Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

30 Maio 2017 | 03h03

CRACOLÂNDIA

Direito dos drogados

Quando, na região da cracolândia, os viciados vagavam como zumbis, os traficantes dominavam a área portando até armas pesadas e os moradores e comerciantes se sentiam absolutamente inseguros, sendo rotineiramente ameaçados, nenhuma ONG, nenhum promotor, nem os luminares da ONU ou a turma do “quanto pior, melhor” jamais esboçaram a menor preocupação. Agora que os governos estadual e municipal estão empenhados na solução do problema, surgem os indefectíveis patrulheiros dos direitos humanos reivindicando até o direito dos usuários de se drogarem. Um dos promotores, que provavelmente faltou a todas as aulas de História na escola, chegou a afirmar que nunca houve na História uma caçada humana semelhante. Menos, senhor, menos! As autoridades que não se intimidem, continuem com o trabalho, a população ordeira agradece.

SERGIO CORTEZ

cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

Direitos humanos

As pessoas de bem não têm também direitos humanos? Os contrários à ação da Prefeitura na cracolândia não admitem que o que está sendo feito pode dar resultado? E que tudo o que o pessoal dos direitos humanos já tentou até agora não deu certo?

CIRO BONDESAN DOS SANTOS

cirobond@hotmail.com

São José dos Campos

Incompreensível

Como se tudo isso que estamos vendo – escândalos e mais escândalos de desvios de dinheiro público promovidos por políticos – já não fosse demais da conta, quando se quer acabar com a cracolândia ainda existem autoridades que lutam para que ela continue! Dá para entender? Como podemos acreditar que este seja um país sério?

ARNALDO LUIZ DE OLIVEIRA FILHO

arluolf@hotmail.com

Itapeva

Livre-arbítrio

Não consigo entender como se pode pretender que indivíduos escravizados pelo vício das drogas tenham o necessário livre-arbítrio, se eles não têm o mínimo discernimento, nem sequer para saber o que é bom para eles.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Internação

Recentemente presenciei uma pessoa viciada em crack ser atropelada e morta ao atravessar, desnorteada, uma via diante de vários veículos. Também já vi viciados deitados na linha do trem, obrigando o maquinista a parar a composição e apitar diversas vezes, para que desobstruíssem o caminho. O prefeito João Doria, ao querer a internação compulsória, na verdade está querendo preservar o mais importante patrimônio de um ser humano: a sua vida. Equivale à atitude de um pai, uma mãe, impedindo que um filho saia de casa totalmente embriagado e com as chaves do carro.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

Crack

Obrigado, Estadão, por expor a ameaça em 558 das 645 cidades do Estado de São Paulo desse maldito vício, que só faz aumentar o tráfico criminoso. Bem-aventurados o nosso prefeito, João Doria, e o governador Geraldo Alckmin por adotarem medidas para atenuar o sofrimento das famílias dos dependentes e revitalizar a região, para ser digna de quem ama esta cidade. E que as outras cidades sigam o exemplo, para tornarem o nosso Estado referência brasileira no combate ao tráfico.

WILSON LINO

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

LULOPETISMO

Diretas já?!

Os atos públicos que se têm visto a favor de diretas já são pura demagogia ou, no mínimo, má-fé para iludir a pobre plebe ignara. Os cidadãos medianamente instruídos sabem que essa forma de eleição, nas condições atuais, não está contemplada na Constituição da República. Seria necessária uma emenda, o que demandaria duas aprovações na Câmara dos Deputados e duas no Senado, ambas com maioria qualificada. Trata-se, portanto, de pronunciamentos políticos sem fundamento legal, que visam à autopromoção ou a tumultuar a aprovação das necessárias reformas trabalhista e da Previdência. A irresponsabilidade de quem divulga a possibilidade de eleições diretas neste momento é notória e embaraça o trabalho para retirar o País do buraco. O presidente Michel Temer, apesar dos seus erros, e por conta do ritmo em que anda a Justiça, não sairá do cargo até as eleições de 2018. E entregará o País ao sucessor com as reformas feitas.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Artistas e a Constituição

O ator Wagner Moura discursou, do alto de um trio elétrico em Copacabana, no Rio de Janeiro: “Quando nossos netos perguntarem onde estávamos, diremos que estávamos na praia, ouvindo música boa e lutando pela democracia do nosso país”. Os mesmos artistas e intelectuais que se opuseram ao impeachment de Dilma Rousseff resolveram voltar ao protagonismo, desta vez para propagar a ideia delirante e inconstitucional das diretas já. Mais uma vez essas figuras lançam mão de retórica vazia, cansativa e demagógica e desprezam a Constituição, sem o mínimo constrangimento. Que estavam na praia ouvindo música boa, isso é corretíssimo. Agora, se quiserem lutar pela democracia e ensinar seus netos a fazerem o mesmo, é preciso antes de mais nada aprender a respeitar a Constituição vigente.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Quem é golpista mesmo?

Se Temer sair, seja lá de que forma for, tem de seguir o que determina a Constituição do nosso país. Qualquer outra forma de substituir o presidente que sai, nesta altura do mandato, é golpe, conforme sempre alardeou o PT após o impeachment de Dilma. Se não é para obedecer à Carta Magna, para que ela serve, então? Lula quer diretas, confiando em que será eleito, para escapar de suas pendências com a Justiça. Respeito à Constituição é o que todos desejamos.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Renovação total

Se é para optar por eleição direta para presidente, então que se façam eleições diretas também para o Congresso Nacional, já. Não adianta só tirar o presidente. É preciso renovar esses atuais e desacreditados deputados e senadores. Aqueles que são do bem certamente serão reeleitos.

