Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

10 Maio 2017 | 03h03

CORRUPÇÃO

Interrogatório de Lula

É chegado o dia que todo brasileiro de bem aguardava e uma minoria temia. Nem com toda a malha de proteção que o dinheiro pode comprar a defesa do réu conseguiu blindar seu cliente contra a Operação Lava Jato, mesmo diante de um arco de chicanas para evitar a ida dele a Curitiba. Para quem tem culpa no cartório este é um dia tenso, que pode anunciar o fim da era da cleptocracia. Para o magistrado de Curitiba, apenas mais um dia de trabalho no cumprimento do dever, lembrando que ninguém está acima da lei. Para a Nação, um dia de grandes esperanças.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Ataque de nervos

O juiz federal Nivaldo Brunoni, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), negou o pedido de adiamento feito pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, mantendo o interrogatório perante o juiz Sergio Moro na data de hoje. Sugerimos que a militância se encarregue dos estoques de Rivotril.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Uai, o Lula, inocente convicto, não estava pronto para o tête-à-tête com o juiz Sergio Moro, em qualquer momento?

ETELVINO JOSÉ H. BECHARA

ejhbechara@gmail.com

São Paulo

Blefe

Por que os advogados do Lula, que diziam estar ele preparado para qualquer data, pediram a prorrogação do interrogatório marcado para hoje? Ora, porque eles sabem que contra fatos não há argumentos. Podem chiar e espernear o quanto quiserem, mas o Lula está enrolado até o pescoço e, como dizia o poeta dos cordéis nordestinos décadas atrás, quem tem culpa tem medo! Mas o lugar do Lula já está reservado, e não é no céu.

ZUREIA BARUCH JR.

zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

Tensão pré-Moro

O melhor da festa é esperar por ela e, por analogia, eu diria que o pior do interrogatório é esperar por ele. Lula que o diga. Adiar do último dia 3 de maio para hoje não lhe fez bem. Está inquieto, descabelado, agressivo e desestruturado. Nunca, em juízo, tantas pessoas comprometeram com mentiras o mesmo indivíduo – verdades contestadas por quem se diz o homem mais honesto. Mas o juiz Sergio Moro não brinca em serviço.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Golpe manjado

Com a negativa do TRF-4, a jararaca barbuda vai ter de comparecer a Curitiba e prestar seus esclarecimentos à Lava Jato. Sabemos que elle não gosta de prestar contas a ninguém. Vai politizar ao máximo o seu depoimento. Meu receio é elle cometer desacato ao juiz, tentando, é obvio, ser preso. Assim, ficaria retido uns dias, para depois sair como herói, insistindo na alegação de que a Lava Jato é uma conspiração destinada a incriminá-lo e assumindo o papel de vítima de injustiças e perseguições. Tenho certeza que o homem mais honesto do Brasil quer mesmo é agitar e mobilizar o seu eleitorado, ter uma medida do que consegue. Como é feio ver um ex-presidente da República, aos 72 anos de idade, fugindo de prestar esclarecimentos, escondendo-se da Justiça e semeando o ódio, a divisão entre brasileiros.

JOÃO BATISTA TAVARES DA SILVA

perestavares@yahoo.com.br

São Paulo

Fim da linha

O lullopetismo tenta, desesperadamente, o de sempre, com suas interpretações teatrais: ludibriar a massa que manipula há décadas. A farsa acabou, já foi longe demais, essa ladainha destruiu uma nação. Todos os principais envolvidos delataram Lula como o grande chefe. Ora, conspiração até daqueles que se locupletaram do esquema?

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

A batalha de Curitiba

Vamos aos fatos. Pesam contra Lula as seguintes acusações: 211 de lavagem de dinheiro, 17 de corrupção passiva, 4 de tráfico de influência internacional, além de obstrução de Justiça e formação de organização criminosa. Se são acusações graves o suficiente para ser interrogado pelo juiz Sergio Moro, então, por que a histeria coletiva da CUT, do MST, etc.? É que o Lula e o PT são farinha do mesmo saco de demagogia, malandragem, corrupção e incompetência. Se cai um, o outro o segue!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Circo

Perfeito o título do editorial Lula arma o circo (9/5, A3), a respeito dos preparativos petistas para o primeiro depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro, em Curitiba. Afinal, assim como todo governo petista, isso não passa de uma enorme palhaçada.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Acredite se quiser

E não é que José Carlos Bumlai quer que acreditem que dona Marisa Letícia tinha autonomia para escolher um terreno para construir o Instituto Lula?!

