dilma ouvir o Lula e vir conversar com o povo. Assim teríamos a oportunidade de mostrar a realidade, ante inverdades ditas por ela, e a nossa revolta com a situação em que ela deixou o País.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

Camaleão

Lula continua mais perdido que cego em tiroteio. A cada fala dele, muda o foco. Ataca o PT, a Dilma e as causas do desastre em que o Brasil está metido até o pescoço e, mudando novamente de estratégia para se ver livre das delações premiadas que já o perseguem como sua sombra, diz que a atual crise não é responsabilidade de Dilma, que ela vai arrumar o Brasil, apesar dos “tempos difíceis”. Mas desta vez, sem querer, ele acertou 80% do que falou, pois o grande culpado por quase tudo isso que aí está é ele próprio, que enganou o povo mostrando uma grande gestora para substituí-lo na Presidência e, depois, para se reeleger, isso com o intuito de ter garantida a sua grande volta em 2018. Deu no que deu.

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

O juízo final

O cidadão comum, o do imposto retido na fonte, o da dificuldade para honrar seus compromissos, devida à tênue linha que o separa do pleno-emprego, o da absurda alta dos alimentos básicos para sua subsistência, tem paúra de ficar inadimplente com seu plano de saúde - obrigatório se quiser ter um mínimo atendimento médico-hospitalar -, ou ainda de ter de devolver o seu automóvel adquirido na irresponsabilidade do crédito fácil, abundante e com prazos longos e enganosos. As consequências sociais serão trágicas se as mais elementares providências econômico-financeiras não forem adotadas logo, mas com viés mais voltado para o cidadão comum, em vez do funcionalismo público, que pleiteia aumentos abusivos e escandalosos em seus proventos. Num país que ainda engatinha numa democracia imatura, mexer com um imponderável caos social é por demais preocupante. Não pretendo ser um profeta do apocalipse, mas um pouco de bom senso dos nossos governantes atenuaria as nossas vicissitudes.

ALOISO A.DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Antagonia

O PT faz propaganda na mídia, com o nosso dinheiro, de que está ao lado do trabalhador. Mas como? Com mais aumentos na conta de luz, a inflação incontrolável, o desemprego... Se isso é ser a favor do trabalhador, é antagonia! Como também os desvios, os superfaturamentos, a malversação, os cortes no financiamento dos estudantes e nos benefícios dos trabalhadores e aposentados... Enquanto isso, promove o rombo na Petrobrás, nos gastos com mensaleiros, os desvios dos 10% para o partido e a denúncia do repasse da UTC (Ricardo Pessoa) a eles. E tudo isso é dentro da lei, é legal. Errados somos nós, que trabalhamos mais para receber menos, pagamos impostos, levantamos cedo para produzir riquezas, mas tudo em vão, porque o Brasil está neste ostracismo e só existem dois cúmplices: Lula e Dilma. Não adianta continuar a usar a mídia para iludir, pois o povo está escaldado e saberá separar o joio do trigo por um País mais competitivo!

NELSON SCATENA

nelson.scatena@hotmail.com

São José dos Campos

O PT e o EI

A coincidência de pensamentos e objetivos do PT e do Estado Islâmico (EI) são impressionantes. Ambos adotam o texto de acordo com a própria conveniência: o EI, o Corão e o PT, a Constituição. Ambos têm como líderes pessoas carismáticas e, apesar de o EI perder diversos líderes, eles são rapidamente substituídos; aqui, o Brahma até agora tem sido insubstituível, mas é carismático. Ambos destroem o que há de bom à sua volta. O EI caracteriza-se por destruir obras de arte milenares de uma histórica civilização e os valores de uma sociedade moderna; já o PT destruiu quase todo o Correio, a responsabilidade fiscal do governo, a Petrobrás, o saldo da balança comercial, as reservas internacionais, o pleno-emprego, até o orgulho de ser brasileiro. Até mesmo em violência há coincidências: de um lado, as execuções por degola; aqui, jamais se esclareceu totalmente a morte de Celso Daniel e a do Toninho de Campinas. Para concluir, aqui o PT leva vantagem, pois o único “drone” disponível é o Joaquim Levy...

CARLOS TULLIO SCHIBUOLA

cschibuola@gmail.com

São Paulo

“Lula filosofa, plagiando

o ‘só sei que nada sei’

de Sócrates. Não assume

a grande culpa que

tem pela atual situação!”

