Fórum dos Leitores

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Impresso

24 Outubro 2017 | 03h07

OLIVEIROS S. FERREIRA

Pesar

Conheci Oliveiros S. Ferreira quando exerci o cargo de secretário do Trabalho de São Paulo, no governo Franco Montoro. A capital e o interior enfrentavam interminável onda de greves, seguidas de invasões, depredações e saques. Diversas vezes o procurei para me aconselhar sobre como administrar a crise. Oliveiros ouvia-me e me aconselhava. A morte do jornalista, cuja conduta foi marcada pela independência, é lamentada por quem o conheceu pessoalmente ou pelos editoriais (Notas & Informações) do Estado.

ALMIR PAZZIANOTTO PINTO

pazzianottopinto@hotmail.com

São Paulo

Legado intelectual

O Consea lamenta, com profundo pesar, a morte do mestre Oliveiros S. Ferreira, que integrou com raro brilhantismo este Conselho Superior de Estudos Avançados. Seu legado intelectual ficará registrado nos anais do nosso colegiado.

RUY ALTENFELDER, presidente

ruyaltenfelder@uol.com.br

São Paulo

Grande pensador

Inteligência rara. Cultura imensa. Reações ágeis. Precisas. Densas. E, sobretudo, espirituosas. Bom humor invejável! É dessa forma que lembro o bom tempo em que fui aluno de Oliveiros Ferreira na USP (1957-1961). De lá para cá, notei que, quanto mais a idade avançava, mais profundos eram os escritos do querido Oliveiros. Mente privilegiada. O Brasil perdeu um grande pensador. Saudades!

JOSÉ PASTORE, professor da FEA-USP

j.pastore@uol.com.br

São Paulo

Eminente mestre

Tive a honra e o privilégio, na pós-graduação de Ciências Sociais da USP, ainda na Rua Maria Antônia, de ter como professor o mestre Oliveiros S. Ferreira. Com a cabeça feita por estereótipos internalizados ao longo da graduação, deparei-me com o eminente mestre, que sutilmente, mas com método, nos fez ler e analisar O 18 Brumário de Luís Bonaparte. O texto de Marx, sob sua criteriosa e isenta análise, abriu a cabeça dos que lá, em sala de aula, estavam. Nunca mais fui o mesmo. Obrigado, mestre Oliveiros!

GILBERTO DA SILVA ALVES

gilalves@uol.com.br

São Paulo

Honra e privilégio

Era véspera de Natal e chovia naquele dezembro de 1971. Eu havia acabado de ser liberado do Deops paulista, onde estava preso pelos facínoras do delegado Sérgio Paranhos Fleury. Estava apenas com a roupa do corpo, sem dinheiro ou documentos. O jeito era caminhar até a redação do Estadão, na Rua Major Quedinho. Quando entrei todo molhado na redação, fui envolvido pelos abraços e o afeto de companheiros como Eduardo e Oswaldo Martins, Carlos Conde, Flávio Galvão e Fernando Pedreira. Mais contido, o Oliveiros ficou de longe e, quando falou, foi para dar uma bronca: “Ninguém vai dar uma toalha para ele se enxugar?”. Quando as coisas ficaram mais calmas, fui procurar o Oli para explicar os motivos da minha prisão. “Não te perguntei nada, nem quero saber de nada. Apenas algumas perguntas. Você quer uma licença? Está precisando de um médico? Se não, trate de descansar neste Natal e volte quando puder. Também não gosto das coisas que te aconteceram.” Fui para Santos passar o Natal com minha família. Quando voltei, reassumi minhas funções. Dias depois, o Oli me informou que eu substituiria o Eduardo Martins na editoria de Cidades durante as férias dele. Pouco depois, num jantar com o pessoal da redação, envolvi-me numa tensa discussão com o Oli sobre a esquerda, a ditadura e os rumos do Brasil. No dia seguinte, quanto o encontrei, ele só me perguntou: “Pronto para continuar a discussão?”. Continuamos discutindo durante meses. Era um prazer – e um desafio – discutir com o Oli. Ele se foi. Fica um vazio num país carente de honra, inteligência e tolerância. Foi uma honra e um privilégio ter trabalhado com o Oli.

