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Cartas e e-mails enviados pelos leitores do portal estadão.com.br

O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2017 | 05h00

REFORMA POLÍTICA

Relatório aprovado

A comissão especial da reforma política na Câmara já aprovou o relatório do deputado Vicente Cândido (PT- SP), que contempla um fundo de financiamento de campanhas eleitorais no valor de R$ 3,6 bilhões, de dinheiro público, e o “distritão”, que altera o formato das eleições proporcionais. No caso do fundo de financiamento de campanhas, é bom lembrar que partidos políticos são organizações de direito privado, formadas por cidadãos reunidos em torno de ideias e projetos. E quem deve financiar os 35 partidos atuais são seus militantes e apoiadores, por meio de contribuições pessoais, e não a sociedade brasileira, que enfrenta uma grave crise econômica e financeira. Já o “distritão” é quase unanimidade entre os parlamentares porque chegaram à conclusão de que o brasileiro, ao votar, não se identifica com partidos, mas com candidatos.

EDGARD GOBBI 

edgardgobbi@gmail.com 

Campinas

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Exotismo

A proposta de criação do “distritão” é exótica. Esse sistema eleitoral existe somente no Afeganistão, em Vanuatu, na Jordânia e nas Ilhas Picárnia. Aplicado no Brasil, o “distritão” estimularia o voto nas minorias organizadas em torno de interesses corporativos, que buscam representação no Legislativo, em detrimento da maioria desorganizada, que continuará a não se sentir representada pelos partidos políticos. A criação do fundo eleitoral de quase R$ 4 bilhões vai ajudar os atuais representantes a buscar a reeleição e manter-se, dessa maneira, sempre distante do eleitorado.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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Representam a si próprios

Segundo noticiou o Estado, a Ford demitiu 364 funcionários no ABC paulista. A situação do País é de desespero, com déficit de R$ 159 bilhões nas contas federais. E os srs. deputados ainda pretendem aprovar um fundo de R$ 3,6 bilhões? Mais uma prova da indigna coragem de legislar sempre em causa própria, doa a quem doer.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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Caradurismo

Estou pasma com as reações corporativistas dos deputados federais. Eles rejeitam aumentos de impostos não porque os brasileiros não aguentam mais ser espoliados, e sim porque serão prejudicados nas eleições de 2018. Mas têm a cara de pau de aprovar fundo público para financiar as suas campanhas eleitorais, de R$ 3,6 bilhões! Ora, ninguém é obrigado a ser político, então eles que se virem para ser eleitos, sem assaltar ainda mais o bolso dos brasileiros! 

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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Negócios privados

A grande maioria dos “nobres parlamentares” do Congresso Nacional trata do seu métier como sendo o seu negócio. E nisso eles são bem-sucedidos. São empresários de variados ramos, donos de grandes propriedades rurais e outros empreendimentos. Seus rendimentos “na Casa” são supergenerosos, permitindo o “enricamento”. É, pois, de elementar justiça que custeiem suas campanhas, contribuindo para a formação desse fundo especial com algo como 5% de todos os recursos que recebem do Tesouro Nacional, a qualquer título ou pretexto. A população nada tem que ver com a constituição dos negócios de parlamentares. Esse fundo não se destinaria a financiar a democracia, mas a bancar negócios privados.

MARIO HELVIO MIOTTO

mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

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Amigos do alheio

Com a votação do fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões, podemos entrar na Justiça alegando ser dinheiro roubado do povo.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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Oxigênio

A reforma capitaneada pelo petista Vicente Cândido pretende também acabar com a vitaliciedade de ministros dos tribunais superiores. A comissão aprovou que, decorridos dez anos no cargo, juízes serão substituídos. O objetivo é “oxigenar a democracia”. Para dar exemplo, a proposta deveria começar pela “oxigenação” da atual politicalha. Aliás, esse deputado foi o mentor da “emenda Lula”, que proibia a prisão de seus pares oito meses antes das eleições. Só começando pelo Legislativo o País pode entrar nos trilhos.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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Fundo público, sim

Os congressistas querem R$ 3,6 bilhões para financiar campanha eleitoral? Ora, por que não? Basta aplicar o princípio do cobertor curto: esse dinheiro sai do orçamento do Congresso, que é de R$ 10 bilhões por ano. Ou cobre os candidatos ou os mandatos. Não é justo?

