Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

21 Maio 2017 | 05h00

CRISE POLÍTICA

Lei Maior

Segundo Konrad Hesse, juiz da Suprema Corte alemã no século 20 e referência mundial em Direito Constitucional, é na hora das crises que a Constituição deve mostrar sua força como elemento de estabilidade institucional, não sendo uma mera “folha de papel” subordinada aos fatores reais de poder – estes, marcados por instabilidades, como a que vemos agora. Pedir eleições diretas afronta a Carta Magna de 1988, bem como o impeachment ou a cassação do sr. presidente da República seriam um desserviço ao Brasil.

Thieser Farias

thieserfarias94@yahoo.com.br

Santa Maria (RS)

Muito barulho por nada

A armação contra Michel Temer é de um primarismo chocante. A denúncia de crime cometido pelo presidente em conluio com empresário da JBS abalou as bases do governo, provocando queda da Bolsa, subida do dólar, correrias entre políticos e jornalistas, especulações sobre eleições diretas ou indiretas, um tumulto que antevia catástrofe iminente. Aguardava-se a tal fita gravada da conversa, prova final que poria Temer contra a parede, forçando sua renúncia. Ouviu-se a fita: muitas partes mal se entendem, o que Temer falava e em que contexto, interrupções contínuas, barulhos não identificados. Enfim, uma prova que não prova nada. Compreende-se que o presidente insista em não renunciar, diante desse pacote mal acabado. Só não se sabe ainda quem foram os pais desse imbróglio. Uma coisa é certa: houve uma tentativa de desestabilizar o governo. O tiro saiu pela culatra. Precisam inventar outra.

Regina Ulhôa Cintra

reginaulhoa13@outlook.com

São Paulo

Temos pressa

Esperamos que esta situação em que puseram o País seja solucionada o mais breve possível. O Brasil não pode parar, principalmente quando está saindo da crise criada pelo PT.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

Povo roubado

O quadro já comprovado é de que grandes grupos se locupletaram com o dinheiro do nosso povo, criminosamente. Continuarão os ladrões a gerir as empresas? Temos meios legais de fazer seu arresto e ressarcir o erário?

André C. Frohnknecht

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Agora os brasileiros ficaram sabendo por que falta dinheiro para saúde, educação, segurança, transporte, etc. Se devolvessem metade do que foi desviado, seríamos um povo feliz.

Delpino Verissimo da Costa

dcverissimo@gmail.com

São Paulo

Lições do episódio JBS

Ficou claro que os propinocratas não pararam de agir por causa da Lava Jato. Afinal, eles confiam no poder que detêm, nas leis que promulgam e na ignorância do eleitor. Julgam-se supremos. E com razão. Não temem nem o povo nem a Lava Jato e estão agindo a todo vapor para desmontá-la. São milhares as autoridades e os políticos comprometidos com os esquemas. Enquanto essa multidão continuar atuando não haverá solução para resgatar a credibilidade do País. Da lógica deles o futuro do Brasil não faz parte. E nunca fará, a não ser em suas propagandas eleitorais. A manutenção da impunidade e a continuidade dos seus negócios são os vetores que orientam suas decisões. Poder-se-ia continuar a lista ad nauseam, mas cito só mais um item: não há, na política brasileira, oposição contra nada disso – salvo raras exceções, que eles mantêm sob controle. Posso até estar errado em minha análise... Estou?

Jorge A. Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Reféns dos políticos

A democracia, conseguida a duras penas pelo povo brasileiro, tornou-se palco de um festival de bandalheiras que se renovam diariamente. Os nossos políticos, salvo honrosas exceções, há anos viciados em saquear impunemente, de forma direta ou indireta, o erário, perderam completamente a compostura. É uma endemia que transformou partidos políticos em eufemismo de quadrilha e criou a figura do descarado corruptor/delator, tão bandido quanto os políticos que corrompe. Esses últimos escândalos mostram que no País há uma luta entre os corruptos da oposição e os da situação. Nessa disputa suja o povo brasileiro acabou refém, sem ter quem o liberte do cativeiro em que se encontra.

