Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2017 | 03h05

VIOLÊNCIA E CRIME

Comandante executado

A execução do coronel Luiz Gustavo Lima Teixeira, comandante do 3.º Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, é a demonstração da guerra civil e da falta de efetividade da autoridade no Estado. Do ponto de vista pessoal, é tão dolorosa quanto a dos outros 111 PMs fluminenses mortos este ano. Mas institucionalmente é mais grave, pois a vítima é um dos cardeais da polícia, o que pode representar uma agressão direta à corporação e almejar sua instabilidade. É preciso prender os autores e descobrir a real motivação do crime. E também desarmar os criminosos, mesmo que para isso seja necessária a intervenção federal e o uso de tropas preparadas para enfrentar a guerra. O Rio de Janeiro é o produto acabado de um sistema perverso e demagógico de segurança pública adotado no País durante as últimas três décadas, em que as polícias foram tolhidas por governos fracos. Os outros Estados, que também sofrem com a insegurança, embora em menor escala, precisam tomar o Rio como referência e, enquanto é tempo, adotar providências para que o caos não chegue a seus territórios. Não se esqueçam de que a execução de policiais, sejam praças ou comandantes, é o prenúncio da perda do controle e todos correm sérios riscos.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

Enxugar gelo

Considero o uso das Forças Armadas para dominar as barbáries cometidas nas favelas cariocas semelhante a enxugar gelo. Pois, além de os jovens soldados que para lá são dirigidos virem de comunidades muito parecidas com as que têm de policiar, são pouco experientes no uso de equipamento pesado. O Exército tem regimentos de combate na selva, formado por oficiais e praças especializados em caça e captura de elementos perigosos, e, a meu ver, essa deveria ser a equipe designada para enfrentar os ágeis malandros que dominam o tráfico nos morros do Rio. Estou certo de que as Forças Armadas se sentiriam prestigiadas se lhes fosse designada essa tarefa, que seria fatal para o crime organizado.

CARLOS ICARAHY GONÇALVES

icarahyrg@uol.com.br

São Paulo

Contra ou a favor?

Num país onde qualquer bandidinho de meia pataca anda com revólver na cintura ou fuzil no ombro, há vários movimentos hipócritas, Brasil afora, pelo porte de amas para algumas categorias, como São Paulo quis fazer ao solicitar o direito de os agentes de trânsito andarem armados (Temer vetou o projeto aprovado pelo Congresso). A prefeitura de Niterói vai fazer amanhã plebiscito sobre se a população quer guardas civis municipais trocando tiros com bandidos no meio da rua. Está na hora de, com seriedade e em consulta nacional, perguntar se as pessoas querem penas severas para quem pratica crime hediondo – como sequestro, latrocínio, estupro e roubo de dinheiro público –, redução da maioridade penal, fim do foro privilegiado e outras imoralidades que fazem do Brasil um dos países mais desiguais, injustos e corruptos.

JOÃO DIRENNA

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

CORRUPÇÃO

Transferência

O ex-governador Sérgio Cabral, que em interrogatório perante o juiz Marcelo Bretas disse saber que a família do magistrado exerce atividades ligadas ao comércio de bijuterias, tentou, assim, promover uma relativização vazia de seus astronômicos gastos com joias compradas por meio de esquemas alimentados pelo dinheiro dos que estão há meses sem receber salário. O tiro, felizmente, saiu pela culatra e o estratagema resultou na ordem de transferência para presídio federal fora do Rio, justificada pelo fato de que o condenado, onde estava, recebia informações que poderiam prejudicar o andamento das ações penais. Mais um melancólico instantâneo do triste painel de crime de corrupção que envergonha o Brasil perante o mundo.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

Operação Lava Jato

É realmente chocante a tentativa, já kafkiana, de proteger os políticos processados por crimes de corrupção. Os que encabeçam a Operação Lava Jato avaliaram o trabalho parcialmente frustrado de acabar com a corrupção na Itália. Temos de nos ater ao fato de que nosso momento histórico é diferente. Enquanto a arrecadação despenca, as despesas do governo aumentam e o Leão vem para cima do contribuinte, que está quebrado e farto de sustentar desvios. Isso vai acabar em pizza, como na bela Itália? Não, esse barril de pólvora que estão armando nossos homens públicos vai detonar neles mesmos. Se não deixam a Justiça agir pelo canal correto, fatalmente isso será feito por outro canal...

IRENE MARIA DELL’AVANZI

irenedellavanzi@gmail.com

Itapetininga

Como deve ser

Por meio da Lava Jato ficou comprovado que nas eleições o poder econômico coloca seus representantes no poder, limitando a abrangência da democracia. E para consolidar e manter o seu poder oferece propinas aos que se dizem representantes do povo. Fica clara e evidente a hipocrisia vigente no sistema político-eleitoral. Diante desse fato, acredito que o Supremo Tribunal Federal tenha a obrigação moral e cívica de realizar um estudo para acabar com isso e tornar a nossa democracia representativa do povo brasileiro. Como deve ser.

JOSÉ CARLOS COSTA

policaio@gmail.com

São Paulo

Separatismo

Se o governador de Brasília pedir autonomia, toda a Nação brasileira vai apoiar. Ficaríamos livres desse Congresso que só legisla em causa própria.