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE O ESTADO CRÍTICO A QUE

O LULOPETISMO LEVOU A NAÇÃO

taniatma@hotmail.com

“Sem argumentos, Lula segue com bravatas,

um velho artifício que consiste em trocar

realidade por gracejo”

RICARDO C. SIQUEIRA / NITERÓI (RJ), IDEM

ricardocsiqueira@globo.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MAIS FUNCIONÁRIOS NA CÂMARA DE SP

Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo, na onda da mediocridade que segue a classe política brasileira, dão mais um exemplo da falta de compromisso com a ética, o respeito aos recursos públicos e a busca da prestação de melhores serviços aos munícipes: aumentaram de 18 para 30 o número de cargos em seus gabinetes. E, se com seus já excessivos 18 colaboradores - diga-se remunerados - eles não têm a necessária eficiência que os paulistanos esperam de um vereador, o que esperar, então, quando se acrescentam mais 12, com a única preocupação de serem utilizados como cabos eleitorais destes edis? Uma verdadeira orgia! E é pior ainda quando os vereadores, para justificar essas novas nomeações, alardeiam que não vão onerar o orçamento do município! Se isso for verdade (eu não acredito), significa que a qualificação profissional dessas pessoas será bem pior e os salários, mais baixos. Os vereadores da capital realmente perderam o total senso do ridículo!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MÃO DE OBRA ELEITORAL

Somados mais 12 assessores aos 17 já existentes e ao chefe de gabinete, cada vereador terá a seu serviço 30 assessores. Agora, a pergunta que não quer calar: o que fazem os 17 assessores que cada vereador possui hoje e o que farão os outros 12, que, somados ao chefe de gabinete, darão um total de 30 pessoas? Se você acha que os 30 homens trabalharão para melhor atender aos munícipes, está enganadíssimo. Todos eles trabalharão em suas bases eleitorais, já pensando nas eleições municipais de 2016.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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ENGANAÇÃO

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou a possibilidade dos vereadores passarem a ter 30 funcionários de gabinete, em vez dos 18 atuais. Dizem que é para melhor atender à população. Enquete: quem acredita, permaneça como está!

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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AH, OS VEREADORES...

Os espertos vereadores de Sampa, sempre no sentido de levarem vantagem, aprovaram uma lei para cada uma das suas eminências pardas terem direito a contratar 30 assessores sem concurso. Por que e para quê? Por favor, digam em voz alta, publiquem nos jornais, porque nós não somos otários para alimentar mais bocas a troco de nada. Chega de bandalha ou bandalheira, por favor. Mostrem sua cara, principalmente os metidos a honestos. Não adianta dizer que é honesto pelos exemplos. Por favor, PROVEM isso.

 

Jani Baruki Mends janibaruki@bol.com.br

São Paulo

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A NOTÍCIA AO INVERSO

Que notícia maravilhosa é esta da Câmara Municipal de São Paulo! Num Brasil atual repleto de corrupções, comandadas pelo PT e com acusações de desvios de dinheiro público em todas as repartições públicas, principalmente nas estatais (a Petrobrás que o diga), na Câmara Municipal da cidade de São Paulo os vereadores aprovaram um projeto-lei que diminui 660 "aspones" dos vereadores, uma boa diminuição de despesas, já que cada um dos 55 abnegados edis paulistanos tinha direito a 18 "aspones" em suas dependências, que não têm lugar para acomodar todos os funcionários dos 55 vereadores. Que linda atitude dos edis paulistanos, em colaboração com o erário municipal! Que tal a Câmara Municipal paulistana seguir com o enxugamento e diminuir o número de vereadores?  

Maria do C. Leite Alves m.carmo1946@bol.com.br

São Paulo

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FAZENDO JUS AO NOME

 

 A Petrobrás anunciou corte de US$ 90 bilhões no seu orçamento. Investirá valores irrisórios neste e nos próximos anos, apostando todas as suas fichas no pré-sal. Atento para o detalhe de que tal extração tem um custo elevadíssimo, isso em tempos de preço do petróleo em baixa. A estatal está fazendo jus ao "Brás" do seu nome: corrupção intrínseca, arrocho depois de anos de desvios, investimentos sem diversificação, além da falta de credibilidade. Enfim, o PT consolidou na petrolífera o mesmo plano que teve para o País.

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Nepomuceno (MG)

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PSEUDOSANEAMENTO

Assim como o governo Dilma (39 ministérios e infinitas secretarias), a Petrobrás só corta investimento. Um corte brutal de 37% em investimentos, nos próximos anos, teria de ser acompanhado de uma respectiva redução de pessoal. Isso não é gestão, é compadrio, é pseudosaneamento.

