Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

23 Abril 2017 | 05h00

MEDO DA LAVA JATO

Passando dos limites

O Portal da Cidadania, do Senado, abriu consulta pública para internautas opinarem sobre o PLS 280/2016, que define os crimes de abuso de autoridade, projeto de autoria do senador Renan Calheiros - enrolado em mais de uma dezena de inquéritos na Justiça. Consultei-o na quinta-feira (20/4) às 16h27 e vi o placar de 218.852 votos “não” (rejeitando o projeto) contra 3.544 votos “sim” (aprovando). Numa conta de padeiro, para cada voto de aprovação há mais de 60 contrários, o que dá a dimensão da repulsa. O relator da proposta, o notório senador Roberto Requião, apresentou substitutivo ao texto de Renan com várias alterações para pior, cujo objetivo único é agrilhoar a Polícia Federal, o Ministério Público, o Judiciário, inibindo, se não impedindo, a já difícil tarefa da persecução penal em nosso país, com trechos ditos “subjetivos”, abertos a todo tipo de exegese. O também notório senador Edison Lobão, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, marcou a votação da matéria para o dia 26/4 e já deixou claro que não vai admitir “obstrução, nem nenhum outro tipo de chicana regimental”, com o claro intento de aprovar o arrocho o quanto antes, no que é apoiado por colegas como Gleisi Hoffmann (PT-PR), Jorge Viana (PT-AC) e Jader Barbalho (PMDB-PA), entre outros parlamentares enroladíssimos com a lei que assombram aquela Casa. Quanto à tal consulta pública do Portal da Cidadania, parece ser mais para constar, um teatrinho engana-trouxa inventado pelo Senado sem valia alguma, e o resultado final será o de menos. O que vale é neutralizar a força-tarefa da Operação Lava Jato, que já teria passado de “todos os limites”.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

Abuso de legislador

Do Congresso, repositório de envolvidos na Lava Jato, está saindo do forno uma pizza em forma de projeto da dupla Renan-Requião. Em síntese, graças ao conceito abstrato de “abuso de autoridade”, o acepipe permitirá que os corruptos processem o policial que os investigar, o promotor que os denunciar ou o juiz que os condenar. É a repetição da velha história do bandido querendo prender o xerife.

HOMERO VIANNA JR.

homeroviannajr@hotmail.com

Niterói (RJ)

 

Arrastão desmoralizante

Acho que Renan Calheiros está enganado quanto a estarem distorcendo a realidade e desmoralizando homens de bem. Nossos políticos não precisam de terceiros para se desmoralizarem.

ALBERTO SOUZA DANEU

curtasuasaude@uol.com.br

Osasco

 

Golpe mortal

É falsa a sensação de liberdade e segurança que a democracia brasileira nos dá ao garantir a expressão livre da palavra. Essa mesma liberdade vem sendo usada pelos políticos corruptos em proveito próprio, muitas vezes ao arrepio dos interesses do povo que os elegeu. Agora que pela primeira vez se sentem efetivamente ameaçados, como nunca antes, pela ação saneadora do Ministério Público, que os investiga, e da Justiça, que os julga, articulam no Senado legislação especial para cerceá-los, como se já não houvesse leis específicas sobre a matéria. Tão nefasta como um golpe militar ou como a institucionalização da corrupção patrocinada pelo lulopetismo e associados, é um golpe mortal no cerne do regime democrático. É a democracia em decomposição.

ARNALDO A. FERREIRA FILHO

amado1930@gmail.com

São Paulo

 

Abominável

Os brasileiros não podem permitir que políticos corruptos legislem em causa própria. Essa pretensão de punir os juízes por abuso de autoridade é para saírem ilesos e protelarem suas condenações. O mais abominável, contudo, é sermos roubados e ainda termos de pagar a defesa deles, com o dinheiro da corrupção - que é nosso. Espero que a Fazenda federal fique atenta para cobrar deles os impostos devidos - para os “comuns” a tabela do Imposto de Renda não foi corrigida, acumulando uma defasagem de 83%, mais uma prova de que estamos sendo espoliados. Não podemos mais continuar sendo os eternos idiotas, alienados e ingênuos que ficam à mercê dessa corja. Vamos dar um basta!

