Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

25 Maio 2017 | 03h05

CRISE POLÍTICA

O Brasil pede socorro

Economia e política são ciências humanas. Qualquer que seja a apreciação que se faça, principalmente na situação gravíssima em que estamos, não se podem buscar soluções fora desses parâmetros ao contemplar o Brasil e suas mazelas. Assim, é urgente que pensemos no povo e no País. Outras considerações se tornam menores, mesmo que tragam argumentos morais a justificá-las. É o caso do obscuro episódio envolvendo a gravação que emboscou o presidente Michel Temer. Será que o povo brasileiro sairia lucrando com a saída de Temer e, mais ainda, com o retardo ou cancelamento das reformas trabalhista e da Previdência? A avaliação política e econômica que se está fazendo se aparta de um desígnio maior, que é o destino do Brasil e de um povo explorado e já exaurido. Do ponto de vista econômico, tudo o que o governo Temer fez, contrariando popularidade e interesses arraigados, foi uma enorme conquista social. Do ponto de vista político, o presidente usou o que tem à mão, um Congresso desacreditado moralmente, mas que foi eleito pelos brasileiros. E já foram aprovadas medidas de grande relevância e de interesse do País. É claro que seria preferível termos políticos de padrão sueco, mas não os temos, portanto, se quisermos avançar temos de aproveitar o que temos. Oxalá possamos pouco a pouco selecionar nossos dirigentes e políticos até atingirmos o patamar que todos desejamos. Por ora, fica, Temer, pelo bem do Brasil!

JOSE ED. BANDEIRA DE MELLO

josedumello@gmail.com

Itu

Pode ficar pior

Há um dito popular que diz: ruim com ele, pior sem ele. Embora o presidente da República tenha seus defeitos, até porque não somos uma sociedade de anjos e aquele que não tiver pecado atire a primeira pedra, não se pode negar que o País está começando a apresentar melhoras em sua economia, que foi esbulhada, vilipendiada e destroçada durante mais de 13 anos de desgoverno do partido que nem merece ter o nome pronunciado. Após as cenas protagonizadas pelos adeptos ensandecidos da jararaca, terça-feira, na comissão do Senado que trata da reforma trabalhista, inconformados com a perda do poder e pretendendo reavê-lo a qualquer custo, conclui-se que, se Jesus Cristo se apresentasse para substituir o atual chefe do governo, ele certamente seria crucificado novamente. Não há tranquilidade emocional, racionalidade, boa-fé e espírito público para discutir eleições indiretas ou diretas, porque a retomada do poder é o objetivo máximo, assim como a carniça é o dos abutres. Já se ouve até que já há quem pretenda mudar de partido para se apresentar como candidato à Presidência. Ora, se de acordo com delações já existem barganhas e compras de votos para a aprovação das matérias normalmente pautadas, pode-se imaginar o festival de barganhas que será a votação de matérias pertinentes à sucessão presidencial. Então, fiquemos com Temer até 31/12/2018, uma vez que haverá mais de um ano para examinar com calma o perfil dos candidatos, evitando-se soluções tomadas de afogadilho e permitindo que o eleitor tome consciência de que mau governo é fruto de má escolha.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Diretas já...

Já se ouvem nos grotões do PT gritos de “Lulla!”. Qualquer semelhança com as ovelhas de Orwell (A Revolução dos Bichos) ou com a multidão a gritar por Barrabás mostra quão longe estamos de respeitar a Constituição.

SÉRGIO NEVILLE HOLZMANN

holzmanns823@gmail.com

São Paulo

Minimizar a hecatombe

Aquela presidente que pior administrou o Brasil em décadas, gastou, mentiu horrores e, enfim, quebrou a Nação, provocando o maior desemprego e a pior recessão da nossa História, foi também atingida (ela e seu mentor, o Lula) pela delação da JBS e pertence a um partido moralmente condenado, que não tem a mínima condição de pedir a renúncia de Temer. Dilma Rousseff recusou-se a renunciar, mesmo com todas as provas contra ela e deixando o País sangrar, tendo seu fiel escudeiro José Eduardo Cardozo a defendê-la com unhas e dentes. Mesmo querendo consertar o desgoverno de Dilma, Temer é o rei da hora a estar nu e com a corda no pescoço, sob o domínio de vários atores políticos já denunciados em esquemas ilegais. Hipócritas! Pelo raciocínio exposto, Dilma legitima a resistência de Temer. Mas se é para depurar a Nação e aprovar as reformas, que venha logo alguém com senso de responsabilidade e capacidade de articulação com o Congresso, mantendo e ajudando o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a ao menos minimizar a hecatombe fiscal herdada do pior governo que o Brasil já teve, o do PT.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON

zambonelias@hotmail.com

Marília

Hipocritamente honestos

Seriam a propina e a corrupção deslavada a garantia da independência entre os Poderes ainda constituídos? Por que se propõe agora mudança na Constituição, para que o povo decida sobre a sucessão no governo, arrasado pelos próprios parlamentares? Até hoje estiveram de olhos vendados a tudo o que acontecia debaixo do nariz deles, fingiam não sentir o mau cheiro. E o povo é que vai decidir o futuro político? Por que paralisar as reformas em pauta, com a desculpa de antes terem de ser analisados os pedidos de impeachment do presidente Temer? O Legislativo deveria voltar-se para as necessidades do povo, que precisa ter a economia caminhando, empregos sendo resgatados e famílias podendo se sustentar. Ah, mas “eles” têm seus salários nababescos garantidos – e o povo que se dane. Votem logo as reformas que a sociedade exige. Na sequência, aí, sim, mostrem patriotismo, sem peso de propinas na consciência, exigindo afastamento de toda autoridade comprometida com patranhas e conchavos mafiosos, que desonram o povo honesto e trabalhador, que os elegeu por neles acreditar. Senão, fechem o Congresso, uma vez que não mais o representam.