 

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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JBS E BNDES

A JBS, que recebeu nada menos que R$ 7,5 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), comprou uma unidade de suínos da Cargill nos Estados Unidos por US$ 1,45 bilhão. A JBS, que tem sede em São Paulo, é a maior empresa de processamento de carnes do mundo. O BNDES e a Caixa Econômica Federal são alguns dos acionistas da empresa, com 23,19% e 10,07%, respectivamente. Em abril deste ano, Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, foi à Justiça pois tinha sido acusado por políticos de ser sócio oculto da JBS. Enquanto a taxa de desemprego aumenta no Brasil, o País continua direcionando recursos do BNDES para o exterior.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Rio de Janeiro

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GRANDES AQUISIÇÕES

Menos de uma semana após adquirir a unidade irlandesa da Marfrig, sua subsidiária na Europa, a JBS agora compra unidade de suínos da Cargill nos EUA por US$ 1,45 bilhão. Essa união das famílias "Batista" e "Silva" gerou uma força brutal de investimentos, né não? Ou será que o BNDES também está atrás dessa trama?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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'OBRIGADO A POUPAR'

No caderno "Economia" de 23/6 (D3), em matéria tratando do uso de recursos do FGTS pelo BNDES, li que "o trabalhador brasileiro deveria poder escolher onde aplicar o dinheiro que é obrigado a poupar". Quem faz tal afirmação é identificado como professor de Finanças do Ibmec. Penso que há algum engano aí. O FGTS, herança bendita dos governos militares, foi criado para assegurar que, ao término de uma relação de emprego, o ex-funcionário pudesse contar com uma importância correspondente, grosso modo, a um salário por ano de serviço, mais uma "multa", que, inicialmente, era correspondente a 10% do saldo da conta específica, que era vinculada com a empregadora. Essa multa foi, posteriormente, elevada para 40%. Os depósitos mensais, corrigidos, mais a multa, eram a indenização. O método de capitalização mês a mês, observa-se agora, tinha o mesmo espírito do vigente "superávit primário". Assegurar os recursos para quitar o essencial das verbas rescisórias, no momento da rescisão. Portanto, não me parece apropriado falar em "obrigado a poupar" por parte do trabalhador. Acrescento que, ao ser criado o FGTS, com o propósito de estar disponível para cumprir a indenização, muito poucas situações permitiam levantamento total ou parcial do saldo do FGTS, como, por exemplo, aquisição de casa própria. O "bom-mocismo", populismo e demagogia escancaram os limites e, combinado com estímulos ao consumismo, desvirtuaram o FGTS, que foi quase franqueado para ser sacado com antecipação. O seguro-desemprego tem a mesma justificativa do FGTS, sendo, pois, uma redundância.

Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

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REVISÃO DOS DIREITOS

 

A Câmara dos Deputados está revendo direitos dos cidadãos como aposentadoria, seguro-desemprego, pensão alimentícia e por morte e outras mais que virão, se as contas não fecharem. Nós, cidadãos brasileiros pagadores da maior carga de impostos dos países emergentes (estamos submergindo, mas fazemos de conta que não), esperamos, agora, da Câmara dos Deputados uma colaboração para salvar o País, como a redução dos próprios salários, dos gastos com gabinetes, dos funcionários contratados sem concurso e de toda a mordomia que só um príncipe das Arábias sonharia ter. Também seria importante que a imunidade parlamentar fosse facultativa, o deputado ou senador anunciaria na sua posse se abriria mão ou não desse "direito" e seria um cidadão comum perante a lei, na rua, no avião, no cinema. Nada de carteirada. É a minha sugestão para que vocês sejam um pouco mais cidadãos e menos "autoridades". E quase me esqueci: aposentadoria igual à da iniciativa privada. O.k.?

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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PESOS E MEDIDAS

Enquanto o Senado federal autoriza reajuste de 59% a 78% para os servidores do Poder Judiciário, nós, aposentados do INSS, continuamos a chupar o dedo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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REAJUSTE DO JUDICIÁRIO

Farinha pouca, meu pirão primeiro.

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

           

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HÁ PROFISSÃO MELHOR?

