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Opinião

19 Março 2017 | 05h00

CORRUPÇÃO

Lava Jato, três anos

Os resultados alcançados pela Operação Lava Jato até agora estão revelando, primordialmente, a exploração da sociedade brasileira por um grupo de grandes empresas em conluio com partidos políticos. Nosso sistema eleitoral é um faz de conta que não permite ao eleitor ter um representante genuíno. Escolhemos nosso melhor candidato, votamos nele, mas podemos eleger outro. Até de outro partido. As campanhas eleitorais são caríssimas, um convite à corrupção. Os eleitos julgam-se donos de seus cargos e passam a demandar espaço na administração pública, ocupado por “operadores” que tramam toda sorte de desvios: superfaturamentos, isenções fiscais, empréstimos subsidiados do BNDES... Por meio de consultorias fajutas, doações “legais” a partidos ou remessa de dólares para paraísos fiscais, o dinheiro da corrupção é distribuído entre os participantes do esquema. Estima-se que os desvios dos últimos 13 anos superem a fabulosa quantia de R$ 1,2 trilhão! Os números de citados na lista de Janot dão a dimensão do problema. E agora querem anistia para caixa 2, voto em lista fechada e mais dinheiro público para campanha. Precisamos é de cadeia para os envolvidos e voto distrital, com campanhas mais baratas e maior proximidade entre o eleitor e seus representantes.

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

Desalento

Muito triste. Duas notícias horríveis me fizeram ficar mais desiludido, ainda, com o meu Brasil. Não sei qual a pior: a venda para nosso consumo de carne estragada, por frigoríficos que pensávamos ser motivo de nosso orgulho, ou a transferência para prisão domiciliar, em seu luxuoso apartamento, da mulher de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, que roubou dinheiro público dos sofridos cariocas. Difícil dizer qual a mais decepcionante.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Operação Carne Fraca

A corrupção baixou na mesa do povo. A que ponto chegamos!

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo 

Ânsias

Indescritível a sensação de asco após a leitura de parte do documento sobre a ação da Polícia Federal (PF) nos frigoríficos. Pessoas que deveriam zelar pela saúde pública, fiscais sanitários e suas chefias, envolvidas em esquemas espúrios de corrupção, liberando carne podre para consumo, reembalagem de produtos vencidos, insumos com adição de produtos cancerígenos, bactérias detectadas, liberação até em merenda escolar, autorização para exportação sem o mínimo controle de qualidade... Vergonhoso! Os envolvidos deviam ser enquadrados em tentativa de homicídio, infanticídio, crime hediondo. A revolta é tanta que palavras não expressam a minha indignação. Até onde pode chegar o ser humano, se é que se enquadram nessa categoria os membros dessa quadrilha exposta agora ao nosso conhecimento? Fundo do poço! 

CELIA CANHEDO

cecanhedo@gmail.com

São Paulo

Adulteração de alimentos e/ou medicamentos deveria ser punida com pena máxima, em regime fechado, sem direito a quaisquer reduções de pena. É para o condenado [ITALIC]apodrecer[/ITALIC] na cadeia.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Nem aí

A maior operação da história da PF demonstrou antes de mais nada que alguns políticos, empresários e agentes públicos não estão nem aí para a Justiça e muito menos para a saúde alheia. Um produto exportado para 150 países, quem será responsável por tamanho estrago? Por quanto tempo esse esquema prevaleceu?

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Trabalho sujo

Um bando de porcos pôs a perder o esforço de muitos anos para conquistar o mercado internacional. Argentina, Uruguai, toda a Europa, EUA agradecem a falta de caráter, a cupidez de todos os envolvidos nessa sujeira. Vender propositalmente alimento podre mascarado com ácido é tentativa de homicídio, e não crime contra a saúde pública. Devem ser denunciados por esse crime. O Brasil hoje é um bêbado subindo a ladeira: dois passos à frente e cinco pra trás.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Deus ou diabo?

Dizem que Deus é brasileiro. Eu acho que quem é brasileiro é o diabo, pois consumimos leite com formol, carne com substâncias cancerígenas, temos os políticos mais corruptos do planeta e um povo que ainda vive na base do pão e circo. 

