Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2017 | 03h00

STF X CONGRESSO

O povo ganhou

Essa é a conclusão diante do resultado da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que confirmou a prerrogativa do Congresso Nacional de dar a última palavra sobre a prisão ou não de seus membros. Não confundir essa conclusão com a qualidade de nossas leis ou com a necessidade de condenar parte significativa dos parlamentares à cadeia. Mas nossa Constituição, constante e crescentemente violada pela atual composição do STF, não prevê a prisão dos membros do Congresso a não ser por condenação em processo pelo próprio STF ou em condições muito específicas. Ganha o povo porque não podemos mais conviver com a instabilidade jurídica – e no nosso sistema jurídico o STF não legisla. Faz muito mais bem à Nação um STF que observe a clara letra da nossa Carta Magna. Neste momento, principalmente, o importante é que julgue com celeridade e rigor os numerosos casos criminais envolvendo parlamentares e outros ultraprivilegiados pelo foro especial, não deixando prescrever os processos nem criando pirotecnias jurídicas para defender uma Justiça seletiva e fora do que está expressamente previsto em lei. Afinal, é preferível uma Carta Constitucional imperfeita, mas sujeita a modificações democráticas feitas à luz do dia, a decisões casuísticas. É importante também lembrar que pau que bate em Chico bate em Francisco.

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Voto de Minerva

O voto da ministra Cármen Lúcia foi difícil, porém sábio. A janela aberta pelo voto do ministro Dias Toffoli foi uma oportunidade bem aproveitada pela presidente do STF, pois evitou o conflito entre Poderes sem atentar contra a soberania do Judiciário. No caso concreto de Aécio Neves, o Senado deverá assumir a responsabilidade política caso não acolha a decisão técnica da primeira turma do tribunal e aceitar o desgaste público da decisão. O STF deixou para o Senado a incumbência de descascar o abacaxi deixado pela corrupção entranhada na política brasileira. Na minha opinião, a ministra Cármen Lúcia atuou com a dignidade própria de presidente do órgão máximo do Judiciário.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Dura lex sed lex

Vencido no julgamento em que o pleno do STF decidiu que medidas cautelares decretadas pela Corte contra parlamentares necessitam do aval do Congresso, o voto do relator, ministro Edson Fachin, representa um desafio à ordem constitucional. Suas críticas ao foro privilegiado são compartilhadas pela quase totalidade dos brasileiros, mas nem por isso se tornam salvo-conduto para o descumprimento da lei. Pretender que a revisão pelo Legislativo de decisões do STF sobre o afastamento de parlamentares e medidas restritivas a seu direito de ir e vir “ofende a independência do Judiciário” é opinião pessoal de Fachin. A Carta Magna determina exatamente o inverso. A Fachin e aos quatro ministros que seguiram seu voto fica a sugestão de que doravante, em vez de sofismas, se valham da legislação vigente para fundamentar suas decisões. Ganham o Direito e a democracia.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Racha no Supremo

Ultimamente as votações dos ministros do Supremo em matérias sobre o Legislativo estão ficando previsíveis: os mesmos cinco ministros contra os outros cinco e o voto de Minerva da presidente Cármen Lúcia. Divergência de opinião é normal, mas a conotação política desse racha não serve à democracia!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

CESARE BATTISTI

O fiel proletário

Ex-membro dos Proletários Armados pelo Comunismo, Cesare Battisti foge da sua Itália natal, uma democracia na qual tem contas a acertar, passa pela França, pelo México, desvia-se de Cuba e acaba no Brasil, este reino paradisíaco dos enrolados com a Justiça. Protegido pelo então governo do PT – o mesmo que despachou para Havana dois atletas cubanos que aqui pediram asilo –, reside no litoral paulista, desloca-se à vontade, vende serviços para editoras francesas, permite-se ir pescar na fronteira e ganha foto de capa e uma página no jornal de maior prestígio do continente. Até aí, tudo bem. Mas vive cercado de símbolos marxistas extintos e declara ser ainda válido lutar pelo comunismo, ideologia totalitária que representa a antítese de todos os valores que ele desfruta em nosso país. Só mesmo apelando para um antigo personagem de Jô Soares: cala a boca, Battisti!

