Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

20 Abril 2017 | 03h00

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Para quê?

No início da apresentação da reforma da Previdência o ministro Henrique Meirelles, da Fazenda, advertiu que ela era vital, crucial para que as futuras gerações não fossem prejudicadas e até deixassem de receber a aposentadoria. Praticamente descartou a possibilidade de fazer qualquer mudança no projeto, para não comprometer as metas. Pois bem, o governo já recuou em alguns pontos da reforma e o ministro diz que isso não compromete o objetivo. Toda vez que há um recuo em algum ponto da proposta ele diz que não compromete o objetivo. Ora, se não compromete o objetivo, e os recuos representam praticamente manter o status quo, por que fazer a reforma? Melhor, então, deixar como está. Não? Obviamente que está havendo, sim, comprometimento de algumas metas. Não estou entendendo o ministro.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Privilégios

O objetivo da reforma da Previdência é evitar que ela vire um saco sem fundo. Nossos duvidosos governantes querem ficar com mais recursos em suas mãos. Melhor explicando: políticos e servidores públicos continuarão com privilégios, o que contraria a finalidade da reforma. Afinal, somos ou não iguais perante a lei? Pelas delações da Odebrecht, nossos políticos, para se eleger, já começam nos roubando, comprovado pelos elevados valores recebidos, de propina e caixa 2, das empreiteiras e outros fornecedores dos governos – dinheiro que o Estado subtrai da enorme carga tributária que os cidadãos brasileiros são obrigados a pagar. Nos últimos 30 anos, a maioria dos eleitos lá chega para se locupletar com dinheiro público e resolver seus interesses particulares. E o povo que se lixe. Alguém ainda duvida? Não podemos aceitar nenhum tipo de privilégio, para ninguém, por mais relevante que tenha sido o cargo ocupado, público ou privado, durante o período de contribuição para a Previdência. Se a reforma for aprovada com privilégios, será mais um furo n’água! Não à Previdência com privilégios!

LUIZ DIAS

lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

Casa grande e senzala

Na reforma da Previdência com restrições, como afirma o governo, é obvio que estas se encontram no setor público. A média de gasto do governo com aposentados do INSS é de R$ 1.600. Já no setor público... Vejamos: média de aposentadorias do Executivo, R$ 9 mil; Legislativo, R$ 28 mil; Judiciário, R$ 25 mil; e Ministério Público, acima de R$ 30 mil. Quer dizer, o setor produtivo da sociedade transfere renda para o que nada produz e que sempre serviu à população como se estivesse fazendo um favor. Ou se faz uma reforma da Previdência sem cortes, sem restrições e privilegiados, ou será difícil de convencer a sociedade. Não dá mais para tratar alguns brasileiros com privilégios à custa de outros. É contra a própria Constituição, que diz serem todos iguais perante a lei!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Reconstrução

Admitindo que as delações dos Odebrechts sejam verdadeiras, e creio que sim, pois não há mais razão para esconder nada, percebo que nossa democracia e nosso sistema administrativo foram totalmente tomados pela corrupção de políticos, servidores públicos, funcionários de empresas estatais, etc. Sem contar a possibilidade de outras empresas de porte também fazerem delações e relatarem mais fatos escabrosos e vergonhosos. Isso posto, pergunto: para que precisamos de Congresso, Supremo Tribunal, Receita Federal, partidos políticos, etc.? O Brasil precisa ser reconstruído.

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Renovação

Mais do que oportuna a possibilidade de renovação de políticos no Brasil. As delações da Odebrecht, que nos envergonham perante o mundo, por positivo mostram a indignidade de muitos pretensos candidatos à reeleição e/ou a cargos mais altos no Executivo e no Legislativo. O ideal será não reeleger nenhum, mesmo se cometida alguma injustiça, diante dos fatos. Está mais do que na hora de o País mudar para a seriedade. Como está, é vergonhoso.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

Vergonha e reparação

Eis que tudo o que se supunha, e em alguns casos já se tornara evidente, se confirma. Estarrece a Nação ter a certeza de estarmos, há tempos, sendo dirigidos por empreiteiras corruptoras e corruptos políticos. Trilhões de reais sacados do nosso dinheiro postos a serviço da mais imunda história de roubalheira institucionalizada, com direito a sarcasmo e risos diante de procuradores, policiais, juízes e nós, o povo. Urgentes são a prisão dos ainda em liberdade e a devolução das fortunas ainda em poder dos safados, dentro e fora do País. A ingenuidade, a dignidade e a confiança nestes todos que estão aí, infelizmente, já perdemos há muito tempo.

