Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

26 Janeiro 2017 | 03h00

EXPULSÃO HUMILHANTE

O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, determinou a expulsão da Odebrecht daquele país, em decorrência do regime de propinas usado por ela nas licitações de obras ocorridas entre 2005 e 2014, o que contaminou as obras por ela executadas, que foram consideradas pelo presidente como importantes para o país. O presidente entende que a Odebrecht deve vender seus planos e sair do país, demonstrando que a presença da empreiteira passou a ser indesejável. Assim, o sistema de propinas usado pela Odebrecht tem levado a grande empresa a um processo de desgaste e de execração pública em diversos países da América Latina, solapando o seu nome e a sua atuação profissional. Também não fica bem para o Brasil!

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A ODEBRECHT NO PERU

O presidente peruano, Pedro Paulo Kuczynski, anunciou a rescisão do contrato com a Odebrecht para a construção de um gasoduto no sul do país e a execução de garantia de US$ 262,5 milhões. Para ele, a empresa está contaminada pela corrupção e deveria vender seus projetos locais e deixar o país. Diferentemente do Brasil, que acolhe e acoita a bandidagem empresarial e política por meio de acordos fajutos de leniência, que separam a pessoa física da jurídica – aliás, um tremendo engodo, para não dizer absurdo, pois uma não existe sem a outra –, o governo peruano nos dá, sim, um exemplo de moralidade e amor à pátria, quer distância da bandidagem que fez parte do caos em que o Brasil hoje se encontra.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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MUNDANOS

Presidente do Peru determina que Odebrecht venda projetos e deixe o país. Cada vez mais países deixam o terceiro mundo mundano. Enquanto isso, por estas bandas, Executivo, Legislativo, Judiciário e, agora também, o presidiário, nossos “quatro poderes”, fazem de tudo para continuarmos mundanos.

José Roberto Niero

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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CAMINHO DA DIGNIDADE

A manchete de ontem do “Estadão” dava conta da decisão do governo peruano de expulsar a Odebrecht de seu país. Infelizmente, aqui, no Brasil, as pessoas com capacidade intelectual, bem como os meios de comunicação, desenvolveram visão contemplativa sobre a Odebrecht e sobre o PT, maior beneficiário (além de PMDB e outros mais) das práticas corruptoras. Ainda não li notícia alguma sobre iniciar procedimento para condenar estas instituições como organizações criminosas e decretar sua extinção. Até o Peru, pequeno país vizinho, mostrou o caminho da dignidade.

Marco Aurélio Cravo

vzcravo@hotmail.com

Curitiba

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ULTIMATO PERUANO

Em solo andino, a empreiteira já ensaia o canto do peru...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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HOMOLOGAÇÃO DAS DELAÇÕES

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criou uma oportunidade para que a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, inicie a homologação da primeira leva das delações premiadas dos executivos da Construtora Odebrecht, a mesma que está sendo expulsa de países onde corrompeu para realizar suas obras. Sem dúvida o pedido materializado de Janot era o que Cármen Lúcia esperava para dar o start desta fase. Até mesmo os próprios delatores insistem no prosseguimento das homologações. Portanto, pelo que tudo indica, o povo brasileiro pode ficar aliviado. 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ESTABILIDADE

O País vive um momento de insegurança jurídica. O ato do presidente da República, Michel Temer, de nomear o ministro que irá substituir Teori Zavascki na Corte somente após o Supremo Tribunal Federal (STF) indicar um novo relator para os processos da Operação Lava Jato gera estabilidade política. E é visto com bons olhos por aqueles que não acreditam num julgamento íntegro, incorruptível e com rigor na tomada de decisões daqui por diante.

