Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2017 | 03h11

JUSTIÇA TRABALHISTA

Resistência à reforma

A propósito do editorial Afronta ao Estado de Direito (20/10, A3), nas palavras do presidente francês, Emmanuel Macron, “foutre le bordel” seria a frase vulgar mais apta a descrever o vergonhoso comportamento dos nossos juízes, fiscais e procuradores do Trabalho, que, ao perceberem o começo do fim de sua lucrativa boquinha, se recusam a aplicar as reformas da lei trabalhista, tardiamente aprovadas pelo governo Michel Temer. Tal como na França, aqui já começou a cair a ficha de que a única saída para o desemprego no mundo global é um ambiente competitivo livre, de relações trabalhistas sem a intervenção dos cafetões que vivem nas sombras de medo e mentiras, fantasmas da época de Vargas. Quem sabe, na próxima “reforma”, o prédio do Lalau possa assumir sua verdadeira vocação e virar um motel?

THOMAS JASON GREEN

sistemasolar@uol.com.br

Biritiba-Mirim

Sem uma severa reforma, capaz de desmontar a Justiça do Trabalho, jamais alcançaremos uma verdadeira reforma trabalhista.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

VAQUINHA

Educação x políticos

Rafael José da Silva, de família humilde, conseguiu por esforço próprio ser aprovado na Faculdade de Medicina da USP. Agora foi selecionado para intercâmbio na Harvard Medical School e tem de fazer uma vaquinha online para tentar arrecadar o suficiente para poder ficar um ano em Boston. Esse é o Brasil de quem não é político. Enquanto isso, já perdemos a conta dos trambiqueiros presos e de quantos ainda estão soltos, mas milionários à custa do dinheiro desviado da sociedade. Não tem jeito essa República das bananas. Parabéns, Rafael José da Silva!

DEBORAH MARQUES ZOPPI

dmzoppi@uol.com.br

São Paulo

PLANOS DE SAÚDE

Pobres aposentados

Espero ter entendido mal quando se fala em reajuste de planos de saúde dos idosos. Tenho 72 anos, recebo por volta de R$ 2.900 de aposentadoria e pago cerca de R$ 3.400 pelo plano de saúde. Como se pode falar em reajuste? Ainda trabalho, o que me permite continuar pagando. E quem não pode mais trabalhar? A propósito, minha aposentadoria está suspensa porque tenho o nome de casada no banco e o de solteira no INSS – isso depois de receber por anos dessa forma. Enquanto isso, vejo deputados com uma vida privilegiada terem ideias absurdas sobre o que nos concerne. Eles nunca perdem privilégios. Estou cansada de ver os absurdos neste país.

HELOIZA GOODRICH

goodrich.heloiza@gmail.com

São Paulo

Aumentos extorsivos

Fiz 59 anos e meu plano aumentou 87%. Minha esposa fez 49 anos e teve aumento de 44%. E o nobre deputado (Rogério Marinho, do PSDB-RN) ainda quer aumentar os planos de saúde para os idosos acima dos 60 anos? Por que ele quer beneficiar os planos de saúde? Socorro, Procon, polícia!

SYLVIO FERREIRA

sylvioferreira@hotmail.com

São Paulo

Jogados fora

Novas faixas de reajuste, a cada cinco anos, para idosos acima dos 60 anos vão simplesmente “jogar fora” do sistema a população de idosos. Se alguém achou que os mais novos serão beneficiados, pense: 1) São eles que terão de correr atrás de tratamento para seus pais e avós. 2) Daqui a uns anos será a vez deles de serem “jogados fora”. A limitação do valor da última faixa a seis (!) vezes o valor do pago pelo grupo mais jovem é piada macabra. A apresentação desse absurdo, que só beneficia as operadoras, por um deputado do PSDB-RN, parece um golpe estratégico. Se o PSDB não reagir energicamente à proposta de Rogério Marinho, apoiada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, dará a impressão de que não quer mesmo ganhar a próxima eleição.

