Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

12 Maio 2017 | 03h03

CORRUPÇÃO

Nauseante

Desta vez, Lula superou-se na vileza. Confesso que fiquei nauseada ao vê-lo atribuir tudo o que se referia ao triplex no Guarujá à falecida mulher. Nauseada, mas não surpresa.

TEREZA SAYEG

tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

Dinheiro de quem?

No depoimento sobre o triplex, Lula disse que era a ex-primeira-dama quem tinha interesse no imóvel – claro, ela agora não pode dizer nada – e que “certamente queria o apartamento para fazer investimento”. Com dinheiro de quem? Do amigo? Depois menosprezou o imóvel dizendo que era algo como o Minha Casa, Minha Vida, menosprezando, por tabela, o programa do PT para a baixa renda. Haja estômago para ouvir tanta besteira!

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Se o triplex não era para o Lula, o que ele foi fazer lá, se nem tinha recursos declarados no Imposto de Renda para comprá-lo?

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Contrapartidas

Com relação ao depoimento do ex-presidente ao juiz Sergio Moro, nós, como advogados, sabemos que o réu não é obrigado a falar a verdade, porém não precisava exagerar nas mentiras, principalmente envolvendo a falecida dona Marisa Letícia. Tem-se a impressão, pelo depoimento, de que o casal não se comunicava, pois ele nada sabia sobre as visitas da esposa ao triplex e sobre a reforma por ela instruída, em especial da cozinha. Enfim, se em razão da pressão na época o réu e sua família desistiram de receber o triplex, ninguém tem dúvidas de que ele lhe foi oferecido por inúmeras contrapartidas.

ROBERTO L. PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Incorrigível

O “cara” não se emenda mesmo. Como morto não fala, não respeitou nem a memória da mulher, jogando toda a culpa pela compra do triplex nas costas dela. Como diz o ditado, pau que nasce torto morre torto!

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Lula deixou a bomba nas mãos da falecida esposa. Como marido, foi ingrato. Como homem foi covarde. Como líder, mente. Como político, foi corrupto e corruptor. O que as mulheres têm a dizer?

ANDRÉ COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Encenação

O esperto, malandro e mentiroso “sapo barbudo” quer que acreditemos que a falecida, sempre inexpressiva em opiniões próprias (exceto sobre pedalinhos), tomava decisões sobre patrimônio expressivo? Por que tantos depoentes que não tinham a obrigação de mencioná-lo o fariam? Declarou-se, com ênfase, candidato à Presidência para, posteriormente, creio eu, fazer papel de mártir, preso apenas para impedi-lo. A encenação é trágica, pois reflete o pouco-caso pela inteligência brasileira.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Até o Bumlai!

Marisa Letícia foi durante oito anos a mais transparente, muda, insossa e inodora criatura. Agora até o notório Bumlai, fazendo uso do manjado estratagema de culpar um inimputável defunto, quer que acreditemos que a falecida intermediou a negociação do terreno do Instituto Lula!

NATALINO FERRAZ MARTINS

natalino.martins@uol.com.br

São Paulo

Santa inocência...

Ao ouvir o depoimento do Lulla ao juiz Sergio Moro, veio-me à mente uma das cenas iniciais do filme Carandiru, em que o personagem do dr. Drauzio Varela vai falar com o “faxina” do presídio, dizendo que conversou com alguns detentos e todos disseram ser inocentes. Ao que o “faxina” observa: “Aqui, doutor, todo mundo é inocente!”.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Cara de pau

Uma frase do Millôr Fernandes se encaixa perfeitamente na atuação do réu: “Vossa Excelência chegou ao limite da ignorância e, no entanto, prosseguiu”.

ROBERTO HUNGRIA

cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

E o zelador?

Mediante tantos depoimentos da Lava Jato, um querendo desmentir o outro, Lula alegando estarem inventando para se beneficiarem da delação premiada, afirmando ter ido só uma vez ao triplex e não se lembrar com quem, muito menos o que disse, pergunto: que fim levou o zelador do edifício Solaris, que foi imediatamente demitido quando o assunto veio à tona? Talvez fosse interessante intimá-lo a depor antes que seja tarde...

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

‘Intelectuais’

Após tudo o que se sabe sobre Lula, o contínuo apoio dos “intelectuais” a ele explica, além de qualquer dúvida razoável, o estado terminal da cultura nacional.

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

Nervoso...

Não sou psicólogo, mas sei que a linguagem corporal muitas vezes diz mais do que a verbal. E nesse aspecto dava para notar facilmente o nervosismo do ex-presidente Lula em seu depoimento ao juiz Sergio Moro. Em nenhum momento Lula parou de se remexer na cadeira. Sua mão esquerda ficava batendo nervosamente na mesa ou alisando a gravata. Colocava e tirava os óculos, sem necessidade, e sua expressão facial se alterava a todo momento. Assumindo que Lula nada tenha a temer ou a esconder, qual seria a razão para tanta inquietação?

