Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

11 Maio 2017 | 03h01

REFORMAS

Privilégios

A recente invasão da Câmara dos Deputados e do Ministério da Justiça por agentes penitenciários é um bom exemplo do caos em que vivemos. Temos canais democráticos para apresentar e lutar por nossas convicções e a baderna que presenciamos é crime que deve ser duramente punido. Os baderneiros estavam simplesmente lutando por mais um privilégio, mas, felizmente, não conseguiram seu intento. Enquanto isso, os policiais legislativos conseguiram manter seus privilégios previdenciários. Assim como inúmeras outras categorias profissionais, incluídos os militares. Pergunto: do ponto de vista profissional, o que diferencia essas categorias das demais? Oferecem riscos no seu exercício? Paguem-se salários adequados nessa eventualidade. Ao agente penitenciário, ou qualquer profissional privilegiado que escolheu a sua profissão, lembro que o fez de livre e espontânea vontade. Não está contente com o salário e outras condições de trabalho? Peça demissão e vá procurar outro emprego. Precisamos acabar com todos os privilégios que criam uma casta especial de brasileiros. Não somos todos iguais perante a lei?

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

Vale a pena refletir

Por que se há de considerar o trabalho dos professores, dos policiais, principalmente dos legislativos, mais árduo que o dos trabalhadores da iniciativa privada? Estes recebem, em geral, bem menos, não têm segurança de emprego, trabalham sob pressão por produtividade e com regramento rígido, em ambientes por vezes extremamente competitivos, insalubres, perigosos, etc. Professores e policiais, não os legislativos, claro, devem ter os salários aumentados, e não obter facilidades na reforma. Como está, estaremos lançando a despesa em conta errada. Essa despesa não é da Previdência, é da educação e da segurança! O mesmo raciocínio se aplica às mulheres. Têm de receber salários equiparados aos dos homens, e não ter a aposentadoria antecipada. Ganhando mais, serão mais valorizadas no lar e conseguirão mais ajuda nos afazeres da casa.

MARIA ISABEL STUCCHI PEDOTT

pedott@gmail.com

São Paulo

Que diferença faz?

Afinal, em quais ambientes, tão perigosos e mal frequentados, um servidor público corre mais riscos ao exercer sua atividade? Como policial legislativo federal ou como agente penitenciário?

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

CORRUPÇÃO

Bravateiro confesso

O rei das bravatas não disse que iria a pé para Curitiba...? Pois foi de jatinho particular, a um custo absurdo e inatingível para os cumpanheiros que foram de ônibus para apoiar esse lesa-pátria.

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

A turma em Curitiba

Despencaram em Curitiba caravanas da turma das boquinhas e boconas, desde os alimentados a sanduíche de mortadela, passando pelos cumpanheiros com empregos públicos e ainda não defenestrados, até os gatos gordos dos sindicatos, que continuam na boa-vida à custa do imposto sindical. Dirceu, Delúbio e Vaccari, heróis dessa tropa, são os expoentes da quadrilha comandada pelo capo Lula. Moro – na mitologia grega, o destino – está repetindo o trabalho de Hércules nas cavalariças do rei Áugias ao limpar o Brasil dessa escumalha.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

Ou o PT ainda tinha muito dinheiro ou pediu emprestado ao BNDES. Fornecer sanduíches de mortadela a toda aquela turma que foi a Curitiba deve ter custado toda a capacidade financeira do partido.

RONALD MARTINS DA CUNHA

ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

O bem amado

Os seguidores de Lula gostam de dizer que ele ainda é muito popular. Pois bem, em vez de circular sempre em jatinhos de companheiros, por que não exercer toda essa popularidade viajando em aviões de carreira e andando no meio do povo, sem escolta, para sentir na carne o quanto os brasileiros o adoram?

OLAVO BRUSCHINI

o.bruschini@terra.com.br

Monte Azul Paulista

Cegueira arraigada

O economista Roberto Campos dizia que o PT é o partido dos trabalhadores que não trabalham, dos estudantes que não estudam e dos intelectuais que não pensam. Eu ouso acrescentar que também é o partido dos cegos que não querem enxergar.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Apoiadores

O povo quer saber: quanto custa e quem paga o deslocamento dos ditos apoiadores do Lulla até Curitiba? Esse pessoal também está na lista dos 14 milhões de desempregados?

