Fórum dos leitores

PAPA NA BOLÍVIA

O Estado de S. Paulo

11 Julho 2015 | 03h00

Grosseria

Convidado a visitar países da América Latina, o papa Francisco, na sua sede de evangelização, foi à Bolívia, onde foi recebido por cerca de 2 milhões de fiéis. Entretanto, o eterno presidente Evo Morales tinha de fazer uma grosseria com Sua Santidade. Na sua extrema necessidade de aparecer, ele ofertou ao papa um Cristo como que pregado na foice e no martelo, símbolo do comunismo, o que mereceu do papa uma expressão que por si só diz tudo. Morales é um primário e não podia fazer outra coisa a não ser uma ofensa ao papa e à Igreja Católica, que sabidamente não aceita o comunismo: o santo papa João Paulo II foi uma das personalidades que fizeram cair o Muro de Berlim! Faltaram a Morales educação e respeito.

ROBERTO BANHARA D. CARDOSO

rbdc@terra.com.br 

São Paulo

Leitura simbólica

Não morro de amores pela Igreja Católica e muito menos por papas, mas a cena de Evo Morales entregando um crucifixo feito de foice e martelo ao papa é de estarrecer. Quando se encontram chefes de Estado (o papa o é do Vaticano), o mínimo que se exige é respeito pelas crenças e pelos hábitos de cada lado. O que faltou ao presidente da Bolívia foi exatamente respeito. A menos que ele tenha feito uma leitura simbólica do artefato com que mimoseou o pontífice. Ou seja, assim como o cristianismo é representado pela cruz, porque Cristo teria sido crucificado, no caso, numa leitura pós-moderna do presidente boliviano, Cristo teria sido sacrificado pelo comunismo, haja vista que nos países onde tal regime político prosperou nenhuma religião jamais foi permitida. Se for esse o caso, dou a mão à palmatória ao homem forte da Bolívia por sua brilhante percepção simbólica. Reconheço que Evo Morales fez uma homenagem de truz ao papa, o que me leva a sugerir que d’ora em diante as pessoas comecem a andar com a foice e o martelo pendurados do pescoço, em vez da cruz.

ÁLVARO CARDOSO GOMES

alcgomes@uol.com.br

São Paulo

Excrescência

Evo Morales, que virou ditador da Bolívia, como anfitrião do papa em seu país teve a ousadia e a afronta de entregar a Francisco um crucifixo com uma foice e um martelo, símbolo do comunismo, que matou milhões de pessoas e empobreceu os países onde esse maldito regime se instalou. Lastimo que o papa Francisco não tenha na hora recusado tal “presente”. E lastimo ainda mais que o papa tenha feito uma declaração defendendo o regime comunista, quando disse que o capitalismo é como uma “ditadura sutil”.

AGNES ECKERMANN

agneseck@gmail.com

Porto Feliz 

Francisco e o capitalismo

O papa Francisco é muito carismático, está trabalhando por um mundo melhor e eu também o admiro. Mas, na minha opinião, está desatualizado em matéria de política. O responsável pela exclusão social e pela destruição da natureza não é o capitalismo, mas sim a corrupção de políticos demagogos e empresários gananciosos. E sabemos que essa praga da corrupção já fez estrago até mesmo no banco do Vaticano. O capitalismo permite às pessoas se desenvolverem e ganharem o que elas merecem, mas não ajuda quem quer viver à custa de programas sociais a vida toda. A própria Igreja se mantém graças às doações de fiéis e com certeza os que ganham mais contribuem com mais. Será que o papa tem conhecimento da origem do dinheiro depositado no banco do Vaticano? Será que é proveniente de países capitalistas e desenvolvidos ou de países pobres governados por ditadores que se autodenominam socialistas, tais como Evo Morales? 

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Vergonha

Só podia ser amiguinho da Dilma e do Lula esse indecente Evo Morales, que presenteou o papa com um símbolo comunista. Que vergonha!

