Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2017 | 03h15

GOVERNO TEMER

‘Habemus presidentum’

Fumaça branca no Congresso Nacional: habemus presidentum. Há situações em que é necessário comemorar o melhor resultado dentre todos os possíveis. A oposição lulopetista perdeu feio e só isso já merece comemoração. As reformas exigem desapego, coragem e objetivos claros. Só com as reformas o Brasil poderá mudar. Vamos em frente!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Hora de ir à luta

Muito bem, o presidente Michel Temer venceu pela segunda vez, barrando outra denúncia. Agora chegou a hora de mostrar à população sua capacidade, sua determinação, seu pulso firme e coragem, arregaçando as mangas, trabalhando e lutando pelos brasileiros, oferecendo-nos pelo menos o mínimo a que temos direito, especialmente em saúde, segurança, educação e transportes. Não nos vá decepcionar, muitos de nós torcemos pela sua permanência no cargo.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Cinco meses de prejuízo

Cinco meses se passaram desde a divulgação das gravações mal feitas de conversas entre Joesley Batista e Michel Temer até o arquivamento da segunda denúncia contra o presidente – tão inepta e inconsistente quanto a primeira – pela Câmara dos Deputados. Foram cinco meses em que o Congresso ficou praticamente paralisado no que tange às reformas, principalmente a da Previdência, tão necessárias para a sobrevivência da Nação. Se o ex-procurador-geral Rodrigo Janot – o grande responsável por essas denúncias e pela paralisia do Congresso – pensou estar fazendo um bem para o Brasil, equivocou-se duplamente: não é no Brasil que ele estava pensando, mas nele próprio, e o “bem” que ele fez ao País foi o de atrasar a sua recuperação.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Ruim com ele, pior sem ele

Michel Temer deve? Está, como parcela significativa de políticos, envolvido em denúncias e tem de ser julgado, mas só em 2019, quando deixar a Presidência. Está ruim com ele? Muito pior seria sem ele, pois não temos ninguém confiável para substituí-lo. E sem Temer a imprescindível e inadiável reforma da Previdência não será feita e o Brasil irá de vez pro brejo.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Bom senso

Prevaleceu o bom senso e o conhecimento elementar das regras do Direito na decisão da Câmara! A partir de 1.º de janeiro de 2019 o cidadão Michel Temer estará em condições legais de responder na Justiça por quaisquer denúncias contra ele apresentadas, e sem a prerrogativa de foro especial por função. Portanto, o País nada perderá, pois até lá fica suspensa a prescrição. Lamentável é ver representantes do povo jogando para a plateia, em busca de seus minutos de glória, vociferando contra o governo, exigindo moralidade e combate à corrupção, ao mesmo tempo que não se envergonham de tecer loas ao lulopetismo, almejando sua volta ao poder. Esses coveiros da Nação não vão parar de destilar sua peçonha, pois têm como guia uma jararaca deslumbrada, para dificultar e até impedir as reformas que se fazem necessárias, uma vez que para tais criaturas o que realmente interessa é o poder!

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Muita desfaçatez

Ainda bem que acabou a votação. Que o governo vive dias nebulosos todos nós sabemos, porém devemos dar o crédito para o que, bem ou mal, estamos conseguindo. O que nos causa indignação, mesmo, é ver e ouvir o pessoal que jogou o Brasil no fundo do poço, com roubalheiras e todo tipo de falcatruas, chegar ao microfone e dizer: “Pelo fim da corrupção, pelo fim da hipocrisia, contra o desemprego, eu voto não”... Será que esse pessoal – do PT, PSOL, etc. – não consegue enxergar um palmo à frente do nariz, para falar tanta desfaçatez? Eles realmente acreditam que não fizeram nada de errado?! Estão no quanto pior, melhor, querem transformar este país numa Venezuela. Mas podem tirar o cavalinho da chuva, que jamais vão conseguir. 2018 está chegando, está na hora de tirar essa corja toda de Brasília. Pelé certo dia disse que o brasileiro não sabia votar, está na hora de provar o contrário.

