Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2017 | 03h00

O JULGAMENTO DE AÉCIO

O Congresso Nacional decidirá esta semana se reverte afastamento de Aécio Neves do Senado, determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).  Uma excelente oportunidade para toda a sociedade saber se este Congresso é composto por pessoas idôneas e imparciais ou se continua o mesmo, com seu corporativismo na proteção de mais um de seus colegas denunciados por corrupção. Daremos nosso veredicto nas eleições.

Paulo Sérgio P. Gonçalves

ppecchio@terra.com.br

São Paulo

       

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ÉTICA NO SENADO?

Senado quer livrar Aécio do STF, mas puni-lo no Conselho de Ética. Os senadores sabem que, se deixarem Aécio ser punido, todos também serão. E desde quando existe ética neste tal conselho do Senado? A maioria dos integrantes tem processos no STF.

 

José Roberto Niero

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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EM OFF

Aécio, que de santinho não tem nada, já mandou seu recado em off: ou salvam sua pele ou delata geral. Nossa política virou uma esbórnia!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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CORPORATIVISMO

Com certeza temos muitos “Aécios Neves” no Senado. Corporativismo entrou em campo...

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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RECOLHIMENTO NOTURNO

Senadores estão preocupados que se mandou prender Aécio sem se respeitar o que a lei manda. Ora, Suas Excelências não precisam ficar preocupadas. O STF não mandou prender Aécio, e sim que ele obedecesse a um recolhimento noturno. Afinal, o Código de Processo Penal, em seu Artigo 319, que trata das outras medidas cautelares, diz expressamente o seguinte: “São medidas cautelares diversas da prisão: (...) item V – recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos”. Pois, é, os paladinos da luta pelo cumprimento da lei podem dormir tranquilos que não é o caso. 

Jorge Alberto Nurkin

jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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DECISÃO DO STF

Mas só o Aécio? E os outros?

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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RENAN DEFENDENDO AÉCIO?

O mais patético é ver o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) partindo em defesa do senador Aécio Neves, cujas gravações não deixam dúvidas de seu envolvimento com corrupção. É coisa de enforcado segurando outro em vias de. Povo brasileiro, não se esqueçam, em 2018, 2/3 deste Senado deverá enfrentar as urnas. Dá para continuar elegendo gente assim, inclusive recebendo mandato de oito anos? Ou renovamos ou renovamos. Não temos mais saída para compactuar com todos eles. 

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ESCLARECIMENTOS

O Conselho de Ética do Senado, que engavetou sem ler o caso do senador Aécio Neves, deveria prestar esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal sobre a condução deste caso. Um réu confesso, pego praticamente em flagrante delito, não pode ser absolvido sem julgamento e ter o processo engavetado sem nem sequer ser lido pelo Conselho de Ética, que certamente custa uma fortuna aos cofres públicos. 

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ENSAIO ANTICONSTITUCIONAL

Para onde caminha nossa democracia, diante de constantes interferências de um dos poderes da República sobre o outro? Este perigoso ensaio anticonstitucional que vem ocorrendo desde 2016, quando o ministro Teori Zavascki determinou a cassação do mandato do então presidente da Câmara deputado Eduardo Cunha, sob a alegação de que se tratava de uma situação excepcional e pontual, está se tornando prática recorrente, seja quando o senador Aécio Neves foi cassado pela primeira pelo ministro Edson Fachin ou agora, quando foi aconselhado a ficar em casa no período noturno pela primeira turma do Supremo, numa decisão-jabuticaba que não se sabe se é ordem de prisão ou uma sugestão criada pela mais alta instância jurídica do País, num ato que extrapola mais uma vez a independência entre os poderes. Diante dessa atitude surpreendente de alguns togados do STF, cabe até a teoria de perseguição, já que o senador mineiro foi o alvo preferido do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, e seus simpatizantes do STF que tentam puni-lo por se posicionar contra a abertura de processo contra o presidente Michel Temer. Porque V. Ex.ᵃˢ. se mantiveram em silêncio diante da senadora petista Gleisi Hoffmann, ré na Lava Jato e seu marido, preso por lesar aposentados? E o que dizer do corrupto senador Renan Calheiros, que é alvo de 12 inquéritos no Supremo, sem jamais ter sido admoestado pelos juízes da Corte? Se magistrados imaginam-se ativistas, devem abandonar a toga e ingressar na política, que é o lugar onde se defendem ideologias. Do Judiciário, o mínimo que se espera é equilíbrio, isenção e estrito cumprimento da Constituição, da qual deveriam ser guardiões. 