Arnaldo Amado Ferreira Filho

amado1930@gmail.com

São Paulo

A corrupção é, de fato, endêmica no Brasil e não vai deixar de existir de uma hora para a outra. Será um processo longo, demorado, até que se criem sistemas de controle confiáveis e haja uma mudança de mentalidade em toda a sociedade. Que o Brasil e suas instituições sejam fortes para superar esse desafio.

Marcelo Rufino Bonder

marcelobonder@hotmail.com

Paraguaçu Paulista

Confiança

A Justiça brasileira é o último refúgio, a última esperança. Precisa dar sinais de confiabilidade à população. Se o Judiciário falhar nas investigações, pode haver uma crise de confiança sistêmica. Daí, salve-se quem puder!

Mario Miguel

mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

A hora e a vez do STF

Que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) esqueçam por alguns instantes a sua verborrágica erudição e assumam a histórica missão de pôr o Brasil no rumo dos países sérios, que cultuam as leis, e mandem prender os corruptos, que acabaram com o orgulho do nosso povo de ser brasileiro. Que não fique tal responsabilidade somente sobre os ombros do jovem e honrado juiz Sergio Moro.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br 

Valinhos

Limpeza completa

Está comprovado que a Lava Jato não tem partido nem votação popular, mas é ela que defende o povo. Já os políticos, eleitos representantes da população, são seus verdadeiros inimigos. Esse Robin Hood às avessas, que tira dos pobres para dar aos ricos, em forma de impostos, taxas, contribuições, esquemas, propinas, juros, BNDES, Correios, CEF, BB, Petrobrás e sabe-se lá mais o quê, só persiste por décadas porque temos uma Justiça que não funciona e um povo que se acomodou e aceitou ser usado como massa de manobra. Parece que, finalmente, acordamos. A limpeza tarda, esperemos que não falhe!

Mário Issa

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

BRASIL SEQUESTRADO

O Brasil assiste estarrecido às grandes corporações sequestrarem o País, enriquecerem e, depois, pedirem desculpas. O povo foi ignorado e 1.890 políticos foram comprados. Triste constatar que tudo foi possível com dinheiro meu, seu, enfim, do BNDES, da Petrobrás, etc. Cabe, aqui, citar o maior grupo de ensino do País, o Kroton, de propriedade do senhor Walfrido Mares Guia, a Odebrecht e a JBS, que, de um simples açougue em Goiás, tornou-se a maior empresa de proteína animal do mundo. Todos enriqueceram com o dinheiro dos brasileiros, e o saldo são mais de 14 milhões de desempregados e o País mergulhado na maior recessão de que já se teve notícias. Esses fatos dão a dimensão dos roubos nestes anos todos. Enquanto se brinca que, de um lado, temos os coxinhas e, do outro, os mortadelas, é preciso ter em mente que hoje somos um bando de pamonhas que foi enganado, trapaceado e roubado. Esse é o retrato do Brasil, e grande parte da população ainda não se deu conta do estrago feito e de suas maléficas consequências, o que é um bom sinal para os políticos canalhas de plantão.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ELES NÃO PARAM

O problema do Brasil: as falcatruas não param de acontecer. E, ainda, na maior cara de pau... Que país é este?

Alice A. Câmara de Paula

alicearruda@gmail.com

São Paulo

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POMAR CONTAMINADO

Assistindo às delações da Odebrecht e de Joesley Batista, da JBS, concluímos que não temos maçãs podres na política nacional, nem mesmo macieiras podres. A triste realidade é que todo o pomar está podre e contaminado com os mais diversos tipos de pragas.