MARIO MIGUEL

mmlimpeza@terra.com.br

Jundiai

Tudo é relativo

Lendo o editorial A importância relativa da Lava Jato (10/5, A3) me questiono: onde o Brasil vai parar? Ou será que já está parado? Milhares de pessoas acompanham constantemente denúncias e mais denúncias de corrupção, que são notícia na mídia. Mas, e o desemprego? O que está sendo feito para que diminua? O que está acontecendo com os milhares de pais de família que perderam o emprego? E os jovens que não estão conseguindo nem colocação no mercado de trabalho? E os que estudam para ter a possibilidade de um futuro melhor e chegam a se perguntar se realmente terão um futuro? O que me recorda a música muito conhecida que diz que o rico cada vez fica mais rico e o pobre, cada vez fica mais pobre. O Brasil atualmente está em marcha lenta, declinando cada vez mais e levando as pessoas trabalhadoras e de bem junto com ele.

TAÍS LOPES

taistlopes@gmail.com

Americana

PETROBRÁS

Prejuízos marcantes

Em seu plano de vendas de ativos, a Petrobrás incluiu a refinaria de Pasadena, nos EUA. Se a estatal conseguir vender esse ativo, tomaremos conhecimento do tamanho do prejuízo que a compra da refinaria causou ao Brasil. Vamos lembrar que a ex-presidente Dilma Rousseff presidia o Conselho de Administração da Petrobrás na ocasião e concordou plenamente com essa desastrosa compra.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

“Sobre o depoimento de Lula, disse Dilma que a verdade vai prevalecer. Se isso for uma profecia, logo Lula e Dilma serão presos por décadas”  

JOSÉ CARLOS ALVES / SÃO PAULO, SOBRE CORRUPÇÃO

jcalves@jcalves.net

“Dilma acompanhou Lulla a Curitiba, certamente foi para se preparar para quando chegar a sua vez”  

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI / SÃO BERNARDO DO CAMPO, IDEM

savoldelli@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A FICHA PRECISA CAIR

O ex-presidente Lula se comporta como se estivesse em campanha política, indo conceder entrevista a um programa de TV onde poderia escolher até a posição das câmaras que melhor conviesse para sua performance, ensaiada com experientes e caros marqueteiros. Mas, na realidade, Lula foi submetido pela Justiça a prestar depoimento em Curitiba, como réu num processo em que é acusado de receber um tríplex como pagamento de propina em troca de contratos de uma construtora com a Petrobrás. Aqui, vale o velho ditado: a ficha precisa cair.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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APOIADORES DE LULA

No circo montado em Curitiba pelo Partido dos Trabalhadores (PT) em plena quarta-feira tinha algum trabalhador?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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EM DIA ÚTIL

Impressionante o número de pessoas que foram até Curitiba apoiar Lula. Centenas e centenas de parceiros, correligionários, eleitores e admiradores. A pergunta é a seguinte: será que, como nós, eles trabalham?

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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ESTATÍSTICA

O IBGE deveria coletar em Curitiba o número de vagabundos que numa quarta-feira são manobrados à custa não se sabe de quem!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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QUEIMANDO DINHEIRO

Nenhum trabalhador decente e responsável foi a Curitiba ontem para fazer qualquer manifestação durante a audiência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A turma do MST que estava acampada na capital paranaense é financiada com o dinheiro do Partido dos Trabalhadores - que foi roubado dos cofres públicos. Esta gente à toa aceita qualquer esmola para gritar frases previamente decoradas a favor do petista, que ajudou a quebrar a economia do País, junto com sua sucessora, Dilma Rousseff. É triste para os contribuintes e trabalhadores sérios do Brasil saber que o seu suado dinheiro, arrecadado em absurdos impostos, está sendo queimado na fogueira das vaidades petista.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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EFEITO DOMINÓ

São compreensíveis as atitudes desesperadas de petistas e aliados como Jandira Feghali, Gleisi Hoffmann, Lindbergh Farias, Humberto Costa, todos senadores com raivosos discursos em defesa de Lula. Ocorre que, se o ex-presidente cair em desgraça, o que está muito perto de acontecer, será como a chamada teoria do dominó, um a um destes senadores irá direto para o limbo do esquecimento, pura e simplesmente.

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo 

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SEM NOÇÃO

A corja do ex-presidente Lula deve ter gasto horrores para concentrar milhares de "sem noção" em Curitiba, na tentativa de conturbar o depoimento do citado ao juiz Sérgio Moro, ontem. Os esquerdistas tentam desesperadamente manipular a sociedade, creditando dissimuladamente uma imagem de herói ao chefe da quadrilha vermelha e branca. Luiz Inácio é alvo de cinco ações na Justiça e todos os caminhos tramitam para que ele seja condenado. É impossível que todos os delatores estejam "mentindo" sobre as ilicitudes atribuídas ao ex-líder sindicalista. Que a justiça seja feita e respeitada.