ANTONIO TADEU AFONSO

ataf61@gmail.com

Santos

Diálogo amigo

Foi com tristeza que, ao chegar de viagem, li a notícia da morte de Oliveiros Ferreira, jornalista e professor de quem guardo uma memória profissional e afetiva. Em 1975, quando me convidou para trabalhar no Estadão, foi extremamente generoso ao me receber não no lugar que ele achava que seria o mais indicado – o então Suplemento Literário–, mas na vaga possível de copidesque. Ele me conhecia da USP, de onde saíra em tempos de repressão, e foi então o diretor de redação que durante dez anos me ofereceu, além da cumplicidade profissional, o diálogo amigo em todas as dificuldades políticas do Brasil da época. Como jornalista e editora nesse tempo, foi um privilégio essa convivência. Estendo meus sentimentos à sua família.

CREMILDA MEDINA, PPGCOM/USP

medinase@usp.br

São Paulo

Modelo e mentor

Meus sentimentos pelo falecimento do querido Oli, modelo e mentor para os jornalistas da minha geração que, como eu, tiveram o privilégio de trabalhar sob a liderança dele no Estadão. Minha solidariedade à família neste momento de pesar.

CARLOS BATTESTI

battesti@convergenciacom.net

São Paulo

Boas lembranças

Meu profundo pesar pelo falecimento de Oliveiros. Tenho dele as mais gratas recordações. Comecei minha longa carreira no Estadão sob o comando (e orientação) dele, do Cláudio Abramo e do Perseu Abramo (e na redação da Rádio Eldorado, do Fulvio Abramo). Várias vezes, após o fechamento da edição do jornal, saíamos de madrugada, ele, o Cláudio, eu e mais dois ou três colegas, e íamos perambulando pelas então tranquilas e seguras Ruas Xavier de Toledo, 7 de Abril, Praça da República, Avenida São João, em geral, para comer aquele bom bife do Moraes. São as boas lembranças que guardo dele.

ARY RIBEIRO

arycmribeiro@hotmail.com

São Paulo

GOVERNO ALCKMIN

Esclarecimento

O governo do Estado de São Paulo viu-se impedido de reajustar salários de seus servidores nos últimos anos para manter a saúde fiscal do Estado. Isso não significa que o governador Geraldo Alckmin tenha “crença no congelamento de salários”, como diz o quadro Discursos em construção (22/10, B4). O governo está permanentemente em busca do espaço fiscal que permita dar aos seus funcionários melhores condições salariais.

CARLOS GRAIEB, subsecretário

de Comunicação

srobertovieira@gmail.com

São Paulo

“Meus sinceros votos de pesar. Aprendi a respeitá-lo e admirá-lo durante muitos anos como conselheiro do ‘Estadão’. Teve sempre uma visão lúcida do cenário político. Grande perda”

ROBERTO TEIXEIRA DA COSTA / SÃO PAULO, SOBRE O FALECIMENTO DE OLIVEIROS S. FERREIRA

roberto.costa@sulamerica.com.br

“Grande jornalista e grande brasileiro”

FRANCISCO PAES DE BARROS / SÃO PAULO, IDEM

fpbarros@radiocapital.am.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DE OLHO EM 2018

Finalmente o bom senso pode prevalecer: João Doria candidato ao governo de São Paulo e Geraldo Alckmin à Presidência do Brasil ("Aliados admitem Doria no governo de SP", "Estado", 23/10, A9). Unidos, eles são fortes. A vantagem que teremos em relação à época da prefeitura de José Serra - um ótimo administrador que saiu candidato no meio da sua gestão, deixando seu vice Gilberto Kassab como prefeito, com a lição de casa toda pronta para terminar bem aquela gestão e ele o fez (mas, na seguinte, já eleito, Kassab e seu partido puseram tudo a perder) - é que agora o vice de Doria é o tucano Bruno Covas, que, se seguir bem o plano da gestão da qual ele faz parte, terá tudo para dar muito certo. Este "terceto tucano" pode gerar uma estrofe de qualidade única, para pesadelo dos seus adversários e detratores, mas para o bem de São Paulo e também do Brasil. 

Mara Montezuma Assaf montezuma.csriba@gmail.com

São Paulo

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INDECISÃO

Prezado sr. Doria, se o senhor está indeciso entre disputar a Presidência da República ou o governo do Estado, por que não assume a Prefeitura de São Paulo? Creio que seria mais fácil, afinal o senhor já foi eleito!

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

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A ALMA DO NEGÓCIO 

Logo que assumiu a Prefeitura de São Paulo, o prefeito João Doria começou outra campanha eleitoral em nível nacional (Norte/Nordeste e Brasília) e internacional (China, Oriente Médio e Europa). Embora pense na Presidência, aceita discutir ser candidato ao governo do Estado de São Paulo. Deve acreditar no seu marketing pare enganar muitos por muito tempo. Aqui, na cidade, somente aumentaram as multas de trânsito e os buracos nas ruas.