Diego M. M. Mineiro

diegomarques@advocaciamartins.com

Goiânia

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A ESCOLHA DO RELATOR

O impasse e a dúvida sobre a relatoria da Operação Lava Jato incomodam a opinião pública. A dobradinha Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski não pode pleitear a substituição do trabalho de Teori Zavascki por causa do comportamento duvidoso nos julgamentos do mensalão, do impeachment de Dilma Rousseff, entre outros. Se se fizesse uma votação popular para escolher o juiz que ocuparia o vácuo deixado pela morte de Teori, teriam preferência a presidente Cármen Lúcia, o decano Celso de Mello e Edson Fachin. Como apurar essa preferência existente no imaginário popular? Esse é o mistério que paira sobre meu senso. Mas o fato é que há uma nítida percepção sobre os diversos comportamentos dos juízes que compõem o Supremo Tribunal Federal, hoje tão populares quanto a escalação de times de futebol populares como Flamengo e Corinthians. A recente história do STF, desde a época do mensalão até hoje, trouxe a uma grande parte do povo um contato benéfico com a Justiça. Permitiu iluminar a escuridão que havia sobre os processos, julgamentos e, principalmente, sobre o ritmo lento e defasado do cotidiano do País. Esperemos que tudo se resolva rapidamente e em andamento presto, imposto pela própria necessidade da sociedade.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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RETROCESSO NO JUDICIÁRIO?

Um dos cotados a assumir a vaga do ministro Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF) é favorável à submissão da mulher ao marido. Parece, quando lemos essa afirmação, que estamos diante de uma ironia ou script de novela das nove, mas, infelizmente, essa é a opinião de um dos magistrados que poderá ser indicado a ocupar um assento no plenário do Supremo. O Estado, conforme previsto no texto constitucional, é laico. Porém, há pessoas que confundem princípios pessoais com o cargo público que ocupam ou, eventualmente, poderão ocupar num futuro próximo. Evidentemente que vivemos numa sociedade plural, em que ideias, opiniões e convicções são diversas e merecem respeito. Mas defender, por exemplo, que a mulher deva aguentar calada toda e qualquer atrocidade cometida pelo marido beira, digamos, à irracionalidade. Espero que o presidente Michel Temer tenha consciência do poder que está em suas mãos e não indique alguém com ideias ultraconservadoras para analisar temas que incluem princípios constitucionais. Somos uma sociedade moderna, cujas transformações são diárias e constantes. Pensamentos do século passado devem ficar no passado.

Willian Martins

martins.willian@globo.com

Guararema

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DÍVIDA DO RIO DE JANEIRO X UNIÃO

Há dias a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu desbloquear R$ 374 milhões a favor do Estado do Rio de Janeiro e contra a União, esta fundamentada no artigo 35 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que a ministra atropelou. É notório que a principal função do STF é ser guardião da Constituição federal, e não descumprir a lei. A matéria em debate, na sua origem, é de natureza administrativa-financeira. Cabe ao administrador, no caso público, administrar, para isso foi contratado e aceitou o cargo, é seu dever resolver os problemas administrativos e financeiros do seu Estado. A meu ver, se a matéria é de natureza administrativa-financeira, caberia à análise de administradores e/ou economistas, e não a juízes, sem o devido conhecimento para dizer sobre a matéria, não se alegue a urgência para descumprir a lei, aproveitando-se da situação já conhecida de antanho, não prevalece. Juiz não existe para administrar, esta é ciência de outra competência.

Alpoim da Silva Botelho

alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

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SALÁRIOS ATRASADOS

As prefeituras no interior do Ceará passam por duas crises. A seca e a falta de água e a crise econômica. Em Redenção, as professoras não receberam ainda o atrasado da gestão passada. Onde não há verdade não há justiça. Quem trabalhou merece receber seu salário.

Paulo R. Girão Lessa

paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

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MUNICÍPIOS NÃO PAGAM INSS

Que a recessão econômica nestes últimos dois anos derrubou a arrecadação dos 5.565 municípios do País é verdade. Mas não justifica que 89% (ou 4.950) dos municípios estejam há anos inadimplentes com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), para o qual devem R$ 99,6 bilhões, ou 66% do total do déficit da Previdência, algo próximo de R$ 150 bilhões em 2016. E ainda deixam de recolher o FGTS... Uma prova de que a maioria dos prefeitos do País é composta por péssimos administradores. Por causa dessa inadimplência, e por justa razão, o governo central bloqueia o pagamento das parcelas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). E o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, porém, no lugar de advertir os relapsos administradores destas 4.950 cidades, diz que essa dívida de R$ 99,6 bilhões precisa ser recalculada, enaltecendo que boa parte dela já prescreveu. Ou seja, defende ardorosamente o calote de bilhões de reais contra o INSS, e na maior cara de pau quer desconto sobre essa monstruosa dívida, que talvez jamais vão se interessar em pagar. Uma aberração! Um desrespeito à ordem pública!

