Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

29 Maio 2017 | 03h00

COMPLÔ CONTRA A NAÇÃO

Acordão sórdido

Li, estarrecido, no Estadão (27/5, A8) que Lula, Nelson Jobim (caso este fosse eleito para o pós-Temer) et caterva estão liderando um acordão para bloquear a Lava Jato, por meio de uma proposta de emenda constitucional que politizaria o Ministério Público e deferiria foro privilegiado a ex-presidentes e ex-ministros, como se ex-qualquer coisa jamais pudesse voltar a ser cidadão comum. Isso, sim, é golpe! Golpe contra a moralização da coisa pública, as instituições e as leis vigentes, em que o jogo é jogado e o País, tomado de assalto. Brasileiros de bem – sim, é uma convocação –, não deixem vingar as artimanhas de corruptos da esquerda, da direita e do centro contra a Nação! Se tentarem destruir a Operação Lava Jato, vamos com as nossas armas democráticas varrer para o lixo da História esses nefastos personagens da política nacional.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@hotmail.com

Marília

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Realmente estarrecedora a notícia sobre as tratativas para “anistiar” parte do mundo político e colocar o Congresso como contraponto à Lava Jato e ao Ministério Público. A classe política, salvo exceções, está totalmente corrompida e desacreditada, eivada de vícios e propósitos que nada têm que ver com a representatividade que devem à população. Uma tentativa a ser rechaçada pela população, que precisará voltar às ruas e proclamar os seus anseios.

GILBERTO DE LIMA GARÓFALO

gilgarofalo@uol.com.br

São Paulo

INSOLÊNCIA DEMAIS

Foi entre incrédulo, estarrecido, indignado e revoltado que li e reli o texto do jornalista Alberto Bombig dando conta de que a casta política nacional e seus putrefatos medalhões estariam articulando um acordão geral da impunidade. Não, não pode ser! É ousadia demais até mesmo para eles! Que a moralmente falida classe política nacional encastelada na isolada Brasília seja esquizofrênica, distante da realidade, militantemente adepta do malfeito escarnecedor do povo, abusada em suas ações contra a Nação e nos acordos espúrios de bastidores visando sempre benefícios próprios, temerária em seu absoluto desprezo pela cidadania apenas porque acredita na folclórica ideia da anomia popular e da pacatez bovina do povo brasileiro, disso todos nós já sabemos. Mas isso? Aí já é demais! Toda provocação tem limites. Só mesmo essa gente doente não prevê que o País pegará fogo, na justa revolta popular, se esse desaforo for avante.

PAULO BOCCATO

pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

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NEM A PAU!

Era só o que faltava, um acordão entre congressistas para “anistiar” políticos criminosos. Esses mofinos, espécie sem qualificação, acreditam mesmo que deixaremos que isso aconteça? Eles ainda não entenderam o recado.

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

Cegos e surdos

Está difícil os políticos entenderem que os tempos são outros, que a sociedade organizada não aceita mais esse tipo de conduta imoral. Afinal de contas, o Supremo Tribunal Federal ( STF) vai virar valhacouto para os que lesaram a Nação? É para isso que serve a Suprema Corte do Brasil? Com a palavra os 11 ministros do STF.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

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SUPREMA INDECÊNCIA

De fato, o Estado nos dá conta de estar sendo tramado um big acordão entre políticos de todos os partidos para que todos os ex-presidentes da República ganhem foro privilegiado, a fim de que Lula e Dilma, até mesmo Temer, escapem das mãos do juiz Sergio Moro. Só que para isso dar certo tal ação terá de passar pelo STF. Será que a salvação para os criminosos que usurparam o País terá o aval da nossa mais alta Corte? Os ministros se sentarão à mesa com eles para discutir essa tramoia? É isso, excelências? Já é chocante ler que essa estratégia está sendo articulada. Concretizá-la seria trágico!

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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FUTURO SOMBRIO

Três temas publicados no Estado de sábado nos dão uma perspectiva muito sombria para o futuro do País. Senão, vejamos: na página A8, Alberto Bombig relata o acordão que está sendo gestado nas sombras do Senado para, dentre outras “pérolas”, manter Lula e, eventualmente, Temer longe de Curitiba; na página A6, o sr. Gilmar Mendes trata da revisão da decisão do STF sobre a prisão de condenados em segunda instância; e na A10 uma nota de pé de página diz que o sr. Dias Toffoli levará a julgamento na 2.ª turma do STF, amanhã, pedidos de extensão de habeas corpus para soltar três condenados da Lava Jato, entre eles Renato Duque. Vale lembrar: tudo dentro dos preceitos legais. Como disse Tom Jobim, o Brasil não é para principiantes...

