Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2017 | 03h01

CORRUPÇÃO

Prisão de Nuzman

Em curto espaço de tempo, somente dois anos, o nosso país foi sede das duas maiores competições esportivas do mundo. E os dois principais responsáveis por esses eventos estão presos: José Maria Marin, então presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), depois de pegar cadeia, está em prisão domiciliar; e agora foi a vez de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) por 22 anos. Aos olhos do mundo, o Brasil não passa de um país de corruptos, já nos nivelamos aos países mais corruptos da África. Nem mesmo a alegria do povo, o esporte, está livre da corrupção. De fato, enquanto os atletas olímpicos brigavam por suas medalhas douradas, os nossos dirigentes guardavam suas barras de ouro, fruto de roubo, em bancos na Suíça. Vergonhoso.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís (MA)

O legado

O que sobrou para o Brasil da Copa do Mundo e da Olimpíada foram só elefantes brancos. Em todas as áreas o que se viu foi superfaturamento nas obras para os dois eventos. E se investigarem bem fundo, acabará sobrando alguma penalidade para os srs. Lula e Dilma. Mas em se tratando de Brasil, tudo acabará no esquecimento e nós continuaremos sem saúde, sem segurança, sem trabalho. Uns poucos, porém, lucraram e continuarão a lucrar com a roubalheira.

URIAS BORRASCA

urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

Mais trambiques

Os trambiques não param de aflorar no País. Fraudes foram detectadas no programa Bolsa Pescador, que era moeda de troca por votos para políticos corruptos. Identificou-se também o pagamento irregular de mais de R$ 1,5 bilhão durante a época de proibição da pesca, o tal Seguro Defeso. Esse trambique veio à tona há tempos, mas só agora a Controladoria-Geral da União resolveu tomar providências. Bem, antes tarde que nunca...

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

SALVAÇÃO NACIONAL

Ideias esdrúxulas

Extremamente oportuna a abordagem do editorial O altar da salvação nacional (5/10, A3). É notório que vivemos um momento de total despautério político, institucional e moral, resultado de anos de “casa da mãe Joana”, que o lulopetismo implantou. Portanto, não é de estranhar que neste momento de lavar a roupa suja diferentes vertentes do pensamento conjuntural venham à tona, até aquelas ideias esdrúxulas, radicais e que não privilegiam o Estado de Direito e as liberdades individuais.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Ditadura da toga

Cumprimento o Estado pela publicação dos artigos da página A2 de ontem, muito bem analisados no editorial O altar da salvação nacional. Em especial quanto ao Poder Judiciário, é cada vez mais evidente a autonomia que este adquire para interferir na vida do cidadão por princípios próprios, sem o pressuposto da lei, supostamente ilegítima pelos vícios do Parlamento. Temos reiteradamente ouvido juízes reverberarem essa proposta, sobretudo sob a alcunha do princípio da proibição do retrocesso. Trata-se de invenção para deslegitimar a política e jogar os jurisdicionados na ditadura dos ilustres magistrados, que tudo sabem e nada conhecem, porque ouvem quem querem e do modo que preferem ouvir. E, ao passo que muda seu foco para intervir na vida alheia sem se preocupar com o cumprimento da lei, o Judiciário é o principal culpado pelo sentimento de impunidade que derruba a eficácia das instituições e implica a violência na sociedade. Assim, retroalimenta a salvação pela força e as demais ideias de autoritarismo. Que a sensatez do Estado em valorizar a política possa reverberar na sociedade. A lei, não a Justiça, é a garantia da liberdade dos cidadãos.

FRANCISCO DE GODOY BUENO

francisco@buenomesquita.com.br

São Paulo

Intervenção e legalidade

Muito pertinente e esclarecedor o artigo do general Rocha Paiva, pois não devemos esquecer que um certo condenado já ameaçou “botar o exército do Stédile nas ruas”. É evidente que não vivemos numa democracia, mas sob uma cleptocracia, e, em que pesem os esforços e a coragem de alguns juízes de instâncias inferiores, o STF tem sido extremamente moroso ao lidar com casos como o de Renan Calheiros. A prevalecer a balbúrdia atual, com ameaças de bandos armados, a salvação terá de vir das Forças Armadas, pois a violência de ladrões tem de ser vigorosamente combatida.

CELSO FRANCISCO ALVARES LEITE

celso@celsoleite.com.br

Limeira

Salvadores da pátria

Quando se desmoralizam as instituições de um país, muitos se arvoram em salvadores da pátria, pregando saídas e intervenções. Até a caserna rosna. Mas a única saída está mesmo no voto. O povo precisa estar consciente de sua cidadania. De sua responsabilidade com os semelhantes. Olhar em volta e observar as necessidades básicas, que nas últimas décadas não mudaram: o esgoto que continua a escorrer na sua porta, a escola que não ensina nem a ler, o hospital que não salva, estradas que matam e segurança que não protege as famílias. Enfim, olhar crítico para a comunidade, não apenas para si mesmo. É o que faz um país. Votar com os olhos voltados para todos, aprendendo a cobrar. A união faz a força. Só assim as instituições funcionarão no Brasil. Quem vota olhando o próprio umbigo não é cidadão, é pária!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Democracia acima de tudo