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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Reeducação

Infelizmente, a primeira frase que qualquer político brasileiro aprende é: “Cadê o meu?”. Onde estão os estadistas?

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

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Abuso

Carros luxuosos. Jantares. Conluios noturnos. Negociatas. Mentiras. É o que temos da nossa classe política.

ANTÓNIO ACORSI

acorsi.antonio@gmail.com

Jundiaí

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Projeto de eleitor

Entendo que a reforma política deva conter os seguintes itens: 1) eliminação sumária do fundo eleitoral pago com dinheiro público, partido que quiser existir e quem desejar ser político que se virem; 2) diminuição do número dos parlamentares; 3) redução drástica das regalias dos parlamentares, incluindo seus vencimentos básicos; 4) correção dos vencimentos deles igual à do salário mínimo. A propósito, por que movimentos como o Vem Pra Rua estão tão quietos agora? Por que estão deixando essa reforma política ser feita à vontade deles, mantendo o número de parlamentares e seus privilégios, aumentando o fundo eleitoral...? Vamos pra rua!

HENRIQUE GÂNDARA

clineurohenrique@uol.com.br 

Ribeirão Preto

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O ROMBO DAS CONTAS PÚBLICAS

O governo federal continua gastando mais do que arrecada, aumentado, assim, o déficit público. Para cobrir o rombo, o governo está estudando mais aumento de impostos. Já cogitou de aumentar de 27,5% para 30% ou 35% a alíquota do Imposto de Renda das pessoas físicas com salários acima de R$ 20 mil. Tentou empurrar a conta para os assalariados, mas teve de recuar. Mas ainda vamos pagar essa conta, porque temos um governo incompetente e um Congresso infestado de ratos. Com certeza, a CPMF ainda será ressuscitada, mas, pelo menos aí, todos os brasileiros que movimentam suas contas bancárias ajudarão a cobrir o rombo dos cofres públicos, inclusive os autônomos (advogados, engenheiros, médicos, dentistas, veterinários...) que deixam de recolher seus impostos por não fornecerem recibos pelos serviços prestados. Sim, a criação de mais impostos precisa atingir todos os brasileiros, para, quem sabe assim, a população criar vergonha na cara e sair para a rua protestar contra a corrupção.

Maria Carmen Del Bel Tunes 

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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ENTERRADO ANTES DE NASCER

A base de sustentação do governo no Congresso já explicitou, por várias vezes, que não vota aumento de impostos. Legislador que votar favoravelmente a aumento de imposto estará cometendo suicídio eleitoral, visto que a nossa carga tributária, por volta de 38% do PIB - e sem retornos, se considerados custos e benefícios -, não mais comporta acréscimos. Aliás, a nossa carga tributária precisa ser reduzida na reforma tributária, já que esta não se deve resumir a somente eliminar burocracia e entraves, mas diminuir o custo Brasil. Assim, qualquer aumento de imposto deve ser enterrado antes de nascer!

José C. de Carvalho Carneiro 

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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O GOVERNO E SEUS PARCEIROS ECONÔMICOS

O governo se depara com a difícil decisão entre cortar despesas ou aumentar impostos para equilibrar as finanças. O presidente Michel Temer e o ministro Henrique Meirelles têm dito que é preciso arrecadar mais ou manter o governo emprestando dinheiro, o que traria de volta a inflação. Deveriam falar, também, que não foi esse governo que contratou as dívidas que tornam o País ingovernável. São negócios ocorridos ao longo das décadas e que, para fazê-los, os governos de então contaram com o aval do Congresso Nacional pois, do contrário, seriam pedaladas e isso teria provocado até o impeachment, como ocorreu com Dilma Rousseff. E que, em vez de criar dificuldades, as diferentes correntes políticas (especialmente aquelas que já foram da situação) deveriam somar esforços com o Executivo em busca da melhor solução. O País e a governança têm de ser compreendidos como um conjunto de sucessões. O presidente, os parlamentares e até os partidos políticos de hoje não são fisicamente os mesmos de ontem, mas se constituem nos seus sucessores legais, ideológicos e até morais. Não há como fazer cara de paisagem e atribuir apenas ao presidente e seu núcleo próximo a tarefa de reconstrução. A obra é dever de todos, ou, então, não se concretizará... 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves 

