Fórum dos leitores

LULOPETISMO

O Estado de S. Paulo

08 Julho 2015 | 03h00

‘Eu não vou cair’

Em sua última entrevista à imprensa, a presidente Dilma Rousseff, destilando uma certa histeria, bradou: “Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso aí é moleza, é luta política!”. Mais adiante, disse estar lutando incansavelmente para superar um momento difícil na vida do País. Só se esqueceu de dizer que não há “moleza” para os trabalhadores que perderam seus empregos por causa da crise e sofrem também com a inflação, que reapareceu. Quanto a envidar todos os esforços para superar a difícil situação, outra atitude não se poderia esperar. Seria, no entanto, honesto acrescentar que ela e seu governo são responsáveis diretos pela difícil conjuntura, decorrente do represamento artificial de preços e tarifas, da ocultação da verdadeira situação da economia e da falta de critério no uso dos recursos da máquina oficial.

Tudo isso para garantir a reeleição e manter o poder a qualquer custo, resultando na ruína das contas públicas, o que a obrigou, antes mesmo de assumir o novo mandato, a enviar ao subserviente Congresso, às pressas, uma lei, rapidamente aprovada, que acomodasse e descriminalizasse seus gastos desordenados. Quanto a não cair, eis algo de difícil previsão.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@Hotmail.com 

Rio de Janeiro

No auge da pressão pelo impeachment, Collor declarou que tinha “aquilo roxo”. Caiu. Agora são “unhas e dentes”. Cairá?

CARLOS ALBERTO ROXO

roxo_7@terra.com.br

São Paulo

Dilma sentiu o golpe! Mas como aquele lutador fanfarrão que, mesmo duramente atingido, zomba do adversário, querendo transmitir a impressão de que ninguém o derruba, Dilma declara: “Eu não vou cair, isso aí é moleza”. O último a acreditar numa força inexistente foi Collor. E deu no que deu. Só falta Dilma convocar o povo para sair às ruas de vermelho contra esse pretenso golpe da oposição, confirmando que ela tem apoio dos brasileiros para ficar no cargo.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

Palavra de presidente

Se dona Dilma for fiel à afirmativa de que defenderá seu mandato “com unhas e dentes” como foi na defesa dos direitos dos trabalhadores “nem que a vaca tussa”, podemos preparar as bandeiras e sair às ruas.

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

Unhas e dentes

Primeiro, a presidente declarou poder “fazer o diabo quando é a hora da eleição” (leia-se: pedaladas fiscais). Eleita, perdeu totalmente o controle, como mostram as críticas constantes de seu mentor, o Lula. Agora defenderá seu mandato com unhas e dentes. Pena toda essa garra não estar a serviço do Brasil, a fim de encontrar saída para a terrível situação econômica e eliminar as raízes da corrupção descoberta, diariamente, na Lava Jato!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Tudo o que nossa cara presidente tem para defender seu mandato são garras e dentes! Nada de realizações, nada de metas e objetivos estabelecidos, realizados e a realizar. E a “pátria educadora”? Aparentemente não serviu para nada. A não ser como propaganda de um governo falido e para confundir a cabeça da garotada, que até agora não entendeu por que uma pessoa que se diz culta, educada e educadora insiste em se intitular presidenta.

FLAVIO BASSI

flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

Dilma defenderá o mandato com unhas e dentes e vai fazer o diabo, como já o fez na campanha eleitoral. Fiquemos atentos para mais falcatruas que virão.

OTTFRIED KELBERT

okelbert@outlook.com

Capão Bonito 

Renúncia

A presidente diz que defenderá com unhas e dentes o seu mandato conquistado com mentiras e, provavelmente, com verbas de campanha eleitoral provenientes da corrupção, além das ilegalidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União referentes ao período anterior. Será que ela não enxerga o mal que causou ao País com sua prepotência, arrogância e incapacidade? Tenha ao menos um gesto de grandeza: pegue a sua bolsa e renuncie. O Brasil merece.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Punições 

Já se fala escancaradamente no afastamento da presidente Dilma, tantos são os motivos que não caberiam neste espaço. Mas até agora ninguém falou em punição alguma para o partido político que levou o País para o buraco. A presidente Dilma apenas cumpre ordens, fez o que lhe mandaram fazer. Corremos o risco de afastar a presidente por sua absoluta falta de carisma e assistir ao retorno triunfal dos verdadeiros culpados, que se apresentarão como salvadores da Pátria. 

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

A favor do Brasil

Em discurso na convenção nacional do PSDB, domingo, o governador Geraldo Alckmin disse com todas as letras que o governo do PT chegou ao fundo do poço e que o PSDB tem de trabalhar para evitar que a conta caia sobre os mais pobres. E por isso os tucanos defendem uma oposição a favor do Brasil, respaldada pela Constituição cidadã. A esse exercício, absolutamente democrático, a presidente Dilma Rousseff chamou de “golpismo”. Em outras palavras: para o lulopetismo, a maioria da população é golpista porque rejeita o imobilismo, a incompetência e a ineficácia do governo do PT.

FRANCISCO ALVES DA SILVA

profealves@gmail.com

São Paulo

Golpismo

Quem deu vários golpes no Brasil foi Dilma. A lei, o orçamento federal, a economia, a verdade, a ética e a moralidade pública foram duramente golpeados por essa senhora aferrada ao poder com unhas e dentes e fazendo o diabo para não perdê-lo.

CLODER RIVAS MARTOS

closir@ig.com.br

São Paulo

Segurem a Dilma

Não vá ela querer ajudar a Grécia como tem feito com Cuba, Venezuela, Bolívia e ditaduras africanas – com o dinheiro dos nossos impostos! – para posar de estadista.