RONALDO PARISI

rparisi@uol.com.br

São Paulo

Chega de Odebrechts

Após 20 anos governando o Brasil na base da corrupção, só poderia dar no que deu: quebraram o País. São 13,5 milhões de desempregados, hospitais sucateados, rodovias em péssimo estado – salvo as pedagiadas, cujos donos ninguém sabe, ninguém viu –, além da segurança pública, que conta com parcos recursos para combater o contrabando de armas e entorpecentes, etc. Agora, para começar a consertar, deveriam ser confiscados todos os bens das empresas, dos partidos políticos e das pessoas que estão ou estiveram ligadas a essa roubalheira, e o dinheiro arrecadado reverter para a construção de creches, Upas, hospitais, estradas e socorrer entidades como Apae, AACD, etc.

URIAS BORRASCA

urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

Sem sair da curva

Está certo que é muito cedo, mas a avalanche de delações só poderá mudar o País com punição severa aos envolvidos. E isso, infelizmente, ainda parece fictício. O excesso de recursos, as manobras políticas, a dubiedade da Odebrecht em alguns pontos podem pôr tudo a perder. Basta um olhar mais arguto para identificar depoimentos bem ensaiados, com frases medidas, ou seja, cuidadosamente preparados para não sair da curva. Afinal, quem foi capaz de produzir planilhas sofisticadíssimas para burlar a lei não entregaria a quadrilha assim, de mão beijada...

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

RODAPÉ DE LUPANAR

 

Segundo a “Coluna do Estadão” (18/4, A4), parlamentares investigados na Operação Lava Jato apostam no “quanto pior melhor”, com ameaças nada sutis de sabotar as (inadiáveis) reformas de Michel Temer. A ideia é jogar o País no despenhadeiro, fazendo do caos que aí se instalará a oportunidade espúria para um acordão que os livre das penas da lei. Que coisa horrorosa! É triste saber que parlamentares, supostamente eleitos para representar o povo e elevar o nível da Nação, são justamente os inimigos a serem batidos, já que, como se vê, ali estão para fazer exatamente o oposto de tudo o que deles a sociedade espera. E tem quem chame a isso de “democracia”. É triste viver num país onde a degradação da vida pública chegou a este nível de rodapé de lupanar de cais do porto.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

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A SENHA

 

As fontes de dinheiro sujo dos partidos políticos estão secas, ninguém vai arriscar roubar na Petrobrás ou no BNDES agora, que a terrível Operação Lava Jato está de olho. Com as eleições se aproximando, o governo mais do que depressa inventou um problema bem grande, a reforma da Previdência, e os partidos terão de se contentar com faturar em cima deste grande projeto de salvação nacional para arrumar dinheiro. O governo diz que, se o projeto não for votado imediatamente, será a ruína da Nação, blá blá blá – esse é o código que significa que o governo está disposto a pagar bem caro pela aprovação. A tradicional roubalheira generalizada que precede qualquer eleição no Brasil foi substituída pelo toma lá dá cá para aprovar a reforma da Previdência, cargos, aprovação de emendas parlamentares, vale tudo para a tigrada ficar feliz, continuar roubando o País à vontade e garantir o dinheiro da reeleição. Só não vê quem não quer.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A ODEBRECHT E O BNDES

 

Só o fato de a Construtora Odebrecht ter capitalizado 81% das verbas disponíveis de empréstimos do BNDES já não era para os ex-presidentes Lula e Dilma estarem na cadeia e respondendo a processo administrativo? Porque, depois das denúncias, com o principal presidente preso, a empresa corre sério risco de quebrar, deixando uma dívida superior à do tão falado déficit da Previdência, que quebrou o País. Isso é de uma irresponsabilidade bilionária que não pode e não deve passar sem que os responsáveis respondam criminalmente por isso. Será que uma alma que fosse a mais honesta do Brasil colocaria tal capital nas mãos de apenas uma empresa? A conferir...

