Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2017 | 03h02

CRISE INSTITUCIONAL

Teatro

O encontro entre o presidente do Senado, Eunício Oliveira, e a presidente do STF, Cármen Lúcia, na segunda-feira, não foi, evidentemente, para um cafezinho entre amigos. Houve ali um “acordo de cavalheiros” para combinar uma série de ações com o objetivo único de desfazer, sem grandes traumas, uma das mais vergonhosas patacoadas da história do STF. Adiar a votação no Senado sobre o afastamento de Aécio Neves até que o plenário do STF aprecie a decisão inconstitucional e estapafúrdia da Primeira Turma é jogo de cartas marcadas. Mero teatro.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Embromação federal

A maioria dos senadores votou a favor do adiamento da votação sobre o afastamento de Aécio Neves. Assim Aécio ganharia mais algum tempo para preparar melhor sua defesa, com seus advogados. A Suprema Corte conhece o regimento interno do Senado Federal. Vários parlamentares são réus em dezenas de processos que se arrastam no STF. Toda essa estratégia tem como objetivo alcançar um acordo entre os Poderes Legislativo e Judiciário, garantindo uma forma elegante de os senadores não serem presos pelos crimes cometidos e continuarem a usufruir as benesses do cargo.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

TUCANATO

Tristeza

É decepcionante constatar que existe mais caráter entre os quadrilheiros petistas do que entre “os bons moços” do PSDB. O comportamento das hostes tucanas no Congresso não deixa dúvidas. Um partido de medíocres, incapaz de um mínimo de coerência ou respeito pelos interesses maiores da Nação. Vão ter a resposta em 2018.

ALEXANDRE DE MACEDO MARQUES

ammarques@uol.com.br

São Paulo

GESTÃO DORIA

São Paulo merece atenção

Sr. prefeito João Doria, tenho visto nos jornais notícias de suas viagens pelo País. Da mesma forma, os meios de comunicação exibem sua imagem impecavelmente vestido de gari varrendo trechos de uma rua, ou envergando uma camisa de goleiro e olhando atentamente para uma bola de futebol, imagino que se trate de entretenimento de um avô. Assuntos urbanos ignorados mereceriam maior atenção. Citando alguns: 1) Estado precário em que se encontram as calçadas. Para desespero não só dos idosos, mas igualmente das mães com seus carrinhos de bebê, que se veem na contingência de disputar espaço com as raízes das mal cuidadas árvores. 2) Faixas de pedestre esmaecidas. 3) Semáforos deixam de funcionar com as primeiras chuvas. 4) Cidadãos têm de se conformar com os riscos da prioridade dada aos veículos. 5) Motoristas, por sua vez, têm a sensação de estar dirigindo não um veículo, mas uma britadeira. A pavimentação de vias em cidades civilizadas é objeto de constante renovação. Não basta “pintar” as ruas com asfalto. Recomenda a boa técnica que o procedimento correto é refazer o subpiso. Mas sinto-me no dever, sr. prefeito, de registrar a preocupação dos urbanistas, o fato relevante que é a salubridade. A mídia tem mostrado cenas terceiro-mundistas: moradores vivendo ao lado de córregos imundos! São verdadeiros casos de esgoto a céu aberto, denotando total insalubridade. A cidade de São Paulo conheceu alguns “make-ups”, como paredes de avenidas revestidas de vegetação, iniciativa louvável que veio embelezar o percurso. Todavia tais fatos pressupõem a presença atuante de um administrador de um órgão público. Sr. prefeito João Doria, são apenas observações e sugestões.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO, arquiteto e urbanista, professor titular da FAU-USP

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

Cidade largada

Sob a “gestão” do prefeito João Doria, o serviço de manutenção de ruas e calçadas sofreu queda entre janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período de 2016. Acho bom o sr. prefeito assumir de vez o comando, pra valer, do maior colégio eleitoral do Brasil, que é a capital paulista; caso contrário, seu sonho de chegar ao Planalto fatalmente vai virar pesadelo. Na dúvida, consulte o senador José Serra...