Omar El Seoud  elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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DEVAGAR COM O ANDOR

Recado para João Doria: São Paulo o elegeu para ser o seu prefeito, e não para se candidatar a governador ou presidente da República. Vá devagar, que o andor é de barro.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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A IMPORTÂNCIA DE SÃO PAULO

Eu já achava um desaforo o prefeito Doria partir para campanha rumo à Presidência depois de ter sido votado maciçamente para prefeito de São Paulo. Tenho visto o descaso que mostra com a importância do cargo (São Paulo é pouco para ele, insignificante mesmo). Mas agora o cara está ousado, estuda se candidatar a governador? Qual é a sua, rapaz? Meu voto não terá jamais, não jogo voto fora.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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A SOCIEDADE E A LAVA JATO

 

O Fórum Estadão Mãos Limpas e Lava Jato vai receber hoje as eminentes figuras do magistrado Sérgio Moro, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, e do procurador da República Deltan Dallagnol, que, em conjunto com os magistrados que trabalharam na Operação Mãos Limpas, na Itália, Piercamilo Davigo e Gherardo Colombo, participarão do debate sobre a permanência e a continuidade da Operação Lava Jato, desde que conte ela com o apoio da sociedade brasileira. Certamente, os brasileiros apoiam a Lava Jato e a grande maioria entende que deve ela permanecer exercendo suas atividades nos termos e limites das leis vigorantes. É mais um serviço público importante propiciado pelo Grupo Estado.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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A LAVA JATO E AS RUAS

Sérgio Moro, pelo que se extrai da manchete do "Estadão" de 23/10 ("Para Moro, futuro da Lava Jato depende da sociedade"), quer o linchamento do Poder Judiciário pelas ruas. Esse magistrado vem recebendo tanto apoio por sua prática de abusos de autoridade que já se sente no direito de incitar a sociedade no sentido de que ela é a julgadora, e não o poder legalmente constituído e que a representa. Haja, Deus!

Benedito Antonio D. da Silva beneadvdiasdasilva@terra.com.br

Tatuí

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UTOPIA

Em recente entrevista, o juiz Sérgio Moro declarou que somente ações da Justiça e intervenções policiais não são suficientes para diminuir a sensação de impunidade sentida pela sociedade e que atinge principalmente os poderosos da vida pública. Sobre um dos motores responsável por tal percepção, o sinistro foro privilegiado acrescentou a necessidade de uma visão superior pela classe política, a que mais se beneficia da referida prerrogativa, para reformar a questão e colocá-la em níveis que possibilitem o destravamento conveniente da Justiça. Vamos combinar: pelo menos num horizonte temporal ainda bastante longínquo, trata-se de um projeto utópico diante da atual qualidade dos nossos governantes e parlamentares.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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TRÊS PODERES

 

O Brasil é o eterno país do futuro, de um futuro que nunca chega, graças a dois principais motivos: administração e corrupção. Administração por causa da burocracia, do gasto excessivo com a ineficiente máquina pública, que absorve grande parte da receita, daí pouco sobrar para investir e suprir as obrigações básicas da população. A corrupção, pelas simbólicas punições aos que detêm o poder e fazem as leis. Ela está embutida em todas as despesas e se tornou endêmica em razão da impunidade ("aqui, o crime compensa"). Justo os que têm melhores salários, que deveriam ter conduta ilibada, são malfeitores.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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CORRUPÇÃO E OUTRAS BARBÁRIES

Muito lúcido e claro o artigo "Corrupção - a hora do Supremo", de Carlos Alberto di Franco, no "Estadão" de 23/10. Está nas mãos do Supremo decidir se continuaremos a incentivar a corrupção mantendo a execução das penas dos julgamentos em segunda instância ou não. É preciso que a classe média, mais informada e educada, assuma seu papel no combate à corrupção. Mas é preciso lembrar que a maioria do nossos eleitores é composta por gente semianalfabeta, alheia, desinformada e sem discernimento. E, se o voto continuar obrigatório, haverá sempre no poder os escolhidos por eles, portanto os populistas manipuladores desta enorme massa. E continuaremos a ter não só corrupção, como também as infinitas outras barbáries a que assistimos todos os dias no mundo político. O voto deveria ser um direito, não uma obrigação. Como obrigar uma criatura a dar sua opinião sobre um assunto de que não entende? Eu, por exemplo, leiga no assunto, jamais opinaria sobre a melhor técnica a ser usada numa cirurgia cardíaca. E você?