Ely Weinstein

elyw@terra.com.br

São Paulo

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RESISTIREMOS

Temos 205 milhões de pessoas neste país. Estamos vendo uma chuva de notícias ruins, que nos envergonham, enfurecem e entristecem. A quantidade de dinheiro roubado daria para transformar nosso Brasil num país de melhores condições de vida para todos e, principalmente, criar um ambiente de otimismo para o futuro. O que está sendo roubado mostra que não somos um país pobre, mas, sim, um país injusto, corrupto e burro. Mas não é por causa de um bando de políticos e empresários criminosos, liderados por Lula, Temer, Odebrecht, Joesley e outros vigaristas, e mesmo tendo um bando de militantes idiotizados por um discurso mentiroso ou outro tanto de apáticos, que nosso país vai cair. Somos mais do que isso. Entre os 205 milhões há uma grande quantidade de pessoas de bem, trabalhadores incansáveis, pessoas honestas, pesquisadores, médicos, professoras, policiais, pedreiros, engenheiros, operários, empregadas, motoristas, contadores, estudantes, empresários, atletas e artistas que querem e vão fazer um país melhor. O Brasil é maior que o buraco de lama em que nos meteram. O Brasil tem mais luz que este momento de escuridão. Uma renovação completa de costumes, ações, ideias e pessoas na vida pública é o que precisamos. Hoje. Agora.

André Luis Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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SEM PRECIPITAÇÃO

Derrubar Temer sem apurar, isso, sim, é golpe. Mais uma vez o Brasil é vítima da precipitação, do pré-julgamento e até da má-fé. O vazamento de trechos da conversa de Joesley Batista com o presidente Michel Temer abriu uma crise política e econômica de proporções imprevisíveis. Mas a gravação, liberada na quinta-feira, mostrou que não era tudo aquilo. Não ficou claro que Temer teria anuído pagar propina a Eduardo Cunha em troca do silêncio. Só a apuração do Supremo Tribunal Federal (STF), analisando as falas e o contexto, poderá chegar a uma conclusão. A pressão pela renúncia ou o impeachment é tentativa de condenar sem apurar. O Brasil já sofreu pesados prejuízos com o mau encaminhamento da Operação Carne Fraca. A tentativa de simplesmente jogar Temer aos leões é um erro que para o governo, debilita a economia e impõe mais sofrimento ao povo. Se houve erro, ele deve pagar, mas antes há que esclarecer tudo. Do contrário, aí, sim, será golpe.

Dirceu Cardoso Gonçalves 

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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O FURO

A grande empresa de comunicação, por seu jornal e TVs, apresentou um “furo” de reportagem, criminalizando o presidente com grande espalhafato, sem antes tê-lo ouvido, sem dar a ele a chance de defesa. Por mais de 24 horas todo mundo aceitou que o que a empresa divulgara era expressão da verdade. Caíram bolsas, o valor do real, a confiança no Brasil, o ímpeto de executar as reformas, etc. Nesse mesmo tempo, aproveitadores locupletaram-se onde puderam. Agora, que se vê que não era tão bem assim, o que a grande empresa de comunicação vai fazer? Vai indenizar o País e os prejudicados? Quem ganhou com isso?

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

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DESTAQUE

Muito estranho o destaque dado pela Globo quanto a Temer ter “dado aval” a Joesley para comprar o silêncio de Eduardo Cunha. Lendo e ouvindo as gravações, dá para notar que a frase “tem de manter isso, viu” foi dita pelo presidente antes de o empresário falar em “mesada” para Cunha. Muito estranho ainda que, convenientemente, na data da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os irmãos delatores se encontrem em “exílio dourado” em Nova York e, pelo acordo fechado, não serão processados nem vão usar tornozeleiras, e só vão pagar multa de R$ 250 milhões (valor inicialmente estipulado). Só com o lucro da compra antecipada de dólares (mais de US$ 1 bilhão) feita no dia anterior da divulgação da conversa com Temer, os irmãos Batista vão pagar essa pechincha e ainda levar um troco. Dos bilhões recebidos do BNDES durante os governos petistas, não falam nada. Sobre os US$ 80 milhões que disseram ter pago a Lula e a Dilma Rousseff, nenhum destaque por quem apresentou, primeiramente, os “furos”.