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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DESRESPEITO À TOGA

 

Mais uma vez a defesa do ex-presidente Lula afronta o juiz Sérgio Moro, ao incluir 87 testemunhas de defesa no processo da Lava Jato no qual o ex-presidente é réu. Ora, não é preciso ser advogado para perceber que, ao incluir quase uma centena de testemunhas da defesa, tem como objetivo atrasar o andamento, ao limite, do julgamento final, quiçá na esperança de alcançar uma sentença favorável por decurso de prazo. Por seu lado, o juiz Sérgio Moro, que já provou a sua capacidade de lidar com tais espertezas, exigiu a presença do réu em todas as audiências “a fim de prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas, sem prejuízo, por provas emprestadas”. Imediatamente, o advogado de defesa veio a público afirmar que a exigência do juiz pretende claramente desqualificar a defesa e manter Lula em cidade diversa da qual ele reside para atrapalhar suas atividades políticas. Ora, até eu que não sou advogado enxergo na inclusão de 87 testemunhas o suprassumo de uma chicana. E o advogado de defesa ainda ousa criticar o juiz pela justa reação, como se a sua atuação no caso não fosse um desrespeito não à pessoa do juiz Sérgio Moro, mas à toga. Se pensarmos à luz da lógica, a inclusão de tantas testemunhas a seu favor deixa implícito que a defesa não possui argumentos sólidos e muito menos testemunhas que possam com segurança comprovar a inocência do réu. Seria também oportuna a manifestação da Ordem dos Advogados sobre a conduta do advogado de defesa, data vênia, como dizem os juristas.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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O DESESPERO DA ‘JARARACA’

 

O juiz Sérgio Moro, para evitar futuras alegações de cerceamento de defesa, vai ouvir as 87 testemunhas arroladas pela defesa do ex-presidente Lula, mas exigiu que o ex-presidente compareça a todas as audiências. Enquanto Moro mostra sinais de que já possui suas convicções sobre as denúncias, Lula se mostra visivelmente desesperado. Como os crimes dos quais é acusado não foram cometidos em praça pública, não é possível a existência de 87 testemunhas, ainda mais partindo de uma “jararaca”, que tinha o instinto de não deixar rastros nas suas pegadas. Esse tiro tem tudo para sair pela culatra.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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TESTEMUNHA

 

Espero não ser intimado para ser testemunha de defesa de Lula. A senha já está em 88. Tá louco!

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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O JULGAMENTO

 

Não é incomum o ex-presidente Lula indicar 87 testemunhas para prestarem depoimentos no processo que se desenvolve em Curitiba. Comparando com o tsunami de políticos e demais autoridades dos Poderes Legislativo e Judiciário, percebe-se que esse número é até irrisório. Entretanto, ficou patente que a defesa quis incomodar o juiz tomando o tempo e dando trabalho para ouvir grande parte de testemunhas irrelevantes e impertinentes. Como um bom estrategista de jogo de xadrez, Moro exigiu a presença do acusado em todas as audiências, o que nos induz à conclusão de que o dia 3 de maio terá a atenção da maior parte da nação para a audiência que provavelmente determinará a prisão do ex-presidente.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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87 DESPERDÍCIOS DE TEMPO

 

87 testemunhas irão depor no processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é réu, sobre recebimento de suposta propina de R$ 75 milhões. O juiz Sérgio Moro determinou que Lula compareça a cada uma das 87 audiências. A defesa de Lula quer empurrar com a barriga este processo e tenta utilizar qualquer artifício para postergar o seu fim. Não existem 87 fatos relevantes e diferentes ao mesmo tempo para contribuir para a defesa de Lula. Moro deveria estabelecer a duração máxima para cada audiência, a fim de minimizar o período total desta ação penal. O dinheiro do contribuinte brasileiro não pode ser gasto dessa maneira, em processos intermináveis.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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DECLINANDO DA HOMENAGEM

 

Imaginem o ex-presidente Lula declinando do convite, onde seria homenageado e aclamado no feriado de Tiradentes por sua “tigrada”, em troca de lanche, diária, condução e bandeira do partido? Ora, perder essa oportunidade só para se preservar para o fatídico dia 3 de maio, quando ficará cara a cara com Sérgio Moro, que já determinou que “elle”, pessoalmente, participe da oitiva das mais de 80 testemunhas arroladas em sua defesa? Ora, pelo andar da carruagem, o tiro saiu pela culatra!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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ESPERTEZA

 

Será que Lula da Silva, “o esperto”, e seus mais de 20 advogados vão estar presentes em todas as 87 oitivas das testemunhas arroladas pelo ex-presidente na Justiça Federal de Curitiba? Mais uma vez, o tiro saiu pela culatra.

 

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

 

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LULA X MORO

 

Com efeito, cada um tem os advogados que merece, pois não?