JOSE ANTONIO S. BORDEIRA

bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

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MÁ NOTÍCIA NO BNDES

Para políticos e empresários acostumados a mamar nas tetas do governo, não serve ter à frente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) uma dirigente competente e séria como a demissionária Maria Silvia Bastos Marques. Infelizmente, Maria Silvia pediu demissão de seu cargo por pressão desta gente que só busca facilidades com os recursos dos contribuintes. Ela vinha reorganizando o banco de fomento depois do estrago petista, que na era Lula/Dilma só emprestava para amigos, com juros de pai para filho, como foi com cerca de R$ 10 bilhões para a JBS, em troca de gorda propina, como se viu nos últimos dias. Se a saída de Maria Silvia do BNDES é ruim para o Brasil, para políticos e empresários inescrupulosos, é uma esperança de a orgia petista vai continuar também neste governo.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A CAIXA PRETÍSSIMA DO BNDES

Com as delações dos donos da JBS e a abertura da caixa pretíssima da torre de cristal negra do BNDES, vai se acelerar o ataque final para esclarecer as ações corruptas de políticos importantes que ainda se agarram a desculpas esfarrapadas para fugirem de culpabilidade. Os “campeões nacionais” germinados no BNDES cresceram tanto e tão rápido que se transformaram em multinacionais, gerando emprego e renda muito mais fora do Brasil do que dentro do País, como o Grupo JBS, nos EUA. O BNDES financiou a ascensão do JBS, tendo adquirido 21% do capital do grupo, ao injetar a quantia fantástica de R$ 8,1 bilhões para sua expansão. E emprestando a juros baixíssimos, mais R$ 3 bilhões. Essas generosas bondades ocorreram no governo Lula. O presidente do banco era, então, Luciano Coutinho e um dos dirigentes era José Cláudio Rêgo Aranha, que fazia parte do Conselho da JBS. Ao abrirem esta caixa de pandora, vão descobrir todos os males desta República! Com a palavra, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários.

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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CAIXA DE PANDORA

Disse Al Capone: “Não entendo quem escolhe o caminho do crime, quando há tantas maneiras legais de ser desonesto”. O que impede de chegar ao conhecimento público ou, ainda, que o governo e a direção do BNDES reconheçam a legitimidade irrefutável que garanta aos contribuintes saber o que consta dos contratos firmados pelo BNDES durante a gestão petista? Será que há algo pior que o petrolão e faltarão cárceres? Afinal, as maiores organizações envolvidas nos “presumíveis empréstimos” estão arroladas em todo tipo de crimes e têm até dívidas extraordinárias para com o INSS. Não há mais dúvida de que no Brasil do PT criou-se um mecanismo impecável de roubar o erário de forma travestida de legalidade. 

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

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O FIM DE UMA AVENTURA

Os 13 anos de PT causaram ao País um atraso de 30 anos, estamos hoje como estávamos em 1987, com um agravante, o Congresso Nacional hoje é formado por políticos que são como cartas de baralho marcadas, independentemente do partido em que estejam, suas atitudes não mudam e não podemos confiar em nenhum. Como, então, este Congresso tem legitimidade para eleger um novo presidente, se for o caso? Em quem vamos votar ou quais serão as opções de candidatos em 2018? Os mesmos de hoje, as mesmas cartas de baralho em outra posição? Onde estão os 24 milhões de empregos perdidos no Brasil? Perguntem ao BNDES... O Brasil investiu centenas de bilhões de dólares em países da América do Sul, América Central, África, Oriente Médio e no Brasil criou artificialmente bombas-relógio como o conglomerado X de Eike Batista, a JBS, a Oi, que tem uma dívida de R$ 60 bilhões, etc... Se aberta a caixa preta do BNDES, não sobra pedra sobre pedra neste país. Os “investimentos” em outros países jamais serão pagos, ou alguém acredita que Cuba honrará a dívida do Porto de Mariel, por exemplo? A política brasileira perdeu a vergonha e virou um clube de punguistas. Basta!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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GUINNESS BOOK