Lucia Mendonça luciamendonca@terra.com.br

São Paulo

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MATIZES DA PRESUNÇÃO

No meio jurídico o conceito "presunção de inocência" é dogmático, mas não absoluto. Tanto isso é verdade que essa presunção é usada conforme a conveniência e a competência de defensores dos acusados ou condenados por cometimento de crimes. A primeira atenuação dessa "cláusula pétrea" vai depender do nível social do acusado ou condenado. Para os mais humildes a aplicação ou atenção a esse conceito é esquecida e não é a mesma que para réus de grande poder econômico. Para comprovar isso, basta verificar quantos condenados em primeira ou segunda instâncias encontram-se encarcerados hoje em nosso sistema prisional. Com certeza, um número muito significativo. Por outro lado, essa presunção constitui a "tábua de salvação" à qual os grandes advogados se aferram para garantir a impunidade aos seus poderosos e ricos clientes. Daí a forte pressão que o STF sofre atualmente no sentido de revisar sua decisão anterior para que condenados em segunda instância comecem a cumprir as penas que a eles forem atribuídas. É obrigatório supor a inocência de um réu antes de ser julgado em primeira instância. Se condenado nessa fase, é razoável supor que a decisão de um único magistrado possa estar errada e a presunção de inocência deve prevalecer quanto à aplicação da pena imposta. Agora, depois de três desembargadores na segunda instância confirmarem ou modificarem, ainda que para mais ou para menos, a sentença da primeira, sem anulá-la, presumir a inocência do réu é muita inocência (com o perdão do trocadilho). As estatísticas mostram que apenas 1% (um por cento) das penas aplicadas em instâncias anteriores é anulado pelo STF. Nesse ponto, a presunção tem de mudar de sentido e passar a ser "presunção de culpa" atribuída por quatro magistrados de primeira e segunda instâncias. Aí o réu deveria passar a cumprir a pena determinada na segunda instância, cabendo aos defensores o ônus de provar o erro da condenação com recursos até o trânsito em julgado, ou, como lembra o jornalista Carlos Alberto Di Franco em seu artigo "Corrupção - a hora do Supremo", publicado ontem no "Estadão" (23/10, A2), "(...) no Brasil, é o outro nome da impunidade".

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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UM INIMIGO

Parte da mídia não se cansa de criticar o governo Temer. Denuncia que ele compra parlamentares sob o pretexto de liberar emendas e se livrar das denúncias. Quer parecer aos brasileiros que essa prática é nova e nunca se viu no Brasil. Essa mesma mídia parcial fechou os olhos quando Lula fazia o mesmo e vende a medida hoje usada como se nova fosse. Ora, senhores, somente um cidadão ingênuo que não lê e não acompanha a política de perto pode aceitar essa notícia como algo novo. Todos sabemos que os parlamentares sempre estiveram à venda. Uma coisa é preciso que fique claro, era preciso criar um inimigo: Temer. Assim, o País se esquece de quem é o verdadeiro responsável pela tragédia nacional - o lulopetismo. Só não vê quem não quer. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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LIÇÃO LAPIDAR

O editorial "O inimigo eleito" (20/10, A3) foi brilhante, aliás, como todos os outros deste jornal. Permito-me transcrever seu último parágrafo, que nos obriga a meditar sobre o momento atual do Brasil, especialmente quanto à postura da opinião pública em relação ao presidente da República e a seu governo: "A estratégia é tão óbvia quanto antiga: cria-se um inimigo - Temer - para que o País esqueça quem é o verdadeiro responsável pela atual tragédia nacional - isto é, o lulopetismo". Poucos têm, na imprensa nacional, a lucidez que o "Estadão" demonstra em seus editoriais. Orgulho-me de ser assinante deste jornal há quase três décadas. Parabéns pela coerência, por defender o Estado Democrático de Direito e pela coragem de sempre falar o que tem de ser dito, doa a quem doer.

 

