Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2017 | 03h01

STF EM XEQUE

A última flecha do Janot

Não se pode negar que o errático Rodrigo Janot teve um mérito: soube explorar fraquezas e descompassos do Supremo Tribunal Federal (STF). Primeiro, ao envolvê-lo no caso JBS. Que ousadia! O ministro Fachin que o diga. Depois, sua gana em dar prioridade a certas ações, como nunca antes se obteve do STF. Enquanto processos contra Collor, Renan, Sarney e outros descansam nas gavetas, as ações contra Temer e Aécio furam a fila de forma surpreendente. Não seria assim se a incoerência não estivesse presente na morosidade do tribunal, que de repente pareceu acordar de seu berço esplêndido quando se tratou das ações impostas pelo ex-procurador-geral. Que velocidade! Seria bom que fosse para todos. Só para alguns, seja qual for a gravidade do caso, exala incoerência, que gera desconfiança. E o STF entrou nessa! Para a população a Justiça é uma só. Enquanto temos muitos com vários processos e que estão soltos, a Corte faz investidas seletivas. Não adianta os ministros se colocarem na posição de deuses infalíveis. Eles erram, e muito! Precisam entender que o STF é parte de um dos Poderes da República e não se pode pôr em posição de independência do povo, ao qual devem servir com decisões coerentes e inquestionáveis. O mais perigoso na democracia não é a opinião de um militar, mas o descrédito das instituições. E o sr. Janot foi mestre nisso, usou a fraqueza das instituições para conseguir seus objetivos pessoais e as deixou no limbo. Deve ter lido A Arte da Guerra, de Sun Tzu.

MANOEL SEBASTIÃO PEDROSA

link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

Grandeza de assumir o erro

Indagado por jornalistas sobre a hipótese de o Senado não aceitar a decisão da Primeira Turma do STF que afastou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do exercício do mandato e o proibiu de se ausentar de casa à noite, o ministro Luiz Fux declarou que a palavra final será sempre do Poder Judiciário. Ressaltou que “a cultura do descumprimento da decisão judicial é condizente com o caos político e institucional e a destruição da ideia de um Estado de Direito”, sem, entretanto, ver a possibilidade de uma crise com o Legislativo. Ora, a crise já foi instalada na sessão em que o voto de Fux foi vencedor e, equivocadamente, invadiu competência privativa do Senado Federal, mandando ainda prender um senador, fora da previsão legal. Melhor faria Fux se tivesse a grandeza de assumir voluntariamente o erro de sua decisão, prescindindo do auxílio de outros para apontá-lo.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Conselho de cidadãos

Após o ministro Marco Aurélio afirmar que a crise institucional é grave, disse Luiz Fux que “a cultura do descumprimento da decisão judicial é condizente ao caos político e institucional”, etc. Parece briga na diretoria de empresa familiar... Está na hora de o acionista do Brasil, o povo, assumir a direção. A saída é formar urgentemente um conselho de cidadãos aprovado por plebiscito para pôr ordem na casa.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Corte constitucional

A respeito da notícia de que um quinto dos processos no STF prescreveu em 2016 (Estadão, 2/10), pergunto: já não passou da hora de esse tribunal limitar-se à matéria própria de uma Corte constitucional, e não ser um revisor de tudo e uma desnecessária quarta instância?

M. TERESA SILOTO AZEVEDO PALU

mariateresapallu@gmail.com

São Paulo

Prescrição penal

Não cabe arguir a intensa carga de trabalho para justificar a prescrição de crimes, na maioria contra o patrimônio do povo brasileiro. Os ministros, quando assumiram o cargo, já sabiam que deveriam trabalhar com intensidade. Seria o caso de perguntar: o que fizeram para melhorar a prestação dos serviços à sociedade brasileira? O certo é que muitos políticos criminosos não são investigados e/ou julgados, protegidos pelo manto sagrado do chamado foro privilegiado. Assim, enquanto os amigos do rei são beneficiados, os ladrões de galinhas vão para a cadeia.