JOÃO ERNESTO VARALLO

jevarallo@hotmail.com

São Paulo

 

Se continuarem legislando em causa própria e a Justiça se acovardar, acabaremos não sendo diferentes da Venezuela.

MOISES GOLDSTEIN

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

CORRUPÇÃO

Crime e castigo

A situação de Lula piorou de vez após a delação de Léo Pinheiro, afirmando que o triplex no Guarujá era realmente dele. Temos de lembrar que Antônio Palocci ainda não contou o que sabe, o que deve complicá-lo ainda mais. Mesmo que Lula pegue 20 anos de prisão, ainda assim será pouco pelos crimes cometidos, disseminando a corrupção em toda a máquina governamental, levando o País, com a sua incompetente sucessora na Presidência da República, a uma crise jamais experimentada desde que Cabral aqui chegou.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

 

A comprovação da posse ou não de um triplex ou de um sítio, a esta altura, é o que menos importa para condenar o lularápio.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

Leilão já!

O triplex que não é da OAS nem de Lula poderia e deveria ser imediatamente leiloado pela Justiça em favor do Hospital São Paulo, que está precisando de recursos com a maior urgência. Chega de lenga-lenga e de burocracia cartorial. Leilão, já, de todos os bens, que não são de ninguém, mas tiveram origem em recursos financeiros roubados da Nação brasileira!

PAULO SÉRGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

Propinoduto

Falando de provas, quando Lula vai provar que deu realmente as palestras milionárias que lhe renderam uma fortuna?

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

Triste fim

Diante das evidências alarmantes de corrupção e de desmandos da coisa pública, a esquerda festiva entristece e se recolhe, amuada, à sua insignificância ideológica. Cambada...

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

O BRASIL, OS POLÍTICOS E A CORRUPÇÃO

 

As delações premiadas hoje expostas como ponto alto dos noticiários demonstram que a corrupção é endêmica no Brasil há pelo menos três décadas. Aqueles que chegaram ao poder falando contra o assalto aos cofres públicos e travestidos de paladinos da moralidade, hoje, estão desmoralizados e com seus crimes denunciados. Primeiro foi o mensalão, agora, os fatos da Operação Lava Jato. Quase 500 políticos – ex-presidentes, ministros, governadores, parlamentares e outros – já estão formalmente desmascarados. Outros ainda cairão nas malhas da Justiça e também terão de prestar contas. É preciso buscar urgentemente uma saída. Sem gozar do respeito do povo, o governo e as instituições não conseguirão fazer o País progredir nem manter a paz e a ordem, e a sociedade caminhará para a barbárie. Evitar o pior é dever de todos.

  

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

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DEBOCHE

Não é uma delação qualquer que vai parar o País, disse Michel Temer. Presidente, o Brasil está parado há quase meio século.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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A NOSSA CONTRIBUIÇÃO

Os fantásticos esquemas de corrupção agora escancarados pelos vídeos de diretores da Odebrecht e que estremecem o sistema político tornam o Brasil um país singular entre os demais. Sob o ponto de vista do desvio de dinheiro público para poucos em detrimento de muitos, o quadro ora formado tornou sem sentido os aspectos ideológicos de teóricos e militantes. Os roubos misturam os de esquerda e de direita num caldeirão único, não permitindo que sejam distinguíveis. Todos os matizes da política nacional participaram da criminosa apropriação e contribuíram para que um número inimaginável de escolas, creches, UPAs, etc. deixasse de ser construído e que  o déficit de saneamento básico que deteriora a saúde da população fosse sensivelmente diminuído. Eis a nossa contribuição para acrescentar um elemento melancólico na evolução histórica contemporânea da humanidade.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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ESCALADA CRUEL