JOSÉ JORGE RIBEIRO DA SILVA

jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

Açodamento

Concordo com Fernão Lara Mesquita (Que tal a gente falar sério?, 24/5, A2): o Temer é o Temer, mas o que incomodou mesmo foi ele mexer no vespeiro dos privilégios, não o resto. Há muita tagarelice apressada, vaidosa, irresponsável. Muita pressa em incriminar Temer. Mas não apenas por causa dos privilégios. A gestão do Temer até agora tem acertado. Por que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não prendeu os Batistas? “O Brasil que não é do mal precisa se decidir se quer mesmo ser do bem. Temos de viabilizar um meio de sair disso com os políticos que temos”, escreve Fernão. Mesmo porque não temos outros.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

“Eleição direta para presidente no caso de saída de Michel Temer, isso, sim, seria um grande golpe na Constituição da República, um casuísmo passando por cima da nossa Carta Magna”

VIZMARK IMAMURA / SÃO PAULO, SOBRE A CRISE POLÍTICA

vizmark.imamura@icloud.com

“Afinal de contas, o sr. Rodrigo Janot é procurador de quem mesmo?”

EDUARDO AUGUSTO DE CAMPOS PIRES / CAMPINAS, IDEM

eacpires@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CRISE E VIOLÊNCIA

Vivemos o roteiro de um filme macabro. Ontem, vimos bandeiras vermelhas e vândalos depredando a Esplanada dos Ministérios, "exigindo" a renúncia do presidente Michel Temer, o abandono das reformas e eleições diretas. Sabemos bem o que e quem está por trás disso. O que se lamenta é que o presidente esteja fragilizado e comprometido por uma gravação obscura e manipulada, muito embora outros fatos venham de encontro às denúncias e acusações contra sua pessoa. Ao se aliar ao PT, vendeu sua alma ao demo e, agora, colhe e amarga os frutos de seu ato. Poderia ser uma tragédia shakespeariana, mas é tragédia tropical, com toda sua violência. E o Brasil inteiro, no fim do dia, reza uma prece, Ave Maria...

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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VÂNDALOS EM BRASÍLIA

A crise que vivemos no País não justifica vândalos petralhas depredarem o patrimônio público e particular, como se viu em Brasília ontem. Aliás, observando a turba, não se vê nenhuma bandeira brasileira, apenas o vermelho está presente. Não seria a hora de termos verdes na rua?

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

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CRIMINOSOS

Protesto é uma coisa, vandalismo é crime! Até quando assistiremos a "petralhas" depredando tudo o que veem pela frente impunemente? Para criminosos, bala! Basta! É revoltante!

Lucia Mendonça luciamendonca@terra.com.br

São Paulo

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INACEITÁVEL

Lamentável: embora tenhamos o direito de manifestação, esta deve ser organizada, com respeito, reivindicando aquilo em que a população ache que tenha sido prejudicada. Porém o que vimos ocorrer ontem em Brasília foi simplesmente inaceitável e intolerável, com marginais ateando fogo nos ministérios, destruindo salas e gabinetes, depredando veículos, ateando fogo em banheiros químicos, fazendo barricadas. Enfim, uma baderna generalizada, sem dúvidas organizada por alguns sindicatos mal dirigidos e mal intencionados com o único propósito de badernar, destruindo patrimônio, invadindo prédios e agredindo pessoas, repórteres e jornalistas. Está bem caracterizado que foi manifestação planejada e arquitetada para o mal, tanto que chegaram simultaneamente mais de 500 ônibus lotados de pessoas, todas uniformizadas com camisas vermelhas, portando bandeiras que caracterizam e identificam quem as estava patrocinando, encabeçando, manipulando e financiando tais arbitrariedades absurdas e vergonhosas. Sem sombra de dúvidas, atrás dessa sujeira toda temos o MST, o PT, partidos aliados e Black Blocs, conhecidos arruaceiros, vândalos, baderneiros e marginais.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A CONTA É DELES

Que as instituições que organizaram as manifestações de ontem paguem os estragos em Brasília, no Rio de Janeiro e em outros lugares. Que se tirem do Imposto Sindical delas os prejuízos pelos estragos. Não é justo os pobres brasileiros acarem com mais estes gastos causados pelos vândalos.