REINALDO MENDES

reinaldo.mendes@globo.com

São Paulo

“Os artistas que vão às ruas gritar ‘fora Temer’ têm todo o direito, afinal, foram eles que o puseram lá, junto com o poste. E duas vezes!”

EUCLIDES ROSSIGNOLI / OURINHOS, SOBRE AS PASSEATAS PELAS ‘DIRETAS JÁ’ PARA QUE LULA ESCAPE DO JUIZ MORO

euclidesrossignoli@gmail.com

“Notem o que os efeitos colaterais da Lei Rouanet e do imposto sindical podem causar, via cooptados e aproveitadores”

ARNALDO RAVACCI / SOROCABA, IDEM

arnaldoravacci05@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ALHOS E BUGALHOS

Os destemperados opositores precisam entender que a demonização de Michel Temer não leva, em hipótese alguma, à canonização e santificação de Lula. Entre as bandeiras desfraldadas na manifestação contra o governo, em Copacabana no fim de semana, de "Fora, Temer" e de "Volta, Lula", existe um vendaval de diferença  que os órfãos oportunistas fingem não perceber.

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

*

DIRETAS JÁ

Este pessoal que sai às ruas com bandeira vermelha, pedindo eleição direta para presidente, está louca para fazer o Brasil andar para trás. É gente que pede eleição para votar no lulopetismo ou em Marina Silva, Ciro Gomes ou, até no Zé Maria, aquele que é "contra burguês".

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Ourinhos

*

CONDIÇÕES MORAIS

Alguns artistas atingidos pela redução dos opulentos subsídios da Lei Rouanet exigiram, em recente manifestação na zona sul do Rio, a realização de eleições diretas, no caso de Michel Temer ser afastado. Argumentam que o atual Congresso não reúne condições morais para eleger o substituto e que, portanto, a decisão deve ser transferida para o povo. O mesmo povo que só fez votar mal desde a inauguração da chamada nova República, dá propina ao guarda, fura fila, não estuda, só pensa em feriado, é alienado, mobiliza-se para elevar cada vez mais o nível de luxo da escola de samba, mas não se importa com a verdadeira escola da sua comunidade, não procura emprego enquanto dura o benefício do seguro-desemprego, valoriza o esperto e ridiculariza o honesto, declara não ser racista, mas é, e quer ser boa praça sem nem sempre poder. Vamos combinar, então: a falta de condições é quase a mesma. O resto é hipocrisia.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

*

O NOVO MINISTRO DA JUSTIÇA

O agora ministro da Justiça, Torquato Jardim, ainda como ministro da Transparência foi categórico em entrevista ao "Correio Braziliense" (28/5): "Há muito chute sobre o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)". O ministro Jardim continua incisivo: "Nunca vi tantos especialistas em TSE, e sem entender nada". Especular pode, inclusive no jornalismo, mas os exageros, de acordo com o ministro, chegam a 90%. A crise não diminuiu a agenda de trabalho de Michel Temer. É sólida a estabilidade política. A democracia não se abala. Contudo, o noticiário ferve. As orelhas de Temer ardem. Todos os dias surgem balaios de nomes para substituir o chefe da Nação. Todos castos e maravilhosos. Na lista, só falta o nome de Neymar. Açodados, já apearam Temer do cargo dezenas de vezes. Sem choro nem vela. Tem razão o jurista Ives Gandra Martins, que deixou o posto de presidente da reforma política da OAB de São Paulo depois que o Conselho Federal da Ordem apresentou pedido de impeachment de Temer: "Tem de apurar a verdade, mas não se pode precipitar julgamentos". 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília 

*

'JABURUGATE'

Da entrevista dada pelo eminente jurista Miguel Reale Jr. ao "Estadão" (29/5, C2) sobre o imbróglio "Jaburugate", cabe destacar o trecho a seguir reproduzido: "O conjunto da obra é todo muito negativo. Um presidente da República receber à noite, escondido, um empresário envolvido em duas operações sendo apuradas, com bens bloqueados, chegando com o nome falso... e a primeira pergunta do presidente é: 'Te viram?'. Alguém que em seguida, na TV, ele chama da falastrão? E dizendo que o recebeu para falar da Operação Carne Fraca - que só aconteceria dez dias depois, no dia 17 de março?". Diante do exposto, não caiu nada bem a entrevista dada pelo novo ministro da Justiça, Torquato Jardim ("Estadão", 29/5, A6), que minimizou o encontro Temer-Joelsey, dizendo que faz parte da "cultura parlamentar" do presidente "ser afável e acessível a qualquer um, a qualquer hora e lugar". Francamente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

INCONSTITUCIONALISSIMAMENTE

Pensei que iria morrer sem conseguir utilizar a famosa palavra mais comprida da Língua Portuguesa em meus escritos, mas o célebre professor de Direito Constitucional e atual presidente da República, Michel Temer, deu-me a oportunidade de fazê-lo, permitindo que eu diga que ele agiu inconstitucionalissimamente ao não tomar as medidas legais que o seu cargo exigia, no momento que tomou conhecimento dos claros crimes cometidos por Joesley Batista, na conversa que os dois tiveram no porão do Palácio do Jaburu.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

*

CONSTRANGEDOR

Michel Temer nomeou Torquato Jardim seu novo ministro da Justiça. Mais um medalhão que é contra o povo, contra a Justiça e contra o Brasil. Fiquei indignado com o bando de desordeiros que destruiu prédios em Brasília na semana passada e fico duplamente indignado quando picaretas corruptos querem destruir a democracia. É constrangedor e revoltante ver e ouvir um servidor público, regiamente pago com o dinheiro de nossos impostos, trabalhar para derrubar as ações da Justiça com o objetivo de destruir a Operação Lava Jato, tramando para inocentar corruptos. A entrevista de Torquato Jardim ao "Estadão" de 29/5 (página A6) revolta, revira o estômago, achincalha os homens de bem deste país. Por que ele se arvora no direito de achar que todos são imbecis, retardados e capazes de acreditar nos seus bizarros argumentos? Saber que ele foi ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só reforça a péssima imagem que a população tem destes órgãos ditos "supremos", onde ministros só jogam contra o povo e contra o Brasil. 