Confesso que os dois artigos da página A2 me causaram desconforto, afinal, divergem muito do que penso sobre democracia. Um texto me remete à ditadura da toga e o outro, aos arrepios da intervenção militar. Mas tudo foi esclarecido em O altar da salvação nacional e pude sentir o cheiro da democracia plena. A um ano das eleições, qual será a senda? A senda do voto do povo soberano, sem mágicas nem messias. E pergunto: quais dos Poderes têm o voto do povo como princípio e resultado? Oxalá possamos absorver tudo isso que nos cerca, sobretudo os efeitos do lulopetismo, que passou incólume de solução intervencionista por terríveis 13 anos. Só com o voto, com o exercício democrático, é que chegaremos lá. Com todos os sinais positivos após a tragédia de mais de uma década, sim, podemos ser otimistas. O povo não é tão inocente assim, tampouco massa de manobra. O Brasil tem jeito!

LEANDRO FERREIRA

leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

“Medalha de ouro na mais nova modalidade olímpica: salto do patrimônio. No caso, acima de 457%!”

JOSÉ ROBERTO NIERO / SÃO CAETANO DO SUL, SOBRE O PRESIDENTE DO COI, ARTHUR NUZMAN, PRESO POR CORRUPÇÃO

jrniero@yahoo.com.br

“Parabéns à ministra Cármen Lúcia por seu voto de Minerva!”

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE A DECISÃO NO STF DE QUE A FICHA LIMPA VALE ANTES DE 2010

robelisa1@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

JOGO SUJO

A segunda fase da Operação Unfair Play, que investiga a compra de votos para eleger o Rio de Janeiro como cidade olímpica, prendeu ontem o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, e seu braço direito Leonardo Gryner. Enquanto os atletas se matavam para conseguir uma medalha de ouro, este bandido guardava barras de ouro na Suíça. É desanimador: cada vez que pensamos que vamos melhorar, ficamos sabendo das falcatruas deste indivíduo como presidente do COB. Um cidadão longevo, que deveria ter construído sua carreira com decência e honestidade, não passa de mais um na quadrilha que já tem Sérgio Cabral como chefe. Assim como é difícil de acabar com os traficantes, também é difícil de acabar com a orcrim. No fundo, eles só mudam o status. São criminosos iguais e merecem mofar na cadeia e ter seus bens confiscados e devolvidos. Uma vergonha este país. E pensar que ainda tem gente que ataca a Operação Lava Jato. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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RIO-2016

Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), conseguiu uma façanha inédita. A primeira foi o primor da Olimpíada Rio-2016, com aprovação internacional. Já a segunda, apesar de inédita, foi de corrupção, desaprovada por todos. Alcançado pela Operação Lava Jato, resolveu retificar sua declaração ao Fisco, pois havia se "esquecido" de declarar 16 barras de ouro guardadas em banco suíço. Como na cerimônia de abertura dos Jogos Nuzman já tremia "a olhos vistos", imaginem agora, atrás das grades da Polícia Federal. Mais uma vergonha nacional.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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OS RISCOS PARA A DEMOCRACIA

No excelente editorial "O altar da salvação nacional" (5/10, A3) - motivado pelos artigos "O Judiciário e o discurso do golpe" e "Intervenção, legalidade, legitimidade e estabilidade", ambos publicados à página A2, contíguos ao editorial e que apontam o acerto das possíveis intervenções do Poder Judiciário e das Forças Armadas no conturbado cenário político-institucional brasileiro -, o "Estadão" menciona as inconveniências das intervenções dessas duas instâncias. Como síntese desta análise, o texto assevera que é preciso "tomar cuidado com o que se deseja: malgrado o País esteja farto dos políticos, razão pela qual se tornam sedutoras as propostas de superação da crise que deles prescindam, é somente por meio da atividade política - exercida por representantes eleitos pelo voto direto - que a democracia verdadeiramente se manifesta (...)". De forma magnífica, o texto propugna o que é desejável, porquanto compatível com a natureza humana, bem expressa na faculdade de pensar, na afetividade e na racionalidade, porém inserido no idealismo e na utopia, às vezes inalcançável. Para fundamentar essa assertiva, identifique-se o país democrático que conquistou a democracia sem a vivência de séculos de evolução, permeados por traumas terríveis. É inegável que não se consegue apontar um único país que satisfaça essa condição. A citação do magnífico editorial permite inferir que a eleição pelo voto direto é o aspecto basilar da democracia. Essa afirmação precisa ser contextualizada. O que adianta eleger pelo voto representantes que lideram os maiores escândalos de corrupção da história da humanidade? Ademais, o funcionamento institucional com fraturas não se restringe aos políticos. O Poder Judiciário tem atuado com frequência e tem demonstrado incoerências, disputas internas, manifestações contraditórias e fora dos autos, além de conhecidas investiduras em elevados cargos sem a condição de inequívoca probidade e notável saber jurídico - ou reprovar na prova para o cargo de magistrado (e, ainda assim, ser nomeado juiz) e a ação de familiares de magistrado em processos em que este (ou sua Corte) delibera não são condenáveis? Não podem ser deixadas de lado as características e atributos das ONGs e das associações de classe. Ora, elas são componentes essenciais da sociedade civil, pois podem ser consideradas representantes estruturadas da cidadania. Quanta corrupção e outras ilegalidades somos obrigados a testemunhar nesses setores, sendo o Estado incapaz de contrapor-lhes para evitá-las ou saneá-las. Então, a solução - e urge uma solução, pois do jeito que está é insuportável - pode estar em alguma das seguintes vertentes: 1) os próprios políticos tomam um elixir milagroso e acertam os rumos institucionais brasileiros - alguns tendem a não crer em milagres, mas eles existem, segundo a sábia asserção hispânica; 2) convoca-se uma Assembleia Constituinte, composta pelos melhores brasileiros com a qualificação requerida, com a restrição de que não participarão do processo político resultante, e com o compromisso fundamental de formular uma nova Carta Magna que satisfaça às demandas democráticas, com inexcedível equilíbrio de direitos e deveres e rapidez e punição exemplar para as contravenções e crimes de toda ordem; 3) se as possibilidades anteriores falharem e o País mergulhar no caos, não restam senão a intervenção militar, preconizada com brilhantismo, equilíbrio e desassombro pelo general Luiz Eduardo Rocha Paiva no artigo supracitado. Evidentemente que a intervenção militar deveria estar compromissada com a verdade, a liberdade e a democracia (menção por ênfase, não se espera menos do estamento militar); ser obrigatoriamente de curto prazo; e ter como meta fundamental a colocação da democracia nos devidos eixos. O que significa agregar à eleição pelo voto direto, secreto e universal o funcionamento adequado dos Três Poderes e das demais estruturas de representação da sociedade civil, com medidas saneadoras imediatas e urgentes para os desvios, com ênfase para a corrupção. A primeira medida da intervenção militar seria a convocação de uma Assembleia Constituinte nos termos da proposição do item 2.