JOSÉ FERNANDEZ RODRIGUEZ

rodriguez1941@gmail.com

Santos

Cara de pau sem fim

Um verdadeiro circo armado no Congresso foi o que se viu. A “indignação” dos deputados de partidos ditos de oposição (lulistas, dilmistas, etc.) contra seu parceiro por 13 anos e meio, como se Michel Temer tivesse surgido do nada, só serve para demonstrar como todos eles, sem exceção (da extrema direita à extrema esquerda) menosprezam o povo brasileiro. Até hoje não apresentaram nenhuma proposta que sinalizasse estarem tentando moralizar a atividade política em nosso país! Onde estão propostas para acabar com o foro privilegiado (de todos os Poderes), ou pela moralização mínima dos vencimentos públicos e seus penduricalhos, uma verdadeira ofensa ao povo? E a reforma política sem a perpetuação dos caciques de sempre? Estou apoiando a não reeleição de todos os atuais detentores de mandato. É o que nos resta!

MARCELO FALSETTI CABRAL

mfalsetti2002@yahoo.com

São Paulo

Febeapá

Assisti à votação da Câmara relativa às denúncias contra o presidente Temer. Pensei que o máximo da ignorância, burrice, maldade, falta de patriotismo e dissimulação já havia sido atingido, com sobras. Lendo engano. Agora vimos muitos deputados querendo de todas as formas provar que não há ninguém que consiga tal façanha. Teve besteira de todos os lados, mas o pessoal da esquerda já está no pós-doutorado do Festival de Besteiras que Assolam o País. Lembram-se?

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

Dinheiro de pinga

Muitos criticam Michel Temer por utilizar R$ 32 bilhões para a compra de votos, ou melhor, de deputados para se livrar do STF. Mas comparando com os pouquíssimos parlamentares que não foram comprados pelos governos Lula e Dilma com dinheiro da Petrobrás, da Eletrobrás, do BNDES, etc., e somando tudo o que foi desviado nos 13 anos de lulopetismo no poder, R$ 32 bilhões é dinheiro de pinga. E não foi roubado, é dinheiro de emendas parlamentares que ainda não chegou a seu destino.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

“Fazer graça num lugar que está em verdadeira guerra? Estou chocada!”

FABIANA GONÇALVES / SÃO PAULO, SOBRE A CANTORA MADONNA, FANTASIADA, POSANDO COM POLICIAIS ARMADOS NA FAVELA DO MORRO DA PROVIDÊNCIA, NO RIO 

fabifabigon@gmail.com

“Qual a utilidade de ‘glamourizar’ o combate ao crime? A corporação que pôs a foto nas redes sociais acha que a vida dos policiais ficou mais protegida?”

SANDRA MARIA GONÇALVES / SÃO PAULO, IDEM

sandgon@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DIA TENSO

Na quarta-feira, mais uma vez, a fortuna sorriu para o presidente Michel Temer. Em dia tenso, definitivamente para esquecer (ou para comemorar?), Temer, aprovado por pífios 3,5% da população, viu a segunda denúncia de Rodrigo Janot enterrada pelos parlamentares no plenário da Câmara dos Deputados. No mesmo dia, oportuna intervenção de médicos militares remediou-lhe um incômodo no trato urinário. Não pode se queixar da sorte o presidente, diferentemente de seus concidadãos, cada dia mais descorçoados com a situação do País.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga 

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É A ECONOMIA!

Se não fossem o crescimento econômico com mérito total ao ministro Henrique Meirelles, a inflação baixa, os juros caindo, as privatizações anunciadas e outras conquistas, a gestão do "presidente Dilmo" acobertando corruptos e realizando gastança inoportuna para não cair no lixo, que está sendo classificada nas pesquisas como abaixo de sofrível, não teria se salvado. Que Deus ilumine o povo brasileiro ao votar na próxima eleição.

