Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

18 Junho 2017 | 05h00

CORRUPÇÃO E CRISE

Delação e eleição

A rocambolesca armação “procuradeira” que ungiu um açougueiro cheio de benesses estranhas no relacionamento empresa-governo Lula acabou por transformá-lo no segundo “mais honesto” brasileiro. Em 2018 tem grande chance de vencer as eleições presidenciais a chapa “lullesley”. Aí, sim, o Brasil será um país sério, governado por pessoas honestas, ilibadas e com selo de qualidade concedido pela Justiça. Em tempo: a existência de uma conta de US$ 150 milhões em favor de Lula e Dilma Rousseff na Suíça, delatada pelo n.º 2, é pura cortina de fumaça. Joesley não precisa comprovar, já está com alvará de soltura, ou melhor, de não prisão sacramentado para ele poder viver em Nova York (?), Mônaco (?), China (?)... Como disse Camões, “se mais mundo houvera, lá chegara”.

Paulo M. Beserra de Araujo

pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro

Deglutindo batráquios

Em meio à turbulência política provocada pela fita de áudio de Joesley Batista, gravada na calada da noite no porão do Jaburu, cabe destacar o que disse o empresário Flávio Rocha (16/6, B4): “A missão de Temer, se ele quiser entrar para a História, é aprovar as reformas. Mas isso passa pelo Congresso e, por isso, ele teve de se curvar e encontrar o homem que tinha mais influência no Congresso. O poder dele na política era quatro vezes superior ao da Odebrecht – a Odebrecht financiou 450 políticos, ele financiou 1.900. Temer não podia se indispor com ele (Joesley), teve de engolir esse sapo”. Pois é...

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

Acordo JBS

Conforme noticiado na semana passada (15/6), a defesa da JBS encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um comparativo entre a sua delação e outras já amplamente conhecidas. Em seu pedido, quer justificar os excessos de benefícios estranhamente recebidos alegando que delatou 27 vezes mais agentes públicos que a Odebrecht. Ora, analisemos a questão pelo outro lado. Sem muito esforço, conclui-se, então, que a JBS corrompeu, no mínimo, 27 vezes mais pessoas que a mais escandalosa delação havia declarado, e dessa forma merece ser punida com ainda mais rigor. Esperemos que o plenário do STF tenha o correto senso de justiça na análise desse tema para que a sociedade não conclua que quanto mais crimes, melhor.

Martim F. Villac Adde

martimfva@gmail.com

São Paulo

Ultrapassando os limites

Irretocável o editorial Em nome da lei, o arbítrio (15/6, A3). É inconcebível que o STF, assim chamado “guardião” da Constituição da República, esteja, neste grave momento por que passa o País a decretar medidas absolutamente exóticas – como foi o caso recente da ordem de afastamento do senador Aécio Neves, ato não autorizado pelo texto da Lei Maior nem por nenhuma norma infraconstitucional que lhe dê o mínimo arrimo. Não se trata aqui de defender o senador; a questão é de outra natureza. A Nação exige que os acusados sejam chamados às falas e, não se explicando a contento, uma vez obedecido o devido processo legal, lhes sejam imputados os devidos gravames da lei. Só que para tudo há limite. O pior caminho para fazer justiça é seguir o “direito achado na rua” e partir para o voluntarismo salvacionista e messiânico. Se o Executivo e o Legislativo estão hoje na berlinda, melhor papel não faz o Judiciário, que claramente está a exorbitar. 