Edinei Melo edinei.melo@hotmail.com

Campinas

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OS BOBOS E O ESPERTALHÃO

É a mesma história em todo governo populista: temos os bobos e o espertalhão. O sujeito vai lá passar frio em Curitiba - depois de ficar horas num ônibus -, tomar chuva e balançar um balão. O ex-presidente milionário chega de jatinho de propriedade de um seu ex-ministro, fica hospedado em hotel cinco estrelas, reserva dois andares para a corriola, passa lá no centro para fazer um discursinho rápido, cheio de mentiras - as de sempre -, e o bobo se sente representado. Parabéns!

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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O JATINHO DE MARES GUIA

Lula, ao depor em Curitiba para o juiz Sérgio Moro, mostrou que faz uso de favores de amigos, ao usar um jatinho Cessna 525, prefixo PR-BIR, pertence à Samos Participações Ltda., uma holding de Walfrido Mares Guia, que foi ministro por duas vezes no governo Lula, ele também incriminado no mensalão mineiro, que ocorreu em 1998, acusado na época de arrecadação ilegal de recursos para a campanha à reeleição do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB). Mares Guia, na época que estourou esse escândalo, deixou o Ministério das Relações Institucionais. E, em 2012, a Justiça mineira entendeu que as acusações de peculato e formação de quadrilha, de que ele era acusado, prescreveram quando Mares Guia completou 70 anos. Mares Guia se tornou um megaempresário da educação nos tempos em que Lula foi presidente, então é um "toma lá dá cá". E sempre que precisa se deslocar de avião, Lula usa dos préstimos do seu "muy amigo" proprietário do jatinho. Particularidade: o ex-ministro Mares Guia é testemunha de defesa do ex-presidente Lula no processo da Lava Jato, tendo sido ouvido pelo juiz Sérgio Moro por videoconferência de Belo Horizonte (MG) no dia 15 de março de 2017. Assim, as relações entre o sr. Mares Guia e Lula provam como na política elas se tornam promíscuas. 

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

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ESQUEMA DE SEGURANÇA

O aparato montado para o interrogatório de Lula dá a exata dimensão do tamanho da impunidade no Brasil!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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ESPETÁCULO ABSURDO

Jamais, ao longo de toda a minha vida, pensei, imaginei ou concebi ver um bandido intimado a depor em juízo transformar uma audiência num dantesco espetáculo midiático, convocando seus zumbis vagabundos e lobotomizados para invadirem a cidade onde seria simplesmente ouvido, e com isso espalhar o terror, buscando um confronto com seus opositores e visando primordialmente ao derramamento de algum sangue, conseguindo um mártir para sua causa perdida e podendo, então, clamar ao mundo contra as injustiças e as perseguições que "sua santidade suprema" e os seus estariam sofrendo. O descalabro vai ainda mais além, quando a corja planejou para após a audiência um comício político-eleitoreiro, numa falta total de vergonha, de respeito, de ética e moralidade para com os poderes constituídos e os demais cidadãos do País. Não me pergunto mais que país é este, pois deixou de sê-lo há mais de 13 anos para se tornar o quintal e o banheiro deste coronel jagunço de Garanhuns.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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TENTATIVA FRUSTRADA

Lula tentou de todas as maneiras se livrar da Justiça, usando seus caros advogados e recorrendo a instâncias superiores do Judiciário para postergar suas declarações a um juiz íntegro. Se fosse inocente, não precisaria usar todas as tentativas para tirar o dele da reta. Se eu fosse o dr. Sérgio Moro, teria exigido que ele respondesse às perguntas usando um detector de mentiras.

 

Mário A. Dente  eticototal@gmail.com

São Paulo

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LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ

Ao ler a afirmação de um leitor, na coluna "Você no Estadão" de terça-feira (9/5), de que "Moro é um juiz que envergonha bacharéis de direito", fiquei estarrecido e, como advogado que sou (embora não criminalista), posso afirmar que também fiquei envergonhado de colegas que tiveram o desplante de pedir o adiamento do depoimento do "homem mais honesto deste país" sob o argumento de que havia mais de 100 mil páginas de documentos a serem analisados. Ocorre, meu caro bacharel, que os documentos foram juntados pela própria defesa do réu, pressupondo-se que tivessem conhecimento deles. Isso se chama "litigância de má-fé", prevista no Código de Processo Civil, podendo o juiz estipular multa para o causador, no caso, ao advogado do réu. Isso, sim, nos dá vergonha!