ALPOIM DA SILVA BOTELHO

alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

PESQUISAS

Dúvidas persistentes

As últimas pesquisas para presidente em 2018 têm apontado Lula na dianteira. A mais recente deu-lhe 35% das intenções de voto, enquanto o presidente Temer conta com o apoio de apenas 5% dos eleitores. Perguntas para a tiragem das amostras: que cidades foram sorteadas ou escolhidas a dedo para as pesquisas? Seriam todas redutos petistas? As pessoas consultadas foram devidamente informadas sobre os feitos e desfeitos dos pesquisados? São questionamentos pertinentes e recorrentes, que podem dar margem a dúvidas. Como pode um condenado em primeira instância a nove anos e meio de cadeia, com mais seis processos em andamento e quase 60% de rejeição alcançar tamanha preferência popular? Quanto a Temer, seria hipocrisia fazer vista grossa a seus ilícitos, pelos quais terá de responder na Justiça, mas está tentando pôr o Brasil nos trilhos. No seu curto período de governo, já baixou a Selic de 14,75% para 8,25%, freou a inflação, o mais cruel imposto para o trabalhador, que poderá fechar o ano em 3%, e a alta taxa de desemprego, fruto do desastrado governo Dilma, parou de aumentar, com o mercado de trabalho dando sinais de recuperação. Portanto, se as pesquisas recaíssem em eleitores inteligentes e bem informados, que sabem distinguir entre o que é bom e ruim para o Brasil e não sofreram lavagem cerebral para adular corruptos, esses porcentuais seriam bem diferentes.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

O porquê dos 35% do Lula

Em resumo, baixo nível intelectual do eleitorado, propaganda competente de marqueteiros profissionais por quase duas décadas, assistencialismo generoso e irresponsável, sem contrapartida, demagogia carismática do ator em epígrafe e desinteresse e incompetência da oposição.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

ROUBOS DE CELULARES

Cartão fidelidade

Lendo a matéria do Estadão de domingo, fiquei imaginando que o número real deve ser umas três vezes superior ao publicado. Afinal, ali só estão os celulares roubados de que foram feitos boletins de ocorrência. Onde moro, em Guaianases, daqui a pouco o ladrão vai dar cartão fidelidade, pois todos já o conhecem, sempre de moto, capacete, e rouba uns três todos os dias. Polícia, nem pensar. Está difícil viver nesta cidade sem lei e sem governo!

LUIZ CLAUDIO ZABATIERO

zabasim@outlook.com

São Paulo

“A diferença entre a quadrilha de Brasília e a

de São Paulo é o túnel”

EMERSON LUIZ CURY / ITU, SOBRE A TENTATIVA DE ASSALTO AO COFRE DO BANCO DO BRASIL E OS POLÍTICOS CORRUPTOS

emersoncury@gmail.com

“Se 47% votariam em Lula para presidente e 40% não querem que Lula seja preso, logo, 7% querem que o Brasil tenha um preso na Presidência. Lógica pura”

ROBERTO ALIBERTI / SÃO PAULO, SOBRE A PESQUISA DATAFOLHA

robertoaliberti@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

'NÃO SOU UM SERVIDOR QUALQUER'

Essa expressão de Aécio Neves (PSDB-MG) no pedido de suspensão da pena que lhe foi imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) é muito simbólica. Na verdade, todos sabem que ele não é um servidor qualquer, pois os honestos não pedem nem recebem singelas propinas de R$ 2 milhões para pagar honorários advocatícios. Só isso, né, Aécio? 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CONFRONTO ENTRE PODERES

A determinação de um ministro do STF de afastamento do senador Aécio Neves do exercício de seu cargo criou um clima de confronto entre dois Poderes da nossa República. Mas o Senado poderia dar uma resposta à altura, promovendo a avaliação  das acusações que pairam sobre sua conduta. Não adianta apenas o confronto contra a Corte Maior, levando a questão para o campo político.   

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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SUPERIORIDADE

"Nenhum Poder é superior ao Congresso", disse Eunício Oliveira, presidente do Senado, sobre decisão em relação a Aécio. Não seria, por acaso, "nenhum Poder é superior em corrupção ao Congresso"?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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SENADO DESAFIA SUPREMO

Um Supremo pavoneado e um Senado imoral, essa é a cara política do País.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CORPORATIVISMO

Concordo totalmente com a opinião do jornalista João Domingos ("Estado", "Casa perde se confrontar Corte", 3/10, A8). O desgaste do Senado perante a opinião pública será enorme numa atitude corporativa como a do confronto com o STF no caso da revogação das penas impostas pelo Supremo ao senador Aécio Neves. O ideal seria a improbabilidade imperar e que o próprio Aécio, afinal, ante tal cenário, tomasse medidas que evitassem o confronto. Se o fizesse, melhoraria sua foto na matéria. Infelizmente, este poder parece não estar nem aí com o público, aumentando assim as apostas no confronto. Em quaisquer situações, jogam com a dificuldade para vender a facilidade. Uma aposta que põe em risco a instituição que deveriam preservar. E depois os chamam de "homo sapiens"... 

