Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2017 | 03h05

REFORMA POLÍTICA

Diabólico

Suas excelências continuam fazendo o diabo no Congresso Nacional. Desta vez tentaram até impor censura à manifestação eleitoral pela internet! E, pasmemos, urdiram de tal forma que o prazo de pagamento de multa do PP aplicada pela Lava Jato foi alongado para 2 mil anos! São 24 mil parcelas mensais de R$ 56,5 mil, a perfazerem a multa total de R$ 1,38 bilhão. E nem vai dar tempo para fazer uma campanha do tipo “veta, Temer!”. Aliás, o índice de aprovação de Michel Temer nas pesquisas ANA

José Roberto Sant'ana

jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

*

Insustentável

Os srs. parlamentares sempre dando primazia aos seus interesses pessoais. Aprovaram o fundo eleitoral de R$ 1,7 bilhão, o que significa que as campanhas de 2018 serão financiadas com dinheiro público – enquanto a carência de recursos para saúde e educação é sempre crescente, com sérios prejuízos para os mais necessitados. Ora, os brasileiros já pagam pesados impostos e agora ainda têm de financiar campanhas eleitorais?! A aprovação desse fundo é mais um peso nas costas dos contribuintes. A nosso ver, os políticos deveriam financiar suas campanhas eleitorais com recursos próprios. E ponto final.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

*

Nossa democracia

O povo brasileiro foi vencido em mais uma etapa do processo que vai surrupiar-lhe quase R$ 2 bilhões, valor do indefensável fundo eleitoral, a ser endereçado às mãos de agentes não confiáveis que, divorciados do interesse público, agirão, se eleitos com auxílio do generoso financiamento, no sentido de aumentar o poder e o patrimônio particular. A Câmara dos Deputados, encastelada e de costas para a angústia que se abate sobre a população, engalfinhada em altas taxas de desemprego renitente, deu mais um passo para aumentar o desprezo pela classe política, de uma sociedade que não tem para onde correr. Essa é a nossa democracia.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

*

Logro

Os políticos tentam enganar os brasileiros alegando que o valor de R$ 1,7 bilhão virá de 30% do valor das emendas de bancadas e da transferência de recursos da compensação fiscal concedida às TVs e rádios em anos sem eleição. Na verdade, o que se precisa é reduzir o custo Brasil, e não realocar recursos para benefício de políticos. Esses políticos, na maioria corruptos, não querem trabalhar para angariar recursos para se promoverem, querem se promover à custa do dinheiro de um povo carente de escola, de saúde, saneamento básico e segurança pública. Substituíram as empreiteiras pelo dinheiro do povo brasileiro! É imoral, um assalto aos cofres públicos. Não concordo.

Alpoim da Silva Botelho

alpoim.orienta@uol.com.br

São Paulo

*

Preparem os ouvidos

Genial a ideia dos políticos de liberar o telemarketing eleitoral, para atrapalhar o dia a dia das pessoas. Infernizar a vida dos eleitores com dezenas de telefonemas todos os dias durante os vários meses da campanha eleitoral. Candidatos aos cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual falando em mensagens pré-gravadas para pedir voto e garantir que vão melhorar a saúde, a educação, o transporte, a segurança e gerar mais empregos. Mais interessante ainda será ligar para os celulares e deixar centenas de mensagens. Temos de ligar para todos os políticos e agradecer a atenção, pois uma decisão dessas aproxima ainda mais o eleitor...

Luiz Roberto da Costa Júnior 

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

*

GESTÃO DORIA

Psiu ameaçado

O vereador João Jorge, que tem o apoio do prefeito João Doria para presidir o diretório do PSDB da capital paulista, declarou que apresentará projeto para flexibilizar a lei do silêncio, o Psiu, e torná-la menos rigorosa com cultos, eventos, shows e baladas. “Hoje a lei do Psiu é como se fosse para uma cidade do interior do País dos anos 60”, declarou. Segundo ele, a revisão da lei é uma demanda não só de lideranças religiosas, mas também de promotores de eventos. Ou seja, em prol de interesses particulares de uma minoria, põe-se em risco uma lei que protege milhões de munícipes contra a invasão sonora de suas residências. É dessa forma que se cuida da cidade e dos cidadãos? Preparem-se os paulistanos para o risco de ficar sem dormir ou viver com protetores auriculares para poderem ficar em casa.

