Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2017 | 05h00

LEGADO DE TEORI

Passar o Brasil a limpo

A consciência que o falecido ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki tinha da imensurável abrangência das delações da Odebrecht está traduzida nas palavras de seu filho, o advogado Francisco Zavascki, transcritas na página A8 do[BOLD] Estadão[/BOLD] de 21/1: “[ITALIC]Ele tinha perfeita noção do impacto que tem no País e isso poderia realmente fazer o País ser passado a limpo[/ITALIC]”. Pedindo licença a William Shakespeare, podemos dizer que o teor dessas delações deve estar muito além do que nossa vã filosofia possa imaginar. E exatamente por isso se entende toda a cautela do operoso e discreto Teori Zavascki na condução do processo. Agora, sua morte transfere ao povo brasileiro a responsabilidade de se manter vigilante e atuante, exigindo que se faça justiça, doa a quem doer, para que se cumpra a previsão do finado ministro: passar o Brasil a limpo.

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

O sentimento de perplexidade com a morte de Teori Zavascki agrava a grande crise que vivenciamos. Urge que nossas legítimas lideranças tenham firmeza, até em homenagem ao desaparecido jurista, em dar continuidade à missão que o ministro vinha desenvolvendo, para que possamos sair deste momento crítico que o País atravessa.

JOSÉ DE ANCHIETA DE ALMEIDA

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

Sem volta

Embora deva ser investigada, a possível teoria conspiratória envolvendo a morte do ministro Teori Zavascki é improvável. A Lava Jato é caminho sem volta. Qualquer dúvida, às ruas!

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

ACIDENTES AÉREOS

Voos temerários

O ministro Teori Zavascki expôs não apenas a própria vida, mas também a continuidade da Operação Lava Jato, ao voar em aeronave de pequeno porte, em condições atmosféricas adversas, para uma região perigosa, onde Ulysses Guimarães e Severo Gomes também encontraram a morte. Ademais, não havia copiloto para auxiliar no voo por instrumentos e o aeroporto de Parati, praticamente uma pista de pouso, não dispõe de torre de controle e só permite pouso visual. Essa nova tragédia acontece pouco tempo depois daquela que dizimou a equipe da Chapecoense, também em voo temerário, em condições de alto risco. Por ironia do destino, Teori realizou seus estudos secundários em Chapecó. As circunstâncias desse acidente terão de ser esclarecidas, mas sejam quais forem as conclusões, é indispensável que seja estabelecido um protocolo de segurança para autoridades em cargos-chave do Estado brasileiro, incluindo regras rígidas para os seus deslocamentos. O povo brasileiro está tomado por um sentimento de orfandade e só o futuro dirá o que será feito da Operação Lava Jato.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br 

São Paulo

Prudente, mas nem tanto

Certo que é preciso respeitar a memória de quem pereceu tão tragicamente. Mas não me entra na cabeça que uma autoridade da envergadura de Teori Zavascki, em quem o Brasil focava avidamente a atenção por estar ele encarregado de julgar o mais impactante processo criminal de que se tem notícia no Brasil, e talvez no planeta, a poucos dias de pôr à luz os intestinos do monstro insaciável, se tenha ido enfiar, sem mais aquela, numa aeronave particular, em companhia de pessoas estranhas, sem copiloto, para voar em rota reconhecidamente perigosa, sob condições atmosféricas nada favoráveis. Ora, ora!

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga 

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Protagonismo da Justiça

Um juiz proíbe o governador de aumentar a passagem de coletivos, impactando contratos com concessionárias e trazendo insegurança jurídica. Outro proíbe o prefeito de aumentar a velocidade nas marginais. É a Justiça sobrepondo-se a quem tem votos em decisões administrativas.

