Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

27 Maio 2017 | 03h02

IMPEACHMENT

Pisada na bola

Faz tempo que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) não mostrava a cara ao povo brasileiro. Saiu da toca para pisar na bola, entrou na fila para pedir impeachment do presidente Michel Temer na hora errada. Ainda mais sem saber o resultado do julgamento que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). A propósito, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a chapa Dilma-Temer deverá sair no dia 6 de junho e tudo indica que os ministros decidirão pela separação das campanhas, pelas seguintes razões: os partidos de oposição (PT, PCdoB, PDT, PSOL e outros) afirmam que Temer não recebeu nenhum voto e que a posse dele como presidente é totalmente ilegal, ilegítima, contra a vontade do povo; logo, a chapa Dilma-Temer existia apenas para cumprir a legislação eleitoral. Portanto, Temer chegou ao Palácio do Planalto como acessório da presidente eleita, sem nenhuma ajuda da chapa encabeçada pelo PT e aliados.

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

Cegueira seletiva

OAB vê conduta ‘incompatível’ de Temer (26/5, A8). É uma pena que nossa valorosa OAB há muitos anos não enxergue nada de ruim e ultrapassado no vetusto Código Penal, na CLT, copiada da Itália fascista, no mensalão, nas refinarias oferecidas de bandeja à Bolívia e na de Pasadena, no petrolão, nas sedes dadas de presente à UNE, etc., etc.

VITOR DE JESUS

vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

Gozada essa OAB. Não está preocupada com a lerdeza da Justiça, nem com aqueles advogados de esquina que propõem ações sem pés nem cabeça contra empregadores... Mas para ter cinco minutos de fama, aí faz aquele estardalhaço. Objetividade, dona OAB!

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

Perfil do sucessor

Qual o perfil de quem sucederá a Temer, a ser eleito por via indireta? Que tal alguém que não esteja sendo investigado e não faça parte de nenhuma das listas de suspeitos de corrupção? O Brasil tem centenas de milhões de cidadãos assim. Chegou a hora de dar a eles uma chance.

JORGE ALBERTO NURKIN

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

Modesto presidente

Desanimada, quiçá deprimida, como estão todos os brasileiros decentes, uma notícia no pé da página A10 do Estadão de ontem teve o poder de acender uma chama de esperança. Luto contra ela – “não se iluda mais uma vez!”, diz o meu superego protetor. Mas no fundinho ela permanece: Modesto Carvalhosa como presidente, um nome da sociedade civil, endossado por Hélio Bicudo, que eu respeito. Ainda dá para sonhar, não dá?

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

Chega de arrogância, o Brasil precisa de Modesto na Presidência!

EDUARDO P. RIBEIRO

epr@vribeiro.com.br

São Paulo

Refundar o País

A solução definitiva para o nosso país, em face do impasse político institucional decorrente da impopularidade do presidente Temer e das intercorrências gravosas no seio do seu governo, pode estar nas mãos de um conceituado jurista. O brilhante advogado Modesto Carvalhosa declarou que pode disputar eventual eleição indireta para o cargo de presidente da República, exteriorizando: “Coloco o meu nome para cumprir essa travessia que vai da saída do atual presidente às eleições diretas de 2018”. Essa esperançosa manifestação aos brasileiros foi realçada pelo Estadão (26/5, A10). Para tal cruzada o renomado jurista conta com o irrestrito apoio de advogados e membros da sociedade civil. Quero crer que esteja desde já criada a salutar expectativa pela definição do STF quanto à possibilidade de um nome da sociedade civil, que não tenha filiação partidária, disputar o cargo, o que permitiria ao dr. Carvalhosa viabilizar sua candidatura, com o condão de refundar o País, respondendo ao anseio dos esperançosos brasileiros de bem.

JUNIOS PAES LEME

junios.paesleme@outlook.com

Santos

Ética e competência

O eminente jurista Modesto Carvalhosa merece todo o apoio por sua candidatura a presidente da República em eleição indireta, na eventual vacância do cargo. Elevada competência, ética e caráter são seus atributos, entre tantos outros. O Brasil aguarda urgente um administrador com essa postura.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

Reverência

O dr. Modesto Carvalhosa, que se ofereceu, acima dos partidos, para assumir a espinhosa missão de tirar a Nação de seu atraso institucional, propondo prosseguir com as necessárias reformas e patrocinar a elaboração de uma nova Constituição, para substituir a falida “cidadã” do dr. Ulysses Guimarães, merece a reverência e o apoio da parte sadia da população para a necessária reconstrução do País. Não somos um deserto de homens de bem, somos uma terra arrasada por politiqueiros da mais torpe espécie e por partidos vazios de princípios. Viva a esperança!