Paulo R. Kherlakian

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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OBSERVÂNCIA DA LEI

Qualquer estudante de Direito, na matéria Teoria Geral do Estado, aprendeu que o Supremo Tribunal Federal é o órgão máximo da hierarquia do Poder Judiciário, responsável por defender a Constituição, constituído por brasileiros natos, com mais de 35 anos de idade e com notável saber jurídico e reputação ilibada, recomendada a proibição de nomeações por parte do presidente da República de ocupantes de cargos de confiança do governo ou que tenham ligação político-partidária com aquele que nomeia. Hoje, sua composição deixa muito a desejar quando se observa que certos ministros vêm adotando posições políticas ao invés de se deterem na observância da lei, motivo que vem colaborando com a crise institucional.

José Wilson de Lima Costa

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo 

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‘É GRAVE (A CRISE)’

“Estamos diante de uma crise institucional, mas que será suplantada porque a nossa democracia veio para ficar.” “É grave (a crise).” Trata-se de declarações sem maiores consequências, se pronunciadas por cidadão comum, num círculo restrito de amigos, com voz pausada, talvez pelo efeito de alguns drinques saboreados ao longo de agradável encontro social. No entanto, partiram publicamente de um ministro da Corte Suprema, órgão responsável pela execução, no mais alto nível, da justiça no País. Salvo melhor avaliação, não teria faltado um pouco de discrição por parte de autoridade deste porte ao externar tais posicionamentos? Já que o fez, porém, não seria sensato qualificá-los melhor até para alertar a sociedade sobre o risco que corre em relação à iminente ruptura sugerida?

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro  

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OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS

“(...) Nas ações de todos os homens, em especial dos príncipes, onde não existe tribunal a que recorrer, o que importa é o sucesso das mesmas. Procure, pois, um príncipe, vencer e manter o Estado: os meios serão sempre julgados honrosos e por todos louvados, porque o vulgo sempre se deixa levar pelas aparências e pelos resultados, e no mundo não existe senão o vulgo (...)” (capítulo XVIII da obra “O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel). O aparente conflito entre os poderes deflagrado pela tendenciosa manifestação do Congresso em não se submeter ao controle exercido pelo Judiciário, que deflagra da harmonia insculpida no artigo 2.º da Constituição federal, simplesmente revela que o Legislativo acredita que tudo é permitido, mesmo se a conduta for reprovável no âmbito da ética e da moral. “O espírito das Leis de Montesquieu” leciona que “só o poder freia o poder”, este é o “sistema de freios e contrapesos”, aonde, em conjunto, deveriam reger o Estado de maneira a se exercer uma igualdade social e governamental, e não os próprios interesses. Hoje nos deparamos com teses de defesas que rebatem a credibilidade da prova obtida, se é ou não legal, mas nada se fala sobre a conduta tida como improba, imoral e ilegal, pois, manter-se no poder é o que realmente importa. Não vemos brio naqueles que ocupam os mais altos cargos de nosso país, aliás, este aparentemente, tem sido o requisito para ocupação de tais cargos, a exceção de raras personalidades. Não nos resta outra opção senão lembrar aos nossos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) as palavras do general Antônio Hamilton Mourão: “Na minha visão, que coincide com a dos companheiros que estão no alto comando do Exército, estamos numa situação que poderíamos lembrar da tábua de logaritmo, de aproximações sucessivas. Até chegar ao momento em que ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou, então, nós teremos que impor isso”. Em que pese ser esta a “ultima ratio”, como dirá Nicolau Maquiavel, “os fins justificam os meios”.