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

Exemplar

Pela primeira vez um ex-presidente da República se sentou no banco dos réus. O dr. Sergio Moro, juiz que comanda a Operação Lava Jato, demonstrando zelo, equilíbrio e responsabilidade, frente a frente com Lula, está provando ao Brasil que continua firme na retomada do fim da impunidade. Parabéns, dr. Moro.

ARNALDO LUIZ DE OLIVEIRA FILHO

arluolf@hotmail.com

Itapeva

“A participação da falecida esposa de Lula na trama do triplex seria inimaginável até por Edgar Allan Poe”

LUIZ RESS ERDEI / OSASCO, SOBRE O DEPOIMENTO AO JUIZ MORO 

gzero@zipmail.com.br

“O dr. Moro acreditou em uma palavra sequer do inominável?”

GUTO PACHECO / SÃO PAULO, IDEM

jam.pacheco@uol.com.br

“Coitada da dona Marisa!”

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, IDEM

robelisa1@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DEPOIMENTO EM CURITIBA

A divulgação dos vídeos da audiência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o juiz Sérgio Moro e procuradores só mostrou a espetacularização do nosso atraso. Um ex-presidente da República, sentado no banco dos réus, no seu melhor estilo falastrão, omisso, sem nenhum compromisso com a verdade, abstendo-se de toda e qualquer responsabilidade e, sem nenhum escrúpulo, delegando à falecida mulher seus malfeitos. Foi um festival vergonhoso de "não", "não" e "não sei". Expôs de forma didática que não deixamos de ser uma republiqueta. Vimos Lula chegar a Curitiba num jatinho particular, com sua entourage, tentando transformar um depoimento a um juiz em peça publicitária para futuros programas políticos, com claques a esperá-lo com palanque armado e toda a logística de um grande evento. Para quem sempre flertou com as irregularidades, deslumbrou-se com o poder e manteve relações incestuosas com a fina flor da elite empresarial, a sua falta de memória ao teimar em negar suas relações nada republicanas é um atentado ao bom senso. Cabe ao Ministério Público e à Justiça provarem que as provas contra Lula são consistentes, ou ficarão todos desmoralizados. Por muito menos a Coreia do Sul afastou uma presidente e, em quatro meses, pelo voto direto, empossou um novo presidente da República.

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luis

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DELAÇÃO 'POST MORTEM'

No depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro, o ex-presidente mostrou uma faceta oculta: o desrespeito e a covardia ao atacar uma pessoa que não pode se defender de corpo presente, sua ex-esposa Marisa Letícia, já falecida. Perguntado sobre o tríplex do Guarujá, Lula declarou que as tratativas com a construtora OAS eram da alçada de dona Marisa. Para dirimir dúvidas, somente um centro espírita acreditado para que ela possa se defender. Seria a Operação do Além. A falta de cultura instalada no depoente o faz sentir-se um semideus mitológico, acima do bem e do mal, até do próprio Olimpo. Delatou a finada companheira numa atitude de quem se presta a diversos papéis, até mesmo o de um bufão em fim de carreira, como o que vimos diante do juiz Sérgio Moro, quando apresentou um único paradigma: a negação. Pelo conjunto da obra que perpetrou contra os brasileiros, é injusto e imoral que não exista uma pena exemplar ao discípulo, com mérito de Al Capone.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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A CARTA NA MANGA

Era o que faltava: estratégia da defesa tenta empurrar a falecida ex-primeira-dama dona Marisa Letícia para o centro do power-point do procurador Deltan Dallagnol. Autoridade à moda antiga, bastava um olhar, nunca deu uma palavra.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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'ELA ODIAVA PRAIA'

Inverossímil e covarde o depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro. Acusou a ex-esposa Marisa Letícia de querer comprar o apartamento tríplex no Guarujá. Disse até que ela não gostava de praia - o que é facilmente desmascarado em fotos publicadas em diversos órgãos da mídia. O casal adorava passar o pequeno afastamento de final de ano numa base naval, com praia particular, no Nordeste. Perguntar não ofende: quem mandou comprar a Refinaria de Pasadena, nos EUA, que causou um prejuízo de mais de R$ 800 milhões aos cofres públicos, foi também Marisa? Sugiro, como cidadão brasileiro, um concurso imediato de servidores públicos médiuns, para os órgãos de investigações da Operação Lava Jato e das que ainda poderão surgir.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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CARA DE PAU

Será que vamos precisar ir a uma sessão espírita pra saber de quem é o tríplex? Nem dona Marisa, que já morreu, está escapando da cara de pau de Lula.

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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HÁ CONTROVÉRSIAS...

Interesse por tríplex era de Marisa, diz Lula, e ao mesmo tempo afirma que ela não gosta nem nunca gostou de praia. Devo ficar confuso?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DE FÉRIAS

Se a mulher do indivíduo de alma mais honesta do País "nunca gostou de praia", então por que eles sempre iam, nas suas férias, para a base naval de Aratu, em Salvador?