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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30% RESOLVE?

Que tal a criação de um depósito compulsório de 30% sobre o excedente do teto do INSS R$ 5.531,31 sobre os vencimentos dos servidores públicos como presidente, ministros, juízes, deputados, senadores, diretores de empresas mistas, etc.? É uma forma de aumentar o endividamento para quem pode contribuir e não aumentar o teto de R$ 139 bilhões para toda a sociedade. Além do mais, poderia ter vencimento para dez anos, corrigido pela poupança, conversível em título para quitação de débitos no sistema da habitação e negociável no mercado. Convém lembrar que o setor privado já fez o seu compulsório com 13 milhões de desempregados além das adequações de remunerações do pessoal nas empresas. Enquanto isso, faríamos as reformas estruturais do Estado.

Reinaldo Somaggio 

reisomaggio@terra.com.br

São Paulo

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POBRE CONTRIBUINTE

Parece que estão perdendo completamente o bom senso. O Brasil está com as contas públicas completamente deterioradas, mas o governo, apesar de ter um avião relativamente novo para transportar 150 pessoas, aluga um Boeing 767 para transportar 280 passageiros. O Estado do Rio de Janeiro, que não tem dinheiro nem para pagar funcionários, está em tratativas para alugar um jato para uso público. Depois falta dinheiro e eles querem aumentar impostos. Nós, os pobres contribuintes, os miseráveis e os desempregados, nada podemos fazer, a não ser latir, enquanto os irresponsáveis voam em seus jatos, muito provavelmente dando risadas.  

 

Marco Antonio Martignoni 

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

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FARSA

O "governo" de Michel Temer disse que, por causa da queda na arrecadação, precisou aumentar impostos. No entanto, e com a outra mão, este mesmo governo "abriu as pernas" na distribuição farta de emendas parlamentares para ter votos favoráveis de forma a enterrar - e enterrou - o processo de investigação sobre o próprio Temer, que foi à votação na Câmara dos Deputados, carinhosamente também conhecida como casa de prostituição. E toda essa manobra esdrúxula e imoral se dá debaixo dos olhos cegos e coniventes da Justiça, que hoje caminha de mãos dadas com a impunidade, para contentar os prostitutos do Congresso e, assim, se safar de uma possível condenação que levaria à cassação do seu mandato. Resumo da patifaria: o governo, que em tese deveria ser o primeiro a dar o bom exemplo e cortar gastos, torrou milhões de dinheiro público - leia-se do bolso do contribuinte - em emendas parlamentares para comprar votos. Ou seja, corruptos e corruptores de mãos dadas em prol dos mesmos ideais e à custa do sofrimento do povo brasileiro. Povo que realmente trabalha de verdade e honestamente; paga em dia seus impostos para sustentar um bando de mercenários e oportunistas que hoje infesta as três esferas de poder e que tem a desfaçatez de dizer que nos representa. Definitivamente, a política é uma grande farsa, fundamentada na mentira, na trapaça, no jogo de interesses e embasada pela máfia chamada partidos políticos.