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

PREVIDÊNCIA

Reforma que mais deforma

Quero manifestar minha plena concordância com o leitor sr. Domingos Spinelli (9/5) a respeito da indignação que nos assalta quando verificamos as escabrosas diferenças de valores entre as aposentadorias do serviço púbico e as do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Essa situação expressa de forma cabal o verdadeiro “nós e eles” patrocinado pelo PT, com sua política de cunho estatizante. Os “nós” são os bem aquinhoados, principalmente do Judiciário, que, por óbvio, só podiam apoiar quem assim os privilegiava. Trata-se de uma estratégia de poder. Mas há uma diferença, para além da questão dos valores, que vai, com a reforma que está sendo proposta, vitimar mortalmente os “eles”, os trabalhadores do RGPS: os funcionários públicos têm emprego garantido até a idade mínima fixada, já os empregados da iniciativa privada não terão emprego até os 62 ou 65 anos. Haverá um grande contingente de cidadãos sem conseguir se aposentar por falta de trabalho para continuarem contribuindo, rejeitados que serão pelo mercado por causa da idade. E isso revolta! É essa situação que põe Lula no topo das pesquisas para a Presidência em 2018.

SUELI CARAMELLO ULIANO

scaramellu@terra.com.br

São Paulo

“Enquanto o ‘chefão’ se desloca para Curitiba confortavelmente num jatinho, quiçá adquirido com dinheiro roubado, seus mortadelas úteis seguem de ônibus, claro. Que espetáculo patético!”

RICARDO C. T. MARTINS / SÃO PAULO, SOBRE O CIRCO ARMADO POR LULA

rctmartins@gmail.com

“A caravana até Curitiba é a versão lullopetista do flautista de Hamelin”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, IDEM

standyball@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DEPOIMENTO MANTIDO

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF/RS) manteve o depoimento de Lula à Justiça Federal hoje, por considerar que o adiamento não tem fundamento, e declarou o juiz que "a ampla defesa não pode ser confundida com a possibilidade de a defesa escolher a forma que entender mais adequada para a prova, mesmo que sem qualquer utilidade prática". Pelo jeito, a Justiça na primeira e na segunda instâncias é isenta de qualquer preferência ou partidarismo. A coisa começa a degringolar, engrossar e escorregar para a política quando chega a Brasília, na Suprema Corte. Aí a "fogueira das vaidades" extrapola qualquer conceito jurídico e ético. Como o povo brasileiro poderá corrigir essas anomalias por julgamentos abusivos e políticos? Caberá impeachment?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PEDIDO DE ADIAMENTO

Estávamos acostumados com o Lula mentiroso, agora descobrimentos que, além de mentiroso, ele é covarde. Foge do juiz Moro como o diabo foge da cruz.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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LULA

Quem não deve não teme, treme!

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com

São Paulo

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A ÚLTIMA BRAVATA DE LULA

"Pode marcar o depoimento para qualquer dia, eu não vou mesmo..."

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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HONORÁRIOS

Gostaria de ser informado pelo "Estadão" ou quem souber quem paga as caríssimas tratativas destes pelo menos 20 advogados que cercam a "Jararaca". É o partido, é ele mesmo, é a vaquinha dos amigos ou a velhinha de Taubaté?

Harry Rentel harry@citratus.com.br

Vinhedo

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DEPOIMENTO A SÉRGIO MORO

Hoje, em Curitiba, ou Lula dá, ou desce, ou muito pelo contrário. Façam suas apostas.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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'NÃO, NÃO E NÃO'

O depoimento de Lula não pode ser visto como um confronto com o juiz Sérgio Moro. Como este mesmo comentou, não se trata de uma disputa "esportiva" com torcedores de duas equipes. Ao juiz Moro, que não permita que esta sessão se transforme em palanque político para Lula. É tudo o que o ex-presidente deseja. Sob meu ponto de vista, o juiz deveria fazer preguntas simples e bem objetivas, já sabendo que vai ouvir uma série de "nãos", como notou Eliane Cantanhêde ontem ("Não, não e não", 9/5, A6). Sessão curta e, ao fim, obrigado e, por enquanto, "pode aguardar em liberdade".