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

LULOPETISMO

A destruição da poupança

Até parece que o Brasil está se esfarelando. Para onde quer que se voltem os olhos, as coisas vão de mal a pior. O governo petista fala em ódio, má vontade e perseguição, mas não há como isentá-lo do descalabro administrativo, político e econômico que vivemos. Evidentemente, os mais prejudicados e que passam por maiores sacrifícios são os mais pobres e assalariados, que não têm como se defender. Culpá-los pela eleição sucessiva dos petistas também nos parece injusto. Nesse aspecto, foram vítimas de uma ilusão passageira – infelizmente, chegaram a acreditar na promessa do paraíso e por algum tempo conviveram com dias melhores, mas como não existe “almoço grátis”, o sonho durou pouco, a doce ilusão foi efêmera e a realidade está a cobrar o seu preço. Mas nada aconteceu por acaso. Tudo foi premeditado pelo petismo, até mesmo o engodo que convenceu a massa trabalhadora sobre a existência do paraíso sem a passagem pelo purgatório – ou seja, a necessidade de se preparar para alcançar melhores ganhos e o sucesso. Agora, além do engodo e das malandragens aplicadas pelos sucessivos governos petistas, não devemos esquecer que foram de uma inapetência administrativa atroz – resultado da mais pura incompetência e da falta de escrúpulo. Parece até que naquilo que o primeiro presidente poupou a população brasileira sua sucessora se encarregou de realizar a maldade. É o caso da caderneta de poupança. Por décadas a poupança – uma quase aplicação – foi o instrumento para a população brasileira fazer o seu pecúlio. Praticamente não havia remuneração, apenas uma correção de 0,5% e mais uma taxa anual, que, aliada à isenção do Imposto de Renda, mantinha o poder de compra do suado dinheirinho do trabalhador. Coube à atual presidente, durante o seu primeiro mandato, dentre outras trapalhadas, como a mudança no marco da energia elétrica, alterar as regras de captação e remuneração da caderneta de poupança. Na época seu gesto foi tomado como ousadia, já que nenhum outro governante ousou mexer com a poupança, à exceção de Fernando Collor, de triste memória. A neófita, em rede nacional prometia (apenas supunha!) que assim poderia reduzir (impunemente) a taxa de juros sem outra preocupação senão seu prestígio e popularidade. Ledo engano. Além de não conter a alta dos juros, tampouco controlou a inflação e ainda tornou inviável a caderneta de poupança em favor de outras aplicações, também de fácil acesso pela população e bem mais rentáveis. Com a queda da poupança, falta dinheiro para financiamento da casa própria. Aí perguntam: por que o País se encontra neste caos? Simples, nenhum país suportaria impunemente 13 anos seguidos de administração genuinamente petista!

NOEL GONÇALVES CERQUEIRA

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

GOVERNO SEM MORAL

O Planalto não tem moral nenhuma para reclamar da aprovação, pelo Congresso Nacional, da Medida Provisória (MP) 672, que estende até 2019 a fórmula do reajuste do salário mínimo também para os aposentados que ganham acima do piso de R$ 788,00. Isso porque, mesmo impondo um duro ajuste fiscal na base de aumento de impostos, redução de benefícios trabalhistas e corte drástico nos investimentos, em momento algum este inepto governo federal se preocupou em reduzir despesas improdutivas, como, por exemplo, o número excessivo de 39 ministérios, etc. Falar, agora, que esta medida aprovada pelo Congresso é irresponsável e que vai quebrar a Previdência Social é puro golpismo. Sem ruborizar, o governo alardeia que o impacto nas contas da Previdência será de mais R$ 9,2 bilhões por ano. Ora, ora, com que moral esta gente do Planalto fala em rombo na Previdência, se somente na Petrobrás o rombo com a corrupção protagonizada pela quadrilha de petistas e aliados, segundo dados da Polícia Federal, chega a R$ 19 bilhões – e outros R$ 60 bilhões de prejuízos à estatal com o represamento dos preços dos combustíveis? Vá para casa, Dilma.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O ROMBO NO FUNDO POSTALIS

Justiça Federal bloqueou os bens de dirigentes do fundo de pensão Postalis, dos funcionários dos Correios. A Constituição federal permite a indicação de pessoas para cargos de confiança e em comissão nas organizações do Estado, administração direta e indireta (federais, estaduais e municipais). Isto é, são admitidos nas organizações incompetentes, safados e incompetentes safados, o que as torna ineficazes, ineficientes, corruptas e muito dispendiosas – e isso impera desde o Brasil colonial. Os eleitos para o Legislativo e o Executivo usam e abusam das organizações, o que é de conhecimento geral da Nação. Entretanto, verificamos que só quando descoberto o assalto às organizações é que a Justiça e a Promotoria tomam conhecimento do caso e a Polícia Federal é acionada. Por que não seguimos o exemplo dos países desenvolvidos, eliminando o loteamento político das organizações do Estado? As organizações do Estado não podem ser “subordinadas” a partidos políticos e sindicatos.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br 

São Paulo

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MAIS UM

Sem a menor sombra de dúvidas, o País vai de mal a pior por estar sendo totalmente comandado e manipulado pelo petelulismo corrupto e marginalizado. Basta ver que em qualquer coisa que a Polícia Federal investiga, apura roubos, desvios e superfaturamentos. Agora é a vez do fundo de pensão Postalis, dos Correios.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br  

São Paulo

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DOAÇÕES DE CAMPANHA

O Pão de Açúcar, controlado por Abílio Diniz, deu R$ 8 milhões a Márcio Thomaz Bastos, falecido em novembro de 2014. Márcio Thomaz Bastos deu R$ 5,5 milhões a Antônio Palocci, que em 2010 era o coordenador da campanha de Dilma Rousseff para presidente. Bastos foi ministro da Justiça durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Palocci foi ministro da Fazenda no governo de Lula e ministro-chefe da Casa Civil no primeiro mandato de Dilma Rousseff. O PSDB protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de cassação de mandato da presidente Dilma, após denúncias da Operação Lava Jato. Isso posto, a presidente está deveras embaraçada, em virtude das campanhas de 2010 e 2014.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br  