Roberto Carlos Prota 

RobertoProta@hotmail.com

São José do Rio Preto

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O SORRISO DE MERKEL

Nossa equipe econômica, quando assumiu, deu uma demonstração de seriedade comprometendo-se com cortes significativos e continuados nos déficits de 2017 e de 2018, garantindo austeridade na transição. Pena que, na prática, não só nada ocorreu, como as contas continuam ladeira abaixo. Quanto custa carregar uma dívida cada vez maior? Não tanto, quando o mercado olha com condescendência e de modo displicente, quando os juros estão baixos e menos ainda quando estão declinantes. Então qual é o problema? É que um belo dia a Matemática irá voltar ao Brasil. Afinal, as férias dela já duraram bastante. Quando Temer disse a Angela Merkel, no G8, que não estávamos numa crise econômica, ela simplesmente sorriu. No dia de seu retorno, o Brasil entenderá o que este sorriso queria dizer.

Jorge Alberto Nurkin 

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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O JOGO DE ESCONDE

No seu editorial de quinta-feira, dia 10 de agosto, o "Estadão" apontou que a queda da inflação acima da esperada quando o Orçamento da União foi elaborado, acarretou uma perda de arrecadação nominal para o governo da ordem de R$ 29 bilhões e que isso tem ajudado a atrapalhar as contas do governo federal. Essa discussão é quase infantil. Se a inflação é menor, também deveria ser menor uma série de gastos correntes do governo. E, como o governo projetava um déficit, ou seja, que a despesa seria maior que a receita, a aritmética simples ensina que, mantidas todas as outras variáveis, a diminuição dos gastos deveria ser maior do que a diminuição das receitas. Independentemente disso, por razões históricas, vivemos numa discussão viciada, focada no déficit primário, que esconde do público o que acontece com os juros da dívida. Isso é importante porque a dívida nacional é devida e deve ser paga por todos os cidadãos brasileiros e, desde Pedro Alvares Cabral, ela jamais diminuiu. Mas isso terá de mudar! Assim, a análise justa deveria incluir desde já o que vem ocorrendo com os juros, até porque historicamente, e sem nenhuma razão técnica convincente, pagamos juros reais estratosféricos. Isso dito, com mais de R$ 3 trilhões de estoque de dívida, numa conta grosseira, a cada ponto porcentual de redução na Selic (que só é possível na medida em que a inflação cai) o governo economiza R$ 30 bilhões por ano, e já tivemos quase cinco pontos porcentuais de queda na Selic desde o final de 2016, ou seja, mais de R$ 150 bilhões por ano de economia no pagamento de juros. Assim, se perdemos R$ 29 bilhões de arrecadação de um lado, deixamos de gastar R$ 150 bilhões em juros do outro! Não precisa ser um gênio da lâmpada para ver que nós estamos melhor na foto. A verdade é que, a despeito do seu prestígio, a equipe econômica tem sido incapaz de controlar os gastos do governo e, pior, continua se comunicando com a população como se fôssemos hipossuficientes. Além disso, o Banco Central continua nessa timidez quase juvenil com relação à aceleração da queda da Selic, que nos brinda com juros reais estratosféricos, para acelerar o crescimento econômico. Ou seja, falta gestão, mesmo. Procura-se um estadista gestor!

Oscar Thompson 

OscarThompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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TUDO COMO D'ANTES

Não reclame de Michel Temer, meu concidadão, porque tudo continua como d'antes. O presidente é o mesmo que era vice de Dilma Rousseff. O partido do presidente é o mesmo. A política é a mesma. O Congresso é o mesmo. A oposição é a mesma que pedia "Fora FHC". A Constituição é a mesma. As leis são as mesmas. Lula continua solto. As propinas continuam. O PSDB continua dividido. O Rio de Janeiro continua lindo. José Sarney está vivo. O futebol, o mesmo. O trânsito, o mesmo. A vidinha, a mesma. Os bandidos, os mesmos. O mosquito, o mesmo. A cultura, a mesma. A Lei de Gerson, a mesma. Até as ruas continuam na mesma... vazias. O que você esperava? Um milagre? Que os políticos iriam mudar, com pena de você? O incrível é que, com tantas prisões e punições de gente grande, ninguém se suicidou... Ou seja, a cara de pau continua a mesma. Vá para as ruas, cidadão! E exija mudança!