Com as últimas e escabrosas notícias do propinoduto, chega-se à conclusão de que a JBS é a maior e mais eficiente doadora de recursos ilícitos aos políticos do País. Joesley Batista praticamente agia sozinho nessa prática. Já a Odebrecht, mesmo com a criação do “departamento de propina”, comandado por vários executivos, não era tão eficiente e, por isso, ficou em segundo lugar no pódio da corrupção, sem contar que o primeiro está solto, mas o segundo... Tudo digno de constar no Guinness Book. Que sem-vergonhice! Muda, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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REAPRESENTAÇÃO ADAPTADA

Nada de “compliance”, a Odebrecht e a JBS, sinônimos de bandidagem empresarial, devem ser liquidadas judicialmente. Acabou!

Sergio S.de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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OS INOCENTES

Ficou bem claro quem são os verdadeiros assaltantes dos cofres públicos, principalmente do BNDES: os irmãos Batista, com o beneplácito de Lula e Dilma! E os brasileiros trabalhando para o “bem” do Brasil.

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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EMPREGOS FORA DO PAÍS

Prova fundamental de quando existe corrupção é usar dinheiro público – BNDES, FGTS, Caixa, etc. – para gerar emprego no exterior, como foram agraciadas Odebrecht, JBS e tantas outras empresas brasileiras. Usaram dinheiro do povo sem gerar um emprego sequer aos verdadeiros financiadores. Só este já deveria ser o principal motivo para a prisão dos delatados e delatores, porque aqui, no Brasil, justamente por causa da corrupção, 14,2 milhões estão desempregados. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A JBS FRITOU O BRASIL

Afinal de contas, quanto o Grupo JBS está devendo ao BNDES? Nada? Como é que grandes articulistas e comentaristas econômicos não desconfiaram da trajetória meteórica do grupo?

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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NÃO É LOGO ALI

Divulga-se que o caso JBS-Batistas tenha emperrado a recuperação da economia. Trata-se de um julgamento no mínimo apressado. Como poderá haver uma verdadeira recuperação, se toda a corrupção e perversão não for desvendada e punida? Na oportunidade do impeachment de Dilma Rousseff não se tinha ainda o conhecimento trazido pelas delações da Odebrecht, entre outras, e muito menos das da JBS. E ainda há outras caixas pretas a serem abertas. O fim do túnel não é logo ali.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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EM ALTA

Os donos da JBS vêm ocupando espaços com delações premiadas diariamente envolvendo figuras da política nacional, um deles residindo em apartamento de luxo em Nova York. A mídia tem falado tanto em Wesley e Joesley que eu pensei que se tratasse de dupla sertaneja. São péssimos no sertanejo, mas sabem tocar bem uma quadrilha.

Alcindo Garcia alcindogarcia@uol.com.br

São Paulo

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DELAÇÃO IMPUNIDADE

O desfecho do caso Joesley-Wesley foi tão somente uma mudança no jogo de palavras: agora não existe mais “delação premiada” aos corruptos e assaltantes do povo brasileiro com a abreviação das penas, multa e tornozeleira eletrônica. O que passa a existir, agora, é “delação-impunidade” com plena liberdade de moradia à escolha do criminoso, tornozelos indultados, multa a combinar. No Brasil os fatos e a Justiça demonstram, por “Joesley e Wesley”, que vale a pena ser bandido. 

Regina Ulhôa Cintra reginaulhoa13@outlook.com

São Paulo

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INDIGNAÇÃO

Os brasileiros não devem ficar indignados com os irmãos Batista, mas com os canalhas que deram o dinheiro aos irmãos Batista!

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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TEMOS PRESSA

Esperemos que essa situação em que colocaram o País seja solucionada o mais breve possível. O Brasil não pode parar, principalmente quando está saindo da crise criada pelo PT.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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PALHAÇADAS

Depois do estilinho da delação viciada dos irmãos Batista, não é por falta de palhaços que seremos vistos como um circo aos olhos do mundo!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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LONA & PICADEIRO

Tiririca errou. Ficou bem pior. É... palhaços somos todos nós.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo 

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NO LIMBO

Encalacrado em berço esplêndido, o País demora na ação, perdido entre emendas e votações, liminares e suspensões, ditos e desmentidos, vanguarda e retrocesso, poder paralelo e constituído, sem conseguir reagir nem encontrar o caminho de casa. Volta, Brasil! 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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DESCASO

Estávamos em vias de sair da crise econômica, mas com a crise política a situação se agrava. Para piorar, os nossos deputados e senadores, em desapreço aos interesses nacionais, relutam em aprovar a reforma trabalhista e a da Previdência, ambas de vital importância para superar a crise.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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PARA QUE REFORMAS? 