Joao P. de Oliveira Lepper jp@seculovinteum.com.br

Rio de Janeiro

*

'CULTURA PARLAMENTAR'

Li e não acreditei que alguém, especialmente um ministro, pudesse sair-se com esta pérola: "Ele (Temer) tem a cultura parlamentar, conversa com quem o procura porque vive do voto". O ministro Torquato Jardim deve ter algum amigo que o informe de algumas coisas essenciais sobre a boa conduta ética e moral, por exemplo: 1) cultura parlamentar não pode permitir que alguém, candidato a qualquer cargo "parlamentar" ou não, converse com um marginal sob investigação criminal; 2) ninguém poderia "viver" de uma atividade tão incerta como o resultado eleitoral, em especial quem tem qualificação profissional como o sr. Temer.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

*

ELES NÃO APRENDEM

"Torquato Jardim questiona abertura de inquérito contra o presidente Temer." Nossos políticos não aprendem, mesmo! Depois de todas as manifestações populares, não perceberam que os seus eleitores e o povo brasileiro em geral não suportam mais o "governo em causa própria". Quando vão entender que foram eleitos para servir o povo, e não servir-se do povo? É preciso tirar toda esta gente daí, porque estão viciados no poder para si mesmos e não entendem que um político é eleito para servir a Nação e o seu povo, e não servir-se dele. 

Telma de Seixas Guimarães telmasg@gmail.com

São Paulo

*

ISENÇÃO

Está em dúvida com relação à veracidade do documento contra Temer? Que se pericie, então. Mas, por favor, sr. ministro, seja isento. O povo não consegue mais suportar a falta de não ter em quem confiar.

  

Maria do C. Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

*

VIM PARA CONFUNDIR

O novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, usará a tática dos três objetivos menos um: questionar o inquestionável, defender o presidente Temer e melar a Lava Jato. O Brasil a gente vê depois...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

TORQUATO JARDIM

O novo ministro da Justiça começa muito mal. Acha que está lidando com seus estagiários. Sua entrevista ao jornal serviria muito para um bom papo regado a cerveja no final de tarde de sexta, mas nada que se aproveite juridicamente. Que desastre! Só serve para confirmar que o presidente Michel Temer, por quem já nutri profundo respeito, não pode permanecer na Presidência.  

Jorge Augusto Morais da Silva  jams46@uol.com.br

São Paulo

*

TRISTE FIM DA LAVA JATO

Acredito que a tramoia sendo urdida por Michel Temer e caterva para livrá-los todos da Lava Jato, inclusive com a recente troca do ministro da Justiça, a cooptação fácil de Gilmar Mendes, sob complacência de FHC e até de Lula, se deve à avaliação de que o povo cansou e já não se interessa tanto por uma operação que jamais puniu um político. A falta de comparecimento às ruas bem demonstra isso e a desqualificação do ministro Edson Fachin, também. É a fadiga que tomou conta de tudo, infelizmente.

Ademir Valezi adevale@icloud.com

São Paulo

*

ESTOQUE DE PICARETAS

Fico impressionado com o estoque de picaretas que existe nos Três Poderes. Quando descobrem mais um, é porque tem uma centena aguardando a vez. São iguais às formigas. Tenho certeza de que não temos jeito e de que nossas únicas saídas são os portos e aeroportos.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

*

TROCA DE MINISTROS

Num governo que está sucumbindo, de agora em diante será normal a troca de ministros, pois o barco está afundando e poucos vão esperar pelo naufrágio. É a repetição do final do desgoverno Dilma Rousseff. Quem quiser perder o bonde da história vai colher os frutos, nas próximas eleições, de uma péssima escolha, ou seja, de ficar apoiando esta administração que está com os dias contados para o término. Que venham as eleições indiretas já. 

Aron Nascimento reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

*

SEIS POR MEIA-DÚZIA

Justiça e Transparência, no Brasil, são coisas injustas e nebulosas.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

MINISTÉRIO DA TRANSPARÊNCIA

Não deixa de ser muito engraçada a Criação deste ministério. Existe transparência no País?

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

*

ENTRESSAFRA

Com o vazamento meticulosamente planejado das gravações para comprometer Michel Temer em conversa com delatores da JBS, atingiram-se dois objetivos: 1) tirar o foco das atenções sobre a iminente prisão de Lula após uma delação premiada de Antônio Palocci, que poderia revelar suas contas bancárias no exterior; e 2) livrar todos os cúmplices do PT - partidos e políticos - de quaisquer devassas que futuramente poderiam levá-los às grades com a abertura da caixa-preta do BNDES, dos fundos de pensão e outras instituições sob investigação. Resumindo, nesta entressafra de políticos honestos, corre-se o risco de termos como opção única aqueles que sonham em perpetuar a propinocracia no País.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

*

HÁ O QUE TEMER?