Ciro Bondesan cirobond@gmail.com

São Paulo

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CONSPIRAÇÃO

Nas nossas costas o velho mundo político se articula para livrar todo mundo da cadeia. FHC, Sarney, Renan e Jucá  pensam que a melhor saída para sairmos da crise implica necessariamente a garantia de que Michel Temer, caso venha a perder o cargo, possa responder à Justiça em liberdade. O mesmo, claro, valeria para Lula (e por minha conta acrescento Jucá, Renan, Aécio e calhordas em geral). Preciso dizer que vejo Lula por trás de todos estes que se reuniram para conspirar? Precisamos ficar muito atentos ao que estão tramando contra o Brasil e contra a Operação Lava Jato. Se Temer sair da Presidência e for julgado culpado, que pague! E que pague Lula por seus tantos crimes, que paguem todos os corruptos que forem condenados, que limpemos o Brasil, por favor!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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SINAL

Se Renan Calheiros é a favor da renúncia de Michel Temer, é um sinal claro de que ele, o presidente, deve ficar.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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PATÉTICOS

As declarações do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) são patéticas e mentirosas. O primeiro, com cara de paisagem, diz que não é corrupto, apesar de sua família dizer que ele não tem moral e ser responsável pela prisão da irmã e do sobrinho. Já o segundo, da ala do "quanto pior, melhor" para retardar a conclusão das várias ações a que responde, vem com a maior cara de pau berrar "fora Temer", o que deixa claro que é capaz de "vender a própria mãe" para se manter livre das garras da Justiça. Falta é vergonha na cara!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TEATRO

Denunciados, investigados, filmados, gravados, os bolsos cheios de grana suja... E todos rebatem com o mesmo discurso da santa inocência! Mas Michel Temer repaginou o cenário, introduzindo a ingenuidade. E segue a pantomima...

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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A MALA

O delator da JBS informou ter entregue ao deputado Rodrigo Rocha Loures, ligado ao presidente Temer, R$ 500 mil. O parlamentar entregou à Polícia Federal R$ 465 mil. Por acaso a diferença corresponderia ao pagamento de alguma "taxa de guarda" da mala e respectivo teor?

Odilon Otavio dos Santos

Marília

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SAMBA DE MUITAS NOTAS

 

Tal qual reza a célebre canção "Conceição", da dupla Nelson Souto e António Carlos de Sousa Silva, ninguém sabe, ninguém viu onde foram  parar os R$ 35 mil de uma mala com R$ 500 mil, que dava  início a uma das muitas trambicagens da dupla  Batista. Depois das trapalhadas do debutante deputado federal Rocha Loures, o que se sabe é que a tal mala foi entregue por seus advogados na calada da noite a quem estava de plantão na sede da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Só então foi efetuada a contagem e detectada a "irrisória" soma de R$ 475 mil. O complemento? Como reza o bom samba: "Estranhos caminhos seguiu".

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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MALAS VALISOSAS

Parece que até entre criminosos que carregam dinheiro roubado existe taxa de transporte.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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TAXAÇÃO

A cifra menor na devolução resulta da cobrança do IOF...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PRISÃO IMEDIATA

Dois dias depois de ter recebido uma mala com R$ 500 mil de um dos delatores da JBS, com gravação irrefutável da entrega do produto de corrupção, o deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), indicado pelo presidente da República, segundo Joesley Batista, para tratar de assuntos de interesse da JBS e a pedido do próprio emissário de Temer, viajou com a comitiva da Presidência para São Paulo. Oras, se Loures já foi afastado de seu cargo por prática de obstrução de Justiça e corrupção passiva, logo em seguida viajou em companhia do presidente e devolveu uma parte da propina negociada com Joesley, entendo que deveria ser decretada a sua prisão imediata, para evitar obstrução ainda maior da Justiça.

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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SIGAM O DINHEIRO

Seguir o caminho, ou o descaminho, do dinheiro é o roteiro mais apropriado para descobrir quem cometeu o crime. Sigam o trajeto da mala dos R$ 500 mil do deputado Rodrigo Rocha Loures e saberão quem é o culpado. Descubram o roteiro dos R$ 8 bilhões do BNDES para os irmãos Batista e saberão quem se locupletou com a intermediação do escandaloso financiamento. Mais R$ 3 bilhões emprestados... Quem conseguiu a carta-patente do Banco Original no Banco Central, para a holding J&F, da JBS, tão rapidamente? Quem e quanto faturou? Quem foi a alma caridosa que ajudou a Odebrecht a se tornar uma das maiores empreiteiras do mundo? É só seguir o dinheiro!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ACORDO DE LENIÊNCIA

Se na sexta-feira o Grupo J&F se recusou a aceitar e assinar os termos do acordo de leniência proposto pelo MPF, pergunto se os irmãos Batista, que hoje se encontram gozando de total liberdade nos EUA, correriam o risco de serem presos e extraditados para o Brasil.