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Pátria em desfalecimento

Os tenebrosos escândalos demonstram que a Constituição de 1988 deixa muitas lacunas legais que facilitam movimentos dúbios. Exposta a fragilidade tão profunda, a Nação mostra-se debilitada e doente. Assim, faz-se mister a sugestão do jurista Modesto Carvalhosa por uma nova Constituinte, para que o Brasil possa reinventar-se em bases sólidas, transparentes e assépticas. Devemos fechar os dutos da imoralidade e desfaçatez, ou sucumbiremos todos.

ANGELA BAREA

angelabarea@yahoo.com.br

São Paulo

ATAQUE A BRASÍLIA

Vandalismo?

Vandalismo lembra um carro arranhado com um prego, uma parede alheia pichada ou mesmo um telefone público quebrado. Ônibus incendiados, lojas e agências bancárias depredadas, invasão de propriedades públicas ou privadas, pessoas agredidas, isso se chama terrorismo! Já passou da hora de pôr em ação a lei antiterror, pois em breve esse pessoal estará usando bombas e outros artefatos à maneira do Estado Islâmico. Que Alá nos acuda!

JOHN F. DAVIES

johnfdavies@gmail.com

Valinhos

“O último suspiro de um sistema sindical desarticulado”

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), 

AINDA SOBRE O QUEBRA-QUEBRA EM BRASÍLIA

ssoliveiramsm@gmail.com

“Promotoras da baderna em que se transformou a manifestação em Brasília, serão as centrais sindicais cobradas pelos danos causados à administração pública federal?”

LUIZ CARLOS GIOTTO PANNUNZIO / SÃO PAULO, IDEM

giotto.pan@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

AFOBADOS

Uma gravação precária e duvidosa, que imediatamente leva a população a pensar que se trata de armação contra o governo Temer, está provocando decisões precipitadas de senadores, deputados, ministros da República e do Judiciário, além da própria Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), solicitando que Michel Temer renuncie, sem que ele tenha chance de defesa. Observem que aqueles governantes que nos últimos 14 anos, graças à própria imperícia, levaram o País ao desemprego e à volta da inflação alta, isto é, à falência que afeta também saúde, educação e segurança, ainda conservam a esperança de retornar ao poder, aproveitando-se do vazio que pretendem provocar. Queremos justiça já. Que se apure a verdade, sem precipitações de quaisquer espécies, pois Michel Temer é o único mandatário que está tentando, e com sucesso, colocar o País de volta nos "trilhos".

Maria C. Naclério Homem mcecilianh@gmail.com

São Paulo

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A OAB E O IMPEACHMENT

A decisão da OAB em pedir o impeachment do presidente Temer, conforme exposta pelo presidente da entidade, Cláudio Lamachia, além de estar em sintonia com o que pensa a maioria dos brasileiros, está corretíssima em reconhecer na gravação do delator Joesley Batista uma conversação absolutamente imprópria e delituosa entre o presidente e um empresário corrupto e corruptor. A frase sobre o deputado Eduardo Cunha é só um detalhe de um encontro suspeito, que deixou a Nação perplexa.

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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MANIFESTAÇÕES CHACRINIANAS

"Sobre este aí, não resta a menor dúvida...". Era com essa histriônica expressão que a cantora Aracy de Almeida (a Araca do Balacobaco), saudosa jurada do programa de calouros de Chacrinha, fazia o julgamento do candidato vaidoso e gabola antes de o infeliz ser "buzinado" pelo apresentador, após uma desastrada apresentação. Foi essa a impressão que me passaram o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o deputado federal Alessandro Molon, quando da apresentação de seus respectivos pedidos de impeachment de Michel Temer, diante das câmeras da mídia televisiva. O primeiro, à frente de um séquito de dezenas de advogados, reclamava a presença de mais repórteres e câmeras, pedia "água para molhar o bico", além de virar o rosto, para lá e para cá, talvez para oferecer melhores ângulos de sua face aos repórteres; o segundo fazia um esforço (extraordinário) para exibir carinha de bom moço, a despeito de exibir aparelho ortodôntico incrustado em todos os dentes da frente revelando preocupação com sua vaidade pessoal. Em época de eleição indireta (mandato-tampão) para o mais alto cargo da República, não custa nada caprichar nas performances na mídia.