Em 24/4, a presidente do BNDES anunciou indícios de recuperação da economia e a imprensa ecoou essa notícia com otimismo. Michel Temer, em seus recentes pronunciamentos, usou isso, o auspicioso crescimento econômico, como argumento em sua defesa. Ora, se o Brasil já retomou o crescimento sem as reformas, para que as reformas? Não será uma temeridade? Em time que está ganhando não se mexe. E se as reformas aprofundarem de novo a crise? Ninguém com inteligência mediana pode acreditar que o País esteja saindo da crise só com o anúncio de reformas. Toda reforma econômica leva anos para produzir efeitos, salvo reformas predatórias. Se é verdade que o País está saindo da crise, só tem duas explicações. A primeira é de que é a reação natural de toda crise: cumpriu-se o ciclo de recessão e começa o ciclo de crescimento. A segunda, de acordo com analistas sérios, não partidarizados, é de que Temer não está seguindo um programa de austeridade fiscal, ele prega a austeridade para os presidentes futuros, mas não a pratica, para conseguir popularidade. Ele manda para o Congresso projetos de austeridade para acalmar o mercado financeiro, projetos que terão consequências futuras, mas para conseguir a aprovação dessas medidas abre os cofres do BNDES e do Tesouro Nacional, na contramão das reformas, mas que funcionam como medidas antirrecessivas. Seja qual for a explicação, a verdadeira, as reformas são desnecessárias e até perigosas, têm de ser arquivadas. Diz o ditado popular: cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Cautela para nossos políticos e caldo de galinha para a nossa economia convalescente.  Agora, a pergunta que não quer calar: por que, apesar de esta crise política ser considerada a mais grave de todas, não há evidências até agora de retração do mercado interno, apenas reações na Bolsa? 

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com

Salvador 

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INIMIGOS DO ESTADO

Concordo plenamente com o secretário de Previdência, Marcelo Caetano, quando diz que a reforma da Previdência é questão de Estado, e não de governo. Mais ainda: é questão de sobrevivência do Estado. Os que ainda não se convenceram disso ou deturpam essa necessidade com fins meramente políticos ou, ideológicos, são inimigos do Estado e do povo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PRIORIDADE ABSOLUTA

Uma saída honrosa, inteligente e altaneira como sugestão ao sr. presidente Temer: Sua Excia. se comprometeria perante a Nação com que, imediatamente após a aprovação das reformas da Previdência e trabalhista, sem qualquer retoque pela Câmara e pelo Senado, ofereceria sua renúncia.

Marcos Penteado Cardoso de Almeida 13mca13@gmail.com

São Paulo

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GRITARIA NO CONGRESSO

Ainda bem que a “bancada da chupeta” do Senado não será reeleita. Espero que, depois, faça um estágio em alguma creche para aprender boas maneiras.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A CONDENAÇÃO DE MALUF

Em decisão unânime, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) a prisão em regime fechado e a perda de seu mandato na Câmara por crime de lavagem de dinheiro. Contrariando o impagável Nelson Rodrigues, nem sempre a unanimidade é burra, pois não? Bravo!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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NOVO RUMO

Depois de muitos anos, finalmente, Paulo Maluf foi condenado. Em 2014, “o Deutsche Bank fechou um acordo com a prefeitura de São Paulo e com o Ministério Público Estadual (MPE) para o pagamento de 20 milhões de dólares por ter movimentado valores depositados pelo ex-prefeito Paulo Maluf” (Veja.com, blog do Reinaldo Azevedo, 24/2/2014). Pois é, parte do dinheiro surrupiado dos cofres públicos já retornou para o seu devido lugar, mas Maluf continuava livre, leve e solto, competindo com Lula, a quem pertence o cargo de “o homem mais honesto do País”. Ficaria muito feio se o Supremo Tribunal Federal (STF) continuasse deixando impune político com foro privilegiado. Essa condenação, na minha opinião, é fruto da Operação Lava Jato e do sucesso do juiz Sérgio Moro. E, plagiando Lula, “nunca antes na história deste país” um político “conceituado” foi condenado. Que bom que isso está mudando, pois essa condenação pode mudar o rumo do nosso país, para melhor. Se isso realmente acontecer, vamos ter de agradecer ao juiz Sérgio Moro.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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O BRASIL ESTÁ MUDANDO

Até que enfim o responsável pelo verbo “malufar” foi condenado pelas falcatruas cometidas entre 1993 e 1996, quando foi prefeito de São Paulo. Pensei que nunca iria ver essa condenação do “rouba, mas faz”. Realmente, nosso Brasil está mudando, e para melhor!