Chico Peltier cpeltier@uol.com.br

Rio de Janeiro

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NA GAFIEIRA

Qualquer cidadão minimamente esclarecido e informado do País há muito vinha percebendo pelo noticiário que "havia e continua havendo algo de podre no Reino da Dinamarca". Depois do mensalão, do início das atividades da Operação Lava Jato, do impedimento da "presidenta" inepta, devidamente ejetada do posto que jamais poderia ter ocupado por absoluta incompetência e dos escândalos que se sucederam no petrolão e outros "ãos", muita gente que constitui essa "podridão" ficou bastante incomodada e apreensiva. É o caso dos ex-presidentes "Honesto" e "Iolanda", de todos os corruptos que se encontram encarcerados, como o "Caranguejo", o "Proximus", o "Italiano", segundo a planilha da Odebrecht, e todos os demais citados nessa mesma planilha e/ou em delações premiadas e que ainda não foram presos, mas podem vir a ser, além daqueles que estão incomodados com as consequências das medidas propostas nas "reformas", entre eles todos os funcionários públicos, principalmente os do Poder Judiciário, os sindicatos e quetais. O fato é que "o baile seguia calmamente no salão" e essa calma não estava agradando aos participantes suspeitos ou atingidos, até que "um pé subiu e o governo foi ao chão". "Não é que Joesley, um empresário bem safado, viu ao lado um cara trouxa e o escolheu para gravar". A confusão se formou, a porta da Nação fechou e, no momento, "quem está fora não entra e quem está dentro não sai" (exceto os irmãos Batista, é claro!). Só nos resta rezar para que "um pistão tire a surdina e ponha as coisas no lugar". Aguardemos!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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DOIS GRAVADORES?

As informações sobre a gravação clandestina da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista são cada dia mais confusas. Agora, a gravação foi feita utilizando "dois gravadores". Mas a gravação foi feita numa única mídia? Para gravar numa única mídia, esses dois gravadores deveriam estar interconectados em rede e controlados por um sistema central, tudo isso no bolso do empresário ou em vários bolsos? Que tipo de rede foi utilizada para interligar os dois gravadores, rede fixa ou móvel? Ou foram gravadas duas mídias independentes uma mídia em cada gravador? Se sim, qual é a mídia master e a mídia slave? As duas mídias possuem a mesma gravação de áudio ou foram gravadas em momentos diferentes? A cada dia de investigação, mais emocionante fica esta novela. Aguardemos os próximos capítulos.

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente  

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GRAVAÇÕES NÃO AUTORIZADAS

A Justiça no Brasil tem diferentes valores, e para alguns o crime compensa. Somente as gravações autorizadas pela Justiça podem ser usadas como prova de um crime. Porém, não ouvi nenhum membro do Judiciário comentar sobre a gravação do empresário Joesley Batista com o presidente Michel Temer dizendo que ela não tem valor legal porque não foi autorizada pela Justiça. Ela está até mesmo sendo periciada. Periciada para que, se ela não tem nenhum valor? Os partidos políticos investigados pela Lava Jato afirmam que delação premiada também não tem valor legal, temos de ouvir e nos calar. Isso tudo nos mostra que muita gente, em todos os Três Poderes, foi e é comprada a todo instante. Em nosso país o crime é trabalhar honestamente, madrugar para pegar no "batente", pagar seus impostos, votar, dever na faculdade do seu filho, não ter o que comer, nenhum banco oficial que o ajude e, ainda, usa suas economias para enriquecer bandidos.   

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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INTERDIÇÃO

A conversa do presidente com o empresário foi um ato de muita gravidade. No entanto, a ingenuidade do presidente, sua ignorância sobre fatos notórios e a defesa por boa índole de seu amigo Rodrigo Rocha Loures não devem permitir a abertura de processo de impeachment. O caso, coitado, é mesmo de interdição.

Jorge Augusto Morais da Silva jams46@uol.com.br

Barretos

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A DELAÇÃO IDEAL

Não faz sentido que um criminoso receba imunidade para crimes que ele ainda irá praticar. Os irmãos Batista fizeram um enorme favor ao País com sua delação e sua armação para expor ações criminosas na mais alta cúpula do governo. O Brasil avançou 50 anos em 5 minutos no combate à corrupção. Tudo isso não autoriza os irmãos Batista a aplicarem o golpe que eles aplicaram na praça, vendendo ações e comprando dólares pouco antes de lançar o País no caos. Como previsto pelos criminosos, as ações caíram e o dólar subiu, proporcionando um lucro fabuloso e criminoso aos irmãos Batista. A delação feita por eles já se provou verdadeira com a mala de dinheiro apreendida, conforme previsto. O melhor cenário para o Brasil seria a validação da delação e a anulação dos benefícios concedidos aos irmãos Batista em razão dos crimes praticados depois do acordo, os irmãos seriam presos e teriam todos os bens confiscados. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo 

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UM AÇOUGUEIRO DE SUCESSO

Acho que Temer deve ser deposto para ser eleito o açougueiro Joesley Batista. Durante os governos petistas, ele transformou um açougue do interior de Goiás num império da carne. É certo que para isso ele teve de arrombar os cofres do BNDES e molhar a mão de muita gente. Entretanto, ao fim e ao cabo, o açougueiro saiu imune de qualquer acusação ao negociar a rainha das delações, ganhou bilhões especulando no mercado de dólar e está, agora, vivendo na Quinta Avenida de Nova York parede e meia com Donald Trump. Um açougueiro de sucesso!

