Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2017 | 03h00

TRAGÉDIA EM GOIÂNIA

Bullying

O Brasil é um dos países mais violentos do mundo, onde são ceifadas 60 mil vidas humanas por ano e dez mulheres sofrem estupro a cada hora. O bullying caracteriza materialmente essa chaga social. Há anos ele persiste e era conhecido antigamente como “encarnação”, nas salas de aula. Só que hoje é mais virulento, repassado pelas redes sociais. Os pais são os grandes responsáveis, por não educarem os filhos no respeito que devem ao próximo, bem como os professores omissos que presenciam o bullying e nada fazem para tentar evitar que o problema cresça. Meus pêsames aos familiares dos alunos mortos em Goiânia e também aos da vítima do bullying, que estão sofrendo nesta sociedade violenta, egoísta e carente de amor. E a classe política que faça uma reflexão acerca dessa questão, pois a corrupção configura uma grande violência contra a população, que a elegeu e lhe deu emprego com vultosos salários.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

 

Enquanto não houver um trabalho educacional intenso explicando aos alunos do que se trata o bullying, haverá sempre o perigo de ataques com armas de fogo, nos moldes do que se vê nos EUA. Parece que o Brasil tem atração por importar as piores coisas do exterior. Era só o que faltava! A criança que sofre essa maldade se sente profundamente deprimida, com ânsias suicidas ou de matar os agressores, isso é um sentimento horroroso. A educação é o principal pilar do desenvolvimento social e econômico de um país. Só quem não vê isso são os políticos bandidos, que fazem do bullying sua ação cotidiana contra o povo.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

Desarmamento

Muito embora os bons reflexos do Estatuto do Desarmamento estejam aí, na pequena, mas sensível diminuição dos crimes de homicídio, especialmente no Estado de São Paulo, dada a capacidade de informação e entendimento dos que aqui vivem, ainda há parlamentares que continuam com a pretensão de facilitar o porte de armas pelo cidadão comum, querendo se aproveitar da tragédia da vez ou dos índices elevados de crimes. Todavia a desgraça em Goiânia, acredito, vai inibir parte da “bancada da bala”. O que reduz os índices de violência são escolas de verdade, que formem bons cidadãos, bom ambiente familiar, economia saudável, cidades bem urbanizadas e uma polícia judiciária estimulada.

RUYRILLO DE MAGALHÃES

ruyrillopedro@gmail.com

Campinas

DEMOCRACIA

Descrença

Após os intermináveis 21 anos da longa e tenebrosa noite do regime de exceção da ditadura militar, de triste memória, causa espécie e perplexidade o resultado de duas pesquisas sobre o cenário político do País, relatado no editorial Em defesa da democracia (21/10, A3): uma, da FGV, que revelou que 42,4% (!) dos entrevistados discordam da afirmação de que há democracia no País; e a do Pew Research Center, que apontou que 67% (!) dos que responderam estão insatisfeitos com o funcionamento da democracia no Brasil. Diante de tais números cabe, por oportuno, citar a conhecida e inquestionável frase célebre de Winston Churchill: “A democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as demais”. Liberdade sempre, ditadura jamais!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

 

Lições da História

O editorial Em defesa da democracia reflete o que aconteceu com os alemães quando terminou a 1.ª Guerra Mundial. Eles deixaram de acreditar na democracia e passaram acreditar em Hitler.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

 

Capitães do nosso destino

Somos um país independente há 195 anos. Mas até hoje pomos a culpa pelo nosso atraso socioeconômico no colonizador que tivemos. Se tivesse sido outro o colonizador, seríamos um país desenvolvido? E estamos há 32 anos sem ditadura. Mas até hoje atribuímos a culpa pelo nosso atraso democrático à ditadura militar (só a militar!). Se fosse outra a forma de ditadura, será que hoje seríamos uma nação desenvolvida e democrática? Somos um país amarrado ao passado, mas precisamos construir o Brasil do presente, que é responsabilidade de todos os brasileiros, sem culpar os atores políticos do passado, a fim de projetarmos o Brasil do futuro. Caso contrário, as futuras gerações vão reclamar... de nós!