Sergio Holl Lara  jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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APOIO

Assistimos a um grande conluio envolvendo os grandes partidos no Senado no intuito de melhorar a vida do senador Aécio por um simples e elementar motivo de sobrevivência - aliás, pau que dá no PSDB pode dar no PT também?

Zureia Baruch Jr. zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

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O VOTO E O IMPEDIMENTO

Mesmo tratando-se de um a larápio contumaz, o senador afastado de suas funções, Aécio Neves, é abrigado por seus colegas, deixando claros a autopreservação e o corporativismo existentes no Senado, com a alegação de que o senador foi eleito pelo voto popular, impedindo, de tal forma, a interferência do Supremo Tribunal Federal naquela instituição. Será que o ilustre senador ficaria impedido das sanções previstas na lei somente porque foi eleito pelo voto popular? Pelo que  entendo, o povo lhe concedeu o direito de legislar, não de desviar dinheiro público.

Arnaldo L. de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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FRATURA EXPOSTA

 

Contrariando o quanto preceitua a Carta Magna (artigos 52 e 53), o STF impediu o exercício do mandato de Aécio Neves, impondo-lhe ainda medida cautelar (permanecer em sua residência no período noturno). Entretanto, Aécio Neves não foi julgado ainda por nenhuma Corte deste país (de primeiro ou último graus), não havendo como entender a penalização da Suprema Corte ao fugir da letra clara e expressa da Carta Magna. Certamente, o Senado não vai cassar o mandato de Aécio e, então, no dizer do jurista Carlos Ayres Britto, pode ocorrer uma fratura exposta entre as instituições. Ou seja, ocorrerá um confronto entre ambos os Poderes, porque o Senado não cumprirá as determinações da Suprema Corte. De quem é a culpa?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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CALMA LÁ!

Que fique claro: a discussão sobre Aécio Neves é sobre atribuição de foro, e não sobre sua inocência.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FINANCIAMENTO DE CAMPANHAS

Nossa classe política - senadores(as) e deputados(as) - foram capazes de "arrumar" para suas campanhas eleitorais R$ 1,7 bilhão. Enquanto isso, os cortes no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) foram de 44% do orçamento deste ano. Que tal todos(as) colaborarem um pouquinho com a Ciência, dando 10% de todos os ganhos e gastos de um mês dos seus salários, pagos com nossos impostos, ao Ministério? Afinal, sem a Ciência não haveria, por exemplo, o Viagra, e isso os senhores(as) são capazes de entender!

Tania Tavares de Mattos taniatma@hotmail.com

São Paulo

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A CIÊNCIA NO FUNDO!

Fundo Partidário de pelo menos R$ 1,7 bilhão para custear embusteiros e corte de 44% na verba destinada à Ciência e Tecnologia. Esta é a realidade do Brasil: reduz-se a R$ 3,2 bilhões a verba do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC) e destina-se mais de 50% desse valor à picaretagem. O Brasil perde cérebros, que migram para outros países, e ganha em malandragem. "Saravá, mermão! Vamu fazê um servicinho preces vagabumdo sem vergomha du Congresso?"

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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VERGONHA

Inacreditável a postura do senador Ronaldo Caiado, do DEM, defendendo o aporte de R$ 1,6 bilhão para os políticos fazerem campanha política, para dar continuidade a este descalabro e a esta vergonha que a malta, associada em organização criminosa, disfarçada de partidos políticos, impõe aos brasileiros. Ainda há um pequenino fio de esperança, quando o senador Cristovam Buarque lucidamente sugere que os próprios políticos financiem suas campanhas, economizando seus gastos e cortando suas mordomias, ao invés de espoliar o povo. Chega de sustentar esta quadrilha formada de políticos de todos os partidos, liderados pelo PT e PMDB. Acorda, Brasil!