JOEL MASSARI REZENDE

joelrezende07@gmail.com

São Paulo

Então, quer dizer que um “nobre” deputado apresenta proposta para que os planos de saúde cobrem aumentos dos idosos e o ilustre ministro (ou sinistro) da Saúde concorda? O que pretendem as excelências? A ideia é acabar com os idosos? Por que as excelências não trabalham seriamente para melhorar o atendimento do Sistema Únicos de Saúde (SUS)? Aliás, por que eles mesmos não se tratam no SUS? Parece-nos que existe mais um mistério a ser desvendado pelo Ministério Público, pois para favorecer as empresas de saúde, os idosos e suas famílias estão sendo condenados à indigência!

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

GESTÃO DORIA

A farinata

Uma boa iniciativa do prefeito de São Paulo, João Doria Júnior, para diminuir a fome de pessoas mais necessitadas, sofre severas críticas de seus opositores políticos, que não estão nem aí para a população, e sim para o próprio umbigo. Fazem críticas com viés ideológico, o que é lamentável, criticando por criticar, sem uma explicação plausível, querendo ganhar terreno político em algo em que todos deveriam trabalhar juntos. Políticos como esses deveriam ser renegados nas urnas pelos eleitores.

REINNER CARLOS DE OLIVEIRA

reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

Os contras de sempre

É impressionante! Qualquer coisa que se faça, mesmo sendo com a melhor das intenções, sempre aparecem os do contra. Se eu der R$ 10 a um necessitado, aparece alguém perguntando por que não dei R$100; se ajudo uma senhora a atravessar a rua, logo alguém pergunta por que não a levei no colo... Assim fica difícil fazer qualquer coisa.

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

PENSAMENTO ÚNICO

Posso falar?

Quando eu quero saber o que pensam outros brasileiros a respeito de algum assunto, meu mundo fica pequenino: alguns leitores de jornais e revistas, familiares, alguns amigos e companheiros de boteco. Pouco? Mas é o que tenho e que para mim tem enorme valor. A introdução é para constatar que existe um importante porcentual de brasileiros que não admitem que os outros pensem diferente deles, qualquer que seja o assunto, de interesse público ou privado. Grite, esperneie e proteste, mas cale quando o contrário quiser ter a mesma liberdade. Está ficando chato viver assim.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

“Seria bom, neste momento de polêmicas, lembrarmos a Pastoral da Criança presidida por Zilda Arns, que com seu trabalho e criando a multimistura contribuiu para a queda significativa da mortalidade infantil”

LÍLIA HOFFMAN / SÃO PAULO, SOBRE A FARINATA DO PREFEITO JOÃO DORIA

liliahoffmann@yahoo.com.br

“Melhor que a farinata seria uma bela ‘asfaltata’ para tapar os buracos

das ruas da nossa cidade”

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, IDEM

rtwiaschor@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

INGENUIDADE

Incrível a ingenuidade da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao promover o ex-ministro preso Geddel Vieira Lima ao cargo de chefe da organização criminosa que vem roubando o País há décadas ("Para Raquel, prisão de Geddel é 'imprescindível'", "Estadão", 20/10, A7). Geddel é um mero operador, um dos tantos carregadores de mala, coletor e entregador de propinas, as honras de chefes das organizações criminosas cabem a Dilma Rousseff e a Michel Temer, que sempre mandaram em tudo o que o obediente e eficaz Geddel fez. 

Mário Barilá Filho mariobarilafilho@me.com

São Paulo

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PRISÃO DE GEDDEL É 'IMPRESCINDÍVEL'

E a procuradora Raquel Dodge, hein? Muito mais "caxias" que Rodrigo Janot, e, como Caxias de verdade, não pisa em falso, só guerreia para vencer. Como toda mulher competente, aliás!

Paulo Mello Santos policarpo681@yahoo.com.br

Salvador

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FISCAL DA LEI

A demonstrar firmeza de caráter, personalidade forte, discrição nas atitudes, nariz romano, perfeito a compor um rosto de expressão séria e dura, amenizado por cintilantes olhos azuis, com a doce voz de menina-moça, temos na procuradora-geral da República, dra. Raquel Dodge, a esperança da aplicação da lei a todos, indistintamente, cobrando dos omissos e lenientes do exercício da função pública, questionando os desvios dos políticos que abusam de propaganda enganosa nos horários gratuitos da televisão, enquadrando o Executivo pela deslavada falta de caráter quando "compra", mediante vergonhosa barganha, apoio para administrar o País, enfim, exercer a principal função do Ministério Público: fiscal da lei (art. 127, caput, da Constituição federal). 