Nunca é demais refletir sobre a "dura" vida dos nossos nobres homens públicos. É de conhecimento geral que sua aposentadoria se configura como um elenco odioso de privilégios, construído ao longo do tempo, o que prova que passaram boa parte de seus mandatos aperfeiçoando os próprios benefícios, sem grandes preocupações com a inatividade de seus eleitores, pobres contribuintes, responsáveis, em última analise, pelos pagamentos. Além de se poderem eternizar no poder até o último suspiro, sem sofrerem as restrições do limite de idade imposto a outras categorias de servidores, precisam de pouquíssimo tempo, às vezes nada mais que um mandato, de serviço pouco sacrificado, com vários recessos durante o ano e semanas de três dias, para fazerem jus pelo resto de suas existências a valores que fariam chorar de inveja qualquer trabalhador que ainda tenta entender a regra dos 85/95, com a qual terão de contar para almejar, por exemplo, o teto máximo do INSS. Além de todo esse aconchego ocioso ao deixar a carreira, são, enquanto ativos, blindados judicialmente, pois somente serão presos em caso de flagrante de crime inafiançável. As recentes declarações via delação premiada de um dos envolvidos na Operação Lava Jato dando conta da participação de alguns parlamentares em transações para financiamento de campanhas e favorecimentos ilegais deram origem a reações indignadas dos citados, todos jurando que não sabem de nada, não conhecem ninguém e que os gastos estão de acordo com a lei. Ou seja, mesmo que seja provada por investigação a irregularidade, há ainda um longuíssimo caminho até que o braço da Justiça os alcance. Os nossos políticos constituem, assim, uma categoria de autorrepresentantes que não se aposentam compulsoriamente, podendo atuar até o último suspiro, contam com generoso benefício financeiro após pouquíssimo tempo de ativa e são imunes às instâncias normais da Justiça. Há no mundo melhor profissão? E é inútil, como seria lógico, argumentar que a solução está no voto, pois este está amarrado a um sistema eleitoral viciado que clama por uma urgente reforma, que acaba de não ser aprovada.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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VALE PARA TODOS?

As novas regras que vierem a ser adotadas, depois de encerrada a briguinha entre Planalto e Congresso, valerão também para servidores públicos federais, incluídos aí os do Executivo, Legislativo e Judiciário ou só para os da iniciativa privada?  

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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APOSENTADORIAS

O que aflora ao inconformismo não é a aceitação ou não do modelo 85/95, mas, sim, o enorme abismo entre os critérios dispensados ao trabalhador e os privilégios, no mesmo beneficio, cabentes aos políticos e aos membros do Judiciário.

Jose Pelegrino josepelegrino@acelnet.com.br

São Paulo

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POR QUE NÃO CONFIAR NO GOVERNO

Desde meus 14 anos trabalhei pagando todos os impostos, contribuindo com sindicatos e com a Previdência Social. Mesmo pagando muito tempo sobre o antigo teto, hoje meu benefício não chega a 3 salários mínimos (SM) e, graças a FHC, continua caindo. A "justiça" cega por conveniência não viu, permitiu e todos os sindicatos para os quais contribuí se omitiram também. Um pedreiro que conheci quando jovem e da mesma idade, mesmo ganhando pouco, mas sem pagar sindicatos e Previdência Social comprou terrenos a prazo e, na medida do possível, foi construindo casas, enquanto eu, preso em fábricas, continuei trabalhando, pagando impostos e contribuindo com a Previdência. Outro dia o encontrei e conversamos. Falou-me que mora numa bela chácara, longe da poluição e da agitação da cidade, com muito verde, frutas e verduras frescas. Não perguntei onde. Disse que vive do aluguel das casas que já passou em nome dos filhos. Depois de nos despedirmos, pensei com meus botões: certo estava ele em não contribuir e nem acreditar em sindicatos e na Previdência. Hoje, de aluguel ele recebe mais do que eu e ainda deixa um patrimônio para os filhos, que seguem o sensato e bom exemplo do pai.  

 

Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul

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AFRONTA DO SENADO

Quando comecei a trabalhar (nos anos 60), pagava a contribuição máxima de 8% sobre 5 salários mínimos (SM). Anos depois, o máximo passou para 10 SM; depois passou para 20 SM, e eu continuava pagando sobre o máximo. Após poucos anos, o teto voltou para 10 SM e a contribuição passou para 11%. Aposentei-me com cerca de 8,3 SM, mas que é reajustado todo ano, sempre abaixo da inflação. Quem viver o suficiente acabará recebendo 1 SM por mês. Isso para a iniciativa privada... Neste momento de grande dificuldade, causada principalmente pela incompetência de "você sabe quem", o Senado vem nos afrontar, passando, a toque de caixa, um aumento para o Judiciário de até 78%! Mas a correção das aposentadorias de INSS pela inflação quebraria a Previdência. O Judiciário merece ser bem remunerado, mas um aumento destes, neste momento de crise, pode?