Rio de Janeiro

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LULA PROCESA CAIADO

O ex-presidente Lula entrou na Justiça com queixa-crime contra o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), por ter sido chamado por ele de “bandido”. As acusações feitas a Lula no livro do delegado Romeu Tuma Junior, “Assassinato de Reputações”, dizendo que ele foi alcaguete do DOPS, não foram contestadas. Na linha do perguntar não ofende: Lula também vai entrar na Justiça com queixa-crime contra Tuma Jr.?  Segundo o delegado, é difícil ser processado quando se fala a verdade. Com a palavra, a Justiça, que não pode usar dois pesos e duas medidas.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 

São Paulo

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A VERDADE

O senador Caiado disse que Lula se comporta como bandido. Foi sutil. Pior que bandido é ser alcaguete. Romeu Tuma Jr., em seu livro “Assassinato de Reputações”, deixa isso bem claro quando, corajosamente, traz à luz a verdade sobre o “metalúrgico” impostor. O autor do livro não se respalda em ilações, mas em fatos. Até porque, na época, era investigador de polícia e integrava a equipe que atuava diretamente sob o comando do poderoso delegado Romeu Tuma, diretor do órgão e seu pai. Nessa condição, participou de todas as negociações que ocorreram entre o “metalúrgico” – que entrava de forma subreptícia, em carro fechado, pelos subterrâneos do órgão – e os empresários. Segundo Romeuzinho, como era conhecido, lá – no gabinete do seu pai – era discutida a conveniência de manter ou encerrar as greves, de acordo com a conveniência e os interesses de ambos os lados. Só que, segundo Romeu Tuma Jr., os acordos lá estabelecidos tinham somente o escopo de atender aos interesses pessoais dos empresários e do “Barba”, alcunha que os policiais dão aos “gansos”. Essa relação promíscua, hoje vinda à baila, é o móvel das afirmações feitas pelo senador Caiado, que não é besta e detém todas essas informações. Independentemente de existirem interesses pessoais ou não, importante é que o senador, corajosamente, ao trazer essas informações a público, presta um serviço incomensurável à sociedade brasileira e contribui para que milhões de brasileiros tenham informações necessárias e suficientes para que não mais sejam tirados de trouxas por indivíduos ignóbeis e desprezíveis. Obrigado, senador!

José Carlos Saliba fogueira2@gmail.com 

São Paulo

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LULA BANDIDO

Lula entrou com queixa-crime contra o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) no Supremo Tribunal Federal (STF). Pode? Que saibamos, o STF é a última instância da Justiça, e dizem estar devidamente aparelhado em favor do PT. Lula ainda possui imunidade e a prerrogativa de ir direto ao STF para se queixar de uma “opinião” a seu respeito, só por ter sido chamado de “bandido”? E não é? Prove o contrário ou vai se arrepender, surgirão mais de 150 milhões de brasileiros que têm a mesma “opinião”. E daí, como fica? Quem tem imunidade parlamentar é o senador, e com todo o direito de externar a sua “opinião” (artigo 5.º da Constituição). Será que vamos assistir a mais um daqueles julgamentos como ocorreu na Ação Penal 470 (mensalão)? Nem vale a pena perder tempo, pode desmoralizar ainda mais o “muy” digno, nobre, honesto, probo, modesto, ético e educado ex-presidente, que age muito pior contra as pessoas que não lhe agradam. Com todo o respeito, o ex-presidente se arrisca em passar mais uma vergonha. Afinal, Lula é ou não é “bandido”? 

 

Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br 

São Paulo

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‘DITADURA DO PARLAMENTARIADO’

Impressionante a lucidez do jornalista Eugênio Bucci em “Ditadura do Parlamentariado” (9/7/2015, página A2). Aparentemente, estou muito, mas muito distante de seu pensamento político, mas sua verdadeira dissecação sobre como o “baixo clero” influencia a vida nacional visceralmente é de fato admirável. Imperdível e verdadeira: “A profissão de deputado (em si já um acinte democrático) aspira a ser carreira vitalícia”.

Antonio C. de Souza Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo 

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REFORMA POLÍTICA

E aí vamos nós, de novo, buscando forças para mais um recomeço. Assim é o Brasil, um para a frente, três a quatro para trás. Nenhum progresso será sustentável sem que se comece a construir os três pilares de qualquer nação: saúde, educação, infraestrutura. E se persevere, embora sabendo que a inauguração da obra não é para esta geração. Alicerce indispensável (mas não suficiente) para que se inicie a construção: reforma política, com parlamentarismo e voto facultativo.

Jan Krotoszynski jankroto@gmail.com 

Carapicuíba

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RENAN CALHEIROS

Finalmente o “óbvio ululante” (Nelson Rodrigues) prevalece. Renan Calheiros (PMDB-AL) tornou-se réu na Justiça Federal de Brasília.

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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QUEM DUVIDA?

Alguém tem alguma dúvida de que o senador Renan Calheiros está envolvido em corrupção desde que começou na política?

   

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 

São Paulo 

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RENAN NO JAPÃO

Japão descobre remédio que acaba com a calvície... Pronto, lá vai Renan viajar a bordo de um jatinho da FAB de novo, para conferir de perto o produto milagroso.