MARCO CRUZ

marcio.cruz@sbkbpo.com.br

São Paulo

Surrealismo urbano

O juiz Luis Manoel Fonseca Pires, da 4.ª Vara da Fazenda Pública, atendeu a pedido de liminar da Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo, com o argumento de que o aumento da velocidade nas marginais traz riscos para pedestres e ciclistas. Ora, ao que se saiba, não é permitido o tráfego de pedestres nas marginais. Portanto, se trafegam por lá, são eles que causam risco para os motoristas, que não esperam encontrá-los ali. Nas pistas expressas das marginais também não é permitido o tráfego de bicicletas, apesar de alguns ciclistas se arriscarem trafegando por elas. Assim sendo, essa associação deveria preocupar-se em “educar” seus associados para que respeitem a lei, pois todo dia nos depar[FORUMTXT]<CW-20>mos com ciclistas andando na contramão, sobre calçadas e não respeitando a faixa de pedestres, pondo estes em risco, e passando o sinal vermelho, entre outras transgressões. Para finalizar, os juízes deveriam preocupar-se em cumprir e fazer cumprir as leis, e não ficar interferindo em áreas que não são de sua competência.

GERSON ANTÔNIO RUBIN

gersonrubin@hotmail.com

São Paulo

Sem fundamento

De fato, as vias expressas das marginais são de uso exclusivo de automóveis e caminhões, ou seja, não devem transitar motos nem bicicletas. Pedestres, então, menos ainda. As proibições existem há tempos e a maioria as respeita. Essas associações tentam mobilizar a população, que, desinformada, acaba aderindo aos diversos movimentos. Até um juiz da Fazenda Pública se envolveu na causa, ou por desinformação, ou mesmo para ficar bem na fita. Cabe ao governo municipal reforçar as proibições para acabar com esses recursos infundados.

MIGUEL GROSS

mgross509@gmail.com

São Paulo

SUBSÍDIOS

Distorções

A propósito da tarifa de eletricidade (21/1, A2), cito um exemplo clássico das distorções causadas pelos subsídios. Um criador de porcos os engordava com milho, porém descobriu que o trigo importado estava mais barato, subsidiado que era para não encarecer o pão dos mais pobres. Então passou a alimentar seus porcos com trigo, gerando mais importação, agora para alimentar os animais. 

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

“A medida judicial pleiteada pela associação de ciclistas parece mais uma pinimba contra o prefeito do que qualquer outra coisa”

CLAUDIO JUCHEM/ SÃO PAULO, SOBRE A MUDANÇA DE VELOCIDADE NAS MARGINAIS

cjuchem@gmail.com

“Sem dúvida alguma, há fortes indícios de que até a paciência divina se esteja esgotando diante de nossas inesgotáveis mazelas”

EDUARDO AUGUSTO DELGADO FILHO / CAMPINAS, SOBRE DEUS SER BRASILEIRO

e.delgadofilho@gmail.com

*

O BRASIL EM DAVOS

Na semana passada o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles falou, e o “Estado” transcreveu, que a recepção ao Brasil no encontro do Fórum Econômico Mundial, em Davos, foi boa e muito melhor do que o esperado. Mas não foi o que aconteceu no último dia, conforme reportagem de sábado (21/1), no “Estado”, assinada por seu enviado especial a Davos, Rolf Kuntz (“Brasil é esquecido na sessão final de Davos”). Felizmente, o ministro não é nossa única fonte de informações.

Luiz Fernando Pegorer eng.pegorer@gmail.com

Santos

*

PERDEMOS

Se em três anos o Brasil perdeu o equivalente a dois PIBs do Paraguai em receita, quanto ganhou em PIB o Paraguai depois da debandada de empresas brasileiras que migraram para aquele país? Benefícios fiscais, baixos impostos e problemas trabalhistas praticamente inexistentes serviram de abelha no mel para nossas empresas, que lutam diariamente com a nossa ”burrocracia”, altíssimos impostos e sindicatos que ganham rios de dinheiro incentivando ações trabalhistas. Sim, porque os sindicatos têm por hábito incentivá-las, já que ficam praticamente com 30% das ações recebidas para representarem os queixosos. Ou o Brasil muda, com leis trabalhistas mais modernas, ou continuará perdendo receitas e empresas, que migrarão para o país que lhes dê melhores condições de trabalho.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