Julian White julian.white1@yahoo.com

Campinas

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REAJUSTE PELO SALÁRIO MÍNIMO

É uma forma legal encontrada para repor parte das perdas das aposentadorias ao longo do tempo. Quando me aposentei, recebia em média 8 SM, hoje recebo em torno de 2,14 SM. Sempre contribuí pelo teto de 10 SM, tendo inclusive contribuído sobre 20 SM de 4/11/1981 a 31/8/1989. E não obtive nenhum privilégio por isso. O INSS paga mais de 26 milhões de aposentadorias aos trabalhadores privados e alega que isso gera um déficit de aproximadamente R$ 57 bilhões, enquanto pouco mais de 1 milhão de aposentados públicos geram um rombo de mais de R$ 67 bilhões, valores totalmente desproporcionais entre a classe pobre e os privilegiados. Recursos há de sobra, só que são mal aplicados e a fiscalização é duvidosa. É sabido que aproximadamente 1/3 do que é arrecadado vai para o "ralo" por diversos motivos. E a receita de concursos de prognósticos, para onde vai? Agora, para bancar alegada reposição de perdas do Judiciário em 78%, gerando um custo adicional de R$ 30 bilhões, tem, mas para bancar a reposição das perdas das aposentadorias dos pobres, que dizem vá gerar um custo de R$ 9 bilhões e quebrar a Previdência, não tem. Enquanto os privilegiados sugam quase todos os recursos da Previdência, nós, os aposentados da privada, estaremos recebendo o mínimo. Agora "eles" se aposentam com 8 anos de contribuição, o que é uma afronta a qualquer ser civilizado. Sem contar aqueles que colecionam aposentadorias, recebem 5 ou mais. Um leitor do Rio de Janeiro sugeriu que os políticos transformassem em lei a ideia do relator da desaposentação, que todos os que continuaram trabalhando tivessem o recálculo de suas aposentadorias, partindo das contribuições pós aposentadoria, certamente o resultado seria melhor, como é comum nos países avançados, incluindo aí o Chile. Eis uma boa ideia que poderia ser acolhida.

Sérgio Shigemitu Masuhiro ssmasuhiro@gmail.com

São Paulo

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LEMBRETE AO GOVERNADOR

Senhor governador Geraldo Alckmin, se for sancionado o Projeto de Lei n.º 112/2013, estará sendo criado um problema social muito sério. Isso porque a alteração feita pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), por intermédio de um substitutivo, ao projeto original enviado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, prejudicará os aposentados e pensionistas do Ipesp na Carteira das Serventias Extrajudiciais. Só para esclarecer, cerca de 9.000 (nove mil) famílias dependem desses recursos para sobreviver. Os idosos contam com seu alto senso de justiça para VETAR o referido projeto de lei.

Walter Simõesdx waltersimoesdx@hotmail.com

Santos

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CONTA DE LUZ

Agora, seis meses depois da implantação da cobrança, falam que a cobrança de impostos sobre a bandeira vermelha nas contas de energia elétrica é irregular. Dizem que para o governo é ótimo, pois está arrecadando mais, e que ele transfere para o bolso do consumidor os seus erros gerenciais sobre o sistema elétrico. Alguns dizem que a cobrança é inconstitucional. Bem, e de que tudo isso vai adiantar? Vão suspender a cobrança? Devolver o que foi cobrado indevidamente? Não. Vão continuar cobrando, e vai ficar por isso mesmo. Por quê? Porque não sabemos nos impor como povo. Continuem apertando o 13 e confirmem na urna eletrônica.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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APAGÃO

De dezembro para cá, tivemos 75% de aumento nas contas de energia elétrica e, mesmo assim, estamos às vésperas de um apagão, apagão da decência, da capacidade administrativa, do caráter e do trabalhador. A cifra de 75% só havia presenciado antes do Plano Real e me parecia que nunca mais a veria. O que este desgoverno está fazendo com o País? Socorro!

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com

São Paulo

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FALTA DE SERIEDADE

Enquanto o governo exige sacrifícios do povo, aumentando impostos, ameaça suspender a desoneração de empresas e tira dos trabalhadores direitos trabalhistas e previdenciários, resiste em cortar na própria carne os seus gastos astronômicos. Para ter autoridade de exigir sacrifícios, essa administração deve fazer a sua parte, diminuindo os 39 ministérios, como o Ministério da Pesca, sem nenhuma expressividade, todos eles com excesso de funcionários, apadrinhados políticos, sem falar nos carros de luxo desses ministérios, cartões corporativos e outras despesas monumentais, que consomem bilhões de reais por ano. Até quando os contribuintes vão ter de suportar essa falta de seriedade?

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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GASTOS NO EXTERIOR

Gastos de brasileiros no exterior reduziram mais de 20% em relação a maio de 2014, e a tendência para junho é de redução, apesar do período das férias. Será reflexo da prisão de José Maria Marin e do retorno repentino de Marco Polo Del Nero da Suíça?