O antagonismo de opiniões nesta crise política tem chamado a atenção. Pode o presidente da República ser alvo de tais acusações? O áudio foi editado? Tem como dar lógica a conversa truncada entre Temer e Joesley? Teria o delator feito uma cama de gato para o presidente? Essas perguntas foram e continuarão sendo base das conversas e opiniões sobre política no País durante os próximos dias. Mas o Brasil, que começava a ter certa estabilidade econômica novamente, aguenta outro governo vivendo para não cair? Essa pergunta pode ser a razão do suspiro final da agonia de Temer. O povo já não sente o clímax da crise como no ano passado, por causa da governabilidade entre Palácio do Planalto e Congresso Nacional. Porém, sem pautar reformas e debates no Legislativo, o mercado volta a ver o Brasil como frágil e instável. Até o "brasileiro médio" conseguir sentir os efeitos dessa apatia demora um tempo, que nós não podemos perder. Sentir o clímax da crise outra vez pode gerar uma hecatombe social preocupante. O Brasil está muito parecido com a Argentina de 2001, que viveu entre outros problemas um estado de sítio, uma renúncia de presidente e a ascensão de um populismo irresponsável e autoritário ou da Itália pós-operação Mãos Limpas, que elegeu Berlusconi, com "mão pesada" e condenado por corrupção. Agir para superar a crise é, entre outras coisas, fugir de uma hecatombe perigosa e claro afastar do poder sobre nossas cabeças dúvidas (quase certezas) inaceitáveis para tal cargo.

Pedro Valdez pedrovaldez680@gmail.com

Belém

*

O JULGAMENTO NO TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, afirmou que aquela Casa não é "joguete" do governo federal, quando dizem que os novos ministros empossados poderão pedir "vista" dos processos contra Michel Temer e, assim, demandar mais tempo para o julgamento da chapa. Ora, ministro Gilmar, essa chicana jurídica é usada desde o mensalão, passando pelo petrolão, dos quais o senhor, diversas vezes, pediu "vista" e atrasou a conclusão de processos, até quando já havia decisão por maioria de votos, não se lembra mais?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

O ENFRAQUECIMENTO DO PRESIDENTE

O artigo do desembargador Aloísio de Toledo Cesar ("Condenado antes do julgamento", 26/5, A2) é exemplar. Proporcionou-nos uma aula de Direito aliada a um chamado ao bom senso. Com palavras bem colocadas, não deixando margem à contestação, mostrou aos políticos e aos ilustres magistrados o caminho para a solução da situação do atual momento que estamos atravessando. Atingiu, com tamanha clareza, todos nós que estamos pagando os desmandos que nos impuseram.  

Antonio C. Guimarães acguima36@hotmail.com

Curitiba

*

PRESIDENCIÁVEIS

Num momento de turbulência política, seria mesmo de esperar a publicação de uma lista de potenciais presidenciáveis. Além de suas possibilidades políticas, isto é, de serem efetivamente eleitos, seria muito útil matéria complementar explicando ao leitor mortal a que forças políticas e econômicas estes senhores estariam representando, caso efetivados no cargo. Exemplos: estaria o sr. Rodrigo Maia (DEM-RJ) representando as forças que causaram a ruína econômica do Rio de Janeiro? Estaria o sr. Nelson Jobim, que foi ministro de quase todos os últimos governos, representando a manutenção do "status quo" pelo qual a população se horroriza? Enfim, há que entender o contexto do que efetivamente representam, não o que pessoalmente aparentam. Aguardaremos os próximos capítulos...

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

*

CONFISSÃO ESPONTÂNEA

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, assevera que Michel Temer fez confissão espontânea, pois não negou encontro nem diálogo com Joesley Batista, da JBS. Opa! O que pensaria o povo, em geral, se Temer tivesse dito que não houve encontro nem diálogo? Que ele delira? Que é esquizofrênico? E o que estaria dizendo o mesmo procurador-geral, caso Temer tivesse negado o encontro e o diálogo? Não diria, por acaso, que ele estaria tentando negar o evidente? A divulgação desses áudios, de péssima qualidade e sem prévia perícia, não teve outro objetivo que não fosse impedir algum tipo de negativa, e agora o procurador me sai com esta pérola? Tudo o que fizeram foi para encurralar o presidente e tirar-lhe autoridade moral, mesmo sem estarem devidamente provadas as acusações dos Batista. E por que agora, de forma tão precipitada? Para impedir a reforma da Previdência, que acaba com tantos privilégios do Judiciário? E por que tantas benesses aos acusadores? Porque disseram, como ressaltou o editorial do "Estadão" ("A culpa do 'sistema'", 27/5, A3), o que os procuradores queriam ouvir? Fica a pergunta, como um exercício de imaginação: o que teria acontecido se o presidente tivesse negado o encontro e o diálogo? Penso que cairia no ridículo. Assim como agora caiu no ridículo o senhor Rodrigo Janot. Parece-me que Janot está confessando que quer queimar o presidente a qualquer custo. 

Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br

São Paulo

*

O 'SISTEMA' E A CULPA

No editorial de sábado, "A culpa do 'sistema'", o "Estadão" acertou em cheio na análise da atitude dos procuradores. Faltou apenas um detalhe: comentar sobre a divulgação de uma operação apressada (tinha chip na mala: não teve chip na mala; as cédulas foram marcadas: as cédulas não estão marcadas; tentar conjuminar as averiguações contra o presidente e contra um senador, absolutamente dissociadas, etc.) mediante "vazamento" para um repórter "furista" de um jornal de âmbito nacional, antecipando de forma espetaculosa o que deveria ter obtido o devido resguardo das apurações, até que a Justiça divulgasse os fatos na hora certa, depois de técnica e juridicamente avaliados, serviu para jogar combustível num incêndio premeditado que, agora se vê, parece ter sido muito mal executado e bastante suspeito. Da forma como fez, não é de espantar o silêncio da dupla Renan-Lewandowski e da alta cúpula do PT (Lula e Zé Dirceu não dizem nada?), que bem podem ter açoitado a outra dupla, os Batistas, para, finalmente, pagarem os benefícios que obtiveram dos governos Lula, e assim vingarem-se todos da perda do mandato de Dilma. As vítimas e os réus pagarão o pato, os bandidos continuarão soltos em Nova York e a honra dos "petralhas" estará lavada. Ainda há muito a ser explicado.