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

OPERAÇÃO LAVA JATO

Marcação cerrada

A Operação Lava Jato tem obtido excelentes resultados graças ao trabalho sério e incansável do Departamento de Polícia Federal e do Ministério Público e à determinação, correção, agilidade e imparcialidade do juiz Sergio Moro. Ao longo de três anos de atuação, condenou 139 corruptos, repatriou quase R$ 800 milhões e o total a ser ainda repatriado pode alcançar a vultosa quantia de R$ 50 bilhões. Por isso é que a bem-sucedida operação conta com a simpatia e o apoio incondicional da população, ávida por justiça. No entanto, essas três colunas, constituídas por homens éticos, livres e de bons costumes, são atacadas por todos os flancos, na tentativa de desconstruir tudo o que foi construído até o momento. Ora é o Ministério Público, ora o juiz Sergio Moro e com mais constância a Polícia Federal, sob o comando excepcional do dr. Leandro Daiello, que vive ameaçado de ser destituído do cargo. Os três ministros da Justiça da era Temer, consultados sobre mudanças no departamento, não descartaram essa possibilidade. Temos muitas prioridades mais urgentes e carentes de atenção do que mexer em time que está ganhando. Que tal dar uma mexida no Departamento Penitenciário Nacional (Depen) – penitenciárias superlotadas e sem segurança, onde 30% dos presos nem sequer condenados foram – e na Secretaria Nacional da Segurança Pública (Senasp) – a falta de treinamento e o armamento arcaico utilizado pelas corporações comprometem o controle e incrementam a violência e a criminalidade. 

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

REFORMA TRABALHISTA

Conhecimento de causa

Críticos da proposta, os senadores Randolfe Rodrigues, Lindbergh Farias et caterva precisam, primeiro: constituir uma empresa, contratar muitos funcionários, obedecer aos sindicatos da categoria, tanto o patronal quanto os dos empregados, responder a inúmeras reclamações trabalhistas, geralmente incitadas por advogados e pelos próprios sindicatos, atender fiscalizações, entregar inúmeras obrigações (Rais, GFIP, Sefip, ECD, ECF, GIAs, etc, etc...), controlar ponto diário, aceitar dezenas de atestados de afastamento do trabalho, contratar empresa de saúde ocupacional para atender às normas legais, recolher as contribuições dos empregados e encaminhá-las aos sindicatos, sem nenhum trabalho para estes. Aliás, nem controle têm, pois muitas vezes precisamos provar que os depósitos foram feitos. Além de todos esses problemas, eles não poderiam aumentar ou diminuir a jornada de trabalho, mesmo não podendo arcar com os custos, nem contratar terceiros para suprir ausências temporárias devidas a afastamentos geralmente por motivos banais, e ainda poderão ser responsabilizados pelo “problema” do funcionário, e por aí vai. Depois de tudo isso, aí, sim, poderiam opinar e contribuir. Hoje apenas jogam para a torcida, ou melhor, para a arquibancada do Coliseu onde estão as empresas, que são castigadas e se defendem como podem para sobreviver e ainda são obrigadas a sustentar toda essa estrutura paquidérmica e arcaica.

Edson Gomes

edsoncontec@uol.com.br

Lençóis Paulista

 

A ACUSAÇÃO DE JOESLEY

O sr. Joesley Batista disse, em entrevista à revista "Época", que o presidente Michel Temer lidera a maior e mais perigosa organização criminosa do País. Não sei, não, mas depois desta acusação, o que resta ao presidente Temer? A acusação é forte e séria. Não acredito que o sr. Joesley seja uma criança ou irresponsável ao ponto de fazê-la, sabendo das consequências em caso de não apresentar provas. É séria e dura a acusação. Não à toa, o presidente Temer já procurou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso para avaliar a situação jurídica e ser orientado. Quer orientação? A casa caiu, presidente. Renuncie. Não aprovo o "ruim com ele, pior sem ele", como alguns colocam, entre eles o prefeito João Dória, da capital paulista. Até aprovava há pouco tempo, mas depois dessa acusação... Achar que o grupo mencionado pelo sr. Joesley, que está no Planalto, é uma congregação de coroinhas é querer dar uma de avestruz. Eu sei que o momento é péssimo e pode piorar, mas quem sabe desta situação de horizonte negro não comece a surgir alguma esperança no horizonte?

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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AGENDA

 

O ainda presidente Michel Temer deveria cancelar sua agenda internacional e entregar o passaporte, procedimento padrão para quem está sendo investigado pela Polícia Federal. Geddel Viera Lima já entregou seu documento para ficar mais algumas semanas em liberdade. Antes de se juntar ao companheiro Eduardo Cunha na cadeia, Michel Temer deveria fazer o mesmo. A que ponto o Brasil chegou! 