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Infelizmente para nós, paulistanos, João Doria, que era a esperança de renovação e vigor, mostrou a que veio. Não soube construir ou consolidar a imagem de bom planejador, administrador, o que poderia ter feito com alguns anos de bons resultados, principalmente no que diz respeito a limpeza, manutenção de ruas, praças e avenidas, saneamento básico, etc. É uma pena. Eu não votaria mais nele. Não me convenceu.

VITOR DE JESUS

vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

Mosca azul

João Doria foi eleito, e em primeiro turno, para dirigir esta cidade dizendo-se um gestor, e não um político. Começou bem, nos primeiros cem dias, mas agora se tornou somente um político visando à eleição presidencial do próximo ano e está abandonando a cidade. Deveria, isso sim, cumprir todo o seu mandato, efetuando um bom governo, tal como prometeu, para posteriormente se arvorar em candidato a cargos mais altos, usando como modelo de gestão o que fez pela nossa cidade. Agindo como está, não terá mais os votos que conquistou em São Paulo, como o meu e o de muitos outros que nele acreditaram.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Esperança vem do Norte

Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), atual prefeito de Manaus e político de muita tradição, pretende ser um dos pré-candidatos à Presidência da República nas próximas eleições. Não há dúvida de que causou surpresa. Mas, além de ser um dos fundadores do partido, ele concentra eleitores fiéis no Norte do País. Caso se concretize a sua candidatura presidencial, a cidade de São Paulo voltaria a ganhar um prefeito em tempo integral.

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

GREVE DOS CORREIOS

Consequências

Essa prolongada greve está obrigando seus mais fiéis clientes a descobrirem alternativas para serviços do dia a dia que costumam buscar, de forma quase automática, na agência dos Correios mais próxima de casa. Um verdadeiro tiro no pé. A concorrência agradece!

CARLOS CARDOSO

santhacar@uol.com.br

São Paulo

“Sob o álibi da pacificação, mas pensando no amanhã, o Senado reage com tapinha nas costas ao tapa na cara que recebeu do STF”

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE O ADIAMENTO DA VOTAÇÃO DA POLÊMICA PENALIDADE IMPOSTA A UM SENADOR DA REPÚBLICA

rtwiaschor@uol.com.br

“Falta de vergonha: Renan Calheiros alardeando as suspeições que pairam sobre Michel Temer. Só mesmo no Brasil...”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE O RÉU EM 18 PROCESSOS CRIMINAIS NO SUPREMO TRIBUNAL

luiz.frid@globomail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BRIGA DE FOICE

Uma verdadeira briga de foice no escuro foi a imagem deixada pelos senadores da República para o resto do povo brasileiro, durante os "trabalhos" para decidir se adiava ou não a votação sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), determinado pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Os pronunciamentos dos senadores Renan Calheiros e Jader Barbalho, ambos do PMDB, foram suficientes para confirmar a existência de um desentendimento total ou um corporativismo disfarçado entre os poderes constituídos da República. Ver Renan dizendo que era melhor dissolver o Congresso e entregar a chave ao STF e Barbalho afirmando que o STF não é mais importante que o Congresso deixou o povo nas ruas dizendo: "Há algo de podre entre os poderes da República, e a solução é uma intervenção urgente". 

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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A INDIGNAÇÃO DOS SENADORES

Nos discursos inflamados dos nobres senadores contra a decisão do STF que proibiu noitadas a Aécio Neves (quem vai conferir?), bem como seu "trabalho" na Casa, teve gente que falou em entregar as chaves do Senado ao STF. Outros falaram em "dissolução do Legislativo". Permitam-me duas sugestões: se for para entregar as chaves, que seja com todos os senadores presos lá dentro. Para complementar o fechamento, poderiam emparedar todas as portas e janelas. Se for para dissolver, que seja com ácido e o resíduo, jogado no esgoto, mas não aquela figura literária de "esgoto da História" - joguem no esgoto de m... mesmo.

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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O SENADO EM XEQUE

O Senado, que estava em xeque, assim ficou. Já Aécio, queimado e queimando na fogueira das vaidades do próprio partido, de coração partido. E olha que o homem quase foi presidente da República. Mero detalhe, mas lealdade em política não existe. Até Renan Calheiros - pasmem - tem razão: "(...) pegar a chave e entregar para o Supremo".