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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POLÊMICA SOBRE O UBER

Muito se fala sobre a proibição do aplicativo Uber em diversos países, inclusive no Brasil, e o assunto tem ganhado relevância em virtude da recente votação a favor de sua proibição em primeira votação da Câmara de Vereadores de São Paulo. Ocorre que, apesar dos diversos argumentos lançados a favor e contra o aplicativo, é necessário verificar os fundamentos de um e de outro. A princípio, de acordo com a leitura das notícias envolvendo a polêmica do aplicativo, não há coerência nos argumentos expostos pela empresa para defender o seu serviço. Em cada jurisdição e em cada momento, os argumentos mudam, o que gera certa fragilidade nos argumentos. Num primeiro momento, a defesa da empresa se deu no sentido de que a empresa prestava um serviço de transporte colaborativo. Isso partiria de um conceito que foi tachado no exterior de "sharing economy" (economia colaborativa), uma tendência da economia possibilitada pelo avanço atual da tecnologia móvel. Num segundo momento, a defesa do serviço passou a se pautar na descaracterização de "transporte público" (uma vez que esse tipo de transporte necessitaria de permissão do poder público), para assumir a faceta de um "transporte privado" - não mais um transporte colaborativo, como defendido outrora. A lógica se pautaria no fato de que, uma vez que o usuário do serviço necessita ter um cadastro no aplicativo, este serviço não seria mais público - passaria a ser privado. Por fim, diante da fraqueza desses argumentos perante uma legislação que não permite esse tipo de atividade sem a devida autorização/permissão do poder público, o apelo passou a ser o da "liberdade de escolha do usuário". Pautado nisso, inclusive, o aplicativo tem motivado sua base de usuários a manifestar sua insatisfação com as ameaças de bloqueio do serviço sob a alegação de ilegalidade/irregularidade. De outro lado, a legislação brasileira, bem como a de outros países (na França e na Espanha, por exemplo, os serviços prestados pelo Uber foram questionados sob a ótica jurídica), demanda que o transporte público individual remunerado de passageiros seja realizado apenas por taxistas, cf. o art. 2º da Lei nº 12.468/11. Ao mesmo tempo, a Resolução 4287/14 da ANTT indica que é considerado "serviço clandestino o transporte remunerado de pessoas, realizado por pessoa física ou jurídica, sem autorização ou permissão do Poder Público competente". Diante disso, não se pode negar que a oscilação da argumentação tecida pela empresa acaba por fragilizar qualquer hipótese de esquiva da aplicação da legislação em vigor. Fato é que, de um ponto de vista estritamente legal, não restam dúvidas de que hoje esta legislação não está sendo cumprida pela empresa. Alguns propugnam pela diferenciação dos serviços prestados pelo Uber e por taxistas em virtude de luxos oferecidos pela empresa. No entanto, ao mesmo tempo, existe o serviço de táxi de luxo, que se diferencia do táxi comum, conforme pode ser verificado na Lei nº 7329/69 do município de São Paulo - o que torna este tipo de argumento frágil. Ora, estamos diante de um caso de isonomia de tratamento, princípio de nossa Constituição. Não pode uma empresa operar um serviço que essencialmente assemelha-se ao serviço de táxi, sem incorrer nos mesmos ônus que o táxi suporta, apenas por oferecer serviços de luxo. Atualmente, um taxista sofre fiscalização em seu veículo, é obrigado a pagar para obter um alvará, submete documentos ao Poder Público, possui um controle de cobrança de tarifas, dentre outros ônus que impõe um custo alto à atividade do taxista. O motorista do Uber não arca com esses ônus, o que tem gerado o embate entre as categorias.

Erik Fontenele Nybø norru@hotmail.com

São Paulo

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POR QUE TEMER A INOVAÇÃO?

Há 40 anos, criei aqui, em Brasília, pioneiro no Brasil, o Sistema de Rádio Táxi, e a exemplo do Uber tive de enfrentar todo tipo de desmandos e agressões por parte do Sindicato dos Motoristas e do próprio governo. Há mais de 30 anos não são concedidas novas concessões de táxi, causando enorme defasagem de 788 habitantes por táxi. O Sindicato dos Taxistas (Mariazinha) e um tal de Manoelzinho, do TCDF, vêm segurando nestes anos todos a abertura de novas concessões, porque não teriam para quem alugar dezenas de táxis que dizem possuir, por meio de procurações (ilegais).

Aurélio Paiva aureliobpaiva@gmail.com

Brasília

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JILMAR TATTO

O pior dos secretários do pior prefeito que São Paulo já teve resolve reduzir a velocidade nas Marginais Tietê e Pinheiros em 10 km. O pretexto é diminuir acidentes. Os bêbados que circulam de madrugada, causando gravíssimos acidentes, vão continuar fazendo a mesma coisa. Nem aí para a lei. Os motoristas normais terão sua velocidade reduzida, com nova safra de radares para flagrar os distraídos com pesadas multas e muitos pontos na carteira. A única finalidade da medida é faturar. A famosa "indústria". Nunca passou pela cabeça do "jênio" sincronizar semáforos, planejar ciclofaixas, racionalizar as linhas de ônibus. Pergunto: que fazem os srs. vereadores com polpudos salários, mordomias e um monte de "aspones" em seus gabinetes?