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

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A BATALHA DE TEMER

Temer, eleito pelos "petralhas", a duras penas se safou de mais uma armadilha. Mesmo tendo de enfrentar tudo isso, seu governo está apresentando muitos resultados positivos que até os que não querem enxergar podem ver. Claro, tudo o que denunciaram contra ele terá de ser investigado e apurado. Mas já imaginaram se a "presidenta" estivesse no poder por mais um ano, onde estaríamos? Certamente, no pó da bolacha.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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OS FATOS E A IDEOLOGIA

Muitos órgãos da imprensa batem no presidente Temer realçando sua popularidade em 3%, que, segundo pesquisa, é a menor do mundo. Mas como um presidente com tão pouca popularidade pode ter deixado a inflação em 2,5%, se havia herdado do governo petista mais de 9%? A taxa de juros caiu de 14,25% para 7,50%, a produção industrial mostrou um ligeiro crescimento, o Ibovespa bateu recorde histórico e o PIB parou de cair. Milagre? Não, apenas a saída do PT melhorou o quadro econômico do Brasil, além, é claro, da excelente equipe econômica do governo Temer. Por questões éticas, Temer é rejeitado, mas onde está a mesma ética quando se trata do retirante Lula, que tinha quase 100% de aprovação, era o deus do povo e, agora, sabe-se, era o chefe da orcrim? Em tudo o que se faz é preciso coerência e o jornalismo precisa saber que não dá para ignorar os fatos para salvar a ideologia.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DANÇANDO

O deputado Carlos Marun (PMDB-RS) dançou e cantou verso de "surra" na oposição após a salvação de Temer. Angela Guadagnin (PT-RJ), ano/modelo 2017. Espero que tenha a mesma "sorte" e fim.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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DANÇOU

Tem de lembrar ao deputado Marun que a última colega que dançou após uma votação dançou nas urnas também.

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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NOBRES DEPUTADOS

Assistindo à votação sobre se Temer ia ou não ser investigado, percebemos pelos pronunciamentos que poucos deputados federais podem receber o título de "nobre deputado".

José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

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MAU CONCEITO

A votação do processo contra o atual presidente, Temer, e sua absolvição na Câmara dos Deputados mostraram mais um jogo de cena do que nunca. E mais pontos negativos contra o mau conceito do Brasil e de sua classe política. A que ponto chegamos.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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BAIXO NÍVEL

Vendo a votação na Câmara, entre o sim e o não, uma palhaçada, chego à conclusão de que ali, na Câmara - aliás, em Brasília -, "o mais bonzinho matou a mãe para ir ao baile dos órfãos".

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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BALANÇO

Os vermelhos chamam os oportunistas de entreguistas. Até ontem, juntos. Todos vendendo o Brasil. Mais de US$ 400 bilhões por ano. E o posicionamento da bandidagem na Câmara federal ficou assim: voto sim = a favor da quadrilha do temeroso; voto não = a favor das quadrilhas sindicalistas comunistas e terroristas dos "petralhas"; ausentes = já estão na cadeia; e abstenção = qualquer quadrilha serve.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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NA FILA DE ESPERA

O problema de Michel Temer e de mais 251 deputados já está resolvido; já o problema de 90% dos brasileiros e de 233 deputados só será resolvido em 2018.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CIRCO MAMBEMBE

A cada votação na Câmara vemos aquelas cenas circenses. Nem circo mambembe faria melhor. Discursos recheados de demagogia; a oposição, basicamente o PT, com o discurso de "Fora Temer" depois de ter votado em Temer, "contra o desemprego e pela melhoria de vida dos menos favorecidos" - e quebraram o País; e por aí vai. Nestas horas, surgem também os nacionalistas colocando-se contra a privatização. Sejamos sinceros, são contra a privatização ou são contra porque ela vai fechar, ou pelo menos diminuir muito, o ralo da corrupção? A verdade é que eles são contra a privatização porque com ela acaba a boquinha da corrupção. Qual o problema em privatizar a Petrobrás, por exemplo? Por que esta grita contra? Pararam para pensar? Por que só sindicatos é que estão gritando contra as privatizações? Porque estão lá recebendo sem fazer nada. Autênticos sanguessugas e parasitas. O Brasil é o país com mais sindicatos no mundo. Para quê? Privatizada, a empresa precisaria ter um quadro de 400 e poucos mil empregados, diretos e terceirizados? Há necessidade desse quadro? Tem terceirizado que só está lá para levar um papel de uma mesa para outra, e as mesas estão lado a lado. Privatizar a Petrobrás não é problema. O importante é o petróleo, riqueza mineral no solo e subsolo brasileiro. E as outras empresas? Eletrobrás, Furnas, etc. Qual o problema em privatizá-las? Diferentemente do petróleo, a energia é produzida por meio das hidrelétricas, energia limpa, mas que depende de reservatórios cheios, ou a produzida pelas termoelétricas, energia poluente e mais cara, ou a nuclear, com seus riscos de vazamento. Eu acho que o governo deveria privatizar, mas tendo o controle de fiscalização, normatizando o mercado e com os tributos arrecadados sobre estas empresas cuidar do social. Esse é o papel do governo.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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GENTE DEMAIS