Carlos Benedito P. da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

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COMPONDO O JÚRI

Conforme publicado pelo "Estadão" de sexta-feira (20/10), mais oito ministros são demitidos, dentro da estratégia do Palácio do Planalto de reforçar o placar a favor do presidente Michel Temer na votação da denúncia contra ele no plenário da Câmara dos Deputados. Os titulares exonerados têm mandato de deputado federal e ficarão licenciados dos ministérios até a quarta-feira, 25, quando ocorrerá a sessão da votação. Então o acusado pode montar o corpo de jurados que vai julgá-lo? E ninguém faz nada?

 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

       

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FIM AO IMPASSE

Felizmente, o grupo de fiéis a Temer conseguiu barrar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a segunda denúncia contra o presidente, por obstrução de Justiça e organização criminosa. Os infiéis, os inconformados pela perda por incompetência e corrupção do governo petista, que votaram pelo prosseguimento da denúncia, não pensam no Brasil, e sim no "quanto pior, melhor". Que a votação no plenário, sessão do dia 25, para pôr fim nesse impasse, seja favorável ao presidente para dar continuidade ao seu programa de governo, que tem melhorado muito a vida do brasileiro pelo crescimento econômico, pela redução dos juros, da inflação e pela diminuição do desemprego.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

                                                                                           

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A FRAGILIDADE AO REDOR DE TEMER

 

Independentemente do que venha a lhe resultar da segunda denúncia de Rodrigo Janot, em discussão na Câmara dos Deputados, o presidente Michel Temer precisa acautelar-se. Desde o dia 29 do mês passado o número do seu telefone celular privado esteve divulgado ao público e, mesmo assim, ninguém de seu staff o avisou, até que ele próprio atendesse à ligação de um jornalista que descobriu o furo de segurança. Outra coisa que não poderia ter ocorrido é a rusga entre seu advogado e o presidente da Câmara. Isso sem dizer que o maior de seus problemas Temer arrecadou ao receber fora de hora e de agenda, em sua residência oficial, o empresário Joesley Batista, que o gravou e denunciou. Com sua longa vida pública, inclusive o exercício do cargo de secretário da Segurança Pública de São Paulo, o presidente sabe que todo detentor de poder tem de se cuidar e ser cuidado. Os acontecimentos, infelizmente, conduzem à impressão de extrema fragilidade do governo. É preciso adotar medidas para evitar novas trapalhadas e até a possibilidade de algo mais grave vir a ocorrer. Loucos não faltam para buscar seus cinco minutos de fama, mesmo que isso possa custar muito caro a muita gente e até ao País.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

      

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TUDO PELO PODER

Quando pensamos já ter visto todas as iniquidades que um governo é capaz de fazer para permanecer no poder de uma nação, Michel Temer, seu ministro bilionário da Agricultura, Blairo Maggi, e o ministro gaúcho do Trabalho e pastor pentecostal, Ronaldo Nogueira, têm a petulância de alterar regras vigentes para dificultar a identificação de trabalho análogo ao escravo no Brasil. Tudo para garantir os votos da tão poderosa quanto fascista bancada ruralista do Congresso Nacional. Confesso que este ato abjeto me faz sentir vergonha de ser brasileiro.

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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RETROCESSO

As críticas à portaria que modifica as regras do combate ao trabalho escravo ganharam esta semana o reforço de nomes como o da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o de Fernando Henrique Cardoso. Ambos classificam a portaria como um retrocesso, eu creio que a opinião pública também. O presidente Michel Temer, como jurista, também deve concordar que a portaria assinada por ele é um retrocesso, porém para ele se manter no poder está fazendo qualquer negócio. Essa portaria foi feita por pressão dos 207 deputados que pertencem à bancada ruralista e Temer, mesmo contrariando os seus princípios, precisa desses 207 para continuar na Presidência. É assim que funciona a política brasileira. É por isso que a opinião pública está enojada dos nossos atuais políticos. Espera-se que, por tudo o que está acontecendo, o eleitorado acorde, dê o troco e renove de vez por todas esta corja que só pensa nela própria, e não naqueles que a elegeram. Sem dúvida isso vai acabar no Supremo Tribunal Federal, é a nossa esperança.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

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CORONELATO

Conhecendo nossos "nobres" deputados, senadores, alguns governadores e afins, que até hoje agem como verdadeiros coronéis, principalmente no Nordeste, não nos causaram muita surpresa as alterações na portaria sobre o trabalho escravo, pois será mais uma alternativa de escaparem de uma eventual punição. Como tudo em nosso país que possa comprometer alguma autoridade, tem sempre uma alternativa benevolente, vamos dar uma amaciada na situação... Cadeia para toda esta corja!