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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‘A BATALHA CONTRA OS PRIVILÉGIOS’

Artigo publicado no “Estadão” de 9 de outubro de 2016, “A batalha contra os privilégios”, nos levou a pensar sobre as similaridades da situação em curso no Estado brasileiro com aquela imaginada por George Orwell em seu profético livro “1984”. Parte da série “A Reconstrução do Brasil”, o artigo focava as pressões aparentemente absurdas exercidas pelo corpo de funcionários públicos, seja federal, estadual ou municipal, em suas demandas infindáveis por mais recursos, mais benefícios, menor responsabilidade e menor carga de trabalho. Ao exigir cada vez mais esforços da sociedade civil, sem nenhuma consideração pelas dificuldades enfrentadas por aqueles que pagam impostos, estes funcionários públicos já se consideram na posição do “membro do partido” descrito por Orwell, o que por si só justificaria todo e qualquer sacrifício do resto da população. Mas vamos dar um passo atrás nesta análise. Ambientado numa época em que o partido socialista inglês já havia se consolidado no poder e dominado toda a sociedade, o leitor é apresentado a um modo de vida imaginado para 1984. O ponto central do processo de dominação da população é o duplo-pensar (double think), aquela situação extrema de dissonância cognitiva em que o membro do partido, leia-se funcionário público, é obrigado a acreditar, ao mesmo tempo, em dois pontos de vista contraditórios. O autor insiste no tema ao definir que, para o partido, amor é ódio, guerra é paz ou liberdade é escravidão, cabendo ao funcionário público acreditar piamente nisso, sob pena de perder o emprego ou ser vaporizado. Exemplo no Brasil: independentemente da quantidade de provas que são exibidas da culpa de certos membros do partido, os outros membros continuam a acreditar piamente na honestidade daqueles, mas ao mesmo tempo bradam pelo combate intransigente à corrupção. Orwell também define o tamanho do Estado necessário para exercer a dominação completa como sendo de 5% da população. Levando para nosso caso, isso daria algo como 10 milhões de funcionários públicos. O artigo do “Estadão” falava na existência de 9 milhões atualmente – estamos perto, bem perto. E, para mostrar os efeitos dramáticos deste grupo, podemos calcular rapidamente o seu custo. Considerando que a carga tributária seja de 40% do PIB e que os funcionários públicos consomem 40% da arrecadação, temos que 16% de tudo o que se produz no Brasil vai para pagar os membros do partido. Caso houvesse interesse em governar para o resto da população, o governo deveria reduzir em 30% a quantidade de funcionários, para 2% a 3% da população, algo como 4 a 6 milhões de pessoas, e reduzir os gastos em mais 30% para um total de não mais que 10% do PIB. Com esses limites, talvez consigamos barrar a ascensão do Estado totalitário no Brasil. Infelizmente, o livro não tece comentários sobre o processo de ascensão ao poder, para podermos comparar em que estágio estamos. Com certeza, porém, o Brasil ainda não está nos estágios finais de dominação, ou esse texto não seria publicado e o autor seria vaporizado, portanto alguma esperança ainda resta. Outros aspectos do livro se aproximam do caso brasileiro, como a estatização da produção e o posicionamento do Estado como provedor de tudo. Mas isso fica para uma próxima oportunidade.