Éllis A. Oliveira

elliscnh@hotmail.com

Cunha

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REVOLTANTE

Povo fanático é isto: em vez de ir para as ruas contra Temer, deveriam fazê-lo contra os irmãos Batista, que não vão usar tornozeleira, morarão nos EUA e querem negociar a multa com a Justiça, diminuindo o valor de R$ 225 milhões – quando receberam do BNDES “empréstimos” de R$ 8 bilhões, que não quitaram, mas com o que puderam comprar empresas no exterior, gerando empregos lá fora. Eles cresceram de 2004 em diante nos governos Lula/Dilma (sic)! Os irmãos JBS, que já sabiam dos inquéritos, ficaram esperando seus advogados nos EUA resolverem a leniência de suas empresas lá fora, pois não poderiam mais atuar caso fossem presos. Para ficarem numa boa, livrarem-se da prisão e também suas empresas lá fora, fizeram as gravações e acabaram com o Brasil, tão debilitado. Divulgaram uma carta nos EUA pedindo desculpas aos brasileiros e tiveram o desplante de dizer que nos anos em que estão nos EUA nunca tiveram de pagar propinas. Mas por que fizeram isso aqui, e não denunciaram? A Justiça brasileira tinha de fazê-los cumprir prisão aqui. Temer errou ao receber este cara e não denunciá-lo à Justiça, e tem de ser investigado.

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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CASA DA MÃE JOESLEY

Por qual motivo o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha recebia R$ 500 mil por semana? Cunha deve saber de muita coisa suja dos parlamentares brasileiros. Quem é que garante que Cunha não recebe mais dinheiro de outros empresários? As duas casas parlamentares pararam após a delação de Joesley Batista. Muitos senadores e deputados federais estão apavorados, pois têm espaço para todos no lamaçal de dinheiro roubado dos cofres públicos. Ficamos estarrecidos com os escândalos ligados aos empreendimentos da Petrobrás, mas ainda faltam o BNDES, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e empresas do setor elétrico. Aos poucos, vamos entendendo para onde vai a maior parte do dinheiro arrecadado em impostos no Brasil.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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GOLPE DA JBS

Com ou sem culpa de Temer, o fato é que os irmãos donos da JBS inescrupulosamente usaram premeditadamente em risco calculado daquilo que sabiam que seriam os efeitos das gravações para auferir lucros gigantescos com o dólar e a venda de suas ações! Estão mais ricos do que nunca, e graças a um STF covarde. Estão impunes, vivendo em Nova York! O Brasil e seu povo que se danem, no pensar avarento destes dois.

Paulo Boccato

pofboccato@yahoo.com.br

São Paulo

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FIM

Os irmãos Batista me lembram do fim de novela, dando uma banana para o Brasil.

Moises Goldstein

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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CÂMBIO

Será que não existe nenhum ser pensante ou no mínimo curioso para rastrear as operações de câmbio efetuadas, nos último meses, pelo Grupo JBS? O “Estadão” (19/4, B2) apresentou um cálculo do “ganho” pelo grupo, com a valorização da moeda americana, de cerca de US$ 1 bilhão, motivada pela divulgação das declarações gravadas pelos “irmãos metralha”. Se condenados a algumas décadas de prisão, serão beneficiados pelas suas altruísticas delações premiadas, tendo suas penas reduzidas para algumas semanas, que serão transformadas em prisões domiciliares e ao pagamento de multas, que serão facilmente cobertas pelas brilhantes operações financeiras realizadas.