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

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PROTAGONISTA

Marisa Letícia, primeira-dama brasileira que em oito anos de estadia no Palácio do Planalto nunca fez ouvir o som de sua voz em nenhuma declaração (a não ser depois, num grampo telefônico numa conversa inqualificável com seu filho), nem nunca tomou à frente, como sói acontecer com esposas de presidente, nenhuma ação de cunho social, sempre se mantendo à sombra do marido, de repente ressurge, no depoimento de Lula, como uma mulher empreendedora que pensava em adquirir um imóvel no Guarujá para investimento, mas sem prestar contas ou trocar ideia sobre isso com o marido. Nesse caso, surge também algo inédito, uma mulher voluntariosa e independente, que mantém uma relação muito estranha de casamento em que, pelo visto, não havia diálogo. Lula afirma que isso é porque o primeiro apartamento estava em nome dela e não lhe dizia respeito. Mas Marisa tinha renda independente para comprar sozinha este imóvel? Ou foi com dinheiro do salário de Lula que o negócio foi fechado e nem assim ela devia informações ao marido do que pretendia fazer com a aquisição? Lula trata seu dinheiro de forma muito estranha... talvez porque não esteja habituado a comprar nada com ele... Marisa Letícia vai, afinal, ter protagonismo na história da vida de Lula: ela é quem mostrou desejo pelo tríplex, só que, infelizmente, não está mais aqui para ser inquirida. Que pena, né, Lula?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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INVESTIDORA

Que coisa! E pensar que nunca tivemos oportunidade de observar a verve inteligente de exímia investidora da ex-primeira-dama dona Marisa Letícia, que, durante os oito anos de governo do ex-presidente Lula, entrou muda e saiu calada. Mesmo sendo semianalfabeta, ela poderia ter ocupado um cargo de conselheira da economia brasileira, já que foi uma pessoa tão entendida em investimentos. Como será que os familiares de dona Marisa Letícia se sentiram ao ver o pai jogar na lama o nome da mãe recém-falecida, justo às vésperas do Dia das Mães? No depoimento ao juiz Moro, contudo, Lula foi simplesmente Lula. Mitomaníaco, egocêntrico, aproveitador e irresponsável. Lastimável figura. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CASO TRÍPLEX

Lula tenta fazer com que Marisa lhe seja especialmente útil depois de morta.

Ottfried Kelbert okelbert@outlook.com

Capão Bonito

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COMPANHEIRO ATENTO

O Dia das Mães será lembrado muito especialmente por milhares e milhares de outras mães que tenham no ex-presidente Lula um arraigado exemplo a ser seguido, de maridão, companheiro e atento nas mais comezinhas situações conjugais e familiares. No seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, no maior caradurismo, transferiu à sua mulher, esposa e mãe de seus filhos, recentemente falecida, a responsabilidade pelos negócios imobiliários não concretizados na "compra ou opção de compra" do imóvel no Guarujá. Mães, este é "o cara" que pretende representá-las novamente a partir de 2019.

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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REPUGNANTE

Além de mentiroso contumaz, Lula comprovou ser um reles sem caráter e um covarde, que não vacilou em atribuir culpas que são dele à esposa que não pode se defender. Lamentável que esta gente desinformada e sem educação ainda vote num ser abjeto e repugnante como este.

Paulo Sérgio P. Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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CARÁTER

Em poucas palavras podemos sintetizar o que é caráter, basta assistir ao interrogatório do sr. Lula ao juiz Sérgio Moro. O interrogatório se prendeu quase que exclusivamente ao caso tríplex do Guarujá, no qual Lula, detentor de parco caráter, teve a desfaçatez de empurrar toda a culpa para os ombros de sua ex-mulher, infelizmente morta. Mas é muito fácil verificar a procedência do valor para a compra do tríplex, como o valor de mais de R$ 1 milhão gasto pela OAS para torná-lo apto a ser usado pela família Lula, uma vez que Marisa "não gostava de praia" e que ele só poderia ir para lá às segundas-feiras e na quarta feira de cinzas. O Brasil está correndo sério risco, se este senhor desprovido de caráter vir a disputar novas eleições e, porventura, ganhar.

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

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NÃO SABIA

Considerando que, no dizer do "ex", a chefia das ações no tríplex estava a cargo da esposa dona Marisa, percebemos sua importância no contexto. Porém ela já não esta entre nós para contestar ou confirmar as alegações do réu. Assim, conclui-se que dona Marisa era proprietária do dito imóvel e o "ex" não sabia.

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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MENTIRAS

Como era de esperar, o sr. Lula não sabia de nada, não assinou nada nem sabia de nada do que sua esposa fazia... Incrível, pois dona Marisa, além de dar-lhe suporte por mais de 30 anos, quem diria, até depois de morta está levando a culpa. Até quanto a documentos encontrados em seu apto, outros rasurados, ele não sabia nem sequer como tais documentos lá foram parar. Será que ele acha que todos somos ingênuos a ponto de acreditar em tantas mentiras? Vocês conhecem alguém que tenha sido condenado por ocultação de patrimônio e que tenha assinado recibos, contratos, etc.? Sr. Lula, pode contar outra história, pois com tantas evidências e delações estas suas mentiras têm perna curta.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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AMNÉSIA TOTAL

Me tirem o tubo! Não saber nada do que os mensaleiros aprontavam já foi demais para minha beleza; agora, diante da alegação de que não sabia o que a própria esposa negociava, eu mando tirar o tubo.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga 

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BATALHA PERDIDA

Querer saber a verdade é uma batalha perdida, pois quem sabia de tudo era a falecida.