Rene Rezende

renenardi@hotmail.com

São Paulo

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MAIOR QUE O PETROLÃO

Vem aí um escândalo que deixará o petrolão no chinelo, desta vez pegando o FGTS e os fundos de pensão, com prejuízos estimados em R$ 1 trilhão, caso que está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF). Ele se espalha nas esferas federal, estadual e municipal, envolvendo múltiplos partidos. Esperamos que desta vez os funcionários públicos que presenciaram essas lambanças deem com a língua nos dentes, porque está em risco a própria aposentadoria deles. O Brasil, realmente, precisa ser dedetizado, para começar tudo de novo, com gente séria, honesta e justa no comando. Dá uma tristeza danada ver nossa gente morrendo de fome, jovens indo em direção ao crime por falta de educação adequada, falta de segurança e esta cambada se locupletando.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO NA CÂMARA

Na sexta-feira, o juiz federal Eduardo Ribeiro de Oliveira, da 15.ª Vara Federal de Brasília, havia barrado a candidatura do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados. Esta semana, o desembargador Hilton Queiroz suspendeu a decisão proferida pelo juiz de Brasília. Agora, Maia poderá concorrer a um novo mandato à frente da Câmara, contando com os privilégios do cargo de presidente, incluindo a condução da eleição. O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda poderá decidir se Maia poderá ou não ser reeleito. Toda essa indecisão causa transtorno à tempestuosa vida política do País e desperdiça mais um pouco do dinheiro público.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CONSTITUIÇÃO

Perguntar não ofende: não estão rasgando novamente a Constituição com a cassação da liminar que não permitia a reeleição do presidente da Câmara?

Moisés Goldstein

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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O APOIO DO PT

Não consigo entender o constrangimento do PT em apoiar Rodrigo Maia para presidente da Câmara federal, afirmando que ele é da turma que apoiou o “golpe” contra Dilma Rousseff. Quando chegou ao poder, juntou-se a Sarney, Renan, Maluf, Eduardo Cunha, etc. Sempre foi um partido dissimulado, que não estava preocupado com o Brasil, mas só com o poder e suas benesses, como o PMDB de agora.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FUGA E PÂNICO EM BAURU

Por causa de um celular apreendido dentro do Presídio CPP 3, na cidade de Bauru (SP), presos fizeram uma rebelião na terça-feira provocando a fuga de 159 detentos. A cidade entrou em pânico, boatos se espalharam e o comércio foi orientado a fechar suas portas. Prejuízo gigante em tempos de crise e de dificuldades para vendas. Tudo por causa de um mísero celular. Até quando, governador Geraldo Alckmin? Até quando, Justiça brasileira? Quem manda no Estado e no País? Vocês ou o PCC? Quem leva o prejuízo são os que recolhem tributos e impostos para ter segurança, mas não conseguem dormir em paz nem ir e vir em segurança.

Rafael Moia Filho

rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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CAOS GERAL

A mídia noticiou a fuga de 116 detentos em Manaus, 159 em São Paulo e outros tantos pelo País afora. Realmente um perigo. Porém o que falar dos 81 senadores, dos 513 deputados federais, dos 800 estaduais e de mais ou menos 40 mil vereadores que estão soltos? Estes, com certeza, por suas ações e omissões, são muito mais perigosos que aqueles. Roubam descaradamente o dinheiro público que, com certeza, faz falta à educação, à saúde e mesmo para a construção de presídios. E a Justiça, além de cega, é surda e muda.

Paulo H. Coimbra De Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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NÃO PODE COM O INIMIGO?

Parece que as rebeliões nos presídios estão dando uma trégua. É provável que os acordos espúrios entre governantes e bandidos estejam de vento em popa. Sem ironia, por favor!

Eleonora Samara

eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

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ANOS DE INCÚRIA

Assistimos hoje no Brasil a algo que remete à descrição bíblica das sete pragas do Egito: penitenciárias em guerra no Norte e no Nordeste; no centro de São Paulo, os drogados da cracolândia incendeiam ruas e enfrentam a polícia; um agitador profissional do MST comanda a resistência à polícia com violência; a febre amarela grassa em Minas e ameaça Espírito Santo e São Paulo. Mas não, não são as sete pragas do Egito. São os 13 anos de incúria, corrupção e irresponsabilidade dos governos lulopetistas que deram origem a tudo isso. E, infelizmente, o ovo da serpente estava à vista de quem tinha olhos para ver.