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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NA ROÇA

Como "quem não está na cadeia, está no Planalto", vê-se por que o País tá na roça...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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MICHEL 'TREME'

 

Michel Temer era considerado o mordomo do Drácula pelas próprias características. Agora, seu amigo Joesley, aquele que foi recebido na calada da noite, no subsolo do Jaburu e com nome falso, com o objetivo de gravar conversas sobre propinas e corrupção, agora com todas as letras afirma com veemência que o presidente é o "chefe da maior e mais perigosa quadrilha" do Poder Executivo, a mesma da qual ele fazia parte. Com mais essas graves acusações, Michel "Treme" tanto no Palácio do Planalto, que é ouvido pelo boquiaberto e honesto povo brasileiro. Basta, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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CHEFE DA ORCRIM

 

Com a palavra, sua excelência chefe da Orcrim e também presidente da República, dr. Michel Temer.

Arcangelo Sforcin Filho

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

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LIXO CONTRA TEMER

 

Cresce a escalada do lixo impresso: depois das porcariadas do imaculado Joesley Batista à revista "Época", é grande a expectativa pelos novos capítulos do reality show do ressentimento, da infâmia, do oportunismo, da hipocrisia e da mentira.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

 

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JOESLEY BATISTA

É triste um país aceitar a denúncia de um "irresponsável" (para não dizer ladrão), que, infelizmente, só está nos prejudicando. Engraçado de Lula ele não falar nada. Por que será?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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CRIME CONFIRMADO?

 

Pronto, não há mais a necessidade de esperar a perícia nas fitas gravadas por Joesley Batista para concluir o inquérito que incriminam o presidente Temer. Em depoimento à Polícia Federal, o empresário reforçou o que foi dito durante colaboração premiada. Cá entre nós, o tal pedido de perícia não passou de manobra para ganhar tempo. O tempo acabou!

Luís Fernando Amaral

luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

 

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EM LIBERDADE

 

A concessão, pelo Ministério Público Federal (MPF) em conluio com o STF - ambos travestidos de defensores da lei e da justiça -, de liberdade total aos irmãos Batista, donos da JBS, os maiores ladrões e corruptores da história do Brasil, foi de fato ato digno de verdadeira organização criminosa, que hoje, lamentavelmente, com atuações vexatórias de Rodrigo Janot e Gilmar Mendes, toma as rédeas do nosso ora desnorteado Poder Judiciário.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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FALTA DE CURIOSIDADE DA PGR

 

Há muitos anos se fala que um dos sócios da JBS seria um dos filhos de Lula. Os jornais falam que há, efetivamente, uma holding que é um grande acionista da empresa e cujos donos são desconhecidos. Acho estranho que, na delação dos irmãos Batista, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não tenha tido a curiosidade de esclarecer essa questão. Dá para explicar por que isso não interessa?

Aldo Bertolucci

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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ESPEREMOS

 

As denúncias contra o ainda presidente Temer continuam em evidência. As mais recentes, por parte da Procuradoria-Geral da República. E o atual presidente da Câmara aventa a possibilidade de suspender o recesso de julho para analisar o caso. Será que isso tem que ver com as acusações? E os parlamentares vão agir de forma diferente do Judiciário? É esperar para ver.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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NÃO SUPORTAMOS MAIS

 

O povo brasileiro tem de suportar mais essa? O empresário Joesley Batista, dono da JBS, diz em entrevista que o presidente Temer é o chefe da organização criminosa. E se essa acusação tiver procedência?  Será vergonhoso em todos os sentidos para o nosso país e mais um acinte ao povo brasileiro.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

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MUDANÇA DE PERÍODO

 

O Brasil não está passando por um período de mudança, mas por uma mudança de período. Marcos históricos findaram com a queda de governantes e do regime vigente. A Constituição de 1824 caiu juntamente com o imperador Dom Pedro II, em 1889. A Constituição de 1891 caiu juntamente com Washington Luís, em 1930. A Constituição de 1937, que substituiu a Constituição de 1934, caiu junto com Getúlio Vargas, em 1945. A Constituição de 1946 caiu juntamente com João Goulart, em 1964. A Constituição de 1967, com a emenda de 1969, caiu juntamente com o regime militar, em 1985. A Nova República e a Constituição de 1988 parecem ter chegado ao fim, se houver a dupla vacância no Executivo federal. A paralisia decisória obrigará a tomar consciência da necessidade de novas eleições gerais e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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UMA REPÚBLICA ESVAZIADA