MARIA JOSÉ DE A. JUNQUEIRA

delued@hotmail.com

São José do Rio Pardo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A ISCA DO IMPEACHMENT

A presidente Dilma Rousseff, preocupada, classificou de “golpistas” seus opositores que voltam a articular um possível impedimento de seu mandato. Neste caso, Dilma realmente mordeu a isca deste movimento, que é reflexo da indignação do povo, que desaprova de forma recorde a sua precária gestão. Mas, soberba e longe da realidade da gravidade da situação econômica e da corrupção que atinge seu governo, afirma que “não vai cair” e diz que vai defender com “unhas e dentes” seu mandato. É verdade: Dilma, até aqui, só tem lutado para defender o seu mandato. Infelizmente, o povo espera há quase cinco anos que, com as mesmas unhas e dentes, a presidente defenda o Brasil. Mas ela abusou dos gastos improdutivos e não combateu a inflação, que se prevê neste ano acima dos 9% – além das mentiras da última campanha eleitoral. E a prova dessa mediocridade está no doloroso e inevitável ajuste fiscal em curso, acompanhado de alto desemprego, quebradeira de empresas e inadimplência recorde dos consumidores. O que esperar de uma presidente que, entre outras coisas, homenageia a “mandioca” e a “mulher sapiens”?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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GOVERNO DILMA

A presidente Dilma Rousseff disse que defenderá seu governo com “unhas e dentes”. É o que restou,  pois deveria defender com honra e dignidade.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com  

São Paulo

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REFORÇO E MÉTODO

Na defesa do cargo, além de “unhas e dentes”, seria mais que conveniente incluir “pedaladas” e, claro, “fazendo o diabo”...

A.Fernandes standyball@hotmail.com  

São Paulo

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A DEFESA DO MANDATO

  

 “Unhas e dentes” diabólicos?

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com  

São Paulo

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AS UNHAS DA PRESIDENTE

E dona Dilma afirma, com todas as letras, que defenderá seu mandato “com unhas e dentes”. Teria ela pensado em fazê-lo literalmente?

Geraldo Alaecio Galo ggalo10@terra.com.br  

Guarulhos

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‘NÃO APRESSE O RIO’

Tudo indica que Dilma deve continuar no poder até se dissolver. Se for impedida, quem entrar em seu lugar terá de tomar medidas muito duras para ajustar a economia, e isso seria sopa no mel para Lula voltar em 2018. Então, quem pariu Mateus que o embale, saudando mandiocas e outros quetais até o fim de seu mandato. Com Lula tendo de sustentar seu poste, seu prazo de validade vencerá rapidamente. Se não, voltará com tudo. Seria isso bom para o Brasil? Há um ditado que diz: “Não apresse o rio, ele corre sozinho”. 

 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br 

São Paulo

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QUEDA

Dilma afirma que não vai cair. Será que conseguiu explicar as “13” irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ou será por causa da mandioca? Ou será por causa da mulher sapiens ou até, quem sabe, pela bola nas costas?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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NEGANDO AS PEDALADAS

Dilma alegar que não “pedalou”, só fez o que governos anteriores (FHC, como sempre) também faziam? Não há ditado que melhor se encaixe aqui do que o que diz “um erro não justifica outro”.

 

Maria do C. Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com  

Bauru

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RENÚNCIA OU IMPEACHMENT

As únicas maneiras de garantir a estabilidade ameaçada das instituições republicanas, pela incompetência do governo Dilma, seriam a renúncia ou o impeachment. Se as contas do governo de 2014 forem rejeitadas pelo TCU por causa das pedaladas fiscais, que atentam contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, e as suspeitas sobre a arrecadação de recursos da campanha, desviados da Petrobrás, para reeleger a presidente Dilma forem comprovadas, isso dará margem para a cassação do mandato. Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto afirmou, ao contrário do ministro José Eduardo Cardozo, que não vê nisso “golpismo”: desde que todas as instituições atuem “nos limites, nos marcos da Constituição, não há que se falar em golpe”.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 

São Paulo

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ESTAMOS FARTOS

O impeachment da presidente Dilma está se desenhando de forma cada vez mais clara e rápida. Não há saída para o Brasil se o governo que aí está não for afastado, porque ele perdeu a credibilidade e a confiança não só do povo, como também dos empresários e investidores nacionais e estrangeiros. Ninguém confia em governo corrupto e incompetente. A resistência da presidente e de seus aliados mostra que, além de incompetentes, eles são também inescrupulosos, ignorando o bem que fariam ao País caso se afastassem. O Brasil precisa, mais do que nunca, de um Parlamento soberano e patriota, que ame seu país mais do que seu partido ou suas conveniências. Não há remendos numa nação esfacelada. É preciso passar o Brasil a limpo, de maneira radical, começando do zero e exterminando corruptos e corruptores. Chega de blindagem, custe o que custar e doa a quem doer. Estamos fartos de tanta bandalheira.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com 

São Paulo

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CHEGA DE INCERTEZAS

O Brasil e os brasileiros não aguentam mais tanta incerteza! Atingimos o limite. E o mais grave é que a economia está ruindo a cada dia que passa. Com a inflação crescendo, a população sofre com a perda galopante de seu poder de compra. Há quatro anos e meio o País convive com um governo que paralisou o seu desenvolvimento econômico, por total omissão, o que determinou a anarquia administrativa e financeira. O governo do PT comanda a desordem, a mentira e cria o clima de intranquilidade e de insegurança que tomou conta do Brasil. Isso traduz um crime de alta traição contra a democracia e contra a República, que, por imperativo constitucional, o Poder Executivo tem de preservar. Os governos petistas institucionalizaram a corrupção em todos os setores da administração. A população não é obrigada a conviver com esse caos generalizado, promovido deliberadamente com a desordem social institucionalizada estimulando uma guerra fratricida, que incentiva a divisão do País. O governo é o maior responsável por esta lamentável situação vivida pelo povo brasileiro. E tudo por ambição de um partido que tem como único objetivo perpetuar-se no poder – pois sabemos que não tem nenhum programa nem nenhuma ideologia, a não ser permanecer no governo a qualquer preço, nem que para isso tenha de “fazer o diabo”. A Nação sabe, por experiência própria e demasiado dolorosa, o que significa de ruim uma ditadura no Brasil, seja ela de direita ou de esquerda. A maioria dos brasileiros deseja com vigor preservar, em toda a plenitude, a Constituição e as liberdades democráticas tão duramente conquistadas. O Partido dos Trabalhadores (PT), por sua inércia e vínculos mais que íntimos com a corrupção e a roubalheira generalizada, não pode permanecer na Presidência da República. Foi o PT quem iniciou desde que assumiu o governo, uma crise política, econômica e social, que agora se mostra presente no caos financeiro, com a inflação desordenada e o consequente aumento do custo de vida, em proporções exageradas, que penaliza, principalmente, os mais carentes. Qualquer ditadura significa o esmagamento, pela bota totalitária, de todas as liberdades, como aconteceu no passado e como ocorreu em todas as nações que tiveram a infelicidade de vê-la triunfante. Nós defendemos de modo pleno a manutenção das instituições democráticas e os preceitos constitucionais. A presidente, por ter dado, ultimamente, robustas demonstrações de que não tem as mínimas condições de se manter à frente do governo, deve entregar o cargo ao seu sucessor. Em nosso país, a liberdade e a democracia se mostram vulneráveis. Os brasileiros saberão defendê-las. Os segmentos democráticos anseiam por isso. O Brasil deixou, há muito, de ser um país de escravos. Contra a corrupção, contra a roubalheira, contra a perspectiva de aparelhamento dos Poderes Judiciário e Legislativo, criada pelo próprio governo do PT, desfraldaremos a bandeira da democracia.    