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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A DEFESA DE AÉCIO

Aécio Neves diz não se equiparar a um funcionário público qualquer. Concordo! Há muitos funcionários públicos probos. 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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DECISÃO DO STF

Por que o STF não mostrou imparcialidade e mandou prender também Gleisi Hoffmann (PT-PR)? Ela roubou milhões dos aposentados pobres. Seu delito é muito mais grave que o praticado por Aécio.

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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A CRISE BRASILEIRA

Não é de hoje, desde que o País se livrou do jugo petista, todos os dias só se ouvia uma cantilena, a de que o País mergulhara numa crise política e econômica jamais vista na história republicana. Mas os magos da equipe econômica proclamam que o Brasil já retomou a recuperação, com índices pinçados que não constituem, de fato, a retomada da locomotiva nos trilhos. A única coisa que está organizada e que se vê nitidamente é um conflito de poderes jamais visto, com o STF invadindo à luz do dia o Congresso, pisoteando a Constituição, e um Congresso cujo lema é o "toma lá, dá cá", e, vergonhosamente, com uma feira livre no Palácio do Planalto para compra de deputados, única forma de defesa de um presidente com o pior índice de aprovação já visto. Brasil, esta é a sua cara...

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ORDEM NA CASA

Para que o Brasil volte a crescer, é preciso separar as coisas: a equipe econômica trata dos finalmentes e os políticos e os ministros do STF, dos entretantos, dos problemas que não têm solução, pois cada definição gera uma alternativa que se torna outro problema. Dá para entender? Não!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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O DIA SEGUINTE

O "Estadão" de 3 de outubro, do editorial aos artigos de Fernão Lara Mesquita e Eliane Cantanhêde, mostra quão perto estamos da beira do precipício, do caos que se avizinha se dois poderes da República, empalmados por criminosos, decidirem descumprir decisões do terceiro, o Judiciário, regulador final das instituições e do povo, mas dividido quanto à interpretação das leis. É disso que falou o general Mourão. Instalado o caos, que fazer? Quem fará? A mídia trata do problema de hoje e Mourão antevê o dia seguinte. Mesquita, não desejando, mas antevendo a possibilidade, menciona o fuzil. "Temos planos", diz Mourão, não para tomar o Brasil para os militares, mas para tirá-lo das mãos dos facínoras que hoje o conduzem para o despenhadeiro. E a "intelligentsia" nacional (artistas e assemelhados), o que diz? "Isto não", clamam os avestruzes.

Roberto Maciel rvms@oi.com.br

Salvador

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QUANTO PIOR, MELHOR

De acordo com o resultado da última pesquisa Datafolha, Michel Temer teve o mais baixo índice de aprovação, índice ainda mais baixo do que o de Dilma Rousseff, que arruinou a economia do País, herdando uma inflação de dois dígitos, uma recessão sem precedentes, desemprego ultrapassando a casa dos 13 milhões e uma governança recheada de ilícitos de todos os tipos que causou bilhões em prejuízos às estatais e aos cofres do País. No entanto, é surpreendente que com apenas 3% de aprovação, índice que transita entre a margem de erro das pesquisas, Michel Temer tenha transformado o que era uma profunda recessão, a maior de todos os tempos no País, em recuperação num pequeno espaço de tempo, reduzindo a taxa de juros, que era de 14,25%, para 8,25%; e a inflação, que era de 9,28% em 2016, para 3% em 2017, recuperando o poder de compra perdido durante os irresponsáveis anos petistas. Com esses índices conspirando contra o presidente após promover uma sensível melhora na economia, talvez o que lhe falte seja a malandragem para enganar os incautos que parecem mais suscetíveis a uma propaganda enganosa que, ao difundir via "fake news" soluções mirabolantes, como aquela em que Lula garantiu que sua sucessora seria a melhor presidente de todos os tempos para atingir altos índices de aprovação do eleitorado, mesmo diante da avalanche de evidências do mal causado ao País. Nestes tempos de inversão de valores, vamos torcer para que futuras pesquisas apontem índices negativos para Michel Temer. Quanto pior, melhor para o País. 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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DESAPROVAÇÃO