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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MÃO DE GATO

A bancada ruralista (200 deputados) tentou dar uma "mão de gato" aproveitando o aperto "esperto" que Rodrigo Janot deu em Michel Temer. Para Temer teria sido um "favor barato". Mas o sistema jurídico se rebelou. Temer dirá: Viram? Tentei atender. E ficará tudo como está, sem que a bancada possa reclamar... Coisas da política nacional...

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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FLAGRANTE

A ser mantida a redação atual da portaria que trata da nova regulamentação para fiscalização do trabalho escravo, o empregador só será punido se for pego em flagrante chibatando o trabalhador amarrado ao tronco. Urge que seja derrubada essa portaria.

Renato Fogaça de Almeida rfog@uol.com.br

São Paulo

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O MINISTRO

É tanta bobagem acontecendo neste Brasilzão de meu Deus que vamos sendo atropelados pelos desmandos. Esta tal portaria do Ministério do Trabalho, cujos objetivos são tão sinistros que até chamaram a atenção da mídia internacional, é um caso típico. Uma providência inteligente do ministro seria simplesmente cancelar a medida, mas ele teimosamente se nega a isso e diz que vai aperfeiçoá-la. Tive, então, a curiosidade de conhecer quem é o ministro Ronaldo Nogueira. Pensei: deve tratar-se de um eminente juiz trabalhista, ou um advogado da área, ou alguém com larga experiência em questões sociais. Mas surpresa: o deputado federal do PTB licenciado é um pastor da Assembleia de Deus. Nada contra a igreja, mas esperava-se que para tão importante cargo a Presidência deste tão fulgurante país escolhesse alguém com uma formação mais adequada. Fica, então, evidente por que o Brasil, apesar de todo o seu potencial, não sai deste estado de letargia típico das republiquetas do Terceiro Mundo. Não bastassem os dirigentes das estatais serem escolhidos com base no troca-troca partidário, alguns sem a mínima condição para exercer seu trabalho, tanto que viraram ocorrências policiais, parece que também os ministérios não escapam dessa praga. Mesmo que a ordem tenha vindo "de cima", portarias são atos administrativos, de inteira competência e responsabilidade do ministro, que, portanto, responderá pela idiotice.

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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'TRABALHO EXAUSTIVO'

"Meu trabalho é exaustivo, mas não é escravo", disse Gilmar Mendes, ministro do STF. E desde quando soltar marginais perigosos é "trabalho", e ainda por cima "exaustivo", caro ministro?

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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NUMA BOLHA

É de estarrecer: "Acho que me submeto a um trabalho exaustivo, mas com prazer. Eu não acho que faço trabalho escravo". Queria ver essa "excelência" dormir num catre, comer farinha e receber - quando receber - para pagar onde dorme e o que come! Bem se vê que o ministro (em minúscula, mesmo) Gilmar Mendes vive numa bolha de mordomias e não conhece a vida do povo a que deveria servir. Perdeu uma grande oportunidade de permanecer calado.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul 

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IRONIA

Um verdadeiro acinte ao povo brasileiro o ministro do STF Gilmar Mendes ironizar o trabalho escravo no Brasil. Sua soberba não lhe permite envergonhar-se! 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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REI NA BARRIGA

O que diz e faz o ministro do STF Gilmar Mendes - com toda aquela picardia e arrogância peculiares -, toda vez que surgem no cenário assuntos polêmicos como as novas mudanças nas regras do trabalho escravo (que Temer quer trocar pelos votos da base ruralista para continuar se safando), reforça a tese de que a corrupção, dentro e fora das instituições, pode estar muito bem protegida pelo poder que pessoas como ele têm nas mãos. E nas mangas. Dizer que, ao acumular funções de ministro do Supremo e presidente do TSE, não se sente "escravizado", numa comparação com aqueles trabalhadores que sofrem, de norte a sul do País, as agruras do comprovado regime de exploração, é ultrapassar qualquer limite de bom-senso, respeito e preocupação com as pessoas. Aliás, o que Gilmar não demonstra - pois toda vez que abre aquela bocarra para defender poderosos usa de ironia e comparações completamente esdrúxulas e descabidas. E de largos sorrisos e outros gestos de quem se sente verdadeiro senhor da razão e acima de qualquer suspeita.