Enquanto a maioria do povo brasileiro mal conhece o “milhar”, seus políticos têm a maior intimidade com o “milhão” e as empreiteiras, com o “bilhão”.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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JUSTO BALANÇO

Chegará a hora em que se fará um justo balanço. Toda corrupção tem dois lados: o corrupto e o corruptor. Qual deles é o maior vilão? Em geral, o corruptor tem o dinheiro e o corrupto tem o poder e quer o dinheiro. Dinheiro não é fácil de ganhar. Os muito ricos, em geral, conquistaram fortuna construindo alguma coisa: uma empresa, uma descoberta, uma arte, um conhecimento especial ou até uma herança construída por antepassados. Já o poder, principalmente o poder político, raramente é construído por méritos, e os grandes ditadores, com o poder político absoluto, o constroem inicialmente pelo voto do povo, que transformam em armas contra seus opositores e, finalmente, contra o próprio povo. Na escala intermediária estão os delegados do poder político, que agem a mando destes em busca do dinheiro extorquido dos que o possuem. Raramente os corruptos constroem alguma coisa, sendo mais comum destruírem o que foi construído sem nenhuma contrapartida. Analisando o caso brasileiro, qual lado é o maior vilão? A Odebrecht, que desenvolveu a alta engenharia, empregando uma centena de milhares de trabalhadores, ou Lula?

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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FARSA

Quem iria imaginar há uns bons anos que o verdadeiro Lula se revelaria, além de soberbo, demagogo e populista, ou “pavão e bon vivan”,  também capaz de montar quadrilhas nas nossas estatais e de se transformar num ex-presidente literalmente mercenário? Até em obras da Odebrecht no exterior com recursos do BNDES, como em Cuba (Porto de Mariel) e Angola, o ex-presidente montou esquema para supostamente desviar recursos, como consta em reportagem do “Estadão” de 19/4 sobre as 25 petições ainda sigilosas da lista de Edson Fachin. Destas maracutaias fazem parte, também, um sobrinho do Lula, o ex-ministro Antônio Palocci (PT) e membros do PMDB como Edison Lobão, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves. Ora, se com a evolução das investigações da Lava Jato até aqui Lula já é réu pela 5.ª vez, com a extensa divulgação das delações da Odebrecht, em que também é citado, e com mais este fato de Cuba e Angola, por supostos atos de corrupção, a situação do ex-presidente se complica e de forma praticamente irreversível caminha para uma dura condenação pelo Judiciário. Tudo isso deixa mais do que evidente que Luiz Inácio Lula da Silva, como político e presidente da República, foi a maior farsa da história desta nação.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PORTO SEGURO

Para Lula, a partir de 3 de maio, quando começam suas audiências com o juiz Sérgio Moro, Mariel deixará de ser um porto seguro.

                                                                                                                                                                                                                                        Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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A LISTA SIGILOSA DE FACHIN

Tanto Lula quanto Antonio Palocci, Edison Lobão, Eduardo Cunha, entre outros, estão envolvidos em parte dos 25 casos sob análise do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, ainda em segredo. Neles a atuação do ex-presidente Lula é citada em relação às operações da Odebrecht em Cuba e em Angola. Vejam como são as operações estratégicas de Lula: ele nunca, jamais fez sacanagem sozinho, mas beneficiava no mínimo mais de meia dúzia de parceiros, justamente para comprometer seus comparsas.

Arnaldo de Almeida Dotoli Arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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REDISTRIBUIÇÃO

Bem, uma certeza já temos: dos 40% de casos que serão redistribuídos no STF, os implicados nos casos que caírem com os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Luiz Barroso, Luiz Fux e Gilmar Mendes (este se estiver no Brasil) já podem ir abrindo o champanhe para comemorar e, depois, sair por aí gastando os bilhões roubados.