A página A6 do jornal de ontem teve 3/4 de seu espaço ocupado com o rosto de 488 deputados(as) - 25 ausências. E ainda temos os 81 senadores. E todos eles, inúmeros estafetas. Não é muita gente para nós sustentarmos?

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo 

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O CUSTO DA ABSOLVIÇÃO

Ninguém tinha dúvida sobre o resultado da votação da segunda denúncia contra Temer na Câmara. Apesar da retórica parlamentar, tudo é negociável em Brasília. Para "convencer" os nobres deputados da sua inocência nas (duas) acusações, o governo Temer liberou nada menos que R$ 3.380 bilhões em ementas parlamentares. De acordo com o portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), essa quantia seria o suficiente para construir: 60.900 casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida; 3.800 escolas para as séries iniciais do ensino fundamental; 1.350 km de trechos rodoviários; 670 km de trechos ferroviários. Poderia ser usada para implementar ou modernizar 13.330 quadras para o esporte educacional de nossos jovens, ou adquirir 18.560 ônibus escolares. Salvar o presidente é, obviamente, mais importante do que tudo isso. Acorde, Brasil!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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COMPRA DE VOTOS

Durante a votação da denúncia contra Michel Temer no plenário da Câmara, Darcísio Perondi, do PMDB, foi flagrado com uma lista com valores do Ministério da Agricultura, o que configura claramente a compra de votos em favor do presidente. Depois de tudo o que presenciamos neste espetáculo circense, temos a certeza de que as mãos ficarão limpas depois de lavá-las a jato.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

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CUSTO ELEVADO

Mais uma vez,  ficou claro que a corrupção tem um custo elevado ao nosso país. O presidente Temer será julgado pelo STF em razão de ter conseguido 251 votos na votação do Congresso Nacional. Estamos de acordo que foi benéfica essa vitória ao nosso país neste momento, uma vez que Temer poderá cumprir seu mandato integralmente. Porém temos de considerar que o custo dessa decisão do Congresso foi muito alto para a nossa nação, considerando que essa vitória demandou muito trabalho ao Congresso, que se obrigou a tratar do tema deixando de lado importantes decisões sobre as reformas necessárias para a Nação. Mais uma prova  de que os atos de corrupção absorvem em demasia os órgãos do País, a custo elevadíssimo.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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ACOSTUMADO

As atitudes de Michel Temer não me surpreendem. Ele passou décadas ao lado de presidentes exigindo ministérios de grande orçamento (por que será?). Agora, que ele teve de assumir, não quer perder o poder e suas benesses. Ao redor de 400 pessoas vão ganhar muito com essa brincadeira. Quem perde é o Brasil.

Emerson Luiz Cury emersoncury@gmail.com

Itu

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TEMER E O TEATRO

Quando um governante vende o futuro de um país para não perder o poder, e aqueles que se venderam encenam um teatro do absurdo, pensando que enganam um povo cansado de ser preterido, chega-se definitivamente ao fundo de um poço sem fundo.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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A UNIÃO CRIMINOSA

A inocência do presidente Michel Temer e do senador Aécio Neves no Congresso e a não prisão do ex-presidente Lula não são eventos isolados, mas, sim, interdependentes. Lula não vai preso porque derrubaria todo mundo na delação premiada; Temer não caiu porque apoia a liberdade de Lula; e Aécio não foi punido porque apoia Temer e Lula. O Brasil precisa dar-se conta de que está lutando contra uma gigantesca organização criminosa, uma orcrim que engloba praticamente todos os partidos políticos, que agem como uma quadrilha: um defende a retaguarda do outro e "corruptos unidos jamais serão vencidos" é o seu lema. Para vencer a guerra contra o crime organizado que dominou o poder, seria necessária uma ruptura institucional que permitisse prender todas as lideranças criminosas, Temer, Lula, Aécio e desarticulasse todas as facções criminosas envolvidas. 