CELSO L. P. MENDES

cpmconsult@uol.com.br

São Paulo

A farsa

Do alto dos meus 59 anos de idade, não esperaria que um foragido, após ser julgado por um Estado democrático e condenado por quatro homicídios, tivesse uma atitude diferente da que mostrou na entrevista publicada ontem. Usa os velhos subterfúgios da esquerda de tentar politizar crimes hediondos – no caso, quatro assassinatos e lesão corporal incapacitante de outra vítima. Tenta justificar que eles queriam derrubar a “máfia” que estava no poder. Tal afirmação mostra a desonestidade intelectual desse frio assassino, que somente encontra acolhida na esquerda retrógrada que ainda sobrevive apenas no Brasil e em algumas Repúblicas bananeiras. O governo tem a obrigação de reparar essa injustiça e devolver à Itália esse frio assassino travestido de intelectual de esquerda, para que pague por seus crimes.

ANGELO VATTIMO

angelovattimo@gmail.com

São Paulo

Simulação

Battisti é um assassino e deve cumprir pena em seu país. Articulado, simulou uma ação para ser preso e tentar ficar aqui. A Justiça deve enviá-lo de volta. Viver no bem-bom em Cananeia, fazendo-se passar por preso político, é um forte desrespeito às pessoas de quem tirou a vida e às suas famílias. Estamos fartos de tantos canalhas e safados em solo brasileiro! Não precisamos de mais um, e da pior espécie, como ele e os que o protegem.

ALBERTO MAURÍCIO DANON

alberto@adcompress.com.br

São Paulo

Andanças

Ninguém vai à Bolívia com mais de US$ 10 mil, em espécie, apenas para pescar ou passear. Não é preciso muita leitura para saber que, por lá, o que se compra com dinheiro vivo é droga. Ou armas! Ainda mais passando por uma fronteira seca e praticamente sem nenhuma burocracia. Quando será que o Brasil vai aprender que se não serve a árvore, não serve a sombra?

JACQUES G. LERNER

jacques@lerner.net.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MOTO-CONTÍNUO

O Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu que pode aplicar medidas cautelares contra deputados e senadores. Entretanto, o Congresso terá de avalizar tais medidas. Esse aval deverá ser apreciado novamente pelo Supremo, cuja decisão final dependerá do Congresso. Ora viva, os políticos e juristas brasileiros receberão o Prêmio Nobel, pois após anos de pesquisa foi descoberto o moto-contínuo.

Antonio Valério valerio.progea@gmail.com

Brasília

 

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MAIS UMA JABUTICABA

Nesta fogueira de vaidades entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso, em que ambos estão, a um só tempo, errados e certos, com o Legislativo de um lado protegendo seus fichas-sujas e legislando em causa própria e, do outro, o STF interferindo em outra alçada de poder, prática condenada pela Constituição, uma lição pode ser tirada: o que ocorreu na quarta-feira foi um caso inédito no mundo, em que uma Corte Suprema promoveu sua autocassação em nome do Estado Democrático de Direito. Mais uma jabuticaba para o anedotário nacional.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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SUPREMO

O STF chocou um ovo e eclodiu uma... jabuticaba!

Sérgio Neville Holzmann  holzmanns823@gmail.com

São Paulo

 

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QUINTO GRAU DE JURISDIÇÃO

A sonolenta e demorada sessão do STF já tinha um resultado anunciado: a decisão se fez política, para que o Parlamento opine e profira a decisão legal. Criou-se com isso o quinto grau de jurisdição, ou seja, caberá à Casa Legislativa ratificar ou retificar o que o Supremo determinou, assim não perderemos a definição de um país jabuticaba, já que em nenhuma nação do mundo o Parlamento tem o poder de não fazer cumprir o decidido pela Corte Maior.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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JOGO DE PETECA