Roberto Costa

robertotmcosta@gmail.com

São Paulo

*

Pancadões e pancadinhas

Em São Paulo a Polícia Militar amplia o combate aos pancadões e o número de multas cresce mais de 34 vezes. Mas as pancadinhas, que são representadas pelos “espaços de eventos”, multiplicam-se nas áreas residenciais, com som alto até alta madrugada, os carros parados em cima das calçadas e em frente das garagens, perturbando a vida dos moradores. Tudo isso com a permissividade da Prefeitura, que não vistoria os locais. E quando ligamos para o 190 escutamos que estamos numa fila interminável de atendimento.

Jatiaçy Francisco da Silva

jatiacy@hotmail.com

*

Paulista degradada

Enquanto o prefeito João Doria lança um plano para transformar as ruas do centro da cidade em boulevards – o que só se concluirá em dez anos –, a Avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo, cartão de visitas e passarela cultural, virou cracolândia e banheiro a céu aberto. Centenas de moradores de rua, com crianças e cães, espalham-se pelas calçadas, comercializando drogas, dormindo em tendas. Antes de o prefeito se dedicar à sua candidatura à Presidência da República, “prefeitar” a cidade, como prometeu aos eleitores, que confiaram na sua palavra.

M. CECÍLIA NACLÉRIO HOMEM

mcecilianh@gmail.com

*

Prefeitando

Em minha longa experiência de executivo de três grandes multinacionais aprendi que um dos principais predicados de um administrador é a qualidade de thoroughness, traduzível como rigor ou cabalidade, isto é, que conseguiu chegar ao fim, concluído, completo. Espero que Doria demonstre essa característica antes de se lançar à Presidência.

SÉRGIO NEVILLE HOLZMANN

holzmanns823@gmail.com

São Paulo

A DEMOCRACIA EM PERIGO

No dia seguinte ao que proferiu o voto de Minerva em julgamento que estabeleceu, ao arrepio da letra constitucional, o alcance da Lei da Ficha Limpa aos condenados antes do início de sua vigência, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, promoveu celebração dos 29 anos da Carta Magna, e citou Ulysses Guimarães em seu discurso, dizendo que “traidor da Constituição é traidor da Pátria” (“Estadão”, 6/10). Preocupante que Cármen Lúcia não se dê conta da impropriedade que convalidou e que vem acontecendo com frequência em decisões de outros ministros, julgando em conformidade com convicções pessoais, em desprezo ao dever precípuo de zelar pela Constituição. Basta lembrar o processo de impeachment de Dilma Rousseff, presidido pelo ministro Ricardo Lewandowski, que não se inibiu de fatiar o dispositivo constitucional para livrar a ex-presidente da perda dos direitos políticos. Mais recentemente, a primeira turma afastou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do exercício do mandato e mandou prendê-lo ao revés da Lei Maior. É mais do que tempo de os doutos ministros refletirem que autoritarismo, a que título for, é veneno para a democracia.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

*

PALAVRAS OPORTUNAS

Do discurso da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, por ocasião da comemoração dos 29 anos da Constituição Cidadã de 1988, cabe destacar suas palavras sobre a Carta Magna (“não é perfeita, mas não há alternativa”) e as de Ulysses Guimarães, o “Senhor Diretas Já”: “Discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontar, nunca”. Com efeito, não poderiam soar mais oportunas nesta grave quadra que o País atravessa, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

O STF PERPLEXO

Alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ficaram surpreendidos com a decisão positiva na aplicação da Ficha Limpa, obstando a candidatura de políticos corruptos condenados antes de 2010. O ministro Marco Aurélio Mello não se conteve e afirmou que estava perplexo com essa votação, pois durante todos os anos na judicatura nunca havia sido defrontado com uma decisão oponente ao instituto da coisa julgada. Ora, ministro Marco Aurélio, o povo brasileiro também está perplexo com as suas próprias decisões, tais como no caso Aécio Neves, entre tantas outras polêmicas de sua lavra. E agora, ministro?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

FICHA LIMPA

Ficha Limpa atinge condenados antes de 2010, decide STF. Bandido, seja qual for, tem de ser punido sempre. Temos leis demais e justiça de menos. Parem de brincar com a população brasileira, corrijam todas as áreas do direito e façam prevalecer sempre a honestidade e a justiça.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

*

NOVOS TEMPOS

Embora caiba, como ficou demonstrado, controvérsia sobre a atribuição de ficha limpa antes de 2010, foi positivo para o Brasil o início de novas posturas contra políticos comprometidos com histórico de malfeitos.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