Paulo Mario Beserra de Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

*

HOMENS BONS E RUINS

A culpa não é do sistema (27/5, A3), visto que este pode funcionar com homens bons ou ruins, com boas ou más pessoas. O que é lamentável é que os procuradores, que fizeram escola, abeberando em fontes tão dignas e probas tais quais aquelas onde cursaram e tiveram ciência de como tratar o espólio putrefato que se produziu, e que está à mostra, sejam ainda indelevelmente comparados a uma corja que nos governou - e dito isso aqui de um ex-petista.

Armando F. Junior armandofernandesomega@outlook.com

São Paulo

*

'A CULPA DO 'SISTEMA''

Quando o problema era só o PT, o "Estadão" não desmereceu suas origens. Atualmente, o jornal nos está surpreendendo com suas posições nos editoriais. Atacar a Lava Jato? Julio de Mesquita Filho, que foi à luta em 1932, estaria hoje formando com Moro, Daiello e Dallagnol! Continuo assinando o "Estadão" na esperança de que o responsável pelos editoriais possa vir a ser uma pessoa criteriosa e iluminada. O jornal era nossa última esperança.

Lília Hoffmann liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo 

*

SOLUÇÕES PARA A CORRUPÇÃO

Primoroso o artigo de Luiz Hanns, psicólogo e analista de comportamento, no "Estado" de sábado ("Qual das três corrupções decidiremos combater?", página B11). Aponta caminhos para o combate à corrupção a partir de três possíveis origens: sistêmica, endógina e/ou sindrômica. O "Estadão" poderia lançar uma campanha para que experts nas várias áreas se debruçassem sobre o tema, e Hans poderia dirigir os estudos. Em tempo: não o conheço, apenas gostei muito das ideias dele.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

*

CORRUPÇÃO NO BRASIL

O artigo do psicólogo Luiz Hanns (27/5, B11) mostra que, além de sistêmica e endêmica, a corrupção brasileira é sobretudo sindrômica, ou seja, com a burocracia, privilégios e ineficiência da máquina estatal, os brasileiros precisaram desenvolver o jeitinho para superar os obstáculos criados por esse sistema de normas e exigência. Deve decorrer daí a aceitação da pequena corrupção, como verificado por Michel Sendel em sua visita ao Brasil.

Mario Ernesto Humberg marioernesto.humberg@cl-a.com

São Paulo

*

MANOBRA SUJA

Provavelmente Beau Willimon deve ter passado, de forma imperceptível, uma boa temporada dentro de nosso Congresso para se inspirar na criação da sensacional série "House of Cards". E só conseguiu reproduzir uma pequena parcela das tramas que lá são urdidas diuturnamente contra o Brasil e seu povo. O "Estadão" de sábado, 27/5/2017, em sua página A8, publicou na coluna "Bastidores" a última e tenebrosa conspiração em curso na capital federal, qual seja, um "acordão" para "anistiar" parte do mundo político, beneficiando todos os ex-presidentes, entre eles o "Amigo" (vide planilha da Odebrecht) e a "Joana d'Arc da Subversão" (conforme ficha do Dops) e mantê-los longe do alcance da 13.ª Vara de Curitiba. Nessa "missa", Maquiavel seria, no máximo, coroinha. Agora eles vêm com toda a força para acabar com a Operação Lava Jato sob a alegação que o "o Ministério Público Federal (MPF) está disposto a tudo para destruir o mundo político". Para tanto, estão cogitando de apresentar dois nomes como candidatos para uma eventual eleição indireta para a Presidência. Um político canastrão rodado e um ministro do STF que tem tomado decisões dúbias. Antecipando-me a essa escolha trágica, eu inicio a próxima manifestação com sugestão para cartazes: "Xô, Jobim!" e "Xô, Mendes!". Os "crooks" consideram que qualquer desses dois nomes teria "coragem suficiente para enfrentar a opinião pública e frear os procuradores e juízes de 1.ª instância". Se continuarem com essa "manobra suja", é o caso de a sociedade civil organizar uma manifestação em Brasília, não com 35 mil, mas com 350 mil manifestantes, não para depredar prédios públicos, mas para arrancar os sem-vergonha de dentro do Congresso e levá-los para uma "boa palmatória pública" na Praça dos Três Poderes. Só assim estes safados vão aprender!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

*

'ACORDÃO'

"Acordão" no Congresso? Não! Vamos para as ruas já!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