Fernando de Mattos Barretto fmbar@terra.com.br

São Paulo

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PREPOTÊNCIA

Mais uma trapalhada de um prefeito incompetente, que não conhece a nossa cidade nem estava preparado para administrá-la. Com a alegação ridícula de que precisa reduzir os atropelamentos - como se houvesse muitos pedestres nas Marginais -, o nosso prefeitinho vai determinar a redução da velocidade máxima nas Marginas Tietê e Pinheiros e, além disso, diz que regulará os radares para multar assim que a sinalização estiver instalada. Ora bolas, esses radares são aferidos e com prazo de validade para a aferição, assim que se mexer em suas regulagens, necessário será que sejam novamente aferidos. Será que a prepotência do sr. prefeito e de seu secretário de Transportes impediu que percebessem isso? Ou eles acham que podem fazer o que quiserem e a população que se lixe? E ainda falta um ano e meio para tirarmos esta raça daí, para tentarmos na próxima administração pelo menos tornar a indústria da multa menos operosa.

José Renato Nascimento jrnasc@gmail.com

São Paulo

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DEVAGAR, QUASE PARANDO

Para proteger um comércio ilegal, o prefeito determinou a redução de velocidade nas Marginais. Assim, teremos mais vendedores entre os carros e assaltos também.

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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AVENIDA PAULISTA AOS DOMINGOS

Mais uma vez e diariamente o "Estadão" publica uma foto do alcaide Haddad anunciando algum ou próximo malfeito de sua "política de superfície". Agora se anuncia a intenção de bloquear a Avenida Paulista aos domingos. Não acreditando que alguém financie tanto "malfeito" sem que haja um retorno financeiro para o partido, pesquisei. Formei uma tese de mestrado. Continuei lendo. "Agora o prefeito avalia ampliar para outros 13 bairros. Li também que no horário de pico 963 ciclistas circularam pela ciclovia. Calculando que 40% veio de Osasco, a um custo de R$ 50, o gasto para o partido foi de... Deixa para lá. O número 13 não saía de minha cabeça. Metáfora hermética. Encontrei uma possível resposta. Mais uma vez, "urnas eletrônicas 100% fraudáveis".

Flávio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

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FEIRA LIVRE

O fechamento da Avenida aos domingos é como a feira livre. Ótimo, mas na rua dos outros.

Cláudio Ruggiero ruggiero@uol.com.br

Barueri

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CONVIVÊNCIA MÚLTIPLA

Só haveria sentido (se é que haveria!) em fechar a Avenida Paulista aos domingos para veículos se não houvesse a ciclovia recém-inaugurada. A mais famosa via da cidade, um de seus maiores símbolos, é larga o suficiente para a harmoniosa e pacífica convivência múltipla: a calçada é para os pedestres, a ciclovia, para as bicicletas, e o asfalto, para os veículos. Simples assim, pois não?

J.S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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BENEFÍCIO E EMPECILHO

A inauguração da ciclovia na Avenida Paulista não impactou o trânsito no domingo 28/6, foi o que afirmou a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Segundo a Prefeitura, não ocorreram congestionamentos, era domingo e o paulistano não quis enfrentar mais um dia preso no trânsito caótico da grande cidade. Felizmente, ainda não há data marcada para novo teste. Já na terça-feira seguinte à inauguração da ciclovia circularam ali apenas 349 bicicletas pela manhã e 614 à tarde (total de 963) - antes da ciclovia circulavam na Paulista 85 bicicletas pela manhã e 169 à tarde (total de 254). Como se pode observar, o investimento de pouco mais de R$ 12 milhões beneficiará poucos, mas atrapalhará inúmeros paulistanos. Quem será que está ganhando com tantas ciclovias inúteis?  

 

Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

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CICLOVIA DE OURO, CIDADE SEM MÉDICOS

A ciclovia da Avenida Paulista a um custo de R$ 12,2 milhões precisa ser investigada. Nada melhor do que uma auditoria para entender uma obra tão cara assim numa cidade afundada em problemas como falta de creches e postos de saúde sem remédios - e hospitais com gente dormindo em chão duro à espera de médicos. Sobre o assunto, eu gostaria de saber o que os promotores de Justiça conversam entre eles...