NEY JOSÉ PEREIRA

neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

PARTIDOS POLÍTICOS

Na conta do Abreu

Tem gente que sobe nos tamancos, indignada, quando ouve dizer que o Brasil é o país da piada pronta. Mas, convenhamos, tirando este “impávido colosso” situado ao sul do Equador, em que lugar do planeta um partido político teria 700 (!) anos para pagar multas aplicadas por um tribunal por infrações à legislação eleitoral? A regra de parcelamento, aprovada na denominada reforma (sic) política há pouco votada, será aplicada com base num teto pífio de 2% dos repasses do Fundo Partidário, o que significa que as legendas infratoras doravante estarão autorizadas a reservar ínfima fração do dinheiro que, por lei, os parlamentares tungam do contribuinte, para “honrar” seus compromissos relacionados às multas, recolhendo ao erário, a título de pagamento, uma irrisória porcentagem do que dele recebem. E como desgraça pouca é bobagem, existe, ainda, a perspectiva de que tal bondade – jamais vista em séculos de História! – tenha efeito ex tunc, retroagindo para abranger débitos pretéritos, sabe-se lá se desde que Cabral aqui aportou... Afinal, como pontifica Parsifal Pontes, vice-presidente do diretório do PMDB do Pará, “se for só daqui para a frente não resolve o problema”. Enfim, mais uma criativa contribuição de nossas “excelências” para fortalecer a impunidade e a cultura do “pindura”, males presentes há séculos em nossa pátria mãe gentil.

SILVIO NATAL

:silvionatal49@gmail.com

São Paulo

 

LULOPETISMO

De antena ligada

Não bastasse a antena da Oi instalada a cem metros daquele sítio em Atibaia que o Lula insiste em dizer que não é delle, aparece agora mais um complicador no caso. A diretoria da Oi diz que propinas de mais de R$ 66 milhões foram pagas a Fábio Luís Lula da Silva, um dos filhos delle, por meio de empresas de fachada. E agora, qual será a desculpa esfarrapada da vez?

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

REAJUSTE DOS PLANOS DE SAÚDE

Precisei viver 85 anos para, pasmado, tomar ciência de que há um deputado – Rogério Marinho – sustentado pelos altos impostos pagos por todos nós, que tem a coragem de propor reajuste das mensalidade dos planos de saúde para maiores de 60 anos. É um acinte, ainda mais que o “nobre” deputado é filiado ao PSDB, Partido da Social-Democracia Brasileira. Tal propositura seria digna de um deputado filiado a um imaginário PASDB, Partido da Anti Social-Democracia Brasileira. Não é difícil de imaginar que, ao propor tal excrescência, esse nocivo deputado pretende mamar nas tetas dos gestores dos planos de saúde.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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ONDE ESTÃO?

Gostaria de saber onde estão aqueles deputados que se dizem defensores dos aposentados e idosos. Gostaria de saber onde estão as entidades de classes que dizem defender os idosos e aposentados. Onde eles estão, que até agora não se manifestaram e não deram nenhuma palavra contra o projeto que o deputado Rogério Marinho que pretende mandar para o SUS (seu último suspiro) os idosos e aposentados – aqueles que trabalharam sabe-se lá em que circunstâncias, sob sol e chuva, para conseguir se aposentar e manter um plano de saúde, muitas vezes para tentar recuperar a saúde que perdeu na lida diária no exercício de suas funções? Aposto o resto de vida que ainda tenho pela frente que, se o governo cancelasse todas as mordomias que eles no poder têm, com toda certeza, estariam bloqueando tudo o que o governo mandasse e ainda iriam à TV, à rádio e aos jornais dizer que o governo estava querendo fechar o Congresso, iriam fazer greve branca, etc. Afinal de contas, Senhores deputados e dirigentes das entidades, até quando vocÊs vão ficar em cima do muro? Será que vamos ter de ir para as ruas mostrar nossa força? É bom lembrar que o jovem de hoje será o idoso de amanhã.