José Carlos Werneck werneckjosecarlos@gmail.com 

Brasília

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NÃO É GOLPE

As palavras da presidente Dilma com relação ao impeachment ou não nos remeteram àquela velha marchinha: “Daqui não saio, daqui ninguém me tira. Daqui não saio, daqui ninguém me tira”! Ninguém avisou para a presidente que estamos numa democracia, cuja Constituição foi muito bem formulada contra golpes? Se a “presidenta gerenta incompetenta” cair, será pela lei! Esta lenga-lenga de “golpismo”, de “não vou cair nem a pau”, não cabe em país democrático. Aliás, golpe ela deu na propaganda política de 2014 para se eleger. O impeachment, se vier, será pela lei.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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ISOLAMENTO

O destempero da presidente Dilma na entrevista à “Folha” é evidência clara do seu isolamento perante a sociedade, os partidos aliados e o Congresso, e ela sabe disso. Não haverá como escapar do TCU ou da Operação Lava Jato, e esta insistência descabida em não arredar pé da sua posição prejudica o País e suas instituições. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com 

São Paulo

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SÍNDROME DE WOLVERINE

 

A “gerenta sapiens” alertou que se defenderá da tentativa de “golpe” com as garras afiadas e a mandioca entre os dentes, conclamando a cupinchada para a luta. Alguns movimentos (os de sempre, como o MST) e certos juristas “manjados” lançarão um manifesto contra “procedimentos ilegais e pretextos artificiais para a interrupção da legalidade democrática”, com o objetivo de defender o “status quo”. Assim procedendo, por via oblíqua estão defendendo a corrupção, a propina, o superfaturamento das obras públicas, as pedaladas, o aparelhamento do Estado, a farra com o dinheiro público, o enriquecimento patrimonial ilícito, o caixa 2, o desemprego, o calote, a deterioração das empresas privadas, a degradação do ensino, da saúde e da segurança pública e o alinhamento com ditadores (Maduro, Evo, Correa), consagrando o “nóis contra eles” preconizado por Lula, o criador da criatura. Vade retro!

 

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br 

Jundiaí

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A SORTE DE DILMA

“Eu não vou cair, eu não vou, eu não vou!” Parecia coisa de criança birrenta. Só faltou fazer beicinho, cruzar os braços e bater com o pezinho no chão. Uma das características dos petistas é que, quando são oposição, eles podem contestar, reclamar, fazer “o diabo”, já que estariam apenas exercendo “o direito democrático da livre expressão”. Porém, quando são eles o alvo da oposição, aí é “golpismo” e o opositor, aquele que ousa pensar e ser diferente deles, passa a ser um inimigo a ser destruído. Já ouvi de alguns petistas que a oposição está desesperada. Na verdade, esse desespero ultrapassa a oposição. Há desespero na população e até entre petistas, a começar pelo próprio Lula. Só a presidente é que aparentemente não percebe o tamanho da crise em que nos meteu. Parece uma Alice no país das Maravilhas, uma Maria Antonieta perplexa dizendo “se não tem pão, que comam brioches”. Não sei se ela foi uma boa “estudanta” nos tempos de escola, mas uma boa “gerenta” ela certamente não está sendo. Com quem quer que se converse nas ruas, nos bares, nas comunidades, nas escolas, nas praias, nos estádios de futebol, até mesmo nos sindicatos – berço do petismo –, em quase todo lugar fora dos diretórios do PT e de algumas universidades, o que se ouve é o mesmo: “A coisa não está boa!” Michel Temer, vice-presidente da República, já disse isso. O próprio Lula, quem diria, numa atitude que lembra mais oposição do que governo, afirmou que o PT, Dilma e ele mesmo haviam chegado ao volume morto e que o PT perdeu a ideologia, não faz mais nada de graça e só pensa em cargos e em se perpetuar no poder. E, com o PT já há 13 anos no comando do País, não há mais como continuar a culpar governos anteriores (ainda que alguns petistas, todavia, insistam em fazê-lo). Oposição, como o nome já diz, é para se opor mesmo. É para isso que ela existe! Não há regime democrático sem uma oposição atuante. Diga-se de passagem, a oposição ao PT não chega nem aos pés da oposição que o PT fazia até Lula assumir a Presidência da República e ainda faz onde o PT não for governo ou se sinta ameaçado (lembram-se da guerra contra Marina Silva nas ultimas eleições?). Oposições são bem-vindas numa democracia. O Brasil deve muito ao trabalho que o PT realizava quando era oposição (apesar de os petistas terem votado contra o Plano Real e a política de FHC, que depois mantiveram quase sem retoques, colocando inclusive – pasmem – um banqueiro para conduzir a Economia). Quem não gosta de oposição são as ditaduras, que não permitem que ninguém pense ou aja de forma diferente da que nos querem impor. Digo e repito, a sorte de Dilma é ser petista. Se não fosse, o PT (que sempre foi muito melhor na oposição do que a oposição que aí está) já a teria arrancado do poder, desde o seu primeiro mandato.

