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O Estado de S.Paulo

21 Abril 2017 | 03h02

CORRUPÇÃO

Leituras Imprescindíveis

O artigo Um pelego de aluguel, de José Nêumanne (19/4, A2), nos coloca diante de uma imagem sem photoshop do ex-presidente Lula, o responsável-mor pela catastrófica situação econômica e política do País. Grande conhecedor da verdadeira biografia e autor de O que Sei de Lula, Nêumanne aponta para o fato de que o sindicalista de São Bernardo não tinha sequer ideologia e se vendia aos poderosos apenas para se dar bem na vida, por isso o classifica como “pelego enrustido”. Um pelego que chegou à Presidência da República graças aos conchavos com os donos do dinheiro, como ficou comprovado pelas delações na Lava Jato. Importantes esclarecimentos históricos também nos fornece, na mesma página, o artigo A árvore boa (2), do general Rômulo Bini Pereira, sobre as causas da Revolução de 64, em especial para os jovens que nada sabem de política, mas aderem aos clichês atuais do “golpe” e do “fora Temer”. Ambas as leituras são imprescindíveis para uma visão esclarecedora do porquê de o Brasil estar, agora, segundo o general, “às margens do seu Rubicão, esperando a sorte ser lançada”.

NEIVA PITTA KADOTA

npkadota@terra.com.br

São Paulo

O pelego

Lendo o artigo Um pelego de aluguel, de José Nêumanne – que, como sempre bem informado e arguto, traduziu com todas as letras a performance do nosso ex-presidente nos seus promíscuos relacionamentos com a elite patronal, na década de 1970 –, lembrei-me dos meus tempos de ABC paulista. Na época a maior fornecedora de propinas, jantares, bebidas, etc., para toda a patota do PT e diretores do sindicato era a indústria automobilística. Assim, espero que o apedeuta e todo o bando assumam a futura condição de presidiários.

EDUARDO A. DE CAMPOS PIRES

eacpires@gmail.com

São Paulo

Obstrução de Justiça

Vera Magalhães informa que Lula está irritado com José Roberto Batochio porque o advogado não consegue demover Antônio Palocci de fazer delação premiada. Lula contratou-o para que realizasse a “contenção” de Palocci. Mais uma vez, o ex-presidente trabalha com o objetivo de obstruir a Justiça. Deve ser preso. O que falta para o juiz Sergio Moro agir?

IVO PATARRA

ipatarra@hotmail.com

São Paulo

No xadrez

Não sei porque tanto cuidado e preocupação para enquadrar logo o ex-presidente Lula. Não somos todos iguais perante a lei?

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Paradoxo

O número de processos em que o Lula já se tornou réu e a variedade das aquisições são impressionantes. No processo da Lava Jato, foi acusado de obstrução de Justiça, por tentativa de comprar o silêncio de Nestor Cerveró. No mesmo processo é réu pela segunda vez por ter recebido propina da empreiteira OAS, envolvida no esquema de desvios de dinheiro da Petrobrás. Na Operação Janus, o ex-presidente é acusado de usar a sua influência em órgãos do governo e no BNDES para beneficiar a empreiteira Odebrecht em contratos de obras em Angola. Na Operação Zelotes, Lula “integrou um esquema que vendia a promessa no governo” para beneficiar empresas. Além das denúncias sobre o sítio em Atibaia, o triplex do Guarujá, a construção do Instituto Lula, e por aí vai. Mesmo com essa extensa “folha corrida”, recente pesquisa diz que Lula chegaria ao segundo turno em 2018. Parafraseando o ditado popular, “me rouba que eu gosto”!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Outra fraude da era Lula