Mário Barilá Filho mariobarilafilho@me.com

São Paulo

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AGORA VAI

Após o presidente Michel Temer conseguir o arquivamento da 2.ª denúncia no Congresso e também desobstruir o canal urinário, não há justificativas para manter o País parado. As propaladas e necessárias reformas precisam ser colocadas em votação. Já à tigrada petista que apoia o "quanto pior, melhor" resta o consolo de que, quando Temer deixar o mandato, vai enfrentar as barras da Justiça pelos crimes que cometeu. É ter paciência e aguardar, para o Brasil mudar! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A VIDA CONTINUA

 

Michel Temer conseguiu a vitória esperada na Câmara dos Deputados e não sofrerá o processo pretendido por Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República. Mas a vida econômica do País continua, e as reformas, inclusive a da Previdência, precisam deslanchar, para que a Nação possa atingir o alavancamento necessário que gere empregos e incentivos ao mercado. Na realidade, o momento é de olhos voltados totalmente para a economia, secundarizando-se a atividade política, que já tomou muito tempo da pauta governamental.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro 

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APOIO ESCASSO

A votação da quarta-feira na Câmara dos Deputados deixou claro que o presidente Michel Temer não tem o apoio de 50% dos parlamentares daquela Casa. Temer terá dificuldades em aprovar o texto original da reforma da Previdência. Desgastado pelas duas denúncias do Ministério Público e sem dinheiro para conquistar novos apoios dos deputados, Temer terá um árduo caminho para enxugar a Previdência até o fim de 2017. Os contribuintes brasileiros continuam perplexos diante de tanta impunidade e de tantos erros cometidos pelos seus desorientados governantes.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CORTAR NA CARNE NÃO PODE?

O alerta do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de que sem a reforma da Previdência o governo pode ter de suspender o abono salarial, é uma afirmação totalmente incompatível com a realidade que vivemos e que, sem dúvida, a maioria da população esclarecida está a par e sabe. Isso porque, embora a reforma seja necessária, o governo, com um pouco de bom senso e coragem, tem muito o que cortar na própria carne: o excesso de gordura, banha e sem-vergonhice de aproveitadores inúteis e chupadores de nosso sangue ultrapassa muito o tolerável, atingindo o ponto máximo de desperdício para que continuem mamando nas nossas tetas. Com um detalhe: tal atitude não depende de aprovação de ninguém, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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E AGORA?

Passada a segunda votação pelo plenário da Câmara dos Deputados, na qual o governo acabou saindo vencedor, o que devemos esperar da oposição comunista que tinha em seu bojo Rodrigo Janot, homem comprometido com Lula e seus asseclas que não querem deixar o País voltar aos trilhos? Passada esta turbulência, o povo deveria ir às ruas pedir que se cumpram as leis e executem todos os processos de corrupção e enriquecimento ilícito, com sequestro dos bens e prisão dos já comprovadamente integrantes desta horda que assaltou o Brasil.

Urias Borrasca urias@mercosulrefratarios.com.br

Sertãozinho

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EDUCAÇÃO DEFICIENTE

Se 54% dos alunos do 3.º ano não conseguem resolver cálculos simples, e na mesma proporção têm desempenho ineficiente em leitura ("Estadão", 26/10, A15), o erro começa lá de baixo. Para que o Brasil precisa de 5.800 municípios, se a maioria mal consegue se manter em pé? Daí surgem os primeiros e principais problemas. 40% deles roubam da educação, dinheiro que provavelmente vai para os bolsos dos políticos, já que o Tribunal de Contas da União (TCU) só fiscaliza os municípios anualmente por sorteio. Até sortearem 5.800, muito roubo vai rolar, por isso só agora o Ministério da Educação descobre a ineficiência na educação, mas nós observamos no dia a dia, quando barramos pela vida, pessoas vindas de municípios pequenos, formadas no segundo grau, que mal sabem copiar o nome de um produto. Como emergentes, continuaremos na lanterninha dos países que estão investindo pesado em educação, e, enquanto isso, teremos nos governando os iguais - iguais em ignorância, em educação e que "nunca leram um livro". Porque uma coisa o brasileiro comum tem: orgulho de sua ignorância!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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BULLYING