O que temos visto nos últimos tempos é um jogo de peteca entre Legislativo e Judiciário, de causar dó. Uns querem punir; outros, acobertar, e assim caminha nossa mambembe republiqueta. Como ficou decidido agora, pelo STF, o Senado é que deverá decidir se o senador Aécio Neves (PSDB-MG) poderá ou não ser investigado e afastado de suas funções. Mas a nós, eleitores (fui sua eleitora em 2014), fica difícil de esquecer os áudios com os comentários chulos de baixo calão proferidos pelo senador, articulando como se safar das delações. Será que 2/3 do Senado que enfrentarão as urnas em 2018 vão amenizar para o colega? Quem está com o mandato terminando deverá pensar muito antes de dar seu parecer. Salvar o mandato de Aécio Neves poderá significar chafurdar na lama como ele. Não dá para soltarem pó de pirlimpimpim para que seus eleitores esqueçam aquelas gravações. Vão encarar as urnas assim? 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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RAIOS E TROVÕES

Sobre a análise de Eliane Cantanhêde, “Corte evita crise com Senado, mas atrai raios e trovões” (“Estadão”, 12/10, A4), se Aécio não for afastado, não é para demonstrar a “independência dos Poderes”, mas sim a falta de vergonha na cara dos ilustres congressistas!

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

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CIRURGIA REPARADORA

Então chegamos à conclusão de que a Constituição é uma carta dúbia, pois metade do Supremo Tribunal Federal (STF) entende uma coisa e a outra metade, o contrário. Aí a presidente da Corte dá o voto minerva e o Congresso vai decidir a vida do senador Aécio Neves. Mas o eleitor não está muito aí para essas questões da interpretação da Constituição, quer mesmo é ver a depuração. Se o Congresso resolver, como parece que o fará, defender o senador Aécio por puro fisiologismo, quem sabe esteja aí a chance de uma profunda e fundamental cirurgia reparadora na cara do Congresso.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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MINEIRAMENTE

Quando a ministra Cármen Lúcia, ao ver que teria de dar o voto de minerva no julgamento que decidia se o Judiciário poderia afastar parlamentares sem o aval do Legislativo, fez aquela cara de “sobrou para mim” e começou a gaguejar, tive a certeza de que o seu voto seria o famoso “nem sim, nem não, muito pelo contrário”, mineiramente tentando conciliar as duas correntes do STF e evitar um possível embate com o Senado. Não deu outra coisa. Conseguiu com isso enfraquecer o Supremo e desapontar os brasileiros que estão cansados de saber que de casas altamente corporativistas e corruptas como o Senado Federal e a Câmara dos Deputados nenhuma decisão verdadeiramente justa poderá ser tomada por seus membros.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ACORDÃO?

Por trás de uma cortina de fumaça relacionada com a preservação da independência dos Poderes (a qualquer preço), prevaleceu o acordão de Cármen Lúcia com os senadores corruptos: “Olhem, fiquem tranquilos: nós deliberamos no STF sobre a imposição de restrições diversas a parlamentares corruptos e condenamos vocês à vontade e – com base na ideia de que não se pode restringir a rotina de parlamentares porque isso interfere direta ou indiretamente no mandato adquirido pelo sagrado voto do povo ­– vocês deliberam ao contrário no Legislativo e descondenam”. E, assim, fica tudo resolvido, em paz, os parlamentares corruptos continuam lindos, leves e soltos, como de costume. O fato é que não existe medida cautelar do Judiciário contra um parlamentar que não interfira direta ou indiretamente em seu mandato. Isso implica necessariamente que eles continuam incondicionalmente imunes e impunes, qualquer que seja a deliberação restritiva de liberdades do STF.

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

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COM OS DIAS CONTADOS

A decisão salomônica da ministra Cármen Lúcia traz em seu bojo uma didática missão ao Senado e à Câmara. A necessidade dos legisladores se autoanalisarem e punirem seus pares, quando a justiça se fizer necessária. Obriga os representantes dos Estados e dos eleitores a assumirem uma maioridade decisória. Precisam aprender a se comportar como legisladores sérios, responsáveis por seus atos, capazes de reconhecer seus erros e punir os infratores. Olhem-se no espelho, ou no quadro que pintam de si mesmos, talvez um retrato de Dorian Gray, que não querem reconhecer! O julgamento final será dado pelos eleitores no ano que vem, quando se espera que o povo brasileiro diga em que tipo de nação deseja viver. Os corruptos e incompetentes que infelicitam o Brasil estão com seus dias de poder contados!