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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XADREZ

 

Além de se achar o homem mais honesto do País, Lula parece julgar-se também a alma mais esperta do Brasil, ao requisitar a presença de 87 testemunhas na tentativa de atrasar ou paralisar o processo em que é réu marcado para o próximo dia 3 de maio com o juiz Sérgio Moro. Resultado, o magistrado de Curitiba aceitou sua solicitação para que não fosse acusado de cerceamento da defesa, porém condicionou a presença desse batalhão de testemunhas sob a condição de que o réu terá de participar de todas as audiências, a fim de evitar perguntas desnecessárias a testemunhas irrelevantes, criando, assim, chicanas procrastinatórias que tomariam um tempo desnecessário do juiz. Resumindo: quando Lula convidar alguém para um jogo de xadrez, deve escolher bem o parceiro. 

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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‘BON VIVANT’ DESDE O SINDICATO

 

Estou convicto de que o conteúdo das delações, em especial as de Emilio e Marcelo Odebrecht, reproduzam os fatos com total fidelidade e compromisso com a verdade. Depõem com tamanha firmeza e naturalidade, chegando quase ao cinismo, que acredito ser impossível estarem mentindo. Além do choque e da repulsa à descrição de vários de seus atos criminosos, uma dúvida: quer dizer que dois dos maiores líderes sindicais, Lula e Paulinho, travestidos de trabalhadores, eram meros garotos de recados dos patrões? Quanto sofrimento e transtorno causaram entre os verdadeiros trabalhadores direta ou indiretamente envolvidos? Traíras da pior espécie. E agora, CUT e Força Sindical? E agora, trabalhadores? Continuam dignos de respeito e admiração? Veneração até?

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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PELEGO DESDE 1975

 

Greves na Volkswagen quando o pátio estava cheio. Interessante a quem? Resgatar um diretor da época falando a verdade indicaria o que foi e o que era o “presidente do sindicato”...

 

Ricardo Muniz ricmuniz45@iCloud.com

São Paulo

 

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E OS CONTROLES?

 

Leitores têm questionado – e a seção de cartas tem registrado – onde estariam os órgãos de controle internos e externos que não detectaram as inúmeras irregularidades e falcatruas perpetradas por corruptos e corruptores nos últimos 13 anos pelo menos. Os Tribunais de Contas, sabemos todos, estavam quase todos mobiliados por apadrinhados políticos, mas a pergunta que não quer calar é: onde estava a Receita Federal? Sempre tão ciosa em checar detalhes das nossas declarações de ajuste anual, não percebeu nada de anormal em tantas outras? Penso que a direção deve uma declaração pública a respeito do assunto.

 

Marco A. Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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RECEITA FEDERAL

 

Milhões de dólares, reais, euros mudando de mãos e de país durante décadas, segundo os delatores. Muito dinheiro rodando sem declaração. E não venham dizer que eram transações de caixa 2 e, por isso, difíceis de identificar. Durante todas essas décadas a Receita Federal não identificou nada de anormal? Onde estava o Leão estes anos todos? Dormindo em berço esplêndido? Não é estranho isso?

 

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

 

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O QUE FAZIAM?

 

“Estavas, linda Inês, posta em sossego.” Diante deste descalabro obsceno a que assistimos com vergonha e indignação, é de perguntar: antes do juiz Sérgio Moro, o que faziam – ou não faziam – o Judiciário, o Ministério Público, a Receita Federal, os Tribunais de Contas, a Polícia Federal, as polícias militares, as polícias civis, os marronzinhos?

 

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

 

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‘GENERALIZAÇÃO PERIGOSA’

 

Alguém ainda duvida de que a Operação Lava Jato será um fracasso? Analisando as declarações do eminente jurista Célio Borja, no editorial do “Estadão” de 18/4 (“Generalização perigosa”), encontra-se seguinte observação: “Doar dinheiro proveniente do caixa 2 é uma ação. Outra ação, de natureza diversa, é o recebimento desses valores. Não cabe a quem recebeu dinheiro para sua campanha política comprovar que o doador obteve esse dinheiro de forma lícita. Isso é responsabilidade do doador. Quem recebeu a doação responde tão somente pela forma como recebeu a doação. Por exemplo, se esses valores foram contabilizados perante a Justiça Eleitoral”. Se um dos delatores declarar que deu dinheiro a um dos “honestíssimos” políticos, não há ilegalidade por parte de quem a recebeu! Seria cômico, se não fosse trágico. Ora, os investigados a todo momento vêm declarando que o dinheiro recebido foi declarado, conforme a lei, perante a Justiça Eleitoral! Não sabiam que era de origem ilícita? Se, por puro milagre, não desconfiassem da origem ilegal do dinheiro, fruto de superfaturamentos de obras que serão pagas pelo povo brasileiro, esses políticos “honestíssimos”  investigariam a fonte e deixariam de receber os milhões de dólares? Eduardo Cunha, Renan Calheiros “et caterva”? Para que a delação premiada, se não há provas dos atos ilícitos, se estas foram destruídas, como declarou o “cappo” Marcelo Odebrecht, cuja confissão não vale um dólar furado? Concordo totalmente que a Justiça tem de ser implacavelmente séria e limpa, mas percebe-se que há uma movimentação para o fracasso da Operação Lava Jato similar ao da Mãos Limpas italiana, neste nosso país onde os criminosos, principalmente os poderosos, têm mais poder que a própria lei.