 

Regis Daniel Luscenti

luscenti@bol.com.br

Ourinhos

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REMINISCÊNCIA 

Na segunda-feira 25/9, o “Estadão” publicou que o PT e PMDB fizeram pacto de não agressão na CPI da JBS. Na terça-feira, outra publicação informava que o relator dessa comissão mista, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), está sendo processado por improbidade administrativa e denunciado pelo Ministério Público Estadual (MS) por desvios da ordem de R$ 16,6 milhões. Ora, se em outras CPIs importantes, como a da Petrobrás, comandada à época pela trupe petista, virou pó, esta não fugirá à regra. Terá de tudo: cafezinhos, lanchinhos, horas extras e um calhamaço de papel inutilmente gasto, tudo à nossa custa, menos resultados convincentes.  Se nas anteriores já sabíamos de antemão o fim melancólico das “investigações”, o que dizer desta em que, mesmo antes de começar, o compadrio foi vergonhosamente declarado? Podemos afirmar com 110% de certeza que teremos os costumeiros efusivos elogios ao presidente e ao relator e aos “convidados”, que serão tratados a pão de ló e, ao fim, ficará provado mais uma vez por que é que o Brasil vive atolado na corrupção.

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí 

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A DENÚNCIA CONTRA MICHEL TEMER

O atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse “não fiz com eles o que fizeram com a Dilma”, referindo-se ao comportamento do presidente Michel Temer e seu grupo de aliados que agiram de modo a cassar o mandato da ex-presidente. É uma acusação que, por certo, causa repercussão no Palácio do Jaburu, pois está tramitando na Câmara a denúncia formulada pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot e que será submetida ao plenário do Parlamento nas próximas semanas. É esperar para ver quais serão os desdobramentos.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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SANTÍSSIMA TRINDADE

Deus é mesmo brasileiro: escolheu uma Santíssima Trindade para governar o nosso país (Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco). Oremos, pois.

Nivaldo Ribeiro Santos

nivasan1928@gmail.com

São Paulo

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REPROVAÇÃO POPULAR

A melhora da economia, assim como as demais notícias positivas do governo Temer, não afetou sua aprovação popular. A corrupção, o desleixo com o meio ambiente, a segurança pública, a inflação baixa, entre outros fatos, foram mais importantes na percepção do povo. Ninguém quis saber se o presidente fez bem o que deveria ser feito na economia, na queda do desemprego, na Petrobrás e no BNDES. Sua popularidade caiu ao fundo do poço. O povão não quer saber de ninguém que se preocupe com o País no longo prazo; quer pão e circo, como na Roma antiga. Se Temer não fosse constitucionalista, culto, falasse com linguagem eivada de erros de Português e com presença decente no exterior, poderia ser corrupto e governar com as regras do “toma lá, dá cá”, que teria sua popularidade tão alta quanto Lula em seu primeiro governo. 

 

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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TAXAS

A popularidade do presidente Temer está semelhante à taxa de crescimento de nosso PIB: os dois estão bem próximo de zero.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SUBPRODUTOS DA LAVA JATO