Claudio A. S. Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

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SHOW MIDIÁTICO

O "chefão" se considera mesmo o dono do Brasil. Réu em muitos processos na Lava Jato, Lula quer ter privilégios e dar as cartas na forma como deve ser o seu interrogatório. Como poderemos aceitar isso? Querer fazer um show midiático deste seu interrogatório, para se promover e mostrar-se como sendo um "perseguido", é o cúmulo. Certamente, age assim porque não tem meios nem argumentos para rebater, juridicamente e com provas, as acusações que pesam contra ele. Continua um farsante, mentiroso, arrogante, presunçoso e o malandro que sempre foi.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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CIRCO EM CURITIBA

"Amigo" (dos outros), não se esqueça de lembrar ao juiz Sérgio Moro de que ele está frente a frente com a alma mais honesta do universo...

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo 

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A ESTRATÉGIA DO JUIZ

Sérgio Moro é maquiavélico. Solicitou aos seus admiradores para não irem a Curitiba. Com isso, evita confrontos e deixa disponíveis para tomar porrada apenas os inconsequentes admiradores de Lula, porque estes não resistirão a fazer badernas. 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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MILITANTES

Nesta quarta-feira estão previstos 40 mil militantes do Partido dos Trabalhadores (PT) em Curitiba, em razão da audiência de Lula da Silva com Sérgio Moro. Podemos imaginar que estes 40 mil militantes não trabalham nem estudam, já que em média deverão necessitar de três dias - um para ir a Curitiba, um para permanecer lá e um para retornar de lá. Quanto às despesas, podemos também imaginar que devem ser pagas por alguma sobra de campanha de caixa 2 ou alguma colaboração de empreiteiras citadas na Lava Jato? O encantador de asnos, apesar de tudo, ainda mantém a tigrada domesticada e como massa de manobra. Pobre povo brasileiro!

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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TURISMO EM CURITIBA

Integrantes do MST foram os primeiros a levantar acampamento em Curitiba em apoio ao ex-presidente Lula. Vão passear pela capital paranaense e deixar de lado a luta pela terra em troca de uma viagem grátis, uns sanduiches de mortadela e uns trocados, tudo isso em pleno dia útil. Depois reclamam quando são chamados de vagabundos. Este é o Brasil do lulopetismo.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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REMEDIAR, NÃO PREVENIR

Volto a insistir: nada de medidas de exceção. Que o senhor Luiz Inácio da Silva preste conta à Justiça em Curitiba como qualquer outro acusado na Lava Jato. Que os seus simpatizantes e antagonistas se manifestem livremente. Acho que vale a pena pagar para ver o que pode acontecer.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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A ÚLTIMA BALA

A última bala de Nine, digo, Lula, será com seu velho e surrado discurso político: negar os fatos e se vitimizar diante das câmeras. Vamos ter de ouvir milhares de vezes a palavra "golpe" e suas lamúrias. Infelizmente, o que se espera não vai ocorrer, Lula não vai assumir seus crimes, vai somente transformar seu interrogatório num comício para ser usado na sua campanha. Com relação à justiça, Lula já calou os 11 ministros e sabe que nenhum deles ousará colocá-lo na cadeia. A conferir.  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A VERDADE HOJE

No 6.º Congresso do PT, no fim de semana, na presença de José Mujica, ex-presidente do Uruguai, Lula disse que não vai permitir que continuem mentindo nos depoimentos e prometeu apresentar a verdade dos fatos a Sérgio Moro neste dia 10. No livro "Una oveja negra al poder", Mujica conta que sempre conversou muito com Lula, e diz: "Lula tuvo que enfrentar uno de los escándalos más grandes de la historia reciente de Brasil: el mensalão, una mensualidad que cobraban algunos parlamentarios para aprobar los proyectos más importantes del Poder Ejecutivo". Cobravam? Mujica conta, ainda, que Lula lhe disse: "Neste mundo tive de lidar com muitas coisas imorais, chantagens... Essa era a única forma de governar o Brasil". Este é o homem que vai apresentar a verdade dos fatos?

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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LAVA JATO

O Brasil lançou com êxito o seu satélite da defesa e comunicação, igualando-se aos países de Primeiro Mundo, porém aqui, na Terra, graças à Operação Lava Jato, que já completou três anos, o que é um milagre, descobriu-se que a corrupção e a falta de patriotismo não são uma propriedade só dos políticos de Brasília, mas também das instituições que deveriam fiscalizar e proteger o cidadão. Pelo andar da carruagem, não haverá solução a curto e médio prazos e, se em 2018 voltar aquele que "nada sabe", o melhor é arrumar as malas e atravessar a fronteira.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo 

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QUEM SÃO OS REFÉNS?