Em excelente entrevista, o dr. Miguel Perosa, psicólogo da PUC-SP, afirma que é difícil detectar o "bullying", termo que remete às ações de provocar, caçoar. Atente-se para o que ele afirmou: "O Estado brasileiro há muito tempo abandonou a periferia das cidades, a educação, a saúde. Os interesses são particulares". Além disso, subentende-se que o respeito e a empatia deveriam ser inerentes ao convívio em sociedade, que tem início na família. Mas, infelizmente, nem sempre é o que acontece, pois hoje a globalização está em sentido contrário às necessidades emocionais de cada ser humano.

Maria L. Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba 

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MINHAS RECORDAÇÕES

Na altura dos meus 86 anos, ainda me lembro do que passamos, eu e o mano Edgard, com o terrível bullying na nossa infância. Vou relatar aqui alguns fatos, pois até hoje eu não li ou ouvi alguma vítima de bullying se pronunciar a respeito, a não ser comentários de outrem. Nasci na cidade de Lins e na minha tenra idade viemos morar em São Paulo, voltando a Lins quando eu já havia aqui cursado o 1.º e o 2.º anos primários. Fomos matriculados num grupo escolar da cidade, eu no 3.º ano e o mano, no 4.º. Aí começou o nosso drama! Éramos estranhos na cidade. Empurrados e cutucados, levando até pontapés nas filas de entrada e saída das aulas. Meu colega de carteira (as carteiras eram compostas de assentos de um só banco para dois alunos) fazia parte da gangue dos malvados. Ele aguçava a ponta do seu lápis para furar a minha perna. No recreio vinham de 4 a 5 pedir um naco do meu lanche, levando-o quase todo; na saída das aulas, já na rua, os alunos do 4.º ano faziam uma fila de 6 a 8 meninos que iam passando pelo mano Edgar dando-lhe tapas, socos e pontapés. Eu? Assistindo à cena sem poder fazer nada, ficava chorando sentado na calçada. Tínhamos combinado não contar nada em casa, mas algum tempo depois não resisti e contei ao velho, que se dispôs a nos esperar na saída da escola. No dia seguinte, dito e feito, o avistei no meio de alguns pais e mães de alunos. Vendo-o, enchi-me de coragem e de repente me senti agarrado por um garoto que gritava "Mencarone ele está seguro". Consegui me desvencilhar e fui correndo atrás do menino dando-lhe alguns tabefes. A partir dali os abusos se arrefeceram e eu, achando o bullying terminado. Mas o ódio e a raiva que sentia eram proeminentes. Resolvi nesse mesmo dia que deveria estar forte fisicamente para enfrentá-los futuramente. O primeiro passo foi que deixassem a lenha que chegasse a casa para eu cortar (ela chegava em pequenas toras para o abastecimento dos fogões  da época), e com um lenhador amigo aprendi alguns truques de ginástica com o machado. Por motivo de doença na família, e já com 15 anos, vim para São Paulo terminar a 3.ª e a 4.ª séries do ginásio. Nos primeiros dias de aula, fiquei amigo de um rapaz que, além de ser o primeiro aluno da classe, era também pugilista amador do Clube Esportivo da Penha. E lá fui eu também para o boxe por dois anos. Após o ginásio, voltei a Lins mais forte, saudável e valente. Quem gritasse ou falasse mais alto comigo eu já chamava para a briga. E ganhava todas. Ainda estava com o maldito bullying impregnado em mim. Eram dias e noites sofrendo com os pensamentos amargos da infância. O bullying é mesmo devastador. Aquela criança dócil e pura que diziam de mim havia se transformado num ser nervoso e vingativo. Esses pensamentos lúgubres me seguiram por mais alguns anos. Foi quando em minhas preces pedia a Deus que tirasse de mim o ódio doentio que sentia, no que, depois de muita oração, fui atendido. Hoje, na velhice, ainda penso naqueles dias sombrios, mas sem qualquer rancor. E parafraseio a leitora sra. Daniela Gonçalves Moniz, que no "Fórum dos Leitores" de sábado (21/l0) disse "e a vítima do bullying virou assassino. E os ofensores viraram todos santinhos. Bullying é cruel, muitas vezes desumano". 