É difícil de acreditar na última pesquisa de opinião em que Michel Temer é rejeitado por quase a totalidade dos eleitores. Ao contrário do que se divulga, a maioria dos eleitores conscientes tem conhecimento de que este governo, além de estar recompondo os estragos causados ao País em 13 anos pelos governos petistas, conseguiu baixar a inflação, os juros, estimular a recuperação da economia, a diminuição do desemprego e aprovar reformas importantes, dando melhor condição de vida aos brasileiros. Como é que, com este desempenho responsável, pode um presidente ter um índice tão baixo de desaprovação?

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo 

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INCLUSÃO

Parece que o eleitor não sabe o que quer, lendo a importantíssima pesquisa do Datafolha do fim de semana. Coloca Lula em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para 2018. Diz admirar a experiência como atributo fundamental para um presidenciável. E quer Lula na cadeia. Cuidado. O eleitor está sendo coerente. Ele quer Lula na cadeia e Temer processado, porque, ao lado da competência, exige e vai cobrar um comportamento ético. Daí a enorme dificuldade de Lula e de qualquer outro que esteja envolvido nas acusações e processos decorrentes da Lava Jato. Mas é erro grosseiro pensar que a discussão de 2018 se esgota na ética. Ela começa pela ética e avança para o tema de sempre. Há um padrão nas sete eleições ocorridas desde a democratização. Com inflação alta e desorganização da economia, venceu quem vendia futuro e esperança (Collor) contra todos os que de alguma forma representavam "o que estava aí". Venceu Fernando Henrique, que personalizava o real, esperança de inflação baixa, retomada do emprego e do desenvolvimento. Venceu Lula quando conseguiu, depois de três derrotas, conciliar a mensagem de equilíbrio (graças a Palocci) com a esperança de promover inclusão social num cenário de economia então estabilizada. E venceu Dilma quando, apesar de tudo, significava a continuidade da inclusão. Vale dizer: em sete eleições, sempre o mesmo, apesar de tantas diferenças. Há uns 20 e tantos por cento ideológicos, à direita, geralmente saídos da classe média do Sul-Sudeste do País com uma agenda que privilegia a ordem, a estabilidade, a ética. Há outros 20 e poucos por cento ideológicos, à esquerda, também saídos dessa mesma classe média, das corporações, dos sindicatos e de setores como a universidade que privilegiam o repertório tradicional e conhecido da esquerda. Mas quem ganha eleição, quem está invicto são 40 a 50 por cento. Não são ideológicos. Não se definem ou se localizam por região. São vítimas da desigualdade. Não tem plano de saúde. Sofrem com o SUS. Com as escolas públicas, péssimas. E para eles a violência é mais que o assalto ao carro ou a casa - a violência é ver os filhos mortos na frente do barraco pelas balas perdidas. Querem e precisam de esperança. E esta vem da capacidade de o candidato apontar para o caminho da inclusão, da melhoria social. Se vier de alguém que, além disso, também passa experiência, como Fernando Henrique, ótimo. Se vier de alguém que transmitia amadurecimento (Lula, paz e amor), ótimo. Mas se não houver esse alguém, serve quem promete ainda que falsamente (Collor). As pesquisas confirmam que há enorme espaço e exigência para a ética e a experiência. Mas elas serão inúteis se quem as defende não for visto como esperança de inclusão, se não souber falar para quem precisa, e não para a Avenida Paulista. O futuro da eleição está nas mãos, portanto, de quem é sensato/responsável. Ou estes produzem a alternativa inclusiva ou entregam a eleição ao inesperado/demagógico/populista. Vale dizer, lembrando a famosa eleição de Clinton: no Brasil, não é a economia. É a inclusão, estúpido!        