Gilmar Mendes, numa entrevista a Monica Bergamo, acusou a Lava Jato de usar os presos como "reféns" para conquistar apoio popular. Ah, quão distante este juiz se posicionou dos sentimentos da população. Ministro, nós não precisamos de "reféns" para reforçar nosso apoio à Operação Lava Jato, pois ela conquistou credibilidade e todo o nosso respeito e admiração no decorrer dos últimos três anos. A Lava Jato está nos dando esperança de que voltemos a ter orgulho de sermos brasileiros, coisa que perdemos em pouco mais de uma década, envergonhados de tanta impune podridão. Nós, povo, fomos e ainda somos os reféns da impunidade!

Caso não tenha ainda percebido, meritíssimo ministro Gilmar Mendes, na contramão da História caminham os togados do Supremo Tribunal Federal, parecendo que foram entronados em seus cargos com benesses do tempo do império e com poderes absolutos. Os tempos mudaram, o povo hoje tem mais massa crítica para entender que uma instituição que é pilar de um Estado democrático não poder agir com atitudes monocráticas e partidárias, interpretando a lei por brechas e labirintos legais quando quer beneficiar alguns eleitos.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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A VOLÚPIA DO MINISTRO

Com a maior "sutileza", o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes - que teve o seu impedimento pedido pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no caso Eike Batista, pelo simples fato de que sua esposa atua no escritório que comanda a defesa do corrupto empresário - agora produziu mais uma "pérola": afirmou que a Lava Jato faz "reféns" para manter o apoio popular. Na verdade, o honesto povo brasileiro é que se sente refém das mazelas produzidas por Gilmar Mendes, que, além de tudo, demonstra certa volúpia pelos holofotes midiáticos. Gilmar, em boca fechada não entra mosquito, como já dizia aquela velhinha de Taubaté!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

                                          

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O QUE GILMAR VÊ

Se o ministro Gilmar Mendes não vê "vantagens indevidas" por soltar reféns da Lava Jato defendidos pelo escritório do qual sua esposa faz parte, como poderá ver ilícitos nas vantagens recebidas por Lula e seus asseclas? O ministro tem alguma dúvida sobre a culpa dos "reféns" da Lava Jato?

Elvio M. Lagazzi elvio.babi@hotmail.com

Araras

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IMPEDIMENTO

Cumprimento o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por pedir que o Supremo Tribunal Federal (STF) afaste o ministro Gilmar Mendes do caso Eike Batista, uma vez que a esposa de Gilmar integra o escritório de advocacia Sérgio Bermudes, que presta serviços ao paciente Eike Fuhrken Batista. Assim, Rodrigo Janot quer evitar que a cabra tome conta da horta.

Arnaldo de Almeida Dotoli Arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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EM CAMPANHA

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, não deverá acatar o pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que solicita o impedimento do ministro Gilmar Mendes no julgamento do caso de Eike Batista no STF. Se acatar, o plenário do STF deve votar negativamente o pedido. Como se sabe, o STF não quer que elementos estranhos interfiram em decisões de seus membros, Supremo é Supremo. Janot sabe disso. O que o levou a solicitar ao STF a suspeição de Gilmar foram os holofotes da mídia, haja vista que Janot está em plena campanha eleitoral e concorre para ficar mais um mandato à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR).

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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GÍRIA E JURIDIQUÊS

O embate entre Rodrigo Janot e Gilmar Mendes, com a revelação de que parentes de ambos advogam para réus na Lava Jato, evidencia os intestinos catingosos de instituições do mundo jurídico, aparentemente impolutas. Se a gíria é o código linguístico da malandragem, o juridiquês - neologismo que designa o uso de jargões jurídicos herméticos e empolados - é o código das "excelências" jurídicas. A gíria e o juridiquês são "primos-irmãos", usados para acobertar o nebuloso mundo de quem os usa.

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte 

            

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'A FALTA DE LIDERANÇAS'

O editorial "A falta de lideranças" (6/5, A3) toca num tema essencial para o futuro do desenvolvimento da nação brasileira. Acredito que todos concordamos que a ausência de líderes públicos dá ensejo à falta de rumo atualmente reinante. Mas será que líderes podem ser fabricados? Talvez não, mas creio que algumas condições devem estar presentes para que eles aflorem. Se esse pensamento estiver correto, faltam ao Brasil essas condicionantes. E quais seriam? As opiniões podem variar, também aqui, e certamente são mais de uma. Mas uma coisa seria básica: um regime político bem diferente do que temos, em que os eleitos são os espertos no mau sentido, oportunistas, populistas, pouco patriotas. Chega a ser ironia utilizar um termo sem nenhum sentido atualmente, patriotas. Sem igualdade de oportunidades nas eleições, impossível o surgimento de líderes verdadeiros. Notórios falastrões, membros de facções, cooptados, mal intencionados, desvertebrados não têm condições de liderar a sociedade. São apenas enganadores. E estou convencido, e bem acompanhado nessa convicção, de que somente com uma Constituinte precípua e independente se lograria êxito na mudança da política no Brasil.