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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‘DATA VÊNIA’

A sessão de quarta-feira, 11 de outubro, do Supremo Tribunal Federal demonstra perfeitamente o porquê da escandalosa morosidade de nosso sistema de Justiça. Prolixos e redundantes, procurando demonstrar um profundo conhecimento jurídico, os digníssimos ministros demoram um tempo precioso para dizer um simples sim ou não. Extremamente maçante acompanhar seus longos discursos, que certamente têm um valor bastante relativo, haja vista o resultado apertado das votações. Nem eles se entendem, que dirá nós, pobres mortais.

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PARA CONCLUIR O ÓBVIO

Na quarta-feira, o “Jornal Nacional”, da Rede Globo, dedicou um longuíssimo tempo transmitindo o voto de cada um dos ministros sobre as suas visões a respeito de uma evidência que até Iranildo, o idiota, criação do jornalista Elio Gaspari, está careca de saber: é inconstitucional a intromissão de um poder sobre outro, já dizia o Barão de Montesquieu, na sua obra “O Espírito das Leis”. E olha que a divergência entre os pares é tão chocante que o placar ficou em 6 a 5. Muita verborragia para concluir o óbvio.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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LENGA-LENGA

Aventurei-me na quarta-feira (11/10/2017) em frente à TV para acompanhar a votação do STF. Imagino o que tem sido gasto, em tempo e em dinheiro, neste tribunal. Com alguma exceção, foi um festival de loas. Excelência para lá, sorrisos, excelência para cá, sorrisos. Os votos eram precedidos de longas, demoradas e repetitivas argumentações. O País precisa de objetividade, está vivendo de muita lenga-lenga. Parem com isso!

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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ADI 5.526 NO STF

Blá, blá, blá,blá, blá, blá, blá, blá, blá,blá, blá.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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VOTOS DO STF

E saber que estes 11 ministros recebem salários magníficos, vantagens soberbas, aposentadorias supremas e têm estabilidade! Da próxima vez, vou assistir aos “Trapalhões”, é mais realista!

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

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GROTESCO E CARO

Não vi menção nos jornais, mas alguém deveria calcular quanto custaram ao bolso do contribuinte as “horas de trabalho” de congressistas e membros do Judiciário neste episódio bananeiro dos últimos dias em que STF e Senado se estranharam no episódio Aécio Neves. Falo como contribuinte que, como tantos milhares de brasileiros, nunca sonegou um centavo e viu seu dinheiro bancar conchavos e encontros grotescos para os dois poderes “entrarem em sintonia” com uma “solução do meio”, quando o senador Aécio, pego em delito grave, não teve a hombridade de entregar o mandato. Votei em Aécio, votei no PSDB e, mais que espanto e repulsa, me causa desalento todo este tempo e dinheiro público desviado das sempre desamparadas questões: educação, saúde, segurança.

Mirna Gleich Pinsky mirnasg@uol.com.br

São Paulo

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PODER DESCONTROLADO

O Supremo Tribunal Federal (STF) troca prisão domiciliar de Eike Batista por recolhimento. O empresário, investigado pela Operação Lava Jato por suspeita de crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, teve a sua prisão domiciliar transformada pela Segunda Turma do STF em proibição de sair de casa à noite e aos fins de semana. Sérgio Machado, um dos troféus da insensata passagem de Rodrigo Janot à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), teve sua delação desacreditada pela Polícia Federal, pela própria PGR e, agora, pelo ministro Edson Fachin, do STF, que mandou arquivá-la – e, ainda assim, ele permanece em liberdade. Em contrapartida, o senador Aécio Neves, que nem réu é, teve decretada sua prisão noturna – modalidade inexistente na legislação brasileira – pela Primeira Turma. Donde o Brasil se depara hoje com uma Suprema Corte descontrolada, julgando ao sabor das idiossincrasias de seus ministros, em perigoso desprezo à Lei Maior.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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CORRELAÇÃO