Eduardo Augusto Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

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NÃO SEI DE NADA 

Lula, como sempre, não sabia de nada. Não sabia nem o que a mulher fazia. Não sabia como foi parar em Curitiba - prometeu ir a pé e foi de jatinho particular. Não sabia que o amigo Léo Pinheiro estava tentando pagar propinas através de imóveis. Não sabia que o amigo Léo era empresário, e não corretor de imóveis. Não sabia que seu indicado na Petrobrás tinha roubado e colocado o dinheiro em banco suíço. Pior é que parcela do povo também não sabe de nada, ainda, para o prazer e deleite dos ladrões da Petrobrás, dos fundos de pensão, do BNDES, da Caixa e do Banco do Brasil.

Jose R. de Macedo Soares  joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

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O VERDADEIRO CHEFE

  

Quem diria! Dona Marisa Letícia era a chefe que comandava tudo. E Lula nem sabia...

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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NO COMANDO

Quem foi de fato a primeira presidente mulher do Brasil? A primeira presidente do Brasil de fato, segundo Lula em seu depoimento (não foi somente a estrela do jardim), foi Marisa Letícia.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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NOSSO LÍDER?

Lula foi eleito presidente, mas quem será que governou nosso país?

Pedro Armellini paarmellini08@gmail.com

Amparo

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FARDO NAS COSTAS

A partir do depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro, não será surpresa se o ex-presidente fizer novas revelações de que o Brasil, durante seus dois mandatos, foi efetivamente governado por dona Marisa Letícia Lula da Silva, na condição de sua eminência parda, tendo sido ela a responsável por tudo o que ocorreu naquele tempo. A falecida que aguenta um tríplex nas costas pode aguentar qualquer outro peso. Dona Marisa, por respeito aos mudos mortos, não merecia ganhar esse fardo do próprio marido.

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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NA CONTA DA 'GALEGA'

Existem estadistas e ex-chefes de Estado. Na quarta-feira, ao ser indagado sobre o famoso tríplex - aliás, termo que deve ser impronunciável para "elle" -, a alma que se diz "mais honesta do Brasil" mais uma vez se apequenou e culpou o mordomo, neste caso representado por sua falecida "galega". Ou seja, acontece um acidente de avião e o culpado é o piloto, também morto e que não pode se defender. Fico pensando se nos outros inquéritos "elle" também vai culpar a "galega", afinal ainda não chegamos a Atibaia e ao sítio "dos amigos", Pasadena, Petrobrás, etc. O instituto que leva seu apelido já também foi creditado na conta da falecida "galega", pelo amigo José Carlos Bumlai, que, aliás, "elle" nem conhece. Faço uma singela sugestão, já que é tudo de amigos ou da falecida: que tal o eminente juiz Moro fazer um arresto de bens, leiloá-los e devolver aos cofres públicos parte da roubalheira desta sra., afinal, depois do comício-velório, agora estamos assistindo ao deplorável depoimento-terceirização. E o cara ainda se diz candidato em 2018 à Presidência. Pergunta em linguagem que lhe é peculiar: o xilindró precisa de um "presidente"?

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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POR CONTA PRÓPRIA

O cara jogou toda a culpa na galega... Como ele nunca trabalhou e ela menos ainda, então eu pergunto como ela iria pagar o tríplex, se não tivesse a anuência do marido.

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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O CONTRACHEQUE DE DONA MARISA

Embora a falecida primeira-dama não tenha sido popular entre os brasileiros, parece ter sido uma boa mãe e boa companheira de Lula. É aceitável que o ex-presidente, para livrar-se da culpa, ponha sobre os ombros dela a responsabilidade da "aquisição" do tal tríplex. O que deve ser questionado é se aquela senhora tinha renda para firmar contratos de maior vulto, algo tipo um contracheque polpudo, ou tudo era feito com o endosso do marido. Por aí se descobre o verdadeiro dono.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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A OAS EXPLICOU

Gostaria que o sr. Lula nos esclarecesse o porquê de dona Marisa escolher comprar uma cota de apartamento da Bancoop, visto que não era nem nunca foi bancária. Parece-me estranho. Na defesa de Lula, o que o advogado nervosinho do ex-presidente nunca se deu ao trabalho de explicar a OAS explicou.

Lydia L. Ebide lebide@vivointernetdiscada.com.br

São Paulo

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1.º DE ABRIL NO 10 DE MAIO

Refugiado da tumba de Marisa Letícia, Lula levou o 1.º de Abril para o interrogatório do 10 de maio de 2017 perante o juiz Sérgio Moro. 