Luiz Antônio Alves de Souza 

zam@uol.com.br

São Paulo

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FÁBULA

Acuado pelos caçadores, o lobo inescrupuloso buscava uma fábula tenebrosa para tentar diminuir seu castigo. A raposa felpuda, em raro momento de ingenuidade, caiu na armadilha e respondeu por monossílabos a uma conversa surreal e pouco inteligível (para ela). O fabulista do Globo, sequioso pelo “furo”, transformou a conversa (quase) anódina numa hecatombe, no que foi seguido pelos seus colegas. E jogaram fogo na cinza quase apagada da tigrada esquálida, que reviveu e saiu aos gritos pelas ruas. Num momento em que precisamos da união da sociedade para reerguer o País, estas tristes personagens se uniram para empurrá-lo precipício abaixo. Nesta fábula ninguém é Chapeuzinho Vermelho...

César Garcia

cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

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DELAÇÕES, UM BOM NEGÓCIO?

Seguramente, não é o caso de considerar Michel Temer um santo, mas as provas, acachapantes até quinta-feira, já parecem menos sólidas. E agora? Por ora, o que vai acontecer doravante só os privilegiados que tiverem, por alguma mágica, acesso aos jornais dos próximos dias poderão afirmar. Mas o mal está feito. As notícias repercutiram no mundo inteiro, com danos de impossível mensuração. Enquanto isso, em Pindorama, nossos dignos representantes afirmam não poder discutir as reformas. Não há clima, dizem. Além das mordomias, precisam de clima. Provavelmente, envolvidos no atual torvelinho, a exemplo do presidente Gerald Ford, de quem seus detratores diziam que era incapaz de andar e mascar chicletes ao mesmo tempo, são incapazes de fazer duas coisas ao mesmo tempo: reagir  ao tsunami e tocar as reformas, cujo objetivo é tirar o País do atoleiro, não prejudicar os pobres, como falsamente alardeia a trupe do “quanto pior, melhor”. Resta apurar, e a Comissão de Valores Mobiliários o está fazendo, se as compras de dólares, pelas mesas de câmbio da JBS, às vésperas da “bomba” – operação que teria rendido à JBS um ganho da ordem de grandeza da multa que foi imposta aos delatores –, não deveriam ser canceladas. Afinal, a ser isso verdade, como na outra ponta estava a pátria amada, em nome da qual o Banco Central atuava, vendendo dólares para acalmar o mercado, o grupo teria realizado (sempre no condicional) uma operação no mínimo reprovável, à custa de quem?

Alexandru Solomon

Alex101243@gmail.com

São Paulo

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FORA TEMER?

Dilma Rousseff é desonesta e acabou com o Brasil em seis anos. Michel Temer é desonesto, mas estava começando a endireitar o Brasil em um ano. Dizer que político é desonesto é pura redundância. Falta pouco para ele sair. Não seria melhor deixar as coisas irem melhorando? Tirá-lo significa perder um bom tempo e quem o substituir certamente não terá ficha limpa e pode fazer pior do que ele.

Geraldo Siffert Junior

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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O BRASIL HOJE

É preferível termos o presidente Temer governando com base menor no Congresso do que acontecerem novas eleições, o que seria prejudicial para o País.

Victório Canteruccio

vicv@terra.com.br

São Paulo

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IDEAL

No momento o País está numa situação como o PT sempre quis: quanto pior, melhor.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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ÚLTIMOS RECURSOS

Afinal, quem estava achando que o PT ia entregar o poder de mão beijada? Eu não estava.

Sergio S. de Oliveira

soliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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NOCAUTE

Inadmissível Temer permitir em sua residência aquele moço com conversa de gângster, em audiência secreta, ao que parece. A residência oficial não pode ser valhacouto desse tipo de gente. Descarto, por embotado demais, o clichê “tapa no rosto do povo”; aquilo na verdade foi um arrasador murro debaixo do queixo, que pôs a República a nocaute. Prepare o costado, meu caro presidente, a chibata vai comer solta, e aqueles que antes o prestigiavam estarão pouco se lixando para o flagelo que, por lastimável incúria, o senhor chamou para si.