João Manuel Carvalho Maio clinicamaio@terra.com.br 

São José dos Campos 

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‘RECALL’ PRESIDENCIAL

O argumento de terceiro turno usado pelos petistas para contestar o pedido de impeachment de dona Dilma deixa de existir com a reprovação de seu governo registrada na última pesquisa de opinião: verdadeiro “recall”. Eleita por pequena diferença de votos obtida pela reviravolta de última hora na apuração dos pouco confiáveis votos eletrônicos, teria necessidade de um suporte consistente para poder governar. Mas, com as mentiras que utilizou para se reeleger, desmascaradas por inúmeros fatos, dos quais a elevação de 75% nas contas de energia elétrica é a mais emblemática, já não teria como se manter no poder. Acresce que sua sustentação se deteriora dia a dia, quer por indigência cultural expressa pelo seu “dilmês”, quer pelos “valiosos” auxílios de seu padrinho político. Para piorar, a Lava Jato continua a revelar “malfeitos” que a envolvem. Logo, como não tem o conhecido “simancol” para sair “à francesa”, só resta o impeachment para tentar salvar o País.

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br 

São Paulo

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ALHOS E BUGALHOS

 

A presidente Dilma parece tratar analogamente duas situações díspares: sua resistência às nefandas torturas no regime militar e no cargo de presidente da República. Àquela predominava a virtude à resistência física até a morte, para não entregar companheiros. No máximo cargo da Nação, minado o apoio político do povo, escancarada sua demagogia e um Congresso antípoda e ávido para alterar a governança do País, resistência física é irrelevante, em face da incidência de normas jurídico-constitucionais que levem a seu afastamento.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 

São Paulo

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VIAGEM PRESIDENCIAL

Por acaso o Airbus A319CJ (FAB VC1A) presidencial, que está levando a presidenta Dilma Rousseff à Rússia, sobrevoará a Ucrânia? 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 

Monte Santo de Minas (MG)

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R$ 1 TRILHÃO ARRECADADO EM 2015

Com o dinheiro arrecadado em impostos no primeiro semestre de 2015, seria possível construir 72,45 bilhões de salas de aula equipadas, ou pagar 1,38 trilhão de salários mínimos, ou construir 869 mil km de rodovias asfaltadas, ou fornecer 7,1 trilhões de Bolsas Família, ou construir 20,8 milhões de postos policiais; ou 28,5 milhões de casas populares; ou construir 10,8 milhões de km de redes de esgoto; ou, ainda, construir 3,4 milhões de postos de saúde. Os contribuintes brasileiros depositaram R$ 1 trilhão nos cofres públicos, em apenas 180 dias. É difícil crer que esse dinheiro está sendo bem aplicado, diante de tanto desemprego, tanta violência, tantas obras paradas, inflação disparada e dívidas bilionárias das estatais.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Rio de Janeiro

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FRUTOS DO POPULISMO

O populismo costuma gerar flores e frutos, sendo os últimos nada açucarados. Descaso com reformas inadiáveis, criatividade nas contas públicas, distribuição de cargos para garantir a “coalizão”, promiscuidade entre o setor público e o privado. Todos os fatores citados, quando bem semeados, geram a euforia característica da primeira fase deste tipo de governo – são as flores. Passado certo tempo, a economia reage à irresponsabilidade, aí a enganação acaba: a taxa de juros (13,75%) sobe para aumentar a arrecadação e controlar a inflação (estudos indicam 9%), tudo desacelera, o PIB cai (-1,5%) e a falta de credibilidade torna-se quase irreversível – são os frutos. Agora não me venha o velhaco Brahma da Silva se afastar de sua criatura, a “mulher sapiens”. Sabemos muito bem quais as origens deste projeto criminoso de poder. Conta outra, Lula!

                                                                                                                                                                                             Elias Menezes elias.natal@hotmail.com 

Nepomuceno (MG)

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IMPRATICÁVEL

O presidente do PT e a base aliada atacaram a política de juros altos do Banco Central. Para o presidente do PT, Rui Falcão, a taxa de 13,75% ao ano é impraticável. Impraticável, sr. Rui Falcão, é a taxa de juros dos cartões de crédito, do cheque especial, etc. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

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REVISANDO O PIB

Se incluirmos o que o PT roubou no Petrolão no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), não teríamos um superávit primário? Se dona Dilma não tem nada que ver com isso, como declara, essa é uma boa saída para a crise. 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 

São Paulo 

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CRISE INSTITUCIONAL

O povo não sabe o que é uma crise institucional... Porém, sabe o que é uma crise financeira, quando vê seu poder de compra despencar. Entendemos perfeitamente quando se diz que não é ideal para uma nação que o governo deixe o poder, quando você faz parte deste poder. Nós, porém, simples eleitores e pagadores de impostos, sem poder de qualquer espécie, não podemos engolir isso. Especialmente quando vemos que a cada dia somos presenteados com mais casos de corrupção e de inexplicáveis aumentos salariais a políticos. Estes, na verdade, só pensam neles mesmos e se esquecem de que foram eleitos para serem nossos representantes. Vendo uma oposição sonolenta, nós, povo, temos de estar despertos, já vivemos de crises, sim, e não só institucional.  

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com 

São Paulo

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E O NOSSO PLEBISCITO? 

Enfrentando grave situação econômica, o premiê Alexis Tsipras chamou os gregos para dizerem sim (nai) ou não (oxi) à oferta feita pela troika (FMI, Banco Central Europeu e Comunidade Europeia). Não seria este o momento de realizar o tal plebiscito, prometido em várias ocasiões pela presidente Dilma, para introduzir mudanças importantes no Brasil? A título de colaboração, ofereço algumas perguntas: 1) os brasileiros concordam em pagar em 2015 a conta das decisões econômicas claramente erradas e das pedaladas fiscais cometidas ao arrepio da Lei de Responsabilidade Fiscal em 2014 para ganhar as eleições? 2) É possível governar um país se seu Executivo e seu Legislativo estão em pé de guerra, enquanto um presidente “paralelo” não para de desprestigiar seu presidente eleito? 3) A presidente precisaria de mais provas, além das reveladas até o momento pela Operação Lava Jato, para introduzir mudanças que suprimem a corrupção no sistema político e no setor publico? As respostas a essas e a muitas outras é Oxi, retumbante!  