Eduardo Spinola e Castro 

3491esc@gmail.com

São Paulo

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VACINADO

Depois de sofrer um surto de febre vermelha durante mais de 10 anos, agora é a febre amarela que preocupa os brasileiros. Ainda bem que minhas vacinas estão em dia.

Luiz G. Tressoldi Saraiva

lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

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VETORES

Para recuperar o bioma da Mata Atlântica, severas regras são implementadas para a proteção da fauna e da flora. Animais são contidos em áreas limitadas, muitas vezes incomunicáveis, se reproduzem desordenadamente sem a presença dos seus predadores naturais. É o caso de macacos de diversas espécies, muito próximos de áreas urbanas, “alimentando” vetores do vírus da febre amarela.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PROFESSORES SEM FORMAÇÃO

Será novidade o levantamento realizado pelo Movimento Todos Pela Educação, a partir de dados do Censo Escolar de 2015, que aponta que 46% dos professores do ensino médio no Brasil não têm formação específica nas disciplinas que lecionam? Esse assunto é velho. Desde que a desvalorização dos professores tomou proporções incontroláveis, essa prática vem sendo adotada nas escolas. Mas que diferença faz a um governo que não se importa com a educação das nossas crianças? O governador Geraldo Alckmin, quando provocado a falar sobre o assunto, só se lembra de mostrar os números gastos em educação, não vê a educação como investimento. Algo deve estar muito errado. Há poucos ganhando muito e muitos ganhando nada. É por isso que o magistério não atrai estudantes. E continuamos na mesma toada: o professor finge que ensina, o aluno finge que aprende, o governo finge que paga e o eleitor finge que acredita. Chegamos ao fundo do poço!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SÃO PAULO, 463 ANOS

Ontem São Paulo, a cidade das cidades brasileiras, completou 463 anos. Foram quatro séculos, seis décadas e três anos recebendo todos os que por lá aportam, sempre com amor, carinho e fraternidade. Receptiva, abriga todos, não distingue quem quer que seja. E, por força desse abrigo, São Paulo se tornou a cidade mais eclética do Brasil, quiçá do mundo. Enfim, forjada por brasileiros de todas as regiões e por estrangeiros de toda parte do mundo, São Paulo merece a grandeza que tem. Parabéns.

Carlos Benedito Pereira da Silva

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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HOMENAGEM

São Paulo da garoa hoje vou te homenagear

Pelos 463 anos de vida quero te parabenizar

São Paulo de tanta gente, São Paulo, cidade das trovas

São Paulo dos Bandeirastes, terra de Adoniram Barbosa

São Paulo do Rio Tietê, Rio Aricanduva e Rio Ipiranga

São Paulo do Rio Pinheiros e da Represa Guarapiranga

São Paulo da Igreja da Sé e também Consolação

São Paulo, terra bendita, você tem tudo de bom

Essa belíssima cidade que tanta gente acolheu

Quem viveu nessa cidade jamais a esqueceu

Terra abençoada por Deus que o jesuíta fundou

São Paulo terra de glória, São Paulo de muito amor

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CIDADE LIMPA

Vejo gente criticando o atual prefeito de São Paulo por apagar obras de arte na cidade. Hã? Obras de arte? Faça-me o favor. A cidade foi sistematicamente atacada e pichada. PICHADA! Prefiro Sampa cinza e limpa, com bastante verde das árvores e o colorido das flores, ruas asfaltadas, árvores podadas, semáforos funcionando. Prefeito João Doria, vá em frente! Limpe a nossa cidade desta feiura! A verdadeira arte terá sempre seu lugar. A arte mais difícil será agradar à turma do “hay gobierno? Soy contra!”. Feliz aniversário, São Paulo, cidade limpa!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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PROJETO ‘CIDADE LINDA’

Nesta data tão significativa que foi 25 de janeiro, quando comemoramos o aniversário da nossa querida cidade de São Paulo, cumprimento o prefeito João Doria. Que ele limpe, mesmo, a grafitagem e a pichação na cidade de São Paulo. Que seja rigoroso e não se intimide. Grafitagem e pichações são uma ofensa aos nossos olhos.