José Fernandez Rodriguez

rodriguez1941@gmail.com

Santos

 

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ALGO PRECISA MUDAR

Se a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tivesse, desde a implantação da Lei 9.656/98, autorizado os aumentos de quatro em quatro anos no valor dos planos de saúde, não veríamos hoje usuários desesperados com o aumento assim que completam 59 anos. Vejo como boas algumas mudanças que o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) estuda para a reforma da lei dos planos de saúde, como exemplo a alta para as faixas etárias a partir de 59 anos, mas não da mesma forma. Acontece que a expectativa e as condições de vida dos brasileiros melhoraram muito, e hoje é normal ver homens e mulheres que na década de 1970 seriam considerados velhinhos aos 60 anos estarem esbanjando energia, trabalhando, se exercitando, viajando, enfim, uma outra geração de “velhinhos” saudáveis, inclusive eu! A ANS permite aumento a cada quatro anos até o limite de 58 anos, e assim que o beneficiário completa 59 tem reajuste de até 75%, conforme a sua operadora de saúde, o que faz com que muitos fiquem inadimplentes, perdendo direito ao atendimento. Ora, por que não se reestudam os porcentuais de reajuste já a partir de 44 anos para os novos contratos? Por que a ANS não muda estes aumentos para 59 a 63, 64 a 67, 68 a 72 anos e, após essa faixa etária, um porcentual pequeno, não podendo ter mais aumentos? Ou manter sempre de quatro em quatro anos com pequenos reajustes? Seria muito bom também ter contratos diferentes para homens (que não precisam de maternidade) e mulheres, pois clientes me questionam que nunca terão doenças exclusivas do outro sexo. Uma coisa é certa, algo precisa mudar, pois não é possível atender a muitos pedidos de cotação pessoa física para quem tem a partir de 59 anos e que querem uma cobertura nacional, já que as grandes empresas trabalham apenas com planos empresariais e por adesão de entidade de classe.

Alberto Souza Daneu

curtasuasaude@uol.com.br

São Paulo

 

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MULTIMISTURA E COMPOSTO ALIMENTAR

Dona Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, braço social da CNBB, criou uma multimistura famosa nos anos 70 e 80 por sua fórmula nutritiva, barata e eficiente, que na época salvou milhares de crianças e adultos da desnutrição. Dona Zilda, médica sanitarista, percorreu o mundo para divulgar as vantagens dessa mistura. Mas, a partir dos anos 90, a entidade passou a não incentivar mais a adição deste complemento na alimentação... o Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Nutricionistas passaram a alertar sobre os riscos de problemas higiênicos-sanitários e toxidade. A mudança de avaliação coincidiu com a ampliação do mercado de multinacionais como a Nestlé, que fabrica alimentos para crianças e que em 2003 aderiu ao Programa Fome Zero de Lula com seus produtos. Entenderam?  Esse foi o fim da multimistura da dra. Zilda Arns. Hoje, o prefeito de São Paulo, João Doria, tenta introduzir um composto alimentar na alimentação das crianças em escolas, creches e asilos de velhos, para garantir uma alimentação completa e saudável, e seus antagonistas políticos, inclusive nutricionistas, espalham que Doria não respeita os pobres, ao tentar distribuir ração no lugar de alimentos naturais. Isso é uma vergonha! Ele não vai substituir, ele vai completar uma alimentação! Os políticos da esquerda e sua mídia aliada não pensam no que é melhor para a população, apenas tentam impedir que o prefeito João Doria marque pontos favoráveis numa política social de ponta. As crianças e velhos? Ora...

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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MAU COMEÇO

O caso “farinata” começou mal, tendo tudo para não dar certo. Não discuto a qualidade e os benefícios à população carente atendida. O problema que arrasou o programa desde o início foi ter sido chamada de “ração”, como divulgado por parte da imprensa. Também o lançamento da farinata lembra muito o lançamento do leite de soja pelo ex-presidente Figueiredo. Quando pega mal no início, a chance de dar certo é nula.

Adalberto Amaral Allegrini

adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

 

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FARINATA

Farinata, sim; fome, não. Meu voto a favor da louvável, oportuna, necessária e nutritiva iniciativa da gestão Doria. Bravo!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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DESCONFIANÇA

A pulverização de sobras de alimentos tais como vegetais, verduras, frutas, animais, carnes, leite, ovos e outros que não foram vendidos forma são os componentes que serão utilizados na fabricação da farinha, solta ou granulada, que o prefeito de São Paulo, João Dória, apelidou de “farinata” e que será distribuída aos necessitados como suplemento alimentar. Ao invés de nutrir, essa mistura pode prejudicar a saúde dos que a ingerirem, inclusive causar até a morte. Isso não é difícil de acontecer, principalmente porque a corrupção está em todos os setores no Brasil, atingindo em cheio a fiscalização sanitária. Todos devem lembrar a recente Operação Carne Fraca, por exemplo. Pois bem, existe a possibilidade nítida de que alguma empresa corrupta possa adicionar algum componente a essa mistura, completamente putrificado e cheio de bactérias, que pode pôr em risco a vida de muitas crianças. A fiscalização deve atuar em todas as etapas da fabricação, inclusive fazer testes bacteriológicos antes da liberação do consumo.