José Antonio Braz Sola jose.sola@globomail.com

São Paulo

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SOB PRESSÃO

Vejam os arranjos que estão fazendo para salvar a Oi. Documento elaborado pelo governo avalia que a falência da operadora afetaria telefonia e internet. Primeiramente, este documento elaborado pelo governo é suspeito. Há que haver pareceres de empresas idôneas. O governo é suspeito neste assunto, desde o governo Lula, ainda mais agora que numa delação viram que um amigo do filho do ex-presidente Lula tinha uma empresa fantasma para as propinas. Deixa quebrar. Vai ter "caladão" em mais de 2 mil cidades? Bota outra empresa para assumir a Oi. O que não dá é o governo sendo ameaçado. Uma afronta. Mas vamos ao outro lado desta questão. O que prometeu o sr. Fernando Henrique para justificar as privatizações em seus dois governos? Avanço tecnológico, universalização do serviço, melhor atendimento, blá, blá, blá. E é isso o que estamos vendo? Ninguém está satisfeito com nenhum setor privatizado. Apontem-me um, pelo menos um setor privatizado que está agradando. Nem andando como Diógenes de Sinope da Grécia Antiga acharão. E o que estamos vendo? As empresas, observando a fragilidade e a necessidade do governo, o encosta na parede. É o setor de telecomunicações ameaçando com a redução da velocidade da banda larga se não aprovarem a franquia. Ué, mas a privatização não foi para evitar isso? É o setor elétrico pressionando contra a devolução dos bilhões cobrados a mais nas contas dos consumidores. Foram essas as promessas, sr. Fernando Henrique? Até agora não sei por que não se instaurou uma apuração das privatizações. Até agora ninguém explicou por que o setor de telecomunicações, avaliado em R$ 45 bilhões para efeito de privatização, foi leiloado por R$ 17 bilhões. Ninguém falou nada. Recentemente, a bancada ruralista na Câmara pressionou o governo Temer, em troca dos votos para apoiá-lo contra a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República, para editar uma portaria que, na prática, restabelece o trabalho escravo. Está caro manter o sr. Michel Temer na Presidência da República.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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EQUÍVOCOS CONSTITUCIONAIS

Após ultrapassarmos a fase atual, na qual a única ação a que se assiste é a luta de Temer para salvar o seu mandato, vamos nos preocupar com as indispensáveis reformas e, prioritariamente, com a previdenciária. Antes dela, porém, deveríamos nos deter em determinado artigo da corporativista Constituição de 1988, que concede autonomia orçamentária aos Poderes Judiciário, Legislativo e ao Ministério Público. A consequência disso, como bem destacou Everardo Maciel no seu excelente artigo "O andar do hipopótamo", é que foram gerados dois aspectos profundamente negativos: o primeiro é que foram criados verdadeiros palácios onde se instalaram os respectivos órgãos beneficiados, em detrimento de hospitais, rodovias e colégios. O segundo é que se criou uma grande defasagem salarial entre os componentes destes órgãos e os dos demais setores. Este é o momento de corrigir tamanha aberração. Que sejam adotados critérios igualitários nos dois itens mencionados, instalações e salários, pois o Estado é um só. Chega de corporativismo.

Ricardo Pereira de Miranda ricarmiran@terra.com.br

Salvador

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REFORMAS

Pelo andar da carruagem, a única reforma que o presidente Temer vai conseguir é a do Palácio Jaburu.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A CRISE, AS INSTITUIÇÕES E OS DEVERES

 

O governo está empenhado em socorrer o presidente Michel Temer na segunda denúncia de Rodrigo Janot. Deputados aproveitam para levar vantagens. Alguns pedem até a reforma ministerial. Isso joga por terra as reformas propostas. Dificilmente Temer terá força para fazê-las depois de tudo o que viveu e em pleno período pré-eleitoral. O calendário eleitoral de 2018 começou a valer no último dia 7 (um ano antes da eleição). Nos últimos anos, o mundo político conflagrado recorreu demais ao Judiciário, a ponto de judicializar perigosamente a vida política. De outro lado, o Judiciário em suas instâncias mais altas é criticado por não usar o mesmo rigor dos juízes de primeira instância. Infelizmente, nossa democracia, a mais longa da história brasileira, foi construída sobre bases que o presente demonstra não serem tão sólidas quanto se pensava. Temos vasto ordenamento jurídico e muitas instituições, mas não cultivamos a tradição de cumprir as leis. Precisamos de um governo que governe, um Legislativo que legisle e um Judiciário que simplesmente julgue. Tudo o que se fizer além disso será indevido e em nada contribuirá para o fim da crise.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

           

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DEMOCRACIA E REPÚBLICA

O jornal "Estado", em sua edição de sábado (21/10), publicou editorial sob o título "Em defesa da democracia". Lamentavelmente, cometeu um erro vulgar, confundindo República com democracia. As gentes estão fartas é da política rasteira e da República que de democrática só tem as eleições de tempos em tempos, quando apresenta, a maioria dos postulantes aos cargos eletivos, gente do mais baixo nível ético e moral. Para o Brasil tornar-se uma nação democrática, suas instituições precisam ser passadas a limpo. Nova Constituição e novo regime, parlamentarismo, e, se possível, não republicano. Passados 128 anos do 15 de novembro, está mais do que provado que a República não deu certo.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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A FONTE DA LIBERDADE