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

REFORMA POLÍTICA

Lista fechada

Estão querendo aprovar eleições em lista fechada de candidatos selecionados pelos partidos. Quando achamos que os parlamentares vão tomar medidas para melhorar o sistema e irem ao encontro dos anseios da população, vêm eles com outro casuísmo. É óbvio que nessas listas só constarão os donos do partido, os caciques, ou seja, continuarão os mesmos. Com meu voto, não. Vergonha.

PANAYOTIS POULIS 

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Propor votação em lista fechada é um descaramento! Hoje, tudo o que o eleitor quer é se livrar das cúpulas partidárias e os políticos têm o atrevimento de propor um sistema que canaliza exatamente para elas os nossos votos. Votar em lista é tirar o poder do eleitor de votar em quem quiser. Ninguém mais quer votar em partidos! 

LUIZ ADELINO DE ALMEIDA PRADO

laap@terra.com.br

São Paulo

Essa tal lista fechada é mais uma excrescência da mente dos políticos. Estão chegando ao limite de nossa paciência e tolerância.

DOMINGOS CESAR TUCCI

d.ctucci@globo.com

São Paulo

Voto distrital

Quem não gosta do óbvio é a esquerda. Que prova mais é necessária pra confirmar que esses políticos não prestam? Quem mais precisa se convencer de que a única saída é o voto distrital?

JOSÉ CARLOS SALIBA

fogueira2@gmail.com

São Paulo

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BENESSE AO PT

Pedido de abertura de inquérito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) não constitui sentença. Aceito o inquérito, feita a investigação e aceita a denúncia, só então a Justiça decide acerca de uma ação penal. A tal lista pluripartidária de Rodrigo Janot dificilmente será encerrada até 2018, fazendo com que cheguemos às eleições sob o clima do “nenhum político presta” ou “são todos corruptos”. Dos 28 pedidos de inquérito da primeira lista do procurador-geral, entregue em março de 2015, 18 tornaram-se denúncias e, até o momento, apenas 12 foram aceitas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Tal média fornece a exata noção do quão lento é um processo envolvendo prerrogativa de função – e agora são 83 pedidos de inquérito. Crer que chegaremos ao pleito eleitoral tendo passado o Brasil a limpo é insanidade. Tal lentidão processual e a generalização do “são todos iguais” interessam essencialmente ao titular principal do maior caso de corrupção da história tupiniquim: o Partido dos Trabalhadores (PT). Não, o PT representa o que há de pior na nossa política e isso deve refletir nas urnas.

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

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SE É PARA SANGRAR, QUE SANGRE

Com esta lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, independentemente da culpabilidade dos citados, surpreende o governo ainda não ter caído. Todo o poder, presidente do Senado, da Câmara, ministros do governo e, se bobear, até o porteiro, está, de alguma forma, envolvido. Alguns são partidários e defensores da tese de que uma nova eleição tiraria da instituição Presidência da República a garantia que lhe é conferida pelo exercício do cargo. O cargo estaria sendo rebaixado. Não teria mais importância o mais alto cargo do País. Haveria insegurança. Estaria reduzido, mal comparando, a um office boy. Eu não penso assim. Se tiver de haver novas eleições, que haja. Mas sem estes com solicitação de inquérito pedido pela PGR. Se é para sangrar, que sangre. Se é para afastar todos, do presidente da República aos seus sucessores, que se coloque no cargo a presidente do Supremo Tribunal Federal, conforme determina a Constituição. A República está podre. Poucos parlamentares escapam. Não esperem que estes parlamentares, que fazem as leis e legislam em causa própria, façam alguma coisa no sentido de atender aos anseios populares. Tudo farão no sentido de legislar para se livrarem.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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A FORÇA DA MANADA

A ordem em Brasília é não renunciar e não assumir a culpa. A grande aposta é a força da manada, alguns podem cair, a maioria continua a jornada. Será manada ou bando?

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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AGILIDADE NO JUDICIÁRIO

A lista de acusados de fraude com verbas públicas e doações de empresários para campanha eleitorais coloca em destaque também um procurador-geral da República cujas investigações se somam ao destaque dos julgamentos do juiz Sérgio Moro. A corrupção e o uso inadequado de milhões e milhões de reais envolvem muitos políticos, nos cargos executivos e dos Legislativos. Mas os acusados têm o direito de defesa. Portanto, que os processos sejam agilizados para que sejam evitados prejuízos ao conceito de quem pode não ter culpa. O Judiciário precisa ser mais ágil.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DEFEITO

A lista de Janot sofre de algo que as delações também sofreram, como disse a ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmom: delação premiada dos executivos da Odebrecht só pode ser levada a sério se denunciar magistrados e se atingir o Judiciário.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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‘A LISTA DA VERGONHA’

Vergonha das vergonhas! Senhores parlamentares, parem de se preocupar com seus mandatos. Lutem pelo povo brasileiro, que atravessa a maior recessão de sua história.