Gilberto Dib 

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

O deputado Vicente Cândido (PT-SP), responsável pelo projeto de reforma política que está sendo discutido no Congresso, está tentando formar no Brasil uma casta de políticos que não perdem privilégios, podem cometer crimes, não poderão ser atingidos pela Justiça e, ainda, terão facilidades para se reelegerem. Todos gostaram. Melhor deixar como está e contar com a nova geração de políticos que deverão surgir. Oremos...

Luiz Frid 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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POUCA-VERGONHA

A impressão que fica é de que boa parte dos políticos brasileiros estudou na mesma escola, na qual se especializaram em desviar recursos públicos. A cara de pau destes infelizmente eleitos pelo povo não tem limites. Depois de terem roubado dezenas ou centenas de bilhões de reais das nossas estatais, conforme constam nas investigações do mensalão e da Operação Lava Jato, agora querem mais R$ 3,6 bilhões - já aprovados na comissão da reforma política - para financiar suas campanhas políticas já em 2018! Em troca, na dita reforma, tocada em ritmo de urgência, vão colocar uma clausulazinha de barreira que não vai fazer nem cócegas para diminuir o número de partidos na Casa, e um tal de "distritão", para garantir que não haja renovação de nomes no Congresso e para privilegiar a reeleição principalmente daqueles atolados até o pescoço na Lava Jato. Ou seja, querem perpetuar o crime nas nossas instituições. É uma pouca-vergonha! 

Paulo Panossian 

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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FUNDO PARTIDÁRIO

Candidamente, o pior do mesmo. Ou 3,6 bilhões de vezes pior. Mantendo a habitual catinga, não mudaram nem as moscas...

A.Fernandes 

standyball@hotmail.com

São Paulo

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REFORMA NECESSÁRIA

Finalmente, concordo com uma afirmação de Gilmar Mendes! Como presidente da Justiça Eleitoral, ele afirmou que é necessária a reforma eleitoral, pois, do jeito que está, "você vota em Tiririca e elege o Valdemar Costa Neto". É isso aí, ministro!

Paulo Sérgio Arisi 

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

          

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TEMOS DE TER PACIÊNCIA...

Nossos parlamentares, de forma geral, só nos dão e mostram bons exemplos, comportamentos e atitudes, basta ver que evoluíram muito. Porém, infelizmente, nada foi em benefício da população, foi só em benefício próprio, querendo cada vez criar mais possibilidades para permanecerem no "pudê". Essa mudança gerou um bate-boca terrível e empurra-empurra danado na Câmara na última semana, faltou pouco para não partirem para a agressão física, que poderá ocorrer em breve. Vamos ter mais um pouco de paciência, até porque não podemos exigir tanto deles, temos de considerar que os coitadinhos se esforçam muito e se dedicam de corpo e alma para nos beneficiar. Portanto, saibamos respeitar e dar tempo ao tempo, né não?

Angelo Tonelli 

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A BANDEIRA E O CONGRESSO

Na Bandeira Nacional está inscrito o que o Brasil mais necessita: Ordem e Progresso. Mas, ao assistir às sessões em nosso Congresso, verifico a desordem e o atraso. Assim, o Brasil vai continuar andando para trás.

Vidal dos Santos 

vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

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SISTEMA FALIDO

O sr. Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, diz que o "...sistema eleitoral brasileiro está falido" ("Estadão", 11/8).  Quem está falida é toda esta politicalha, seus membros, na medida em que mais de 60% dos seus colegas na Câmara, sr. Maia, têm pendências com a Justiça, afora seus ex-colegas (e amigos...) que já estão presos. Melhor seria o senhor dizer claramente, por exemplo, o que pretende fazer para eliminar da política este bando de corruptos aí à sua volta!

Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves 

ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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VOTO EM BRANCO

O voto "em branco" deveria ser considerado como voto válido - como foi até 1997 - para, ao menos, ser considerado para a formação do coeficiente eleitoral e, consequentemente, o coeficiente partidário. Seus efeitos? São os de uma legítima cláusula de barreira, pela elevação daqueles coeficientes.