Valdy Callado

valdypinto@hotmail.com

São Paulo

 

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SÃO PAULO ESTÁ SALVA!

Agora, sim, os moradores de São Paulo, graças a uma medida prevista pelo nosso alcaide, não têm mais com o que se preocupar. Não precisam mais temer sair de casa pela manhã e não retornar à tarde ou nunca mais, vitimados por um tiro de fuzil recebido numa emboscada. Nem tampouco recear morrer por falta de atendimento no precário serviço municipal de assistência à saúde. Ou, ainda, preocupar-se com a possibilidade real de ver seus filhos e suas professoras empanturrados de uma “gororoba” chamada de “farinata”, sofrerem agressões por colegas delinquentes e seus progenitores idem. Pela medida prevista pelo prefeito, dentro em breve, alvíssaras, os “motoristas poderão escolher qual cor querem ver nas pontes” das avenidas marginais (“Estadão”, 20/10, A13). Tudo resolvido. Sem contar com a liberação da instalação de painéis publicitários de 20 m2 nas mesmas avenidas. Até que enfim! E isso é apenas o começo. Esperem para ver o que ele fará, caso consiga ter sucesso na sua ambição de se tornar presidente da República. Será a salvação nacional!

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

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ATAQUE À CLASSE POLÍTICA

A entrevista do exmo. vice-procurador-geral da República, dr. Luciano Mariz Maia, ao “Estado” (“‘É erro generalizar um ataque à classe política’, diz vice-procurador-geral da República”, 21/10, A4) causou-me estranheza e um certo desencanto. Conforme o publicado, o entrevistado se opõe à crítica generalizada a políticos. Assim, se se diz que “todos cometem crimes, são todos bandidos, você está dando a si próprio o direito de cometer irregularidades (...)”. Em minha família, honestidade é obrigação, e não algo que seja imitação de outrem. De tal forma, se fico escandalizada com a criminalidade dentro da esfera pública, não me sinto autorizada a cometer crimes! Não sei se o vice-procurador-geral morou no País nos últimos três anos. O que veio à tona está a revelar que parcela expressiva do Congresso Nacional está sob investigação. Aqueles que não detêm cargo público, julgados em primeira instância, revelaram as fortunas fantásticas desviadas para uso privado de detentores de cargos públicos. Esperar “depuração” pelos partidos políticos e pelas eleições? O sr. vice-procurador-geral sabe quantos mandatos eletivos já exerceram José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Romero Jucá, Paulo Maluf, Aécio Neves, Michel Temer e Lula, só para ficar em alguns? Eleições conseguiram “depurar” o sistema? Esperava que o detentor de cargo de tanta responsabilidade não se comportasse como a personagem Pollyana.

Ana Lúcia Amaral

anamaral@uol.com.br

São Paulo

 

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OUTRO PAÍS

O vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, diz que não devemos misturar as estações em relação aos nossos políticos? Na verdade, o vice-procurador não precisa usar o SUS, então já está no lucro e pode falar o que quiser, porque não perderá seu emprego também. Se nos lembrarmos de que 1.829 políticos estavam no colo da JBS, e só alguns foram delatados, mas nada acontece aos outros – e, pior, ainda vemos as palestras do ético Lula acabarem sem a mídia dar ênfase a isso –, cremos que o procurador estava analisando outro país que não o Brasil.

Antonio Jose Gomes Marques

a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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ILHA DA FANTASIA

Certamente, o dr. Luciano Mariz Maia se deixou envolver pelas magias da Ilha da Fantasia, também conhecida como Brasília, quando disse na sua entrevista (21/10, A4) que “é erro generalizar um ataque à classe política”. Esqueceu-se, talvez, dos problemas perenes que afligem o Nordeste brasileiro, grande parte, senão a maior, por obra a graça da classe política. Paraibano do interior, deve ter vivido esse flagelo, ou ao menos o visto. E, por isso, dr. Luciano, no relevante cargo que ocupa, deveria refletir sobre a realidade vivida pelos brasileiros do interior do Nordeste, em comparação com as mordomias e a vida fausta proporcionada pelos políticos em Brasília. E, vivendo na Ilha da Fantasia, é compreensível, mas absolutamente abominável.