 

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

 

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PANTOMIMAS DE EX-MINISTRO

 

Sobre a entrevista de Celio Borja ao “Estadão” (“‘Generalização é a salvação dos canalhas’, afirma jurista”, 17/4), os atuais ex-ministros do STF, hoje, ditam normas e regras possíveis de “salvar” o País. Por que não o fizeram quando estavam na ativa? Vão descansar.

 

Adilson Pelegrino gumerci@terra.com.br

São Paulo

 

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O JOIO E O TRIGO

 

Muito importante o editorial “Generalização perigosa” (18/4, A3), porque os delatores da Odebrecht, por exemplo, não fizeram o menor esforço para separar o joio do trigo. Ao contrário, trataram todos como bandidos pura e simplesmente.

 

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Ourinhos

 

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NEM TUDO É PROPINA

 

Uma opinião lúcida e bem construída a do editorial “Generalização perigosa”. Em princípio, as doações são legais. Se fruto do chamado caixa 2, quem as fez deve ser criminalizado. Nem tudo é propina. Cabe à polícia e ao Ministério Público investigar e denunciar, e à imprensa tomar o cuidado ao noticiar.

 

Jorge A. Morais da Silva jotaugustoadv@icloud.com

São Paulo

 

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A PAUTA DO SUPREMO

 

Soja, minérios, carne? Não! O produto brasileiro exposto na vitrine mundial é a corrupção, e a Odebrecht é a cereja do bolo promíscuo. O crime governa o Brasil, raciocina o homem de bem ao considerar o cenário nojento, pornográfico instalado em Brasília e consolidado como política do Estado pelos governos do PT de Lula da Silva e Dilma Rousseff. Há que perguntar para que serve a lei neste país. A resposta talvez esteja na pauta de terça-feira do Supremo Tribunal Federal (STF): se o título de campeão brasileiro de futebol de 1987 é do Flamengo ou do Sport Clube do Recife.

 

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém

 

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FALTA VERGONHA

 

O país impedido pela bandidagem e os togados torcendo na arquibancada? No Brasil menor, tem juiz que não serve nem para bandeirinha. Não por falta da bandeirinha; falta, mesmo, é vergonha na cara. Na verdade, no corpo todo.

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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POUCO TRABALHO

 

Pelo jeito, o STF está com pouco trabalho. Na terça-feira, decidiram que o Sport Club do Recife foi campeão brasileiro de 1987. Que decisão útil e importante!

 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

 

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A CULPA DA JUSTIÇA

 

Se a Justiça cumprisse seu papel determinado pela Constituição e agisse com a força e a determinação que o povo esperava, não teríamos tido esta vergonhosa e caótica situação política de agora. Ex-presidentes e grande parte do Congresso conseguiram arrasar o Brasil com a ajuda de gângsteres da construção civil, sem que a Justiça percebesse, o que não parece possível. Agora, quando um juiz patriota e cumpridor da lei abre este capítulo absurdo em nossa história, que o alto de nossa magistratura negligenciou, vemo-nos numa situação de grande surpresa. Como o nosso maior tribunal negligenciou o controle das ações dos detentores de foro privilegiados e deu a eles uma liberdade irregular, que a Constituição não prevê, mantendo mais de 200 maus políticos roubando o patrimônio nacional, nas suas barbas e com seu conhecimento? Sabemos que, com a lerdeza e a certeza de impunidade da Justiça de nosso país, teremos muitos dos processos prescritos, talvez até o dos principais culpados pela tragédia brasileira, ex-presidentes. Eu não estranharia. A Justiça brasileira não cumpre sua obrigação constitucional e, sem justiça, não há democracia!