João Direnna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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A BALANÇA DO MINISTRO

Gilmar Mendes não acha que seu trabalho seja análogo à escravidão, apesar de "exaustivo". Tenho certeza de que não, mas os seus benefícios não são iguais aos de quem é escravizado no Brasil adentro.

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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FALA DEMAIS

Do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes pode-se dizer que em silêncio é um poeta. O problema é que o ministro fala, e como fala! De uns tempos para cá, o ministro fala mal da Lava Jato, da Procuradoria-Geral da República, de outros ministros do STF, fala em mudar o entendimento da Corte que permitiu a prisão com decisão em 2.ª instância e fala com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pelo telefone, no mesmo dia em que "concedeu decisão favorável ao senador, suspendendo interrogatório ao qual o tucano seria submetido" ("Estado", 20/10). Incontrolável boquirroto, a pretexto de defender a portaria que dificulta o combate ao trabalho escravo, declarou: "Acho que me submeto a um trabalho exaustivo, mas com prazer. Eu não acho que faço trabalho escravo". Nem o senhor nem ninguém acha isso. Todos têm conhecimento dos vencimentos e das mordomias desfrutadas por ministros do Supremo. Trabalho escravo, excelência, nunca foi remunerado.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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43 LIGAÇÕES

43 foi o número de ligações via WhatsApp que Gilmar Mendes e Aécio Neves trocaram no período de 16 de março a 13 de maio deste ano. Este número consta de relatório da Polícia Federal. De acordo com o documento, não é possível dizer que as ligações feitas em 25 de abril tenham relação com o requerimento feito por Aécio na mesma data pedindo a suspensão do interrogatório. Mas, segundo a PF, "é de destacar a coincidência desses contatos". Em minha modesta e insignificante opinião, o ministro Gilmar Mendes é, sim, cúmplice e conivente com a bandidagem do Congresso Nacional, haja vista outras participações dele, quando sua parcialidade foi clara e cristalina, favorecendo sempre políticos com fortes indícios de culpabilidade.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

   

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AÉCIO E GILMAR

Quarenta e três chamadas? Nem o Moacyr Franco me ligava tanto...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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SOLUÇÃO ÚNICA

É impossível discordar dos argumentos dos artigos do sr. Fernão Lara Mesquita, como "O medo que nos une" ("Estadão", 20/10, A2). Creio ser importante indicar etapas para atingir a solução única. Por exemplo: caso seja aprovado o voto distrital hoje, como evitaremos que os candidatos (governos federal, estadual e municipal) invistam para, uma vez eleitos, continuarem indicando pessoas para cargos de confiança e em comissão nas organizações do Estado (administração direta e indireta), o que as torna ineficazes, ineficientes e corruptas? Enfim, as indicações violam quaisquer princípios de Administração, devem ser punidas por assalto ao País. As Constituições, desde a República Velha, permitem a indicação para cargos de confiança e em comissão, o que sem dúvida tem aperfeiçoado as eleições para a seleção de quadrilhas e bandidos. A ação dos pilantras impede que os serviços públicos e a infraestrutura deixem de ser precários: os troca-trocas entre Legislativos e Executivos constituem violação da Constituição, os Legislativos não fiscalizam as organizações do Estado por serem os principais a as desorganizarem. Creio que o povo, uma vez esclarecido sobre a necessidade de os partidos e candidatos se comprometerem a servir o País, e não se servirem dele, e no caso de faltarem ao compromisso serem denunciados e punidos: estará iniciada a mudança necessária à solução única mencionada no artigo. Temos de dar um basta nesta servidão. Lugar de ladrão é na cadeia!

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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'O MEDO QUE NOS UNE'

Se o brasileiro continuar não sabendo votar, poderá acontecer um "sem querer, querendo".