Joao P. de Oliveira Lepper jp@seculovinteum.com.br

Rio de Janeiro

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A LISTA DOS CORRUPTOS

Uma hora diante da TV vendo a lista dos corruptos... A pauta seria menos cansativa se publicassem a lista dos políticos honestos, se é que ainda existem.

Alcindo Garcia alcindogarcia@uol.com.br

São Paulo

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MÁQUINA PÚBLICA

Aparelhamento dá máquina pública, usada e abusada a seu bel prazer, e muita, muita pedalada fiscal. Eis o desgoverno do lulopetismo, que torce o nariz para privatizações não à toa.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

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‘UM PELEGO DE ALUGUEL’

O jornalista José Nêumanne (“Um pelego de aluguel”, “Estadão”, 19/4, A2) descreveu com maestria como funcionava o mundo do “pelego Lula da Silva”, que se escondeu a vida inteira atrás da vitrine de “lutar pelo trabalhador brasileiro”. Dizem que o céu é para todos, mas neste momento o céu de Lula cai sobre sua cabeça como um asteroide, porque o mundo falso criado para subir na vida vem ruindo gradativamente, deixando-o nu. O que sobrará desta figura esperta e oportunista? Espero que seja lição de vida para aqueles que acreditaram em seus coléricos e inflamados discursos. Toda perda da inocência nos dá oportunidade para acordar, senão vem outro e toma o lugar do enganador. Isso é atávico. Vão continuar acreditando?  

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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LUIZ, O CAMALEÃO

Cumprimento José Nêumanne pelo seu muito bem-posto escrito de 19/4, sobre o pelego “bon vivant”.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga 

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O DEDO NA FERIDA

Jose Nêumanne, como sempre, coloca o dedo na ferida e acerta o estômago do corrupto Lula e de sua corja. Como sempre, Nêumanne não tem meias palavras nem papas na língua e mostra que temos jornalistas sérios e honestos, como todos os políticos no Brasil deveriam ser.  

 

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PRESIDENCIÁVEL

Não é de estranhar a pesquisa do Ibope que mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a ser o presidenciável com maior potencial de voto, apesar das incontestáveis evidências de sua relação imoral e ilegal com diversas empreiteiras durante e após seu governo. Boa parte de seu apoio vem de população pobre, mal informada e desinteressada em relação à situação política e econômica do País, beneficiária de programas sociais e facilmente influenciável por discursos teatrais e demagógicos – especialidade de Lula. Além destes, fazem parte também da base de apoio do ex-presidente os fanáticos de carteirinha, que esquizofrenicamente ignoram os fatos e se colocam sempre ao lado de seu ídolo, custe o que custar, danem-se a moral, a ética e o País. É neste contexto que, para infelicidade geral da Nação, Lula pode, sim, vir a ser reeleito presidente. Pouco provável, mas não impossível. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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FALÁCIAS

O ex-presidente Lula é mesmo muito pretencioso ao alegar que “se puder, serei candidato em 2018”. Lula está incurso em vários inquéritos em andamento e sabe muito bem que poderá sofrer condenação em razão do cometimento de ilícitos penais. Lula é muito astuto e  quer  sempre amenizar sua situação de investigado falando frases  de efeito. O falastrão deve esperar o resultado dos inquéritos a que está sujeito e se resguardar em silêncio.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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PASÁRGADA

Em 2018, Lula será candidato em Pasárgada. Lá, ele é amigo do rei e estará acima da lei.   

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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ELEIÇÕES

Depois de tudo o que está sendo exposto pela Operação Lava Jato, é esperado que os políticos denunciados não consigam reeleição e sejam defenestrados do cenário político. Passaremos um atestado de burrice, se não aproveitarmos a oportunidade. Chega de Lulas, Mercadantes, Sarneys, Renans, Jucás, Aécios, Geraldos...