Foro privilegiado é uma prerrogativa concedida a determinadas autoridades públicas quando em exercício dos seus cargos – presidente da República, vice, ministros, procurador-geral e membros do Congresso Nacional, para citar as mais importantes –, segundo a qual lhes é permitido, de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, ter um julgamento especial quando são alvos de processos penais. O Supremo Tribunal Federal é uma das instituições encarregadas de investigar, julgar e punir crimes comuns ou de responsabilidade cometidos por aqueles agentes públicos. Considerando que, desde o início da Operação Lava Jato, a primeira instância já lavrou mais de uma centena de condenações e enviou para a Corte Suprema cerca de 80 processos, a partir dos quais ainda não foi exarada uma só decisão, conclui-se que há uma forte correlação entre a desigualdade de aplicação da lei e a impunidade no País.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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ARQUIVAMENTO

A Procuradoria-Geral da República (PGR) é muito incompetente: o STF mandou arquivar inquérito contra Renan Calheiros, Romero Jucá e José Sarney, porque as provas eram muito frágeis. Se não tem provas consistentes, não apresente denúncia. Isso enfraquece o sistema.

José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

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O QUE CRESCE NO BRASIL

O que cresce verdadeiramente no Brasil são os desmandos, a corrupção, a ladroagem, a propina e a quantidade de deputados e senadores que, quando não roubam, fazem vistas grossas para os que roubam e fazem fortunas sem procedência lícita. Outra coisa que só faz crescer são a impunidade e as injustiças sociais. E outra coisa, ainda, de que não devo me esquecer, que a cada dia cresce mais, é a quantidade de políticos infiltrados no Judiciário, e a prova disso está no Supremo Tribunal Federal: dos 11 ministros que compõem a Suprema Corte, todos foram nomeados politicamente, ou seja, estão lá cuidando dos interesses dos seus padrinhos políticos.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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A DENÚNCIA CONTRA TEMER

Com o relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), na Câmara dos Deputados, cairá a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), obra final de Rodrigo Janot, anterior titular do órgão, peça repleta de indecisões e ilações e na qual se nota a ausência delitual, fator impeditivo de sua aceitação. Assim, vencida mais uma etapa contra a judicialização aplicada à administração pública, sem dúvida, terá o País a oportunidade de continuar o seu desenvolvimento, aperfeiçoando a saída da recessão e o alavancamento da economia para a criação de empregos e novos investimentos nacionais e alienígenas. Parece que o caminho está limpo para a travessia livre e mais rápida.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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COMO SERÁ O AMANHÃ?

Em 31 de dezembro de 2018, caso não seja traído por mais uma denúncia ou pelos seus compadres da Câmara federal, Michel Temer se despedirá do Planalto, como o pior presidente da República de toda a história republicana. No dia seguinte, entregará a faixa presidencial ou a tornozeleira oficial ao futuro presidente do Brasil. E como será o amanhã de Temer? Sem ter foro privilegiado e, principalmente, sem os compráveis deputados, como vai se safar dos processos de que ora consegue desviar? Quantos serão esses processos? Quanto Temer sentirá por não ter mais emendas parlamentares para poder comprar o que deseja? Triste, patético e sem noção, com certeza, assim como alguns de seus antecessores, vai escrever um livro. O título? Talvez seja “Minha vida, minha tornozeleira, minha cela”.      

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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PROJETOS, DENÚNCIAS & VOTAÇÕES

Nas sessões do Congresso Nacional, há que aplaudir: é mesmo muito cinismo acobertando tanta pouca-vergonha.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

Com efeito, entre as várias reformas urgentes e necessárias para que o País reencontre seu norte e saia do buraco sem fundo em que foi atirado pelo cleptolulopetismo, de lamentável memória, a política é inquestionavelmente a mais importante, vez que dela se originarão as demais. É preciso dar fim à sórdida e corrupta politicalha vigente em todos os níveis de governo para dar lugar à prática política com P maiúsculo, que defenda com honradez, probidade e dignidade os interesses da população na construção de uma nação ordeira, desenvolvida e próspera para todos. Basta de podridão, malfeitos e ilícitos! Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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É DE PRAXE