Sidney Cantilena

sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

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NOVAS LIDERANÇAS

Trump, nos EUA, e João Dória, em São Paulo, já começaram a mudar a gestão dos dois polos que mais interessam aos paulistanos, no festivo dia 25 de janeiro. Trump mudará o mundo e Dória, a “capital” do Brasil. Ambos prometeram e estão cumprindo. Nenhum dos dois era político. Os dois são empresários bem-sucedidos e ricos. Ambos fizeram carreira eleitoral meteórica e surpreendente, Trump vencendo 16 concorrentes nas primárias e Dória vencendo Haddad e outros no primeiro turno, em eleições democráticas. Ambos farão história. Ambos eram aguardados ansiosamente tanto no maior país do mundo como na maior cidade da América Latina. Dois líderes surpreendentes e convincentes.

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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TRUMP, A TRAGÉDIA ANUNCIADA

Donald Trump, já no primeiro dia de seu mandato, decretou o fim da globalização: a saída dos EUA do Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP, na sigla em inglês) vai ajudar a implodir a fragilizada União Europeia e o muro na fronteira com o México deixa poucas dúvidas sofre o fim do acordo com aquele país. Construir muros, expulsar imigrantes, derrubar as pontes, logo o mundo voltará 50 anos no tempo – na visão de Trump, a queda do Muro de Berlim foi um erro. O Brasil levará décadas para se recuperar do estrago da gestão criminosa de Lula e Dilma, o mundo poderá levar um século para desfazer os estragos da era Trump.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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INSEGURANÇA GLOBAL

Donald Trump acaba de liquidar com a Parceria Transpacífico. O Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) está com os dias contados. A abertura com Cuba se encaminha para um volta atrás. Tratados com a União Europeia (Otan incluída) já estão na mira. Acordos de preferências alfandegárias com países da Ásia e outros em todo o mundo serão revistos. Agora eu gostaria de ver as nações do Primeiro Mundo virem para cima de nós com esta balela de insegurança jurídica. Nós, aqui no Brasil, honramos acordos e não rasgamos contratos. Nós não somos os EUA de Donald Trump...

Paulo Sérgio P. Gonçalves

ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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NOSSA DURA REALIDADE

Imaginem a cena: num campinho, crianças pobres e descalças jogam uma alegre pelada, descontraidamente, e entre eles há um que está usando uniforme completo, inclusive chuteiras, tudo novinho em folha. Repentinamente, no auge da brincadeira, o riquinho apanha a bola e vai embora, deixando todos muito indignados e tristes. Fazendo uma analogia, o garoto rico era Donald Trump e os pobrezinhos, representantes dos muitos países que até então eram parceiros comerciais dos Estados Unidos e que, como se sabe, serão deixados para trás segundo a vontade do novo presidente. Um menininho brasileiro certamente estava entre eles.

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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SENTEM-SE, PORQUE TRUMP É MANSO

Uma boa parte de brasileiros, antes mesmo que o novo presidente dos Estados Unidos comece a agir, está fazendo o maior auê contra o eleito legitimamente por um sistema que, este, sim, deveria ser criticado, e não ficar derramando lágrimas “hillaryantes”, admitindo-se até que sejam petistas saudosos da sua “presidenta”. O tempo é o senhor da razão, já repetia o também defenestrado senador alagoano Fernando Collor. Antigamente, diziam, o castigo vinha a cavalo, hoje, com as maravilhas produzidas pela inteligência humana, o castigo vem montado num raio produzido pelo martelo de Thor. Em seu primeiro dia útil como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump cancelou um acordo chamado Parceria Transpacífico, cujas transformações que isso trará o governo brasileiro vê como positivas, já que o acordo levaria à perda de mercados para os nossos produtos na Ásia, em especial no Japão. Até a Argentina chegara a perder a exportação de limões. Se a vida lhe der limões... Trump cortou o acordo comercial, em vez de fazer uma limonada, e aconselha aos que apregoam o “Fora Trump” que chupem um picolé de limão. Medida antipática do presidente norte-americano será a restrição da entrada de brasileiros no seu país, se o surto de febre amarela não for contido no Brasil.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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TRUMP E A IMPRENSA