Um dos grandes escândalos do governo Lula ocorreu em 2009, quando a Caixa Participações, braço de investimento da CEF, comprou um banco bichado por R$ 740 milhões, o Panamericano, de Silvio Santos. Esse caso volta a merecer atenção da Polícia Federal, na Operação Conclave. Com autorização do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara da Justiça Federal de Brasília, foi bloqueado R$ 1,5 bilhão dos envolvidos, 46 mandados de busca e apreensão foram cumpridos por 200 policiais – incluídos na ação nove ex-diretores do banco negociado, um irmão de Silvio Santos, Henrique Abravanel – e feitas diligências também no Banco Pactual e na casa do banqueiro André Esteves. Enfim, foi um negócio altamente fraudulento, que causou grande prejuízo ao banco público: meses após essa compra se descobriu um rombo de R$ 4 bilhões no Panamericano. Ao que tudo indica, com a cumplicidade do Palácio do Planalto no negócio.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

REFORMA POLÍTICA

Oportunistas

No seu editorial Os oportunistas (20/4, A3), o Estadão erra no diagnóstico e na proposta. Não tenho como medir se a estrutura política é a raiz de todos os nossos problemas, mas com certeza posso afirmar que é uma das principais responsáveis pelo descalabro a que chegamos. O financiamento privado, via empresas com relações diretas com o governo, fez com que inicialmente os políticos se afastassem do eleitorado e mais recentemente passassem também a trabalhar de acordo com a agenda e os interesses dessas empresas. O resultado é o que estamos vendo agora. É claro que esse Congresso que está aí não tem condição alguma de propor nenhuma reforma política, qualquer mudança será obrigatoriamente para defesa dos seus interesses e da preservação da espécie, não tem como ser diferente. Uma Assembleia Constituinte eleita com o objetivo específico de rever todo o processo eleitoral e que tenha como premissa que os constituintes que não hajam participado das últimas legislaturas e sejam inelegíveis para as próximas é o caminho mais transparente para fazermos uma reforma de fato, que atenda aos interesses nacionais. O Estadão cita iniciativas viciadas que circulam no Congresso e não vão direto ao ponto, uma delas é a cláusula de barreira. Mas, cá pra nós, se tivéssemos menos partidos os problemas com PT, PMDB, PSDB, PP & Cia. seriam diferentes? A realidade é que não temos partidos de fato e não é reduzindo a quantidade que melhoraremos. O que precisamos é ter partidos que realmente representem os interesses do Brasil, cada um com sua visão. Um bom caminho é acabar com o Fundo Partidário, só que nisso ninguém toca. De resto, não vejo tantos problemas nas demais instituições, nos direitos e deveres definidos na Constituição atual, que necessitem de uma Constituinte com poderes para revisão geral. Essa proposta parece mais uma cortina de fumaça para que nada seja realmente feito.

MOISÉS JARDIM

moises.jardim@yahoo.com.br

São Paulo

“Precisamos tomar cuidado para que no lugar de ‘ordem e progresso’ não venha a ser inscrito ‘Odebrecht e propina’...”

VALDIR PRICOLI / SÃO PAULO, SOBRE A BANDEIRA NACIONAL

cambuci@yahoo.com

“A desfaçatez de Emílio Odebrecht choca. Por menos que isso Strauss-Kahn, do FMI, saiu algemado em Nova York!”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO, SOBRE A DELAÇÃO DO EMPREITEIRO

fransidoti@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

'A SALVAÇÃO DOS CANALHAS'

Incrível, patético e lamentável: a maioria dos jornais ignorou as declarações do ex-ministro da Justiça, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-presidente da Câmara federal Célio Borja, sobre a Operação Lava Jato e as delações da Odebrecht. De acordo com o jurista Célio Borja, as delações não são provas. São apenas a narração de fato que pode ser criminoso ou não. Borja exemplifica: "Dizer que o candidato recebeu doações. É preciso provar que ele sabia que doações vinham de fonte ilícita. Mas ninguém se preocupa com isso. Pelo fato de ter sido citado em delação, ele acaba no rol dos culpados. Estão criminalizando quem não é absolutamente criminoso. E estão colocando nessa triste posição quem não tem nada a ver com isso". No entender de Borja, a generalização "é a salvação dos canalhas. Se jogam na mesma lama parlamentares corretos e decentes e os incorretos e indecentes". A seu ver, o Congresso Nacional tem legitimidade para tocar as reformas. "Se você não tiver Congresso, o País fica acéfalo. Isso é pior que tudo." Célio Borja acredita que as instituições políticas permanecem fortes. "Enfraqueceram-se pessoas, partidos, candidatos e posições políticas. A consciência moral do povo brasileiro evoluiu. O que se tolerava antes não se tolera hoje."