Ademir Valezi adevale@icloud.com

São Paulo

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É O SISTEMA, ESTÚPIDO!

Não há falta de qualidade de capital humano no Brasil para que novas lideranças assumam o "bastão" dos desafios correntes do Brasil, como sugeriu o editorial do "Estadão" no último sábado (6/5). O que falta é um sistema que permita que essas lideranças aflorem. Sim, um sistema. Nosso sistema político tem inúmeros mecanismos e falhas que inibem esse afloramento, mas mencionarei dois que considero os mais importantes. Em primeiro lugar, o sistema é podre, corrupto ao extremo. Isso também significa que aqueles que se aproximam acabam quase inevitavelmente sendo rotulados como corruptos, ou pelos menos colocados sob suspeição pelos seus pares, mesmo se não se envolverem em delitos. Poucas pessoas de bem têm a coragem de "começar por baixo" ou de sequer se aproximar de um sistema assim. Em segundo lugar, o sistema não incentiva a sua renovação. A falta de mecanismos de autoavaliação democrática dos partidos, como, por exemplo, de primárias internas nos partidos, não permite que a opinião de seus membros seja ouvida e que novas lideranças surjam naturalmente a partir da discussão aberta, intelectualmente honesta e democrática de ideias e projetos. Isso cria vários problemas, entre eles a inibição da oxigenação de ideias, o encastelamento das (velhas) lideranças e a redução de incentivos para a condução de comportamentos eticamente aceitáveis em razão da falta de transparência, da rotatividade e da permeabilidade dessas lideranças (o que retroalimenta as questões associadas à corrupção). Nesse sentido, basta observar o que ocorre nos principais partidos políticos, ou mesmo no cenário político nacional. Renovação quase zero desde a redemocratização do País. Enfim, o atual ambiente político brasileiro, surdo e incendiado, está mais do que propenso para o risco do surgimento de um "salvador da Pátria", com todos os perigos associados a esse perfil, quando o que necessitamos é de um cidadão que saiba conduzir o Brasil da escuridão para o iluminismo político. Procura-se um estadista. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba 

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COM LETRA MAIÚSCULA

O editorial "A falta de lideranças", publicado na edição de 6/5/2017 do "Estadão", como sempre, é perfeito. Ou melhor, quase perfeito. A ressalva que se pode fazer é quanto ao título, que seria mais completo de fosse "A falta de outras lideranças", porque uma é inconteste: a exercida pelo Político (com letra maiúscula, sim) alcunhado de Lula. Sou antilulopetismo de carteirinha, mas temos de reconhecer esta liderança nefasta, atestada pelas recentes pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República (sic), que dão ao "amigo" 30% de potenciais eleitores, ou seja, mais do que 50 milhões de indivíduos. Com um "estalar de dedos", o demiurgo consegue arregimentar dezenas ou centenas de milhares ou milhões de adeptos em qualquer convocação que faça. E não adianta "os coxinhas", como nós, vociferarmos que é por causa da mortadela, ou do transporte grátis, ou de outros prêmios distribuídos. Nem que essa arregimentação seja devida a sindicatos, centrais de trabalhadores, forças sindicais, etc. Seja lá o que for, ele é um Líder (com letra maiúscula, sim) capaz de hipnotizar plateias inteiras de simpatizantes com suas bravatas, mentiras e desmistificações. O que falta aos demais "políticos amadores" que temos hoje é conseguir alguém de "saco roxo", como dizia ter Fernando Collor, para se contrapor a esse líder estroina. Enquanto isso não acontecer, ficaremos ameaçados de tê-lo de volta ao Planalto e implantar uma nova "nova matriz econômica" para saquear os cofres que guardam, ou deveriam guardar, nosso rico dinheirinho.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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POLÍTICA BRASILEIRA

Nenhum dos inúmeros articulistas que regularmente escrevem no "Estadão" foram tão felizes em descrever a gênese dos problemas políticos brasileiros quanto os editoriais do jornal de sábado ("A falta de lideranças") e de domingo ("O arejamento da política"). São extremamente lúcidos, objetivos e importantes.