O sistema democrático é a única fonte da liberdade de expressão. Somente com ela é que podemos ter voz e eleger não somente nossos dirigentes públicos, mas também as nossas prioridades, respeitados os preceitos da Constituição. Nesse sentido, é oportuno o editorial "Em defesa da democracia", publicado no "Estadão" de sábado (21/10). Mesmo porque, com a crise econômica, política e ética com que infelizmente convivemos, escombro da era petista, demagogos e salvadores da Pátria estão perigosamente se apresentando ao eleitorado tupiniquim. E, como destaca o editorial do jornal, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que hoje, no Brasil, apenas 8% da população concorda com a afirmação de que "um governo formado por representantes eleitos é muito bom". É verdade que o povo nestes últimos três anos se cansou e está indignado não somente com a corrupção praticada pela nossa classe política, mas com a derrocada da nossa economia e do pico de 14,2 milhões de desempregados, herança do PT. Porém é bom lembrar que quem democraticamente elegeu Lula, Dilma e a parte podre e corrupta de políticos não foram os ETs. Ou seja, nós precisamos também assumir os erros de nossas escolhas nas urnas, dádiva esta somente permitida nos regimes democráticos. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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POLITICOCRACIA

Mais importante que defender a democracia brasileira seria implantá-la de fato. O Brasil não é um país democrático, quem escolhe os governantes não é o povo, quem escolhe os governantes são os partidos políticos. Nas próximas eleições, caberá ao povo o papel secundário de votar e eleger aqueles que já foram escolhidos e eleitos pelos partidos políticos, caberá ao povo escolher entre Lula e Aécio, ou algo como isso. Quando o povo brasileiro puder escolher livremente os candidatos, aí, sim, seremos uma democracia, hoje o Brasil é uma politicocracia, que manda no País são os partidos políticos, o resultado é o lixo que está aí. 

Mário Barilá Filho mariobarilafilho@me.com

São Paulo 

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DESCRENÇA

A descrença da população brasileira em relação ao regime democrático advém do golpe de Estado desferido pelas classes dominantes com o apoio da classe média reacionária e o incentivo da mídia partidária no governo progressista de Dilma Rousseff. Como acreditar numa democracia, se as regras são quebradas e o mandato presidencial é interrompido ao bel prazer dos interesses dos grupos hegemônicos? Brincar com fogo é perigoso. Espero que tenham aprendido a lição e que deixem as eleições de 2018 serem de fato democráticas. 

Paulo Santos 

Tupã

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ESPAÇO DE OPINIÃO

Salve a democracia em todo o seu apogeu. As diferenças só encontram lá a sua morada, pedindo respeito. Exemplo de democracia se dá também por aqui ("Fórum dos Leitores"), afinal um trabalhador comum tem o seu espaço de opinião igual ao de um CEO de multinacional, quiçá ao do presidente da República. Igualdade, meus amigos, sem acepção de pessoas. Nada de controles e travas, nada de intolerância cega. Que possamos nos embriagar de democracia e trazer o seu reflexo no dia a dia, na labuta e no exercício civilizatório. Um brinde ao jornal mais democrático da praça, um brinde à democracia.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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VERGONHA NA CARA

Só vou acreditar que o nosso povo tem vergonha na cara no momento em que forem maciçamente, novamente, para as ruas demonstrar que repudiamos veementemente os políticos que manifestem sua intenção de candidatar-se à Presidência do País na próxima eleição! É preciso dizer não a Bolsonaros, Ciros, Marinas, Lulas, Alckmins, Dorias "et caterva". Basta de sermos sempre os grandes prejudicados em nome de um futuro que nunca veio e que nem virá se continuarmos a ser os eternos "bois de canga" desta corja!

Raul Ventimiglia raulventimiglia@gmail.com

São Paulo

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DEFESA DA DEMOCRACIA

Guinada em direção ao retrocesso só tem uma via, o retorno do lulopetismo na contramão. Quaisquer outras vias, mesmo com algumas "variáveis", terão de ter viés democrático.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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ATÉ A PRÓXIMA CRISE

Durante o governo Dilma, tínhamos uma incompetente corrupta nos governando. Agora, no governo Temer, temos um corrupto competente nos governando. E sabemos que os brasileiros se contentam com pouco. Por isso, vamos comemorar e "curtir" a nossa democracia, tão defendida pela mídia e o fim da Operação Lava Jato. Vamos aproveitar o sucesso da nossa economia (juros, inflação e desemprego caindo), como a mídia adora mostrar, pois essa alegria vai durar pouco, porque em breve chegará a próxima crise. E aí, não sei se teremos um novo Moro. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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VOTO FAXINA

Senhoras e senhores, adotemos a proposta do dr. Modesto Carvalhosa, não reelegendo ninguém nas eleições do ano que vem, sem exceções (federal e estaduais)!