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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DE OLHO EM 2018

 

Quanto mais a Operação Lava Jato avança, delatando os principais postulantes à candidatura de presidente da República em 2018, os chamados presidenciáveis – Geraldo Alckmin, Aécio Neves, José Serra e Michel Temer, por exemplo –, mais o prefeito João Doria ganha pontos com o eleitorado brasileiro, que, já cansado de tantas promessas e mais promessas não cumpridas, enxerga no prefeito paulistano um homem de caráter ímpar e de ficha limpa, que se autodenominou “gestor”, uma esperança ou, então, uma luz no fim do túnel. Pois então, prefeito Doria, a faca e o queijo estão em suas mãos, o que lhe cabe fazer, com maestria, é claro, é uma ótima gestão, limpa e transparente, e correr para o abraço em 2018.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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VOTO

 

Doria foi à Coreia do Sul como prefeito e voltou candidatíssimo a presidente em 2018. Salvador da Pátria? Talvez. Mas, pelo menos de minha parte, ele terá o meu voto e não será um voto ao “menos pior”.

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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POLÍTICO DE BARRO

 

Não moro em São Paulo, mas falar em candidatura presidencial afeta os brasileiros de todas as cidades. O atual prefeito dessa capital ainda não disse a que veio. À parte seu comportamento midiático e a criativa abordagem de alguns problemas de atendimento médico dos paulistanos, as estruturas administrativa e financeira desta grande metrópole continuam intocadas. Politicamente, também não houve ainda um enfrentamento com o Legislativo municipal que nos permita avaliar a habilidade deste neogestor público no trato político. Diante da exaustão e da decepção com o mundo político atual, precisamos ter cuidado com o surgimento de nomes até então desconhecidos, principalmente para a candidatura do mais alto posto, tão precocemente. Portanto, devagar com o andor, que João Doria, como gestor e político, ainda é de barro.

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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SONHO FUGAZ

 

A manchete de primeira página do “Estadão” do domingo de Páscoa invocou uma provocação a um sonho fugaz, quando supõe que o tsunami de delações, como as dos executivos da Odebrecht, pode fortalecer o prefeito da cidade de São Paulo, João Doria, à corrida presidencial de 2018. Pode, sim, fortalece-lo em duas hipóteses: se a eleição presidencial fosse realizada somente com o eleitorado paulistano ou se todos os valetes reconhecidos como possíveis candidatos fossem barrados pela Justiça. A simpatia que Doria irradiou sobre a cidade teria de se espalhar não por uma cidade, mas por mais de 5 mil municípios e 27 Estados. A morosidade das investigações, a surpresa dos julgamentos e as punições podem levar à corrida pelo Planalto “cobras criadas” tais como Lula, Aécio, Ciro Gomes e, ainda, Dilma Rousseff (esta graças ao ministro do STF Ricardo Lewandowski). Pensar que o PT está liquidado é uma temeridade que faz pouco na incultura e, ainda, o fundamentalismo xiita das organizações sociais que têm no “homem mais honesto” do Brasil uma espécie de Messias redivivo.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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O VICE

 

Espero que o vice de Doria não seja um político.

 

Carlos A. Borges borges.ca@gmail.com

São Paulo

 

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BAIXA NA PREFEITURA

 

A demissão de Soninha Francine da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de São Paulo não se deveu exatamente por “diferenças” entre o ritmo dela e o do prefeito João Doria. Essa justificativa é apenas meia-verdade. No período em que esteve à frente da Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, ocorreram ao menos dois conflitos marcantes na zona da cracolândia, em cujas ocasiões a então secretária, que deveria ter vindo a público dar as devidas explicações, praticamente não se manifestou. A questão da cracolândia, complexa e nevrálgica, exige exposição, ações afirmativas urgentes e enfrentamentos, qualidades estas que Soninha demonstrou não ter.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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BOICOTE AO PASSE LIVRE ESTUDANTIL

 