Antonio Carlos M. de Camargo antonio.camargo37@gmail.com

São Paulo

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'O AREJAMENTO DA POLÍTICA'

O "Estado" (7/5, A3) está errado. Não faltam lideranças na política, faltam estadistas que liderem. Somos governados por malandros e vagabundos de toda espécie, todos liderando a gatunagem pública.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CONSTRUÇÃO

O atual descrédito da quase esmagadora maioria da população brasileira com os políticos é emblemático, nesses tempos de operações policiais que estão desnudando as atitudes escabrosas da classe política entre nós. Urge, assim, que legítimas lideranças não contaminadas com desvios éticos assumam o controle das ações governamentais, no sentido de continuarmos na luta pela construção da grande nação democrática com que tanto sonhamos e que temos condições de ser.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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O 'NÍVEL' DO BRASILEIRO

 

Nota na "Coluna do Estadão" de segunda-feira (8/5) deu que, segundo o Ibope, as discussões da reforma da Previdência são lembradas por 26% dos entrevistados, enquanto só 2% se recordam do saque das contas inativas do FGTS. Isso é quase inacreditável! O tema da reforma previdenciária não sai do noticiário (rádio, TV, jornais, internet, etc.) e, mesmo assim, só é lembrado por 1/4 das pessoas consultadas! Outra: como entender que o recente saque das contas inativas do FGTS, feito por 30 milhões de trabalhadores (!), possa ter sido olvidado tão precocemente? Que povo é este que não se lembra sequer de fatos atualíssimos que favoreceram enormemente seu bolso, sabidamente a parte "mais sensível" do corpo? Sou intransigente defensor da democracia, mas, por vezes, desanimo e chego a entender o desabafo "politicamente incorreto" do último presidente do ciclo militar, João Figueiredo, quando dizia que um povo que não sabe nem mesmo escovar os dentes não está preparado para votar. De certa forma, a falta de memória, de noção, de educação e de informação de grandes parcelas da sociedade explica a grave situação que o País atravessa.

 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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MAL INFORMADOS

Pesquisa realizada por instituto especializado revelou que 70% dos entrevistados demonstram ser contra a reforma da Previdência conforme eles a entendem. Entre os problemas, citam a manutenção dos privilégios, entre os quais incluíam os dos militares das Forças Armadas. A população está mal informada sobre a reforma, e mais ainda sobre os ditos privilégios dos militares das Forças Armadas. Estes não têm previdência. Estão inseridos num sistema de proteção social que foi reformulado e tornado mais restritivo no ano de 2001, por decisão do governo FHC, sem discussão e sem qualquer regra de transição. Ainda assim, lei ordinária vai regular a matéria. Aguardemos as novidades.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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REFORMA SUSTENTÁVEL

É curioso que tantos especialistas afirmem que, para garantir as aposentadorias atuais e futuras, a reforma da Previdência é necessária nos termos em que está sendo proposta. Em última análise, isso significa que, para pagar as aposentadorias de quem se aposentou relativamente cedo, os que estão na ativa deverão se aposentar bem mais tarde. Mais coerente seria cobrar a contribuição previdenciária de quem se aposentou cedo, até completar uma idade a ser devidamente estudada, talvez a idade mínima que se estabelecesse, e que poderia ser menor. Também seria oportuno o governo aplicar recursos em prevenção e fiscalização de segurança no trabalho, de modo a diminuir substancialmente as aposentadorias por invalidez ou licenças por acidentes no trabalho, além de promover uma gestão mais eficiente dos recursos. Adotaram apenas uma solução simples e errada para um problema complexo: protelar as aposentadorias de quem está na ativa e extinguir um benefício a cada beneficiário morto. É muito simplismo!

Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br

São Paulo

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NOS OLHOS DOS OUTROS É REFRESCO