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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TRIBUNAIS DE CONTAS NA BERLINDA

Depois de ouvir e ler as últimas notícias sobre a falta de lisura e de compostura de boa parte da política deste Brasil varonil, fica a pergunta: se contribuições para as eleições via caixa 2 e o recebimento de propinas vultosas pelos excelentíssimos candidatos são contabilizados pelos Tribunais de Contas dos Estados e da União como dinheiro legal, e as contas são todas devidamente aprovadas - motivo das respostas abobalhadas dos envolvidos ("tudo o que recebi foi aprovado pelo Tribunal de Contas responsável, portanto nada tenho a temer") -, onde se escondem os verdadeiros ladrões? Ministro Edson Fachin, creio que os que atestam legalidade aos pilantras deveriam ser colocados sob investigação tanto quanto aqueles que sugerem pagamento para aprovar esta ou aquela concorrência, antes que arquivos sejam queimados. 

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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A LISTA DE FACHIN

Estar ou não estar na primeira lista do ministro Fachin não é a questão. Não faz mais diferença, porque o apavoramento é geral.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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SALVAÇÃO

Será que os citados na lista de Fachin terão a mesma sorte dos nomes da lista de Schindler? Serão todos salvos?

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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COVIL DE BANDIDOS

As delações da Odebrecht são assustadoras e revelam o roubo qualificado aos cofres públicos. Os delatores dessa organização putrefata nos deixam boquiabertos diante de tantas falcatruas cometidas.  A distribuição escancarada de propinas a políticos nos impacta ao ver o quanto o Brasil foi espoliado por esta corja de maus brasileiros. A desilusão com certos políticos em quem confiávamos nos causou certo asco da política que desgoverna o nosso país na atualidade. Será que todos aqueles que cometeram esses crimes sórdidos serão punidos? O número desses malfeitores é imenso e puni-los demandará um enorme trabalho.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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REGIME DE GOVERNO

Com a delação de Marcelo Odebrecht, endossada por seu pai, Emilio, chega-se à conclusão de que o atual sistema de governo no Brasil é a monarquia comandada pelo clã Odebrecht, e Lula e Dilma foram apenas presidentes lá colocados para servirem aos verdadeiros reis do País, levando junto ministros e parlamentares. Que vergonha! Todos comprados, alguns por quantias fantásticas mesmo sem valer absolutamente nada, que é o preço do homem que se vende. Se houvesse justiça rápida, prisão e confisco dos bens dos implicados, ainda assim seria um castigo pequeno pelo sofrimento dos milhões de desempregados e suas famílias que não veem saída da crise no curto prazo. As urnas em 2018 podem ser um castigo... Isso é piada, pois as campanhas são financiadas com nosso dinheiro e candidatos que sabem que não vão ser eleitos apenas embolsam a verba e prestam contas com notas frias, e os eleitos fazem a festa depois. Temos alguma saída? Só a sala de embarque internacional.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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DE VOLTA AO TESOURO

O "presidente" e o "vice-presidente" do Brasil, respectivamente, sr. Emilio Odebrecht e Marcelo Odebrecht, em conchavo com o ex-presidente Lula e sua corja, acabaram com as finanças do Brasil,  deixando-o numa penúria jamais vista antes na história do País. Se for somado o valor de todos os contratos da Odebrecht e de outras construtoras, tais como OAS, S.A, Mendes Junior, Camargo Corrêa, Carioca Engenharia, etc., dos últimos anos de governo do PT, com os governos venezuelano, argentino, cubano, africano, etc., e exigissem o retorno de 15% do valor apurado de volta ao Tesouro Nacional, sairíamos desta crise sem sacrificar o pobre trabalhador brasileiro com mais tempo de contribuição para aposentadoria e mais impostos, que certamente virão.  