PODE PIORAR

Com a paralisação quase total de nossa economia, que nos fez perder receitas equivalentes a dois Paraguais nos últimos três anos, e considerando a péssima competência de nossos governistas, é bem possível que percamos para o próximo triênio mais uma Argentina e, quem sabe, de quebra, mais um Uruguai.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

SEM CRISE

O governo brasileiro nunca perde uma chance, muito menos a oportunidade que surge no dia a dia, para divulgar uma propaganda enganosa. Basta ver a divulgação de que o Brasil fechou o ano de 2016  perdendo só 1,32 milhão de vagas de emprego formais, qualificando tal perda como um arrefecimento da crise no mercado de trabalho. Ou seja, esqueçamos os 12 milhões já existentes, não os somando aos que perderam o emprego no ano passado. Portanto, passado é passado, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

NEM UM MILAGRE

A sucessão de tragédias que têm se abatido sobre os brasileiros continua a todo vapor. Uma das mais recentes, a dos presídios, que nos envergonha perante o mundo, é um exemplo devastador. Mas a que nos tirou Teori Zavascki, certamente, causará outra tragédia, de proporções inimagináveis, que acarretará, por exemplo, no esfacelamento da Operação Lava Jato, nossa grande esperança de moralização neste país. Simples assim!

Sara May sara-may@bol.com.br

São Paulo

*

PROVA DE FOGO

​Com a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal e relator da Operação Lava Jato, Teori Zavascki, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o País está sendo posto à prova. Além disso, tem preocupação com o atraso nos trabalhos homologatórios que deveriam iniciar em fevereiro e que pode se estender por mais de três meses, mudando todo o planejamento construído. É sabido que são mais de 950 depoimentos de 77 executivos da Construtora Odebrecht, por exemplo. O pobre povo brasileiro espera ansioso.   

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

ESCOLHA DO RELATOR

Conforme os comentários, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, muito provavelmente irá escolher o novo relator da Operação Lava Jato, e ao presidente Michel Temer caberá a escolha do novo ministro para substituir o ministro Teori Zavascki, morto no acidente aéreo. Os brasileiros de bem irão torcer para que sejam feitas essas alterações o mais rápido possível, e que a ministra Cármen Lúcia não escolha para relator o ministro Dias Toffoli nem Ricardo Lewandowski (ministros políticos), senão a Operação Lava Jato irá para o espaço.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

*

A ESCOLHA DE TEMER

Assevera o presidente Michel Temer que vai esperar o STF definir a nova relatoria dos processos em mãos do finado ministro Teori Zavascki, para, então, escolher um ministro que substitua a vaga de Zavascki no tribunal. Entretanto, como professor de Direito Constitucional que é, certamente escolherá um jurista de nomeada e que tenha realmente reputação ilibada, com o que evitará críticas da sociedade e do segmento jurídico e jurisdicional. Relembre-se que uma Suprema Corte forte e respeitada é feita com as parcelas adequadas e respeitadas, que são os ministros. O STF é a última porta em que os brasileiros batem procurando seus direitos, individual ou coletivamente.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

*

PADILHA ESTÁ ALIVIADO

Eliseu Padilha declarou ao jornal “Folha de S.Paulo” (21/1), a propósito da morte do ministro Teori Zavascki, que “a morte, por certo, vai fazer com que a gente tenha, em relação à Lava Jato, um pouco mais de tempo agora para que as chamadas delações sejam homologadas ou não”. Como explicar o alívio do chefe da Casa Civil em face da morte do ministro Teori?

Eduardo Spinola e Castro  esc@scvs.adv.br

São Paulo

*

FOGOS DO SILÊNCIO

Você poderá não ter ouvido, mas houve uma intensa queima de fogos no fim de semana por este Brasil afora após a chocante tragédia que vitimou o ministro Teori Zavascki. Se é que você me entende...

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

*

SER OU NÃO SER...