Carlos B. Pereira da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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CONTA RÁPIDA

Tenho uma sugestão para o financiamento de campanha eleitoral: temos cerca de 57.931 vereadores; 11.140 prefeitos e vices; 1.059 deputados estaduais; 513 federais; 81 senadores; 54 governadores e vices. Já que eles consideram a representação popular como uma profissão (ou seja um emprego), nada mais justo que eles arquem com os custos para obtenção desse emprego. Sugestão: descontar 5% todo mês do salário desses nossos representantes e o dinheiro arrecadado servirá como fundo partidário para todos eles e assim aliviaremos o povo de 3,6 bilhões que eles propuseram (e depois deixaram em aberto), dos gastos com propaganda em rádio e TV e dos gastos com o atual fundo partidário; dessa forma esse dinheiro economizado poderá ser empregado em educação (além do alívio nas contas do governo) e mais ainda, eles terão oportunidade de provar que realmente são dignos representantes do povo. Numa conta rápida, temos presidente da República R$ 30.934,70; deputados federais: R$ 17.320.419,00; senadores: R$ 2.734.803,00; deputados estaduais: R$ 26.792.700,00; governadores R$ 540.000,00 (média); vices, R$ 486.000,00; prefeitos e vices R$ 111.400,00; vereadores, R$ 347.586.000,00. Total anual: R$ 6.589.581.137,10, e em dois anos seriam R$ 13.179.162.274,20 de salários. Desconto de 5%, teremos R$ 658.958.113,71, e, se descontarmos 10%, teremos R$ 1.317.916.227,42 a cada dois anos.

Ademir Sanna ademir.sanna@gmail.com

São Paulo

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CUSTO-BENEFÍCIO

O Brasil é o país onde mais se gasta para fazer campanhas políticas. Será que somos também o país com o maior número de políticos corruptos? Deixa isso para lá...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SINUCA DA DEMOCRACIA

Gostaria de saber como é que o eleitor pode "votar bem" (em candidatos sérios e representativos de seus interesses), se os "caciques" que comandam os partidos não o permitem! O problema não é (só) o eleitor: enquanto o sistema político-partidário continuar nas mãos de políticos mais interessados em se manter no poder do que em transformar o País numa República efetivamente democrática, não vejo como! Claro que não queremos ser tutelados pelos militares, mas como obrigar os congressistas a agirem para mudar o que queremos e precisamos, se eles só têm interesse em manter seus privilégios e não nos respeitam? Afinal, estes estão agindo "dentro da lei", uma lei que eles aprovaram e só eles podem mudar! Difícil, né não?

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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CHAME O LADRÃO

As pesquisas eleitorais indicam o senhor Luiz Inácio Lula da Silva na liderança para a eleição presidencial de 2018, à frente de candidatos virtuais e não virtuais, inclusive do juiz Sergio Moro, que já declarou não ser candidato a nada. A serem verdadeiras (e honestas) tais pesquisas, e considerando a condição de octarréu do candidato Lula na Justiça, é perfeitamente cabível nova leitura da letra da música "Acorda Amor", de Chico Buarque, principalmente no trecho que diz: "Acorda amor / Que o bicho é brabo e não sossega / Se você corre o bicho pega / Se fica, não sei não / Atenção / Não demora / Dia desses chega a sua hora / Não discuta à toa, não reclame / Chame, chame lá, chame, chame / Chame o ladrão, chame o ladrão (não esqueça a escova, o sabonete e o violão)". Os "milicos de direita" da "Redentora" podem ficar mais sossegados. O ladrão, pelo visto, agora tem outro lado.

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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CRÉDITO

Analisando outras pesquisas, como a que aponta que 54% dos brasileiros querem Lula na prisão, creio que a pesquisa do Instituto Datafolha merece o mesmo crédito que os recibos de aluguel que Lula apresentou.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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FREUD E A PESQUISA DATAFOLHA

Familiares de corruptos costumam ser solidários aos seus, inocentando-os, num jogo de dissimulação familiar. Um filho, por exemplo, quanto ao sujo espelho da corrupção que o pai esconde no sótão, ou finge sua inexistência ou não quer se ver nele refletido, pois imagens borradas fulminam a autoestima. Lula é o "pai messiânico" de muitos eleitores que insistem em salvar a imagem paterna, para salvar suas próprias imagens da vergonha. Isso é psicanalítico e explica a última pesquisa Datafolha.

 

Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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LENIÊNCIA

A pesquisa Datafolha revelou os recalques, os complexos, as frustrações e a leniência dos eleitores do Lula.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas 

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PODE PIORAR?