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo 

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CULPA DA CORRUPÇÃO

O povo brasileiro se cansou dos políticos corruptos. Os partidos têm a sua parcela de culpa, pois escolhem os candidatos que pretendem apresentar ao eleitorado. É, minha gente, a corrupção que tomou conta do Brasil começa nos partidos, que escolhem os candidatos que pagam por sua candidatura.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá 

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SEM BANDEIRA PARTIDÁRIA

A Operação Lava Jato ainda vai levar muito tempo para perder espaço nos meios de comunicação. Cabem, no entanto, algumas indagações: a primeira por certo, quando a próxima empreiteira entrará em cena? E qual será o integrante de outro partido importante que merecerá destaque por ter cometido alguma irregularidade? Enquanto o PT aponta um candidato a presidente nas próximas eleições que tem sido massacrado, os tucanos contam com o atual governador e um senador de São Paulo e um senador de Minas Gerais que já foram citados pelos delatores. Logo, merecem também ser avaliados.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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MORALIZANDO A POLÍTICA EM 2018

Num país onde um delator afirma que nos últimos 30 anos as eleições – todas – foram financiadas com dinheiro sujo de propina e não existe nenhum político que tenha chegado ao poder sem ter sua campanha financiada por verbas de caixa 2, muitas aberrações se tornaram corriqueiras, como: a de um motorista do Senado ganhando mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata; ou um ascensorista da Câmara federal recebendo mais para servir os elevadores da Casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage; ou, ainda, um encarregado pela garagem do Senado recebendo mais que um oficial-general do Exército que comanda uma região militar. Precisamos urgentemente de um choque de moralidade nos Três Poderes, federal estadual e municipal, acabando com os oportunismos e cabides de emprego. Temos de dar fim a estes “currais” eleitorais que transformaram o Brasil numa oligarquia sem escrúpulos, na qual os negócios públicos são geridos por quadrilheiros. O Brasil será eternamente um país do futuro, se continuarmos nas mãos de políticos inescrupulosos que governam em causa própria. Nas eleições de 2018 teremos uma chance única de mudar este quadro político caótico em que bandido manda prender xerife.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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VANTAGEM PARA DORIA

O vendaval político, que destrona fariseus e paladinos de meia pataca, leva o prefeito de São Paulo, João Doria, a sonhar com postos mais elevados, ainda mais cedo do que esperava. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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FRITADA

É legítimo o prefeito João Doria queira galgar cargos mais importantes na política nacional, mas a maneira como a mídia o está colocando, ora como candidato a governador, ora a presidente da República, só tem o intuito de colocá-lo na “frigideira”.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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REFORMAR A CASA OU SÓ O PUXADINHO?

 