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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OXI

A Grécia falida, liderada por um governo radical de extrema-esquerda, disse “oxi” (não) no plebiscito popular de domingo. Deve, não nega; pagará se e quando puder. A União Europeia aceitará ou dará um xeque-mate? Euro ou dracma, eis a questão.

J. S. Decol decoljs@globo.com 

São Paulo

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PLEBISCITO ENVIESADO 

 

Maquiavel fica permanente na história e, mais uma vez, a sua teorização é usada para a cronologia da Grécia. Neste evento da consulta popular pode estar presente uma intenção subalterna representada pela vontade autocrática do ora líder Tsipras. Ele vinha dando mostras de peitar a União Europeia e os demais atores no imbróglio em que está fincado o país. Não fica longe de uma reflexão vê-lo estimular o seu povo a rebelar-se contra a ordem de austeridade, eis que, com a dissensão e apartada a nação do bloco, ele assumiria posição messiânica e, evidentemente, com poderes absolutos, submeteria os destinos da população. Tudo muito típico dos megalômanos egocêntricos que encontram o momento oportuno e propício para realizar projetos de suas mentes utópicas.

 

Celso Tosi celso.tosi@terra.com.br 

São Paulo

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CRISES

A diferença entre a Grécia e o Brasil é que, enquanto a Grécia não pode emitir euros, o Brasil se mantém com a impressão de reais. E “la nave va”. Até quando?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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EFEITO ORLOFF

A Grécia de hoje é o Brasil de amanhã, este é o efeito Orloff causado pelos feitos do “Brahma” (ou 51?).

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br 

Ourinhos 

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PRIVILÉGIOS

O ótimo editorial “Privilégios duradouros” (4/7, A3) carece de duas observações: 1) o servidor público, quando recebe seus proventos, não está gozando de nenhum privilégio. Pois, ao contrário do empregado do setor privado, ele não tem um teto ou limite sobre o que paga como contribuição social. Pagou e paga, no caso de nosso Estado, mesmo já aposentado, 11% sobre o que ganha e mais 2% de Iamspe. Sem nenhum limite ou teto. 2) O grande baque que sofreram os fundos atuariais da Previdência foi a instituição da aposentadoria no setor rural. Que nunca contribuiu para esses fundos. Nada contra o justo socorro aos velhinhos. Só que essa despesa é legal e tipicamente própria dos fundos sociais do governo, e não da Previdência.

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br 

Ribeirão Preto

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USINAS NUCLEARES

A propósito do artigo “Energia nuclear – quem ouve as advertências?”, de Washington Novaes (3/7, A2), sobre as usinas nucleares brasileiras, cumpre informar que depois do terremoto no Japão que causou vazamento em usina nuclear, a Alemanha (que nem terremotos tem) decidiu banir as nucleares. Eram 18 usinas e, hoje, pouco mais de três anos depois, são apenas 8. Tudo substituído por energia solar (a Alemanha que nem muito sol tem...). É mais um 7 a 1 em cima do Brasil.

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com 

Vinhedo

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A INSANIDADE DAS USINAS NUCLEARES

Em seu artigo publicado no “Estadão” em 3/7, o jornalista Washington Novaes aborda mais uma vez a insana determinação do governo federal em instalar usinas atômicas no Brasil e, particularmente, em Angra dos Reis. Em dezembro de 2014, o BNDES informou que autorizara recursos de R$ 6,1 bilhões para a construção de Angra 3. Agora o empresário Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC, diz que pagou R$ 1 milhão em propinas para que o Tribunal de Contas da União (TCU) liberasse a licitação para a construção daquela usina. Ora, se comprovada essa acusação, estará caracterizado o suprassumo da bandalheira no Brasil. A decisão de construir usinas nucleares em Angra dos Reis é de uma estupidez estratosférica. O início dessa insanidade começou durante a ditadura militar e nem os desastres de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, um ano depois de Angra 1 entrar em operação, e que causou 56 mortes diretas e mais de 4 mil indiretas, em consequência das partículas radioativas no ar, causou qualquer apreensão ao governo da época. Também a tragédia da Usina de Fukushima I, no Japão, em 2011, com as consequências que todos pudemos acompanhar, não serviram de alerta às nossas autoridades. Já a Alemanha que nos vendeu as três usinas, de imediato, começou a desativar as suas, por considerá-las perigosas demais. Um estudo pormenorizado do professor Celio Bermann, da USP, em 2012, aponta uma série de erros e a irresponsabilidade criminosa das nossas autoridades em relação à segurança da população do entorno dessas usinas, que, na eventualidade de uma catástrofe, causarão um número de vítimas enorme, já que o Plano de Evacuação da Eletronorte se restringe a um raio de 3 km a 5 km das usinas, desconsiderando os 180 mil habitantes que residem num raio de 20 km das mesmas. O professor alerta, ainda, que, embora seja pouco provável, não poderia ser descartada a ocorrência de um tsunami, de um ciclone ou mesmo um terremoto naquela área. E explica as suas possibilidades. Há de se considerar, ainda, em caso de uma catástrofe, o alcance da nuvem radioativa e a probabilidade de ela atingir cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, em pouco tempo, afetando mais de 20 milhões de habitantes. Novaes ainda chama a atenção para o fato de que, mesmo após um engenheiro em segurança de usinas nucleares da própria Comissão Nacional de Energia Nuclear advertir que Angra 3 já nasce obsoleta, pois não contempla os princípios mais modernos de segurança, além de situar-se ao lado de Angra 1 e 2, demoveu-os da sandice. E cabe, por fim, lembrar também que os resíduos dessas usinas ficam depositados em seu interior, aumentando o potencial dos danos. A conclusão a que se chega é de que não existem motivos sequer razoáveis nem uma lógica aceitável para construir as usinas em Angra dos Reis, mas a delação, agora, de Ricardo Pessoa explica muita coisa ou, quiçá, quase tudo.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 

São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Em entrevista concedida a Eliane Cantanhêde e a Andreza Matais (“Estado”, 5/7, A6), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello, afirmou que a “Operação Lava Jato prossegue, doa a quem doer”. Para que o ex-presidente Lula e seus seguidores entendam, vamos traduzir o que quis dizer. Já que não podemos desenhar neste espaço, vamos escrever no linguajar deles, que provavelmente irão entender: “Comigo ou sem migo, ou cá gente, ou sem a gente”, as investigações continuam. Portanto, não adiante bater na cansativa e mesma tecla de que a imprensa os persegue ou, ainda, tentar substituir o ministro da Justiça, porque “os homens vão continuar aos seus calcanhares”. 