Roberto L. Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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O POETA

Nesta hora aguda da infausta e gravíssima quadra que o País atravessa, com todos os olhos postados em Curitiba, cabe, por oportuno, citar Fernando Pessoa: "O poeta é um fingidor. Finge tão completamente que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente". A mentira tem perna curta, nariz comprido, nove dedos, língua presa e cara de pau. Cadeia nela sem mais delongas! Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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OS PROCESSOS DE LULA

Além dos dois processos na Lava Jato em que Lula e réu e é possível acompanhar pela imprensa o estágio em que se encontram esses processos, temos também outros três processos (obstrução à Justiça, Janus e a Operação Zelotes) em que o ex-presidente e réu - sobre os quais pouco se sabe ou que se arrastam na Justiça calmamente, sem o público saber a sua real situação. Por sinal, parece-me que a Zelotes é o mais antigo de todos, inclusive os da Lava Jato, mas tramita na velocidade de uma tartaruga. Por que será? Por exemplo, conforme divulgado pela imprensa, o processo que corre em Curitiba, onde Lula depôs ontem, terá, ao que parece, mais duas fases, as alegações finais da acusação e defesa e, finalmente, o momento de o juiz Sérgio Moro proferir a sentença. E os demais?

Carlos Sulzer csulzer@terra.com.br

Santos

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FUNDO DO POÇO

O sr. Lula chegou ao fundo do poço ao permitir a versão de que sua esposa, já falecida, foi quem solicitou a aquisição de um terreno para o Instituto Lula, com isso apagando ou escondendo sua impressão digital do processo. Causa-me náuseas só de pensar na falta de caráter do ex-presidente.

Marcio M. Pascholati marcio.pascholati@gmail.com

São Paulo

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MARISA LETÍCIA

Por ocasião do falecimento de dona Marisa Letícia, houve quem tenha dito que ela foi apagada e insignificante como esposa do presidente e como primeira-dama. Mas houve também os que disseram ter sido ela o esteio dentro de casa e no seio da família, enquanto o marido, metalúrgico, lutava no sindicalismo e, depois, na Política, chegando à Presidência da República. Disseram mais, que, além do canteiro com a estrela vermelha do PT nos jardins do palácio, ela teve influência na nomeação de Ricardo Lewandowski para ministro do STF, atendendo a pedido da mãe dele, amiga de dona Marisa. Agora, o sr. José Carlos Bumlai, em depoimento, diz que ela lhe pediu ajuda para compra de local destinado a um pensado Memorial da Democracia, que, sem dúvida, projetaria Lula como figura central, ao lado de estadistas e heróis brasileiros. Fatos ou boatos, tiremos nossas conclusões a respeito desta pícara personagem que ocupou o cargo de presidente da República. Mas sejamos lúcidos e sinceros: a grave situação econômico-social-moral do Brasil é fato. E tem paternidade. 

Maria José Martins de Andrade Junqueira delued@hotmail.com

São José do Rio Pardo

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O TERRENO EM SÃO PAULO

Agora até a finada (e inútil, quando viva) dona Marisa Letícia fazia parte da quadrilha, dando ideias e ordens, segundo José Carlos Bumlai, para conseguir um terreno para abrigar o Instituto Lula. Em outra situação, não havia nenhum inútil, mais, sim, muitos oportunistas úteis, que foram os vereadores de São Paulo na época e o "nem de esquerda nem de direita" ex-prefeito Gilberto Kassab, que deram ao ex-presidente um terreno (do município) no centro de São Paulo no valor estimado de R$ 25 milhões (pelo menos), sub judice atualmente - enquanto negavam a pais de crianças excepcionais altistas um local para atendimento de saúde, educação e acolhimento em São Paulo. E isso apesar de um grupo de ativistas contra a corrupção ter exigido e conseguido audiências públicas denunciando o descaramento. Houve até agressão de vereadores oportunistas (tapas na cara) aos ativistas protestantes, ignorada na época pela imprensa escrita, televisada e radialista. Difundir as notícias sobre "Teflon" (o "cara" em quem nada colava) dava mais audiência ou era melhor economicamente. Viva Moro e "nada como um dia após o outro".

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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INSTITUTO LULA

Só pode ser sacanagem dizer que a ideia de criar o Instituto Lula foi de dona Marisa Letícia! Se foi, com certeza, ela achava que era pra fazer cabelo e unha.

 

Paulo Celso Biasioli pcbiasioli@yahoo.com.br

Limeira 

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'APARELHO'

Durante os governos militares os órgãos de inteligência descobriram e fecharam residências que serviam para encontros entre terroristas para sequestrarem autoridades e outros atos tais como assaltos a bancos e atentados. Tais redutos eram chamados de "aparelhos". Na prática, o Instituto Lula nada mais é que um aparelho. Lá se tramam (ou tramavam) sequestros de dinheiro público e atentados contra a moral e os bons costumes do povo. Qualquer semelhança é mera coincidência.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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NADA MAIS BRASILEIRO