Joaquim Quintino Filho

jqf@terra.com.br

Pirassununga

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INGENUIDADE PALACIANA

Desde o início do mandato, depois do impeachment da presidente Dilma, uma verdadeira procela de pragas e maldições foram despejadas sobre Michel Temer, como se fossem lançadas depois de uma assembleia geral de todas as bruxas de Salem, tendo como local o Monte Calvo. É bem verdade que o presidente não se imunizou, não considerou que a carne é fraca mas que, na política, ela é JBS. Ingênuo Temer não é. A malícia política ausente só se sustenta diante do poder financeiro do rei mundial da proteína, Joesley Batista, provedor de campanhas milionárias dos grandes partidos políticos. Seja quem fosse, com exceção do papa, só deveria dialogar no Palácio do Planalto depois que o interlocutor passasse por rigoroso rastreamento. Na conversa com Temer, Joesley portava de forma premeditada um gravador, com a intenção conspiratória de comprometer o presidente. A delação do dono da JBS deveria ser acompanhada de sua prisão. Quem é o corruptor e quem é o corrompido? Ambos. Uma coisa é inegável, todo este lamaçal pútrido teve o criacionismo do PT no período em que desgovernou o País. O caos está instalado. Quando virá o Fiat Lux?

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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VAMOS ENCARAR?

Um presidente da República não pode e não deveria receber ninguém clandestinamente na calada da noite, em sua residência, ponto. Só faria se fosse alguém a quem ele deva muitos favores ($$$), para colocar em risco a Nação. O que o presidente Michel Temer fez não tem desculpa, e ele deve sair do poder. No entanto, devemos ser veementemente contra o movimento que estão fazendo na Câmara para aprovar “PEC das Diretas Já”, porque dará oportunidade para velhos abutres tentarem se eleger para comer o que restou da carniça Brasilis. Que saia Temer. Que sigamos o que manda a Constituição. Eleição indireta já. Senão o povo, que pensa como gado, poderá fazer escolhas que afundarão mais ainda o País. Estão se alvoroçando muitos dos mesmos que arrobaram os cofres públicos, porque o fim nunca foi apenas dinheiro, e, sim, poder para sempre! Vamos encarar?

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CONSTITUINTE

A crise atual envolve o Executivo federal, o Congresso e o Poder Judiciário. Mas a solução não pode depender destes setores. Mais do que nunca é necessária a discussão de um novo sistema de governo, que passa por uma Constituinte, em que seus integrantes não tenham mandatos. É a única solução para acabar com tanta trapaça e ações irregulares, usando ou não o dinheiro público, de forma direta ou indireta.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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O VERDADEIRO CULPADO

O grande culpado pela tragédia que o Brasil enfrenta é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bastaria que este órgão tivesse cumprido o seu dever com um mínimo de competência e presteza e o País não estaria vivendo este pesadelo. Um tribunal que não tem mais nada para fazer além de analisar e julgar as contas das campanhas políticas, mas em todos esses anos não foi capaz de apresentar qualquer conclusão sobre as contas da chapa eleita para presidir a República, quando até as sombras das árvores já sabem que houve farto uso de caixa 2, quando qualquer criança já entendeu que houve uso de dinheiro do crime organizado para eleger a chapa Dilma/Temer, este tribunal deveria ser fechado e seus membros deveriam responder criminalidade pelo sua omissão. O presidente do TSE e ministro do STF está em viagem a São Petersburgo, na Rússia, fazendo sabe-se lá o que, enquanto o País pega fogo. O Brasil será um grande país quando os funcionários públicos como o ministro Gilmar Mendes tiverem de cumprir prazos e metas e puderem ser demitidos por justa causa.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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O FIM DE AÉCIO NEVES

Infelizmente, o neto do já falecido Tancredo Neves, o senador Aécio Neves (PSDB), que recebeu 51 milhões de votos em 2014, no segundo turno, como candidato ao Planalto, preferiu ser um dos atores desta corrupção da era petista. Além de outras denúncias que recebeu na Lava Jato, na delação dos diretores do Grupo JBS fica muito nítida, com as provas que estão sendo apresentadas e noticiadas, a sua participação em ilícitos. Neste lamaçal da corrupção que atinge as nossas instituições, mais uma vez o eleitor se sente traído por políticos que não honram o voto que recebem nas urnas. Este é, também, o caso do tucano Aécio Neves, que deve encerrar melancolicamente sua carreira política.