"Reformas, reformas e reformas!" Tais palavras, que deveriam ser proferidas pela população brasileira em razão do descalabro da política nacional e moralidade pública, são palavras de primeira ordem do governo federal e do Congresso Nacional. Nem sequer é necessário discorrer sobre a ilegitimidade de "alguns" políticos. Ao menos o que nos conforta é que pessoas como o deputado Carlos Marun, aquele que defendia fervorosamente o deputado Eduardo Cunha (condenado recentemente a 15 anos de prisão), é o escolhido para presidir a comissão da reforma da Previdência na Câmara. A grande tristeza neste processo de reformas é que algumas injustiças não serão revistas ou modificadas. Alguns absurdos nem sequer entram nas pautas das reformas. Como aceitar, por exemplo, situações como a de algum aposentado do serviço público e idoso que já tenha superado a expectativa de vida no Brasil, digamos, com uns 76 anos de idade, que se apaixone perdidamente por uma mulher que teria idade para ser sua neta, sei lá, que tenha por volta de 30 e poucos anos. É aceitável e justo que, posteriormente, com o falecimento deste idoso, esta viúva possa receber pensão vitalícia - muitas vezes nem sequer precisando se preocupar em trabalhar? Não tenho dúvida da resposta. Mas isso é pauta da reforma sugerida? Nem pensar! E este é somente um dos tantos exemplos aleatórios. A reforma da Previdência não vai atingir com tanta intensidade aquele que possui família de poder aquisitivo que poderá sustentar o indivíduo até que complete a faculdade e se firme numa profissão, talvez lá pelos 30 e poucos anos de idade. E, se atingir de alguma forma, não será de maneira tão significativa quanto aquele que é obrigado a trabalhar desde os 14 anos de idade (ou antes), em empregos extremamente desgastantes, nem sequer alcançando, na imensa maioria, a expectativa de vida daquele senhor idoso por quem as meninas jovens se apaixonam perdidamente.

Rodrigo Puggina rpuggina@terra.com.br

São Paulo

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PENSÃO POR MORTE

A reforma da Previdência quer acabar com os idosos neste país. No que se refere à pensão por morte, quem tiver aposentadoria, por exemplo, de 3 salários mínimos não terá direito a nenhuma pensão por morte, no caso de falecimento do cônjuge. Pergunto aos senhores deputados como fazer para pagar com 3 salários um plano de saúde (já que o Estado é totalmente deficiente neste atendimento), remédios, comida, roupa, condomínio, aluguel, etc., etc.? Pessoas com mais de 60 anos não têm como voltar a trabalhar e serão brutalmente atingidas por esta mal arranjada reforma, com a manutenção de privilégios para diversas "castas" deste país. Nós, aposentados com mais de 60 anos, protestamos contra esta arbitrariedade que nos impedirá de ter uma velhice digna, enquanto privilégios são mantidos para muitos, a começar pela classe política. Vamos nos lembrar disso nas próximas eleições.

Francisca L. Paoloni fran.paoloni@terra.com.br

São Paulo

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A PREVIDÊNCIA PEDE SOCORRO

O explosivo rombo da Previdência, englobando os setores público e privado, alcançou R$ 314 bilhões em 2016. Os números deste desajuste fiscal, publicado no "Estadão", não deixam dúvidas de que esta reforma em curso na Câmara dos Deputados é inadiável. Porém, para maior conhecimento da sociedade brasileira, como bem demonstra a matéria do jornal, é preciso visualizar como está distribuído este déficit abissal. Na Previdência do setor privado, em 2016 o rombo foi de R$ 150 bilhões, congregando 29,2 milhões de aposentados e pensionistas - ou déficit per capita de R$ 5 mil. Já para honrar as despesas dos 2,7 milhões de servidores civis dos Estados e da União, o déficit neste mesmo ano foi de R$ 133 bilhões - per capita de R$ 49 mil ou dez vezes mais do que os do setor privado. E, para sustentar pagamentos dos 300 mil inativos servidores militares, o rombo foi de R$ 34 bilhões (per capita de R$ 113 mil), ou um rombo 20 vezes maior que o do setor privado. O que fica evidente é que o servidor público ganha muito mais que os trabalhadores do setor privado e que suas aposentadorias e pensões são generosas, sem cobertura para tal. Essa distorção histórica citada acima não invalida a necessidade urgente de aprovar uma reforma da Previdência que permita a equalização dos gastos e a garantia de que os já e futuros aposentados recebam seus benefícios em dia.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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PRIVILEGIADOS

Da série "perguntar não ofende": 1) a reforma da Previdência dos políticos acabará com a aposentadoria deles após duas legislaturas? 