Oportunista, Lula aproveitou o vácuo de competência dos seus predecessores e foi eleito. Tornou-se um craque na arte de dizer o que o povo queria ouvir, e, dourado pelo sol populista, surfou na máxima de que "os fins justificam os meios". Cercou-se de intelectuais, artistas, empresários e governistas hipnotizados pelo seu carisma, ganhou sustentação e credibilidade, a despeito de sua ignorância. Nascia "o pobre que chegou lá", humanizado por uma aura de simplicidade bastante controversa. O Lula de verdade, minha gente, não era de esquerda nem de direita, tampouco um predestinado salvador da Pátria, sua meta sempre foi o poder pelo poder. O iletrado mandachuva riu-se, divertido, quando percebeu que todas as classes sociais brasileiras cabiam no seu bolso, e, então, a injustiça divina concedeu-lhe a última vaidade, aquela de que sua alma honesta mais carecia: ser o fio condutor da história recente que, desafortunadamente, acometeu nosso país.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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BIOGRAFIA DERRETIDA

No final de 2010, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou o exercício da Presidência com os mais altos índices de aprovação da história da República, fazendo por duas vezes sua sucessora, ninguém em sã consciência poderia imaginar que ele seria réu em tantas ações judiciais por suas relações promíscuas com os grandes empresários do País em situações nada republicanas. É triste constatarmos que Lula, vendido como esperança de mudança, que ocupou o mais alto cargo do País, é um grande deslumbrado, um fariseu, "faça o que digo, não faça o que eu faço". Passará para a história como um grande engodo, um embusteiro, um falastrão - e ele é o único responsável pelo derretimento de sua biografia. A pergunta que sempre me faço é como um enganador contumaz como Lula chegou tão longe. Mas o mesmo Brasil que deu um Luiz Inácio da Silva nos brindou com um Sérgio Fernando Moro, que, juntamente com sua equipe, está nos devolvendo a esperança de mudar para melhor. 

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

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O OPORTUNISTA

Lula diz que é atacado para que o impeçam, entre outras coisas, de lutar contra as reformas ora discutidas: a trabalhista e a previdenciária. É imperioso que os meios de comunicação, bem como toda a sociedade, exijam que ele se comprometa publicamente a revogar eventuais mudanças que venham a ocorrer caso eleja-se presidente em 2018.

Wilson Martins wilson.martins9@hotmail.com

São Paulo

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J'ACCUSE

Já vai ter gente aí dizendo que eu sou petista, que ajudei no "golpe" e tal. Muito pelo contrário. Não sou simpatizante do partido, não apoiava Dilma, nunca votei no PT e, pessoalmente, não gosto de Lula...  Na verdade, o único petista em quem votei foi Suplicy, para o Senado, confiante em sua honestidade. Era o mais preparado na época. Estou apenas um pouco assustado. Acho até interessante que as pessoas pugnem pela prisão de "x", "y" ou de Lula. Ora, se não foi preso preventivamente, é porque alguma razão há que minha sensibilidade ou inteligência médias desconhecem. Efetivamente, há um longo caminho a trilhar, na manutenção do Estado Democrático de Direito. E há que ter cuidado com este frisson todo que acomete a sociedade. Qualquer cidadão merece ser julgado - com direito à ampla defesa, ao devido processo legal e observadas as demais garantias constitucionais - para, sendo condenado, com direito a recorrer, ser finalmente preso. Não estou defendendo o sr. Luiz Inácio, mas até os bárbaros nazis tiveram direito a um julgamento em Nuremberg. Todos merecem ser julgados e não, preliminarmente, esbulhados, humilhados, vilipendiados ou queimados vivos, como na época da Inquisição, que de "santa" guardou apenas o nome. Está certo: existem evidências, delações, testemunhas e indícios. Mas que não se faça desse julgamento um show político de parte a parte, com a pirotecnia midiática - e, infelizmente, formadora de opinião - que há por aí... Antes que apareça um Émile Zola com um "J'accuse" tupiniquim do século 21, desejo que o ex-presidente tenha um julgamento justo, equilibrado, observando as garantias maiores, permitindo a seus advogados desenvolverem seus misteres e serem observadas suas prerrogativas. E, sendo culpado o réu, que pague por seus erros. Que ninguém - não importa quem - seja condenado antecipadamente em qualquer julgamento. Só quem já o sentiu na pele sabe o mal que isso causa, às vezes irreversível. O leitor já foi prejulgado e precisou fazer "prova negativa" (sic) de sua inocência? Já passei por isso em época da minha vida e não o desejo a quem quer que seja. Que consigam ver condenados todos os culpados e liberados os inocentes, sem pôr nem tirar. É como minha consciência me manda agir.