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí

 

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LEGAL E LEGAL

O português falado no Brasil tem certas nuances que às vezes confundem até aos brasileiros. Por exemplo, as “doações”, gentilmente oferecidas aos partidos políticos pelas empreiteiras do caso Lava Jato. Invariavelmente, os responsáveis pelos recebimentos alegam que as doações são legais. Aí é que está: existe o legal, significando “de acordo com a lei”, e o legal, usado popularmente, significando tudo quanto é bom, bonito, prazeroso, etc. Quando políticos falam em “legal”, referem-se ao sentido popular. Realmente, é muito legal receber uma grana pela qual não fizeram o menor esforço. Aliás, o caso da UTC é curioso: seu proprietário procurou ser tão esperto que acabou por ser o trouxa da vez. Embora amigo de Lula, ele não tem o conhecimento futebolístico do mesmo. Senão ele conheceria as histórias que envolvem a corrupção de juízes do “esporte das multidões”. Segundo essas histórias, os desocupados que orbitam as federações frequentemente procuram os cartolas dos clubes e dizem que tal juiz aceita suborno para influenciar o resultado de determinado jogo. Algumas vezes o time aceita pagar o suborno a esse intermediário; vence o jogo, mas nem sempre pela influência do juiz, que nem ficou sabendo do esquema (todo jogo tem lances contraditórios). Creio que algo semelhante aconteceu com a UTC. Pelo seu porte e conhecimento, poderia vencer muitas licitações sem pagar propinas. No caso de diretores corruptos se negarem a adjudicar determinado contrato, sempre caberia recurso judicial. Esta é a lição que fica: nem sempre o caminho mais curto, que é a corrupção, é o mais barato.

 

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br 

São Paulo

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SÓ COM IRONIA

Como no Brasil a lavagem de dinheiro público se tornou uma grande indústria (5/7, A1), estamos propondo a formação de sindicato para reunir e regulamentar esse importante (sic) setor de nossa (anti)economia. Pensávamos em chamá-lo de “Lava Jato”, mas esse nome já está sendo usado por pessoas mal intencionadas que insistem em denegrir nossa “nobre” profissão. Propomos, portanto, o nome “Depena o Pato”, e os “nobres” profissionais da área, de “depenapatistas”. Como primeiro presidente emérito, lançaremos  sr. Alberto Yousef e, doutor “honoris causa”, sr. Paulo Maluf, pela firmeza “perobista” em negar ter conta no exterior, apesar de banco suíço ter divulgado cartão de assinatura usado para movimentar polpuda conta com a legível assinatura do mesmo. Lutaremos pela desburocratização dos atuais complexos movimentos financeiros, propondo lei que obrigue o trabalhador/contribuinte a depositar 20% de suas receitas, em dólar ou em euro, diretamente em nossas contas numeradas em paraísos fiscais. Assim como não há transparência nos valores gastos em cartões corporativos pelo governo, lutaremos para manter total não transparência na movimentação financeira de nossos “nobres” afiliados.  Defenderemos ferrenhamente a classe das “falsas” acusações sendo divulgadas pela mídia e por setores públicos como o Ministério Público (MP) e a Polícia Federal (PF). Queremos isonomia com setores como o Jogo do Bicho, que no papel é considerado ilegal, mas que prospera em cada esquina com fezinhas feitas até por oficiais da Justiça (pois ninguém é de ferro e um joguinho não faz mal a ninguém!).  Auxiliem nossa causa e escrevam para seus representantes. Apoiem este sindicato. Vamos assumir de vez: somos patos e merecemos ser depenados!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br 

São Paulo 

    

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O PT E A INTERFERÊNCIA INDEVIDA

Lula mandou o presidente do PT, deputado Rui Falcão, chamar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT-SP), para, em resumo, explicar a atuação da Polícia Federal (PF) nas operações que está a realizar sobre propinas, inclusive na Lava Jato. O dono da Odebrecht é amigo de Lula e quer ele protegê-lo, mesmo havendo delitos a serem apurados, o que caracteriza, também, o delito de prevaricação se o ministro da Justiça interferir no excelente trabalho da PF. Aliás, o País deve muito à PF, ao Ministério Público Federal e à Justiça Federal, especialmente na pessoa do eminente magistrado Sérgio Moro, do Paraná. Pouco a pouco, a PF está chegando ao chefe das maracutaias, o bonzinho que tudo desconhece. A sua interferência também não é crime?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br 

Rio Claro

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ODEBRECHT

Nada mais esperado que, com o conhecimento do envolvimento da Odebrecht no escândalo da Petrobrás, tornando públicas as práticas das empresas de corromper agentes públicos para obter vantajosos contratos de obras, que outros países abram auditorias em contratos firmados com a empreiteira, como acabaram de fazer Peru, Equador e Panamá. Certamente, outros países farão o mesmo, pois o sábio ditado “cesteiro que faz um cesto faz um cento” tem similares em outras línguas e outras culturas.    

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 

Rio de Janeiro  

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INFERNO ASTRAL

O momento político do sr. Lula da Silva é realmente de deixar seu sistema nervoso abalado. Primeiro, porque ele já sentiu que o seu projeto de 2018 foi para o espaço. De outro lado, com as ameaças de José Dirceu, as delações do sr. Ricardo Pessoa, da UTC, e o interesse cívico do juiz Sergio Moro, as coisas caminham para o abismo. Já se ouvem boatos de que ele prepara sua ida para Cuba. E de lá não vai mais poder viajar, como gosta. O Brasil, por sua vez, nesse sentido, caminha para a era do dia.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br 

São Paulo

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‘A RESPONSABILIDADE DAS OPOSIÇÕES’

Excelente o artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (“Estadão”, 5/7, A2), que merece um comentário: ele foi um dos melhores, senão o melhor, presidente que governou o País num momento difícil e delicado. Mas, como oposição, foi bem diferente. Tivesse ele agido e orientado os oposicionistas no momento certo, quando foi descoberto o mensalão, por exemplo, certamente a situação atual seria bem diferente. Quem sabe até não teríamos o petrolão e seus bilhões surrupiados no maior esquema de corrupção da história do Brasil. Quando o então presidente disse que “de nada sabia”, embora tudo fosse eficientemente provado, FHC poderia, sim, ter chefiado uma comissão para interrupção da ladroagem. Mas, pelo que sabemos pelos jornais, ele preferiu “deixar que Lula caísse sozinho, por si mesmo”. Foi aí sua grande falha. Na realidade, a oposição só acordou depois de muitas evidências mostradas pela polícia, pela Justiça e pela imprensa. Meus respeitos a FHC como presidente, mas faltou ação que impedisse a situação que vive o Brasil atualmente. Oposição é necessária na democracia.