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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INTERESSES INCONFESSÁVEIS

Irretorquível o artigo "O calote do século", da excelente Eliane Cantanhêde ("Estadão", 26/5, A6). À medida que lia o relato das barbaridades protagonizadas por Joesley Batista - que, enquanto se locupletava do dinheiro público, arrasava o Brasil -, crescia minha indignação. Eliane aborda de maneira concisa inúmeras facetas deste escabroso episódio, do qual destaco o seguinte parágrafo: "Por que, raios, Lula e o BNDES jorraram tantos bilhões numa única empresa? Joesley podia usar o dinheiro com juros camaradas e comprar aviões e iates para uso pessoal? Os recursos não teriam de gerar desenvolvimento e emprego para os brasileiros? E, se o seu amigão (como dos Odebrecht) era Lula, a JBS virou uma potência planetária na era Lula e se ele diz que despejou US$ 150 milhões para Lula e Dilma Rousseff no exterior, por que Joesley, em vez de gravar Lula, foi direto gravar Temer?" Verdades e dúvidas que nos inquietam, permitindo que perguntemos: por que a Procuradoria-Geral da República não solicitou a prisão desse debochado delator, deixando-o  livre, leve e solto para zombar dos brasileiros? Existem interesses inconfessáveis por trás disso tudo? Por que querem arrasar a nossa Pátria? Aguardamos o posicionamento do Supremo Tribunal Federal.

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

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QUESTÕES E ANGÚSTIAS

Eliane Cantanhêde, como sempre, em "O calote do século" (26/5, A6), faz uma leitura de cenário perspicaz e completa. Não cai no discurso fácil de quem, para defender a Operação Lava Jato, queima o País. Agradeço a ela e também ao "Estadão", pelos editoriais. Ambos dão voz às nossas questões e angústias. 

Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br

São Paulo

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HORROR INFINITO

Cumprimento Eliane Cantanhêde pelo excelente texto sobre os irmãos Batista (26/5, A6). Ela escreveu exatamente minha total indignação! Até quando o Brasil vai ser deste jeito? Que cobiça é esta? Tenho ímpetos de chorar e gritar até perder o fôlego! Isso tudo, para mim, simples mortal, equivale a um horror infinito, um terrorismo silencioso. O que podemos fazer com tanta impunidade e salamaleques do STF?

Sarah Camargo sarahcamargo@hotmail.com

São Paulo

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'O CALOTE DO SÉCULO'

Ufa! Parabéns à colunista Eliane Cantanhêde (26/5, A6). Pelo menos uma voz respeitável da imprensa nacional expressou o que pensam os cidadãos comuns sobre as artimanhas e o final feliz dos irmãos Batistas.

Marcos Sanches mvasanches@outlook.com

São Paulo

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LAMPEDUSA

Observando o imenso caos político em que vive o Brasil, os brasileiros com alguma capacidade de discernimento esperam ansiosamente que "alguma coisa" aconteça para tirar o País desse pântano em que nos encontramos, antes de sermos completamente tragados por ele. Nessa linha, o "Estadão" (25/5, A18) publicou um manifesto da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) pedindo "Reforma política já". A esperança é de que a "classe política" existente encontre "essa coisa", uma vez que paralelamente à confusão institucional correm "reformas" diversas, dentre as quais a política. Mas quais os agentes dessa sonhada transformação? Um Poder (sic) Executivo cujo chefe maior encontra-se em "estado terminal"? Seus auxiliares diretos são, quase todos, acusados de desmandos e aguardam um indiciamento ou já foram indiciados nos diversos processos que correm na esfera judicial. O Poder Legislativo, então, nem se fala. Dois ex-presidentes das Casas do Congresso, um preso e outro afastado e investigado numa dúzia de inquéritos? Os atuais presidentes das duas Casas, também citados nas delações feitas por executivos de empresas corruptas, seguidos por 77 políticos com processos correndo no STF e cerca de outros 1.800 citados na última megadelação ocorrida? No Judiciário, seu órgão máximo é constituído por 11 ministros indicados por ex-presidentes que, em maior ou menor grau, estão às voltas com a Justiça. Diversas decisões que esse tribunal tem tomado ultimamente são dúbias e levantam suspeitas sobre sua isenção. Com esses agentes, tudo indica que vamos conseguir apenas a mudança sugerida pelo príncipe Falconeri, no romance "Il gattopardo", de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, ou seja, "tudo deve mudar para que tudo fique como está". Não dá para acreditar numa solução democrática que possa acabar com este caos criado pelos políticos brasileiros. Restariam somente a Procuradoria-Geral da República, o Ministério Público Federal com seus valentes procuradores e os verdadeiros "guerreiros do povo brasileiro" que, de suas trincheiras de primeira instância nas varas que ocupam em Curitiba e no Rio de Janeiro, têm enquadrado meliantes de vários calibres nas suas lutas incessantes contra a corrupção. Antes clandestinamente e, agora, abertamente, porém diversas conspirações continuam tentando de todas as formas acabar com as ações desses bravos juízes e garantir a volta da impunidade para delinquentes ricos e poderosos. Os brasileiros de bem precisam estar atentos a essas ameaças inaceitáveis!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA JÁ?