Ferraz Miller ferraz.miller@terra.com.br

São Paulo

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O CAMINHO DAS PEDRAS

A solução para o Brasil é Joesley presidente. Um homem que, em dez anos, transformou um açougue no maior processador de proteína animal do mundo, faturando quase US$ 200 bilhões por ano, deve conhecer o caminho das pedras para finalmente salvar a economia do País e nos transformar, a todos, em milionários. Viva Joesley! 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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'O CARA'

Alguns anos atrás, Barack Obama, presidente dos EUA, manifestou-se: "Este é o cara", referindo-se ao ex-presidente Lula. Na ocasião, confesso, não pude definir qual a intenção. Seria elogio? Pode ser, mas não creio. Agora, "cara", mesmo, é este Joesley Batista. Preparou o golpe violento e certeiro. Ganhou muito dinheiro. Virou o Brasil de cabeça para baixo. Escafedeu-se, ligeiro e ileso. 

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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BILHÕES

Pelo fato de este senhor Joesley ter ficado bilionário em pouco tempo, com dinheiro público (BNDES, CEF, etc.), seria interessante descobrirmos seus sócios (pessoas físicas) nas empresas. Deve ter muita "gente boa" nessa lista.

Victório Canteruccio vicv@terra.com.br

São Paulo

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PATRIOTAS

A JBS cresceu 40 vezes na gestão lulopetista, à custa do dinheiro dos brasileiros. Hoje, suas operações fora do Brasil correspondem a 80% do seu faturamento. Esta semana o valor de suas ações despenca na Bolsa de Valores. Produtores rurais, parceiros, já foram avisados de que vão receber com atraso e foram orientados a pedir adiantamento ao banco, e os juros por conta própria, claro. Será que os Batistas, morando em Nova York, sem nenhum risco de serem molestados judicialmente, estão preocupados com seus patrícios? Esse acordo fechado com o Ministério Público teve um único desfecho: o crime compensou, e muito! 

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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APRENDIZADO

Os líderes do PCC estão tentando entrar em contato com os irmãos Batista. Concluíram que eles têm muito a ensinar e se sentem primários em suas atividades diante daqueles irmãos.

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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'A MAIS ESCANDALOSA DAS DELAÇÕES'

Excelente o artigo publicado no "Estadão" de segunda-feira (22/5, A11) escrito pela dra. Érica Gorga. Quando o escreveu, e deve tê-lo escrito com alguma antecedência da data da sua divulgação, parece-me que teve uma premonição: "Não surpreenderá se os Batistas contratarem mais ex-procuradores para defender a J&F das acusações nas ações judiciais". E não é que de fato se concretizou? Saiu no "Estadão" de domingo (21/5, A7) a seguinte matéria: "Ex-braço direito de Janot, Marcelo Miller deixou o MPF para trabalhar em escritório que negocia leniência um dia antes de gravação no Jaburu". Não há ilegalidade no ato em si, mas cabe a pergunta: o que leva um procurador a deixar a estabilidade de um cargo público para migrar para a iniciativa privada e na véspera da gravação que causou toda esta instabilidade política e econômica? 

Maria Lucia Fernandes mldamfer@hotmail.com

Garça

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CONCESSÃO OBSCENA

Conclamo todos os alfabetizados e bem intencionados a lerem o artigo "A mais escandalosa das delações", de Érica Gorga, publicada no "Estadão" de 22/5 (pg. A11). As autoridades "competentes" devem explicações à Nação pela obscena concessão de imunidade total aos irmãos Batista, além de facilitação de lucro financeiro e liberdade de se ausentarem do País em troca dos crimes cometidos. 

Jan Krotoszynski jankroto@gmail.com

Carapicuíba 

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NÓS, OS GRANDES PREJUDICADOS

Justificou o procurador-geral da República que, não fossem os benefícios oferecidos aos delatores da JBS, a situação teria sido muito mais lesiva aos interesses do País e que no mundo real os corruptos continuariam a circular pelas ruas de Nova York, até que os crimes prescrevessem, prejudicando os honrados cidadãos brasileiros. Como cidadão deste país, pergunto: agora que o empresário delinquente ganhou perdão judicial recebendo uma multa irrisória de R$ 110 milhões, diante dos R$ 10 bilhões obtidos de maneira suspeita pelo BNDES, podendo desfrutar ainda de sua imunidade na 5.ª Avenida de Nova York, levando junto até seu iate avaliado em R$ 10 milhões, a pergunta é: quem foram os grandes prejudicados nessa história? O empresário, que agora está livre com bilhões desviados dos brasileiros vivendo nababescamente nos EUA, ou o Brasil e os brasileiros, que vivem uma expectativa de dias sombrios e incertezas quanto ao futuro do País?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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QUEM EXPLICA?

Na segunda-feira (22/5), tomou posse como presidente da Vale do Rio Doce o sr. Fabio Schvartsman, ex-Klabin e ex-Grupo Ultra, que fatura atualmente R$ 76 bilhões. Faz todo sentido colocar na presidência de uma grande empresa como a Vale uma pessoa com 40 anos de experiência e com passagem por importantes empresas. Gostaria que alguém explicasse como um ex-açougueiro conseguiu se tornar dono e presidente de um grupo com faturamento anual de R$ 170 bilhões em tão curto espaço de tempo. Acho que as autoridades competentes, pagas com nosso dinheiro de contribuintes, têm a obrigação de investigar esta estranha ascensão.