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com

São Paulo

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ÚLTIMA ESPERANÇA

Temos tentado de tudo para o país melhorar. A cada dois anos comparecemos nas urnas. Constantemente manifestamos nosso repúdio em cartas para jornais e outras mídias. Quando convocados, participamos de manifestações públicas. E nada melhora! Vamos, então, tentar outra prática: rogar pragas contra as "otoridades" em corrente nacional. Por exemplo: quando a "otoridade" mentir, será acometida de uma crise de soluços; quando roubar, terá cãibras terríveis nos dedos; quando conceder habeas corpus a corrupto amigo, terá uma diarreia de ficar dias sentado sem ajuda do "capinha". Outras sugestões são bem-vindas. Aqueles que não forem atingidos por nossas pragas serão mantidos e/ou reconduzidos aos seus cargos.

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

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HORA DE CULPAR DILMA ROUSSEFF

Mais uma enorme qualidade do ético ex-presidente Lula: numa entrevista a um jornal espanhol, disse ele que Dilma Rousseff traiu seus eleitores e errou. Ou seja, na verdade, quem errou foi ele, que a escolheu e ainda a chamou de "poste", achando-se o dono do mundo e dos votos. Pior: Dilma era uma "cumpanheira" de anos no partido e foi chefe da Casa Civil dele. Se ele fala isso dela, imaginem que verdades ele dirá para se defender na Lava Jato. Um tremendo cara de pau.

Marieta Barugo mbarugo@bol.com.br

São Paulo

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LULA E SUAS MULHERES

A jornal espanhol, Lula afirma que Dilma "traiu" seu eleitorado. Lula e suas mulheres: Dona Marisa, a irresponsável que não cuidou dos aluguéis em São Bernardo, da construção do triplex no Guarujá e da reforma do sítio em Atibaia. Dilma, a traidora de mais de 52 milhões de eleitores do PT. E ele, como sempre, claro, não sabia de nada. Estas atitudes, além de serem extremamente hipócritas, demonstram toda a "coragem" da alma mais honesta nunca antes vista na história deste país!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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DETONANDO O POSTE

Lula, o criador do poste Dilma, agora resolveu detonar sua cria. Em entrevista ao jornal espanhol "El Mundo", apontou os defeitos "della", mas se esqueceu dos próprios. Omitiu as propinas que recebeu das construtoras, da falsificação e do uso de documentos falsos, dentre muitos outros malfeitos. Foi mais além: disse que o poste "traiu seu eleitorado", mas, novamente, voltou a omitir que "elle" fez pior ao "trair o Brasil". Mesmo em declínio, "elel" insiste em ser a alma mais honesta!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O ERRO NÃO TEM PAI

O mau caráter de Lula não tem limites. Até agora todo mal feito era culpa de Marisa, que nada poderia rebater. Agora, vem culpando Dilma. Vamos ver se ela fica quieta para ajudar o padrinho ou se lança na defesa, tentando justificar suas falhas grotescas. Uma coisa, porém, é verdade cristalina, foi ele que a inventou. Tem, assim, culpa no cartório. Para Lula, o erro não tem pai, só mãe.

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro 

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OS BITTAR E O SÍTIO DE ATIBAIA

Se quiser, não é difícil para Kalil Bittar pagar o débito de R$ 3.450,43 que tem com a Prefeitura de São Paulo. Basta ir ao famoso sítio do irmão Fernando, em Atibaia, pegar meia dúzia de garrafas de vinho na abastecida adega lá existente - mostrada à exaustão em reportagens várias -, passar essas bebidas no cobre e honrar a dívida. Simples assim. 