CONSPIRAÇÃO

Lendo a coluna "Bastidores", de Alberto Bombig (27/5, A8), inteirei-me de uma verdadeira conspiração que está sendo tramada nos bastidores de Brasília e que interessa tanto ao PT (Lula, Dilma, Gleisi Hoffmann) quanto aos diversos políticos investigados pela Lava Jato, como Eunício, Renan, Aécio, Collor, Sarney e, claro, Temer, todos considerados "crème de la crème" do Congresso. Pelo acordão, Temer renunciaria, tendo sido convencido de que o TSE já teria consenso pela cassação da chapa Dilma/Temer, e daí, por meio de uma eleição indireta para presidente, se realizaria também a promessa de que se anistiaria parte do mundo político já sob a mira de Moro, do Ministério Público e da Polícia Federal. Por este acordão, Rodrigo Maia não assumiria a Presidência por ser considerado muito vulnerável ao que esses políticos chamam de "jogo baixo da Lava Jato"; Eunício se contentaria com a vice-presidência, e o cargo maior da República seria ocupado ou por Gilmar Mendes ou por Nelson Jobim, ambos considerados com estofo suficiente para bater de frente com a Lava Jato e frear o juiz Moro. Para adoçar a boca de Temer, ser-lhe-ia garantido um indulto e a votação da PEC que manteria o foro privilegiado a ex-presidentes, o que também acalmaria o estresse de Lula e Dilma, e desta forma o lobo-mau seria morto  definitivamente pelo caçador, e todos viveriam felizes para sempre! Só nos restaria dar um adeus ao  juiz Sérgio Moro! E só para me agoniar ainda mais, li que o Movimento Vem Pra Rua divulgou comunicado em que pede a renúncia de Michel Temer! Portanto, cuidado, o Vem Pra Rua não nos serve mais como farol a ser seguido. Vamos para a rua, sim, mas para apoiar a Lava Jato e o juiz Sérgio Moro, e que Temer fique, para impedir que este plano maligno prospere. Temer já enfrentou o blefe uma vez logo na divulgação das gravações, ao não renunciar, frustrando os conspiradores. Que se mantenha firme agora até 2018, contra os conspiradores. Queremos, precisamos de um Brasil melhor.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

PERDERAM A NOÇÃO

Realmente, nossos políticos perderam a noção. Um acordão no Senado ("Estadão", 27/5, A8) prevê alterar nossa Constituição para que ex-presidentes não possam ser julgados por crimes, anistiando Lula, Sarney, Collor, Dilma e, provavelmente, Michel Temer. Esse é o maior acinte de que nós, contribuintes, já tivemos notícias, vindas do Planalto Central. Quer dizer, então, que de agora em diante qualquer presidente pode assaltar, vilipendiar, arrombar os cofres públicos que não poderia ser responsabilizado e julgado? Essa gente perdeu a noção, endoidou ou tem costas muito quentes na Justiça brasileira para que tal lei possa ser aprovada. E ainda pensam em colocar ministros do STF que hoje se mostram simpáticos aos delinquentes como guardiões de seus propósitos? Já que estão pouco se lixando para a opinião pública, ainda bem que em 2018 2/3 do Senado federal deverá voltar para casa! As redes sociais se incumbirão disso.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

GOLPE É A PALAVRA

A notícia publicada no "Estadão" é de que os congressistas, capitaneados por um grupo de senadores, estão tramando - e esse é o termo correto - um golpe na democracia brasileira. As propostas são tão indecorosas que, num país sério, por si sós justificariam as cassações dos mandatos dos atrevidos. Como explica o texto, a ideia é utilizar uma eventual eleição presidencial indireta para "anistiar" parte do mundo político e colocar o Congresso como contraponto à Lava Jato e ao Ministério Público. Agora, sim, toda a população poderá se insurgir contra um golpe, pois é disso que trata essa tramoia. Querem, também, que os senadores tenham mais peso numa eleição indireta para a Presidência em relação aos deputados federais, que são em muito maior número. Mas esquecem-se de que os senadores representam os Estados e os deputados federais a população. A pretensão é mais absurda, se atentarmos para os votos que o senador Renan Calheiros, um dos líderes dessa manobra, teve em 2010 quando se elegeu por Alagoas, 840.809 votos. Já o senador Lindbergh Faria, do Rio de Janeiro, obteve, também em 2010, 4.213.749 votos. Mas ambos têm a mesma importância na votação do Senado. Já na Câmara dos Deputados o número de deputados por Estado é proporcional à sua população. O que estes senhores senadores muito mal-intencionados querem é perpetrar um arremedo da eleição norte-americana, em que a maioria da população elegeu Hillary Clinton para presidente e um grupo de delegados que não representam a população elegeu Donald Trump, e sabemos todos o que está acontecendo por lá. Estes senadores que andam conspirando acreditam que os melhores que poderiam ser escolhidos como presidente seriam Nelson Jobim ou Gilmar Mendes, que, se dependesse da população, jamais chegariam lá, principalmente o atual ministro do STF, que, como está constatado, a cada dia ganha mais antipatia da população. Se forem adiante com este golpe, a casa vai cair. Depois do mensalão e da Lava Jato, talvez não perceberam ainda, mas nossa paciência com eles já se esgotou.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

RENAN E A CRISE

E um escárnio Renan Calheiros, com um sorriso cínico nos lábios, apontando saídas para a crise. Sairemos da crise quando Renan sair do Parlamento e for encontrar-se com Eduardo Cunha e lá ficar, por um tempo. Obedecendo à fila, fora Renan!

Paulo Roberto santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

*

DO ZERO

A situação política do Brasil, considerando o número exagerado dos envolvidos na Lava Jato, só tem duas saídas, anotem aí: ou fecha-se o Congresso e alguém assume o Planalto, ou se faz um acordão em que os picaretas envolvidos com as falcatruas e propinas, já nas garras da Operação Lava Jato ou, ainda, prestes a serem engalfinhados por ela, devolvam tudo o que roubaram e saiam - ou então sejam banidos da vida pública para sempre. O Brasil precisa começar do zero, fora isso, seremos eternamente rebaixados pelas agências de risco espalhadas pelo mundo afora, afastando do Brasil para sempre os investidores estrangeiros.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

TRAMAS DO ABISMO

Mensalão, petrolão... pizzalão? Não! A coluna de Alberto Bombig (27/5, A8) revela as tramas do abismo para o País. Um acordão para salvar os políticos, colocar Gilmar ou Jobim na Presidência e acabar com Moro, Janot e Deltan com uma só machadada. Só há uma alternativa para salvar o que resta da pátria amada - apesar de tudo o que a História do País conta: os militares. General Eduardo Villas Bôas, general Augusto Heleno Pereira, Almirante Mario Cesar Flores... é com vocês!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