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém

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E NAS PALESTRAS?

Seria bom esclarecer se também existia algum papel da sra. Maria Letícia nas palestras do ex-presidente, cujos pagamentos ultrapassam R$ 30 milhões? 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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CONCLUSÕES

Das respostas de Lula ao juiz Sérgio Moro, na audiência do dia 10 em Curitiba, podemos concluir: 1) Léo Pinheiro, dono de uma das maiores construtoras do Brasil (OAS), estava economizando dinheiro quando se fez de corretor de imóveis tentando empurrar um apartamento com "500 defeitos" para seu amigo; 2) em consideração a Léo, embora já houvesse desistido de adquirir o tríplex no Guarujá desde fevereiro de 2014, depois de seis meses (agosto/2014), dona Marisa Letícia (já falecida) voltou ao Guarujá e ao apartamento para informar pessoalmente da decisão de Lula; 3) muito embora o ex-presidente não tivesse mais nenhuma reunião com o PT nem influência lá desde sua eleição de 2002, conseguiu ser candidato à reeleição de 2006, impôs Dilma em 2010 e, conforme disse na audiência, "não quis ser candidato em 2014, mas serei em 2018"; 4) ' qualquer hora você poderá ser parado na rua e ser questionado se possui contas no exterior; 5) para certos esclarecimentos, há a necessidade de convocar algumas pessoas já falecidas.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

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EU VOTO LULA

Ano que vem voto Lula! Porque esta Lava Jato é uma tentativa de cassar a esquerda no Brasil, uma ditadura que um juiz de ultradireita tenta armar, mas com frustração! Perseguição sem provas, contra um líder político que tanto ajudou seu povo. Só vou acreditar na Lava Jato quando políticos da velha direita como Aécio Neves, inúmeras vezes citado na operação, for intimado cara a cara com o magistrado em questão, que quer lavar a esquerda brasileira.

Célio Borba borba.celio@bol.com.br

Curitiba

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LULA E RENATO DUQUE

Lula, o homem "mais honesto" entre todos deste país, mostrou mais uma vez que mentir faz parte de sua psicótica realidade. Entre tantas ditas na quarta-feira, mostrou-se preocupado com o que diziam sobre desvios feitos pelo ex-diretor da Petrobrás Renato Duque, a ponto de chamá-lo para uma conversa sobre dinheiro em contas no exterior - enquanto não se preocupava, junto com seu "cumpanheiro" João Vaccari Neto, em saber de onde vinha o dinheiro que alimentava o PT e se, por acaso, havia recebido dinheiro desviado da Petrobrás. Afinal, é o único presidente da República - cargo que o obriga a saber e a ter como saber de tudo - que ignorava a bandalheira que o rondava. E o pior é julgar-se sério e com toda razão.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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QUEM ADMITE?

Ao responder a uma das perguntas do juiz Sérgio Moro no dia 10/5, Lula afirmou que quem rouba não sai contando que rouba (?!).

Darcy Martino darcymartino@hotmail.com

São Paulo

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DUQUE DISSE 'NÃO'

Lula disse que perguntar a um ladrão se ele roubou vai ter uma única resposta, "não". Disse, também, que perguntou a Renato Duque se ele tinha conta no exterior. E contou que a resposta foi "não". Enfático no gestual, Lula mostrou ter considerado, então, o assunto liquidado. Lula confirmou, assim, ter feito uma pergunta cuja resposta já sabia antes: "Não".  Claro, se Duque fosse ou não infrator, responderia "não". A resposta de Duque, imprestável por ser a única possível, segundo o próprio Lula, foi usada como se expressão da verdade fosse, para justificar a omissão sobre o assunto. Ora, ninguém vai perguntar exatamente ao alvo de denúncias se elas procedem, pois, por maior que sejam a lealdade e a confiança pessoal, a resposta será sempre negativa, a menos de uma confissão no ato. Ao declaradamente ter dado naquele momento o assunto por encerrado, Lula endossou tacitamente o que quer que Duque  tivesse feito, e usou o "não" como prova de inexistência de ilícito cometido, mesmo sabendo de antemão que a única resposta possível seria a negativa, ou seja,  usou de falsidade ideológica.