Plinio Zabeu pzabeu@uol.com.br

Americana

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DEPRIMENTE

As declarações de uma pessoa do nível de FHC em relação ao atual governo são deprimentes. Como ele ousa criticar apenas a presidente, se membros de seu partido são citados  nas delações premiadas  como beneficiários de doações ilegais? E tem acusado alegando que as doações foram legais. Mas as do governo atual não foram? Qual a diferença?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 

Santos

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SEM LENÇO E SEM DOCUMENTO

Perdoem-me o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-governador de São Paulo José Serra, o atual governador Geraldo Alckmin e o ex-candidato à Presidência da República Aécio Neves, mas, se o PSDB estivesse governando nosso país de forma correta, o povo brasileiro jamais teria se aventurado a eleger um presidente da República do Partido dos Trabalhadores (PT). Hoje, se o Brasil está mergulhado nesta crise, somos todos culpados, desde aqueles que não souberam governar no passado até a sociedade que elegeu Lula e Dilma Rousseff para seus segundos mandatos, quando, na verdade, eles não reuniam condições para serem presidentes de uma nação tão complexa como é o Brasil. Qualquer cidadão, por menos experiência que tenha, sabia que o crescimento que o Brasil apresentou na última década era pura maquiagem, obra de Lula da Silva e de seus comandados. Hoje, qualquer cidadão brasileiro está ciente de que a situação do País é caótica e de que irá demorar décadas para colocá-lo no eixo novamente – e, o que é pior, quem não tem nada que ver com as burrices de Lula e Dilma é que acaba pagando a conta.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 

Jandaia do Sul (PR)

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LAMENTÁVEL, GOVERNADOR

Lamentável que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tenha reduzido o Programa de Leite no Estado, prejudicando diretamente cerca de 37 mil crianças. Nada justifica uma decisão como esta, que revela total insensibilidade, em prejuízo da população carente e, pior ainda, em detrimento da própria infância. É mais um retrato do desastroso governo do PSDB nos últimos 20 anos no Estado mais rico e populoso da Federação, com mais de 40 milhões de habitantes.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br 

São Paulo

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MAIORIDADE PENAL

Enquanto os “bem pensantes” mostram revolta com a possível redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos, lemos na mídia eletrônica desta semana a notícia com o título “Cinco adolescentes estupram menina de 12 anos e filmam o crime no Rio”. Dos cinco “incapazes de compreender” a enormidade do ato que praticaram, quatro eram menores e o quinto tem 18 anos. Ponham-se os intelectuais protetores dos menores criminosos no lugar da vítima (de apenas 12 anos, que saía do colégio!) e de sua família e reflitam sobre sua posição (se é que são capazes de olhar para outra coisa que não seus próprios umbigos e vaidades).

Eduardo Spinola e Castro esc@scvs.adv.br

São Paulo

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VALORES INVERTIDOS

Ação política em favor da revogação do Estatuto do Desarmamento e da redução da maioridade penal é iniciativa essencial para a mudança desta legislação penal totalmente anacrônica e sustentada pelo governo petista. Nunca o cidadão de bem esteve tão desamparado neste país em relação à segurança pública como nos dias de hoje. Privilegia-se o criminoso, concedendo-lhe mil regalias; cruelmente, justifica-se o crime que derrama sangue inocente. Verdadeira inversão de valores.

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br 

Mogi das Cruzes 

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ABORTO, MINISTRO?

O ministro Marco Aurélio Mello afirmou ao “Estadão”: “A solução não está em alterar a maioridade penal, mas em corrigir as causas da delinquência juvenil”. Sabe-se que a maioria dos jovens que delinque vem de lares desajustados. O único remédio para isso, usado há alguns anos em algumas comunidades, seria, então, a “legalização do aborto”. Mães se livrariam, assim, de filhos indesejados, que eventualmente serão abandonados. Minha religião é contrária ao aborto. Entretanto, como é atualmente a única ideia que deu certo para a redução da delinquência dos jovens, acha o ministro mais aceitável do que reduzir a maioridade penal?

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 

São Paulo

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‘FAVELA AMAZÔNIA’

O jornal “Estado” desempenha sua responsabilidade de informar os cidadãos sobre a miséria reinante na Região Norte (“Favela Amazônia”, 5/7). A Cidadania, até por falta de informação e por sua distância, ainda não se conscientizou de sua responsabilidade pelo resgate dos contingentes miseráveis da Amazônia da pobreza hereditária. Como abordar o resgate? De forma sustentável, só por provisão de trabalho e renda adequada. Quais as possibilidades? Grandes projetos de reflorestamento de áreas degradadas com produção de madeiras e de matéria-prima para indústrias; estabelecimento de indústrias beneficiadoras de minérios, que hoje são apenas exportados; incorporação das Forças Armadas para a defesa da floresta, por exemplo, contra o extrativismo de madeira e a caça e a pesca predatórias; desenvolvimento de uma silvicultura conservacionista; e desenvolvimento de uma piscicultura organizada são algumas possibilidades.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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ESPAÇOS PÚBLICOS

No editorial com o título “Ocupação de espaços públicos” (5/7, A3), faltou completar o texto com a informação de que vias (calçadas, ruas, rodovias, estradas, caminhos, vicinais, etc.) são bens de uso comum do povo, portanto, no mínimo, inalienáveis e indisponíveis para o interesse privado. Os Bancos Bradesco e Itaú também não deveriam dispor de espaços no leito carroçável para instalar pontos para bicicletas. Por serem tão generosos (taxa de cartão de crédito a 350% ao ano), poderiam instalar bicicletários no interior de suas agências. Talvez a marquetagem tornar-se-ia mais eficaz.