*

O STF E A PRISÃO EM 2.ª INSTÂNCIA

O ministro Gilmar Mendes, mais uma vez, dá as costas aos brasileiros de bem. Já por duas vezes o STF se posicionou pela prisão após a condenação em segunda instância, que o ministro insiste em rediscutir. Quer ele que a prisão ocorra após a decisão em terceira instância (STJ). Se o STF mudar o entendimento, logo o sr. ministro, seguramente, advogará que a prisão somente ocorra após a decisão do STF e após esgotados todos os recursos. Sabemos que o STF é o pior exemplo quando se questiona a velocidade da nossa justiça, e dessa morosidade se aproveitam os piores corruptos. Gostaria que ele apresentasse os dados auditados das revisões de sentença pelo STJ, para o conhecimento e escrutínio dos brasileiros, que eventualmente justificassem a mudança do entendimento vigente. Quem tem muito dinheiro, normalmente produto da corrupção, não ia preso. Basta mencionar o caso do notório sr. Paulo Maluf, finalmente condenado por crimes cometidos há duas décadas. Vide também o caso do ex-senador Luiz Estevão, que somente foi preso após esgotados, pasmem, 34 recursos e também após duas décadas de "apelações". O sr. Gilmar Mendes está com pena dos assaltantes de colarinho branco? Eu não! Estou com pena dos milhões de brasileiros que são vítimas de políticos safados que desviam milhões de reais para contas em paraísos fiscais e que faltam à saúde, à educação, etc. e até para o pagamento de salários de servidores, caso do Estado do Rio de Janeiro, assaltado pelo sr. Sérgio Cabral e seus comparsas. Espero que o sr. ministro reflita serenamente e nos poupe de mais esse escárnio que seria ver bandidos rindo dos brasileiros honestos e trabalhadores que não precisam prestar contas à Justiça, em qualquer instância.

Rubens S. Valneiros rvalneir@gmail.com

Barueri

*

GILMAR MENDES E LAMENTAÇÕES

Depois que o principal cliente da família fornecedora de carne se vê ameaçado de prisão, o nobre ministro Gilmar Mendes se apressa em mudar o seu voto sobre prisão preventiva, principalmente de delatores. Muito interessante e conveniente. O procurador Rodrigo Janot tem razão quando pede que ele seja impedido de julgar alguns casos. Mas o mais lamentável nesta história da Lava Jato é por que os parlamentares que teoricamente não participam das falcatruas não "enxergam ou enxergaram" os colegas cometendo os erros? Também muito interessante, conveniente e misterioso. Outra lamentação é por que no Brasil não se veem e leem notícias/investigação de corrupção por jornalistas. Não temos jornalistas investigativos? Mais um lamento é sobre a atuação dos Ministérios Públicos Estaduais, que quase não se ouve ou vê informação de descobertas de falcatruas, corrupção e outras coisas mais. Mas, como diz o ditado, "a esperança é a última que morre", continuo alimentando o desejo de que um dia meus filhos e netos possam viver um Brasil melhor e mais justo. 

 

Arnaldo Vieira da Silva arnaldosilva1946@gmail.com

Aracaju

*

O MINISTRO FALA MUITO

Magistrado que se preze se manifesta somente nos autos! Já o ministro do STF Gilmar Mendes, talvez por ânsia de protagonismo, extrapola o limite da razoabilidade quando agora também deseja o fim da prisão com condenação em segunda instância. É um absurdo! Essa decisão do Supremo não foi monocrática, foi aprovada em plenário pelos votos de todos os ministros. Quem Gilmar quer beneficiar, ou quer afundar a Lava Jato numa grande pizza? Quando sabemos que seus amigos, como Michel Temer e Aécio Neves, podem ser condenados, e muitos outros envolvidos inclusive já presos porque roubaram as nossas instituições. O Brasil é hoje ainda uma Nação subdesenvolvida pela impunidade que impera em nossas instituições. E não é hora para zombar da nossa Constituição!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

SENSIBILIZADO

Ministro Gilmar Mendes quer rever a condenação em segunda instância. Declarou o ministro que ficou sensibilizado com o acúmulo de demandas da Defensoria Pública. Parece até que o STF está em dia com as suas obrigações que aguardam há anos para serem julgados para rever uma decisão de plenário tomada há menos de um ano. Essa mudança de postura ocorre justamente após a liberação de Eike Batista e José Dirceu. Por que será? O ministro deveria estar sensibilizado é com os casos de idosos e aposentados que aguardam há anos os seus casos serem julgados pelo STF, chegando muitos a morrer antes do julgamento. Deveria se sensibilizar com o tempo excessivo de quase 30 anos que o STF demorou para julgar o caso do deputado Paulo Maluf. Deveria se sensibilizar, também, que o ex-senador Luiz Estevão só começou a cumprir a sua pena mais de dez anos após a sua condenação em segunda instância. Deveria se sensibilizar com a quantidade de políticos corruptos denunciados na Operação Lava Jato sem que um único político tenha sido julgado no STF. Deveria se sensibilizar que os valores subtraídos por esses políticos do erário, que privaram a sua população de serviços básicos de saúde e educação, gerando uma situação de calamidade nesses segmentos. Deveria se sensibilizar, também, que a sociedade brasileira almeja acabar com essa sensação de impunidade da Justiça brasileira que não julga nem pune e muito menos prende esses corruptos. A Lava Jato, em primeira instância, tem dado essa resposta à sociedade brasileira de julgar, condenar e prender estes corruptos, e está gerando uma tremenda oportunidade de o Brasil ser passado a limpo e gerar um pouco de esperança com o futuro do nosso país, e o que menos precisamos e que um juiz da Suprema Corte tenha uma postura deplorável de insensibilidade aos anseios da sociedade brasileira e ainda levante a bandeira da impunidade, da prescrição de penas e da demora excessiva para que os condenados em primeira e segunda instâncias um dia paguem pelos seus atos.