Li, estarrecido, no "Estadão" (25/5, A18), manifestação da Fiesp e seus associados, em página dupla, pedindo reforma política já. Que tal, senhores da Fiesp, começarem uma reforma e limpeza interna tirando Paulo Skaf da presidência da instituição, já que este recebeu dinheiro ilícito para sua campanha, estando pendurado? Limpeza e reforma começa em casa. Deem o exemplo. 

 

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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MAIS PODRIDÃO

O delator Ricardo Saud, diretor da JBS, repassava propina a Renan Calheiros (PMDB-AL), para a sua eleição à presidência do Senado, e ao seu filho Renanzinho, para a campanha ao governo de Alagoas. Para materializar a operação, foram emitidas notas fiscais frias e fictícias de prestação de serviço, tudo sugerido pelo Ibope, que apresentava simulações de pesquisas eleitorais. Mas há uma duvida: também existiam "variações de dois pontos porcentuais para mais ou para menos" nesses ilícitos? É mais uma vergonha nacional! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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RENAN NA TRIBUNA DO SENADO

A foto do senador Renan Calheiros publicada na quinta-feira no "Estadão" (página A11) representa perfeitamente o escárnio com que nossos políticos, eleitos como seus representantes, tratam o povo brasileiro. Um indivíduo com uma ficha corrida conhecida e amplamente divulgada não deveria fazer parte das "Casas das Leis" do Brasil. 

Luiz Antônio Alves de Souza  zam@uol.com.br

São Paulo

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A ABSOLVIÇÃO DE CLÁUDIA CRUZ

Lamentável a sentença do juiz federal Sérgio Moro absolvendo Cláudia Cruz, mulher do megacorrupto e quadrilheiro Eduardo Cunha (PMDB). Há provas, indícios e evidências mais do que suficientes contra ela para embasar uma condenação por lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público. Não tem como dizer que ela agiu sem dolo e que não sabia da origem ilícita do dinheiro fruto da corrupção de Cunha, que lhe permitiu uma vida de alto luxo. Moro prestou um grande desserviço ao País na luta contra a corrupção e impunidade dos ricos e poderosos. Cabe recurso e temos esperança de que essa decisão seja reformada em segunda instância, com a condenação da ré pelos crimes praticados, que não podem ficar impunes.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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'O GRAMPO PERDIDO'

Num momento em que o processo de radicalização política desliza perigosamente para o imponderável, merece atenção abordagem feita pelo articulista Eugênio Bucci no "Estadão" de quinta-feira ("O 'grampo perdido'", 25/5, A2), em que toma as dores do jornalista Reinaldo Azevedo, que teve uma conversa sua com Andrea Neves interceptada por ordem da Justiça dentro do âmbito da Operação Lava Jato. O assunto mereceu, ainda, um editorial do próprio jornal ("A responsabilidade do juiz", A3) na mesma edição; foi objeto de manifestação da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, e mereceu uma posição mais firme de seu colega Edson Fachin a respeito da divulgação deste tipo de conversa. Bucci é um intelectual de formação mais à esquerda, enquanto Azevedo, assumidamente, é um porta-voz dos setores mais conservadores. Nem por isso o articulista deixou de exprimir seu repúdio à forma como o jornalista teve tornada pública uma conversa sua que nada acrescentava às investigações em curso, ainda que deixando claro que não concorda com a maioria das opiniões emitidas por Azevedo em suas atribuições como jornalista, analista político e articulista. Eis aí o diferencial nestes momentos de grave radicalização. Ainda temos pessoas sensatas à direita e à esquerda, capazes agir para que a fervura se arrefeça. Não compactuo com o comportamento narcisista e professoral exibido em muitas falas e comentários de Azevedo. Mas nada justifica a violência cometida contra ele, por pessoas que deveriam respeitar a Constituição, protegendo o sigilo da fonte jornalística. Lembrando, ainda, que, aprecie-se ou não o estilo do referido jornalista, ele foi o primeiro a questionar publicamente determinadas ações do que chama de "República dos Procuradores" ao arrepio da Constituição na condução das investigações que colocam o País de joelhos. Pode não ser mera coincidência que tenha sito atirado às feras. "Ponto, falei."

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br

Mogi Mirim 

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'A RESPONSABILIDADE DO JUIZ'

Sou leitora antiga do jornalista Reinaldo Azevedo. Aliás, era. Por isso, digo que a afirmação "o aviltante ataque contra o jornalista Reinaldo Azevedo, que não mais fazia do que exercer sua profissão", está errada. Entendo que os jornalistas se unam para defender um colega, mas quem é que defende o leitor enganado pelo tal jornalista? A não ser que tenhamos entendido errado e que o papel do jornalista seja escolher, às escondidas, um partido político e defendê-lo acima de qualquer questão, aquilo que Reinaldo fazia está longe de ser jornalismo. Porta-voz de bandido na imprensa, nem Fernandinho Beira-Mar tem ainda. 