A liberdade de imprensa é de longe um dos maiores suportes da democracia mundial, e, em especial, a norte-americana. Pelo visto, o presidente Donald Trump, ao declarar guerra à imprensa americana, desconhece a opinião de Abraham Lincoln: “Pode-se enganar todos por pouco tempo; poucos por todo o tempo; jamais todos por todo o tempo”. Vá com calma, sr. Trump!

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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PÚBLICO

Donald Trump não gostou que a imprensa divulgou que na posse dele havia menos pessoas que na posse de Barack Obama em 2009. Bem feito, quem mandou não contratar o Datafolha.

Cláudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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DE POPULISTAS E ESTADISTAS

Populistas mobilizam amor ou ódio; indiferença, jamais! Estadistas geram respeito. Sob o populismo, a oposição é sentida como inimiga. Estadistas a veem como parte do jogo democrático. Populistas fazem seja o que for para aumentar mais e mais sua popularidade. Estadistas fazem o que for necessário para o bem do país. O populismo fatalmente desemboca na corrução. Estadistas se caracterizam pela ética e buscam se cercar dos íntegros e competentes. Populistas não governam olhando o longo prazo, os estadistas governam pensando no que é bom para o agora e para as próximas gerações. Populistas sempre consideram a mídia um estorvo por divulgar informações que não lhes sejam favoráveis. Estadistas tentam acolher, mesmo que se ressintam, o que a mídia transmite, prezando a liberdade de imprensa como valor fundamental da democracia. Populistas não se norteiam por princípios. Estadistas não abrem mão deles. E, por fim, populistas invariavelmente criam divisões, cizânias, enquanto estadistas geram uma ambiência de tranquilidade, segurança e pacificação.

Eliana França Leme

efleme@gmail.com

São Paulo

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A ESCOLHA DE UM PRESIDENTE

Os povos do mundo livre que escolhem seus dirigentes têm sempre diante de si uma difícil decisão: quem é a melhor pessoa? Quem leu esta carta até aqui deve estar pensando como sou ingênuo, ao falar em “escolhas pelo povo”. Todos nós sabemos das complexas engrenagens políticas que movem o mundo do poder em qualquer nação. Nos Estados Unidos, primeira nação moderna a adotar uma Constituição democrática, existem várias salvaguardas no sentido de evitar que o povo faça escolhas que desagradem interesses do establishment, dos que controlam a nação. No entanto, estas mesmas engrenagens, às vezes, pregam uma peça nos controladores do poder. O país que privilegia a existência de dois partidos hegemônicos, representando duas visões de governo – uma conservadora, outra mais liberal, mas ambas não conflitantes com os interesses da elite que detém o poder real da nação –, vez por outra sai do roteiro previsto. Dos 300 milhões de habitantes dos Estados Unidos, provavelmente o pior cidadão foi eleito novo presidente. Como isso pôde acontecer? Ironias do destino ou desatinos de todo um povo também podem acontecer no pretensioso país norte-americano. Gostaríamos, todos nós, não americanos, de poder só rir e debochar da tolice histórica que acometeu a nação mais rica e poderosa do mundo. Mas ela afeta todos nós. Donald Trump é um empresário, filhinho de papai rico, que ficou “bilionário”, como a imprensa gosta de chamá-lo, usando todas as artimanhas que o mundo dos negócios pode propiciar a um sujeito sem escrúpulos e cara de pau. “Bem feito!”, gostaríamos de dizer. Mas este fanfarrão medíocre e vigarista vai incomodar o mundo inteiro até que o tal establishment se dê conta de que terá de dar um basta e tirá-lo do poder por meio de um novo, mas previsível, impeachment. E nós, brasileiros, saberemos escolher um presidente em 2018?