A questão só é instigante, uma vez que a resposta é obvia. O Brasil precisa de profunda reforma administrativa. As coisas não andam na administração pública, ou seguem com lentidão desacorçoante. Muitos projetos promissores são cancelados. A Lava Jato cansa de revelar os estratagemas ilícitos em torno das licitações. Só um ponto: os órgãos administrativos compõem suas comissões de licitação, em geral por três funcionários da instituição. Que tal o Ministério Público? Entretanto, a Lei 8.666, de 1993, que as disciplina, é conservada em formol; e leis menos importantes são postas pelo governo como desafio de vida ou morte. Nosso direito tributário é um escândalo. É um cipoal de leis, que contadores e advogados se metem a entender; alguns os entendem, são os escritórios altamente especializados, que, ainda assim, não fecham sempre as contas do balanço de perdas e danos. No Brasil, qualquer amanuense, que se conflitou ontem com a mulher, tem poderes para editar uma Portaria insana, que se passa a acatar, até palavras do lento Judiciário. No plano mundial, a guerra fiscal autoriza outros a dizer que não somos Estado Unitário, Confederativo ou Federativo. Somos uma junção de antigas capitanias hereditárias, que levam ao Supremo sua guerra de secessão. Todos falam em reforma política e ninguém as faz. Já há respeitáveis correntes de pensamento contrárias a uma Constituinte que, em verdade, pretenderia blindar os políticos. Não vemos como uma Constituinte sem políticos possa beneficiá-los. Foi a proposta de grandes juristas nacionais, mas diz-se, insanamente, que é encomenda do PT. O doutor Modesto Carvalhosa, preposto do PT! Nela viria o voto distrital sem lista fechada, o “recall”, a proibição de reeleições e, se Deus nos abençoar, o parlamentarismo, etc., tudo na mesma linha de acabar com projetos de poder para ter-se projetos de administração política. Reforma do Judiciário. Só é possível com mudanças de competências dos órgãos jurisdicionais. O STF não pode ser mais que um tribunal constitucional. Nada de julgar processos particulares. Se não se sabe, é bom que fique claro que lá não se faz justiça, apenas se declara o direito nacional sob a luz da Constituição. Logo, não há razão para julgar processos individuais, ditos subjetivos. Para isso foi criado o STJ. Todavia, este não pode falar de inconstitucionalidade de leis. Já um juiz singular, saído ontem da faculdade, pode...  A sempre pregada “consciência política” (dos idos de 1968) não existe entre nossos compatriotas. Isso porque ela não é simplesmente saber se vivemos sob uma ditadura ou uma democracia, mas como funciona, em seus meandros, a máquina pública, ferramenta do regime de liberdades. Reforma do sistema de saúde, revisão do SUS (ah, não pode, dizem as esquerdas), mudança do sistema bancário (ah, não pode, dizem as direitas). Uma assembleia constituinte escoa todos esses interesses e ansiedades e, se conduzida com engenho e arte, pode criar as raízes do país de nossos sonhos. Fica-se, porém, no puxadinho. Fala-se em reforma da Previdência. Não se diz que a Previdência tem mais 1 milhão de processos, a maioria de ações procedentes, tudo em razão de igual miscelânea de nossa legislação previdenciária. As ações procedentes obrigam o instituto ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios. E o culpado é o beneficiário de um salário mínimo. Tivemos esperança neste governo como um náufrago que vislumbra um pedação de madeira flutuando ao seu lado e, quando se aproxima, constata tratar-se de um tubarão martelo.

 

Amadeu R. Garrido de Paula daniel@deleon.com.br

São Paulo

 

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BRASIL, ESTA É A SUA CARA

As reformas pretendidas pelo governo Temer e que, segundo este mesmo governo, tem o condão de uma pedra filosofal, tem levado a controvérsias quanto a sua aplicação pelo fato de que se atiram nas costas da Previdência os males da nossa economia, cabendo aos idosos o papel de “salvadores da Pátria”, mesmo sendo dizimados. O foco da política no Brasil de hoje é a família Odebrecht, com a  presença constante nas telas da TV, do patriarca Emílio e do filho Marcelo, sendo cedidos longos espaços aos ex-executivos da empresa, que sem terem sido eleitos detinham o poder maior no Palácio do Planalto. Não se consegue entender como num momento como este e como os responsáveis por esse megajulgamento que pode durar dez anos percam tempo julgando querelas futebolísticas. A Câmara dos Deputados, que ameaça Temer com um resultado negativo nas votações, aprova socorro para os Estados endividados que gastaram à tripa forra o que não tinham, se endividaram com a União e, agora, são socorridos por um projeto que cria o Regime de Recuperação Fiscal dos Estados. Essa medida suspende por três anos o pagamento das dívidas com a União em contrapartida de medidas exigidas pelo governo aos Estados em calamidade financeira. As contrapartidas não serão cumpridas e a gastança continuará desenfreada. Brasil, “esta é a sua cara”, parodiando o cantor Renato Russo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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A FALTA DE MUDANÇAS