Flavio Ferreira Pinto aniltintas@gmail.com

São Paulo 

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CRIME NO TRÂNSITO

Quero expor minha indignação e minha falta de credibilidade com relação à Justiça brasileira. Na quarta-feira (25/10/2017), a motorista Talyta Sayuri Tamashiro, mulher que foi presa em flagrante por atropelar e matar três pessoas na Marginal Tietê no dia 30/9/2017, entre elas o pai dos meus quatro filhos, foi solta para responder em liberdade. Ela vai usufruir, inclusive, de um dos benefícios da lei brasileira que é poder viajar no Natal e no ano-novo para onde quiser, pois entre os benefícios terá direito a sete dias viajando, sem precisar avisar à Justiça, e poderá transitar tranquilamente por aí, enquanto eu tento confortar os meus quatro filhos, cuidar do trauma causado pelo resto de suas vidas, dar apoio e amor para superar a perda do pai. Ela não apresenta risco à sociedade? Talvez agora não, mas ela acabou de matar três pessoas por dirigir sob efeito de álcool. Isso não seria o suficiente para que ela continuasse presa, já que assumiu o risco e matou três pessoas naquela madrugada? Minha frustração, minha indignação e meu repúdio pelos três desembargadores que, por unanimidade, deixaram esta moça ser solta com três assassinatos no currículo, pois, embora amparados por essa lei absurda, poderiam ter mantido as decisões anteriores, certas e justas. Espero, de coração, que nenhum dos seus filhos e/ou netos passe pelo trauma que os meus quatro filhos estão passando, uma menina de 14 anos, um de 12 anos, uma de 10 anos e um de 7 anos. Além da indignação aqui manifestada, gostaria de chamar a atenção dos senhores Nylton Neves, relator do processo, Otavio de Almeida Toledo e Camargo Aranha Filho e das demais autoridades competentes para o fato de que, enquanto a lei for branda para crimes como estes, eles continuarão acontecendo e famílias inteiras continuarão sendo vítimas desses atos irresponsáveis. 

Patricia Ferreira Figueiredo pafigueiredo@hotmail.com

São Paulo

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A LEI

Uma jovem embriagada, dirigindo com a carteira de habilitação suspensa e usando o celular ao volante matou três pessoas, mas já está livre da cadeia. Ora, todos ficam pasmados com essa situação, e, é claro, com toda razão. Mas a lei está ao lado dela, protegendo-a, e não ao lado dos familiares das vítimas e da maioria da sociedade. Já que a lei não se muda por vontade própria e os legisladores são uns bananas, troquemos, então, os legisladores.

Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@hotmail.com

Guarulhos

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TURISTA MORTA NA ROCINHA

Uma turista morre baleada por um policial militar despreparado no Rio de Janeiro e, agora, culpam os favelados, o crime organizado, os donos da agência de turismo, o carro sem adesivo! Espera aí, o governo é responsável pela segurança no Estado, todos têm o direito de ir e vir em segurança, a não ser que a polícia e o Estado interditem o local, fato que não aconteceu. A culpa não é da favela, pois já estavam indo embora da Rocinha quando tudo aconteceu. E carro descaracterizado é o que a polícia mais usa, e agora recriminam isso? A agência usou um veículo particular de transporte. E, por fim, quem errou foi o policial que atirou sem saber quem iria atingir. É incrível a total inversão de valores neste caso.