ESPONJA DE AÇO

Observando a atitude de nossos parlamentares nestes últimos dias e as medidas aprovadas em benefício próprio, o que resta é solicitar aos eleitores que deixem as panelas de lado e, no dia das eleições, usem a “esponja de aço”, a fim de eliminar, definitivamente, os maus políticos incrustados na Câmara e no Senado. Apesar do empate, o Supremo Tribunal Federal (STF) já começou, pois, com voto de Minerva, a ministra Cármen Lúcia anunciou que a Ficha Limpa vale para antes de 2010.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

*

CLAREZA

Cumprimento a ministra Cármen Lúcia, por ter tido uma visão mais clara que a de seus colegas que votaram diferentemente. Se a lei é para evitar que um condenado possa concorrer, um condenado é sempre um condenado, não importa quando foi condenado. A Lei não retroage ao alcançá-los.

Fábio Duarte de Araujo fabionyube@visualbyte.com.br

São Paulo

*

A RETROATIVIDADE LEGAL

Dias destes, ouvi algum parlamentar afirmar que ao STF compete interpretar a lei, não “produzir” leis e atos normativos. Há limites hermenêuticos que devem ser sopesados, sobretudo quando a matéria julgada é de interesse público. Essa é a linha de pensamento do editorial do “Estadão” de sexta-feira (“O limite do poder estatal”, 6/10, A3). O princípio da irretroatividade da lei, assim como a presunção do estado de inocência, os direitos à privacidade e à informação, os limites do poder de tributar, a escusa de consciência e por aí segue... Esses princípios orientam, regra geral, as decisões judiciais. No entanto, quando se trata de leis cogentes, a nossa Suprema Corte, igualmente, já havia se orientado, o mais das vezes, pela supremacia da ordem pública, como colheu o douto Limongi: “Retroagem as leis de ordem pública, como as de organização judiciária e processuais (Corte de Apelação, 18.7.24; “Revista de Direito”, vols. LXXVI/568, 30.1.23; LXIX/538, 15.11.26; LXXXIII/139, 16.6.28, vol. XCI/327, 28.12.28, “Arquivo Judiciário”, vol. IX/290)”. Aliás, toda lei de ordem pública tem efeito imediato e geral, visando a situações especiais em que predomina o interesse público, o bem da coletividade, em suma, a realização do fim social (Arquivo Judiciário, n. 103/43). Posto isso, temos de analisar se a Lei da Ficha Limpa, citada no editorial, pode retroagir. As leis constitucionais, políticas, administrativas, de ordem pública (ainda que de direito privado), de interesse geral, penais mais benignas, interpretativas, que regulam o exercício dos direitos políticos e individuais, condições de aptidão para cargos públicos, entre outras, aplicam-se imediatamente, não se trata de “criação legislativa” do ministro Luiz Fux. Muito menos a decisão causa que a Constituição seja “rasgada”, como disse Gilmar Mendes.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

*

A TRILOGIA

A opinião do jornal “Estado” em “O altar da salvação nacional” (5/10, A3), comparando com os artigos “O Judiciário e o discurso do golpe” e “Intervenção, legalidade, legitimidade e estabilidade”, publicados no mesmo dia em página contígua à do editorial, estabelece um interessante contraponto entre o que seria a situação ideal e o que de fato acontece no Brasil real. Levar este Brasil real para o ideal é o grande busílis da questão! Ou, reformulando, quem vai pendurar o guiso no pescoço do gato? As instituições criminalizadas promoverão a limpeza ética e moral necessária nos seus quadros para o Brasil avançar? Ou será necessário um empurrãozinho? A sorte está lançada!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

*

DEMOCRACIA OU INTERVENÇÃO?