Gattaz Ganem gattaz@globo.com 

Carapicuíba 

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CIRCO

Se distribuírem pipoca no Senado, não faltará nada para o circo ficar completo.

Luíz Frid luiz.frid@globomail.com 

São Paulo

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SEGUNDO SEMESTRE

Com a crise política em tela, inflação em alta, economia em recessão, desemprego crescente, aumento da inadimplência e carestia à solta, cabe o alerta: Brasil, aperte o cinto, se o primeiro semestre já foi sofrível, o segundo deverá ser catastrófico. Quem sobreviver verá!

J. S. Decol decoljs@globo.com 

São Paulo

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UMA CONSTRUÇÃO QUE TENDE A CAIR

Os petistas perderam completamente o prumo: não reconhecem que são os responsáveis pela volta da inflação, quase 10% em 2015; pela volta do desemprego; pela desaceleração brutal da economia; pelo aumento violento da conta de energia elétrica; pelo aumento devastador do preço da gasolina; pela queda de mais de 50% nas vendas do comércio; pelo tombo na produção das indústrias e nas exportações; pelo baque em mais de 30% nas vendas de automóveis; pelo aumento vertiginoso nos preços dos alimentos; e pelo PIB, que será menor em 2016. Além do que, têm a coragem e o cinismo de afirmar que a corrupção na Petrobrás é tudo invenção da mídia; de ignorarem o déficit nas contras externas; de ignorarem que apenas 9% da população aprova o governo Dilma; de afirmarem que Lula e Dilma nada têm que ver com a corrupção das empreiteiras que desviaram mais de R$ 20 bilhões do País, conforme novo levantamento da Polícia Federal; de jurarem que Dilma, quando presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, não sabia do escândalo da compra da Refinaria de Pasadena; de menosprezarem o fato de que 91% da população não aprova o governo do PT; de não reconhecerem que Dilma é uma estelionatária política quando tira direitos dos trabalhadores; de afirmarem que o Tribunal de Contas da União (TCU) deve aprovar as contas de Dilma porque “pedaladas” como as de 2014 foram praticadas em outros governos, como se um crime justificasse outro. Não contentes com tais absurdos, os petistas defendem que tudo é mentira na Operação Lava Jato e que o juiz Sérgio Moro deve ser afastado; que os diretores da Petrobrás presos na Operação Lava Jato não foram nomeados no governo do PT; que os 23 mil assessores de Dilma não causam prejuízos à Nação; que 39 ministérios não causam danos ao erário e, finalmente, que o PT é um partido que prima pela ética, que o STF inventou o mensalão e que José Dirceu é um herói nacional.   

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com

Campinas 

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O BC E A BOLA DE CRISTAL

Após a saída de Guido Mantega, a “presidanta” Dilma transferiu a bola de cristal para o Banco Central (BC). Através do Relatório Focus, o Banco Central está preferindo tapar o sol com peneira e, consultando a bola de cristal, está fazendo previsões otimistas para 2016, prometendo que o IPCA voltará para dentro da meta e que será de 5,45%. Não seria muito mais realista e confiável, se o Banco Central esclarecesse por que a expectativa do IPCA para o final de 2015 passou para 9,04%, mesmo com todos os aumentos da taxa Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano, podendo aumentar ainda mais? Quando o BC vai perceber que não adianta aumentar os juros para derrubar a inflação, se o governo federal não reduzir suas despesas para o mesmo valor arrecadado? Quando o BC vai perceber que os empresários e a população não estão interessados em projeções otimistas do IPCA para 2016, e, sim, em que a inflação e o desemprego sejam combatidos de forma efetiva agora, e não com promessas futuras? Enfim, se é para consultar a bola de cristal, acredito mais numa inflação acima de dois dígitos em 2015 do que em 5,45% em 2016.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 

Americana

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POR ONDE ANDA JOAQUIM LEVY?

As boas e as más notícias sobre produto interno bruto (PIB), inflação, investimentos, etc., nos governos pelos quais passamos, quem dava era o ministro da Fazenda. Entre tantos planos e metas, merecem destaque os “gatilhos”, na ditadura militar, o confisco dos bois, no governo Sarney, quando a carne sumiu dos supermercados, e a notícia mais terrível de todos os governos: o confisco da poupança, executado no governo Collor. Em cada uma das ocasiões, lá estava o titular da Fazenda para transmitir, com vergonha ou sem vergonha, as mentiras, opa, as medidas adotadas. É de estranhar que, nos dias atuais, ficamos sabendo de alterações na política econômica por meio de ministros de áreas não afins ou por integrantes do Legislativo, como ocorreu em 8/7, quando o senador Romero Jucá propôs a redução da meta fiscal para este ano. Segundo ele, para atingir um porcentual factível, “sem maquiagem ou pedaladas”. Nenhuma novidade quanto às pedaladas. Mas e o ministro Joaquim Levy, por onde anda? Será que está perdido no labirinto sem saída armado pela dupla Mantega e Rousseff, ou já o transformaram em apenas mais um número neste emaranhado de problemas?