A Operação Lava Jato vem prestando inegáveis e inéditos serviços ao País e à população brasileira, com o desmascaramento de numerosos empresários, servidores públicos e políticos de todos os partidos. Alguns já cumprindo penas nas prisões. Entretanto, gerou um perigoso subproduto. Refiro-me aos inúmeros candidatos à Presidência da República, que já vêm demonstrando grande apetite para o cargo. Muitas dessas pessoas jamais se atreveriam a tanto, não fosse a ojeriza que a população tem atualmente aos políticos de modo geral. O atual prefeito de São Paulo foi o primeiro a explorar a revolta contra os políticos, ao se lançar candidato à nossa prefeitura sobre o mote de ser gestor, e não político. Elegeu-se em primeiro turno, sem antes ter disputado qualquer eleição. Mas ficou tão entusiasmado com o seu sucesso que, tão logo tomou posse, lançou-se ao cargo de presidente do Brasil, percorrendo o País de Norte a Sul e afirmando que faz política, mas não é político! Paralelamente a tais viagens, o vice-prefeito, Bruno Covas, em entrevista ao “Estadão”, afirmou: “Eu e Doria governamos a cidade juntos”. Tal afirmativa justificaria as ausências constantes do prefeito à frente da cidade. Entrementes, já pipocam reclamações de paulistanos sobre uma série de problemas que surgem pela cidade e ficam sem solução. E, na esteira do sucesso de Doria, inúmeros candidatos à Presidência do Brasil vêm se lançando a cargo tão importante. Assistimos aos movimentos de apresentadores de programas televisivos, empresários e até militares em busca de se firmarem como candidatos. Cumpre, porém, lembrar que, para ocupar o cargo mais do importante do País, o cidadão tem de ser, antes de tudo, um estadista, independentemente de ser um político de carreira, um empresário ou qualquer outro ramo de atividade. É uma qualidade que vem nos faltando há muito tempo entre os nossos governantes. O último do qual me lembro foi o arquiteto Jaime Lerner, prefeito de Curitiba por três mandatos.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CIDADE LINDA?

Moro na Rua Cuba, CEP 01436-020, e estarrecida vi dois enormes caminhões da “Potenza”, a serviço da Prefeitura de São Paulo, cavando e tapando buracos inexistentes da rua e deixando sem qualquer serviço os poucos que realmente existem. É, no mínimo, trágico quando a incompetência se alia à corrupção. Afundamos todos! Tenho no meu celular fotos destes serviços, que são dinheiro público jogado no ralo (só não sei de quem). Este serviço porco pode ser visto pelos “manchões” de asfalto recente deixados pela “Potenza”. Aonde quer nos conduzir o “João Trabalhador”?

Marize Carvalho Vilela

marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

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FUNDO ELEITORAL

Pois então, amigos e prezados leitores, o Senado acaba de aprovar o projeto de lei que cria o fundo especial de financiamento de campanha, destinado a custear campanhas eleitorais, no valor de R$ 1,7 bilhão. Agora, a pergunta que não quer calar: vocês acham que a Câmara dos Deputados vai também aprová-lo? É isso que eu chamo de legislar em causa própria. Quem acertar ganhará um pirulito. Dou-lhe uma, dou-lhes duas e dou-lhe três.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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GANÂNCIA POLÍTICA

A maior preocupação dos políticos não é a reforma política eleitoral, mas, sim, um projeto pessoal de criar um financiamento para as campanhas eleitorais, custeado com dinheiro público. A fórmula apresentada pelo senador Cristóvão Buarque de extrair parte dos rendimentos dos senadores e deputados para esse fim foi logo descartada. Querem fazer a festa com o dinheiro alheio. Não importa se vão prejudicar este ou aquele setor, o que interessa são seus objetivos satisfeitos. A ampla reforma, tão necessária, fica relegada a um segundo plano, pois não atende a maioria dos parlamentares. Por que cada um não põe a mão no bolso e custeia sua campanha? O dinheiro arrecadado, através dos impostos, não tem essa finalidade e não se destina a fortalecer a democracia, como muitos argumentam.

José Olinto Olivotto Soares

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

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RENCA

A revogação do decreto que extinguiu a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), na Floresta Amazônica, mostra a força da sociedade para obrigar o governo a corrigir os seus erros, embora este recuo possa ser estratégico neste momento. Deve ser aplicada, também, aos congressistas que estão mais preocupados com a chamada “reforma” política – leia-se arrumar vultosos recursos públicos para a próxima campanha eleitoral!

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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INTERESSES ANTAGÔNICOS

Ao assinar o Decreto n.º 9.147/2017, que extinguia a Renca, o presidente Michel Temer extrapolou como governante interino, com mandato até 31/12/2018. Medidas emergenciais de curto prazo, para amenizar o desemprego atual, têm absoluta preferência.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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‘ERRO DE AVALIAÇÃO’

Brilhante, preciso é adequado o editorial “Erro de avaliação”, sobre a Renca (“Estadão”, 27/9, A3). O grande problema é que o meio ambiente se tornou uma ideologia e foi politizado por quem dele nada entende. Com a não exploração da Renca, perde o País e ganham os estrangeiros representados pela WWF e outras como o Greenpeace, mantidos por organismos que têm interesse em paralisar o uso racional de nossas florestas e inibir a exploração de riquezas minerais. Por que todas as reservas indígenas estão localizadas sempre em áreas ricas em minerais preciosos, como é o caso?