Mauricio Scheinman mauricio@palazzi.com.br

São Paulo

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O BRASIL HOJE

O artigo "A hora da verdade" (10/5, A2), de Fernão Lara Mesquita, é uma complexa análise da situação, muito necessária, adequada. Eu só mudaria o "cavaleiro errante" para cavaleiro andante. 

Inês Levis ineslevis@hotmail.com

Jundiaí 

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QUESTÃO DE LÓGICA

A propósito das propostas de reformas do governo Temer, quer dizer, então, que os nobres parlamentares da base aliada só votaram a favor da aprovação porque foram atendidos em suas exigências, tanto para seus partidos quanto para eles próprios? Sim, pois, logicamente, se as propostas fossem de interesse do País, evidentemente os nobres parlamentares nada exigiriam em troca, visto o alto senso de patriotismo e de defesa das causas do sofrido povo brasileiro! Ou será que não? Eis exemplo notável de como garantir o apoio às reformas!

              

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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A REFORMA E OS AGENTES PENITENCIÁRIOS

Destaque para agentes penitenciários, na reforma da Previdência, será apresentado no plenário. Os agentes penitenciários têm de ter os mesmos direitos que os da polícia legislativa, porque ambas as classes trabalham com elementos de alta periculosidade. Vejam o crime que estão cometendo, mais uma vez, contra os trabalhadores da iniciativa privada, que pagam o INSS.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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PRESSÃO NA REFORMA

Cada categoria acha que tem de ter direitos diferenciados. Os policiais, os militares, os servidores públicos, os professores, o Judiciário, etc. Assim não tem reforma nenhuma. Mas vem cá, a Constituição não diz que todos são iguais perante a lei (art. 5.º)? Então, onde está essa igualdade? A verdade é que no Brasil, quando se fala em reformas, todos concordam, mas ressalvando "desde que não mexa no meu bolso ou no meu direito".

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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IDADE MÍNIMA

Que triste perceber que os brasileiros não são mesmo tratados com a igualdade prevista na Constituição. Os funcionários públicos sempre terão a garantia do emprego até a idade mínima e, mesmo assim, algumas categorias estão conseguindo reduzir esse limite. Já na iniciativa privada, quero ver quem terá emprego até os 65 anos! Será uma idade incomensurável! Além disso, os benefícios, que já foram vigorosamente garfados pelo fator previdenciário, não se transformarão mais em pensão para o cônjuge, a não ser que a soma atinja no máximo dois salários mínimos. Poderiam ao menos fixar o teto do benefício como limite, ao invés de fazer essa conta malandra, que joga fora o fato de os dois (marido e mulher) terem trabalhado e recolhido valores maiores. Não há falhas de comunicação do governo! Eles não divulgam detalhes porque, se divulgarem, aí, sim, haverá oposição à reforma.

Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br

São Paulo

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ESCANDALOSO

"Aposentadoria de servidor custa, ao menos, dez vezes mais que do que a aposentadoria de quem não é servidor", dizia reportagem de primeira página do "Estadão" de domingo (7/5). A reforma sanará essa gigantesca anomalia? Por que não fazer, primeiro, uma reforma no lado escandalosamente mais oneroso? Alguém teve ou teria coragem de propor e lutar por isso?

 

Darcy Martino darcymartino@hotmail.com

São Paulo

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CONTROVÉRSIAS INEVITÁVEIS

Como bem pondera o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não se faz mudança da Previdência sem controvérsias. Com efeito, se a Previdência dos servidores públicos custa dez vezes mais que a dos beneficiários privados, é claro que os servidores públicos, percebendo mais, são contra a reforma. Outrossim, outras categorias mais bem aquinhoadas também protestam. Assim, não é fácil de encontrar um denominador comum, tanto que outros governos tentaram a reforma, mas logo dela desistiram diante dos múltiplos empecilhos. Com esta reforma, mais a trabalhista e o controle do teto dos gastos públicos, o governo Temer ficará na História do Brasil.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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MUITA GENTE, POUCAS TETAS