Está cada vez mais difícil de entender este país. A cada dia somos surpreendidos com notícias ruins, e, quando pensamos que pode pior, piora ainda mais. Desde os áudios de Joesley Batista, que tinham por objetivo derrubar o governo Temer, aos recibos de Lula, que tenta ludibriar a Justiça, de um STF que age politicamente sem observar o que está na Constituição, até as pesquisas hilárias que certos institutos insistem em enfiar goela abaixo do eleitor. Nada tem fim, mas o objetivo em cada evento ocorrido é apenas um: defender a volta de Lula à Presidência. Para os defensores, essa volta significa manter privilégios à custa de muito dinheiro. Como podemos ver, não basta a exposição de toda a corrupção. Não é para rir nem para chorar. É para desanimar de vez de um país onde as pessoas preferem os corruptos e um governo que fatalmente as levará a uma Venezuela. Pobre Brasil, a corrupção mostra que ela está acima dos valores morais. Mas o que importam os valores morais? O dinheiro muda as pessoas. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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PLANILHA

A planilha de gastos da família Silva não mostra pagamento de aluguel do apartamento 121, mas mostra pagamento de conta de luz de um sítio. Qual sítio?

Celso F. Álvares Leite celso@celsoleite.com.br

Limeira

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'FAKE'

Um proprietário, Glaucos da Costamarques, declara alugues que não foram recebidos porque gosta de pagar mais Imposto de Renda (IR). Pena que não há muitos brasileiros assim. Os mesmos valores fantasmas constam como despesa na declaração de IR de Lula. Ainda bem que não há tantas almas "honestas" assim. O advogado que sabe melhor, Cristiano Zanin insiste na veracidade dessa história sem pé nem cabeça. Para variar, tudo em volta de Lula é enrolação e "fake". Acorde, Brasil.

Omar A. El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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AINDA OS RECIBOS

O advogado de Lula reafirmou que os pagamentos dos alugueis foram feitos, e foi mais longe: disse que bastaria o último recibo com a ressalva de não existir débitos anteriores para considerar tudo pago. Provavelmente, o advogado se distraiu, ou cochilou, ou certamente não sabe que todo pagamento precisa ser provado, não basta o recibo, como ele pensa, também precisa ter a origem do dinheiro, o recibo não é um fim nele mesmo, como pensa o advogado. Se assim fosse, ele teria resolvido todos os problemas de inadimplência do mundo, bastaria produzir um recibo para tirar o corpo da reta que diga: "Da mesma forma que chegaram foram apresentados". E a responsabilidade do advogado, como fica? E, se foi pago em dinheiro vivo, precisa ser provada sua origem, por exemplo, o saque no banco, etc., e o consequente depósito na conta do senhorio. Nessa toada Lula vai ser condenado. Não bastassem as trapalhadas comprobatórias da defesa, o senhorio contraditou-a entre o que disse em juízo e, depois, na imprensa, que não recebeu os valores dos aluguéis.

Alpoim da Silva Botelho alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

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OS ALUGUÉIS DE LULA

Ex-presidente não pagou aluguel vencido no domingo 31 de setembro, mas, como bom pagador, quitou ontem e apresentou recibo datado em 32 de setembro de 2017.

Sergio A. Monteiro samvilar@uol.com.br

São Paulo

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SANTA COINCIDÊNCIA

Dia 31 de julho se celebra Santo Inácio de Loyola, fundador dos Jesuítas. Proponho que 31 de junho seja dia do "Santo" Inaço da Lorota, fundador da Seita Satânica dos Pixulecos e dos Tripleques, ou PT...

César Garcia cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

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PRIVATIZAÇÕES EM MINAS

A privatização das usinas da Companhia Energética de Minas Gerais S.A. (Cemig), estatal mineira, foi, como sempre, objeto de críticas às privatizações sob o argumento de que o fato foi uma afronta ao Estado e que as usinas são de Minas e do povo, etc., etc., etc. Uma bobagem! A mentira que os políticos desejam incutir na consciência do povo é a ideia de que os recursos são propriedade do Brasil. São ideias enganosas, viciadas e têm como único objetivo iludir a opinião da parte menos informada da população. Deus colocou o petróleo no território brasileiro e, seja quem for a pessoa jurídica, estrangeira ou nacional, que for explorá-lo, não retirará dali aquela riqueza. Da mesma forma, as usinas da Cemig continuarão em Minas e o povo pouco se importará se ao ligar o interruptor a luz vai acender. O que interessa é que o povo usufrua dos recursos naturais para o bem das futuras gerações e que o trabalho de produção da energia ou do petróleo seja feito com eficiência e eficácia em prol da Nação. 

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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A CEMIG E A CHORADEIRA POLÍTICA

É muito melhor para nós, "povo, pobres mortais", não termos de sustentar políticos e seus asseclas que se agrupam e sugam as estatais. Com os leilões, a preços justos ou não, fecha-se mais um a torneira para acabar com a corrupção e a fisiologia política.

Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas

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CIDADE MARAVILHOSA?

No artigo "O mau exemplo", de Gustavo Franco ("Estadão", 24/9, B4), ele disseca com precisão a situação do Rio de Janeiro. Conforme ia lendo, veio-me à memoria a grande obra de Gabriel García Márquez que reflete bem o ponto de vista do ilustre articulista, em especial o título: "Crônica de uma morte anunciada". São muitas as semelhanças com o que ocorre há anos no Rio: corrupção generalizada envolvendo sem exceção órgãos públicos nas esferas municipal, estadual e federal, incluídos tribunais de contas e, em muitos casos, o próprio Poder Judiciário. García Márquez relata no seu romance o remorso como punição, algo que nem isso passa pela mente dos que transformaram o Rio em terra arrasada por todos esses anos. Recuperação difícil!

Antonio C. Guimarães acguima36@hotmail.com

Curitiba

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CRISE NO RIO DE JANEIRO

Algo muito sério deveria ser estudado pelas autoridades do Rio de Janeiro. Bastou as Forças Armadas saírem dos morros cariocas para que o confronto entre a polícia e bandidos iniciasse novamente, com a morte de um policial e vários bandidos. Falta respeito pela Polícia Militar como têm as Forças Armadas? Onde e quando a polícia do Rio deixou de intimidar a criminalidade naquele Estado? Do jeito que está não dá para aceitar, porque o Exército não pode tomar o lugar das polícias estaduais e municipais. Leis mais sérias precisam pôr fim ao desrespeito às autoridades. Mas como fazer isso, quando toda a classe política está envolvida em delitos? Em que xeque-mate a Cidade Maravilhosa se encontra! Dá pena.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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DESARRANJO JURÍDICO

As Forças Armadas acabam de deixar a Rocinha, a maior favela da América do Sul. Provavelmente, Rogério 157 vai se entregar à Justiça ou preso pela polícia. E novamente surgirá um 158, e daí por diante. Qual foi o gasto público dessa intervenção? Tanto dinheiro jogado fora! Enquanto não houver leis penais eficazes; a tipificação de crimes hediondos como o porte de fuzil e de informantes do tráfico; a diminuição da maioridade penal para crimes de alto potencial ofensivo; a quebra de comunicação de criminosos presos com integrantes de suas quadrilhas; de nada adiantará esse combate ao crime organizado. Vivemos um "desarranjo jurídico" em que a legalidade (vontade das leis) prevalece sobre a legitimidade (vontade da população).

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro 

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SONHO IMPOSSÍVEL?

Enquanto existirem as favelas no Rio de Janeiro, será impossível seus governantes eliminarem ou, no mínimo, reduzirem de forma acentuada a violência que as cobre e se estende para o resto da cidade, mas é bom frisar: não por culpa dos moradores que não têm outra opção de moradia. As condições físicas das favelas favorecem seu controle territorial e populacional pelo crime organizado cada vez mais, ao ponto de determinar, dentro dos limites de cada uma, sua forma de governo criminosa que dificulta totalmente seu policiamento, Daí a pergunta: o que fazer? A solução seria (algo de custo absurdo e de tempo talvez de 50 anos para mais) construir, de forma paulatina, uma cidade para receber os moradores das favelas, composta de prédios de apartamentos e construída perto do Rio, planejada para facilitar sua administração e controle, dotada de transportes, escolas, atendimento à saúde, polícia, justiça e toda a infraestrutura necessária a um atendimento populacional o mais próximo possível do ideal. Se adotada tal política, a cada entrega de moradias na cidade nova haveria a remoção de moradores de uma favela, que, desocupada, seria imediatamente demolida - e no local se promoveria o reflorestamento com espécies adequadas à região. Sonho impossível? É, porém realista, porque quais outras medidas mais eficientes para eliminar a bandidagem que já tomou conta de todas elas?  

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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A SEPARAÇÃO DA CATALUNHA

A respeito da polêmica votação pela independência da Catalunha, deve-se adotar a velha máxima de que "em briga de marido e mulher não se mete a colher". Eles, que são espanhóis, que se entendam, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A CATALUNHA É AQUI

Principal região econômica do país, grande absorvedor de mão de obra do resto do país (e do continente), grande, não, enorme exportadora líquida de impostos, excessivamente subrepresentada no Parlamento do governo central. Por essas e tantas outras existe um grande sentimento separatista. Catalunha? Não! São Paulo! Não fosse a cláusula pétrea na Constituição efetivamente proibindo a possibilidade de separação de regiões do Brasil da Federação (o que não ocorre na Espanha, diga-se), não faltariam manifestações nesse sentido. Sem a intenção de fazer qualquer apologia à violência, Brasília precisa ser lembrada de que guerras já foram travadas sob a bandeira de "basta a cobrança de impostos sem representação".