...Eis a questão. Sem comparações com Shakespeare, dois aviões caíram na orla marítima do Sudeste, um em 13/8/2014, matando o candidato Eduardo Campos, pretenso à Presidência da República com grandes chances de vencer as eleições, e outro recentemente, matando o relator da Lava Jato, ministro Teori Zavascki, pronto para desvendar crimes e nomes de executivos da Odebrecht que atingiria cúpulas de importantes partidos políticos envolvidos nos escândalos das propinas. Coincidência ou não, estes homens andavam com seguranças e na segurança, e os aviões sofreram a queda apesar da experiência em horas de voos de seus pilotos. Fica a pergunta: a quem beneficiaram e quem ficou aliviado com essas mortes? Um mistério a ser esclarecido. Desvendar e desvendar, é preciso, eis a questão.

José Maria do Valle ziquinhoinho@hotmail.com

Penápolis

*

A QUEM INTERESSAR POSSA

Coincidência ou não, no Brasil os voos sempre atrasam, mas os acidentes sempre chegam na hora certa. Por que será?

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

*

ACIDENTE

A primeira pergunta sobre a morte do ministro Teori Zavascki já foi respondida: o que levou o ministro a voar até Paraty (RJ) num dia horrível de chuva? O dono do avião e amigo de infância de Teori tinha construções irregulares na região, não é difícil de imaginar que um amigo no Supremo Tribunal Federal pode ser muito útil diante desse tipo de dificuldade. A turma das teorias conspiratórias mirabolantes deve estar decepcionada com uma solução tão banal para o mistério da morte do ministro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

LIGAÇÕES COM O PODER

Ninguém sabe o que cogitava o saudoso ministro Teori Zavascki ao se encontrar com seu amigo para um passeio no fim de semana em Paraty (RJ). Uma coisa fica absolutamente clara: o distanciamento completo entre os magistrados, empresários e também políticos. O exemplo da ministra Cármen Lúcia, que dirige seu antigo carro e vive de forma espartana, mostra como as ligações com o poder podem ser neutralizadas se o sentimento republicano estiver vigorante.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

*

ESTAMOS ASSUSTADOS

Os brasileiros estão assustados com o acidente que ceifou a vida do ministro, pois ele poderá levar com ele a Lava Jato. Assusta, agora, pensar que Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli ou Rosa Weber poderão substituí-lo na relatoria da operação, pois, como manifestou o falecido ministro, “um juiz não pode perder a capacidade de condenar nem de absolver”, e pairam dúvidas sobre esses nomes. Há, também, enormes suspeitas sobre o dito “acidente”, pois se deu em condições semelhantes ao que matou o candidato Eduardo Campos, em 2014. Ambos os pilotos eram muito experientes. Lembram-se do tempo em que o celular podia derrubar um avião pela sua interferência? Pois é, existem aparelhos muito mais potentes que, especificamente, podem interferir no funcionamento dos eletrônicos de um avião gerando confusão. É de pensar.

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

*

ATÉ QUANDO?

Depois de Ulisses Guimarães, de Celso Daniel, de Toninho do PT e de Eduardo Campos, agora foi a vez de Teori Zavascki. ​Urge a​ ​L​ava ​J​ato prender​ logo​ o mandante, antes que a operação seja a próxima.

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

*

ENTERRO

Acreditem, o ministro Teori Zavascki não terá sido enterrado sozinho. A Lava Jato vai lhe fazer companhia.

Gildete do Nascimento mgildetenascimento@bol.com.br

São Paulo

*

O LUTO POR TEORI

Alguns ministros do STF deveriam analisar como seria a repercussão, no Brasil, se morressem tragicamente hoje. Essa reação do povo brasileiro seria a mesma se isso tivesse acontecido com Lewandowski, Toffoli, Gilmar e Marco Aurélio? Teori fará muita falta ao Brasil.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

*

O QUE DISSE SÉRGIO MORO

Sem Teori Zavascki não teria havido a Operação Lava Jato, disse o juiz federal responsável pela operação, Sergio Moro. Cuide-se, juiz. Mais de 200 milhões de brasileiros estão irmanados com essa ação de limpeza e exigem sua continuidade, morra quem morrer!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