Faz um ano que Dilma Rousseff foi apeada da Presidência da República e quase nada mudou no País. O vice de Dilma fez algumas mudanças tímidas na gestão, mas não se atreveu a mudar nada no que diz respeito à corrupção. Michel Temer luta com todas as forças pela manutenção dos esquemas de desvio de dinheiro público, nega qualquer irregularidade em seu governo, mostrou-se incapaz de enxergar qualquer equívoco que porventura pudesse ter ocorrido em sua gestão. A realidade é um pouco diferente, o governo está completamente envolvido até a alma em todos os casos de corrupção e desvio sistemático de dinheiro público, os presidentes da Câmara e do Senado, quase todos os ministros, governadores e o próprio presidente da República estão implicados. Michel Temer só não está sendo investigado por gozar de imunidade temporária. O Brasil esperava mudanças quando afastou Dilma Rousseff do poder, mas o que se vê é a manutenção dos esquemas de corrupção e que o dinheiro público continua sendo roubado sistematicamente pelo governo e por empresários que, juntos, vão lutar até a última bala para poder continuar roubando o País. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Em nossas terras tupiniquins sempre vicejou a corrupção! E, como nos recorda o saudoso João Ubaldo Ribeiro, em artigo neste jornal, “somos todos corruptos”! Então não é nenhuma grande surpresa a relação promíscua entre governantes e construtoras. Ou alguém no Brasil nunca soube que essa relação existia? Se existe este brasileiro, que “atire a primeira pedra” sobre os empreiteiros que agora são delatores. Mesmo sem surpresa, estamos indignados e acredito muito mais pelas cifras exibidas pelos delatores na referida relação promiscua e quais os fatores que contribuíram para o aumento dessas cifras. O primeiro deles foi a Constituinte de 1988, que independentemente dos bons propósitos, trouxe alguns malefícios a exemplo do presidencialismo de coalização, que deixou presidentes reféns de partidos, como bem salientou FHC, que sentiu a perda de espaço mais acentuada em seu segundo mandado. Esses partidos mais do que proliferam feito “ervas daninhas”, e muitos não visam a nobres objetivos. Associado ao contexto da Constituinte, encontramos uma sociedade contaminada pela ilusão do “Brasil Grande”, que tudo pode, e, dado o nosso baixo nível educacional, o “senso crítico”, ao que parece, só se aplica àquilo que atinge cada um em particular, o que encontra campo fértil para os marqueteiros de plantão, até para transformar “poste” em candidato, o que exige muito dinheiro para “alimentar” as ilusões da sociedade – dinheiro que acaba vindo do empresariado, que, por sua vez, “cobra a fatura”, a qual também é cobrada pelos partidos para ceder o seu tempo de TV. Por isso que chegamos às cifras astronômicos de hoje da relação promíscua, incluídas aí as possíveis propinas. Isso fica evidente na declaração do delator Marcelo Odebrecht, que virou “pop star”, tal a sua presença nos telejornais: “(...) Eu delegava para meus executivos R$ 3,5 bilhões para gastar com ‘negócios’, e eles poderiam perder até R$ 500 milhões”. Apesar de indignados, devemos entender que as instituições continuam funcionando, tanto que a relação promíscua foi exposta e os culpados pela prática estão sendo punidos pelas autoridades competentes. A democracia também continua vigente e não podemos culpar tudo e todos, pois da lista de Janot sobraram ainda muitos representantes do povo, eleitos pela sociedade brasileira, e a estes não interessa o ambiente de “terra arrasada”, tanto que a economia está recebendo o tratamento adequado, e assim será quanto ao nosso sistema político, que depois da Lava Jato não mais será o mesmo, com toda certeza.