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília 

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'O ALTAR DA SALVAÇÃO NACIONAL'

Sim, eu me encaixo entre os brasileiros que sentem nojo dos políticos, verdadeiro desprezo por eles e não suporto mais ser obrigada a votar. Por meio do voto obrigatório e de cabresto, sabemos que não vamos mudar e/ou melhorar os Poderes Executivo e Legislativo, pois é nítido que ocorre o contrário, só piora. Portanto, eu sou uma, das muitas pessoas, que acredita que a única forma de nos livrarmos da corrupção que se instalou em nosso país é a volta dos militares ao poder. E será que a volta deles, necessariamente, retiraria a nossa liberdade de expressão? Será que eles não aprenderam nada com a história? Cometeriam os mesmos erros que os levaram a deixar o poder? Enfim, na minha opinião, o que não dá é deixar as coisas como estão, por mais 40 anos. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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QUEM SE SALVA?

Depois de ler o editorial "O altar da salvação nacional" (5/10, A3) e os dois artigos nele citados, pergunto: alguém é capaz de citar um só político que preste, sobre quem não paire qualquer sombra de dúvida?

 

Luiz M. Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo

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NÃO AOS ERROS DO PASSADO

O editorial "O altar da salvação nacional" me fez lembrar a fábula de Ésopo sobre "as rãs que queriam ter um rei". Para os que não se lembram, vale a pena relê-la. A insatisfação da população é muito mais com as consequências de governos ineptos: desemprego, estagnação, inflação alta. Aos poucos, o País está voltando aos eixos. Esta transição política já cumpriu um ano e só falta mais um. Sabemos que tudo "vai passar". É uma questão de paciência e perseverança. Qualquer solução fora das urnas será repetir erros históricos e seus efeitos deletérios.

 

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

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INTERVENÇÃO MILITAR?

 

Será que só as Forças Armadas serão capazes de reconduzir o Brasil para o caminho do bem comum? Será que o Judiciário vai colaborar para isso, não condenando estes confessos e evidentes corruptos, permitindo que eles possam, "legalmente", participar das próximas eleições? Vou sentir náuseas, diante das urnas eleitorais, se tiver a opção de votar em alguns desses marginais, especialmente no "sapo barbudo", assim definido por Brizola, e seus comparsas de todos os partidos. Tenho 63 anos de idade e uma netinha de apenas um ano. Pergunto aos amigos: o que será melhor para ela, que tem o futuro pela frente? O retrocesso ou a continuação da roubalheira com os mesmos ladrões? O Brasil já experimentou a ditadura militar, o lulopetismo, os governos Collor, FHC e Sarney, e a corrupção, em todos esses governos, mais ou menos escancarada ou camuflada, estava presente. E a corrupção estará presente no próximo governo, não se iludam, pois é inevitável. Vamos torcer para que o Judiciário faça a parte dele, poupando-nos de náuseas diante das urnas nos próximos pleitos; que a nossa elite do bem, intelectuais e agentes econômicos, pare de ser medíocre, tacanha e omissa e passe a fazer parte da vida política do Brasil, ocupando o lugar de bandidos e incompetentes candidatos dentro dos partidos, normalmente aliciados e ou catados em ocasiões eleitorais, quase sempre nos obrigando a dar nosso voto escolhendo entre os piores. Agradeço o interesse das Forças Armadas em se preocuparem com o Brasil, mas ainda acho que para minha netinha o melhor que elas podem fazer é cumprir e se submeterem, incondicionalmente, aos papéis, que são muitos e importantes, que a nossa Constituição reservou e determinou a elas. A sociedade brasileira, que confiou, votou e colocou estes políticos bandidos de plantão para cuidarem de seu interesse é que, por meio das hoje precárias instituições democráticas, tem a prerrogativa, o direito, a obrigação e a oportunidade de fazer a limpeza ética e um Brasil melhor. E o que for melhor para o futuro da minha netinha será ótimo para mim, ainda que o "preço" que eu terei de pagar, neste meu momento de "melhor idade", não seja lá tão agradável. Amigos, o momento é crítico, sem dúvidas. Mas o Brasil, como disse anteriormente, é muito maior e mais forte do que tudo isso, e já o provou. Não vamos encurtar caminhos e buscar e ou se conformar com soluções imediatistas suspeitas. Vamos continuar errando, mas tentando, conscientemente, acertar. O mundo tem exemplos concretos de que este exercício de errar, tentando acertar, pela própria sociedade, tem valido a pena ao longo do tempo. Só não o veem os alienados, os omissos e desinformados e os de interesses suspeitos. Juízo, pais e vovós. Pensem no futuro de seus filhos e netos. Abram mão de alívios de curto prazo, placebos ou não.