Regina Moura remouraremoura@gmail.com

São Paulo

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PERDÃO POR DECISÃO MONOCRÁTICA?

Discute-se estes dias se o ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, poderia conceder monocraticamente o perdão judicial a Joesley Batista. Não é matéria estranha ao STF. Em tese, contra decisão do relator cabe agravo regimental, mas também cabível o habeas corpus. O cabimento do habeas, ainda que pendente julgamento de agravo regimental contra a decisão do relator, se justifica uma vez que o agravo não tem efeito suspensivo (Habeas Corpus 127.483, julgado em 26/8/2015). Se não foi interposta nenhuma medida, não é o Ministério Público, que concordou com a transação havida para que houvesse a delação, que vai recorrer. Muito menos um ministro que homologou o acordo de delação. A inércia elege a decisão primeiro publicada: perdão judicial daquele homem destituído de escrúpulos. O Direito, muitas vezes, é assim: "Dormientibus non succurrit jus" (o direito não socorre a quem dorme). Simples assim.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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JBS, CABO ELEITORAL DE FACHIN

Segundo informações reveladas pelo jornalista Jorge Bastos Moreno, de "O Globo", o ministro Edson Fachin admitiu ter pedido ajuda "ao pessoal da JBS" em 2015 para ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Asseverou ainda que, como a JBS era a empresa com o maior número de parlamentares eleitos, a indicação de Fachin para o STF dependia dos votos de senadores. Por ironia do destino, Ricardo Saud hoje é um dos delatores da JBS e Fachin, o relator da Lava Jato. A dúvida que fica é: será que a camaradagem com os irmãos Batista, deixando-os livres para aproveitarem a vida depois dos enormes prejuízos causados, foi mera coincidência ou gratidão mesmo?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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UM PASSADO QUE INCRIMINA

O discurso de Luiz Edson Fachin dando apoio incondicional à candidatura de Dilma Rousseff, que o indicou, posteriormente, para ministro do STF, o deixa sob suspeita de cumplicidade ideológica.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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NÃO CONSIGO ENTENDER...

Onde está alguém para defender nosso querido Brasil? Se prenderam Marcelo Odebrecht, que está na cadeia há cerca de dois anos, como retiraram do Senado e ameaçam prender Aécio Neves e deixam escapar os irmãos da JBS para Nova York, imediatamente após relatarem seus malfeitos junto de outros e contra o Brasil, deixando o País neste estado, nas mãos de pessoas que se agridem num Congresso sem comando e que dificilmente continuará o que estava sendo feito no que se refere às reformas? 

Maria Cecilia Castro hildavillaca@hotmail.com

São Paulo

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AS EXPLICAÇÕES DE AÉCIO NEVES

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), afastado do cargo, usou as redes sociais esta semana para fazer um pronunciamento. Alguém acredita no que ele diz? Eu acho que só piorou a imagem dele. Mais cedo ou mais tarde a verdade apareceria. Emplacou o presidente da Vale, segundo conversas telefônicas dele com o empresário Joesley, da JBS, passando por cima de uma lei de autoria dele que proibia interferências nas escolhas para presidências das empresas onde o governo tivesse participação societária, como tem na Vale. Desrespeitou a própria lei. Não adianta nada agora. Está acabado, politicamente. Pode procurar outra vida, já que, aliás, como disse, nunca fez dinheiro na vida pública, não deve encontrar dificuldade em outra atividade, privada, por exemplo.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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NOME SUJO

Ao ouvir o relato do senador afastado Aécio Neves na TV, dos motivos pelos quais pediu "emprestado" ao delator Joesley Batista R$ 2 milhões, confesso que não sabia se ria ou se chorava. Rir das alegações ridículas, estapafúrdias e grotescas que afrontam a inteligência de qualquer brasileiro minimamente esclarecido. Chorar de pena que um político tão "experiente", "de reputação ilibada", como afirmou, ex-governador, quase ex-senador, com patrimônio milionário, haja vista ter oferecido ao delator que comprasse um imóvel no valor de R$ 40 milhões, não tenha conseguido amealhar tal quantia ao longo de sua carreira política é compreensível. Agora, o que não dá para aceitar é que ele não possua condições para obter um crédito bancário. Ou será que o afastado senador também está com seu cadastro bancário sujo?

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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A DEFESA DE AÉCIO

Só para entender: Aécio Neves pediu R$ 2 milhões a Joesley Batista para pagar advogados na sua defesa na Operação Lava Jato, certo? Podemos considerar um dinheiro sujo? Se for sujo, o advogado receberá pelos serviços prestados ao senador, certo? O advogado emitirá nota de prestação de serviço? Recolherá ISS? Vivemos num país onde imperam a corrupção e a safadeza, produzimos todos os dias farto material para os programas jornalísticos e o povo, que paga a conta, já não tem mais a quem pedir socorro. Se gritar "pega ladrão"?