Milton Córdova Junior 

milton.cordova@gmail.com

Brasília

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NAS MÃOS DOS OPORTUNISTAS

Será que todos nós que nos posicionamos a favor da permanência de Temer só para garantir a aprovação das reformas estávamos equivocados? Caímos como patinhos nos braços de parlamentares oportunistas e antipatrióticos? Os parlamentares do Centrão não irão mesmo aprovar as reformas se Temer não molhar as mãos deles? 

Sandra Maria Gonçalves 

sandgon@terra.com.br

São Paulo

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NO MEU, NÃO!

Todos sabem que o governo Temer tem de cortar gastos, mas ninguém quer contribuir: os Três Poderes afirmam "no meu, não!". Vai sobrar, como sempre, para nós pagarmos as contas deles...

Milton Bulach 

mbulach@gmail.com

Campinas

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BOA NOTÍCIA

Notícias boas como a de que o "País cria 35,9mil novos empregos em julho" ("Estadão", 10/8) fazem com que o mês do cachorro loco vire coisa de criança. Não houve desgosto em agosto em relação ao emprego, que reage graças ao agronegócio, que é "pop", e à indústria, que manda bons sinais. Que todos estes lutadores que voltam ao mercado de trabalho possam agregar ainda mais aos respectivos setores que os acolhem, afinal muitos buscaram aprimoramento e conhecimento. E, para os papais que voltam ao campo, presente melhor não há. Feliz Dia dos Pais!

Leandro Ferreira 

leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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OVO DE COLOMBO

O rendimento do FGTS é de aproximadamente 3% ao ano. O da caderneta de poupança, 6% ao ano. A economia está quase paralisada. Que tal liberar 50% do FGTS de todas as contas ativas para debelar a feroz crise econômica que há anos estamos enfrentando? Uma simples sugestão aos nossos governantes para aplicarem o "Ovo de Colombo"...

Vittorio Riccitelli 

arnaldo@artenafex.com.br

São Paulo

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O LUCRO DO FGTS

"Lucro do FGTS será dividido com trabalhador." Duas injustiças que ficaram bem claras nessa notícia: 1) vão distribuir somente a metade do lucro do FGTS, lembrando que todo o dinheiro aplicado é dos trabalhadores. 2) Quem por qualquer motivo sacou o saldo em ou até 30 de dezembro de 2016, por exemplo, não vai ter rendimento algum, mesmo tendo todo o dinheiro sido aplicado e rendido os juros sobre ele.

José Roberto Niero 

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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OS SINDICATOS E A CARTILHA DO MESTRE

Até parece que os sindicalistas estão seguindo fielmente a cartilha que Lula usava nos anos 1980. Ele combinava com as montadoras aumento de 7% de salário para os trabalhadores. Começava greve com direito a piquetes e tudo pedindo 14%, para, depois de todo o barraco, aceitar os 7% combinados com as "empresas". Os sindicatos (conforme "Estadão", 8/8) estão pedindo a edição de medida provisória que os permita cobrar anualmente, a título de contribuição sindical, entre 6% e 13% de um mês de trabalho de cada trabalhador brasileiro, muito acima do que sempre receberam com o Imposto Sindical, extinto este ano. Mas, seguindo a cartilha do mestre, no fim de tudo, humildemente aceitarão o que sempre foi: "um dia de trabalho por ano", mamata que foi retirada na reforma trabalhista votada recentemente. O trabalhador sabe que sempre foi vilipendiado pelos sindicatos, que pouco o representam, mas os sindicalistas não querem perder a mamata, porque inclusive não precisam prestar contas de como e onde gastam essa verba anual. É uma farra!