Antônio Britto antonio.britto@interfarma.org.br

São Paulo

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MULHER DE MALANDRO

Diante dos surpreendentes números apresentados pela última pesquisa Datafolha, que dão a Lula 35% das intenções de voto no primeiro turno para 2018 e, pela primeira vez na série de pesquisas, a liderança também no segundo turno, cabe, por oportuno, citar as palavras de Fernando Henrique Cardoso sobre o recém-lançado livro "A Reconstrução do Brasil" (série do "Estadão"), do jornalista José Fucs: "O livro, depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, pode ser lido como um mapa da estrada para a superação dos imensos problemas do País. Sua maior qualidade talvez seja a de oferecer à sociedade brasileira uma noção dos processos que a levaram às dificuldades do tempo presente. Sem conhecer esses processos, é muito provável que os erros decorrentes deles se repitam e se perpetuem, condenando o País ao atraso". Após tudo o que já foi apurado até hoje sobre os inúmeros e bilionários malfeitos do cleptolulopetismo, de lamentável memória, quer no desgoverno Lula, quer no de Dilma, causa espécie constatar que um terço (!) da população declare, sem corar, seu voto em Lula. Com efeito, lembra aquela velha conversa sobre mulher de malandro, que reclama sobre os maus tratos sofridos, mas volta para casa no fim do dia sabendo que vai apanhar novamente. Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PREFERÊNCIA PELA CORRUPÇÃO

E é de dar náuseas! Mais uma pesquisa de opinião (Datafolha), que acaba de ser divulgada, confirma que a maioria do eleitor brasileiro dá preferência de seu voto para um corrupto voltar a comandar o Planalto, no pleito de 2018, mesmo sendo ele réu pela sétima vez e já condenado a quase dez anos de prisão na Lava Jato, o farsante Lula da Silva. Ou seja, se a eleição fosse hoje, Lula venceria com 36% dos votos, deixando para trás Jair Bolsonaro, com 16%; Marina Silva, com 14%; e Geraldo Alckmin e João Doria, empatados com apenas 8%. Ora, não é porque figuras exponenciais das nossas instituições infelizmente estão cometendo lambanças, incluindo gente do Judiciário federal, que o eleitor, que deveria proteger a Nação, queira reconduzir um formador de quadrilha como Lula ao Planalto. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A CORRUPÇÃO E AS URNAS

Recente pesquisa revelou o porcentual de eleitores corruptos, corruptores e coniventes com a corrupção: 35%.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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ELEITORES CATIVOS

Muita gente está assustada com os resultados das pesquisas eleitorais que apresentam Lula em primeiro lugar disparado, mesmo na condição de condenado pelo juiz Sergio Moro. As pessoas têm memória curta, esqueceram-se das palavras de Lula quando foi eleito presidente pela primeira vez. Ele dizia que o PT ficaria dezenas de anos na Presidência. O trabalho intensivo na área social, especialmente na assistência aos menos favorecidos (bolsas de diversa ordem) para aumentar o número de eleitores cativos, deu resultado. Até preso na cadeia, se deixarem se candidatar, pode ser eleito presidente.

 

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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GABINETE NA PAPUDA

Lula lidera nas pesquisas para as eleições de 2018. Será que, se ele vencer, vai despachar do Presídio da Papuda, como já ocorreu com outros políticos? 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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PESQUISA$

Será que as tais pesquisas para presidente estão sendo feitas onde há maios adeptos da "seita"? Se essas pesquisas não tiverem vícios de origem, então é desesperador que boa parte dos brasileiros apoie corrupto para presidente. Deduzo que quem participou da pesquisa ou não lê, ouve ou assiste a noticiários para poder apoiar os corruptos! A menos que...

       

Tania Tavares de Mattos taniatma@hotmail.com

São Paulo

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A DIVINDADE

Dia após dia, as denúncias e delações vão comprovando as inúmeras irregularidades cometidas pelo ex-presidente Lula da Silva, e sua popularidade cresce na mesma proporção. Errar é humano, mas persistir no erro é burrice. Ou Lula é de fato uma divindade que está acima do bem ou do mal ou o povo consultado nas pesquisas é muito burro.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DIVINA LOUCURA

O novo discurso da "divindade" Lula é de que muitos brasileiros incorporaram seu espírito. Para mim, já é caso de internação...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DATAFOLHA

Ou o jornal "Folha" está em campanha pelo ex-presidente criminoso ou o número de bandidos no País é mais alto do que imaginamos.