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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PLAUSÍVEL

A explicação sobe o dinheiro recebido por Aécio é absolutamente plausível. Afinal, quem de nós nunca ligou para um amigo e pediu um empréstimo de R$ 2 milhões em dinheiro vivo para pagar advogados? Claro, praticamente TODOS os brasileiros de classe média ou classe baixa, que passam por momentos difíceis, recorrem a algum amigo. Este, se realmente for amigo, dirige-se ao primeiro caixa automático, saca R$ 2 milhões em dinheiro e empresta, sem nenhum documento - afinal, amigo é para estas horas. Agora preciso ligar para um amigo. Ele disse que só pode me emprestar R$ 1,8 milhão, porque, caso contrário, acaba caindo no cheque especial. Vamos buscar em dinheiro. Tchau! Fui!

Marcos Susskind  chegadedrogas@gmail.com

São Paulo

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NÃO CONVENCEU

Aécio Neves, "o peixe morre pela boca". Seu avô deve estar "morto" de vergonha!

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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LINGUAGEM CHULA

A linguagem empregada pelo então senador e presidente do PSDB Aécio Neves, em diálogo com o dono da JBS, é algo que faz corar no túmulo os rostos de seus ilustres avós, os honrados homens públicos Tancredo Neves e Tristão da Cunha. Que vergonha, principalmente para os mineiros!

Fernando Versiani dos Anjos fernandoeteresaversiani@gmail.com

Belo Horizonte

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INGENUIDADE

Michel Temer e Aécio Neves, apanhados com a boca na botija, alegam "ingenuidade" por terem caído na arapuca armada por Joesley Batista. Não convenceriam nem mesmo a velhinha de Taubaté, pois ingenuidade é pensar que alguém possa cair nessa lorota.

Hélio de Lima Carvalho  hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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PELO TELEFONE

O samba "Pelo telefone", gravado por Donga, comemorou 100 anos. Curiosamente, pelo telefone, Aécio Neves solicitou a Gilmar Mendes interceder junto a Flexa Ribeiro para acompanhar seu voto no projeto de lei que tipifica os crimes de abuso de autoridade. Gilmar responde que já falou com Antonio Anastasia e com Tasso Jereissati. Esse fato deveria ser devidamente repercutido, pois um senador da República solicita a um ministro do Supremo Tribunal Federal para interceder junto a senadores de um partido, do qual é presidente, para ajuda-lo a obstruir a Operação Lava Jato. Soma-se a este absurdo que "passou batido" pela imprensa alienada o fato de o senador José Serra, pelo telefone, solicitar ao correligionário e presidente do partido, senador Aécio Neves, para intervir junto ao presidente Michel Temer no sentido de destituir o ministro da Justiça Osmar Serraglio por este ser "muito mole" no combate aos "abusos" da Lava Jato. Na verdade, esses fatos surreais deveriam servir para compor a letra de um atual "samba do crioulo doido".

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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SOFISMÁTICO

Chamavam-se sofistas aqueles falsos filósofos que, na Grécia antiga, falavam bem, mas não agiam segundo o que diziam. Herdeiro político de Tancredo Neves, Aécio sempre se expressou muito bem, de forma fluente e confiante, conquistando votos e eleições. Mas que peso agora, para a memória daquele que, com a própria morte, em 1985, inaugurava o tempo histórico da redemocratização do Brasil, após 21 anos de governos militares! Todos desfraldavam suas esperanças num país melhor, mas outros preferiram a demagogia e o sofisma.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro 

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DECEPÇÃO

E eu votei e lutei por Aécio Neves...

 

Maria do Carmo Z. Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

 

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COMO LIDAR COM CORRUPTOS

Sem entrar no mérito ético nem no da eficácia das ações tomadas por países para lidar, entre outros, com casos de corrupção, temos que: a França fez uso da guilhotina; a União Soviética, dos gulags; a China, de uma bala na nuca; os países islâmicos, da sharia (enforcamento); e Cuba, de "el paredón". E o Brasil? Bem, optou pelo foro privilegiado...

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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AÇÃO NA CRACOLÂNDIA

A recente ação na cracolândia retrata o caos administrativo nacional: uma ação absurda e sem nenhuma assistência aos que ali frequentam, ou mesmo sem medir o impacto da medida na região. É o retrato do absurdo.