Beatriz Campos 

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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OS IGUAIS

Lula, pretendendo recuperar o Partido dos Trabalhadores (PT) junto a eleitores, começando com o Nordeste do País, onde o desconhecimento populacional parece não ter entendido o desastre efetuado pelo petismo no poder, arrumou novo seguidor: Renan Calheiros, de tristes e imorais histórias na vida pública, começando pobre a carreira com o grupo do "caçador de marajás", Collor de Mello. Mais uma vez, o senador mostra-se o que é, e o quanto seus interesses particulares estão acima daqueles que deveriam ser atendidos pelo País, em difíceis momentos originados por irresponsabilidade do governo que ora apoia e na pretensão de alguma vantagem. Se tivesse sido cassado - e motivos para isso não faltaram -, estaríamos livres do senador que envergonha o Senado. Pensando bem, ambos, Lula e Calheiros, se merecem.

Mario Cobucci Junior 

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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O PT E A FÊNIX

É interessante a comparação que Lula fez, num de seus recentes comícios, entre o PT e o mito de Fênix - o pássaro que, ao morrer, entra em combustão e renasce das próprias cinzas. Segundo o ex-presidente, o Partido dos Trabalhadores renascerá de suas próprias cinzas. Mas e o Brasil? Renascerá também, ou Lula só pensa nele e no PT?

Luciano Harary 

lharary@hotmail.com

São Paulo

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O 'ANTILULA'

Sobre a reportagem feita pela revista "Isto é", "Nasce o antiLula", com o prefeito João Doria, concordo com tudo o que foi dito, mas... "a pressa é inimiga da perfeição". Prefeito, não se deixe picar pela mosca azul. Termine o mandato que lhe foi conferido pelo povo. Eu também apostei no senhor. Não nos traia, faça sua história nesta cidade que confiou no seu prefeitar. Rudy Giuliani e Michael Bloomberg ficaram como prefeitos em Nova York e a transformaram, e sei que o senhor se espelhou neles. São Paulo precisa da sua eficiência, mantenha sua palavra. Apoie Geraldo Alckmin, que é um bom administrador com zero de carisma, e mostre que como apoiador também consegue bater Lula. Mostre o que se pode fazer com uma cidade que estava abandonada, trabalhe nela por quatro anos e aí, sim, concorra à Presidência da República. Você tem tempo para chegar lá. Veja José Serra, que pulou de posto em posto, não terminou nada e perdeu o apoio do povo apesar de ser um bom administrador. Lula elegeu dois postes incompetentes, eleja um administrador competente com seu carisma. Fique prefeitando, Doria. 

Maria Cecília Centurion 

financeiro@imo.com.br

São Paulo

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PARA 2018

"Temer e DEM tentam atrair Doria para a eleição" ("Estadão", 11/8). O mar não está para peixe, estão procurando Genésios como se fossem Jesus!

Ariovaldo Batista 

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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'FOGO E FÚRIA'

Sobre a matéria de primeira página do "Estadão" de 9/8, "Coreia do Norte já tem ogiva para míssil; Trump ameaça", cabem algumas perguntas que não querem calar: essa "agência de inteligência" americana não é a mesma que afirmou que Saddam Hussein também tinha um potencial bélico a ser neutralizado, provocando a Guerra do Iraque, que serviu para abastecer os EUA de petróleo barato? Se esses "líderes mundiais" provocarem "fogo e fúria como o mundo nunca viu", não haverá efeitos colaterais para toda a humanidade muito maiores que os de Chernobyl e Fukushima juntos? Quando chegar a nossa vez de sermos destituídos de nossa Amazônia, com suas cobiçadas reservas naturais, como reagiremos?

Antônio Jácomo Felipucci 

annafelipucci@hotmail.com

Batatais

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MÍSSEIS

Antes de "punir" só Kim Jong-un, que tal ir atrás de quem o instrumentalizou com a tecnologia de ogiva nuclear, sendo ele um ditador?

Tania Tavares 

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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A VALIDADE DE KIM JONG-UN

Nada entendo de política internacional, mas parece-me que este espectro de morte norte-coreano, Kim Jong-un, parece buscar a destruição de seu país e incendiar o mundo, e só existe enquanto China e Rússia quiserem - elas o apoiam apenas para incomodar os EUA.

Laércio Zanini 

spettro@uol.com.br

Garça

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