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br

São Paulo

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ESCORREGADA

Lula escorregou. Sim, os escorregões não foram grandes, mas existiram. Como réu, Lula não precisa responder qualquer pergunta (direito que fez questão de exercer em diversas ocasiões) e mentir (direito que certamente exerceu em diversas ocasiões também). O problema com a mentira é que ela tem perna curta e cria espaço para eventuais incoerências no depoimento (que ocorreram). Como observador frio, o que os advogados de Lula precisam insistir com ele é que Lula precisa se conter. Os escorregões vieram principalmente porque Lula se estende demais nas suas explicações. Quanto mais ele fala de forma dispersa, com falta de objetividade, fazendo política, mais ele se enrola. Exemplo: Moro pergunta sobre terraplanagem, e Lula responde que o processo é contra seu estilo de governar (jura?). Certamente, seus advogados devem ter trabalho para educar um político do porte de Lula, cujo treino é falar sem parar. A sorte para o "apedeuta" é que este processo parece ser o mais frágil em termos de provas contra ele. Lula ainda aparecerá diante de Moro para depor em outros processos. Resta saber se o seu dia de treinamento o ajudará no futuro. Os cidadãos honestos deste país ficam torcendo para que Lula continue sendo Lula, falando muito. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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SINAL DE NERVOSISMO

No interrogatório, a linguagem corporal é tão incisiva quanto as palavras. Coitados dos óculos de Lula.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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O AMOR É LINDO

Entre mortos e feridos, salvaram-se Moro e Lula. Quem contava que o juiz iria tirar o couro do ex-presidente caiu do morro. Quem também achava que Lula iria esclarecer e convencer a maioria dos brasileiros, igualmente, quebrou as fuças. Moro em momento algum levou perigo para Lula. Nem mesmo quando saiu do script combinado, sobre o badalado tríplex. Moro brilhou no jurídico. Lula deitou e rolou na política. A sala de Moro quase vira palanque. Ambos seguiram o conselho de Michel Temer: nada de raivinha nem insultos. As orelhas de Maria Letícia arderam no céu. Lula botou tudo o que tem no cofrinho dela. O amor é lindo. No próximo depoimento, Lula garante que convida Moro para vice em 2018.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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NOTA ZERO

Nervosismo, arrogância, petulância, respostas vazias e furadas. Comparar ladrões que roubam milhões a um filho que esconde a nota baixa do pai é ridículo, o fim da picada. E há os que o defendem de graça, porque o seus defensores advogados cobram milhões por isso.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

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ALTO NÍVEL

Durante seu depoimento em Curitiba se observavam atrás de Lula rostos conhecidos no meio jurídico, advogados competentes e caros. A pergunta que não quer calar: de onde vem o dinheiro para pagar esta constelação de altíssimo nível profissional e "remuneratório"?

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

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DESRESPEITO

A audiência de quarta-feira mostrou como advogados desesperados podem se comportar. Não pedem licença ao juiz para falar, interrompem-no continuamente, criticam-no. O réu, bem, deste nunca se esperou a verdade. Não explicou nada, não esclareceu nada, só piorou sua situação. Será condenado. Esse depoimento faz parte da nossa triste história. De quando uma organização criminosa destruiu um país. Queremos, agora, o fim desta novela de horror. Salve, Moro!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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'FORÇA DE EXPRESSÃO'    

Ao ser questionado em juízo sobre as ameaças de "mandar prender os que o acusam", disse Lula em alto e bom som que "era força de expressão de palanque". E ainda tem quem acredite, até supostos intelectuais, na palavra do ex-presidente. É muito triste.

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

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CAMINHO ABERTO

"Força de expressão", explicou Lula a Moro para justificar a ameaça de algum dia prender agentes públicos. Durante as 5 horas de interrogatório Lula fez o que sempre faz: mentir. Aí, sim, ele atingiu 50 mil, não de público em Curitiba, mas das mentiras que o elegeram, sustentaram e enganaram o povo, porém não funcionam mais. Lula está acabado e o risco de comoção não ameaça mais. O caminho para o Brasil está, finalmente, aberto. Basta dar o próximo passo.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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CURITIBA NA VIDA DE LULA

Foi em São Bernardo do Campo (SP) na década de 70 do século passado que o ex-metalúrgico Lula ascendeu com a sua CUT, para a vida pública do País. E democraticamente por dois mandatos assumiu o Palácio do Planalto. Porém, este seu depoimento em Curitiba ao juiz Sérgio Moro, como réu pela 5.ª vez na Lava Jato, com real possibilidade de ser condenado e preso nos próximos meses, certamente poderá marcar o fim de sua carreira política. Esta passagem melancólica de Lula pela bela capital paranaense também fica para a história desta nação, porque este ex-presidente, pelo honroso cargo que ocupou na República, jamais foi cúmplice da ética, não respeitou as nossas instituições e tampouco o voto popular. Ou seja, como jamais vai admitir, Lula desgraçou a imagem do País, deixa ainda uma herança: o lamaçal da corrupção e destruição da nossa economia nas costas dos 205 milhões de brasileiros.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DISCURSO FINAL

Depois de inquirido pelo juiz Sérgio Moro e totalmente extenuado de tanto mentir, Lula encheu o peito e discursou para sua tigrada afirmando que, "se tem um brasileiro, se tem um ser humano que quer saber toda a verdade, esse alguém é...", e alguém da plateia berrou: "esse alguém é o Sérgio Moro!" Muda, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MANIFESTANTES

Na quarta-feira houve uma manifestação "pró-Lula" em Curitiba tendo como pretexto o interrogatório do ex-presidente à Justiça Federal. Os participantes afirmam que havia 50 mil pessoas naquela manifestação. Segundo ouvi de um jornalista, teriam sido 10 mil, ou, segundo outro, 5 mil. Fiquemos com o menor número: 5 mil participantes. Houve, é claro, despesas: transporte, alimentação, camisetas, faixas, cartazes, propaganda prévia, organização, etc. Imagino que cada participante deva ter custado no mínimo R$ 500. 5 mil participantes, a R$ 500 por cabeça, dá uma despesa de R$ 2.500.000,00. Pergunto: quem pagou? E os participantes, presume-se, eram trabalhadores. Seus bondosos patrões os dispensaram do trabalho para irem a Curitiba? Ou foram os próprios bondosos patrões que arcaram com a despesa?