Aida Munimos aida.munimos@uol.com.br

São Paulo

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ZOMBARIA

Os políticos e ex-ocupantes de cargos públicos continuam zombando: do Brasil, dos brasileiros e de seus órgãos públicos independentes e fiscalizadores! Tudo isso devido às nossas leis: obsoletas, brandas e morosas. São inúmeras delações, inúmeras planilhas, inúmeras provas, multas bilionárias a serem pagas pelas empreiteiras, obras inacabadas e superfaturadas, caixa 2 comprovado, contrato de gaveta do sítio de Lula no seu criado-mudo sem assinatura... E eles continuam dizendo que não fizeram nada, ninguém sabe de nada e que todo mundo é inocente?! Quer dizer? Isto é o Brasil, lugar onde o crime e a corrupção continuam sendo vantajosas para seus praticantes.

Rodrigo Affonso dos S. Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

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CAIXA 2

Emilio Odebrecht disse ao juiz Sérgio Moro esta semana que “caixa 2 sempre foi reinante no País”, para justificar sua prática pela maior empreiteira do Brasil, fundada pelo seu pai e presidida pelo seu filho. Parece até que ele é o Espírito Santo, que falta nomear no Sinal da Cruz. Caixa 2 é crime de sonegação fiscal, conforme o artigo 1.º da Lei 8.137/1990. Não havendo nada mais a discutir, prendam-se todos os corruptos e corruptores que se valeram desse artifício para roubar o País. Amém!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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É CRIME E ACABOU!

O empresário Emilio Odebrecht confessou perante o juiz Sérgio Moro que caixa 2 sempre existiu e sempre reinou no País, e confessou que essa prática ilícita é exercida pela construtora que leva o seu nome desde a sua fundação. Que belo exemplo de uma empresa “familiar”, em que um pai passa para um filho condutas espúrias! No mesmo dia, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo corroborava das afirmações do patriarca da Odebrecht e disse que esse meio é recorrente e histórico no Brasil. Em 2003, quando da descoberta do mensalão, o ex-presidente Lula, então no cargo, afirmou para livrar a sua cara e a imagem dantesca do PT que era normal essa prática no “Bresil”. Isso vindo de um presidente da República e de um ministro da Justiça mostra por que a sonegação corria solta em nosso território. Vamos ficar de olho no Congresso Nacional, que suas excelências querem anistiar quem fez uso do caixa 2, ou seja, quase a totalidade dos parlamentares. Caixa 2 é crime de sonegação fiscal, conforme definido na Lei 8.137/1990, e acabou! Portanto, Emilio Odebrecht nos deve muito. Que tal começar a pagar a dívida, cumprindo a promessa que fez quando seu filho Marcelo foi preso: “Eu uso tornozeleiras, mas levo o Lula para a cadeia”. Amigos, amigos, negócios escusos à parte.   

Sérgio Dafré Sergio_dafre@otmail.com

Jundiaí

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PODREBRECHT

Caixa 2 da Odebrecht para partidos políticos: de pai para filho e neto, desde 1944. Até quando, Brasil?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SANTA INOCÊNCIA

Em menos de tão somente 20 minutos e sem a impostada eloquência e a estudada melodramaticidade com que defendeu a ex-presidente Dilma Rousseff no impeachment, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo disse ao juiz Sérgio Moro que a prática de caixa 2 é “histórico e cultural, mas sempre agasalha a prática da corrupção”. Ele foi ouvido como testemunha ligada à ação na qual o ex-ministro Antonio Palocci é acusado de atuar para favorecer os interesses da Odebrecht no governo federal na contratação de sondas de exploração do pré-sal com a Petrobrás. Segundo Cardozo, “às vezes se doa o dinheiro sem que você efetivamente saiba a origem”. Com tal convicção, ele busca beatificar aqueles que, “sistemicamente”, têm suas contas bancárias entulhadas de notas emporcalhas de lama. Sal grosso nele! 