Segundo dados de setores financeiros do governo e publicados na imprensa, o Brasil não precisa de reformas, mas de uma reconstrução geral nos mecanismos da política econômica. Não é possível que um terço da população do País sobreviva da folha estatal. Raul Velloso, consultor econômico e ex-secretário do Ministério do Planejamento, conta que "a folha de pagamento da União, hoje, não tem paralelo no mundo ocidental". Cerca de 28% da população, perto de 60 milhões de brasileiros, recebe algum tipo de pagamento diretamente do Estado. Como está em discussão a reforma da Previdência, é bom notar que, entre os aposentados da iniciativa privada, 70% ganham um salário mínimo e o teto não passa de R$ 5,5 mil, enquanto para 1 milhão de inativos da União o pagamento médio gira em torno de R$ 10 mil por mês, em 2016. Com base nesse ano de 2016, o Regime Geral da Previdência Social consumiu R$ 507,8 bilhões com 33,8 milhões de pessoas, vindo em seguida a União com R$ 273,6 bilhões para 2,3 milhões de pessoas entre ativos e inativos. Os Estados, com 10 milhões de pessoas, consomem R$ 196,3 bilhões, com 4,7 milhões de pessoas incluindo ativos, inativos e pensionistas. Os municípios, com 3 milhões de pessoas, entre ativos e inativos, teve em 2016 um gasto de R$ 24 bilhões. Pagamentos dessa máquina gigante alcançam 15% do PIB. Carlos Thadeu de Freitas Gomes, economista-chefe da Confederação Nacional do Comercio, aponta o Bolsa-Família como programa que custa pouco, R$ 27,4 bilhões, dado o alcance de 45 milhões de pessoas. O Brasil carece de muitas reformas.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PRECISA MUDAR

Desde Aristóteles se afirma que o homem é um animal político, noção básica que traz em sua essência o poder e os que o exercem. Com o tempo e com a complexidade decorrente, estes passaram a ser remunerados, o que empobreceu a ideia original. É o esquema vigente em praticamente todos os países do mundo. No Brasil, no entanto, ele se superlativou e hoje os nossos políticos profissionais constituem a classe mais bem paga do País e, associada a uma Justiça confusa e falha, também a mais corrupta, na medida em que busca a perpetuação até pela hereditariedade, como as dinastias monárquicas do século 19 na Europa, tudo isso mantido pelos que estão submetidos ao seu poder, massacrados por impostos escorchantes. Este é o Brasil que precisa mudar. Como? Depende de nós.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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'A RESPONSABILIDADE PELA POLÍTICA'

Muito oportuno o editorial do "Estadão" abordando uma questão central do momento histórico que vivemos no Brasil: a qualidade dos nossos políticos ("A responsabilidade pela política", 8/5, A3). Nunca nosso país necessitou tanto que os melhores homens e mulheres da Nação sejam os protagonistas da política nacional. Já tivemos isso em outros momentos de nossa história, quando figuras extraordinárias da nossa inteligência militavam na política. Não precisamos voltar ao passado clássico de José Bonifácio, Joaquim Nabuco ou do Barão do Rio Branco. Basta lembrar de João e Otávio Mangabeira, Alberto Pasqualini, Afonso Arinos, Milton Campos, Tancredo Neves, Fernando Ferrari, Ulisses Guimarães e tantos outros que honraram o Congresso Nacional. Precisamos de uma grande reforma política e de políticos melhores, com formação e mentalidade de verdadeiros homens de Estado.

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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POR UMA CULTURA DA RESPONSABILIDADE

Dizem que faltam "lideranças políticas" e lamentam. Mas o que imaginam serem lideranças ou líderes? Seriam redentores de suas angústias, pura e simplesmente? Então seriam entes de sonhos infantis. Pelo óbvio, líderes são pessoas que têm seguidores. Limitados a seguidores voluntários, os líderes são reconhecidos pelos exemplos aprovados que proporcionaram e proporcionam. Como se sabe, há os que seguem por interesses e oportunismo. Há expectativas geradas por populismos, por demagogia. Não carece citar os exemplos conhecidos. Líderes não se fazem em sala de aula. Aulas de liderança não passam de instruções de manipulação psicológica, de populismo. Há líderes informais, os que influenciam comportamentos mesmo não estando em posições formais de poder. Mas é preciso ter vontade de influenciar para se tornar um líder eficaz. É o que falta a Fernando Henrique Cardoso. O líder não se limita a articular o que espera de outros, mas se coloca à frente. Há líderes nefastos, em geral narcisistas e encantados/inebriados pelo poder. São aventureiros. Não medem as consequências para os "súditos". Não existe um processo de formação de líderes políticos. No caso ideal, são Educated Persons (Peter Drucker) em organizações estendidos a "Cidadãos por Responsabilidade" para o espaço mais amplo da sociedade. Então, é preciso que exista na sociedade uma "Cultura da Responsabilidade" para que dela emerjam políticos cidadãos por responsabilidade líderes.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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GRAMSCISMO - UTOPIA E REALIDADE