 

Tivesse naquele 15 de novembro de 1889 o marechal Deodoro da Fonseca uma premonição nos moldes de Nostradamus, por certo não concluiria o gesto que transformou o Brasil numa República. A base da democracia está alicerçada no Estado Democrático de Direito, a independência entre os poderes. Mas o que se vê no Brasil, além da crise econômica, há uma crise de valores éticos dividindo os principais políticos e parte do empresariado em corruptores e corrompidos. Jamais um procurador-geral da República teve sua atuação sob o crivo da lisura: no STF, dois ministros são colocados sob suspeita quanto às suas decisões. A presidente eleita foi defenestrada, seu vice e substituto está bem próximo do cadafalso, junto com seu aliado-mor do PSDB, Aécio Neves. Essa situação tem sintoma de moto perpétuo, enquanto a Lava Jato sobreviver.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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TAPAR O SOL COM PENEIRA

 

É sempre bom ouvir as ponderações políticas de Fernando Henrique Cardoso. E, neste momento em que se aproxima a apresentação da denúncia de Rodrigo Janot contra Temer, o ex-presidente foi enfático: "Se ficar difícil, cabe a quem tem responsabilidade renunciar". Porém, Temer já avisou que não renuncia em hipótese alguma... Neste caso, atolamos no pior dos mundos! Não é por outra razão que o sentimento dos brasileiros é de desânimo. E muito distante da expectativa de uma possível recuperação econômica, vendo um governo como de Temer respirando por aparelhos e sem uma luz no fim do túnel. Nem o esforço do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tentou tapar o sol com peneira com sua estranha decisão pela absolvição da chapa Dilma-Temer, favorece a governabilidade e a estabilidade política, hoje longe de se consolidar.  Mesmo com o PSDB decidindo não abandonar o governo, nada garante que este quadro vá perdurar, já que a situação do presidente pode piorar também com as prováveis delações de Lúcio Funaro e Rocha Loures. Neste caso, só nos restará rezar...

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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QUE POLÍTICO PENSA NO PAÍS?

 

Li no "Estadão" uma declaração do governador Geraldo Alckmin que faz corar qualquer cidadão de bem. Disse ele: "Compromisso do PSDB não é com o governo Temer, mas sim com o País". Que grande mentira, governador! Desde quando político pensa no País? Se verdade fosse, o senhor não deixaria morrer à míngua os professores, sem aumento há mais de quatro anos, entregaria obras do metrô e monotrilho. O metrô vem se deteriorando a cada dia. Toda hora um problema nas linhas. Sr. Alckmin, o tempo de amarrar cachorro com linguiça já ficou para trás. Com a internet em tempo real, tudo o que se fala pode ser comprovado. Nenhum político está pensando no País, eles estão, sim, tentando salvar suas peles, inclusive o senhor. Este político que pensa no País está para nascer.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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PELAS REFORMAS

 

A posição do governador Geraldo Alckmin em relação à permanência do PSDB junto governo federal está muito clara e coerente, só não entende quem não quer. Ajudar a aprovar as reformas trabalhista e previdenciária é importante para que a nossa economia, tão combalida, volte a crescer. Essa é a atitude de qualquer governante responsável e comprometido com o povo brasileiro.

Juliana Elena Moraes

julianaelenamoraes@yahoo.com.br

Jaboticabal

 

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SACO SEM FUNDO

 

O presidente Michel Temer discutirá a dívida dos municípios com a União, pouco depois de discutir com os governos estaduais o mesmo assunto. Ele só quer mostrar que ainda está vivo ou resolveu jogar no lixo a PEC do Teto dos Gastos, aprovada recentemente? Porque livrou dívidas de cá, precisa buscar proventos de lá, com o País ainda patinando para se reerguer, só burlando gastos públicos para cumprir promessas feitas? Não esquecendo que Estados e municípios ainda não resolveram seus problemas com a previdência pública. Se o governo federal socorrer sem contrapartida, é o mesmo que encher um saco sem fundo. Não dá mais para jogar problemas dos Estados e municípios para as nuvens, como se não existissem, porque o rombo só vai aumentar.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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RENEGOCIAÇÃO