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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MÍNIMO NECESSÁRIO

O mínimo que se espera, diante de toda esta bandidagem confessa, é que delatores e delatados devolvam o dinheiro - bilhões de reais - aos donos de direito, o povo brasileiro. Custe o que custar, devem policiais, juízes e procuradores fazer valer a decência e, além de impor cadeia aos merecedores, recolher e demonstrar o ressarcimento dos cofres públicos com toda a megafortuna sacada indevidamente. Não será preciso reformar a Previdência nem será necessário falir mais hospitais, o País avançará rápido ao Primeiro Mundo, haverá dinheiro para todas as necessidades e, ainda, o conforto de ver a justiça sendo feita, ainda que muito tarde. É o mínimo que este pais agora deseja e merece, depois de tanta vergonha imposta por tantos corruptos e corruptores. 

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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APELO A DEUS

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Essa é a situação em que se encontra o Brasil, se não vejamos. Como se não bastasse a constatação da corrupção nos mais altos níveis, agora chega para nós a informação de que até comandantes de altas patentes estão também atrelados à corrupção. Só nos resta apelar para Deus todo-poderoso que tenha um pouco de compaixão e nos livre desta horda de maus brasileiros.

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

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ASSUNTOS SIGILOSOS

Eduardo Cunha e Michel Temer se reuniram com os executivos da empreiteira Odebrecht, em 2010, em São Paulo. Os delatores da Odebrecht afirmaram que, naquela ocasião, negociaram propina para o PMDB. Temer nega que nessa reunião tenham sido negociados quantias ou acordos ilícitos. Cunha disse que foi convidado a participar da reunião, previamente agendada por Temer. Um parlamentar é eleito pelo povo para legislar e manter-se como guardião fiel das leis e dogmas constitucionais nacionais. Excluindo-se o dinheiro, fica difícil de imaginar o teor da pauta dessa reunião envolvendo dois deputados federais e empreiteiros num encontro sigiloso em São Paulo, longe do Congresso Nacional.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CUNHA E TEMER

O presidente Temer está mentindo quando diz que não tem medo da delação de Eduardo Cunha. Mesmo preso e condenado, até agora ninguém teve coragem de expulsar Cunha do PMDB. A delação de Eduardo Cunha nada mais é do que a constatação óbvia de que Michel Temer sabia e mandava em tudo o que acontecia no PMDB, partido que ele presidia e que recebeu propina do crime organizado, da máfia das empreiteiras, da Odebrecht. O Brasil deve muito a Eduardo Cunha, por ter livrado o País do catastrófico governo de Dilma Rousseff, e deveria ser erguida uma estátua em homenagem a ele no pátio da cadeia onde ele está e onde em breve receberá a companhia de Temer e de muitos outros companheiros que ele ajudou a desmascarar. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CADA VEZ PIOR

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que está preso, também está fazendo sua delação, embora não seguindo o roteiro judicial. Mas ele aproveita o momento e faz afirmações que comprometem o atual presidente da República, afirmando que houve acordo para marcar reunião com o delator da Odebrecht e que acertaram, inclusive, valores das doações. Até quando ele vai resistir? E mais, já se comenta que deputados anunciam que vão deixar o partido ao qual ele é filiado. Pelo visto, a situação vai ficar cada vez pior, ainda mais se alguma outra empreiteira também for devidamente investigada.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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SEM CORAGEM

Sem querer estragar as expectativas de ninguém, algo me diz que Lula, o homem mais honesto do Brasil, não tem coragem de enfrentar o juiz Sérgio Moro. Duvido que vá a Curitiba no dia 3 de maio.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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O ESPECIALISTA