No artigo "Um teórico da política e da democracia" ("Estadão", 9/5, A2), o sr. José Antonio Segatto faz uma brilhante apologia do pensamento do filósofo Antonio Gramsci. Sintetizando o texto em sua inferência final, o autor assevera que "a História parece ter-lhe dado razão quando, em 1927 - em carta a Tatiana Schucht, expondo as intenções ainda preliminares do que seriam os Cadernos - anteviu que precisava fazer algo 'für ewig' (para sempre)". Seria razoável - evitando uma caracterização associada com integridade intelectual - que o articulista lembrasse que a obra de Gramsci pode ser considerada uma metáfora da reação às monstruosidades resultantes da aplicação das teorias de Karl Marx, com as dezenas de milhões de torturados e assassinados pelo socialismo real na então União Soviética. Seria oportuno que ele lembrasse, também, que o petismo e o bolivarianismo, tão identificados com as ideias estatuídas no Foro de São Paulo, podem ser considerados aplicação das teorias de Gramsci em países da maltratada América setentrional. Para não ser exaustivo, basta lembrar que sem a chaga do bolivarianismo - e com as riquezas naturais, população pequena e território médio -, em curto prazo a Venezuela poderia atingir o nível do Chile; e em médio prazo poderia chegar ao patamar da Espanha. De forma similar, pelo menos na esfera educacional, política e econômica, sem as mazelas do petismo, num prazo razoável, o povo brasileiro poderia evoluir e colocar-se no nível de povos de países desenvolvidos médios. Enfim, há a conveniência de que essas lembranças sejam completadas pela assertiva de que as consequências dos desmandos praticados no Brasil, na Venezuela e em outros países da região, consciente ou inconscientemente sob a inspiração do gramscismo, não são 'für ewig', mas são duradouras e de difícil reparação. É possível inferir, pois, que só há uma solução para o triunfo da utopia: a eliminação da realidade. Ademais, é certo que uma realidade melhor pode ser alcançada abandonando-se a utopia.

 

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília

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JANOT E MENDES, O ROTO E O RASGADO

Acreditem, a filha de Rodrigo Janot, procurador-geral da República, Letícia Ladeira Monteiro de Barros, consta como advogada da construtora OAS na área concorrencial. A Procuradoria-Geral da República nega haver conflito de interesse no caso. Considerando que Janot pediu o impedimento do ministro do Supremo Gilmar Mendes para julgar Eike Batista - uma vez que a mulher de Gilmar advoga em escritório do qual Eike é cliente -, não estaria o roto falando do rasgado?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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REBULIÇO DESNECESSÁRIO

Não é preciso muita esperteza para constatar que, se a esposa do ministro Gilmar Mendes trabalha num escritório que atua na defesa de Eike Batista, o ministro é automaticamente suspeito ao emitir qualquer parecer sobre o empresário. Mas não é esta a questão mais importante. As argumentações de Gilmar Mendes em relação a este e a outros casos pode até ser tecnicamente procedente. É a busca constante dos holofotes e palpites recorrentes carregados de viés político que incomodam a opinião pública. Se o ministro mantivesse a austeridade mínima que sua posição exige, o rebuliço seguramente seria menor. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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COMO A MULHER DE CÉSAR

O ministro do STF Gilmar Mendes deveria saber que não basta ser honesto, tem de parecer honesto. Não parece honesto que Eike Batista seja defendido pelo escritório da esposa do juiz que está julgando seu processo. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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A MALOCA DOS TOGADOS

 

Nunca a Suprema Corte deste país esteve tão em evidência, no pior sentido. O Supremo Tribunal Federal (STF), com ministras e ministros, mostra sua verdadeira cara ao povo brasileiro. Debaixo daquela toga preta existe um homem ou uma mulher, que julgam, mas não aplicam a lei nem guardam a Constituição federal. Vergonhosamente, aplicam o que politicamente é conveniente aos políticos de plantão. Ministros e ministras com decisões mais do que questionáveis, encontros em Portugal com uma presidente prestes a sofrer um impeachment, a negação da desaposentação de trabalhadores contribuintes contrapondo com a indenização a familiar de detentos em guerra de facções criminosas, decisões tomadas em Paris para liberação de detenta de alto padrão para cuidar de filhos, em detrimento do direito de outras em situação similar, ex-goleiro cumprindo pena e já contratado por time de futebol, soltura de um empresário que já foi um dos homens mais ricos do mundo - com ênfase de que a esposa do ministro faz parte do quadro do escritório de advocacia em que o réu é cliente -, soltura de réu que, cumprindo pena na Papuda, era agente no petrolão ao mesmo tempo. A mais alta Corte de Justiça do Brasil chegou ao mais baixo nível da história da República, tornando-se descaradamente a Corte política inoperante, inútil e onerosa aos cofres públicos, deixando de exercer sua função de salvaguardar a Constituição federal para salvaguardar interesses escusos e políticos. A lista de decisões políticas e não jurídicas é tão escandalosa que Adoniram Barbosa faria um belo samba paulista, talvez com o nome de STF, maloca dos togados. 

 

Glória Anaruma gloria.anaruma@gmail.com

Jundiaí 

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