Os estudantes que têm direito ao passe livre foram surpreendidos esta semana com a alteração do sistema de tarifação da SPTrans. Quem estuda e trabalha tem créditos no bilhete como vale-transporte e passe livre. Antes do feriado, a ordem de tarifação era: passe livre, vale-transporte e, por último, tarifa unitária comum. Agora, quem tem vale-transporte deverá ter seu saldo zerado para poder ter acesso ao passe livre. O que significa que os estudantes não só arcarão com a passagem para ir trabalhar, como também com a passagem para ir estudar, sendo que são beneficiários do passe livre. Para que o saldo do vale-transporte fique zerado, o estudante deverá usá-lo até mesmo para ir para a escola. Quando atingir o meio do mês e o saldo de vale-transporte se esgotar, será insuficiente para trabalhar e estudar, porque o benefício do passe livre, que ficará ativo, só dá direito a quatro passagens de ônibus em 24 horas. Estourando essa quantidade, que é o caso de muitos que trabalham e estudam, o bilhete fica sem saldo e o estudante deverá tirar dinheiro do próprio bolso para pagar a passagem. Como era antes? O benefício do passe livre era descontado primeiro. Portanto, por mais que o estudante que também trabalha usasse e estourasse a quantidade, passava a cobrar, de modo justo, do vale-transporte. Desta forma, o direito do passe livre é garantido, assim como o vale-transporte – também era utilizado de maneira justa (já que são descontados 6% da folha de pagamento). A alteração foi feita de maneira ardilosa e não foi divulgada. Muitas pessoas procuraram os postos da SPTrans nesta semana, perdendo horas de trabalho para serem avisadas desta nova medida, que entrou em vigor na quinta-feira pré-feriado. A não divulgação foi feita também tendo em vista conter a impopularidade da ação.

 

Gustavo Lion gustavolionoliveira@gmail.com

São Paulo

 

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

O excelentíssimo ministro da Fazenda, sr. Henrique Meirelles, afirma que, sem reforma, a Previdência Social estará quebrada em breve tempo. Claro, sr. ministro! Mas como fazer uma boa reforma com a maioria de parlamentares corrupta que compõe o atual Congresso Nacional? Um Executivo e um Judiciário que extrapolam em níveis astronômicos os salários dos funcionários ativos e inativos com valores incompatíveis com as suas contribuições, e tendo sempre como desculpas o famoso rombo na Previdência, que, proporcionalmente, paga menos em benefício aos seus reais contribuintes e ainda favorece o setor público? Senhor ministro Meirelles, uma urgente reforma previdenciária é necessária por questão de justiça e ajustamento administrativo. Porém, não acredito que este Congresso a fará cortando na sua própria pele. A única maneira possível é ainda com a nomeação de uma administração própria composta por pessoas competentes, probas e necessariamente sem vínculo com o governo, que não deve por as mãos nos cofres previdenciários para a sua única salvação possível.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

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VENCEU A PRESSÃO VIOLENTA

 

Quem assistiu pela TV à forma agressiva com que os policiais se comportaram na entrada do Congresso Nacional e à volta atrás na idade para aposentadoria de policiais, homens e mulheres aos 55 anos, do relator Arthur Maia (PPS-BA), entendeu a linguagem usada. Ou fazem o que queremos ou apanham. Triste que o Brasil tenha chegado a esta situação, mas uma reforma que continua beneficiando alguns em prejuízo de outros só poderia dar nisso. Enfim, venceu a pressão violenta. Quanto aos que reclamam do sofá, vão pagar a conta pelo comodismo.  

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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REFORMA E JUSTIÇA SOCIAL

 

O economista Bernardo Appy está entre os articulistas que sempre leio. Todavia, em seu artigo de terça-feira (16/3, B2), deixou de dizer que o servidor público não tem teto de contribuição para sua Previdência. Assim, enquanto o empregado de empresa só recolhe sobre um teto de pouco mais de R$ 5 mil o servidor – e também o militar – recolhe 13% sobre o total de seus vencimentos, soldos ou proventos. Como querer igualar as duas previdências – a não ser daqui para a frente e para o servidor que vier a entrar no sistema – sem cometer enorme injustiça?

 

José Etuley B. Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

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ESCOLHA DE SOFIA

 