Paulo Panossian

paulopanossian@jotmail.com

São Carlos

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EXPLICAÇÃO

A explicação de Aécio Neves de que recebeu, sim, dinheiro da JBS, mas como “empréstimo”, é excelente. Só faltou apresentar o contrato que formalizou a operação. 

Jorge Alberto Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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EMPRÉSTIMO

Sobre as justificativas do “empréstimo” de R$ 2 milhões que Aécio Neves recebeu de seu bom amigo Joesley Batista, da Friboi, gostaria de fazer algumas perguntas a Aécio: 1) Qual era o apartamento que o sr. pretendia vender para pagar a gentileza? Em sua declaração de bens só havia dois apartamentos, um no Rio de Janeiro, na Avenida Epitácio Pessoa, em Ipanema, valendo R$ 110 mil (isso mesmo, R$ 110 mil!), e outro em Belo Horizonte, valendo R$ 222 mil. 2) Há algum documento (contrato, recibo, promissória, etc.) que comprove a transação, ou foi tudo na base da confiança? 3) Por último, mas não menos importante: já que era tudo legal, por que transportar o dinheiro em malas, ao invés de fazer uma transferência bancária? Não é perigoso, senador? Só perguntei...

Luciano Nogueira Marmontel

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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PRISÃO

Por mais que o senador Aécio Neves tenha saído pela tangente do Senado na quarta-feira, quando veio à tona o teor da conversa que teve com Joesley Batista, o senador já está preso: preso num mar de lamas, preso a suspeitas nada positivas.

Leandro Ferreira

leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

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FALTA DE RESPEITO!

No Brasil não se respeita nem fila: Aécio será preso antes do Lula!

Milton Bulach

mbulach@gmail.com

Campinas

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A PERGUNTA DE US$ 1 MILHÃO

Depois do naufrágio à Titanic de Aécio Neves, do eterno mimimi da “incompetenta ex-presidenta”, logo mais “detenta”, sra. Dilma, e da maldição de Eduardo Cunha, eis a pergunta de US$ 1 milhão: e Lula? O quê? Vocês já sabem o quê. Aquilo que todos esperamos, que justiça – finalmente – seja feita.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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REFORMA POLÍTICA

O relator da reforma política, deputado Vicente Candido (PT-SP), incluiu no seu parecer a possibilidade de partidos e políticos financiarem dívidas e multas aplicadas pela Justiça Eleitoral; lista fechada nas eleições proporcionais, em que os eleitores não votariam mais nos candidatos, mas, sim, no partido e, consequentemente, numa lista fechada; e, finalmente, a criação de um Fundo Partidário exclusivo para campanhas, com um aporte de R$ 1,9 bilhão para o primeiro turno e R$ 285 milhões para os segundo turno. Primeiramente, este Congresso que aí está não tem o mínimo de credibilidade, e muito o menos o partido do ilustre deputado, para propor uma nova lei ou mesmo um novo código eleitoral. Mais de 50% dos membros daquela Casa estão envolvidos com denúncias de corrupção e mau uso do dinheiro público. Outra fórmula deveria ser buscada, como a eleição de membros específicos com essa finalidade ou mesmo designação de um grupo de pessoas de nobre saber da sociedade civil, com essa missão específica, e de uma maneira ou de outra esses membros não poderiam ser candidatos a nada nos próximos quatro anos. Quanto aos itens financiamento de multas e dívidas de partidos, é um tremendo absurdo o povo pagar pelos desmandos tanto do partido quanto dos políticos. A penalidade tem de ser exclusiva deles, inclusive com o afastamento da vida pública e a liquidação dessas dívidas com recursos específicos dos envolvidos e de origem lícita.

Carlos Sulzer

csulzer@terra.com.br

Santos

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