  

Sérgio Dafré Segio_dafre@hotmail.com 

Jundiaí 

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PROTEÇÃO AO EMPREGO?

Com sua clarividência e autoconhecimento da problemática nacional, Getúlio Vargas criou os direitos trabalhistas, estabelecendo, assim, um perfeito intercâmbio entre o capital e o trabalho. Graças a este homem, e até hoje, os trabalhadores deixaram de ser explorados e têm seus direitos garantidos, como jornada de trabalho, férias, décimo terceiro salário, etc. Chega dona Dilma e propõe redução da jornada de trabalho e de salário em até 30% da classe que movimenta e aquece o País. E, como se não bastasse, propõe aos trabalhadores optarem pelo Programa de Proteção ao Emprego (PPE). Pelas regras, o PPE poderá ser adotado por empresas durante a crise econômica e o governo irá complementar o salário dos trabalhadores com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Diante de tamanha medida impopular, nem sei se me indigno, sinto vergonha ou uso um nariz de palhaço. A tarifa de energia elétrica sobe, a inflação explode e o salário diminui? Graças a Deus estamos sendo governados pelo Partido dos Trabalhadores, aquele que visa ao bem-estar dos “pobres assalariados”.

Rosângela Lopes rolopes20012@hotmail.com  

Sarapuí

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ISONOMIA

A medida provisória que reduz a jornada de trabalho e os salários dos trabalhadores, aprovada recentemente, vai valer também para os políticos de maneira geral? O governo vai reduzir também os 39 ministérios, muitos dos quais nem se sabe para que servem, a não ser para acomodar companheiros? Por que o ajuste fiscal deve recair somente sobre os trabalhadores, se não fomos nós que criamos a atual situação de descontrole da economia? A incompetência e a insensibilidade deste governo superam qualquer estrago que se possa imaginar.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André 

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EXEMPLO

Caro ministro Joaquim Levy, por que sempre SÓ a população paga o pato de uma economia em recessão? Sugestões: o governo deve dar o exemplo cortando o número de ministérios e mudando a aposentadoria do funcionalismo.

Jorge Wiszniewiecki jatw@terra.com.br  

São Paulo

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‘LAY-OFF’ PRESIDENCIAL

A presidente Dilma deveria aproveitar a viagem e entrar em “lay-off”, plenamente justificável diante da retração a sua pessoa dirigindo o governo e para que a demanda por credibilidade seja restabelecida. No seu caso, a jornada de trabalho será suspensa até 31 de dezembro de 2018, e garantido o salário em 25% proporcional e respeitado o salário mínimo nacional. Podes crer que pior do que está não fica. 

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo 

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BOLHA CHINESA

Bem pior do que a crise grega, estamos assistindo à bolha chinesa: somente nas últimas semanas, queda de 30% nas bolsas, com repercussão mundial. O sistema globalizado parece ter atingido o seu momento de crise, fadiga do material, e o retorno à desglobalização mostra-se essencial. Se o Brasil já enfrenta uma crise sem precedentes e tem seu mercado, notadamente de commodities, vinculado à China, os aspectos negativos causarão mais desemprego, e a preocupação maior do governo é de abrir espaços para a exportação e menos dependência, até em razão da alta da moeda norte-americana.

 

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br  

São Paulo

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DILMA EM MOSCOU

Qual é exatamente a necessidade de a presidente Dilma Rousseff discutir um assunto interno brasileiro (o tal golpe) na conferência dos Brics, na Rússia? A menção de seus problemas com os Tribunais de Contas da União e Superior Eleitoral aumentou sua credibilidade ou chamou mais a atenção para sua situação delicada? Há, entretanto, duas notícias interessantes nesta visita: a presidente declarou, finalmente, que o Brasil enfrenta um período difícil, embora, para variar, não tenha nada que ver com sua política. A outra é contraditória, pois descobrimos que temos US$ 18 bilhões sobrando para investir num tal Banco dos Brics. Ou será que o governo está preparando um “ajuste fiscal 2”, para cobrir este novo rombo?

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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NÃO VAI COLAR

Incrível, a presidente Dilma, na Rússia, em entrevista para o mundo, teve o desplante de dizer que a alta da “inflação não é estrutural, e, sim, sazonal”! Ela diz isso sem gaguejar, coisa rara, justamente quando todos os comentaristas econômicos apontam para a principal causa da inflação: o aumento de insumos públicos, como energia elétrica, combustível, aumento dos juros e altos gastos públicos. A causa da inflação está em Brasília, e não no Brasil. Dilma mentir descaradamente para encantar os chineses, justamente as aves de rapina econômica do mundo? Não vai colar.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 

São Paulo

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O BANCO DE DESENVOLVIMENTO DO BRICS

 

O principal objetivo do banco será o financiamento do plantio de mandioca nos países-membros, principalmente na China. O número de “mulheres sapiens” que moram nas áreas rurais pode tornar a China independente da importação de farofa. Montando cooperativas, as produtoras de aipim – nome da tuberosa que será utilizado na China – podem superar a produção brasileira até o fim de 2016. Quanto à participação do País na “vaquinha” para a criação do fundo, preparem os bolsos, porque a nossa vaca já foi para o brejo, e faz tempo. Dizem que só aparecem os dois chifres...