Carlos Sulzer csulzer@terra.com.br

Santos

*

À PROCURA DE UM LÍDER

A maioria da população vive um momento de desânimo. E ele cresce ao ver gente protestando contra o fim de uma cracolândia, ao ver artistas gritando "Fora Temer" e pedindo Diretas Já, sabendo que é inconstitucional, ao continuar ouvindo políticos corruptos bradando impropérios nas tribunas do Congresso Nacional, posando de vestais, quando também estão envolvidos até o pescoço em corrupção. Temos o "deputado dos dólares na cueca", o "deputado da mala", e por aí vai. Um país coberto de vergonha, com 200 milhões de cidadãos à procura de um líder para chamar de seu e seguir adiante.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

*

OPERAÇÃO NA CRACOLÂNDIA

Está certíssimo o prefeito de São Paulo, João Doria, em demolir a cracolândia e querer internar os viciados em drogas que circulam por lá - querendo estes ou não. A maior parte dos moradores do local não tem nem mesmo direito sobre o imóvel em que reside e, além disso, alguns já perderam o discernimento para decidir sobre si mesmos. É inacreditável que, após décadas de omissão do poder público, quando um prefeito corajoso encara este problema de frente, a Justiça brasileira tente demagogicamente obstruir-lhe as ações. Onde estão os defensores de direitos humanos quando os moradores da cracolândia atacam pessoas na rua? Finalizando, gostaria de dizer à Defensoria que se define como Pública que esta deveria se empenhar em defender a população de bem, que perdeu o direito de andar naquela região desde que o tráfico a dominou, e que a grande maioria da população trabalhadora apoia a atitude corajosa do prefeito João Doria de atacar o vício que impera na cracolândia: isso pode ser facilmente percebido pelos comentários, "curtidas" e postagens nas redes sociais.

Carlos da Silva Dunham caduque.pezao@gmail.com

São Paulo

*

TRANSFERÊNCIA

Deixe-me ver se entendi: tiraram a cracolândia da rua e a colocaram na Praça Princesa Isabel?

Suely Sabbag ssbbag@hotmail.com

São Paulo

*

DEFINIÇÃO

Melhor definição sobre o tema: "Doria queria acabar com a cracolândia e descentralizar a Virada Cultural, e conseguiu acabar com a Virada Cultural é descentralizar a cracolândia".

Francisco Nascimento Xavier franciscoxavier1000@gmail.com

São Paulo

*

PROBLEMA COM O SEGURO 

Meu nome é Vinícius Augusto Silva, sou segurado da Mapfre Seguros há mais de um ano e no dia 2/5/2017 bati o meu carro em São Paulo, na ponte que dá acesso à Avenida Pacaembu. Logo após o acidente, entrei em contato com a seguradora para solicitar o guincho e conduzir o meu veículo e o do terceiro para fazer uma vistoria. Em seguida, já no posto P.A.R.E de atendimento da Mapfre localizado no bairro da Barra Funda, foi feita a vistoria no carro do terceiro, que foi reparado pela seguradora. Já na vistoria do meu veículo foi constatada perda total, e, assim, tenho direito à indenização total do valor do veículo conforme a tabela Fipe, de acordo com o contrato firmado com a seguradora. O sr. Cristian, responsável pela vistoria, disse que iria lacrar o veículo, que iria conduzi-lo ao pátio da empresa e pediu para que eu retirasse todos os acessórios pessoais, pois já estava constatada a perda total. Também fui instruído por ele a entrar em contato com a central de atendimento com o número do sinistro, a fim de dar seguimento ao processo de indenização total, e me foi dito também que o pagamento aconteceria em até 72 horas a partir da constatação da perda total. Em contato com a central de atendimento, no dia 3/5/2017, fui informado de que o perito que havia feito a vistoria no veículo ainda não havia colocado a informação da perda total no sistema, e desta forma o atendente pediu para que eu entrasse em contato no dia seguinte. No contato do dia seguinte, fui informado de que o processo, agora, seria transmitido a um analista que confirmaria a perda total e encaminharia minhas informações a um despachante, que faria contato por e-mail solicitando os documentos para venda do veículo para a seguradora. O atendente pediu para que eu aguardasse o prazo de dois dias para ter uma resposta do analista e que eu deveria fazer um contato após esse prazo para verificar novas instruções. Em contato após os dois dias, fui informado de que o analista viu o processo do sinistro, porém não havia deixado nenhuma informação no processo. Registrei uma queixa e o atendente pediu para aguardar mais dois dias pela resposta. E assim se seguiu, dia após dia... Nas diversas ligações para a central, todas protocoladas, ouvi uma desculpa mais descabida que outra referente ao meu processo. Uma sequência de lançamentos incorretos no sistema, lançamento em duplicidade, retorno inconclusivo dos analistas, solicitação de deslocamento do veículo para nova vistoria - sendo que o veículo está em poder da seguradora - e, por fim, disseram que já foi constatada a perda total, porém estão com problemas internos de TI que impossibilitam o andamento do sinistro. Admitiram várias vezes as falhas internas e, inclusive, prometeram verificar a disponibilização de um carro reserva para atenuar minhas perdas. Mas até a presente data, após 26 dias do sinistro, não recebi nenhuma resposta do carro reserva e muito menos indenização. Aguardo uma posição da empresa na solução imediata do processo de indenização. 

Vinícius Augusto Silva estela.souza@estadao.com

São Paulo

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.