Não é aconselhável pular etapas em razão da gravidade da crise política e moral que atingiu o País, como resultado direto de 13 anos de lulopetismo, ou mesmo quando se convive com uma Justiça que tarda e, às vezes, falha. Conforme noticiou o editorial (5/10, A3), setores da sociedade hoje descrentes de que algo de melhor possa acontecer no cenário político, com boa parte de senadores e deputados envolvidos em falcatruas e legislando em causa própria, defendem a intervenção das Forças Armadas como solução, já que a instituição hoje goza de boa reputação justamente por ter se mantido à distância da política, mas, não obstante, sempre observadora do cenário político nacional. A única saída viável para a superação desta fase é exercendo uma marcação rigorosa sobre políticos rasteiros e aprendermos com os erros, não os reelegendo nas próximas eleições. Soluções rápidas, como uma intervenção militar, parecem uma saída imediata e tentadora, mas embutem riscos imprevisíveis. Considerando esse cenário e torcendo para que a democracia prevaleça, é de vital importância que o Supremo Tribunal Federal (STF), com sua autoridade moral, insurja-se contra manobras insidiosas de políticos corruptos para encontrar caminhos legais e legítimos que permitam acelerar os processos de limpeza moral na defesa da Operação Lava Jato. Se, por um lado, o País não deseja uma intervenção militar, por outro, não tolera mais conviver com a cleptocracia que se instalou despudoradamente no País, sugando nossas forças e tirando nossa esperança em dias melhores. A sociedade, hoje descrente, deve ter a consciência de que, para traçar seu destino, precisa manter constante pressão para sanear instituições que aderiram ao fisiologismo sem cumprir sua obrigação maior de defender os interesses da Nação.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

*

AUTORITARISMOS

Estudo recente revela uma tendência do brasileiro em favorecer retóricas autoritárias. A República, proclamada de maneira tumultuada e instalada de modo a abrir caminho para grupos que almejavam o poder a todo custo, criou a semente de uma classe política que nunca contou com a confiança da população, por sua vez sempre mantida numa espécie de obscurantismo, decorrente do descaso pela educação. Tal quadro permitiu a eclosão periódica de graves crises e a frequente necessidade de um “paizão” que pudesse resolvê-las e promover o crescimento do País, o que, em alguns casos, ocorreu. Não seria, portanto, esperada outra postura senão a de encarar rompantes autoritários como solução para os impasses.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

INQUIETUDE E PREOCUPAÇÃO

Se o objetivo do general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva, no artigo de sua autoria publicado no “Estado” em 5/10 (“Intervenção, legalidade, legitimidade e estabilidade”), foi causar inquietude e preocupação, ele conseguiu. É a segunda manifestação pública desta natureza, em menos de 30 dias, oriunda de um militar da reserva – a primeira foi do general Antonio Mourão. O general Paiva começa muito bem o artigo, elencando as regras previstas na Constituição que justificam eventual intervenção militar interna, mas no decorrer do mesmo não hesita em afirmar que, se for necessária, “a intervenção militar será legítima e justificável, mesmo sem amparo legal, caso o agravamento da crise política, econômica, social e moral resulte na falência dos Poderes da União (...)” – declaração tão subjetiva quanto arbitrária e tenebrosa. A arbitrariedade, por definição, não conhece regras nem limites e, portanto, não tem lógica. Intervenção militar em nome da democracia só se justificaria se houvesse ruptura flagrante da ordem constitucional por um Poder Executivo insano ou guerra civil. Fora isso, não há legitimidade em combater o que o general parece classificar de imoralidade com outra pior ainda e, naturalmente, com consequências funestas. Um claro exemplo disso foram os anos de chumbo que o País enfrentou por mais de 20 anos, regados a perseguições, censura, prisões, atos institucionais, violência e tortura. Por mais dolorosa e demorada que seja, a tão necessária limpeza ética na política só será eficaz se realizada no estrito cumprimento da ordem democrática e republicana, e isso significa respeito à Constituição vigente. Salvo engano, não há na história da humanidade intervenções militares que tenham resultado em algo além de atraso e prejuízo – nunca houve salvação de Pátria alguma.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

NÃO ENTENDI

Sobre o artigo intitulado “Intervenção, legalidade, legitimidade, estabilidade”, assinado pelo general Luiz Eduardo Rocha Paiva, publicado em 5/10/2017, digo: o “Estadão”, com razão, fez uma campanha contra uma decisão de um juiz do Distrito Federal que impediu o jornal de publicar notícias relacionadas a um desembargador, visto que a determinação implicava censura. Agora, vem o mesmo jornal e publica um artigo em que se lê: “A intervenção militar será legítima e justificável, mesmo sem amparo legal (...)”. Fiquei pensando: quem diabos no “Estadão” reproduziria uma linha com tamanha besteira? E quem, vendo esse tipo de estupidez, achou que seria uma boa ideia publicá-la, sem, pelo menos, um aviso: “O jornal ‘O Estado de S. Paulo’ repudia qualquer opinião que fuja da absoluta legalidade”? Ou será que há pessoas no “Estadão” que acreditam em solução “legítima sem amparo legal”?