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas 

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OPINIÕES TENDENCIOSAS

Circula em São Paulo um jornal de opiniões, no mínimo, tendenciosas, que às vezes prima por subestimar a inteligência dos leitores. Aliás, eu até o compro, às vezes, em duas situações: quando o "Estadão" está esgotado e porque entendo que, na verdadeira democracia que professo, é necessário saber conviver com o contraditório. Exemplos de tendências duvidosas são quando, por exemplo, este jornal transforma 2 milhões de cidadãos honestos que se unem para derrubar o mais criminoso governo que esta país já teve em "pouco mais de 300 mil". Em contrapartida, num "comício" do PT, seus 50 participantes remunerados são noticiados como "cerca de 200 mil". E, agora, consegue a proeza aritmética de publicar que "48% dos eleitores desejam ver Lula na cadeia", ao passo que "54% o desejam na Presidência da República". Eu ignorava que temos 102% de eleitores... E - o que é mais grave - este jornal insiste em Sergio Moro como "candidato à Presidência da República, concorrendo com Lula". Qual a intenção? Simples: mostrar aos adeptos da roubalheira que nosso exemplar juiz Moro é farinha do mesmo saco de nossos indignos representantes públicos. Só que, enquanto isso, o meritíssimo juiz é homenageado, nos EUA, como exemplo mundial de combate à corrupção. Parabéns àquele jornal, pelo desserviço que presta ao Brasil.

Celso Colonna Cretella cpropano@gmail.com

São Paulo

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A CARA DO BRASIL

A entrevista do filósofo italiano Antônio Negri no "Estadão" de domingo (1/10, A9) condiz com e trouxe à tona a verdadeira situação política atual que atravessa o Brasil. Num dos seus trechos, ele se pergunta: "Como é possível que alguém, para governar um país, precise ter dinheiro para pagar propina a uma quadrilha de deputados?". Parabéns, sr. Negri, ainda posso acrescentar que, no caso do Brasil, não é apenas ter dinheiro, mas também falta de escrúpulo, de caráter, vergonha na cara e amor à Pátria onde nasceu.

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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A CULPA É DO MORTO

Tatiana de Almeida Campos, a herdeira da cobertura 121, vizinha da de Lula em São Bernardo do Campo, disse que o comprador do seu apartamento era mesmo o ex-presidente. Disse, também, que o valor da venda, na ocasião, foi de R$ 504 mil, mas que desconfia de ter sido muito mais. Só falta Lula pôr a culpa no pai morto de Tatiana. No mínimo, fica claro que Lula gosta de pôr a culpa nas pessoas mortas e que é um inveterado amante de apartamentos de "coberturas"!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo 

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SEPTICEMIA INSTITUCIONAL

O Brasil vive dias de ira, morte e sepultamento moral dos que gerenciam a sociedade politicamente organizada, o Estado. Não há nome que escape. O crime se apossou das instituições a um nível tal que parecem indistintas a Rocinha e a Praça dos Três Poderes. Suspeita generalizada, a lei se tornou meio e medida para a prática de desvios escabrosos que achincalham os conceitos de democracia, República, povo civilizado. Na galeria de criminosos, réus, indiciados e investigados, fulguram presidentes e ex-presidentes de poderes, ministros, deputados, senadores, a escória dos mandatos. A galhofa permeia a circunstância do Executivo, do Congresso, do Judiciário. Ninguém respeita ninguém. A autoridade revela-se exercício farsesco e cínico dos pronunciamentos, das declarações à imprensa. Uns se odeiam e se fustigam em perdigotos que mancham togas. Nenhuma instituição escapa ao descrédito coletivo, do topo do Judiciário ao piso da latrina das propinas. Desde que a Operação Lava Jato se pôs em movimento, os brasileiros descobriram, prisão após prisão, delação após delação, a podridão do sistema político que julgávamos republicano. Descobrimo-nos numa República de cadáveres. 