*

BOM SENSO

Pode ser uma avaliação equivocada, mas a nomeação do juiz Sérgio Moro para o STF, no lugar de Teori Zavascki, defendida por alguns nas redes sociais, constituirá um sedativo aplicado na Lava Jato, na medida em que não basta, em nome do bom andamento do processo, ser ele nomeado, mas que também herde a relatoria, o que é duvidoso. Além disso, é provável que a eficiente e dinâmica atuação até agora demonstrada nos julgamentos sofra uma indesejável solução de continuidade, em virtude da incerteza em relação ao seu substituto, podendo o País perder uma referência significativa no combate à corrupção. Assim, salvo melhor juízo, o bom senso indica que Moro permaneça, neste momento crítico, em seu posto, até que outra oportunidade se apresente e que seja nomeado merecidamente para compor a expressão máxima da Justiça brasileira.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

GOVERNO TRUMP

O objetivo dos políticos é enganar o maior número de pessoas pelo prazo mais longo possível. Quanto tempo levará a farsa eleitoreira de Donald Trump, nos EUA, de fazer a América grandiosa novamente, “na marra”?

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

*

COMEÇOU MAL

Lá, poderá ser como cá! Uma presidente é eleita com metade dos votos válidos, dividindo o País em contras e a favores. Baixa popularidade e dona da verdade, sem experiência, sem diálogo e com restrições pessoais de seu partido e de seus aliados, prepotente e arrogante, começa a ter problemas de aprovar projetos no Congresso. Um grupo ligado ao seu governo, que até o momento a apoiava, adere à ideia de um crime administrativo (pedaladas) e aceita uma conversação com a oposição sobre a possibilidade de um impeachment. Restava à população esclarecida e à imprensa livre aderirem à causa, e isso acaba acontecendo. Donald Trump, até o momento, nos deixa a impressão de que não será diferente com ele, pelo seu histórico passado como empresário e candidato, de seu presente e futuro como presidente. Começou mal, com o discurso de posse criticando os políticos de Washington, sem distinguir republicanos ou democratas, citando que eles só pensam em si próprios. Verdade ou não, deveria ter pulado essa parte. Lembre-se Donald Trump que “o peixe morre pela boca”, mesmo na mais forte democracia do mundo. Quem viver verá.

Gabriel Mamere Neto gmamere@terra.com.br

Barueri

*

SÉRIO

Enquanto lá é Trump, aqui predominam os “tramps”!

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

*

UM POPULISTA NOS EUA

Thomas Jefferson, arquiteto, arqueólogo, paleontólogo, músico, inventor, enólogo, líder político, filósofo político, fundou a Universidade da Virgínia, embaixador, governador, secretário de Estado, vice-presidente e duas vezes presidente. Donad Trump, falastrão populista.

Albert Henry Hornett hornettalberto@hotmail.com

São Paulo

*

CRÍTICAS EXACERBADAS

As críticas exacerbadas a Donald Trump, feitas principalmente pelo “status quo” politicamente correto, são muito suspeitas. Começo a pensar que ele não deve ser ruim e que podemos esperar uma grata surpresa.

Ricardo Ferreira fredrfo@gmail.com

São Paulo

*

LEGADO OBAMA

Começou com “yes, we can”. Terminou com “yes, we could”.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