Maria Aparecida Bitar Piragine cidabitar@yahoo.com.br 

São Paulo

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A CIDADE GANHA

Começo cumprimentando a equipe do jornal “O Estado de S. Paulo” por abordar em seu editorial (5/7, A3) um assunto relevante que é o debate sobre a ocupação de espaços públicos das cidades, em especial do nosso município. Com o intuito de colaborar para a estruturação técnica da argumentação dos artigos publicados por este jornal, cabe informar, primeiramente, que não se trata simplesmente de modismo a colocação de mesas de restaurantes nas calçadas paulistanas. Os estabelecimentos estão respaldados pelo Decreto Municipal n.º 45.904/2005, que regulamenta a Lei Municipal n.º 13.885/2004, que institui a divisão das calçadas em três faixas, a saber: a faixa de serviço, com largura de 0,70 m, onde ficam localizados o posteamento, a arborização e demais elementos de mobiliário urbano; a faixa livre, com largura de 1,20 m, dedicada à circulação de pedestres; e a faixa de acesso, com largura indefinida, onde podem ficar situadas mesas e cadeiras de estabelecimentos comerciais. Infelizmente, esse decreto peca por estipular largura fixa para a circulação de pedestres, independentemente de quantas pessoas passam pelo local, permitindo que estabelecimentos possam expandir seus limites pela colocação de mesas e cadeiras, com prejuízo ao fluxo a pé. Isso pode comprometer a segurança dos pedestres, pois, se o fluxo for alto, certamente invadirá a pista dos veículos. Por outro lado, em relação aos parklets, mesmo com a privatização de sua utilização pelos estabelecimentos responsáveis pela sua implantação e manutenção, pelo fato de estarem ocupando espaço antes dedicado ao estacionamento de automóveis, não prejudica a circulação do fluxo a pé. O impedimento de sua privatização por estes estabelecimentos deve ser feito também pelo próprio cidadão ao impor seus direitos de uso ou denunciar ao poder público situações de constrangimento. De qualquer forma, é uma opção muito mais favorável à mobilidade a pé em relação ao instituído pelo decreto municipal acima mencionado, considerando o caso em que os dois se prestam à mesma função. Por último, não pode ser deixado de destacar que os parklets ocupam espaço anteriormente dedicado ao estacionamento de automóveis, uso este que vem sendo liberado de forma total ou em sistema rotativo, não deixa de ser uma privatização de uso de espaço público urbano em grau de posse muito maior por pouquíssimas pessoas, do que mesas com cadeiras ou parklets, mas que infelizmente trazem uma reação individualista da sociedade quando se trata de perdê-las para outros usos. E, de forma geral, a cidade ganha muito mais com pessoas ocupando os espaços públicos do que confinadas em suas casas.

Maria Ermelina Brosch Malatesta meli.malatesta@uol.com.br 

São Paulo

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CORRUPÇÃO NO FUTEBOL

Os Estados Unidos já investigam o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero, e eu, como sempre, digo o seguinte: onde tem fumaça tem fogo. Del Nero não viajou ao Chile para a Copa América e seu próximo compromisso no exterior seria no dia 20, em Zurique, para uma reunião da Federação Internacional de Futebol (Fifa). No momento, o principal foco do trabalho dos investigadores é traçar a origem e o destino de alguns depósitos feitos para dirigentes da CBF. De acordo com velho ditado, “quem não deve não teme”. Será que o senhor Del Nero viajará para Zurique no próximo dia 20?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnbaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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DEL NERO

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, é alvo da Justiça americana. Logo, desta vez provavelmente alguma coisa vai ser mostrada, pois, se depender da Justiça e da Polícia Federal brasileiras, nada de irregular há, mesmo seu patrimônio tendo aumentado muito mais do que sua capacidade salarial.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 

Casa Branca

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MUNDIAL DE FUTEBOL FEMININO

No domingo nos reunimos para assistir à final da Copa do Mundo de futebol feminino. Um jogo engraçado, erros grotescos de ambos os lados, a redondinha, coitada, maltratada por quase 90 minutos. No entanto, era uma final de Copa. Seleções do mundo inteiro se prepararam por meses e anos para estarem ali. Qual não foi a minha surpresa na segunda-feira pela manhã, ao abrir o caderno de Esportes, como faço todos os dias, não encontrar nem uma mísera linha sobre a partida. Um dos jornais de maior circulação neste país não se deu ao trabalho de reservar uma nota de rodapé para talvez o campeonato mais importante de uma modalidade. Nem uma linha. Que o futebol feminino ainda precisa de algumas mudanças (reduzir o campo? A meta?) para se tornar de fato atrativo ao grande público, isso é um fato, mas esse mesmo fato aponta diversas questões anteriores aos 90 minutos de 22 atletas dentro das quatro linhas. Só nesse torneio, o absurdo de ter de jogar em gramado artificial já é um indicativo da falta de respeito da organização com as atletas. Isso sem mencionar a questão nacional: as atletas de nossa seleção cansam de apontar os desafios de ser uma jogadora de futebol no Brasil. Falta de investimento, descaso, preconceito e a lista segue... É no mínimo decepcionante que, enquanto os erros de Luis Fabiano, o tropeço do Santos, a boa fase do Palmeiras ganham páginas e mais páginas todos os dias, um lance como o belíssimo gol de cobertura da equipe americana não tenha ao menos uma mínima cobertura. É inegável que o interesse no futebol feminino vem crescendo nos últimos anos: domingo, mais de 53 mil pessoas foram ao estádio e o número de equipes participantes aumentou 41% desde a última edição. E justamente no momento em que a situação da seleção masculina parece nos propiciar uma oportunidade ideal para mudarmos o foco do esporte nacional, seguimos na contramão desse avanço. Hoje, assim como ontem e há duas semanas, perdemos mais uma vez.

Leila Anjos Tanaami leila.tanaami@gmail.com 

São Paulo

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