Venhamos e convenhamos, na atual situação temos pouco ou talvez nada a fazer para recuperar a moralidade, a decência e a dignidade dos políticos brasileiros, que por nossa infelicidade continuam no “pudê” comandando e dando continuidade desastrosa e absurda às avalanches de negociatas para se beneficiarem, levando vantagens em tudo, especialmente para se eternizarem no poder. Vejam o absurdo: aprovaram um fundo eleitoral que, é sabido, tirará receita destinada à saúde e à educação, com a agravante de que tal fundo já nasce com um rombo de R$ 300 milhões, embora não seja de estranhar. Pois é por nós sabido que tudo o que estes políticos corruptos fazem é só em benefício próprio. Já é praxe, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CONTAS DE CAMPANHA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diz que tem problemas para controlar as despesas dos candidatos. Solução: fornecer um software de uso obrigatório para prestação das contas, incorporando inteligência artificial para as análises. A Controladoria da União deveria impor pacotes de software para todas as esferas: municípios, Estados, etc. Seria um grande passo para acabar com as roubalheiras e obter mais eficiência na administração pública.

Lars Sigurd Bjorkstrom lars@acecoti.com

São Paulo

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RARIDADE

Uma moeda cunhada em São Paulo de Piratininga no ano de 1710 perde em raridade para políticos honestos no Brasil. Se se achar um politico que, agindo para o povo, pensado no povo e seja um político do povo, penso em trocar minha moeda de 10 patacas em ouro, fabricada em 1710 em São Paulo, para adquirir uma medalha de honra ao mérito para este político.

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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INTERVENÇÃO

Na carta “Intervenção – nem legal nem legítima” (“Fórum dos Leitores, 11/10, A2), o professor Thiago David Stadler se insurge contra o artigo “Intervenção, legalidade, legitimidade e estabilidade”, mas fácil notar que os editoriais a que se refere não pretendem diferente coisa que não seja o saneamento das instituições, muitas delas eivadas de corrupção sistêmica. Necessário, todavia, dar maior ênfase ao fato de que, como sabido, “grupos poderosos”, que se mantêm encastelados no poder, como ali mencionado, continuem a desprezar a Constituição e as leis, chegando ao despautério de, muitas vezes, com “atuação prepotente e nociva”, autorizarem, até mesmo, a manutenção de crime continuado. Esses malfeitos, acrescidos dos demais mencionados pelo articulista, e ainda de um inegável e nefasto corporativismo, é que estão levando o País ao entendimento de que, de alguma forma, possa ser necessário implantar medidas outras para desinfestar, de fato e rapidamente, as áreas de poder ainda contaminadas. Afinal, trata-se de medida saneadora e que não deveria tardar, para o bem da Nação. Tais medidas, todavia, não precisam impedir que se continue cultivando a democracia, que já provou ser a melhor forma de governar.

Carlos Arthur Christmann lavinox@terra.com.br

Itu

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CESARE BATTISTI

Cesare Battisti, como bom filho da Itália, é melodramático quando diz que, se for extraditado, “vão entregá-lo à morte” (“Estadão”, 12/10, A6)... “ma tutti sappiamo que non é vero”. Ele está condenado a cumprir uma pena de prisão perpétua por haver tirado quatro vidas e ferido e incapacitado de andar a uma criança, filho de uma das vítimas. Ele foge desta condenação há décadas, vive livre e apoiado por amigos da esquerda, e, agora, choraminga que, se for entregue à Justiça italiana, morrerá. Por quê? Morrerá, sim, de velhice entre quatro paredes, que é o que merece. Ele pinta um quadro idealizado e apelativo, como escritor que é, de que já se sente brasileiro, que pensa e fala em Português, que sente que o Brasil é seu país, só que não! Assim como não lhe pertenciam as vidas que se achou no direito de tirar. Michel Temer, com seus propalados 3% de aceitação, segundo o Datafolha, ao extraditar este criminoso, marcará ponto definitivamente com a grande maioria da população brasileira, que recebeu o decreto de Lula liberando a permanência de Battisti no Brasil como um grande tapa na cara. “Addio”, “addio”, Cesare Battisti!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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BATTISTI EM CANANEIA (SP)

O delegado de polícia de Cananeia (SP), Weslley Franklin de Paula, que não se perca pelo nome, teria declarado que o marginal e assassino italiano Cesare