Carlos Benedito Pereira da Silva

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

 

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PESSIMISMO?

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu a manutenção da prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (“Raquel vê Geddel líder de organização criminosa”, “Estado”, 19/10). A manifestação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), depois de a defesa ter impetrado pedido de soltura de Geddel. O ministro Edson Fachin negou o habeas corpus. Acompanhamos os ilustríssimos magistrados em suas decisões. No entanto, é bem provável que seremos voto vencido, pois os causídicos irão recorrer à segunda turma da Suprema Corte. Se com votos de Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e de Gilmar Mendes, integrantes da turma em questão, José Dirceu e Eike Batista, figuras indigestas à opinião pública, foram soltos, não será novidade nenhuma se Geddel receber o mesmo beneplácito.  Portanto, não se trata de pessimismo; fatos e decisões esquisitas do Judiciário não nos deixam outra alternativa. E olhem que há uma fortuna para Geddel, ops, para dedéu, a ser esclarecida!

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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CHEFE

Renan Calheiros (PMDB-AL) afirmou “engraçado... nunca soube que Geddel era chefe. Para mim chefe era outro”, por ocasião do pronunciamento da procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge, ao comentar que o ex-ministro Geddel Vieira Lima ter assumido a posição de líder de uma organização criminosa. Cá entre nós, tal afirmação de Renan não nos leva a supor e crer que ele saiba quem é o verdadeiro chefe?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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É DA TURMA

O presidente do Senado, Eunicio Oliveira (PMDB-CE), afirmou que votaria em Lula em 2018. O conhecido "índio", na lista da Odebrecht, votaria em quem?

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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URGE AMADURECER

Assistimos estarrecidos e impotentes (pelo menos até as eleições de 2018), no momento grave da economia, que demanda medidas precisas, a muitos senhores e senhoras deputados federais brincarem de fazer política, infantilizados, carentes de amor, querendo ser o amiguinho popular! Isso é o que acontece quando se dá armas em mãos de crianças. Demos a eles o poder de um mandato! Nas próximas eleições, os eleitores pueris votarão com certeza no “amiguinho” que promete doces e brincadeiras. Torçamos para que a maioria dos eleitores tenha atingido a maioridade e tenha perdido o medo de ir ao médico: o momento é de tomar injeção! Elejamos os candidatos que percebam o mundo com olhos adultos. Deixemos o mundo encantado para as crianças!

Sandra Maria Gonçalves

sandgon@terra.com.br

São Paulo

 

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GOVERNO FRACO

O PT quase morreu por suas lambanças, que culminaram no impeachment de Dilma. Mas Temer e sua base aliada estão conseguindo dar novo ânimo e ressuscitar a esquerda.

 

Geraldo Fonseca Marcondes Jr.

gfonsecamarcondes@uol.com.br

Taubaté

 

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2018

A coisa está tão feia que Lula e Bolsonaro aparecem como bons candidatos para 2018. O tucanato, mostrando o que é de fato, está praticamente fora do páreo, com Alckmin, Serra, Aécio, etc. tão desacreditados quanto Paulo Maluf. Estamos, em termos de estadismo, chamando Genésios de Jesus. Não será nada difícil Collor, Sarney ou Renan, etc. se candidatarem! E por que não Maluf, Battisti, Fernandinho Beira-Mar, etc.?