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo

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CRISE NA ESPANHA

Há um ponto em comum entre a presidente da assembleia catalã, Carme Forcadell, que chamou de "golpe de Estado" a decisão do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, de destituir o governo da Catalunha, e os que, por aqui, ainda insistem em chamar de golpe o impeachment de Dilma Rousseff: em ambos os casos há um claro desprezo pelas respectivas Constituições. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CATALUNHA

O movimento separatista da Catalunha só interessa a Carles Puigdemont. É um político vulgar, como o mais vulgar dos políticos brasileiros. Ele quer o poder à custa da retalhação territorial da Espanha. O povo ingênuo é iludido pelo discurso dissimulado da liberdade e da independência, condimentado pelo orgulho de quem lá habita. Conclusão: quem ganharia com isso não é nem o povo nem ninguém, exceto os políticos espertos, como em qualquer parte do planeta. Nós já vimos coisa parecida com o fracionamento de vários municípios e tentativas de divisão de Estados no Brasil, com o mesmo interesse dos políticos em prontidão para abocanhar seu naco de poder, sobrecarregar a máquina pública criando mais prefeitos, vereadores, Assembleias Legislativas e comarcas à custa do povo simples, inocente e sincero.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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'MINERAÇÃO E DESMATAMENTO'

Os efeitos deletérios da mineração são conhecidos. Temos, por exemplo, o caso internacionalmente conhecido de Carajás. Ou o de Mariana. No mais, o leitor sr. Wilson Scarpelli ("Fórum dos Leitores", 22/10, A2) tem razão quando critica o Incra, inclusive cheguei a ouvir relatos pavorosos do próprio superintendente deste órgão quando atuava na região.

 

Monika Naumann monika_naumann@yahoo.com

São Paulo

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'A DIPLOMACIA DO BIOFUTURO'

A Plataforma Biofuturo é uma bela iniciativa da diplomacia brasileira, que é protagonista na discussão do clima. O ministro Aloysio Nunes foi muito feliz em seu artigo ("Estadão", 23/10, A2). Bioenergia é tema de vanguarda. Contudo, resta o medo de que as agendas interna e externa estejam em descompasso. O RenovaBio está sendo segurado há meses. Não podemos ficar no discurso para fora. Que venha logo o RenovaBio!

Bruno Alves brunoapg@gmail.com

São Paulo

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LENIÊNCIA COM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Será que, com o acordo de leniência com instituições financeiras e a nova lei que permite a injeção de dinheiro do Tesouro Nacional, o Santander pagará os milhões devidos a milhares de aposentados do ex-Banespa, em ações que duram cerca de 20 anos?

Diógenes Anthony M. Antunes diogenes_sila@hotmail.com

São José dos Campos

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REAJUSTE DOS PLANOS DE SAÚDE

O relator da reforma trabalhista do governo Michel Temer, deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), está sendo investigado em um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) por seu envolvimento numa empresa terceirizada que coagia funcionários demitidos a renunciar às verbas rescisórias e a devolver a multa do FGTS. Por meio das fraudes, a companhia se apropriou ilegalmente de R$ 338 mil devidos a mais de 150 trabalhadores, afirma o Ministério Público do Trabalho (MPT). Este mesmo deputado, traidor e covarde, quer arrasar ainda mais com a vida dos velhinhos brasileiros tentando beneficiar as empresas de convênios médicos com a liberação de aumentos ainda maiores sobre a sua participação nos diversos convênios médicos. Se ele já tem uma capivara terrível por tentar achacar o FGTS dos trabalhadores nordestinos (está sendo processado pelo STF), agora quer escravizar ainda mais os idosos com aumentos absurdos nos convênios. Será que ele aprendeu esse tratamento com o seu mestre FHC (PSDB), traidor dos aposentados?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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'RACISMO NO FUTEBOL'

Muito boa e oportuna a série de matérias intitulada "Racismo no Futebol", no "Estadão", assunto que deve mesmo ser discutido amplamente. Porém, passados já três anos, foi muito mal este jornal ao trazer a foto e tantos detalhes sobre Patrícia Moreira, que ofendeu o goleiro Aranha em 2014 (23/10, A22). A agressora já cumpriu sua pena e até tentou pedir desculpas ao ofendido (e este não aceitou o encontro). Ademais, ela foi apenas mais uma entre vários torcedores naquele dia e, agora que tenta levar sua vida adiante, não precisava ser exposta desta forma. Essa riqueza de detalhes sobre a trajetória da agressora não acrescentou nada à discussão e apenas pode trazer prejuízos para ela.

       

Luiz Rocha drluizrocha@uol.com.br

Guarulhos

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DESARMAMENTO

Sem procuração para defender a bancada da bala que atua no Congresso Nacional para flexibilização do Estatuto do Desarmamento, alguns críticos, com o recente episódio ocorrido em Goiânia (GO), tentam desestabilizar o projeto em pauta. Será que os mesmos críticos vão também fechar os postos de combustíveis (?), pois, em episódio recente, um maníaco usou gasolina para cometer um ato insano numa escola em Janaúba (MG).

Arnaldo L. de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

 

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