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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A ERA DAS INCERTEZAS

Na sexta-feira (20/1), Donald Trump tomou posse como presidente dos Estados Unidos, entre aplausos, vaias e quebradeira nas ruas de Washington. Ele é um magnata bilionário que antes pilotava a versão original do programa que os brasileiros conhecem como “O Aprendiz”. Queira ou não, Trump representa uma parcela significante dos norte-americanos que concorda com o racismo, o machismo e tantos outros “ismos” que são ultrapassados e nocivos. Suas posturas assustam o mundo, que depois de Trump jamais será o mesmo, acostumado com a figura do democrata carismático de Barack Obama. Na última semana, especificamente, o assunto que comandou o noticiário, além da posse de Trump e das rebeliões de presos no Brasil, foi o aquecimento global. São três anos consecutivos em que a temperatura do planeta vem subindo e as discussões em torno de formas mais sustentáveis para a produção de energia limpa guiam empresas multinacionais, estudiosos e até o governo da China – maior poluidora do planeta, que vem desenvolvendo veículos 100% elétrico em Chen-Zem. Já o empossado Trump vai na contramão de seu antecessor. Nomeou assessores que não acreditam no efeito do aquecimento global – embora ele esteja comprovado com fatos. Ele próprio nega veemente o problema. Ou seja, com Donald Trump na presidência do EUA, segundo maior poluidor da Terra, o mundo estará em alerta. Se o bilionário seguir com o comportamento que depõe contra a liturgia de seu cargo, o planeta inteiro pode temer pelo pior em vários sentidos. Não só na questão ambiental, mas em relação ao seu relacionamento pouco republicano com a Rússia de Vladimir Putin. A chegada de Trump à Casa Branca é apenas um dos ingrediente de um bolo que ainda é preparado. Em tempos em que a rede social parece muito mais atraente, essa tarefa não se mostra tão simples assim. Entramos, a partir de 20 de janeiro de 2017, na era das incertezas. Aqui no Brasil, como lá, discurso em campanha é uma coisa, governar é outra.

Turíbio Liberatto

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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AS CANETADAS DE TRUMP

O poder de destruição do novo presidente americano mostrou-se real, em dois dias ele demoliu avanços significativos da era Obama. As opções não são muitas: ou bem acaba o papel, a tinta, ou o mundo.

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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FOCO NO BRASIL

Seria muito mais interessante e conveniente se nossos economistas e articulistas parassem de analisar tanto Donald Trump e voltassem a se preocupar mais com o Brasil. Aliás, qualquer análise de Trump hoje não passa de puro exercício de futurologia, mais conveniente aos astrólogos.

Ulysses Fernandes Nunes Jr

Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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BREXIT

A suprema Corte do Reino Unido decidiu por oito votos a três que o processo de saída do país da União Europeia (UE), o Brexit, precisa ser ratificado pelo Parlamento, não sendo suficiente apenas sua aprovação em plebiscito, ocorrida em junho. Curioso o fato de a Justiça determinar que uma decisão direta e majoritária do povo, a mais autêntica expressão de vontade a vigorar num regime democrático, seja submetida “a posteriori” a uma discussão parlamentar que, além de refletir interesses particulares, certamente terá efeitos procrastinadores que prolongarão o clima de incerteza. Não há dúvida de que seria mais inteligente e mais barato inverter a ordem. E se a decisão for rejeitada, os ingleses aceitarão passivamente?

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CONAR

Discordo de Francisco Paes de Barros (“Rio de Janeiro, vítima de propaganda enganosa”, “Estadão”, 25/1, A2) quando se refere ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) como “uma conquista da sociedade civil”, além de outras referências sobre a atuação daquele órgão. Na verdade, a atuação do Conar serve mais aos interesses dos próprios interessados – agências de publicidade e anunciantes. Já tive várias demandas protocoladas no Conar, sobre publicidade completamente irregular, que não foram nem mesmo analisadas. Ainda sobre o Conar, é bom lembrar que foi um dos órgãos contrários às restrições das propagandas de cigarros, num claro exemplo em que seus intere$$es ficaram evidentes.

Luciano Nogueira Marmontel

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

 

 

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