Sarah Barbosa sarahdecfontesbarbosa@gmail.com

São Paulo

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IMPOSTO SINDICAL É PARA ISTO?

Viram o tamanho da caravana de desocupados indo prestigiar o responsável por ter quase falido o País e provocado o maior rombo econômico de toda a história republicana brasileira, provavelmente custeada com recursos advindo do Imposto Sindical? Foi para isso que Lula, em seu governo, dispensou os sindicatos de prestarem contas aos contribuintes do uso deste maldito e injusto imposto sugador do suor dos trabalhadores?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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O TRISTE ESPETÁCULO DE CURITIBA

Para garantir a ordem pública em Curitiba no "Lula Day" foram mobilizados 800 homens das Polícias Civil, Militar, Rodoviária Estadual e Federal, além da própria Polícia Federal. Os manifestantes mobilizados e financiados pela CUT e pelo MST chagaram em mais de 120 ônibus. O depoimento foi acompanhado por Dilma Rousseff e por poucos parlamentares que não têm nada melhor a fazer com nosso suado dinheiro. Perdeu o Brasil, que saiu mais dividido ainda, porque alguns manipuladores das massas estão tentando tapar o sol com peneira, leia-se salvar Lula de seus próprios atos de corrupção, abuso de poder e obstrução da Justiça. Acorde, Brasil!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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LAMENTÁVEL

Toda esta demonstração coordenada por grupos específicos, em suposta solidariedade a um penta-réu, colocou o País em posição vexatória diante do resto do mundo. Apesar de ter sido reiterado em várias ocasiões pelo juiz Sérgio Moro que o depoimento do referido cidadão deveria ser interpretado como acontecimento normal dentro de um processo da Justiça, armou-se em torno do evento um espetáculo circense turbinado por ampla e injustificada cobertura midiática que, em pleno dia útil, parou uma cidade e obrigou os setores de segurança a deslocamentos maciços de tropas. Tudo muito lamentável.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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APOIO CURITIBANO

Além do desemprego de 14 milhões, a promoção da vadiagem síndico-mortadelo-parlamentar...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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TOQUEMOS EM FRENTE

Tanto se fala de Lula e da Lava Jato, pessoas são a favor, outras contra, que nosso país cada vez se afunda mais, sendo assunto de repercussão nos tabloides internacionais. Pessoas se manifestam contra ou a favor de políticos enquanto temos fome, seca e miséria em nosso país, crianças drogadas em nossas ruas e falta de segurança para o brasileiro. Com isso, o que seria para repercutir em nível nacional seria esta desgraça em que vivemos no dia a dia. Devolvam aos cofres públicos a grana roubada e vamos ver ser melhora este país. Chega de blá, blá, blá e toquemos nosso país para a frente.

Gabriel Dias gdsvieira@yahoo.com.br

São Paulo

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A GUERRA CARIOCA

Chamar o Exército sem ordem para matar, só para fazer pose... Não vai dar certo. Forças Armadas só ocupam território depois de conquistado à bala.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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SOBRE OMISSÃO

Na semana que passou foi noticiado um fato que gerou muita discussão, indignação e justa revolta em grande parte dos que dele tomaram conhecimento. Um morador de rua foi brutalmente agredido por guardas municipais, quando se recusou a entregar seus pertences, que levava num carrinho de supermercado. Nada pode justificar a atitude dos guardas, que demonstraram não estar minimamente preparados para agir em casos como este, merecendo por isso a mais severa punição. Entretanto, há outro aspecto a considerar nesse episódio: a omissão. Entre os defeitos que um administrador público/governante pode ter, além da incompetência, indolência, inoperância, falta de ética, corrupção, negligência, etc., o maior de todos é, sem dúvida, a omissão. Este defeito tem a característica de apresentar seus resultados nefastos não só no momento em que ocorre, mas consequências negativas de longo prazo. Um bom exemplo ocorre apoiado no direito de livre circulação, que garante a qualquer cidadão andar pelos logradouros públicos em geral, sem restrições. Ocorre que, quando esses indivíduos são pobres, mendigos, indigentes, todos dignos da maior comiseração pela terrível situação social em que se encontram, aparece uma distorção desse direito. É claro que eles têm todo o direito de circular livremente, mas não têm o direito de ocupar locais públicos para montar barraquinhas com paredes de papelão, dormir sobre colchões e cobertores atirados na calçada, fazer uso de drogas, tomar suas refeições nesses locais espalhando restos de comida pelo chão e, o que é pior, fazendo suas necessidades fisiológicas no meio das ruas. Essa extensão do direito de livre circulação não existe e as autoridades públicas/governantes têm a obrigação de impedi-la, conduzindo esses pobres coitados para locais adequados como abrigos ou albergues, queiram eles ou não. Se não quiserem, têm de ser conduzidos ainda que, usando uma expressão muito em voga, coercitivamente. E o que fazem os responsáveis ou irresponsáveis? Há décadas se omitem, temendo a repercussão negativa que uma ação contra essa anomalia social possa ter na imprensa, junto a políticos oportunistas, ONGs de direitos humanos (parciais), padres (comunistas/socialistas) que sempre aparecem para assumir hipocritamente a defesa dos "pobres e oprimidos". Essa omissão das autoridades/governantes é lamentável, vergonhosa, chegando mesmo a ser criminosa.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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'HOUVE ESCRAVIDÃO NO BRASIL?'