*

SANEAMENTO BÁSICO

O artigo “Dez anos da Lei do Saneamento Básico” (“Estadão”, 17/1, A2) salienta a importância da Lei de Saneamento (abastecimento de água, coleta e tratamento dos esgotos, controle e tratamento das águas pluviais e controle dos resíduos sólidos) com respeito à saúde pública, poluição ambiental, ausência da população da discussão, necessidade de participação dos conselhos sociais envolvidos com o saneamento e as entidades de defesa dos consumidores. O artigo analisa a situação geral do País com respeito ao saneamento. A concentração de população nas regiões metropolitanas exige que o esforço do Estado e dos municípios envolvidos seja articulado de forma a constituir solução institucional responsável pelo planejamento e implantação no longo prazo. Um exemplo é a região de Chicago, nos EUA, de 3,75 milhões de habitantes, onde o planejamento do controle das águas pluviais possibilitou o início da implementação em 1972, e previsão final em 2029; foram construídos 175 km de túneis, reservatórios com a capacidade de 31,4 milhões de m³, restando a construção de reservatório de 40 milhões de m³. A Lei de Saneamento prevê a necessidade do planejamento de curto, médio e longo prazos e suas revisões discutidas com as representações da sociedade civil. Ocorre que, devido ao loteamento político das organizações do Estado responsáveis, resultantes da troca-troca dos Legislativos com os Executivos (no governo federal, nos Estados e municípios), as organizações não contam com a estrutura e a profissionalização necessárias para o planejamento e contratação dos serviços. O exemplo da metrópole de São Paulo, com 22 milhões de habitantes, mostra que a situação se agrava ano a ano: a orientação para o que pode ser feito num horizonte de 30 anos (abastecimento de água, controle dos esgotos, controle de águas pluviais e controle dos resíduos sólidos) não existe, e muito menos as soluções que possibilitem a previsão do horizonte necessário para as implementações necessárias para a qualidade de vida desejada. A necessidade de agência reguladora com respeito ao Saneamento, prevista na lei independentemente da influência política, ainda é sonho impossível. Por outro lado, somos obrigados a reconhecer que nós, participantes das representações da sociedade civil, não cobramos os governos nos diversos níveis para que cumpram suas obrigações atendendo às necessidades da população: o processo democrático exige debate entre governados e governantes! A preocupação dos partidos e dos políticos com a reeleição e o manejo do loteamento político impedem que os interesses da população sejam debatidos.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

*

SANEAMENTO E ECONOMIA NACIONAL

Com coleta de esgoto só de 42% da população, tratamento só de parte disso e perdas de 36% da água potável, o saneamento básico está em estado de calamidade. Na situação econômica atual, parece que o governo não pode atacar todos os problemas simultaneamente. Mas o saneamento é responsabilidade municipal, e até está prevista em lei a mobilização da cidadania. Que se proteste pela redução dos gastos de custeio e pela aplicação dos recursos liberados no saneamento. Assim se criarão empregos e renda nos municípios, em tese em todo o território nacional. Quem começará? A mídia apoiará?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

*

A VELOCIDADE NAS MARGINAIS

Um magistrado paulista deferiu liminar impedindo a Prefeitura de retornar a velocidade máxima das Marginais dos Rios Tietê e Pinheiros aos níveis que vigiam antes da administração de Fernando Haddad, baseado numa ação oriunda de uma entidade representativa de ciclistas. Ocorre que, pelo próprio Código Nacional de Trânsito, os ciclistas são obrigados a trafegar na faixa da direita das via, e no caso das Marginais a velocidade máxima admitida na pista da direita é de 50 km/h, o que foi mantido pelo decreto do prefeito Dória, que alterou a velocidade somente das vias expressa e nas faixas centrais e esquerda das marginais. Assim posto, os ciclistas não foram prejudicados ou ameaçados. A medida judicial pleiteada pela associação de ciclistas parece mais uma pinimba contra o prefeito do que qualquer outra coisa.  Cabe lembrar que as vias de tráfego têm de atender a todos, e não apenas uma minoria tonitruante que se julga acima dos demais paulistanos.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

*

MULTAS DE TRÂNSITO

A sanha arrecadatória é tão violenta em São Paulo que recebi duas multas no mesmo horário e local com 1 minuto de diferença. Realmente, são uns sem vergonha, sem caráter ou outro adjetivo não publicável.