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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ACORDOS DE LENIÊNCIA

O jurista Modesto Carvalhosa abordou em texto publicado dia 10/3 a questão da competência para os acordos de leniência, que não está claramente definida no País, destacando que, além do Ministério Público Federal, outros órgãos deveriam ser parte do processo. Essa responsabilidade precisa ser bem explicitada, para que os processos tenham prazos para terminar. Nos Estados Unidos, pioneiros no procedimento, os acordos são homologados por juízes e ou pelo DoJ (Department of Justice) e pela SEC e com o acordo da penalidade, que pode até ocorrer antes do processo, a questão fica resolvida.

Mario Ernesto Humberg marioernesto.humberg@cl-a.com

São Paulo

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ACUSAÇÃO AO TSE

Ao declarar em alto e bom som que caixa 2 sempre existiu, o sr. Emilio Odebrecht assume a responsabilidade de diretamente acusar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de sempre tolerar tal “malfeito”, sob a barba de seus presidentes. O que diz nosso atual e bravo ministro presidente, Gilmar Mendes? Se perguntado pelo juiz durante seu depoimento, e se a partir dessa afirmação o sr. Odebrecht teria como implícito que pela sistemática aceitação da Justiça Eleitoral, o “instituto do caixa 2” teria sido legalizado? O povo, que é o senhor do País, vai aceitar a tese de que tal tribunal houve-se como negligente? Indo além, será que o TSE sempre fez pouco caso ou foi tolerante a ponto de permitir tal nefasto entendimento? Aos senhores ministros sugiro, com a devida vênia e humildemente, realizar uma reunião tipo “brainstorm” e admitir perante a Nação tal comportamento, que seria expiado com terrível e implacável punição a todos os políticos, sem exceção. Só assim a Pátria estará altaneira e respeitosa.

Veraluz Zicarelli Cravo Vzcravo@hotmail.com

Curitiba

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‘FACTOIDES’ JURÍDICOS

“Caixa 2 é crime e agressão à sociedade.” Declaração eloquente, transmitida do plenário da Corte Suprema em 9 de outubro de 2012, ao longo do julgamento do mensalão, pela então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministra do Superior Tribunal Federal (STF), e atual presidente deste, Cármen Lúcia. Como se vê, trata-se de manifestação assertiva que não deixa margem a interpretações relativas do referido crime, como as colocadas pelo ícone histórico do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e pelo atual presidente do TSE e ministro da Corte, Gilmar Mendes, com o intuito de criar “factoides jurídicos”, que visam a estabelecer matizes para o ilícito e, em consequência, livrar muitos dos corruptos de suas ações deletérias.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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O QUE ESPERAR DO STF

Caixa 2 é crime! Assim disse a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, atual presidente do Supremo Tribunal Federal.      

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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A LÓGICA DO CONGRESSO

“Todos tiveram as mesmas oportunidades. Não há o que reclamar. Os incompetentes que se danem! Quem roubou roubou, quem não roubou não rouba mais e vamos aprovar logo a criminalização do caixa 2 para os próximos políticos, pois o Brasil não pode parar!” Com essa lógica, será que o Congresso imagina que conquistará a confiança do mundo?

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

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REFORMA POLÍTICA

Assombram-me e assustam-me as opiniões e comentários em favor de uma reforma política radical que expurgue os atuais deputados federais e senadores. Segunda-feira, dia 13/3, no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o jurista Modesto Carvalhosa chegou ao ponto de defender enfaticamente a convocação de uma Constituinte (!) que teria como efeito substituir todo o Congresso atual por outro eleito de acordo com as novas regras estabelecidas por ela, entre as quais o voto distrital. Fiquei pasmo de constatar tamanho descolamento da realidade, que mereceu a justa observação de Josias de Souza, integrante da bancada, de se tratar de proposta onírica. Não é hora de cogitar de uma reforma política com o Brasil a braços com a maior recessão de sua história, produzida pelos 13 anos e meio dos governos Lula-Dilma, mas, sim, de levar a cabo as reformas previdenciária e trabalhista que o presidente Michel Temer submeteu à aprovação do Congresso. O Brasil não pode perder a oportunidade de ouro de ter investido no poder um mandatário com coragem e resolução para alterar estas vacas sagradas que ensombram o futuro da Nação. Pela mesma razão é necessária uma solução não radical para a questão do caixa 2. A necessidade de distinguir as duas hipóteses dele conforme a destinação feita por FHC é imperativa, sabido e ressabido que é terem sido e serem as nossas campanhas políticas financiadas por recursos não contabilizados. O Brasil precisa de estabilidade política, ainda que seja com o atual Parlamento (que garantia se tem de que o novo seria melhor?), máxime porque os primeiros sinais de retomada da economia começam a despontar, seria pô-los a perder reabrir um processo de turbulência institucional como o de que o País saiu alguns meses atrás. Mais do que nunca é pertinente invocar a célebre distinção e lição de Max Weber – aplicar a ética da responsabilidade que leva em conta os efeitos dos nossos atos e decisões e não a dos fins absolutos orientada por ideais inalcançáveis.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO, TRÊS ANOS