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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CRISE GREGA

A gestão econômica, seja de família, empresa, outra organização ou nação, mais tem que ver com contabilidade do que com filosofia. O fluxo de caixa precisa ser no mínimo equilibrado, e de preferência apresentar um saldo de poupança. Trata-se, também, de uma instituição, embora informal, que alguns políticos não entenderam ainda. Então misturam categorias políticas e econômicas. Os gregos viveram na ilusão de poderem viver com recursos de outros – emprestados. Agora, precisam aprender, de uma forma ou de outra, que isso não pode continuar.  Espanhóis, portugueses e irlandeses já acertaram o rumo. Não se trata de uma questão de flexibilidade da comunidade do euro.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo 

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CALOTE GREGO

Como a Grécia, eu também vou consultar minha família para saber se ela quer apertar o cinto e pagar as dívidas que assumi com os bancos. Se minha mulher e meus filhos não quiserem fazer economia, cortar luxos e viagens, vou negociar novas condições ou ameaçar o não pagamento. O sr. Alexis Tsipras está tentando essa jogada! Será que vai funcionar? E, se funcionar, será que outras nações da União Europeia não vão aproveitar o precedente?

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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GANHADORES PERDEDORES

É incrível como Tsipras mostra a incrível e ilimitada capacidade de irracionalidade e falta de preparo de políticos ao redor do globo. Se existe um único aspecto positivo dessa verdadeira tragédia grega, é o exemplo de que o custo de políticas demagogas e populistas não é zero. Como já estamos mais uma vez percebendo também aqui, no Brasil, não só esse custo não é zero, como também é maior justamente para os indivíduos e empresas mais frágeis nas economias afetadas. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com 

Santana de Parnaíba

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GRÉCIA PEDE NOVA AJUDA

Tsipras apostou no medo da implosão do euro para que a dívida grega fosse perdoada, para que lhe fornecessem mais recursos e o deixassem fazer um governo socialista contrário aos princípios da União Europeia. Depois de fazer um referendo em que reforçou seu mandato para não aceitar a austeridade da troika, percebeu que apenas agravou a confiabilidade de qualquer negociação comandada pelo Syriza, e agora não tem ideia do que fazer. Como pode a União Europeia acreditar que ele fará aprovar no Parlamento grego as medidas exigidas como contrapartida do apoio de que necessita, se ele – e os que votaram a seu favor no referendo – é contra elas? Até sua fala imputando à União Europeia a responsabilidade sobre a atual situação da Grécia passou a soar vazia quando abandonou o discurso nacionalista e antieuropeu que fez em Atenas, dizendo: “Não sou um daqueles políticos que dizem que os problemas da nossa pátria são culpa dos estrangeiros. Durante demasiados anos os governos gregos criaram um Estado clientelista, alimentaram a corrupção entre política e empresas, enriquecendo uma certa camada do povo, os 10% que detêm 56% da riqueza do país. E essa enorme desigualdade, junto ao programa de austeridade, agravou a crise em vez de corrigi-la”. Pobres das populações que acreditam em líderes que, para se elegerem, pregam assistencialismo e direitos, sem trabalho duro e obrigações, vendendo o que não podem entregar. E como nós sabemos disso!

Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br

Jau

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RAIO-X FINANCEIRO

A pequena Grécia conseguiu balançar o mercado financeiro mundial, e sem ser a dona da Petrobrás.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br 

São Paulo

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MUITO ALÉM DA GRÉCIA

Onde a “esquerda” se instala, a crise vem a cavalo. A União Europeia é barco furado onde “as esquerdas” deitam e rolam, sob os auspícios dos banqueiros, que cobram juros de todos os lados. A Grécia está desbravando o campo para uma Terceira Guerra Mundial. É só esperar.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 

São Bernardo do Campo

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‘OXI NELES’

Luis Fernando Veríssimo ficou feliz com a vitória do “não” no plebiscito grego (deu até o título “Oxi neles” à sua crônica de 9/7), embora declare que o resultado “não vai reverter” a triste situação do país e até “talvez a piore”. Achei estranho, li duas vezes o texto e comentei com minha avó, idosa e politizada. Ela me esclareceu, sentenciando: “É, certos esquerdistas são assim mesmo”.

Euclides Rossignoli  euros@ig.com.br   

Avaré

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O ‘VOLUME MORTO’ EUROPEU

 

Com os últimos acontecimentos no Brasil (Operação Lava Jato e julgamento das “pedaladas fiscais” no TCU), é possível que o Brasil esteja trilhando caminhos para se livrar do “volume morto” de Dilma, Lula e do PT. O artigo “Os inacreditáveis talentos gregos”, do ex-ministro de Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia (7/7, A2), mostra, com precisão, a situação daquele país e aonde poderemos em breve chegar.