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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OS GRANULADOS DE DORIA

Varias ONGs em São Paulo têm soluções para alimentar as nossas crianças mais interessantes que o tal "produto abençoado", o granulado do prefeito João Doria. Vale sugestão, até esclarecer as questões de saúde e o custo em torno desta ideia inovadora: usar mistura "balanceada" de asfalto com o granulado para tapar os inúmeros buracos nas ruas de São Paulo. O custo para a cidade poderia ser diminuído se os trabalhadores forem contratados de acordo com a Portaria 1.129/2017 do Ministério do Trabalho sobre mudança na definição de trabalho escravo, defendida recentemente em Brasília por Doria. 

Omar El Seoud  elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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REPRESENTANTES DE QUEM?

Afinal, os vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores e presidente representam quem, os interesses de quem eles defendem? Vejamos os últimos projetos aprovados: devolveram mandato a Aécio Neves; dificultaram a verificação e a punição do trabalho escravo; mantêm os salários de políticos corruptos que estão presos ou em julgamento; aprovaram um projeto segundo o qual bancos podem tomar o imóvel de mutuários que passam por dificuldades e não conseguem pagar (o banco pode vender o imóvel e ainda deixar dívidas e negativar o nome do mutuário); foi aprovado o reajuste dos planos de saúde a quem tem mais de 60 anos e reduziram as multas aos planos de saúde por não atendimento. Ou seja, que democracia é esta em que votamos, elegemos o representante para defender os interesses do povo e, quando eleitos, eles legislam em causa própria e defendem interesses de megaempresários? Será que isso é democracia?

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@outlook.com

São Paulo

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UMA INDECÊNCIA

Parece brincadeira quando lemos a manchete "Projeto prevê reajuste em plano de saúde de idosos e multa menor a operadoras." O relator Rogerio Marinho (PSDB-RN) só pode ter alguma participação nas empresas de planos de saúde. Como pode um deputado propor aumento aos idosos que passam de 60 anos, se é quando eles não mais produzem, as doenças atacam mais e eles já nem podem pagar um plano devido à aposentadoria miserável que recebem? O deputado ainda tem a cara de pau de propor multa menor aos operadores, sabendo que elas nem sequer pagam multas? Uma desfaçatez essa proposta. Vamos ver se o relatório será aprovado ou se teremos na Câmara parlamentares que pensam e protegem o cidadão brasileiro. Esse deputado, certamente, não tem intenções de se reeleger, pois seu relatório é simplesmente indecente. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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REPULSA

Esta mudança imoral na legislação que rege os planos de saúde, especialmente a alteração no modo de reajuste aplicado para idosos, e que vem recebendo pesadas críticas dos atingidos, que sabem como é difícil no fim da vida manter-se com uma parca aposentadoria, deveria contar também com a veemente repulsa dos demais brasileiros, que um dia também serão idosos e que só terão para lhes defender o Estatuto dos Idosos, atualmente sendo rasgado pelo deputado Rogério Marinho.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro 

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LOBBY

Até 2030 quase 20% da população brasileira será de idosos acima de 60 anos e, como os planos de saúde sempre fizeram parte do plano B dos políticos, já que os empreiteiros financiadores de campanha estão na cadeia, por que não aprovar mudanças nas atuais restrições aos idosos? O projeto de lei do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) que autorizará aumento significativo nos planos após os 60 anos terá aprovação total porque o lobby destes planos é bilionário e quem, a não ser eles, para financiar os famosos caixas 2 de campanha? Os idosos já foram enganados na Previdência privada, quando recebem hoje apenas 40% do contribuído, e agora, pelo jeito, querem acelerar a morte deles. A inflação não passa de 4%, no entanto os planos neste ano já tiveram aumento de quase 14%. Os idosos no Brasil são tratados como algo a ser descartado. Como um saco de batatas podres que devem ser incinerados, embora tenham dado o sangue para o crescimento do País. Ainda bem que 2018 está perto, porque nunca na história deste país vimos um Congresso tão sofrível. Nosso "lobby contra os políticos" será implacável, podem escrever!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PLANOS SINISTROS