O ex-presidente Lula é um especialista na conjugação do verbo "saber" na forma negativa, seja no presente, seja no pretérito: eu não sei, eu não sabia, eu não soube... No futuro, mais precisamente no dia 3 de maio, ele também não saberá responder às perguntas do juiz Sérgio Moro. Apesar da obviedade dos fatos, das várias delações claríssimas e concordes entre si, documentos fraudulentos que o incriminam, ele com certeza jogará a culpa sobre ombros alheios, como fez com José Dirceu, José Genoino e tantos outros, pessoas que "jamais fizeram parte de seu círculo de amizades". Os próximos culpados deverão ser Palocci, Mantega e outros que provavelmente ele "nem conhece". Evidentemente, todos culpados, mas não ele!  Contraditoriamente, uma boa parcela dos eleitores (quase 40%) continua a ver neste algoz da decência nacional, este especialista da maldade, um Messias, o salvador que conduzirá novamente o Brasil a seus dias de alegria. Mas, felizmente para os jovens, que ainda têm muita vida pela frente, Lula, assim como todos nós, não é eterno (embora a erva-daninha sempre pareça ser). Seu dia chegará, cedo ou tarde, e, então, os brasileiros poderão voltar a crer no futuro desta pátria.

  

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

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TEMPORADA EM CURITIBA

Sérgio Moro, para não prejudicar a defesa de Lula, ouvirá as 87 testemunhas indicadas pelo ex-presidente. Terá amplo direito, por mais exagerado que seja, a fim de que não paire dúvida da lisura da justiça ao esgotar todos os seus direitos de defesa. Em contrapartida, Moro quer a presença de Lula nos 87 depoimentos das suas testemunhas. Presume-se longa a permanência de Lula em Curitiba. Para Lula, que está habituado a hotéis cinco estrelas, vai ficar caro. Melhor alugar uma confortável moradia, ou será que ele vai pedir abrigo na pousada de Moro?

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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87 ENCONTROS

Só mesmo o mastodonte da mentira, hipocrisia e propina poderia mandar arrolar 87 testemunhas de defesa no processo em que é réu, fenômeno inusitado, talvez, no mundo para procrastinar um processo. O juiz Sérgio Moro, por sua vez, decidiu pela oitiva de todas, mas exigiu a presença do réu nas audiências. Nada como conseguir agendar 87 encontros com aquele que o vai julgar.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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DEFESA

A iminente prisão está deixando o "honestíssimo" ex-presidente Lula e seus advogados desesperados, a ponto de buscarem 87 testemunhas em sua defesa. É óbvio que todas elas serão previamente preparadas pelos advogados de defesa, para inventarem uma série de mentiras, já que os fatos que estão aí falam por si sós e valem mais do que mil palavras. Mas espernear é livre, e é exatamente isso que ele e seu partido estão fazendo. Felizmente, o corretíssimo juiz Sérgio Moro está mais do que preparado para mais esta costumeira maracutaia do ex-presidente e seus defensores e deverá aplicar a lei, sem se submeter a qualquer tipo de pressão. O Brasil tem de ser passado a limpo, custe o que custar, doa a quem doer e seja de que partido for. 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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UM EXÉRCITO DE TESTEMUNHAS

Moro ratificou o aforismo de Roberto Campos: "A esquerda é burra".

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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ROBERTO CAMPOS

Na semana em que o visionário economista, diplomata e político Roberto Campos completaria 100 anos de idade, vale citar duas pérolas de suas inesquecíveis frases: "O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele nos pode dar é sempre menos do que nos pode tirar" e "o PT é um partido de trabalhadores que não trabalham, estudantes que não estudam e intelectuais que não pensam". Não poderiam soar mais certeiras e oportunas, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Nesta semana tiveram início as discussões sobre a reforma da Previdência, que, segundo o governo federal, tem problemas intransponíveis, portanto a necessária reforma. Mas não é o que demonstra o governo quando desrespeita as próprias regras perseguidas. Manteve privilégios a várias categorias que, apesar de usufruírem da Previdência Social, não serão abarcadas pelas mudanças. O que significa dizer que somente o hipossuficiente obreiro, que é a parte mais fraca nessa relação, é quem, sem dúvida, sofrerá com as mudanças. Mas, afinal, Temer, todos não são iguais perante a lei?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FEMINISMO 'MALANDRO'