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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MASSACRE NOS EUA

O Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do ataque em Las Vegas, alegando que o autor dos disparos havia se convertido ao islã, pois este louco assassino conseguiu fazer um grande número de vítimas, objeto de desejo dos terroristas jihadistas. Mas, pelo que tudo indica, o aposentado Stephen Paddock não tinha nenhuma ligação com o EI, era apenas um pacato cidadão americano, que resolveu usar o seu direito de porte de armas e descarregou suas frustrações sobre inocentes que estavam curtindo um show de música country. E ainda tem gente que defende a liberação de posse e porte de armas por civis. Eu continuo defendendo o Estatuto do Desarmamento. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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ACESSO A ARMAS

É inacreditável que um país desenvolvido como os EUA fique preso a um dispositivo constitucional desde 1791. Esse dispositivo libera o uso de armas a qualquer cidadão americano. Sabemos muito bem que a indústria de armamentos naquele país tem grande influência no Congresso. Mas o bom senso manda que se acabe com esta facilidade do uso de armas, por meio de lei. O doloroso ataque em Las Vegas ceifou a vida de 59 pessoas e feriu outros mais de 500 seres, todos vitimados por um tresloucado e furioso criminoso. Essa lei deve ser extirpada de vez na Constituição daquele país.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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PURA LADAINHA

A justificativa dos apoiadores e lobistas americanos que defendem o direito à posse de armas, de que qualquer cidadão tem direito de se defender, é pura ladainha. A questão é cultural, de cunho fortemente fascistoide, incutida no cidadão desde a pré-adolescência. Donald Trump é um presidente fraco. Limitou-se a dizer que a matança em Las Vegas foi ato de "pura maldade" - declaração simplista e pusilânime, quase irônica, de quem não tem a mínima intenção em discutir o assunto. Novas matanças virão. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MORTES EM LAS VEGAS

E agora, José? Se descobríssemos, de repente, que o bem e o mal, o louco e o são, o moral e o imoral respondem pelo mesmo nome? Assim como se acordassem um dia amor e, no outro, desamor. Mundo insano, José, mas quem disse que podíamos confiar? O que nos paralisa, silencia, é a humana certeza de que, em algum momento, vamos errar de novo...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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ARMAS DE FOGO E LIVRE TRÂNSITO

A tragédia ocorrida no dia 2 de outubro, na cidade de Las Vegas, traz uma realidade pouco ou nada comentada. O livre trânsito de armas de fogo de grande poder letal é abertamente permitido, e legalmente, nos Estados Unidos, o que permite o extermínio em massa em locais fechados ou abertos. No Brasil, o extermínio deixa de ser coletivo para ser individual, mas todos os dias, e a posse de armas de grosso calibre, mesmo sendo ilegal, é mostrada pela bandidagem de forma ilegal e sem que as autoridade consigam estancar a entrada no País deste verdadeiro arsenal em posse dos "donos do Rio".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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COMO EVITAR A CALVÍCIE

O último ato de horror praticado por cidadão ensandecido reaviva a discussão sobre a facilidade de adquirir armas nos Estados Unidos, apontada, em vários setores da nossa mídia, como a principal causa daquelas recorrentes loucuras. Entretanto, nossos políticos, legisladores e formadores de opinião, muitos deles apóstolos do politicamente correto, não são os mais indicados para criticar tal  situação, pois representam uma sociedade incapaz de equacionar a situação, grotesca, se não fosse trágica, vivida pela população brasileira, na qual o cidadão não tem direito de defesa pois está desarmado, mas a quantidade de armas e explosivos encontrados em poder de bandidos faz do nosso Brasil um dos recordistas de homicídios no mundo, tirando das pessoas o direito de ir e vir e, certamente, gerando marca inigualável de detonação de caixas bancárias. Trata-se, metaforicamente, de um caso típico de pessoa completamente careca ensinando outra dotada de vasta cabeleira como evitar a calvície.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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BRASIL IMBATÍVEL

O Brasil novamente mostra sua superioridade perante o mundo. Os Estados Unidos nem com as recentes mortes em Las Vegas conseguirão bater nosso recorde de 60 mil assassinatos por ano. Pra frente, Brasil!