Paulo Bomfim paulorrmm@hotmail.com

São Carlos

*

REDENÇÃO?

Tenho lido vários comentários de leitores e editoriais do próprio jornal defendendo a ideia de que a via democrática é a única possível e o voto é soberano. Mas que democracia é esta que temos no Brasil? O Congresso é um clube formado por grupos de interesse com o único objetivo de saquear o País. Eles definem quem são os candidatos, a forma de votar, controlam a informação e a propaganda com o nosso dinheiro (e ainda tentam censurar a internet), votam anistia para suas próprias dívidas, não são processados por causa do foro privilegiado, desviam dinheiro da educação para seus próprios objetivos, etc. Isso, para mim, não é democracia, que só vai existir quando o eleitor tiver um mínimo de educação e informação isenta e adequada. Muita gente acha que a próxima eleição vai ser a redenção do País. Minha impressão é de que não vai mudar nada. 

José Celidônio de M. Reis jcelid@uol.com.br

São Paulo

*

PERDÃO AOS PARTIDOS

Imaginem o novo sistema de pagamento de multa sugerido pelos deputados: você comete a infração e paga a multa para você mesmo. Não é ótimo? É o que a Câmara dos Deputados está propondo em favor dos partidos políticos que infringirem as prestações de contas. Não é formidável?

Mauro Lacerda de Ávila lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo

*

REFORMA NA LEI DE EXECUÇÃO PENAL

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou substitutivo ao Projeto 513/13, que, “entre aspas”, poderá livrar corruptos de devolver o que surrupiaram. Como muitos estão sendo delatados na Operação Lava Jato, já dá para ver o resultado. Ninguém devolverá nada. Vale lembrar, ainda, que o projeto foi idealizado pelos ilibados Renan Calheiros – 12 processos por improbidade – e Jader Barbalho, que responde a tantos outros. Se essa excrescência for aprovada no Senado, podemos abrir as portas de todas as penitenciárias, porque os que ali estão cumprindo pena, de uma maneira ou de outra, também surrupiaram alguém. Lembrando que em 2018 2/3 do Senado deverão enfrentar as urnas, e cabe a todos nós reelegê-los ou não. Não dá mais para postergar mudanças cruciais em nossa democracia! Corrupção nunca mais.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

BASTA!

O que deprecia o Congresso Nacional, o Poder Executivo, além do Judiciário, são os atos de corrupção praticados por seus membros! Viva a Lava Jato!

Rodrigo Affonso dos S. Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

*

FORO PRIVILEGIADO

Claudio Lamachia, advogado de conceito e renome, que preside a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Nacional, instituição que se reveste dos mais sólidos pilares de sustentação política da democracia, a serviço da Nação, está empenhado na revisão do foro privilegiado, a fim de estabelecer preceitos de mudanças que visem ao aprimoramento de nossas instituições. Lamachia aborda com notável propriedade acerca de uma casta privilegiada de indivíduos – e enfatiza que o foro especial por prerrogativa de cargo deve deixar de ser uma prerrogativa, pois que há no País uma enorme quantidade de pessoas que usufruem de largos privilégios. Ressalta que a proteção deve ser ao cargo, não aos seus componentes.

José Benigno

josebenignojournalist@hotmail.com

Caruaru (PE)

*

IGUAIS PERANTE A LEI

Se o princípio constitucional determina que todos são iguais perante a lei, por que deputados e senadores têm de ter autorização de seus colegas para serem julgados e presos por crime comum? Essa é a questão que o cidadão comum quer entender!