Por que, na reforma da Previdência, as mulheres têm idade mínima de 62 anos, enquanto os homens terão 65 anos? É incompreensível, pois a mulher vive bastante mais do que os homens e, afinal, quer ser tratada pelo menos com igualdade em relação aos homens. Por que o tratamento injusto para os homens? A única explicação seria que os parlamentares "apanhariam em casa" se não as favorecessem.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA

O relator do projeto da reforma da Previdência vai propor a mudança da idade mínima para aposentadoria das mulheres, passando dos 65 anos, conforme proposta do governo para todos, para 62 anos. Não tem nenhum cabimento. Primeiro, porque todos são iguais perante a lei; segundo, quase todos os países adotam idades idênticas para as aposentadorias de homens e mulheres; terceiro e mais importante: no Brasil os homens morrem muito antes das mulheres. A expectativa de vida daquelas é de cinco a oito anos maior que a dos homens. Basta conferir o número de viúvas na sua rua, no seu bairro, na sua cidade. Ou seja, grande parte dos rombos na Previdência continuará, pois terá de pagar aposentadoria e/ou pensão por mais cinco, oito anos para aquele segmento. Se for adotada a idade mínima de 65 anos para que os brasileiros possam se aposentar, haverá, por coerência e justiça, que adotar a mesma idade para todos, seja para os da zona urbana, rural, para homens, mulheres, civis, militares, políticos, magistrados, etc.  

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

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CRISE NO RIO DE JANEIRO

O pedido de prorrogação do estado de calamidade pública no Rio de Janeiro nos lembra que, enquanto alguns países utilizam esse dispositivo legal para momentos de catástrofes naturais, no Brasil tem-se de usá-lo para enfrentar as consequências de administrações gerencialmente incompetentes e altamente corruptas.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

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USIMINAS

Sobre a "Coluna do Broadcast" de 19/4: o gestor comercial que pegou a empresa com 52% de participação no mercado em 2008 e a entrega com 34% hoje seria demitido em qualquer empresa do mundo. Na Usiminas, é promovido a presidente.

Fernando Fonseca fernando.val@uol.com.br

Belo Horizonte

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PROGRAMA MAIS MÉDICOS

Cuba deixará de enviar ao Brasil 700 médicos do Programa Mais Médicos e pretende, até julho, retirar aqueles que fazem parte do programa há três anos. Aquilo que falávamos desde o inicio aconteceu. Comparando entre regime comunista e capitalista, quando médicos cubanos tiveram suas carreiras valorizadas, respeitadas e visão de que podem, sim, ser bem remunerados por seus esforços, muitos deles entraram com pedido de permanência no Brasil e Cuba tem medo de outra debandada geral. O que deu certo na Venezuela deu errado por aqui, onde as liberdades individuais são valorizadas e respeitadas. O Programa Mais Médicos foi uma iniciativa para levar dinheiro ao governo cubano, o que não estava previsto era que lidavam com seres humanos, e não robôs. Ao comparar os dois regimes, e com medo de perdê-los, o governo cubano chama de volta seus "escravos". Com a palavra, os petistas adoradores da "democracia" dos irmãos Fidel.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MÉDICOS NÃO QUEREM VOLTAR

Por que ninguém quer voltar para Cuba, se lá é tão bom, segundo o PT? Minha sugestão seria a seguinte: para cada liminar concedida a médicos cubanos para permanecer no Brasil, a concessão de dupla nacionalidade para petistas passarem o resto da vida em Cuba.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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VETO À NOVA LEI DE MIGRAÇÃO