Jair Nisio

jair@smartwood.com.br

Curitiba

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LAMENTÁVEL

Lamentável que nosso presidente, sendo pressionado por parlamentares com suas comissões e organizações internacionais custeadas pelo nosso povo, foi obrigado a revogar o decreto de exploração de recursos naturais. Com certeza temos técnicos e leis que impediriam essa suposta devastação da floresta. Estes políticos que se sentiram constrangidos pelo decreto com certeza assim se sentiram por não terem a oportunidade de devorar o seu quinhão. Até mesmo uma modelo acusou o governo de estar vendendo a Amazônia. Qual seria seu conhecimento técnico do assunto? Essa posição tomada por artistas, políticos e ativistas tem um só objetivo: a promoção pessoal graças à falsa impressão de defesa do povo brasileiro. Com a exploração de recursos naturais de forma controlada, seríamos uma nação mais rica e poderosa.

Fábio Caio de Castro Missiroli

fabiomissiroli@yahoo.com.au

Ilhabela

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PASSO ATRÁS

Os mandos e desmandos do presidente Michel Temer chegam a irritar. Decretos são lançados, mas, com a desaprovação dos atingidos, Temer imediatamente dá um passo atrás. Diante de tanto recuo, seus pares percebem sua fragilidade. Agora, resolveu “desdecretar” o projeto Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), no Norte do País, e resolveu manter o horário de verão, após determinar o seu fim. Não seria mais inteligente Temer estudar melhor suas ideias, ao invés de sempre voltar atrás? Que fraqueza, não é Michel?

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SUSTENTABILIDADE

A legislação mineral brasileira vale para todo o território nacional. Por que não pode valer na área da dita Renca? Essa reserva foi criada no final do regime militar para garantir à Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) ou à Vale, estatais na época, a primazia na pesquisa e (eventual) exploração dos bens minerais que a geologia nessa área pode ter mineralizado. E não é em qualquer local que se encontram minérios. Eles se encontram onde a natureza os colocou. Empresas brasileiras e estrangeiras podem entrar com pedidos de pesquisa mineral para eventualmente, caso se comprove a existência de minerais que podem ser explorados economicamente, implantar a mina e demais instalações de beneficiamento, observando o que rege a legislação ambiental. Em muitos casos, principalmente em áreas remotas, toda uma infraestrutura de assentamento e logística deve ser construída. Mais do que estudos de impacto, mitigação e monitoramento ambientais, que são objeto de audiência pública (apresentação do Relatório de Impacto Ambiental), hoje em dia as empresas de mineração realizam estudos sobre o impacto social do empreendimento, no qual a comunidade afetada diretamente pode se manifestar. Democraticamente. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) deve se pronunciar, após realização dos devidos estudos arqueológicos, para que a outorga do Decreto de Lavra seja concedida, por decreto federal, ao minerador. Empregos são gerados direta e indiretamente, beneficiando toda a sociedade, mesmo que seja uma empresa estrangeira que venha a explorar o subsolo pátrio (aliás, melhor ser estrangeira do que estatal, pois, sendo do Estado, servirão para negociatas entre politicalhas e politicalhos). Enquanto “in situ”, o minério pertence à Nação. O produto da lavra é que pertence à mineradora, após esta ter investido e custeado a produção, que segue, então, para a cadeia econômica. Se não se pode minerar onde há minério, onde a sociedade irá buscar as matérias-primas de que as indústrias necessitam para construir e transformar favelas em Minha Casa, Minha Vida; transformar esgoto a céu aberto em saneamento e em queda da mortalidade infantil; criar recursos para diminuir o fluxo de veículos nas ruas e avenidas das grandes cidades, congestionadas, com meios de transporte em massa; fornecer equipamentos de última geração para a rede hospitalar, para a produção de celulares, drones, aviões, etc., etc. e até mesmo passarelas “top model”, guitarras, pandeiros, tamborins e instrumentos de sons e de imagens que projetam celebridades? Essas celebridades têm excelentes dons e talentos, mas insuficiente percepção da realidade, imersas que vivem em seu egoísmo. Minerar, pastorear e plantar para colher e, depois, comer exigem perseverança, bom senso, espírito de sobrevivência e diálogo, para que a compreensão seja cosmopolita. E a tal de “sustentabilidade” se sustente!