Na mídia a discussão sobre a reforma da Previdência Social tem tido foco somente na idade mínima para a aposentadoria. Está, entretanto, esquecida (ou ocultada) uma outra parte: a de fato cruel, que mostra o desprezo que temos por nossos idosos aposentados pelo Regime Geral da Previdência Social, especialmente por nossos políticos e governo. Imaginemos um casal, ambos aposentados e já com mais de 65 anos (mínima prevista na reforma), e falece um dos companheiros, quando, então, seguindo o projeto apresentado pelo governo, o cônjuge sobrevivente terá de se travestir de Sofia e fazer sua “escolha” entre o mesmo pior, ou seja, a metade do valor da aposentadoria do cônjuge falecido ou a dele próprio, o que for maior, embora ambos tenham contribuído. Resta, então, ao cônjuge sobrevivente, com sua pensão reduzida ao extremo, como dito pelo saudoso jogador de futebol Garrincha, combinar com o senhorio, o plano de saúde, o farmacêutico, o cuidador de idosos, o supermercado e, até mesmo, o agente funerário, para que sigam a mesma linha da previdência, ou seja, reduzam tais gastos na mesma proporção. Ora, quando os cônjuges resolveram requerer a aposentadoria, o fizeram como um projeto para “a vida que lhes resta”, baseados nas “regras vigentes à época da aposentadoria”. Tolher-lhes tal direito, justamente num momento de sua vida em que não têm mais condições de refazer os planos, é, no mínimo, sádico, o que mostra ser cultura de nosso país o desprezo por seus idosos. Pior: muitos colunistas de vários jornais e comentaristas do rádio, da televisão e da internet apoiam a reforma, apesar do fato acima descrito, apontando-a como a salvadora da economia. Sabemos todos que não é bem assim, pois há coisa bem pior na economia que não a pensão do cônjuge sobrevivente. Pior, ainda: os aposentados nessa faixa etária não perceberam o mal que os políticos de plantão, que mais parecem querer disfarçar o caos ético em que estão mergulhados, estão lhes fazendo e mantêm-se calados.

 

Djalma Pinheiro de Souza drm.djalma@veloxmail.com.br

Além Paraíba (MG)

 

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O QUE SE ESPERA

 

O que a cidadania espera da reforma da Previdência? No prazo imediato: alívio dos orçamentos de abusos e privilégios – dos servidores públicos, dos políticos e familiares – de forma a liberar recursos para obras e empregos.  No longo prazo: adaptação ao aumento da expectativa de vida – como se faz em outras sociedades, para garantir o pagamento das aposentadorias no futuro no espaço dos orçamentos. Os políticos procuram amenizar as “perdas” próprias e dos servidores. Mas câncer se cura com operação – extirpação – seguida de rádio e quimioterapia, para prevenir metástases. Os políticos existem para servir a cidadania.

 

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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‘A DIFÍCIL ARTE DA GENEROSIDADE’

 

Excelente o artigo do dr. José Renato Nalini (18/4, A2). Nestes tempos de denúncia das profundas desigualdades que assolam as folhas de pagamento, muito significativo. Diz o magistrado: “Não adianta fugir ao real. A crueza está à espreita. Ninguém pode estar seguro sobre o porvir. Os prenúncios não são animadores”. Principalmente para quem depende do INSS para se aposentar, não é, doutor? E vai até perder a pensão de seu cônjuge, caso ele venha a falecer... Mas a solução é esta que o magistrado aponta: “Ainda assim, é urgente reagir. Como é que se enfrentam dias plúmbeos? A conversão há de ter início no tribunal inevitável da consciência. Mentes sensíveis não se podem sentir desobrigadas de procurar caminhos”. Pois bem, sr. José Renato Nalini, eu tenho um caminho bem prático e viável: que ninguém receba salário acima do teto constitucional. Seria altamente educativo se os nossos magistrados, ativos e inativos, não julgassem direitos adquiridos aqueles que são inconstitucionais. E abrissem mão dessas generosas benesses que o Estado lhes outorga, à margem da lei. Matéria do “Estadão” do dia 9 de junho 2016, sob o título “Em São Paulo, desembargadores chegam a receber R$ 70 mil livres em um mês”, ilustra muito bem o que digo. Alguns precisam apenas olhar o próprio holerite.

 

Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br

São Paulo

 

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FILOSOFIA BARATA

 

Faz parte dos tempos atuais o leitor ser brindado com as platitudes de pessoas como o desembargador José Renato Nalini (18/4, A2). Parecia mais honesto quando lastimava a falta de oportunidade de ir com mais constância a Miami (por que não a Roma ou Londres?) para encomendar suas camisas e ternos ou quando considerava os penduricalhos que ornam os salários de magistrados como forma encontrada para evitar a depressão. A hipocrisia não esbarra em limites.

 

Luiz C. Hummel Manzione bidet100@gmail.com

São Paulo

 

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VIRTUDE E GENEROSIDADE

 

Cabe a todos praticar a virtude. E, como disse o desembargador José Roberto Nalini, “não é suficiente a intenção proclamada e não concretizada em ação”. Afinal, virtude é ativa. Não se contenta em que não se pratique o mal. Ela pressupõe a prática diuturna e desinteressada do bem. Por isso, virtude e generosidade são conceitos indissociáveis. Virtude sem generosidade é mera hipocrisia, mera aparência que não engana os olhos de Deus.

 

Cândido da Silva Dinamarco csd@dinamarco.com.br

São Paulo

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