Martim F. V. Adde martimfva@gmail.com

São Paulo

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O PAPEL DA IMPRENSA

O editorial do "Estadão" "A responsabilidade da imprensa" (23/5, A3) veio em boa hora e serve de alerta para os meios de comunicação do País, em especial neste momento em que vivemos uma grave crise política e moral. Em alguns casos, como diz o editorial, sem que sejam contestados, jornalistas compram literalmente como verdadeiras as palavras de nossas autoridades, em especial neste caso da Lava Jato. Um exemplo relevante, como citado, é a denúncia contra o presidente Michel Temer relativa à delação dos diretores da JBS, em que a Procuradoria-Geral da República, baseada num áudio gravado por Joesley Batista, sem ser analisado por peritos qualificados, jogou a informação para a imprensa, alimentou a ânsia dos jornalistas e, infelizmente, colou nas manchetes. Repito, sem que fosse contestada pelos profissionais da mídia se o áudio fora meticulosamente analisado. Com essa espetaculosa e irresponsável atuação do Ministério Público Federal, a imprensa comprou este fato sem retoques e o País, que se recupera da recessão econômica petista, foi jogado no abismo das incertezas.  Corroborando o editorial, durante a apresentação da conclusão da perícia feita no áudio gravado por Joesley pelo renomado Ricardo Molina, contratado pela defesa de Temer, nenhum jornalista o questionou sobre o trecho em que Rodrigo Janot se baseou para incriminar o presidente, segundo o qual teria dado aval ao pagamento de propina ao deputado cassado e preso Eduardo Cunha, mais preocupados que estavam os jornalistas em perguntar quanto o perito ganhou por essa tarefa. Ou seja, a imprensa engoliu com casca a tudo o que Janot, "Papai Noel" de Joesley Batista, falou. É lógico que reconheço o imprescindível trabalho que a imprensa brasileira vem desenvolvendo. Não fosse a competência da nossa imprensa, a anarquia da corrupção que a classe política promove com seus cúmplices empresários inescrupulosos seria muito maior.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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EQUILÍBRIO X ESQUIZOFRENIA

Têm sido exemplares os recentes editoriais do "Estadão" alertando para a forma irresponsável e sensacionalista que tem caracterizado a divulgação de meras acusações, feitas às vezes por pessoas sem qualquer credibilidade, em relação ao presidente da República e outros ícones da pouca estabilidade institucional que nos resta. Gostaria de acrescentar, como opinião pessoal, a péssima impressão que me causou a postura do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na segunda-feira, diante de jornalistas e do público, ao fazer coro com esta nova classe de "entertainers". O entusiasmo crítico do executivo da OAB parecia mais adequado a um palanque do que ao posicionamento de uma associação de profissionais do Direito e da Justiça. 

José Roberto Whitaker jrwp@jrwp.com.br

São Paulo

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'SEM RUMO'

Os editoriais do "Estadão" são ótimos. Mas o editorial de ontem, "Sem rumo", é perfeito. O Brasil precisa de gente que pensa desta forma, como colocou o "Estadão". Assim o Brasil tem jeito.

Gilberto Lima Junqueira gibaljunqueira@gmail.com

Ribeirão Preto 

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A RESPOSTA DE RODRIGO JANOT

Gostaria de cumprimentar a editoria de "Opinião" por mais um brilhante e irretocável editorial que leio agora, na mesma linha do que penso (24/5, A3). Parece-me de fato faltar ao Ministério Público Federal (MPF) qualquer conhecimento de direito empresarial privado para saber que quem resolve pagar propina nesta escala é, de fato, a alta cúpula do grupo empresarial. No debate da Petrobrás, a cúpula estava escondida por trás da pessoa jurídica da União Federal que a controla. A questão era, então, saber quem, em última instância, dava as ordens pela União Federal. Seria Lula, seria Dilma, Palocci, Mantega, etc.? No caso da Odebrecht, Marcelo, o líder, foi preso. Mas e no caso da JBS? Não há político nenhum que pudesse dar as cartas no lugar de Joesley e Wesley, que decidem sobre o caixa da companhia. O sr. Rodrigo Janot parece não entender o que significa ser acionista controlador de um grupo empresarial. Se não for para pegar os líderes da organização criminosa, a própria delação premiada perde o seu propósito intrínseco. Faltou, também, assistir a "Law & Order", pois desconhecem como negociar com criminosos tarimbados do mundo empresarial. Os procuradores que pretendem negociar com bandidos urgentemente precisam fazer um curso básico de técnicas de negociação, se não nos Estados Unidos, ao menos no Itamaraty. 

Érica Gorga Erica.Gorga@fgv.br

São Paulo

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O GOVERNO DA PGR

Acho que podemos fechar o Senado, a Câmara dos Deputados, tirar o presidente e os militares do País, porque a PGR sabe o que é melhor para o Brasil e  para todos os brasileiros. Rumo à democracia de só um lado. Espero que ainda possamos ter nossa opinião e não ser perseguidos por isso. O "Estadao" fez bem em assinar sua opinião no editorial de 24/5. Um jornalista assinar algo assim seria arriscado. Depois da situação do jornalista Reinaldo Azevedo, esse tipo de opinião deve ser do jornal para blindar o jornalistas. O "Estadão" está antenado com as questões essenciais. Parabéns.