Paulo Pereira pp@eventosrh.com.br

Bebedouro

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EDITORIAL DE 5/10

Parabéns ao "Estadão" por contextualizar os artigos da página A2.

Ana L. C. Freire P. Oliveira Dias aldias@sp.gov.br

São Paulo

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TERCEIRA VIA

Li atentamente o editorial "O altar da salvação nacional" (5/10, A3) e, observando a recomendação para "tomar cuidado", proponho humildemente uma terceira via: a candidatura independente de Modesto Carvalhosa. Trata-se de um jurista renomado, apoiado por seus pares de igual respeitabilidade. Se o elegermos, derrubaremos toda esta "montagem" arcaica e suspeita, sem grandes traumas. Concretizada essa candidatura, nem precisará fundo partidário. Apenas uma campanha com boa exposição de motivos direcionada ao eleitor.

João Ferreira Mota jfmota29@gmail.com

São Paulo

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INSTITUIÇÕES QUE NÃO SE ENTENDEM

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa disse que, se o Senado federal tivesse votado contra a decisão do STF de afastar o senador Aécio Neves do cargo por suspeita de corrupção, "seria coisa de ditadura, a venezuelização do País". Tudo bem, mas que o atual STF está cheio de figurinhas carimbadas e independentes, agindo mais em favor de seu ego e da exposição na mídia do que realmente cumprindo o que manda nossa Constituição, também é verdade. Ao leigo, a sensação que passa é de que, do jeito que estão, nossas instituições piraram. Cada uma agindo com independência e sem respeito pela outra. Cada uma interferindo no quintal alheio, sem realmente julgar até onde vai seu espaço e começa o do outro. Joaquim Barbosa pode até dar seu pitaco, mas no fundo ele sabe que do antigo STF muitas figuras nem deveriam estar ali. Fácil de falar, quando se aposentou antes da hora para evitar confrontos. 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PERGUNTEM À CHOLDRA

No confronto apocalíptico entre Senado e STF, as instituições assumem as suas pretensas defesas dos interesses da sociedade e, cada qual, deverá arrolar novos argumentos e fundamentações. A paz social, essa figura onipresente em discursos jurídicos e políticos, deverá assumir sua importância vital, embora, figura de eterna retórica, esteja ausente das prioridades cotidianas de todos os governos e autoridades públicas. Que tal perguntar à choldra, aos meros figurantes, ao povão, o que pensa sobre o que deveria acontecer a quem se corrompe com o dinheiro público que falta para a saúde, educação e segurança?

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro 

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O MESMO RIGOR

Se o mesmo rigor adotado pelo Supremo Tribunal Federal, que negou a mudança de relatoria pretendida pela defesa do senador Aécio Neves, for usado quando o ex-presidente Lula provavelmente recorrer ao STF após a confirmação da sentença do juiz Sergio Moro pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, conheceremos com antecipação aquilo que o destino reserva à alma mais honesta do Brasil. 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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AÉCIO, CUNHA E A DENGUE

Todos os que estão estupefatos e surpresos com a decisão do STF de afastar o senador Aécio Neves do cargo deveriam demandar que Eduardo Cunha fosse imediatamente reconduzido à presidência da Câmara dos Deputados e que o rito para a sua eventual destituição do cargo fosse seguido ao pé da letra. Aécio Neves pediu e recebeu dinheiro do crime organizado, confessou o crime, tudo documentado e provado. O julgamento de Aécio no Conselho de Ética do Senado foi uma cusparada na cara da nação brasileira. O Brasil vive uma gravíssima epidemia de corrupção e medidas sanitárias de emergência são necessárias e bem-vindas, assim como a autorização para que a vigilância sanitária invada propriedades privadas suspeitas de serem focos de dengue e se recusam a tratar o problema. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CUNHA ESTÁ VIVO

Li na "Coluna do Estadão" de sábado (30/9) a manifestação de Eduardo Cunha acerca dos comentários de Renan Calheiros em depoimento à Polícia Federal. Conclui Eduardo Cunha: "O fim do foro, se ocorrer, levará ao fim da impunidade". Significa dizer, é uníssono, heróis e mocinhos são contra a prerrogativa de foro por função, uma ode à impunidade. Por que, então, remanesce? Por que os representantes do povo pouco ou nada se ocupam em representá-lo?