Victor Hugo victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

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MOMENTOS DECISIVOS

1983, Diretas já! 2017, reformas já! Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PREVIDÊNCIA, O GOVERNO E O ROLO COMPRESSOR

 

A invasão do plenário da comissão da reforma da Previdência, na semana passada, por policiais que protestavam contra o aumento da idade para aposentadoria é um alerta. O governo precisa aceitar que, mesmo conseguindo os votos necessários à aprovação da reforma da Previdência, se a matéria aprovada não tiver a concordância da população, poderá desencadear uma série de manifestações e levar o País à instabilidade. Do jeito que está, a reforma contraria direitos adquiridos. Ao aprová-la, o correto seria que valesse só para os trabalhadores que entrarem no sistema depois de sua promulgação, pois os atuais já estão protegidos pela lei antiga. Pedágios e transições são verdadeiros golpes contra os que já vislumbram a data em que terão direito à inatividade remunerada. Mais justo do que penalizar os beneficiários seria cobrar os grandes devedores dos sistemas previdenciários e retirar do bolo os pagamentos dos proventos àqueles que não contribuíram, tais como os trabalhadores rurais e os anistiados políticos. Esses beneficiários são responsabilidade do Tesouro Nacional, pois o ato de aposentá-los decorreu de leis sociais e da própria anistia política, que nada têm a ver com a seguridade geral dos trabalhadores. Outras coisas a observar são a possibilidade física de o trabalhador estender sua jornada até depois dos 60 anos de idade e a disponibilidade do mercado para absorvê-los sem que isso prejudique os jovens que entram em idade laborativa. Previdência é muito mais do que números; tem de levar em consideração aspectos humanos e sociais. Sem isso, não existe... 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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SURDA CONTENDA, CEGA SOLUÇÃO

Se os poderes da República Federativa do Brasil não optarem por objetivos minimamente nacionais, não será possível salvar a vaca, já atolada no brejo. Pelo que se percebe, não há razoabilidade nas decisões que deveriam aportar-se na lógica, e não na disputa entre pares. Ao manter essa surda contenda, prevalecerá cega solução.

Lígia Maria Venturelli Fioravante  lmfiora@uol.com.br

São Paulo

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MENSAGEM A BRASÍLIA

Será possível que os senhores parlamentares não têm vergonha do estado do País? É preciso que se descolem da Ilha da Fantasia de Brasília e de seus interesses pessoais mesquinhos e olhem para o País: milhões de desempregados, saúde inominavelmente ruim, educação idem, corrupção roubando bilhões dos pagadores de impostos e do povo em geral, cidades do Norte e do Nordeste paradas no século 19 - só para citar alguns problemas. É preciso começar de algum ponto para começar a melhorar o País. A reforma da Previdência é este primeiro ponto: o Brasil entrará em falência das contas públicas se não a fizermos agora. Conforme publicado no "Estadão" de domingo (7/5), "aposentado do Estado custa dez vezes mais". O povo que trabalha está cansado de carregar a casta dos políticos e servidores do Estado nas costas. Que todos sejam iguais na questão da Previdência. E que, depois de resolvida essa questão, se debrucem sobre a revolução da nossa educação, antes de qualquer outra coisa, porque a educação melhora tudo: um povo educado sabe escolher melhor seus políticos; sabe exigir o que lhe é de direito, incitando uma melhora nos serviços públicos; sabe cuidar melhor da própria saúde; sabe cuidar melhor do seu dinheiro; e garante um futuro melhor para o País. E que o governo Temer melhore sua comunicação: é preciso mostrar em linguagem e números simples a nossa situação financeira e o que é preciso fazer para melhorá-la e, assim, melhorar a vida do cidadão. Dias atrás o "Estadão" publicou um brilhante editorial sobre a atual falta de líderes; quero crer que entre as centenas de nossos parlamentares haja alguns que tenham verdadeiro espírito público. É preciso que estes tenham a coragem de colocar suas ações acima de interesses partidários e pessoais e as voltem para o interesse maior da Nação. E o nosso problema não é falta de dinheiro: é o péssimo e muitas vezes criminoso uso dele. O brasileiro de bem tem vergonha do próprio país. Mas o Brasil é forte, rico e grande o suficiente para dar uma virada no rumo da nossa história. E a hora é agora, senhor presidente Temer, uma vez que o senhor está numa posição política paradoxalmente privilegiada, não precisando se ater a promessas de campanha passadas e podendo direcionar suas ações para a melhora do presente e do futuro do País. É preciso um choque de grandeza em Brasília.

  

Lenke Peres 

Cotia

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DA SITUAÇÃO

Quando parlamentares negociam cargos em troca de votos, não há consciência de responsabilidade com o bem-estar da sociedade e não se tem democracia, tem-se um regime feudal. Quando juízes prejudicam o combate ao crime de desvio de recursos públicos e de corrupção - crimes contra a sociedade -, não se tem um Estado de Direito.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

 

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