A Operação Lava Jato fez três anos na sexta-feira. Parabéns aos incansáveis procuradores e ao juiz Sérgio Moro. Nestes três anos, a Lava Jato fez 198 prisões ao longo de 38 fases. 156 delações premiadas foram feitas, sendo que metade, 78 delas, é parte do “pacote” fechado pelos executivos da Odebrecht. 27 processos já foram julgados por Sérgio Moro, resultando em 125 condenações, que somam 1.317 anos de prisão nas sentenças e R$ 10,1 bilhões já foram recuperados pelos acordos de colaboração, sendo R$ 757 milhões que estavam escondidos no exterior. Nestes três anos, o Brasil ficou sabendo como a corrupção corroía os cofres públicos e quem eram e são eles. Esta operação veio para ficar, demore o tempo que tiver de demorar, mas que coloque atrás das grades todos os assaltantes do dinheiro do trabalhador. Nestes três anos, a Lava Jato produziu mais que o STF em um século, por isso ganhou o respeito dos brasileiros. Vivam Sérgio Moro e os procuradores. Falta prender o chefe da “Orcrim”. O Brasil aguarda.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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INSTÂNCIAS

Congratulações à Operação Lava Jato pelos três anos de trabalho árduo, honesto e produtivo, na primeira instância. Condolências à “Operação Tartaruga” pelos 13 anos de prepotência, pompa e preguiça, nas instâncias superiores!

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

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COMEMORAÇÃO

A Lava Jato completou três anos e a Polícia Federal comemorou com... churrasco da Friboi.

Werly da Gama dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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OPERAÇÃO CARNE FRACA

Se os crimes de corrupção contidos na Operação Lava Jato, envolvendo empresários, políticos e até ex-presidentes, indignaram a sociedade brasileira, o que dizer, então, da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, deflagrada na sexta-feira, denunciando que vários frigoríficos, com suas plantas industriais nos Estados de Goiás, Paraná e Minas Gerais, incluindo os gigantes JBS (Friboi) e a BRF (Sadia e Perdigão), vendiam carnes adulteradas ou estragadas para a população brasileira, e até fornecendo carne para a merenda escolar? Pela declaração de uma veterinária, o frigorífico Peccin Industrial Ltda. utilizava carnes estragadas na composição das salsichas e linguiças, e num ambiente sem mínimas condições sanitárias. O horror! Ou, melhor, um crime dos mais graves contra a saúde pública, que envolve os Ministérios da Pesca e da Agricultura e empresas num esquema sórdido, regado a distribuição de propina para fiscais e políticos. Para ficarem livres da fiscalização, frigoríficos conseguiam dos agentes públicos certificados sanitários para a venda de seus produtos criminosamente adulterados. Esta história começou em 2012, na gestão Dilma Rousseff, com trocas estranhas de agentes públicos para o comando da pseudofiscalização sanitária, só para facilitar o esquema das empresas e a propina para os políticos. Pelas investigações, que começaram há dois anos, os partidos PP e PMDB é que recebiam tais propinas. A Justiça já mandou bloquear R$ 1 bilhão destas empresas e o Ministro da Agricultura demitiu os agentes públicos envolvidos. É pouco ou quase nada, pelo tamanho do crime que se configura.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CARNE FRACA X CARNE PODRE

Como se não bastasse o Brasil estar em primeiro lugar no ranking mundial da corrupção, agora entramos também para o primeiro lugar como falsificadores, maquiadores de carnes suínas e bovinas, com ácidos e produtos químicos, conforme mostrou a Operação Carne Fraca, que poderia se chamar também Carne Podre. Com isso, os casos de vaca louca nos EUA e na União Europeia viraram fichinha, perto dos estragos feitos com as carnes exportadas e as vendidas para a população no mercado interno brasileiro. Achamos estranho o fato de terem colocado ácidos e produtos químicos até na mortadela e nas salsichas, logo os dois tipos de embutidos que a população de baixa renda mais consome. Não perdoaram nem os pobres nem a picanha e o medalhão de alcatra dos ricos.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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BOMBAS