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

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‘OS INACREDITÁVEIS TALENTOS GREGOS’

Muito esclarecedor o artigo “Os inacreditáveis talentos gregos”, do diplomata e ex-ministro de Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia (“Estadão”, 7/7, A2). Quando analisamos o problema socioeconômico somente com a visão de hoje (governo grego e relações com o bloco Europeu), podemos ser levados a conclusões, pelo menos, pouco elucidativas. No texto do diplomata aparecem os diversos absurdos que levaram a Grécia a condições hoje de “quebrada, no fundo do poço”. No entanto, a responsabilidade principal vem das más gestões anteriores, em conluio com grande parte da população, que usufruiu e ainda usufrui da “farra” com o dinheiro público. Por exemplo: 1) há 50 motoristas para cada carro oficial e 1.763 pessoas protegendo as águas do Lago Kopais, embora ele tenha secado em 1930; 2) numerosas pessoas obtiveram aposentadorias precoces por exercerem trabalhos supostamente penosos, como cabeleireiros, músicos de instrumentos de sopro e apresentadores de televisão; 3) muitas famílias recebem quatro ou cinco aposentadorias ao mesmo tempo, às quais não têm direito. Por outro lado, 40 mil mulheres recebem mil euros por mês, por serem filhas de funcionários públicos mortos; 4) há 4 milhões de funcionários públicos para uma população total de 11 milhões. E assim por diante. Ainda segundo o texto, “a Grécia toma grandes empréstimos internacionais que nunca paga, mas sempre consegue renegociar e renovar”. Ou: “A Europa vai continuar a sustentar a farra, em nome do século de ouro de Atenas?”. Longe do problema europeu, fica a pergunta: o Brasil, que gasta mais de R$ 400 bilhões somente para pagar juros da dívida pública, que sustenta déficits bilionários nos sistemas previdenciários público e do INSS, que sustenta gastos bilionários para pagamentos de funcionários públicos e manutenção das máquinas administrativas dos Três Poderes, parlamentares e seus apadrinhados em empresas públicas e ministérios desnecessários, não estará caminhando a passos largos para a situação grega atual?

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com  

Cunha 

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PÉROLAS ERRADAS

Impressionam a análise rasteira, a quantidade de erros e o tom preconceituoso do artigo de Luiz Felipe Lampreia sobre a Grécia (7/7, A2). As pérolas gregas que o sr. Lampreia atribui à Comissão Europeia seriam divertidas, se não fossem, na melhor das hipóteses, ultrapassadas e, na pior, simplesmente erradas. A tal anedota sobre ser mais barato pagar táxis para os usuários do metrô de Atenas já era velha de 20 anos quando Michael Lewis se referiu a ela em 2010. Nada nos diz sobre as reformas postas em prática nos últimos seis anos. Dado mais recente veio do Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2014, que disse que “em quatro anos a Grécia passou de pior para ter o melhor balanço fiscal ciclicamente ajustado na zona do euro. Isso é extraordinário em relação a qualquer comparação internacional”. O ex-ministro também pode achar que os gregos de hoje não são mais extraordinários como antes, mas dizer que a Grécia tem 4 milhões de funcionários públicos não é opinião, é apenas um erro. Na verdade, mesmo antes da crise, a Grécia tinha proporcionalmente menos funcionários públicos que a média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ou o Brasil. E, desde então, cortou 20% desses gastos. Poderia continuar, mas vale a pena? Se é essa a análise de um ex-chefe do Itamaraty, nossa irrelevância internacional não é à toa.

Guilherme Malzoni Rabello gmrabello@uol.com.br  

Nova York (EUA)

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O PAPA NA BOLÍVIA

Evo Morales, quando ofertou o crucifixo em forma de foice e martelo ao papa Francisco, no mínimo tinha dado uma cafungada de pó antes da chegada do Sumo Pontífice à Bolívia. “O cara estava era muito louco meu!”

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 

Avanhandava

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SALADA BOLIVARIANA

O mundo assistiu atônito à atitude descabida do bugre boliviano entregando o crucifixo em formato de foice e martelo ao papa. É inexplicável a associação de religião com ideologia, cujo resultado nós, que já tivemos um analfabeto no poder, entendemos perfeitamente. Essas atitudes envergonham uma nação.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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PROVOCAÇÃO

Na visita do papa Francisco à Bolívia, o presidente Evo Morales, entre outras coisas, cometeu uma grande blasfêmia, desrespeitosamente presenteou o chefe supremo da Igreja Católica, o papa Francisco, com um crucifixo, um dos maiores símbolos da Igreja Católica, pregado ao símbolo do comunismo, que são a foice e o martelo. Todos entenderam se tratar de uma provocação, a comparação é no mínimo uma grande blasfêmia ao catolicismo. Mas como misturar faz parte da cultura do presidente Evo Morales, não podemos esperar outra atitude política dele. 

 

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br 

São Paulo

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UMA AFRONTA

Visivelmente constrangido, o papa Francisco recebeu, por educação, um presente oferecido pelo retardado presidente da Bolívia, Evo Morales. A “obra de arte” é uma afronta ao cristianismo e mostra um crucifixo com cristo pregado numa cruz formada pela foice e o martelo, um dos maiores símbolos do comunismo. Se for de ouro, o papa deverá mandar derreter e doá-lo aos pobres da Bolívia. Se for de bronze, deverá jogá-lo no lixo.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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O CRUCIFIXO, A FOICE E O MARTELO

Se não bastassem os padres vermelhos, será que teremos um papa rubro, também? Livrai-nos, Senhor!