Battisti “é apenas mais um morador da cidade no gozo de seu direito de ir e vir” (12/10, A7). Para a Justiça italiana, Battisti é um assassino condenado à prisão perpétua que teve sua extradição pedida ao Brasil. Fosse o Brasil um país sério, não teria concedido abrigo ao tempo do (des)governo do PT e já teria atendido ao pedido de extradição no atual governo Temer.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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CONDENADO

O “Estadão” estampou ontem (12/10), na primeira página, foto do assassino criminoso Cesare Battisti, acompanhando uma matéria em que esta figura diz que a extradição equivale para ele a uma pena de morte. Perguntamos: e nós com isso? Se ele assassinou quatro pessoas a pretexto de uma convicção ideológica, tem de pagar por isso e deve ser extraditado. O grande erro foi ter acolhido Battisti como asilado.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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O BODE EXPIATÓRIO

A finada dona Marisa Letícia, mulher de Lula, não consegue descansar em paz. Depois de ser apontada pelo próprio marido como a responsável pelo nebuloso caso do tríplex do Guarujá, agora está enredada nos recibos de aluguel do apartamento de São Bernardo do Campo que o Ministério Público acusa se tratar de propina da Odebrecht ao ex-presidente. Alguém tem de pagar o pato para Lula tentar sair incólume.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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RECIBOS FALSOS?

É evidente que os recibos que Lula apresentou para comprovar o aluguel do apartamento fazem parte de uma operação de última hora.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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A MOSCA AZUL E JOÃO DORIA

Eu não pretendia emitir opinião sobre o assunto abordado por Eugênio Bucci no “Estadão” de 12/10 (“No descompasso de uma ambição”). E isso porque achava que fosse ainda cedo para concluir estar decepcionado com nosso prefeito João Doria, cujo início de gestão trouxe de volta o sonho adormecido de nos tornarmos algo que parecia impossível, ou seja, uma cidade que, ao menos, se aproximasse daquilo que ele se atreveu a denominar “São Paulo, Cidade Linda”. O início foi arrasador, entusiasmando a todos, a começar àqueles que, como eu, residem no Centro ou próximo a ele, como eu, há 80 anos. Atualmente residimos próximo ao Largo do Arouche; o “Minhocão” é minha “pista de cooper”, juntamente com milhares de frequentadores. Logo após a posse do novo prefeito, me entusiasmei com a “revolução” que ele anunciava em termos de administração da cidade. E, como engenheiro civil praticante, dediquei muitas horas a elaborar um estudo, ilustrado por muitas fotos, oferecendo sugestões à Prefeitura, quanto a vários aspectos desse local tão importante para a cidade. É um projeto que abordava dois aspectos principais: os erros conceituais e de conservação das drenagens e a importante disciplina que me parece fundamental introduzir para que não aconteçam acidentes como já presenciei, devido à total mistura que existe hoje, com crianças, adultos, idosos, cães, ciclistas (até corredores!), todos misturando-se sem qualquer ordenação e segurança. Esse projeto foi por mim oferecido à Prefeitura com dois complementos: eu oferecia o projeto (com todos os detalhes e eventuais cálculos) sem ônus à Prefeitura, e mais, me propunha a coordenar sua implantação e fiscalização, também sem nenhuma remuneração. Mandei várias vezes, por vários meios. Não recebi sequer uma comprovação de recebimento. Quem vier hoje – feriado – ao Centro, se afastará enojado. A “cidade linda” é um amontoado de lixo pelas ruas, as fezes humanas “enfeitam e perfumam” as portas das lojas fechadas. As “barracas-residência” ocupam os passeios e o lugar dos pedestres; os “moradores de rua” espantados da cracolândia, circulam perdidos, sujando tudo e dormindo pelas calçadas e jardins, como o pobre Largo do Arouche. Basta que nosso alcaide venha ver. E sua assessoria? Existe? Estão trabalhando? Quanto a nós, acabamos de vender nosso apartamento. Deixaremos o Centro. Bucci tem razão. A “mosca azul” picou o prefeito.

Celso C. Cretella cpropano@gmail.com

São Paulo

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‘NO DESCOMPASSO DE UMA AMBIÇÃO’

Quanto vitríolo, sr. Bucci (“Estadão”, 12/10, A2)! Anda em campanha por Lula?

Ines Levis ineslevis@hotmail.com

Jundiaí

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