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo 

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CUNHA X RENAN

Da nota de resposta de Eduardo Cunha a Renan Calheiros, que em depoimento à Polícia Federal disse que o ex-deputado inventou fatos para incriminá-lo, cabe destacar a citação: "Renan parece ter fixação em mim, que nunca pretendi incriminá-lo em qualquer malfeito, até porque não é necessário. O seu passado, o seu presente e quiçá o seu futuro já o condenam. O fim do foro, se ocorrer, levará ao fim da sua impunidade". Com efeito, trata-se do típico caso do roto falando do esfarrapado, mas não poderia soar mais correto e contundente, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo 

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TROFÉUS E CAÇAS

Políticos brasileiros nunca respeitaram seus eleitores e os votos a eles sufragados. Legislam apenas em causa própria. Não têm nenhuma ideologia, trocam de partido como o simples mortal troca de camisa, objetivando sempre e unicamente o seu bem-estar financeiro. Vendem a alma no balcão de negócios em que se transformou nosso "presidencialismo de cooptação". Transformaram suas greis em valhacouto de quadrilheiros. Descobriram que neste lamentável país ser eleito os torna inimputáveis. Gozam de privilégios imorais e que afrontam toda a população. Riem dos idiotas que os levaram até onde agora estão. Literalmente, cospem e esbofeteiam os meros e reles cidadãos. Os exemplos disso tudo temos diariamente, lendo ou assistindo aos périplos de nossos "representantes". A entrevista de Eduardo Cunha à revista "Época" é a mais recente, e mais uma das assombrosas declarações desta escória, destes pusilânimes que nos governam. Além de questionar os julgamentos de Sergio Moro quanto à sua legalidade e isenção, o crápula afirma que ele quer destruir a "elite" política. A qual "elite" este bandido está mesmo se referindo? Àquela de que até bem pouco tempo fazia parte e era uma de suas figuras mais exponenciais, até ser preso por vários e vários crimes? Com qual moral este desclassificado se veste para criticar quem o colocou no lugar de onde jamais deveria ter saído? E finaliza a execrável figura afirmando que Lula e ele são "troféus de Moro". Uma pena não ser essa uma verdade, pois grande parte da população gostaria de ver exibida numa sala de troféus de nossa Justiça a cabeça pendurada dessas "caças". O Brasil, sem dúvida, estaria bem melhor.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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UMA MÁ IDEIA

"O Lula não é mais só o Lula. O Lula é uma ideia assumida por milhões de pessoas." Frase proferida pelo ex-presidente em evento de sindicatos contra a privatização. Conseguiu uma façanha: defender duas más ideias numa só frase. 

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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DISCURSO NO RIO

Lula: "Não tenho pretensão de me matar. Vou enfrentar. Já provei minha inocência. Quero que provem uma única culpa". Só que, para a política, já esta morto!

  

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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INTERVENÇÃO NO POSTALIS

Governo decreta intervenção por 180 dias no Postalis, considerado o quarto maior fundo de pensão do País, para apurar desmandos praticados por gestores indicados por partidos políticos da coligação que apoiou os desastrados governos de Lula e de Dilma. E o que faltou na reportagem na página B3 do caderno E&N de ontem ("Governo decreta intervenção no Postalis", 5/10)? Faltou coragem aos repórteres colaboradores, Luci Ribeiro e Idiana Tomazelli para esclarecer que "boa parte do rombo 'foi' consequência de maus investimentos, como papéis atrelados à dívida da Argentina e da Venezuela, a aplicação em títulos de bancos liquidados (Cruzeiro do Sul e BVA) e ações de empresas de Eike Batista", aprovadas por gestores incompetentes, indicados pela coligação que apoiava os governos corruptos e inconsequentes de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Sem essa observação necessária e contundente, candidatos indesejáveis continuarão a subir em pesquisas eleitorais.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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FUNDO ELEITORAL

"Câmara aprova fundo eleitoral com verba pública para 2018" ("Estadão", 5/10). Que roubo é este? Projeto petista apoiado pela Câmara! Na hora do roubo, todos são amiguinhos. A perpetuação da corrupção no poder continua a todo vapor. Temerária a realidade do Brasil. Qual o limite? A perda da divisão dos poderes, pilar da democracia e da Constituição? Acorde, Brasil.

Alice A. Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

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'UM HORROR'

Pasmem, Vicente Cândido exclamou: o Senado deve aprovar o escárnio eleitoral, senão a eleição será um horror. O que ele quis dizer com este "horror"? O pesadelo já foi a eleição passada, quando elegemos esta Câmara do espanto. A surpresa está em assistir às assembleias quando se vê que todas as ações são de total desprezo pelo povo, com um Congresso despreparado, vil e de nível baixíssimo, como nunca antes visto neste país.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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QUESTÕES

A aprovação do fundo eleitoral, como seria de esperar, estimula manifestações e críticas. E, entre outras razões, leva-se em conta que há um desgaste da classe política em razão de procedimentos de alguns que atingem todo o conjunto. Mas há ainda algumas questões: será que as despesas de todos os candidatos serão limitadas ao valor que foi fixado? Nenhum candidato usará de meios ilegais, como sempre aconteceu ao longo de dezenas de anos? E como isso será fiscalizado? A conclusão é de que ao eleitorado caberá o julgamento, fazendo a escolha de pessoas sérias em seus procedimentos em termos de uso de verbas públicas, em qualquer situação.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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INDIFERENTES

Quem suporta este Congresso Nacional? Os conchavos, o "toma lá, dá cá", as denúncias, a desfaçatez, as mordomias, o interesse próprio, a verborragia inútil, a autonomia indiferente, o dinheiro fácil... Lugar onde a democracia e os brasileiros são diariamente desrespeitados.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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SOLUÇÃO PARA A CRISE

Acredito que, para acabar com a crise política que se instalou em nosso país, candidaturas avulsas seriam a solução.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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MAIS DO QUE UM APELIDO?