Dom Bentinho dombentinho@hotmail.com

São Paulo

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JOGO SUJO

A divulgação do áudio que levou ao pedido de demissão do jornalista Reinaldo Azevedo da revista "Veja" e da rádio Jovem Pan é só mais um lance do jogo sujo da PGR, comandada diretamente por Rodrigo Janot, na sua batalha de vida ou morte contra o Planalto e, cada vez mais, contra o Estado de Direito.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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SERENIDADE

Como cidadã brasileira, agradeço ao jornal "Estadão" pela maneira serena e imparcial com que vem abordando esta crise que tanta angústia traz ao povo brasileiro. Não se pode deixar de considerar que todos os fatos provocam mais dúvidas do que certezas e, enquanto tudo não ficar perfeitamente claro para todos nós, é preciso que não se tome nenhuma decisão que afete o País de forma irreversível. Afinal, temos 30 milhões de desempregados e subempregados. É muito sofrimento que não pode ser ignorado. Triste saber que tudo isso venha a acontecer num momento em que o Brasil dava seus primeiros passos rumo à recuperação. Parece que as notícias veiculadas nos dão conta de que se quer encontrar uma saída. Mas esperemos que tudo seja feito dentro de parâmetros éticos, e não de forma a criar dúvidas e suspeitas, mais do que certezas na mente dos brasileiros, com ações de aparência obscura. País ético se constrói dentro da ética, e não fora dela. 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

São Paulo

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EDITORIAIS DIREITISTAS

Ontem contei três ou quatro cartas elogiando os editoriais do "Estadão" dos últimos dias. Mas vamos ser honestos: se não tivesse sido Temer, e sim Lula, que tivesse tido essa conversa com o "fanfarrão" às 22h no palácio, o "Estadão" já teria "caído matando" no homem, certo? Imagino quantas cartas de repúdio a esses editorias direitistas não devem ter ido para o lixo. Não sou lulista nem esquerdista... aprovo as reformas. Mas me poupe, "Estadão" tendencioso!

José L. Sarmento Camargo joseluiz@inglescomtecnologia.com.br

Cruzeiro

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A CONDENAÇÃO DE PAULO MALUF

O deputado Paulo Salim Maluf (PP), que já foi prefeito da capital por duas vezes e governador do Estado, teve o mandato cassado pelo Supremo Tribunal Federal e foi condenado a 7 anos de prisão. O motivo foi lavagem de dinheiro das obras da Avenida Água Espraiadas, na época em que foi prefeito de São Paulo (1993 a 1996). Maluf também foi criador do sucessor, quando afiançou o desconhecido Celso Pitta. Lembram? Maluf tem 85 anos, mas neste país bandido, ladrão e corruptos, depois dos 70 anos, têm alguns privilégios em razão da idade avançada e podem cumprir a prisão no sistema domiciliar. Neste caso, será em sua mansão em São Paulo. Eu acho um absurdo, acredito que todos os condenados, independentemente da idade, devem apodrecer na cadeia, e, se possível, com muito sofrimento. No passado fui malufista - roupas, carro, casa, etc., tudo com adesivos do "homem". E ainda imitava a popular voz do condenado dizendo "povo de São Paulo". Pois é, ele durante anos me enganou! Foi mais uma das muitas decepções políticas em minha vida de eleitor e cidadão. Reflexão: $.O.$ Bra$il.

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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20 ANOS

Este STF é mesmo uma caixinha de surpresa: condenou Paulo Salim Maluf por crimes de superfaturamentos em obras e  lavagem  de dinheiro, atos contra o erário realizados há mais de 20 anos. Mas Maluf dificilmente cumprirá essa pena. O que diria  das condenações dos envolvidos e apontados pela Operação Lava Jato? Se se seguir a morosidade ou conveniência, somente daqui a 20 anos saberemos a sentença, e eu, já com mais de 70 anos, estarei, talvez, se vivo, surdo, cego, mudo e esclerosado, e não  terei nem forças para vibrar com entusiasmo.

José Maria do Valle ziquinhoinho@hotmail.com

Penápolis

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TRANQUILOS

Mais de 20 anos se passaram e Maluf apela mais uma vez. Todos os congressistas envolvidos nos esquemas voltam os olhos para o dr. Paulo e concluem que vão poder dormir tranquilos por pelo menos mais 20 anos. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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NOVO PARÂMETRO

Diante da podridão atual, o deputado Paulo Maluf não serve mais de parâmetro, os valores desviados e/ou surrupiados por ele não  passam de pichulés perto do mais famoso estelionato praticado pelos atuais políticos, coisa de bilhões e bilhões de reais, não vista até então em nenhum país do planeta.

Arnaldo de Almeida Dotoli analdodotoli@uol.com.br

São Paulo

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PAULO MALUF

Mais um, menos um ladrão no Congresso não fará diferença. Importa é a devolução do dinheiro roubado.