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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DISPUTA ELEITORAL

É cristalina a violenta disputa entre Geraldo Alckmin e João Doria para ser o candidato tucano à Presidência da República em 2018. Nessa luta, ambos, despudoradamente, usaram os dependentes químicos da cracolândia como massa de manobra para fins eleitoreiros. Alckmin ordenou uma violenta ação policial, sem avisar Doria, e este contra-atacou usando um guindaste para destruir uma propriedade particular sem desapropriá-la, sem alvará de demolição e com a agravante de destruir outra, ferindo moradores. Não por acaso, aparece a figura de David Uip, secretário de Alckmin, criticando Doria. O prefeito traiu Alckmin e vai se arrepender, pois o governador vai apoiar David Uip na sucessão estadual e tem muito mais força nas prévias para ser o candidato tucano à Presidência. Para Doria, restará mudar de partido e completar sua traição a Alckmin para concorrer à Presidência ou continuar se queimando até o fim do mandato na Prefeitura. O prefeito se esqueceu de que "muita esperteza engole o dono".

Fernando Nascimento Xavier franciscoxavier1000@gmail.com

São Paulo

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NOTA ZERO

Nota zero para o prefeito Doria. Na sequência em que está indo a cracolândia, ele terá de demolir a cidade inteira, porque os infelizes usuários vão se mudando a cada expulsão. A secretária de Direitos Humanos fez muito bem em demitir-se. Se essa é a demonstração de "gestor", acho melhor entrar na escola para aprender.

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

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TRANSFERÊNCIA

O prefeito Doria queria tirar as pessoas da cracolândia, mas me digam uma coisa: o que adianta tirar dali os usuários e transferi-los para as demais ruas, pois foi exatamente isso o que ocorreu, só uma transição de lugar. Tiraram daquela parte e os espalharam para diversas outras ruas. Concordo que aquelas pessoas deveriam ser tratadas e recuperadas, porém destruir suas moradias vai ajudar? Infelizmente, quando existem diversos brasileiros desempregados neste momento de crise do Brasil, seria esta realmente a coisa mais urgente para fazer? Por que não ajudar os trabalhadores honestos antes, não desmerecendo os moradores da cracolândia, que também precisam de ajuda tanto quantos os outros? Afinal, somos todos seres humanos e merecemos o mínimo de condições para sobreviver. 

Ana Paula C. Bini apcoltri@gmail.com

Americana 

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INTERNAÇÃO COMPULSÓRIA

De forma corajosa, o prefeito de São Paulo, João Doria Jr., solicitou à Justiça autorização para que se internem à força dependentes de drogas como os existentes na cracolândia, no centro da capital. Sem a aprovação dessa medida, este problema que há muito persiste ficará, infelizmente, sem solução.  É preciso que o nosso Judiciário se sensibilize e compreenda que é uma situação humanitária.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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PREFEITO MAL ASSESSORADO

Cuidado, Doria! Pelo visto o prefeito foi muito mal assessorado pela sua Secretaria de Saúde, que deveria ter-lhe aconselhado a conseguir a internação compulsória dos viciados antes da invasão policial. Ninguém espera que o prefeito seja expert em tudo, mas seus secretários deveriam sê-lo. Cada um em sua área. Se não são, foram mal escolhidos. Se quiser ser presidente, Doria que comece a se cercar de especialistas para nos dar confiança em sua capacidade de nos governar.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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VERGONHA

O Ministério Público proíbe internação compulsória dos drogados da cracolândia e proíbe, também, a demolição dos prédios que eram utilizados como QG dos traficantes para guardar drogas e armas. Conclui-se, assim, que o Ministério Público endossava o programa utilizado pela administração de Fernando Haddad, que só aumentou o problema ao fixar os drogados e traficantes naquele local por meio de mesadas para pagar diárias em "hotéis" e para que trabalhassem como garis, coisa que não aconteceu - mas as mesadas permaneceram assim mesmo e foram muito úteis para a compra de drogas com dinheiro saído do erário! Não cabe ao promotor do Ministério Público encontrar soluções para problemas, mas deveria ser menos ideológico-partidário nas suas imposições, e não inviabilizar um programa novo, que prometia dar certo, tanto para recuperação dos viciados como para a urbanização daquela zona da cidade. Que vergonha, que falta de cidadania!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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QUESTÃO SOCIAL

Em Serviço Social, entendemos a importância do trabalho em rede com equipe multidisciplinar. A cracolândia realmente será extinta, se houver um trabalho efetivo, multidisciplinar e em rede. É uma questão social que chegou a tal ponto em razão do descaso do poder público. Muito se falou, se escreveu, se elaborou, porém nada se fez. Não é só uma questão de segurança pública, ou de saúde pública; acima de tudo, é uma questão social. Simples assim. Quem está lá? Por que está lá? O que o levou a estar lá? Busca ativa, intervenção, encaminhamento, acompanhamento, equipe multidisciplinar mais segurança pública. E, se o trabalho não for duradouro e contínuo, muito em breve a cracolândia terá novo endereço.