No afã de dar combate à segunda acusação do "flecheiro" ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, os advogados de defesa do presidente Michel Temer compararam os delatores Lucio Funaro, Joesley Batista e Ricardo Saud a "iscariotes". Se o codinome escolhido é uma alusão ao personagem bíblico, é bom lembrar que, segundo o relato, Judas Iscariotes, ainda que escolhido previamente, deixou-se comprar por umas míseras 30 moedas, resultando na crucificação do seu até então amado mestre. Estariam os nobres advogados, como no também bíblico "Revelações", antevendo alguma tragédia? Ou teriam aderido à mania do criativo "Setor de Operações Estruturadas" da Odebrecht de apelidar tudo e todos?

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

 

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DAS ARTES MARCIAIS PARA A POLÍTICA

O vocábulo "golpe", na Língua Portuguesa, é usado tradicionalmente nas artes marciais como uma tática para deixar o adversário sem ação. Mas a introdução escrachada na política está sendo usada pelos corruptos quando são apanhados pela Justiça ou quando atingidos por flechas, principalmente quando vindas do arco do procurador-geral da República. As Forças Armadas, em 1964, deram um "golpe" em João Goulart, para evitar que a foice e o martelo fizessem parte da nossa bandeira. Dilma Rousseff, de forma constitucional, sofreu impeachment, mas até hoje ela e seus comparsas falam que houve um "golpe". Agora, vem o presidente Michel Temer, com forte tendência a ser rebaixado, afirmar em sua defesa que o ato de Rodrigo Janot não passa de um "golpe", auxiliado pelos mafiosos irmãos Batista. Senhor presidente, proteja o seu calcanhar das flechas da Justiça e faça alguma coisa que o retire da série B da política brasileira. Golpe, mesmo, é o balcão de negócios em que se transformou o Palácio do Planalto.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ESTRANHA DEFESA

Temos notado um comportamento contínuo e comum da maioria dos advogados responsáveis por defender os políticos acusados de terem participado de corrupções em geral, como lavagem de dinheiro, propinas, formação de quadrilha, etc. Ao invés de se aterem na defesa deles comprovando e justificando a não participação deles nesta sujeira toda, estão mais preocupados em atacar, difamar e desmentir os delatores. Por que será? Seria o princípio de que "a melhor defesa é o ataque"? Ou envolvidos, mesmo?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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'ABRA-TE, SÉSAMO'

"Temer recebe em um dia 40 parlamentares" ("Estadão", 4/10, A8). Depois, vai achar ruim se o apelidarem de Ali Babá! Cautela, presidente, as flechas venenosas de Janot se foram, todo cuidado agora é pouco com o "beijinho-beijinho, Pau-Pau"!

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí 

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TEMER X JANOT

Penso que Temer escolheu o alvo errado ao mirar em Rodrigo Janot. Janot representava uma instituição, o Ministério Público Federal (MPF), que tem pelo menos 10 mil prepostos. Janot apenas assinou o trabalho feito com seriedade por vários de seus comandados. A mídia não tem divulgado desvios de dinheiro público pelo MPF. E a mídia só tem divulgado desvios de dinheiro público pelo sr. Temer e sua equipe, salvo raras exceções. Não pense o sr. Temer que a nova chefe do MPF o acalentara. A impressão que temos é de que aprofundará as investigações, e não descartemos uma nova denúncia. Temer poderá até escapar, mas, quando deixar a Presidência, uma prisão perpétua o aguardará.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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FESTIVAL DE DESACERTOS

Já cansado com tantas baboseiras publicadas e republicadas, decidi buscar a mais remota das causas. Fui a um dicionário Francês-Português, Editora Globo, de Porto Alegre e de autoria de S. Büttinger Vinholes. E lá está: "JANOT ou JEANNOT s.m. Pateta, palerma". Entendi tudo, tudinho. E acho que aquele amigo que está sempre mordendo seus próprios lábios deve ser o Mickey. O dó!