 

José N. Cavalcante Cerqueira nestor.fwb@terra.com.br

São Paulo

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LADRÕES ‘OFICIAIS’

Os políticos do Brasil nunca necessitaram dos ensinamentos de Maquiavel. O companheiro Al Capone não chega nem aos pés dos ladrões “oficiais” do Brasil. Para que ler Shakespeare? A ditadura nos rouba a democracia. A corrupção nos rouba a economia. 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

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PASADENA

Das falcatruas praticadas em nome da Petrobrás, uma delas salta aos olhos, mas está desaparecendo do interesse da mídia pelas demais malandragens chamadas de achaques.  A então ministra de Minas e Energia e, ao mesmo tempo, presidente do poderoso Conselho de Administração da Petrobrás, até hoje não se sabe por que, sem motivo plausível, apoiou indesejável proposta de aquisição da refinaria de Pasadena, nos EUA, feita por “ilustres diretores” (hoje presos como bandidos). Consta que tecnicamente a aquisição não era recomendada em face do estado de abandono da usina, que causou degradação dos equipamentos. Mesmo assim, a ilustre ministra Rousseff aprovou o relatório que, levado ao Conselho de Administração, foi aprovado pela unanimidade dos presentes. Ah, ela disse que assinou sem ver e sem ler... (sic). Assim é que do caixa da Petrobrás saíram dólares americanos que entraram no caixa da Astra Oil, empresa Belga que promoveu a venda. Simples assim. A pergunta é: será que podemos investigar esta grande, assustadora, fantasmagórica e inconcebível aquisição, inóspita aos interesses da Nação? Claro que sim. É uma exigência da Nação e do povo brasileiro. Para que saibamos a verdade verdadeira, basta pedir à Astra, pela via do governo belga, que nos forneça a movimentação de caixa registrada pela Astra, onde teremos oportunidade de constatar o que se pensa: uma inimaginável meteção de mão no dinheiro público. É o caso de perguntar, então, onde estão o diplomata, o jurista, o oficial do Tribunal de Contas, o auditor, um juiz de Direito, um procurador de Justiça ou mesmo um ministro ou presidente que possa fazer um “simples pedido” de esclarecimento desse negócio escuso, a bem da verdade e da justiça.

Décio Curci deciocurci@gmail.com

São Paulo

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IMPRENSA LIVRE

O editorial de quinta-feira do “Estadão” “A luta pela verdade” (20/4, A3) narra o absurdo que Donald Trump está cometendo ao alijar parte da imprensa séria dos Estados Unidos de suas coletivas, e mais, declarando a ela (imprensa) guerra aberta e beligerante. Também trata do tema na Europa e no Brasil, com Lula atacando a imprensa que quer destruir o PT e seus protegidos: os pobres. É realmente impossível que exista hoje uma democracia, na inteira denotação (extensão) do termo, sem imprensa livre. Mas livre mesmo. Não aquela formada por “intelectuais” carregados de um viés parcial, partidário. Sobre nossos intelectuais, bem disse Roberto Campos, nosso extraordinário intelectual (este, sim, “de verdade”): “É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar – bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês; trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola (...)”. E é exatamente isso. Este tipo de intelectual, pautando ideologicamente um veículo de comunicação, obscurece a avaliação do cidadão. A transparência é quesito imprescindível na democracia do século 21, quando a notícia deste instante já se tornou velha daqui a um segundo, quando há mais e mais “vazamentos” abastecendo as redes sociais, esvaziando o vetusto “Diário Oficial”, não pode mais ser “embaçada”, sob pena de perdermos o conhecimento necessário para o momento mais importante da cidadania: o sufrágio. Como escolher, exercer o arbítrio consciente, sem transparência, ou com o viés politico-ideológico viciado? A única coisa a fazer é resistir. Neste ponto, cabe enfatizar que a edição do “Estadão” que contém o editorial em comento informava que já eram 2.760 dias que, por decisão judicial, o jornal estava sob censura. Quem merece um controle talvez seja este Poder Judiciário, que não presta a jurisdição no tempo que se espera, considerando a norma constitucional de que determina a celeridade processual (art. 5.º, LXXVIII da Constituição federal).

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

 

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