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@outlook.com

São Paulo

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SHOW DO U2

É inquestionável o direito da população de ter acesso a shows internacionais na cidade de São Paulo. Mas não é direito daqueles que exploram comercialmente esses mesmos shows abusar da paciência e da parcimônia dos demais cidadãos que vivem no entorno dos locais (inapropriados) onde tais eventos se realizam, mesmo tendo o "apoio" indecoroso e insensível das autoridades de plantão. É fato que o prefeito sumiu, abandonou a cidade à sua própria sorte. Definitivamente, a realização dos quatro shows da banda U2 no estádio de futebol do bairro do Morumbi em uma mesma semana foi um abuso atroz! Total desrespeito pelos moradores do bairro e também por aqueles que residem um pouco mais distante, considerando o caos instalado nas avenidas e ruas do bairro e de acesso a ele em razão do trânsito insano a que todos ficaram submetidos, sem auxílio da Polícia Militar e da empresa municipal arrecadadora de multas, a CET. Esse estádio não poderia jamais ser admitido para eventos dessa natureza e grandiosidade. É um abuso, um escárnio, principalmente quando "patrocinado" com autorizações de duvidosa pertinência e com a total inércia das autoridades municipais e estaduais na regulação dos atos dos organizadores. Parece que o apelo dos administradores públicos é arrecadar, mas sem dar nenhum benefício em favor do bairro, nada, nenhuma contrapartida, zero, a não ser a destruição de espaços públicos, o incentivo à sujeira advinda do comércio praticado por ambulantes ilegalmente instalados no entorno, comercializando de tudo, desde drogas, passando por bebidas e alimentos sem nenhum cuidado de higiene, até vagas de estacionamento em vias públicas mediante achaques e extorsões dos incautos, e tudo sob o olhar indolente e cínico das autoridades. Onde está o prefeito Bruno Covas? (O outro, titular, sr. Doria, já abandonou a prefeitura, pelo visto!) Estes senhores e seus asseclas nada fazem e nada querem fazer em relação a tais desmandos que sistematicamente acontecem no bairro do Morumbi. No entanto, apesar dos encargos dos cargos que ocupam, preferem se manter em seus arautos como se nada acontecesse nesses dias - claro, é mais fácil... -, talvez até curtindo o próprio show. O Ministério Público do Estado de São Paulo também não se manifesta e não atua na preservação do direito maior a ser defendido, como, por exemplo, o meio ambiente, a paz social, a qualidade de vida da população e, essencialmente, a segurança pública, tudo ligado ao dever de proteção do direito difuso e coletivo da comunidade. Prefere manter-se silente a tudo isso, como se não fosse mister desse órgão tutelar os direitos contra esses desmandos das autoridades que concedem irracionalmente alvarás para eventos de tal envergadura. Conclusão: no Morumbi também se vive este Brasil horroroso de hoje, e, pior,  na plenitude, temos aqui um retrato ao vivo: bagunça generalizada, falta de autoridade das autoridades instituídas, violação permanente e contínua do Estado de Direito e desmandos gerais que a passos largos logo chegarão à anarquia plena, correndo-se o risco do retorno dos fantasmas dos últimos 13 anos, o que parece ser o desejo de alguns. Senhor prefeito, considerando que o senhor se autointitulou ser o grande gestor e, quiçá, o salvador da Pátria, tome consciência das suas obrigações e volte a se sentar na cadeira que lhe foi dada, e comece a trabalhar, com atos desprovidos da empáfia e com mais dedicação, passando a construir algo de bom para a sociedade paulistana, pois, do contrário, se continuar omisso e com este discurso de cunho populista e de pura demagogia, será o senhor o único responsável por acentuar a destruição a que fomos submetidos pela administração anterior do PT - até porque não se quer logo mais descobrir ter sido um equívoco a sua eleição. Basta notar, como exemplo, essa permissão em relação ao abuso do uso do estádio do São Paulo Futebol Clube para a realização de quatro shows seguidos do U2. Espera-se que o Ministério Público tenha a disposição e a coragem necessárias para insistir na coibição do desvio de finalidade em que se colocou esse estádio e atue em conformidade com a lei, impondo as medidas indispensáveis para promover a preservação do bem público e dos interesses difusos dos cidadãos de bem. 

Claudio Marcio Abdul-hak Antelo claudioantelo@icloud.com

São Paulo

 

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