Francisco Spinola francisco.spinola@intercon.com.br

São Paulo

*

CUIDADO, PREFEITO

Na semana passada escrevi que discordava da proximidade entre o prefeito de São Paulo, João Doria, e os empresários. Comentava o fato de duas empresas moveleiras darem, “em comodato”, novos móveis para a decoração do gabinete do prefeito. Também falei sobre o custeio da limpeza de espaços públicos pela iniciativa privada. Na sexta-feira (20/1), a “Coluna do Estadão” publicou: “O prefeito João Doria fechou parceria com a Fiat para que a empresa recupere 150 carros da frota da CET, que hoje estão sem condições de circular. Vai receber ainda dois outros carros da empresa”. Serão, também, “presentinhos” a Dória, quero dizer, ao Município? Notem, isso não tem nada que ver com as parcerias público-privadas. Não, trata-se de colaboração a título gratuito à municipalidade. Não creio que Dória seja tão inocente a ponto de esquecer a reciprocidade, princípio comezinho nas relações sociais e também políticas. Não existem doadores desinteressados. Até os que colaboram “em nome de Deus”, com dízimos e afins, o fazem com interesse em alguma “graça” (a cura de uma doença, a preservação da família, a colocação no mercado de trabalho, etc., ou simplesmente continuar afortunado, como os famosos casos dos jogadores milionários, que dão, portanto, dízimos também milionários). E Dória sabe disso. É óbvio. Portanto, acho que deveria promover a sua “cidade linda” de maneira muito mais cuidadosa.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

*

ESTILO DÓRIA

Há luz no final do túnel. Se o prefeito João Doria, como vem demonstrando, conseguir implementar uma política de resultados na cidade de São Paulo, poderá inspirar novos modelos administrativos no restante do País. Além do que, hoje em dia, saber que é possível ter exemplos a seguir não é pouca coisa para o Brasil.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

EXEMPLO POSITIVO

Na primeira ida de Dória às ruas varrendo junto com os garis, houve um movimento quase generalizado de repúdio pela imprensa e pelos políticos, classificando de demagógica e marqueteira essa atitude.  O prefeito tem ido às ruas frequentemente e tem uma rotina de trabalho de empresário, não adotando o ritmo linfático da máquina pública convencional. Com isso se observa que este salutar hábito está sendo copiado por muitos prefeitos, gerando uma onda positiva. Afinal, nada melhor do que o exemplo, ao invés de promessas de campanha não executadas. Portanto, parabéns ao prefeito Dória. Que continue dando exemplo, inovando e azeitando esta estrutura enferrujada.

Elcio Espindola elcio.espindola2013@gmail.com

Santana de Parnaíba

*

O GARI JOÃO DÓRIA

Àqueles que andam criticando João Doria por sua atuação em relação ao necessário e oportuno projeto Cidade Linda, recém-iniciado, cabe dizer ser muito melhor ter um prefeito “fantasiado de gari” dando o bom exemplo de limpar as ruas do que um outro fantasiado de prefeito, que deixou a cidade um verdadeiro lixo! São Paulo sob nova direção; agora é João!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

ARCOS DE JÂNIO

Quero cumprimentar o prefeito João Dória pelo ímpeto positivo com que inicia sua gestão procurando cumprir as metas da campanha e zelar por nossa cidade. Como presidente da Academia Latino-Americana de Arte, entidade cujo objetivo principal é fortalecer artistas paulistas e brasileiros na divulgação de suas obras, gostaria de externar nossa opinião favorável a apagar os grafites dos Arcos de Jânio, restaurando a sua imagem original. Somos inteiramente favoráveis ao grafite e queremos incentivar os grafiteiros a apresentarem suas manifestações artísticas, que representam o mais louvável exemplo da arte integrada na cultura popular. Porém, que haja discernimento de onde o grafite deve ser executado, e com certeza ele não poderia conspurcar a imagem histórica dos Arcos. Congratulamo-nos com a coragem do prefeito em enfrentar este assunto.

Fabio Porchat fabioporchat@gmail.com

São Paulo

*

AVENIDA PAULISTA

Andando pela Avenida Paulista nos últimos dias, já se percebe uma melhora de uns 30% na poluição visual. Isso só num fim de semana. Mãos à obra, prefeito. A cidade precisava de alguém como você.