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém

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ASSALTANTES

Os brilhantes e obcecados assaltantes de bancos, que já assaltaram com sucesso em Fortaleza, fracassaram em Porto Alegre, tiveram sucesso no Paraguai e foram presos agora, em São Paulo, onde gastaram R$ 4 milhões para a execução de um túnel para chegar ao cofre do Banco do Brasil, de onde esperavam roubar R$ 1 bilhão, deveriam optar pela carreira política! Não precisariam construir túneis nem temer a polícia! Bastaria conseguir um cargo de diretor de grande empresa estatal, tipo Petrobrás ou Caixa Econômica Federal, no estilo Geddel Vieira Lima, ou ser governador do Rio de Janeiro, como Sérgio Cabral. Ou, ainda, talvez presidente da Câmara, tipo Eduardo Cunha. Presidência da República é a melhor opção!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

  

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TÚNEL ATÉ O BB

Que ingenuidade, quadrilha fraquinha! Era mais fácil fundar um partido, adotar uma estrela vermelha como símbolo e discursar paras as massas analfabetas! Chegariam muito mais fácil aos "cofres".

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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EFICIÊNCIA

Ao ver a ousadia dos bandidos que fizeram um túnel de 500 metros, em três meses, e teriam investido R$ 4 milhões, para assaltarem um banco, fico a imaginar se essa mesma "obra" fosse realizada pelo governo. Com certeza seriam gastas algumas dezenas ou mesmo centenas de milhões deveras, e levaria uma eternidade, após prorrogação de prazos de entrega. A bandidagem no Brasil é mais eficiente que nossas autoridades.

 

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luis

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CORREIOS E CEF

Segundo a "Coluna do Estadão" de ontem (4/10/2017), o presidente dos Correios reclama de que a Caixa Econômica Federal (CEF) deixou de enviar 5 milhões de cartas aos trabalhadores, para informar o extrato do FGTS, já que o banco passou a fazer isso via SMS. A Coluna também diz que os Correios estão, há cinco anos, no prejuízo. Ou seja, o presidente de uma estatal mal gerida reclama de outra estatal que procura a modernidade e o corte de custos. Os Correios detêm o monopólio de mercado, têm uma infraestrutura capilar em todo o território brasileiro, contam com funcionários qualificados, uma marca de valor e gozam da confiança do público. Como podem estar quebrados? Queria eu ter uma empresa assim. Será que posso enviar o meu CV, para dar uma mãozinha na administração? 

Luiz Loureiro loureiroefabiana@gmail.com

São José dos Campos

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JUSTIÇA MOROSA

Por excesso de feitos, ou propositadamente, muitos processos "caducam" no Supremo Tribunal Federal (STF) ("Um em casa 5 casos caducou no STF em 2016", "Estadão", 2/10). Muitos que já deveriam ter sido julgados, especialmente os que dizem respeito a políticos corruptos, muitos com mais de dez processos nas costas, já deveriam ter sido julgados e condenados, mas estão aí e continuam gozando de sua imunidade para seguir mentindo, roubando e praticando os mesmo atos ilícitos e perniciosos. Os processos, especialmente contra conhecidos jagunços, já deveriam ter entrado na pauta há muito tempo. Chega de tanta morosidade em benefício destes criminosos.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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POUCA-VERGONHA

"Um quinto dos processos no STF caducou em 2016." É uma pouca-vergonha!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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CADUQUICE

"20% dos processos caducam", e os 80% restantes claudicam rumo à caduquice! Por falta de vontade, trabalho e vergonha e excesso de vaidade!

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

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TRABALHAR É DEVER DE TODOS

Toda vez que vejo imagens do STF reunido, vejo muitos papéis acumulados atrás das cadeiras dos ministros. Se aquilo forem processos, e não apenas motivos decorativos, por que eles perdem tempo em saber se as escolas devem ou não ter aulas de religião e deixam para depois aquela papelada que talvez somente será vista quando já caducaram? Nosso país precisa de justiça, "de justiça de verdade". Penso que ainda somos governados pelos Três Poderes, cada um com deveres diferentes, mas trabalhar é dever de todos.