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

*

O ESPÍRITO DE NOSSA CLASSE POLÍTICA

O que será preciso para despertar em nossa classe política o ideal de serviço e a responsabilidade de estar no poder? O País está à deriva e os políticos só se preocupam em safar-se dos processos criminais em que estão envolvidos. Há, na história da humanidade, exemplos magnânimos de pessoas que, imbuídas desse espírito de serviço, gastaram a vida e nos deixaram maravilhoso legado. Beethoven compôs, surdo, boa parte de sua majestosa obra; Michelangelo ficou cego por pintar o teto da Capela Sistina; Portinari contaminou-se e morreu por causa do amarelo cádmio que iluminava suas telas e painéis. Entre as mulheres, esse ideal vai muito além do de pesquisar preços em supermercados: Maria Callas, a maior soprano de todos os tempos, foi vítima de uma doença que consumiu seu corpo e sua voz; Marie Curie, cientista que descobriu o elemento rádio, morreu de leucemia por causa da excessiva exposição à radioatividade; Jane Austen teve morte prematura, flagelada pelos mesmos preconceitos que combateu em seus romances; Berthe Morisot, mestre impressionista tão importante como seus colegas, morreu depressiva pela falta do marido, companheiro no ideal de difundir a cultura; Zilda Arns, médica que resgatou a vida de milhões de desnutridos, morreu em serviço no Haiti, vítima do terremoto. São alguns nomes conhecidos entre tantos desconhecidos – talvez a História faça justiça a todos. E nossa classe política, quando merecerá a devida justiça?

Irene Maria Dell’Avanzi renedellavanzi@gmail.com

Itapetininga

*

REVOLTANTE

Está cada vez mais difícil de contermos a revolta que nos assola, ao lermos nos jornais, ou assistirmos nos telejornais, as notícias vindas da terra do faz de conta em que se transformou Brasília. Ao mesmo tempo que mais de 13 milhões de brasileiros procuram aflitos se empregar novamente, aqueles que nos representam lá, em Brasília, dão-se ao desplante de ficarem discutindo abobrinhas, pouco se importando com a situação da população. Na terça-feira, novamente, senadores e deputados desperdiçaram um tempo que o País já não tem discutindo assuntos que nada têm que ver com os urgentes problemas que realmente interessam. Os primeiros passaram o dia inteiro discutindo se afrontavam ou não o Supremo Tribunal Federal (STF), onde 3 dos seus ministros suspenderam o mandato de um senador e o puseram de castigo, em casa, durante à noite. Após inflamados discursos e reflexões, concluíram pela óbvia resolução de esperar mais alguns dias. Ministros do STF, por sua vez, se manifestaram sobre o perigo de uma crise institucional, criada por eles mesmos. Já os deputados se esmeraram em conseguir arrancar mais verbas do governo para garantirem as próprias reeleições. E o presidente da República, por sua vez, empenhou-se em se reunir com 40 parlamentares, com as devidas distribuições de verbas para o livrarem de sua segunda denúncia. Mais uma vez, nada discutido ou alguma providência tomada em prol do País e da sua população. Só falta nos mandarem comer brioches.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

FILME NA TELINHA

Nós, brasileiros, mesmo os 13 milhões de desempregados, teremos o privilégio de assistir a candidatos a cargos políticos na maioria das vezes fazendo promessas vazias, mesmo que para isso saia R$ 1,7 bilhão dos cofres públicos. Pobre Brasil...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

O CONGRESSO SE DEFENDE

O povo gostaria de saber o que realmente foi conversado durante o encontro entre a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na quinta-feira. Esperamos que Eunício e Rodrigo digam a seus pares no Congresso que a ministra fez questão de reproduzir Ulysses Guimarães no dia 5/10/1988, ao promulgar a Constituição, afirmando que: “Traidor da Constituição é traidor da Pátria”. Parece-nos que a presidente do STF descobriu que, para esfaquearem o povo pelas costas e livrarem os políticos e empresários da cadeia, fazem qualquer tipo de acordo no Congresso Nacional, inclusive mudanças nas vírgulas, nos pontos e nos pontos e vírgula da Constituição.

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

*

AÉCIO E O STF

De volta ao passado, vamos ter novamente um festival de “infringências”. No passado, o presidente do STF Joaquim Barbosa, com base no artigo 333 do Regimento Interno, aceitou o pedido de embargos infringentes sem provas documentais de relevância, o que permitiria ao presidente (legalmente), em decisão monocrática, ter rejeitado puramente, sem nenhuma contestação legal, o pedido formulado. O réu no caso, em processo tramitado e julgado por seis desembargadores, foi parcialmente absolvido. O trauma maior ficou para os desembargadores desacreditados. Agora, Cármen Lúcia está com a mesma bomba nas mãos. A votação de uma turma vai ser ou não desautorizada pelos colegas internamente? O que é pior: o artigo 102 não escreve, cita, ou dá a entender que as decisões sejam por plenário ou não. Se Cármen Lúcia aceitar a reunião, o caos será institucionalizado nas esferas jurídicas.