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com.br 

São Paulo

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OFENSA

Nós, católicos apostólicos romanos, nos sentimos ofendidos e envergonhados pelo cocaleiro Evo Morales ter presenteado o papa Francisco com um símbolo do comunismo retrógrado e falido adicionado a Cristo na cruz. É lamentável que, mesmo existindo um documento assinado pelo papa Pio XII na década de 50 excomungando todos os comunistas, alguns padres e bispos aceitem que partidos políticos e/ou governos socialistas-comunistas coordenem cursos e palestras nas dependências e propriedades da Igreja Católica. Omissão interesseira ou domesticação bolivariana de padres e bispos que se esquecem de que a religião católica prega o bem-estar de todos, sem distinção de classes ou padrão econômico?

 

Toni Carelli Filho toni.cafi@Hotmail.com

Taubaté

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CRISTO E O DIABO

Brasileiros, mais uma vez fiquei estarrecido com o que acompanhei pela televisão: a missão do Sumo Pontífice da Igreja Católica, papa Francisco, em visita aos países comunistas da América do Sul, serviu simplesmente para entregar Jesus Cristo ao diabo, tal como Judas vendeu Jesus. Na Bolívia, hoje governada por um comunista dono da maior plantação de coca do mundo, sr. Evo Morales, o papa foi presenteado com uma cruz de madeira esculpida com a foice e martelo, símbolo do comunismo, na qual está crucificado Jesus. Além disso, o papa ainda pediu desculpas pelas mazelas que a Igreja Católica aceitou e está ocultando de seu povo. Quando foi declarado papa, eu já desconfiava do rumo que a Igreja Católica estava tomando, tudo porque este sr. pertence ao país que faz parte do bloco comunista:

Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Equador, Chile, Venezuela e Colômbia. Essa é a opinião e a visão de um brasileiro que tem em seu coração Jesus e sabe que um dia virá a resposta de Deus. 

 

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br 

Sertãozinho

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AONDE ELE QUER CHEGAR?

Ainda não li na íntegra a Encíclica “Laudato Si”, do papa Francisco, mas superficialmente já percebi que ele será mais um a defender a internacionalização da Amazônia, ao lado de Al Gore, do falecido François Mitterrand e de outros picaretas que fizeram ou fazem proselitismo, mundo afora, nesse sentido. Tem mais: espero que, em setembro, após sua visita à ilha da múmia Fidel Castro, não volte para o Vaticano com a ideia de beatificar o conterrâneo Ernesto Che Guevara e esqueça definitivamente de rezar pelos mais de 50 mil cubanos mortos no “paredón”.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 

São Paulo 

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CPF SUSPENSO

Outro dia, de surpresa, ao fazer um cadastro numa financeira, minha esposa foi alertada de que o seu CPF estava suspenso. Realmente, ela estranhou, pois utiliza o mesmo há mais de 20 anos, com todas as declarações entregues, etc. Dirigimo-nos ao posto da Receita Federal de nossa cidade, Itapetininga, e lá nos foi informado que realmente estava suspenso e que poderia ter sido em razão de um recadastramento feito pelo Serpro, e que o mesmo pode apresentar erros. O problema é que, para “arrumar” a situação, o cidadão deve se dirigir a uma agência dos Correios, pagar uma taxa de R$ 5,70 e, então, um funcionário vai dizer qual a informação que falta para que o CPF possa ser liberado. Quando fizemos esse roteiro, minha esposa foi avisada de que faltava o nome de sua mãe no seu cadastro na Receita. Pagamos os R$ 5,70, o atendente arrumou a informação no ato e tudo resolvido. Só achei estranho que naquele mesmo instante em que estivemos na agência dos Correios, mais três pessoas com o mesmo problema estavam na fila conosco. No dia seguinte, quando estávamos na farmácia, duas senhoras idosas foram impedidas de retirar remédios na Farmácia Popular pelo problema do CPF suspenso. Pergunto: partindo do princípio de que seja um erro do Serpro, o custo da correção é do cidadão? E, nessa aparente enorme incidência de casos, não seria uma forma de capitalização disfarçada dos Correios? Acho que o assunto é grave e deveria ser investigado.

 

Rui Dell’Avanzi Jr. ruiarts@uol.com.br 

Itapetininga   

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FATOR SURPRESA

Tem coisas que não dá para entender. Ou dá? Num telejornal diário foi exibida uma reportagem sobre a ação da Receita Federal na Baía de Guanabara para combater o contrabando e outras ilegalidades. Segundo o noticiário, a ação se entenderá por outros locais e se encerrará com um cerco ao Sudeste do País. Estão brincando? Como é que se diz o que a polícia vai fazer? Onde está o fator surpresa? Por acaso são discípulos do Inspetor Closeau?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 

Rio de Janeiro

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