Fabio Morganti tao2@terra.com.br

São Paulo

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EMBAIXADA AMERICANA EM CUBA

Na época da União Soviética, quando os Estados Unidos da América do Norte estavam em guerra fria com o bloco comunista, a embaixada americana estava sofrendo os mesmos sintomas que atualmente estão na embaixada americana em Cuba. E foi detectado que eram emitidos micro-ondas em sua direção, as mesmas ondas do forno com mesmo nome. Um forno de micro-ondas usa um gerador de micro-ondas do tipo magnetron para produzir micro-ondas numa frequência de aproximadamente 2,45 GHz para cozinhar os alimentos. As micro-ondas cozinham os alimentos, fazendo com que as moléculas de água e outras substâncias presentes nos alimentos vibrem. Essa vibração cria um calor que aquece o alimento. Já que a maior parte dos alimentos orgânicos é composta de água, esse processo os cozinha facilmente. Micro-ondas são usadas nas transmissões de comunicações, porque as micro-ondas atravessam facilmente a atmosfera terrestre, com menos interferência do que ondas mais longas. Além disso, as micro-ondas permitem uma maior largura de banda do que o restante do espectro eletromagnético. O radar também usa radiação em micro-ondas para detectar a distância, velocidade e outras características de objetos distantes. Redes locais sem fio, tais como Bluetooth, wi-fi, WiMAX e outros usam micro-ondas na faixa de 2,4 GHz a 5,8 GHz. Alguns serviços de acesso à internet por rádio também usam faixas de 2,4 GHz a 5,8 GHz. 

Jose Sebastião Penteado Neto jsopnx@gmail.com

Araraquara 

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O NOBEL E O HORÁRIO DE VERÃO

O Nobel de Medicina deste ano levanta uma questão ignorada pelos engenheiros do horário de verão: como contabilizar a perda de produtividade causada pelo jetlag imposto a uma população? O dogma da perda de uma hora no verão já não faz mais sentido, com a iluminação por LED e o aumento do uso de ar-condicionado, agora ligado mais cedo.

Marcos de Souza Dias marcosdesouzadias@gmail.com

Maringá (PR)

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RELÓGIO BIOLÓGICO? O QUE É ISSO?

Noticiou o "Estado" de ontem (A19) que três cientistas americanos, Jeffrey Hall, Michael Rosbash e Michael Toung, ganharam o Nobel de Medicina de 2017 por descobrirem os mecanismos moleculares que adaptam a fisiologia humana às diferentes fases do ciclo vigília-sono. Quer dizer, conseguiram olhar dentro do nosso relógio biológico e desvendar o seu funcionamento. Pensando nisso, proponho criar por estas bandas o Prêmio Estultice, destinado aos nossos mandatários, que entendem de "fisiologia" a seu modo e de relógios só conhecem os Rolex com que são mimoseados, e pouco se lixam para o bem-estar da população ao lhe enfiarem goela abaixo mais um tormentoso e inútil horário de verão. Uns pesquisam o relógio biológico; outros o espatifam a marretadas.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga 

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CARTAS MARCADAS

Se alguém tinha dúvidas sobre a doação generosa do querido Estádio Municipal do Pacaembu ao Santos Futebol Clube, eu perguntaria qual a razão para a recente instalação numa mansão da Avenida Pacaembu  de uma loja com o nome de Coisas do Santos, ao lado do logotipo do clube e, por "coincidência", bem em frente ao estádio?

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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FALECIMENTO

Triste notícia. Faleceu ontem, em Florianópolis, Luiz Fernando Ferreira Levy, "Lisfer", editor da "Gazeta Mercantil" enquanto jornal econômico. Vale lembrar do que era e no que se transformou a "Gazeta Mercantil" administrada por Lisfer, juntamente com muitos talentosos jornalistas, alguns continuando a escrever, mostrando do melhor na qualidade jornalística, que permitiu fazer do jornal dos mais respeitados, principalmente em economia, no Brasil e no exterior. É uma grande perda, mas Luiz Fernando será sempre lembrado pela valorização da mídia escrita, sobretudo na importância na informação econômica. Perdemos o jornal, por más escolhas de parcerias que levaram ao seu encerramento. Todavia, ainda hoje, traz saudades e lembranças dignas de respeito.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

 

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