Luiz Alberto Olivi luiz.olivi@eliteccvm.com.br

São Paulo

*

SEM GRACINHAS

Gostaria de fazer uma sugestão ao nosso novo prefeito: não fique fazendo populismo vestindo-se de gari ou pintor de pontes. São Paulo precisa e merece uma autoridade mais eficiente e menos dada a gracinhas e populismo. Aja como um bom administrador e administre bem as suas prefeituras regionais. Pode principiar pelo setor de parques e jardins. As árvores plantadas nas nossas ruas e avenidas não podem estar à mercê da Eletropaulo. Ela só se interessa pelos galhos que atrapalham seus fios. Poda de árvores, anualmente, é coisa séria e merece ser administrada por quem é do ramo, e não por eletricistas! As árvores (inclusive as de seu bairro, os Jardins, de belas e venerandas árvores) estão todas tortas e cambaias, com ameaça de queda iminente, ente outras coisas, devido às podas sem critério algum. Pense na beleza que essas árvores fornecem gratuitamente, sem pedir propinas e ainda melhorando o ar, dando-nos sombra e amenizando a poluição e o calor da cidade.

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

*

INIMIGO DA FAUNA E DA FLORA

Então o prefeito João Doria lançará um programa para “revitalizar” a Praça Adolpho Bloch. Será que ele seriamente pensa que o massacre de árvores e arbustos que faziam fronteira com o pequeno e agradável parque, que ocorreu na semana passada, é a forma de “revitalizá-lo”? Aquela folhagem que ele destruiu não apenas dava um toque de verde para esta esquina cheia de trânsito, mas também fornecia sustento e área para os pássaros construírem seus ninhos, desde espécies comuns, como sabiás, pombas, sanhaço-cinzentos e rolinhas, a pássaros mais coloridos e menos comuns, como alma de gato, cambacica, periquito e saíra-amarela. Doria conseguirá uma oportunidade de foto à custa da flora e da fauna da cidade.

John Fitzpatrick johnfitz668@gmail.com

​São Paulo

*

VAQUEJADA

Não desconsiderando o mérito dos autores do artigo “Vaquejada e rodeio, patrimônio cultural” (21/1, A2), venho fazer algumas considerações sobre o parágrafo final, em que se polemiza a falta de entendimento entre os Três Poderes sobre o assunto, sobre o que discordo. O Legislativo já se manifestou contra as práticas de rodeios e vaquejadas, dispensando, portanto, discussões com a área cultural. Mais, os direitos dos animais contra o sofrimento de crueldade são consagrados pela Constituição federal. O texto reconhece que temos uma polêmica, mas não inclui nisso a sociedade, justamente quem mais merece entrar na discussão. Em nenhum momento se discutem valores éticos, morais, o respeito devido a toda a forma de vida, que tanto se espera para este século. A humanidade passa por um processo civilizatório em que não se encontra espaço para brutalidade e violência, tão corriqueiras nas práticas de rodeios e vaquejadas. No mundo todo se desenvolve um processo de reconhecimento aos direitos que os animais, passíveis de dor e sofrimento, devem merecer. Isso, sim, necessita de discussão prioritária e, antes de mais nada, quero lembrar que as práticas cruéis acima mencionadas  são estimuladas apenas por uma parcela da população dos respectivos Estados em que elas ocorrem. A maioria dos brasileiros não as aceita.

Sônia Peralli Fonseca, bióloga, presidente do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal sozedsp@terra.com.br

São Paulo

*

CONTRÁRIOS

Ótimo artigo sobre absurdo de vaquejada/rodeio como patrimônio cultural (21/1, A2). E mais órgãos são contra: Ministério Público Federal e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, único a dar título de “Patrimônio Cultural”, dizem ser inconstitucional. Auditores agropecuários (Ministério da Agricultura) declaram vaquejada prática que causa sofrimento. Instituto Mineiro de Agropecuária proíbe o transporte de animais para isso e o órgão máximo de veterinária, Conselho Federal de Medicina Veterinária, além da Associação Brasileira Medicina Veterinária Legal e a Associação Médico Veterinária de Bem-Estar Animal têm parecer contra. Mesmo a opinião pública: pesquisa gazetaweb (61% contra); e do Senado (40 mil contra).

Elizabeth MacGregor emacgregor@forumanimal.org

Rio de Janeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.