Niomar Cyrne Bezerra niomarbezerra@uol.com.br

São Paulo

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ÓPERA BUFA

O "Estadão" de ontem (5/10, A6 e A7) mostrou de forma "gritante" o "coro" dos defensores - ou, mais corretamente, "atacantes" - do presidente em exercício e de dois de seus principais asseclas. Na execução da ária os cantores, como um trio formado por baixo, barítono e tenor, exageram de tal forma no volume que chegam a "esganiçar". Diferentemente do que ficou resolvido no Congresso, os "atacantes" decidiram fatiar as ações, exatamente para dar maior ênfase ao desempenho. Como defensores, eles teriam de defender o indefensável, porque o encontro macabro no Jaburu ocorreu e as gravações lá registradas deixam claro que os assuntos tratados não foram nada republicanos, pelo contrário, evidenciam "tenebrosas transações". Então, os defensores trocaram de posição e passaram a ser "atacantes". E no seu vociferar estridente consolidam-se expressões do tipo "denúncia inepta", "tentativa de golpe" (parecem até os petistas no processo de impeachment da antecessora), e um desses atacantes ameaça contestar a "moralidade" do denunciante. Qual moralidade, "cara pálida"? Aquela do acusado que estimula um açougueiro corrupto a continuar comprando o silêncio de um delator ameaçador? Ou aquela do mesmo acusado que nomeia um preposto (pessoa de sua maior confiança) para receber valores pecuniários materializados na mala trocada numa pizzaria? Ora, por favor! Poupem-me desta "ópera bufa"!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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MUDANÇA DE ESTILO

De tanto ouvir Temer com suas mesóclises, que saudade eu sinto de Lula com suas metáforas...

Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo

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CARISMA ZERO

Michel Temer bate recordes de desaprovação, mesmo com a economia dando sinais de recuperação. Por mais que pesem dúvidas sobre sua participação em malfeitos passados, mesmo estando cercado de amigos para lá de suspeitos e igualmente com processos criminais em andamento, o fato é que Temer jamais foi carismático. Em seus discursos, seus gestos, suas expressões faciais e seu jeito de falar não trazem credibilidade nem empatia. Discursar esfregando uma mão nas costas da outra é repugnante e, no subconsciente dos cidadãos, fica latente a imagem de um presidente mentiroso, cínico e trapaceiro. É muita incompetência também não ter assessores e marqueteiros que o alertem sobre esse lado extremamente negativo.

Sergio Araki Yassuda sergio-araki@uol.com.br

São Paulo

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A RELATORIA NA CCJ

A permanência de Ricardo Trípoli (SP) como líder do PSDB na Câmara vai prejudicar o partido nas próximas eleições, pelas suas posições radicais e incoerentes. Ele deve ser aconselhado por sua direção para abandonar a ideia de querer convencer Bonifácio Andrada (PSDB-MG) a desistir de relatar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contra Michel Temer ou dê suas razões para essa insistência. Ele tem de ter em mente que este governo necessita do apoio do PSDB para ajudar a recuperar a estabilidade do País, danificado pelos governos petista.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo 

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O PSDB TAL O 'CANTO DE OSSANHA'

Impressionante como a cúpula do PSDB é indecisa e se comunica mal com a sociedade. Faz, inclusive, lembrar o refrão de uma composição de Vinícius de Morais/Baden Powell, "Canto de Ossanha", que diz: "Vai, vai, vai, vai, não vai...". Essa é a situação da tucanada, que não sabe se vai ou não sair do governo com seus quatro ministros, como fiador do programa econômico. Desde a primeira denúncia contra Temer, feita por Rodrigo Janot, o partido segue grogue e sem comando, bem dividido. E esperneia, como agora, na segunda denúncia, contra o próprio deputado do partido, Bonifácio Andrada, que foi indicado como relator na CCJ, pedindo a sua destituição. Como se, com Andrada seguindo na relatoria, a imagem do partido fosse prejudicada. Ora, PSDB, "vai, vai, vai, vai, ou não vai", defender este governo que está recuperando a economia, os empregos e aprovando no Congresso importantes projetos, tal como fez com muita competência o tucano FHC na sua gestão no Planalto. Os tucanos deveriam saber que o povo gosta de políticos corajosos, que sabem enfrentar as adversidades. E hoje o grande problema a ser enfrentado é o nosso Brasil com sua economia arrasada e 13,1 milhões de trabalhadores desempregados, o triste legado do PT de Lula.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DORIA NO CÍRIO DE NAZARÉ

O sr. prefeito João Doria, em quem votei, continua dando uma de "Zé Bonitinho" e vai participar das festas religiosas de Belém (PA). Não pense ele que, por estar dando o cheque de seu salário a algumas instituições de necessitados, ele ganha o direito de fazer o que bem entender. Sr. Doria, o senhor se elegeu para fazer por esta cidade, São Paulo, algo de melhor, e não é o que estamos vendo. Ainda há tempo de dizer a que veio, depois não adianta chorar!

Lydia L. Ebide lebide@vivointernetdiscada.com.br

São Paulo

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GESTÃO DORIA

João Agripino Doria Jr. foi eleito prefeito de São Paulo graças a uma combinação de fatores que incluíram o apoio do governador Geraldo Alckmin e uma estratégia de marketing que o "vendeu" como empresário, gestor, e não político. A dura realidade mostra que Doria é um lobista, travestido de empresário, que faz política suja traindo Alckmin na tentativa de ser candidato à Presidência da República em 2018. Seu legado de gestor como presidente da Embratur resumiu-se em promover turismo sexual, sugerir que a seca fosse tratada como atração turística e ser acionado pelo Tribunal de Contas da União por desvios de verbas. Como prefeito, larga a cidade "às traças" e faz viagens recorrentes em plena campanha presidencial, achando que ser prefeito da maior cidade da América Latina é "muito pouco para seu caminhãozinho". Diante deste quadro dantesco, resta aos seus eleitores denunciá-lo ao Conar por propaganda enganosa ou "reclamar com o bispo".