Não são somente as organizações terroristas internacionais que desenvolvem planos sinistros, funestos, para exterminar alvos humanos selecionados. Notícia veiculada pelo "Estadão" de quinta-feira (19/10) sobre reajuste em plano de saúde de idosos mostra que as empresas privadas de seguro saúde, ou de assistência médica hospitalar, urdem planos muito semelhantes àqueles postos em prática pela Al Qaeda ou pelo Estado Islâmico. Embora não sejam tão chocantes quanto a violência visível que demonstram os atentados terroristas, os planos de saúde ou de seguro-saúde são até mais letais que os primeiros, porque atingem subliminarmente e silenciosamente um contingente muito maior da população que se encontra numa das mais frágeis faixas etárias, qual seja, a dos idosos acima de 60 anos. E o aspecto mais sinistro desses planos de saúde é reconhecido por eles mesmos quando utilizam, na determinação das mensalidades de seus usuários, o absurdo critério da "sinistralidade", ou a "contabilização da ocorrência de sinistros". Traduzindo em miúdos, a lógica fria, insensível e sinistra dos empresários gananciosos donos desses planos e seus selvagens executivos, lógica aceita até pela Agência Nacional se Saúde Suplementar (ANS), que deveria proteger os cidadãos contra abusos praticados pelas empresas de seguro saúde, mas não o faz, é a seguinte: "Quem usa mais paga mais!" Ora, é óbvio que na medida em que envelhece o segurado passa a ter mais necessidade de assistência médica e hospitalar. O que não se leva em conta, no entanto, é que esse fato inconteste não ocorre por um ato de vontade do idoso. A menos, talvez, de um pequeno porcentual hipocondríaco, ninguém procura assistência médica porque quer ou gosta, mas porque precisa. Certo? A resposta a essa questão dada pelos senhores Sinistros também é lógica, mas da mesma forma fria e insensível: "Se está fora do seu orçamento, passe para um plano mais barato" (com coberturas piores da que o segurado tem). Com isso, a intensão oculta é uma só: no limite, o idoso acaba morrendo por cuidados médicos deficientes ou simplesmente por falta de assistência. Na visão empresarial predatória o mundo está envelhecendo, o porcentual de idosos é cada vez maior, ou seja, a parcela da população improdutiva aumenta, causando uma ineficiência no sistema econômico mundial. Isso precisa ser revertido, segundo eles. E para a diminuição do porcentual improdutivo é preciso que os causadores da improdutividade morram. Essa lógica é inconfessável, mas real. O sistema correto e justo seria algo parecido com o que ocorre na Previdência Social, ou seja, os da ativa, produtivos, pagam pelos benefícios dos inativos e improdutivos, da mesma forma que terão seus futuros benefícios custeados pelas gerações produtivas mais jovens que entrarem no mercado de trabalho. Mas falta vontade política de fazer algo nesse sentido. As "tenebrosas transações" são muito mais atraentes para nossa classe política.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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RASTEIRA DA ANAC

 

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), numa iniciativa precipitada, favoreceu as companhias aéreas ao permitir a cobrança por bagagem e enganou os passageiros ao, em contrapartida, prometer redução nas tarifas. Vigora a cobrança por bagagem e houve significativa elevação na tarifa. A Anac deu uma rasteira nos viajantes.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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DESPESA PARA RENOVAR CNH

Em virtude do vencimento de minha carteira nacional de habilitação (CNH), tive a desagradável surpresa de constatar que as despesas para realização dos diversos exames chegaram a consumir o valor de um salário mínimo. É desumano e injusto obrigar o motorista profissional a desembolsar praticamente metade do seu salário mensal, que serve à subsistência familiar, para pagar esses exames, que deveriam ser gratuitos. Por outro lado, é humilhante e inconstitucional não ter usado nenhuma substância proibida e ser obrigado a desembolsar R$ 230,00 para fazer um exame toxicológico que acusa uso de diversas drogas, mas não quantifica o uso do álcool, que comprovadamente é a mais mortal, perigosa e comum droga. Estudos confirmam que a carteira de motorista brasileira é a mais cara do planeta, enquanto nosso trânsito também é um dos mais violentos, portanto fica evidente que o governo brasileiro só busca arrecadar com a burocracia e a indústria de multas. Até quando seremos este povo apático e preguiçoso que aceita tudo calado?

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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