Rosângela Lopes, assistente social rolopes20012@hotmail.com

Sarapuí

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AÇÃO DE CORAGEM

Embora se ouçam muitas críticas à operação feita na cracolândia esta semana, há mais de 40 anos, quando eu trabalhava numa empresa que na época ficava próxima daquele local, já era comum ver pessoas consumindo drogas ali. Passam-se quatro décadas, quase uma dezena de prefeitos e nenhum deles fez algo para reverter aquela situação. Então agora, que o prefeito João Doria resolveu fazer algo, ele recebe críticas inclusive de autoridades que poderiam ter feito algo para que a situação chegasse ao ponto que chegou.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ANTES QUE SEJA TARDE

O Estado e a Prefeitura de São Paulo estiveram décadas fora do que acontecia na cracolândia. Poucas atitudes contundentes foram tomadas, enquanto o crime organizado tomava conta. Agora, quando o prefeito João Doria resolveu atacar o problema de frente, sem demagogias, tratando o caso como de segurança pública, já vemos os "direitos desumanos" e parte da imprensa atacando e denegrindo as medidas adotadas. Agora não dá mais para postergar. Virou o Estado contra o crime organizado e deve continuar sendo atacado de todas as formas possíveis, porque as cracolândias já se alastraram pela cidade e, se assim continuar, em breve seremos como no Rio de Janeiro: onde o crime organizado comanda, o Estado não entra. Força ao prefeito Doria.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PRIMEIRO PASSO

Está circulando nas redes sociais uma charge a respeito da cracolândia que sugere que teriam varrido o problema para debaixo do tapete. Não posso concordar com ela. Independentemente de qualquer bandeira ou partido, temos de pensar o seguinte: num mundo cor de rosa, realmente seria empurrar a sujeira para debaixo do tapete. Mas estamos falando da nossa realidade, do nosso país, que está muito aquém desse mundo de epifania. Estamos falando de um país quase dominado pelo tráfico. Eles se apoderam dos lugares, praticam uma série de crimes, corrompem a sociedade e não temem a Justiça, quiçá a polícia, por causa da impunidade que assola nosso país. Você já passou pela cracolândia? Como se não bastasse ser um mundo sombrio, com todas as suas mazelas, é um tapa - um tapa, não, uma "escarrada" - na cara de todo brasileiro que, mais do que nunca, está suando para conseguir um emprego digno e sobreviver no "país do caos". Tráfico é crime. É um absurdo o fazerem na nossa fuça, como se nada temessem. Mais absurdo ainda era o devaneio das autoridades diante disso. Resumindo, não estamos falando de heróis nem de milagres... talvez nem de fins, mas estamos falando de meios. Alguém, depois de muito tempo, fez alguma coisa. É uma maratona. Ficar de braços cruzados não vai tirar você do lugar. Não sou visionária, apenas tenho esperança. O primeiro passo foi dado.

Janaina B. Zanini Santos jans55@hotmail.com

Sorocaba

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NO QUINTAL DO TRÁFICO

Barbárie, sim, foi o descaso das autoridades com o centro de São Paulo ao longo de décadas. No lugar do prefeito João Doria, eu iria mais longe: chamaria, inclusive, faculdades de Arqueologia para escavarem a cracolândia. Certamente, encontrariam inúmeras ossadas humanas nos quintais do tráfico. O prefeito tem o meu e, certamente, o apoio de todas as pessoas de bem para demolir a cracolândia inteira. Eu ainda daria um grande passo para o futuro: arrancaria a cracolândia dali e construiria na enorme área uma cidade universitária. Cedo ou tarde isso vai acontecer.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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VIOLÊNCIA MAIOR

A propósito da corajosa, oportuna e mais que necessária atitude da Prefeitura de São Paulo de erradicar de vez a intoxicada cracolândia, cabe citar o que escreveu o psiquiatra e blogueiro do "Estadão" Daniel Martins de Barros em seu artigo "Cracolândias: violento desfazê-las, violento mantê-las" (24/5, A17): "Evidente que ações policiais não solucionam o problema. Usuários e dependentes precisam de assistência à saúde, criminalizá-los não faz sentido. Dependentes e moradores de rua carecem de assistência social - não é preciso força bruta para isso. Mas é também evidente que ela é necessária para desmontar esses guetos controlados pelo tráfico e sustentados pela demanda de quem perdeu o controle sobre o uso da droga. É muita ingenuidade - ou muita má-fé - defender a manutenção desses territórios, cuja existência é por si só uma violação dos direitos humanos. Fingir que é possível recuperar as pessoas ali e deixá-las naquela situação por anos a fio é uma violência infinitamente maior do que qualquer ação policial".

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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