Francisco Nascimento Xavier wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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SALVADORES DA PÁTRIA? NÃO

O cidadão João Doria Jr. foi eleito, com ampla maioria, para "prefeitar" pelos cidadãos da metrópole de São Paulo. Arvora-se, no momento, em salvador da Pátria! O que quero, em 2018, e manifesto isso publicamente, é que se eleja um político e administrador normal, que respeite a Constituição, a exemplo do presidente Dutra. Que sejam repelidos todos os que se julgam infalíveis e "salvadores da Pátria", como os Lulas, Ciros, Dorias, Bolsonaros e outros. 

Martim Affonso Santa Lucci mslucci@uol.com.br

Campo Grande

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SEMENTES AO VENTO

 

Juntos, Alckmin e Doria são uma grande força nas eleições de 2018. Separados, ficam bastante enfraquecidos. Então, qual é a estratégia óbvia, clara, que seus adversários têm de tentar o quanto puderem? É evidente que é tentar separá-los! Essa é a explicação - no meu ver - para a quantidade de notinhas que saem, todos os dias, nos jornais e nas redes sociais, tentando intrigar um contra o outro. É fácil de espalhar essas intrigas: o terreno é fértil para elas, pois o País tem uma vasta tradição de criaturas que se viraram contra seus criadores. Aí, é só lançar sementes ao vento. Elas vão longe, brotam e crescem muito rapidamente!

Luiz Salgado Ribeiro luiz.salgado@hotmail.com

Pindamonhangaba

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A PRISÃO DE CESARE BATTISTI

Cesare Battisti, tentando se escafeder do Brasil pela fronteira com a Bolívia, grande amigo do nobilíssimo ex-senador Eduardo Suplicy, hoje vereador, já está sendo defendido pelo edil, que pretende escrever uma carta ao presidente Michel Temer pedindo que mantenha a autorização de sua permanência no Brasil, respeitando ato do ex-presidente inominável. A alegação é de que, se o "protegé" cometeu crimes há mais de 30 anos, estes já prescreveram. No Brasil, é claro, onde a legislação é permissiva. Na Itália seria? Se assim fosse, por que aquele país estaria pedindo a extradição?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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HIPOCRISIA

Com a prisão de Cesare Battisti, o hoje vereador Eduardo Suplicy (PT) perdeu a oportunidade de ficar calado. Sua manifestação representa a hipocrisia dos intelectuais de esquerda, uma vez que fala em pedir a Temer que respeite a decisão de Lula em relação à permanência deste terrorista em nosso território, fundamentando seu pedido em dizer que os crimes de Cesare estariam prescritos porque cometidos há mais de 30 anos. No entanto, este mesmo "cumpanheiro" insiste em condenar os "inimigos da esquerda" de 1964? Ora, poupe-nos, Suplicy.

Claudio Mazetto cmazetto@ig.com.br

Salto

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O DECRETO DE LULA

Battisti diz à Polícia Federal que decreto de Lula o livra da Itália. A nova ocupação de Battisti deve ser "mula" de algum "cumpanhero" a quem deve muito, talvez a própria vida...

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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EXTRADIÇÃO NEGADA

Preso na fronteira do Brasil com a Bolívia, por evasão de divisas, Battisti já deixou de ser extraditado por evasão de caráter de Lula. 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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CONDENADO NA ITÁLIA

Vai pra casa, Battisti! Chega ao fim teu vergonhoso homizio tropical. Lá te esperam, para o resto da vida, a frieza da masmorra e a sombra negra de quatro assassinatos.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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O SEPARATISMO SULISTA

 

Eleitores de 900 cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná são chamados a votar, no próximo sábado, dia 7, no plebiscito informal sobre a separação daqueles Estados do restante do País. No ano passado, 97,5% dos 617.543 que compareceram optaram pela mudança. Agora, a meta é 1 milhão de favoráveis, isto é, 5% do eleitorado da região. Apesar de impedida pela Constituição, a separação rende proselitismo, especialmente agora, que a Catalunha insiste em separar-se da Espanha. A unidade nacional é tida como patrimônio dos brasileiros e foi conseguida à custa de grandes lutas. Os sulistas querem se separar porque só recebem de volta 20% dos tributos que recolhem à União. Se fosse assim, São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e outras unidades desenvolvidas da Federação também deveriam querem se fragmentar. Em vez de sair, o ideal será que todos os brasileiros se unam em busca de soluções. É preciso recuperar a credibilidade das instituições e buscar a mais equilibrada reforma econômica que elimine privilégios e devolva o orgulho à população. Se no passado, com as imensas precariedades de comunicação, conseguimos viver integrados, agora será mais fácil com a velocidade da internet, do rádio, jornal, TV e outros meios. O mais indicado é lutar por novo pacto federativo, mais justo, equilibrado e, acima de tudo, honesto, em que todos contribuam e sejam beneficiados.  

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PRÊMIO NOBEL

Parabéns ao Prêmio Nobel de Literatura de 2017, Kazuo Ishiguro. Seus livros são verdadeiras obras de arte. "Vestígios do dia", quem não conhece, leia. Já valeu um filme!

Célia H. Guercio Rodrigues celitar@icloud.com

Avaré

 

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