Quando eu achava que o pior já tinha passado, surgem duas novas bombas: perdermos a cadeira na ONU e o maior exportador de carnes do mundo colocou papelão na carne que vendia.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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PODRIDÃO GERAL

O que é mais podre: a nossa política ou as carnes que consumimos? Mas dá para ficar pior? Com certeza, basta o Congresso votar alguns projetos de lei na calada da noite, anistiando os crimes de caixa 2, aprovando a tal da lista fechada para a próxima eleição e a Polícia Federal descobrir que, além de carne de cavalo, também consumimos carne humana. Absurdo? Sei não.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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PROPINA

O esquema dos frigoríficos abastecia PMDB e PP, diz Polícia Federal. O Brasil inteiro sabe disso, mas é bom que a PF confirme...

Geraldo F. Marcondes Jr. gfonsecamarcondes@uol.com.br

Taubaté

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POUCA-VERGONHA

Com a operação de fiscalização dos frigoríficos mais famosos e maiores do Brasil, entre eles BRF e JBS, as falcatruas descobertas são mais uma vergonha nacional. Não podemos nos esquecer de que a JBS era parceira do PT e de Lula. Agora, com mais esta pouca-vergonha, a JBS, que tem muito e usa isso para mostrar seu poder, inclusive abrindo um banco e tendo Toni Ramos como garoto-propaganda por um cachê astronômico, diz que foi tudo mentira e que o que pegaram na operação é invenção de algum concorrente?

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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INACREDITÁVEL

O envolvimento em malfeitos e coisas ruins do “ex”, seus familiares, chegados e agregados é inacreditável. Agora, em nova ação da Polícia Federal, abatedouros de propriedade deste famigerado grupo foram desmascarados. A alma mais honesta do planeta escorregou.

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

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ESTRANHO...

Se a JBS, dona da Friboi, deve R$ 2,3 bilhões ao INSS, como ela consegue empréstimos do BNDES? Não é estranho?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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CONCESSÃO DE AEROPORTOS

O Brasil está de parabéns, particularmente as cidades de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre. As concessões para empresas sérias, com experiência internacional, para administrar seus aeroportos – bem diferentes das anteriores com a presença da falida Infraero e da suspeitíssima Odebrecht, com dinheiro do BNDES – mostram que existe um caminho de eficiência e seriedade no caminho da desestatização. Que venham Recife (o aeroporto de Lula), Curitiba e outros menores que precisam se libertar do empreguismo e da ineficiência. E, com mais razão, Congonhas e Santos Dumont, as joias da coroa.

Paulo Mario Beserra de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

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ADMINISTRADORAS EUROPEIAS

Logo, logo, o maior e mais moderno aeroporto do Brasil – o de Guarulhos – ficará, no ranking dos aeroportos brasileiros, abaixo dos Aeroportos de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre, que serão administrados por empresas de países de Primeiro Mundo: a francesa Vinci, a alemã Fraport e a suíça Zurich. Aguardemos.

Darcy Martino darcymartino@hotmail.com

São Paulo

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AUMENTO NO TRIBUTO DOS COMBUSTÍVEIS

O (des)governo estuda aumentar tributo dos combustíveis para ajudar a tapar buraco de R$ 40 bilhões nas contas públicas e reduzir a previsão de cortes no orçamento. Oi? Será que eu li certo? Existe uma solução bem mais fácil e rápida para “tapar” este buraco: acabar com os auxílios moradia, combustível, paletó, saúde, dentista, engraxate, amante, carros, viagens, etc. de deputados, senadores e ministros, que não fazem nada para merecer tantos benefícios. Eles que aprendam a se virar apenas com o salário que recebem, que já é muito bom. Acorda, Brasil!!

Adriana Aulisio aulisiodri@gmail.com

São Paulo

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BASTA!

No Rio de Janeiro incidem hoje 45,45% de impostos sobre a gasolina. 25% de ICMS em São Paulo. São 38,45% de impostos: 32% de ICMS. Chega! Basta!

Eduardo de Paula Ribeiro epr@vribeiro.com.br

São Paulo

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