Carlos Leonel Imenes

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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ÁGUA E ESGOTO

Causa espécie, incredulidade e perplexidade saber por estudo divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Ministério das Cidades que mais de 45% (!) da população brasileira ainda não dispõe de serviço de água encanada e coleta de esgoto, vivendo num ambiente altamente insalubre e precário, sem as mínimas condições básicas de higiene e habitação. Não é possível tolerar que o País colocado entre as oito maiores economias do planeta apresente tal grau de falta de assistência à sua população, sem prover a necessária e básica infraestrutura que o esgotamento sanitário requer. Isto é uma pouca vergonha!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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LUTAS PELA ÁGUA

Os políticos cearenses estão prometendo a chegada das águas do Rio São Francisco. Ainda bem, pois, se não houver chuvas, a situação vai ficar difícil. As reservas hídricas estão em torno de 10% e a situação pode ser semelhante às grandes secas. A privação de água e o vexame são grandes. Pestes, fomes e promiscuidade são comuns em épocas de grandes secas. Retirantes da seca no passado, hoje teremos caminhões pipas com águas contaminadas e lutas pela posse da água. Todos unidos pela solidariedade e fraternidade em tempos de grande seca.

Paulo Roberto G. Lessa

paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

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HORÁRIO DE VERÃO

Horário de verão? Onde ficou a consulta ao povo? Ora, o povo... Só é lembrado quando vota. É cultural? Só para os privilegiados, que aproveitam as tardes prolongadas para ir à praia, à piscina, passear. A grande maioria da população, vivendo longe do trabalho, gasta horas no trânsito para ir trabalhar e voltar para casa, de onde sai às 3 ou 4 horas da manhã. É só cansaço, pois dorme pouco. Não tem cultura do lazer. Há, ainda, os que não se adaptam a ele. Isso está provado. Depois de quatro meses, como estarão? Só eles sabem... Pensar com eficácia é preciso! Tanta coisa a ser feita: formar um povo culto, sadio, protegido, ter segurança nas fronteiras, saneamento básico, água potável, ar, água, terra despoluídos, biomas e florestas conservados e tudo o mais. As autoridades estejam atentas ao essencial! O Brasil não necessita de mudança do horário.

Anna Carvalho

maria.c1@terra.com.br

São José do Rio Pardo

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VERÃO SACRIFICADO

Mais uma este governicho vai impor aos brasileiros, outro tipo de sacrifício. Não bastasse que nós, palhaços, estejamos passando por crises políticas, morais, financeiras, éticas e tantas outras, vem agora o governo instituindo mais uma um malfadado horário de verão. Vai sacrificar de alguma forma todo o povo brasileiro; separa mais uma vez o Norte do Sul; obriga o trabalhador rural a começar o seu trabalho num horário de maior quentura; vai fazer com que as crianças e jovens sigam para a escola na escuridão; vai, também, colaborar para que os ociosos tenham mais tempo de boteco e praias para encher a cara e prejudicar pulmões com o maldito cigarro. Isso tudo para justificar ideias de cretinoides burocratas que inventam pseudoeconomias de merreca para o governo, em quatro meses. A vantagem fica para as termoelétricas, e as faixas vermelhas logo estarão pretas para ganhos das distribuidoras. E o povo que “sifu”, como já disse o “cara”.

José Luiz Tedesco

tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio 

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