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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STF - AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA 

O augusto Supremo Tribunal Federal (STF), reputado como a mais Alta Corte de Justiça do País, onde brilha a inteligência de eminentes jurisconsultos, infelizmente, é um poder sem autonomia financeira, sem independência. Enquanto o Poder Judiciário for dependente, submisso ao Poder Executivo, que usa e abusa de poder, manipulado pelo poder econômico, este país continuará sendo explorado por interesses escusos. Cadê a coragem para intensificar investigações rigorosas em torno de robustas propinas, roubalheiras sem precedentes que envolvem Romero Jucá, Rodrigo Maia, Michel Temer, entre muitos outros que comandam a linha de frente dos mais famosos larápios do erário nacional que vêm desfilando após o chamado período de redemocratização do País, visto como uma das páginas mais corruptas da vida pública brasileira. 

José Benigno josebenignojournalist@hotmail.com

Caruaru (PE) 

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ROGER ABDELMASSIH

Escrevo na qualidade de quem foi juiz criminal, professor de Direito Penal e Processual Penal, tem obras sobre o tema, fundou a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) e foi membro do Conselho da Prison Fellowship International (PFI) por duas gestões. Não posso me conformar com a decisão de soltura do médico Roger Abdelmassih. Não minha opinião, desrespeita em especial e, principalmente, as vítimas e seus familiares, além de não atender aos fundamentos da pena, desservindo até mesmo ao estudo do Direito Penal pelos novos alunos do Direito. A atividade persecutiva do Direito Penal, do sistema judiciário e penal, pela polícia, peritos, etc., tronou-se totalmente inútil. Não importam a idade, o estado de saúde do criminoso e o tamanho da pena. Os crimes, gravíssimos, foram praticados reiterada, livre e conscientemente, pela sua própria natureza e pela qualidade profissional e cultural do autor. Não há justificativa. Neste momento de reincidência na ordem de soltura, é imperioso destacar, entre outras razões que obrigam o juiz a examinar vários e todos os aspectos do crime e de seus partícipes, que a pena serve também de lenitivo para a vítima e a sociedade. A liberação do autor, neste caso bárbaro, é mais uma ofensa a esses agredidos e um estímulo ao crime. Irrelevantes a idade e o estado de saúde do prisioneiro. Ficar em casa, ainda que com tornozeleira e outros aparelhos de controle, é um prêmio para um indivíduo perigosíssimo e irrecuperável que praticou crimes irreparáveis.

Silvio Marques Neto marquesnetosilvio@gmail.com

São José dos Campos

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A ADMINISTRAÇÃO DORIA

Duas reportagens publicadas no "Estadão" de ontem (4/10) nos demonstram que o prefeito João Doria, que se elegeu sob o lema de gestor, e não político, vem se comportando exatamente ao contrário. Com a primeira ficamos sabendo que oito das nove ações da Prefeitura, como limpeza, conservação de ruas e poda de árvores, diminuíram nesses oito meses de seu governo, na comparação com o mesmo período de 2016. O prefeito tem se mostrado muito mais leiloeiro de equipamentos públicos e político ambicioso do que gestor. Com a segunda, sabe-se, agora, que ele pretende realizar uma reforma da Previdência municipal, em conjunto com o governo do Estado. Ora, quem conhece o mínimo sobre a política salarial da Prefeitura de São Paulo sabe que ela não tem nada que ver com a do governo do Estado. A Lei Municipal n.º 13.303/2002, que rege os reajustes do seu funcionalismo, limita tais reajustes, de maneira que a soma total de tais gastos não pode ultrapassar 40% das receitas correntes da prefeitura no período. Bem abaixo do um limite de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). E as despesas com os inativos - nome oficial dos aposentados - entra no cômputo desse total. Portanto, não tem o mínimo cabimento o prefeito procurar uma parceria com o governo do Estado para a reforma da Previdência municipal. É a administração pública no País que tem o menor limite de gastos com pessoal em relação à LRF. Não conseguimos encontrar os decretos sobre as receitas e a despesas com pessoal referentes a março e julho do presente exercício, como está previsto na citada Lei n.º 13.303. O secretário municipal da Fazenda tem razão quando afirma que a demografia da Prefeitura está envelhecendo, pois é a realidade do País, mas a parceria com Estado, neste caso, não tem justificativa, muito pelo contrário.  

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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