 

Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo

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ALIANÇA

Pois foi só o Maluf, que durante toda a sua carreira roubou e nunca foi pego, dar seu apoio a Lula, na tentativa de eleição de Fernando Haddad, que a justiça resolveu se mexer e o condenou a mais de 7 anos de prisão em regime fechado e a pagar multa milionária. Bem feito, quem mandou se aliar a banda podre.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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TRAGÉDIA ANUNCIADA

Com referência ao envolvimento de ex-governadores e políticos em superfaturamento da Arena Mané Garrincha, em Brasília, não se deve esquecer que a própria decisão de sediar no Brasil a Copa de 2014, festejada por Lula, já engalfinhado com o mensalão, lá nos idos de 2007, prenunciava aos mais sensatos uma tragédia anunciada. Para estes, a inescapável sequência seria: confirmação como sede, mais construções e reformas de estádios segundo conveniências políticas, não esportivas, mais licitações, mais aditivos proibitivos, mais propinas aos agentes públicos, mais aditivos, mais propinas... e assim sucessivamente, como dízima periódica. Hoje se vê que tudo saiu como previsto.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PRISÕES NO DISTRITO FEDERAL

Quem hoje no Brasil optar pelo vermelhinho da esquerda raivosa parece estar amaldiçoado. A opção pelas cadeiras vermelhas na arena Manoel Garrincha, no Distrito Federal, sempre nos irritou, por manchar a Copa com as cores do partido que vinha destruindo todos os valores éticos e econômicos do País. Mas, como um dia a justiça vence, por causa da corrupção na construção dessa arena dois ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) e Agnelo Queiroz (PT), foram presos pela Polícia Federal para que respondam pelos seus crimes. Como uma "estrela vermelha moribunda", a luz do PT vai se extinguindo, porque a luz hoje vem do verde-amarelo, que, sem partido, vem ajudando o Brasil a recuperar sua autoestima, força, energia de luta contra usurpadores. Bolivarianismo e outros ismos, nunca mais!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CPI DOS ESTÁDIOS

Só na construção do Mané Garrincha foi quase R$ 1 bilhão de obra superfaturada que foi supostamente para o bolso dos políticos. Depois têm a cara de pau de apoiar "reformas" para cobrir o rombo nas contas do governo, exigindo novos sacrifícios dos contribuintes.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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OPERAÇÃO EPÍSTOLAS

A Polícia Federal fez ontem uma operação contra Fernandinho Beira-Mar, que, mesmo preso, lucrava R$ 1 milhão por mês. Mas o que é isso, perto da J&F e da Odebrecht?

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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CRACOLÂNDIA

É um verdadeiro crime o que a dupla Doria/Alckmin (PSDB) fez contra as pessoas na chamada cracolândia, na Estação da Luz, em São Paulo. Violência, arbitrariedade, desrespeito e preconceito contra os pobres usuários de drogas são inaceitáveis. Ao invés de adotarem a sábia política pública de redução de danos e investirem em tratamento, com psicólogos e assistentes sociais, os tucanos preferiram a truculência e a repressão, o que só irá piorar e agravar o problema, que é complexo e de difícil solução. O despreparado e falso gestor Doria apenas tentou colocar o lixo embaixo do tapete, com nefastas consequências.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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ALÉM DA DEMAGOGIA

Com todo o respeito aos defensores dos direitos humanos, creio que dependentes químicos, sempre tratados com toda a consideração pela autoridades - e por que não dizer tolerância excessiva -, invadem estabelecimentos comerciais para saqueá-los, destroem carros, inclusive os da Polícia e são apenas marginais, e como tal devem ser tratados. Quanto à linda teoria do acolhimento e convencimento dos tais dependentes para que concordem com o tratamento, não é necessário ser médico para saber que é impossível dialogar com pessoas que estão sob o efeito de drogas pesadas, por isso a autoridade dos poderes competentes tem de ser usada para levá-los aos locais onde receberão os cuidados apropriados. O resto é apenas demagogia e politiquice.

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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ATENTADO EM MANCHESTER

A democracia ocidental, a religião cristã e o Estado laico enfrentam uma dura batalha contra o Estado Islâmico, que tem seguidores espalhados por toda a Europa Ocidental. O confronto será demorado e complexo. Entretanto, as diretrizes que devem ser seguidas são muito claras: 1) melhorar a economia nos países muçulmanos; 2) desencorajar o engajamento político dos seguidores; 3) desmobilizar centros de recrutamento e treinamento; 4) cortar as fontes de financiamento do Estado Islâmico; 5) defender o desarmamento e incorporação política e social dos combatentes; 6) enfrentar e matar os fanáticos remanescentes que são contrários aos valores que defendemos como universais, como tolerância, pluralismo e liberdade.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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CONDENAÇÃO

Os noticiários de ontem traziam as horríveis imagens de mais um ataque terrorista perpetrado por um fanático islamista, desta vez em Manchester. Torna-se importantíssimo observar que, até agora, após anos destes horrores, não apareceu qualquer líder religioso islâmico nas redes internacionais de televisão, rádio ou na imprensa condenando, de maneira universal e enfática, estes criminosos fanáticos. Como se explica essa ausência?

Samuel Ribeiro ribeirosammy1940@gmail.com

Maldonado, Uruguay

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TERROR

Manchester, terça-feira 23 de maio, é George Orwell 1984 reeditado ao vivo, a cores, dores & horrores...

Ieda T. N. Verreschi ieda.verreschi@icloud.com

Vinhedo

 

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