Flavio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

*

EMBROMAÇÃO FEDERAL

A maioria dos senadores votou a favor do adiamento da votação sobre o afastamento de Aécio Neves. Dessa forma, Aécio ganha mais algum tempo para preparar melhor a sua defesa com seus advogados. A Suprema Corte conhece o regimento interno do Senado Federal. Vários parlamentares são réus em dezenas de processos que se arrastam do STF. Toda essa estratégia tem como objetivo alcançar um acordo entre os Poderes Legislativo e Judiciário, garantindo uma forma elegante para que os senadores não sejam presos pelos crimes cometidos e continuem a usufruir das benesses de seus cargos.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

*

VERGONHA NACIONAL

Dizem que a Previdência está quebrada, mas o Congresso Nacional continua fazendo farras com o nosso dinheiro e acaba de aprovar a criação de um fundo público bilionário para financiar suas próximas campanhas eleitorais. E, para que pudessem contar com esse dinheiro já em 2018, o presidente Temer teria de sancionar o texto até o dia 7/10. Para salvar o próprio pescoço, que está na guilhotina em razão da segunda denúncia apresentada por Rodrigo Janot, alguém duvida que este texto não será sancionado por Temer? Vocês podem ter certeza de que, mesmo com todo esse dinheiro, nenhum bandido, digo, candidato, será eleito com o meu voto. Fora, Temer. Fora, Congresso. E fora, eleitores ignorantes, pois o País está nessa situação graças aos seus votos. Cidadãos que não gostam de política, não se informam e não pesquisam para escolher um bom candidato não deveriam votar, pois, ao votar, elegem candidatos desqualificados para o cargo e arruínam o País.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

O BURACO É MAIS EMBAIXO...

Para quem ficou do lado de fora, o túnel subterrâneo, cinematográfico, construído para chegar aos cofres do Banco do Brasil, em São Paulo, é a parte de menor importância no enredo. Afinal, quem investe R$ 4 milhões para escavar não está propriamente sem dinheiro, certo? E, é claro, os 16 presos por movimentar essa monumental estrutura estão longe de ser os mentores. A saber: quem encomendou o crime? Qual seria o fim do montante roubado?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

TÚNEIS E DUTOS

Ladrões comuns assaltam bancos por baixo, pelo túnel. Ladrões do colarinho branco assaltam bancos por cima, pelo propinoduto!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

BRASILEIRO CRIATIVO

É incrível como o brasileiro é criativo. Até o governador Geraldo Alckmin comentou sobre o túnel executado por uma quadrilha para tentar roubar R$ 1 bilhão do cofre do Banco do Brasil próximo à Marginal Pinheiros, dizendo ser “um trabalho exemplar de inteligência e tecnologia, antecipando a ação criminosa”. Deveriam ou não esses criminosos merecer um prêmio pelo projeto e execução dessa obra?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

*

IDEOLOGICAMENTE FALSOS

O Ministério Público Federal (MPF) concluiu que os recibos apresentados pela defesa do ex-presidente Lula da Silva para comprovar pagamentos do aluguel do apartamento de São Bernardo do Campo sob suspeita de tratar-se de propina da Odebrecht são “ideologicamente falsos”. Isso não é nenhuma novidade, já que os 13 anos de governo petista foram de mentiras, falsidades e de um populismo barato e irresponsável que levou o Brasil à bancarrota.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

*

OS RECIBOS DE LULA

E agora, sr. Lula? Qual será a próxima falcatrua?

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

*

NEM PENSAR

Petistas como Gleisi Hoffmann defendem que Lula saia candidato à Presidência da República em 2018 mesmo sendo condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), pois existem precedentes de políticos condenados por órgão colegiado que disputaram eleições com base em decisões de tribunais superiores como o STJ, o STF e o TSE. Parecem-me todos alienados, para não dizer destrambelhados. Não posso crer que, de tão indecorosa, indecente e indigna que é esta possibilidade, algum tribunal superior vá condescender com a mais remota ideia de permitir que se eleja um ser inescrupuloso que roubou os brasileiros para estar à frente do País, seja ele quem for. Não, isso é demais até para cabeças ocas e desonestas que rondam a política!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

*

IDEIA

Em evento promovido por centrais sindicais, Lula disse que “o Lula não é mais só o Lula. O Lula é uma ideia”. Não seria uma boa ideia, lembrando a propaganda de conhecida aguardente?

Odilon Otávio dos Santos

Marília

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.