O Senado, de forma muito irresponsável, aprovou a chamada nova Lei de Migração, enviando-a para sanção presidencial. A pretexto de alterar uma chamada "lei da ditadura", o antigo Estatuto do Estrangeiro, o Congresso Nacional, com esta nova lei, na prática, decreta o fim do Brasil como nação soberana, colocando nosso país na rota da criminalidade organizada internacional e do terrorismo. Isso sem falar que qualquer estrangeiro que aqui ingresse passa a ter no mesmo instante mais direitos que os próprios nacionais, sem que essa reciprocidade nos seja assegurada lá fora. E, sem que o Estado brasileiro tenha condições de cuidar minimamente do nosso próprio povo, a Lei da Migração resolve assegurar "direitos" a qualquer pessoa que ingresse no território brasileiro, como, por exemplo, acesso aos sistemas de saúde, sem contrapartida (pobre sobrecarregado SUS!). E na prática perderemos também o controle de quantos estrangeiros aqui ingressaram, facilitando a vida dos mal intencionados. A lei ainda é inoportuna à medida que vemos como as políticas de imigração em massa fracassaram cabalmente no resto do mundo. É por isso que o presidente Michel Temer, em tendo juízo, deve vetar integralmente essa lei, sob pena de ser responsabilizado, perante a História, pela destruição do Brasil pela imigração em massa, pelo crime e pelo terror. Caso não vetada, conclamo os juristas conscientes do Brasil a desde já preparar a ação que questionará esta lei no STF.

 

Luiz A. Módolo de Paula luaump@yahoo.com.br

São Paulo

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A VISITA PAPAL

Sou católico apostólico romano praticante. Mas não posso deixar de registrar meu repúdio à decisão (política) do papa Francisco de não vir ao Brasil para participar das celebrações dos 300 anos da santa de devoção maior de nosso povo, Nossa Senhora Aparecida. O dogma de infalibilidade papal só deve se aplicar a assuntos religiosos. 

João P. Mendes Parreira jpmparreira@hotmail.com

São Caetano do Sul

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MENSAGEM AO BRASIL

Exemplar a conduta do papa Francisco ao propor novos caminhos aos fiéis, e tem um estilo de vida condizente com seu discurso fraterno e de amor a todos os seres vivos. Nenhum outro líder religioso ou político ousa tocar os assuntos que o papa Francisco discute em suas homilias, bem como mora num convento humilde e dorme em quarto pequeno e modesto. Cabe ressaltar a carta enviada pelo papa recusando convite para uma visita ao Brasil por causa da agenda cheia, mas não perdeu a oportunidade de pedir ao presidente Temer soluções que não agravem a situação da população carente brasileira, principalmente ao lembrar que não se pode "confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado". A mensagem que o papa nos envia deve ser discutida em todas as organizações civis e religiosas, pois corremos sério risco de perdermos todas as conquistas sociais, políticas, econômicas e democráticas conquistadas nas últimas décadas.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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ATITUDE LOUVÁLVEL 

Cumprimento o atleta do São Paulo Futebol Clube Rodrigo Caio, pela atitude honesta que tomou no domingo, mesmo com placar adverso (0 x 2), diante do Corinthians, inocentando o atacante Jô do segundo cartão amarelo, que o alijaria da partida de volta no próximo domingo. Caio merece um cartão de ouro nas galerias do Morumbi, ao contrário de seus companheiros de clube que o criticaram por tão nobre gesto. Estes são "dignos" de repúdio de todas as torcidas e um cartão vermelho coletivo seria muito bem aplicado. Na segunda-feira, 17/4, num programa de esportes na televisão, uma pesquisa apontou que 90% dos telespectadores mostraram-se favoráveis ao atleta e 10%, contrários. Provavelmente essa minoria, infelizmente, ainda hoje é adepta da Lei de Gerson, de levar vantagem em tudo, e é a mesma que ignora provas claras e robustas do crime de corrupção organizado e continua com os olhos vendados para as faltas graves cometidas pelo time dos políticos do Congresso Futebol Clube.       

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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SUBSTITUIÇÃO FUNDAMENTAL

Fundamental substituição, no Brasil, para conquistar o respeito mundial na era pós Lava Jato: deixa o campo, sob estrondosas vaias, Lei de Gerson (veterano e decadente catimbeiro que sempre gostou de levar vantagem em tudo) e entra em campo, para o delírio da galera, Lei de Rodrigo Caio (craque que tem como ponto de honra ganhar jogando limpo).

Carlos Cardoso santhacar@uol.com.br

São Paulo

 

 

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