Senhores, a título de colaboração, gostaria de contribuir com o artigo "Houve escravidão no Brasil?" (10/5, C8), de Leandro Karnal, em razão de livro que li há muitos anos, de um dos maiores historiadores brasileiros, José Honório Rodrigues, de onde destaco dois episódios que falam por si sós: 1) no dia 8 de setembro de 1822, o deputado José Bonifácio de Andrada e Silva, o "patriarca da Independência", disse em seu discurso na Câmara dos Deputados que o Brasil só poderia de fato se considerar independente quando tivesse sido eliminado o regime de escravidão em nosso país. Isso só ocorreu 66 anos depois; e 2) o Brasil foi o penúltimo país a abolir a escravidão nas Américas, só perdendo para Cuba. Portanto, não há que falar em "(...) caráter benigno da escravidão tupiniquim".

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

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SONEGADORES NÃO

Como assinante e leitor do "Estadão" há décadas, permito-me discordar da manchete de quarta-feira: "União perde R$ 18 bi por ano com benefício a sonegador". O Refis não é um benefício a sonegadores, pois sonegador não declara dívida! Assim, trata-se de um benefício a inadimplentes, e não a sonegadores, sendo possível até questionar as razões da inadimplência, porém, uma vez inadimplente, os prejuízos são grandes e as dificuldades em quitar o débito por vezes podem inviabilizar a sobrevivência das empresas, razão pela qual o instrumento do Refis é valido no sentido de possibilitar a ambas as partes a solução do problema. Ou seja, o governo recebe o que lhe é devido e a empresa, mediante o parcelamento, consegue quitar seus débitos com o governo e prosseguir em suas atividades. O mesmo acontece com pessoas físicas que têm seu nome incluso no cadastro negativo e procuram a instituição a fim de encontrar um mecanismo para quitar seus débitos, mediante parcelamentos e redução de multas e juros. As empresas incluídas no cadastro de inadimplentes da Fazenda pública não são sonegadoras, as sonegadoras jamais constam do cadastro, pois não declaram, sonegam a dívida tributária, não necessitando do mecanismo do Refis. As empresas que agem dentro da lei muitas vezes necessitam do Refis, dado que em momento de alguma dificuldade - momentos estes que não faltam em nosso país -, não conseguiram cumprir com o devido pagamento, que se avoluma em muito com o acréscimo de  multas e juros. Como sindicato patronal, temos absoluta convicção da validade do instrumento do Refis como forma de solução das dívidas tributárias que atormentam a vida de empresas e empresários que agem dentro das leis e normas que regem as suas atividades.

Marco Aurelio Sprovieri, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material Elétrico e Aparelhos Eletrodomésticos no Estado de São Paulo msprovieri@sincoeletrico.com.br

São Paulo

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REFIS

Não deve haver Refis nem na compra de votos para reformas.  Os contribuintes, que sempre pagam, também pagam pelos espertos que deveriam enfrentar o oficial de Justiça.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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IGNORÂNCIA

Parece-me que a Receita só se preocupa com a perda de multas e de juros, não se importando com empresas em dificuldades, prestes a falir, em consequência da péssima condução econômica da Fazenda e da Recita nestes últimos anos, provocando tremenda recessão e desempregando milhões de trabalhadores no Brasil. Segundo pensamento do secretário da Receita, as empresas não estão recolhendo os tributos por mero capricho, esperando lucrar com as benesses da lei. Quanta ignorância, ele não sabe que as dívidas impedem de ter crédito com bancos e fornecedores, obrigando-as a adquirirem matérias-primas à vista, e ainda sendo forçadas a financiar seus clientes, pagando juros escorchantes aos agiotas do mercado. Sem este Refis, no momento, milhares de empresas falirão, deixando mais e mais desempregados, e a tendência da Receita é de nem receber os principais quando essas empresas falirem.

Massatoshi Sakurada masak@uol.com.br

Guarulhos

 

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