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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SÓ NÃO GANHANHARAM NA MEGA SENA

As investigações da Polícia Federal sobre os passos do senador Aécio Neves detectou nada menos do que 43 ligações trocadas com o ministro Gilmar Mendes. O que causa espécie é que, na mesma época, o ministro atendeu ao requerimento do senador para que não depusesse aos investigadores. Ora, com certeza trata-se de enorme coincidência esta troca continuada de WhatsApp. Na verdade, só ainda não conseguiram ganhar na Mega Sena, por enquanto!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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NEGÓCIOS ENTRE JUÍZES E POLÍTICOS

Ultimamente tem ficado cada vez mais clara a relação promíscua entre os participantes dos Poderes da República. Aécio ligar para conversar com Gilmar durante esta crise em que o Supremo devolveu para o Congresso a cassação do senador parece de uma grande intimidade. Mas a intimidade e a prestações de favores, remunerados ou não, entre membros do governo, do Congresso e do Supremo demonstram uma intimidade indesejável. O não julgamento pelo STF de 250 processos contra parlamentares que roubaram o Estado é algo muito esquisito e que claramente deixa os juízes em situação difícil. Por que fizeram isso contra a lei, fica a questão se foram remunerados por isso. Não é uma coisa normal – como em Brasília parece ser – o réu conversar com o juiz enquanto sua ação está tramitando. Terá Aécio oferecido algo? Brasília é lugar de relacionamentos estranhos, onde não se respeita grau de autoridade, todos são iguais e usam três moedas: reais ou dólares, favores, silêncio.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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TIROS EM GOIÂNIA

Depois da recente tragédia de um cidadão que incendiou uma creche na pacata cidade de Janaúba, em Minas Gerais, que deixou um saldo de 11 mortos e várias pessoas feridas, na sua maioria crianças, agora um jovem estudante de 14 anos, com a arma do pai, mata no colégio privado que estuda em Goiânia (GO) dois colegas e fere também outros quatro estudantes. O que revolta neste episódio, que não podemos chamar de fatalidade, é que o pai deste jovem assassino é um policial militar – diga-se irresponsável, porque não guardou a arma, que é da própria corporação a que serve, em lugar seguro. Assim fosse, teria impedido que o filho tomasse posse dessa arma e evitado mais esta tragédia. O fato de o delegado do caso dizer que provavelmente esse crime foi motivado por bullying não o justifica. Apenas é mais uma lamentável história ocorrida neste Brasil onde são assassinados 60 mil brasileiros por ano. E mais ainda nos indigna que tampouco os militares, que deveriam garantir a nossa segurança, sabem conservar em lugar seguro o armamento que utilizam.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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CONTROLE DE ARMA

A sociedade está doente. Podemos constatar nas primeiras folhas todos dos os jornais, como, por exemplo quando uma “análise”, no “Estadão” de 21/10, num pequeno espaço, brilha como um choque de duas estrelas de nêutrons, o lamentável ocorrido em Goiânia protagonizada por um adolescente, que levou à morte de dois colegas de classe. O “gabaritado” professor de sociologia da UERJ, para dar uma palavra sobre o acontecido, saca rapidamente a “brilhante” ideia de que o ponto importante é controlar a arma do agente policial. O.k.? Quando “acaba” o trabalho do policial, ele deve deixar a sua arma no quartel ou na delegacia. Pronto! Um buraco negro na inteligência da nossa sociedade brasileira. Reflitam... O policial sem arma sai de sua residência para trabalhar, os militares apenas com a farda para a sua “proteção” (?) e os policiais civis “camuflando” os trajes (?). E aí? Realizam o expediente na repartição pública e deixam a arma na “gaveta” do lado da “papelada” e, ao fim do expediente, voltam aos seus lares em “plena segurança”. Que pena! Como leitor, só me resta tomar um gole de café e pensar: Senhor, eles não sabem o que fazem.

Moacir de Vasconcelos Buffo

moacirbuffo@gmail.com

Campinas

 

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MENORES INIMPUTÁVEIS

Até quando manteremos menores, perfeitamente cientes dos crimes que cometem e imputáveis à responsabilidade de seus atos, impunes; amparados por uma legislação primitiva?!

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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TRAGÉDIA A SER EVITADA

O tiroteio na escola em Goiânia, onde um adolescente atirou em colegas de classe, revoltado por bullying que sofria, é um caso emblemático destes tempos violentos que vivemos. Ao confessar que teria se “inspirado” em semelhantes ocorrências globais e nacionais, mostra como as famílias, educadores e a sociedade em geral devem dar mais atenção à formação de nossas crianças e jovens, no sentido de formarmos gerações psico-emocionalmente mais saudáveis, que previnam tais tragédias e, ao mesmo tempo, permitam que ao chegarem à fase adulta da vida ajudem a dar soluções aos angustiantes problemas que vivencia a sociedade brasileira como um todo.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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