 

Em troca de apoio para aprovar medidas, o governo Temer escancara as pernas. Já o fez para os Estados, e agora fará para os municípios. Para mim, governo que age assim, comprando apoio e postergando endividamento, eu denomino de prostituição governamental. Ou será que não? Que nome você daria a este gesto do governo Temer?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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É PRECISO AGIR

 

O socorro financeiro do governo federal aos Estados em situação pré-falimentar gera grandes controvérsias entre os economistas. A história de tais ajudas, tanto aqui como em várias nações, como o que ocorreu nos EUA quando da crise econômica de 2007/2008, é também alvo de variadas interpretações pelos especialistas no tema. O fato concreto é que não podemos ficar inertes à triste situação crítica que vivenciamos, urgindo, assim, que tais medidas emergenciais sejam tomadas, para dar solução ao atual imbróglio a que estamos submetidos.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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O RIO E O CARNAVAL

 

Entre gastar milhões de reais com escolas de samba do carnaval carioca ou escolas de verdade para crianças, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB-RJ), mostrou juízo e fez a opção certa e corajosa. Decerto, não faltarão patrocinadores pesos-pesados que, junto com a TV Globo, terão interesse e condições financeiras de bancar os 50% (R$ 12 milhões) de corte do orçamento para a promoção e realização da "maior festa popular ao ar livre do planeta". Parabéns pela decisão, prefeito!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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A FARRA ACABOU

 

A melhor notícia do ano vem da Cidade Maravilhosa, segundo amplo noticiário, há uma real possibilidade de não haver carnaval no próximo ano no Rio de Janeiro. Parabéns ao novo prefeito, Marcelo Crivella. Aliás, espera-se que todas as grandes cidades do País sigam o mesmo caminho. O enorme montante de dinheiro gasto com o carnaval, que é literalmente jogado fora, servirá para saúde, educação e segurança públicas. Carnaval é privilégio de país de Primeiro Mundo. Sem ironia, por favor!

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

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O FATO

 

A mídia não deve deixar prosperar a ideia que Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, limita patrocínio estatal (municipal) para o carnaval carioca por motivos religiosos. Por sua vez, o prefeito não devia alegar que vai empregar o dinheiro economizado em creches. Desculpa tola e demagógica! O Rio está falido, este é o fato. Se o carnaval é um grande negócio, os que com ele lucram, aqui chamados de investidores, que o banquem. É isso, simplesmente. Vale para o Rio, para São Paulo, Salvador, Recife...

Paulo Roberto Santos

prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

 

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'DE NOVO A TABELA DO IR'

 

Quando o governo anunciou que estava estudando a correção da tabela do Imposto de Renda (IR), que está defasada em 83%, aumentando o limite de isenção entre R$ 4 mil e R$ 8 mil, e reduzindo a alíquota de 27,5% para 18%, já se sabia que seria mais uma mentira das grossas. O jornalista Fernando Dantas, em sua excelente matéria ("Estado", 16/6, B3), cujo título emprestou para este texto, discorre com enorme clareza, com valores e porcentagens, o porquê de essa maravilha, para o esfolado contribuinte, estar muito longe de acontecer.  Não deu outra! A equipe econômica deletou esse estudo, acho que mesmo antes de ser formalizado, e, com sorte, teremos um reajuste entre 3,5% e 4% da tabela em 2018. Aí teremos um novo governo, alvíssaras, que vai assumir o poder, com o Brasil ainda numa draga danada, e "de novo a tabela do IR" vai ficar na saudade, mais uns 20 anos sem uma correção decente. Pessimismo demais? Acredito que não! Do jeito que as coisas andam, só um milagre dos Céus poderá nos salvar.

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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CHUTAR O BALDE

 

Quem já não teve ímpetos de chutar o balde, soltar os cachorros ou apelar para um contundente palavrão? Pois então... acabo de vivenciar essa constrangedora situação, ao ler, na página B3 do jornal de 16/6, os inoportunos comentários do senhor Fernando Dantas, que ousou sugerir frustrar o sonho da camada mais baixa da população brasileira, injustamente vulnerável a uma tributação de rapina, comprovadamente ilegal.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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