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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LIVRES DE MULTAS E FISCALIZAÇÃO

Ciclovias espalhadas por São Paulo, muitas delas com buracos, sem sinalizações, etc. e também sem ciclistas. Se os motoristas cometem uma infração, parando inadvertidamente sobre alguma delas, recebem multas que considero merecidas. E os ciclistas que não respeitam os seus próprios limites, atravessando na frente dos veículos, costurando no trânsito, andando nas calçadas, batendo e xingando pedestres quando estão atravessando nas faixas próprias, como ficam? O nosso prefeito faz marketing a respeito das suas "ciclofaixas" e não se manifesta sobre multas que igualmente deveriam ser aplicadas aos ciclistas infratores que se acham donos das vias sem o menor respeito. Não são fiscalizados e muito menos multados.

João Quartim Barbosa jquartim@uol.com.br

São Paulo

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PEDALADAS

Justiça obriga a Prefeitura a dizer o valor das ciclovias, o que nem precisaria a Justiça pedir, afinal, existe o princípio da publicidade na administração. Mas veremos se vai haver pedaladas também nestes gastos.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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FALTA DO QUE FAZER

Se essa lei aprovada e sancionada pelo prefeito Fernando Haddad sobre o foie gras fosse realmente para salvar os coitadinhos dos patinhos, cuja alimentação é colocada na marra goela abaixo, também não poderíamos comer os pobres dos franguinhos, que vivem confinados com luz acesa dia e noite, obrigados a comer sem parar para que cresçam o mais rápido possível, para nos alimentar. E as plantinhas, regadas com defensivos agrícolas para que cresçam rápido, mesmo que o chão fique contaminado? E as vaquinhas, confinadas em cubículos para que nos dê uma carne mais tenra e apetitosa? Falta do que fazer, seu nome é Haddad, com a complacência da Câmara dos Vereadores.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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FOIE GRAS

Acho muito louvável o senhor prefeito se preocupar com o sofrimento dos gansos. Mas não seria um "pouquinho" mais importante se preocupar com a população que sofre, e sofre muito, para conseguir atendimento médico, marcar consultas e exames? Sofre com o transporte público de péssima qualidade. Sofre com a insegurança que aumenta dia a dia. Sofre com ruas esburacadas e mal conservadas. Isso é só um começo... Aliás, tenho certeza de que a grande maioria da população nunca ouviu falar em foie gras. Mas os problemas citados, está cansada de vivenciar!

Fany Hamaoui fanysh@gmail.com

São Paulo

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EXCESSO DE FIOS ELÉTRICOS NAS RUAS

Toda vez que passamos pelas Avenidas Alphaville e Araguaia, ficamos inconformados com a quantidade enorme de fios despencando dos postes colocados, recentemente, quase todos tortos. Se na região há somente a telefonia Vivo - que tem fibra ótica -, a Net e a TV "A", por que tantos fios? Deve haver ali fios antigos e obsoletos. Quando venta e chove, quem tem coragem de passar embaixo deles? Esses fios deveriam estar todos devidamente enterrados, até para cumprir lei existente.

Regina M. Ferrari ferrari@tavola.com.br

Santana de Parnaíba

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QUEM ESTÁ ERRADO?

Viajei ida e volta para Brasília (dias 29 e 30 de junho) e levei meu "kit" de barbear, que inclui um spray de espuma de barbear. Consultei antes o site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) acerca do que pode ser levado como bagagem de mão em voos domésticos. Nenhum problema, e fui e voltei sem problemas. No dia 1.º de julho, fui para Manaus e, no Aeroporto de Guarulhos, foi confiscada minha espuma de barbear (a mesma). Alegação: tem 310 ml, e só pode até 300 ml. Aleguei que tinha ido a Brasília e voltado com o mesmo tubo. Disseram que tem regra e pronto. Liguei para o 0800 da Anac e quem atendeu disse que ia verificar. Aguardei e a linha caiu. Na terceira tentativa, a moça me informou que iria verificar. Desisti. Encontrei a Anac via ramal interno no Aeroporto de Guarulhos. A moça também foi verificar e, desta vez, achou. Disse para eu "falar com a moça" (eu mesmo) que tem a Ribac (?) 175 da Anac, que diz que é até 500 ml. Fui novamente ao controle de bagagem. Falei com a supervisora (Paula, empresa Orbital). Ela mostrou-me a portaria 207, que limita o conteúdo a 300 ml, "exceto de uso pessoal". Minha espuma de barbear não é enquadrada! Uso este espaço porque tenho experiência nas respostas pasteurizadas da Anac e talvez respeitem mais o jornal. Não quero estar certo, mas, em se tratando de um item de segurança, seria interessante saber quem está errado.

Carlos Roberto Nolasco Ferreira financas@ugt.org.br

São Paulo

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