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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ZOMBARIA

Condenação do sr. Paulo Maluf é só para gringo ver. O homem que “rouba, mas faz”, o político que diz “estupra, mas não mata” e que só sabia colocar a Rota na rua para achacar o povo pobre zombou e ainda zomba do povo de São Paulo.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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AÇÃO NA CRACOLÂNDIA

Pelas críticas que vem recebendo ao tentar resolver o gravíssimo problema da cracolândia em São Paulo, entende-se que boa parte da sociedade e diversas entidades talvez preferissem que o prefeito João Doria isolasse a Praça Princesa Isabel com um muro e deixasse os drogados à sua própria sorte. É isso mesmo?

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

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‘DISPARADA’

Eu me incluo entre os paulistanos que acham um absurdo as autoridades assistirem inertes à existência da cracolândia bem no centro da nossa cidade, mas o que realizaram recentemente naquela região foi tudo, menos uma ação planejada e com assistência aos drogados. Os promotores públicos já estão se movimentando e tanto o governador como o prefeito da capital terão de responder por isso. Politicamente, já se mostrou um tiro no pé. O prefeito Doria se elegeu, entendo eu, aproveitando inteligentemente o nojo que a população sente pela nossa classe política, dizendo-se, “ad nauseam”, gestor, e não político. E continua com o mote a todo o momento. Já afirmei e repito que um administrador público tem de ser, antes de tudo, um estadista. Ou seja, um dirigente que tenha grande tirocínio, habilidade política e discernimento no que diz respeito às questões de Estado, o que é bem diferente de administrar uma empresa. Com a operação na cracolândia o prefeito demonstrou que não o é, assim como o governador, complicando sobremaneira as suas ambições políticas. O governador acompanhou a operação no local e explicou que era uma operação policial com o objetivo de prender os traficantes e, nesse aspecto, cumpriu o seu objetivo. Mas não houve a devida preocupação para com os drogados, que são as maiores vítimas daquela situação e certamente seriam e foram afetados pela operação. Ocorreu, então, um verdadeiro estouro da boiada, pois os viciados não foram atendidos na totalidade e simplesmente trocaram as ruas da cracolândia pela Praça Princesa Isabel, nas proximidades. Tanto o governador quanto o prefeito se esqueceram dos versos do genial compositor Geraldo Vandré, em sua composição “Disparada”: “Porque gado a gente marca / tange, ferra, engorda e mata / mas com gente é diferente”. Não foi um massacre, como alardearam seus adversários políticos, mas foi de uma inabilidade inaceitável. Vão, agora, repetir o mesmo erro de Serra e Kassab com o projeto Nova Luz, que desaproprio vários prédios daquela região e criou apenas terrenos vazios, enquanto a cracolândia continuou no local. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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UM GRANDE LEGADO

Mais uma vez, o PT, por meio do ex-prefeito Fernando Haddad, deixou um legado para o seu sucessor de fazer inveja, dando moradia e uma “bolsa crack” aos frequentadores da cracolândia, o que causou sua grande expansão. Hoje o atual governo, em parceria com a Prefeitura, buscou medidas mais eficientes, como a internação compulsória, o que foi barrado pelos “arautos da verdade”. Seria uma sábia solução se aqueles que estão travando a ação do governo levassem um dependente para passar um agradável fim de semana na sua companhia.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo 

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INTERNAÇÃO

Recentemente presenciei uma pessoa viciada em crack ser atropelada e morta ao atravessar desnorteada em frente de vários veículos. Também vi vários viciados da droga deitados na linha do trem, obrigando o maquinista a parar a composição e apitar diversas vezes, para que desobstruíssem o caminho. O prefeito Doria, ao querer a internação compulsória, no fundo, está querendo preservar o mais importante patrimônio de um ser humano: a sua vida. Equivale à atitude de um pai e uma mãe impedindo que um filho saísse de casa totalmente embriagado, com as chaves de um carro.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

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