VIDAL DOS SANTOS

vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

HISTÓRIA

Marquesa de Santos

A imprensa deveria considerar que a vida da marquesa de Santos não é só a de “amante” do imperador. Ela viveu 70 anos, mas só se fala nisso. De volta a São Paulo, a marquesa conheceu, casou-se e teve vários filhos com o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar, alferes da Província e fundador da Polícia Militar. Portanto, não é uma personagem histórica para ser ignorada. Como sua trineta, bisneta de seu filho João Tobias de Aguiar, incomoda-me muito a imprensa desconsiderar que a marquesa, depois de casada com o brigadeiro, fez muito por São Paulo, além de seu filho João Tobias ter sido um dos fundadores do jornal A Província de São Paulo. Seria bom os leitores saberem mais sobre a marquesa de Santos.

MARINA MAYA P. DE ALMEIDA

marina.maya1930@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BOTEQUIM SUPREMO

O "Estadão" noticiou em primeira página o lamentável bate-boca de botequim entre dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes. Já não bastasse a desmoralização completa do Poder Executivo e do Legislativo, afunda-se agora o último poder que ainda merecia alguma confiança do povo brasileiro. As médias servidas em botequins são mais autênticas que votos médios proferidos no Supremo, e os bate-bocas são abafados pela música em volume alto. É preciso resgatar a qualidade no botequim supremo.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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SESSÃO NO STF

O embate travado pelos ministros Gilmar Mendes e Luís Barroso estava muito mais para uma briga de botequim do que para uma sessão na Suprema Corte de Justiça do País. Por determinado momento, pensei que eles partiriam para agressões físicas, totalmente compatíveis com o nível chulo das acusações pessoais trocadas.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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PAUSA

Quando dois ministros em plenário do Supremo batem boca como se estivessem num boteco, devemos repensar a República.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CHEGA!

É certo e fundamental que a democracia deva, como princípio basilar, a contemplação à diversidade de opiniões e o respeito às posições contrárias. No entanto, o constante e desrespeitoso exercício do bate-boca no Supremo Tribunal Federal, desde os tempos de Joaquim Barbosa, já está ultrapassando os limites da tolerância e do decoro que a mais alta Corte do País exige. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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BARROSO X MENDES

Data vênia, ficou faltando o "te espero lá fora"...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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BATE-BOCA NO SUPREMO

O roto falando do esfarrapado.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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DESEQUILIBRADO

Não acho que o nível que tem de prevalecer no STF seja o do barraco. Porém Gilmar Mendes também não pode fazer do plenário a casa da mãe Joana. Há muito ele passa dos limites, e em plenário mesmo alguém precisa conter seus chiliques. Está totalmente desequilibrado. Destila ódio, sim, como disse Barroso, e age de acordo com agenda particular. Está na hora de darem um basta nesta verborragia odiosa e destemperada do ministro. Quem ele pensa que é? Quer ser a voz mais alta para proteger seus amigos ou para proteger-se também? Sua atitude é muito suspeita. O que mais se pode pensar? Chega, ministro! Queremos correção, ética, dignidade, equilíbrio, honestidade intelectual e coerência no Supremo. O barraco, mesmo, é não agir de acordo com esses preceitos.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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DERROTADO

No MMA (Artes Marciais Mistas) do Supremo Tribunal Federal, quem perde é o povo brasileiro.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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BAIXO NÍVEL

  

Que, nos perdoem os nobres ministros da mais alta Corte do País, mas as agressões verbais a que assistimos anteontem, patrocinadas por Vossas Excelências, foi diálogo de alto nível? Foi não, aquilo foi um verdadeiro barraco. Vergonhoso!

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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RODANDO AS TOGAS

O vergonhoso bate-boca entre os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, ocorrido no dia 26/11, na sessão plenária do Supremo, fomenta ainda mais a incredibilidade do Poder Judiciário perante a sociedade, bem como a sua sensação de insegurança jurídica, notoriamente no que se refere ao Supremo Tribunal Federal. Há muito se assiste a vários juízes que compõem as duas turmas da mais alta Corte do País se comportarem como se fossem atores ou atrizes de uma novela qualquer. Sabedores de que estão sendo televisionados, parecem querer demonstrar total domínio de conhecimento jurídico e de superioridade aos demais colegas do tribunal.  Nesse afã, acabam rodando as togas, como se fossem pertencentes à ala das baianas de uma escola de samba com um triste enredo de carnaval. 

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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CREDIBILIDADE

A credibilidade no Supremo Tribunal Federal entre a população é de apenas 24%. Com os bate-bocas demonstrando acidez e intrigas pessoais, a decisão do caso do senador Aécio Neves e, mais recentemente, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso que soltou deputado preso por meio de resolução, servindo de alvará, ou nossas cortes superiores assumem seus verdadeiros papéis ou nossa democracia será esvaziada.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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DIAMANTINO X VASSOURAS

Mais um "round" entre Gilmar Mendes (Diamantino - Mato Grosso) e Luís Roberto Barroso (Vassouras - Rio de Janeiro), ambos ministros do Supremo Tribunal Federal. Em votação sobre outro tema, decidiram partir para o duelo verbal. Ofensas mútuas e desrespeito. A sorte é que a presidente da Casa, Cármen Lúcia, interveio e resolveu acabar com a briga das "Excelências" e mudou o feriado de sábado para a sexta-feira, proporcionando um tão merecido descanso de quatro dias aos contendores. Parece piada, mas é a pura verdade! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

  

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CONSTITUIÇÃO MAL GUARDADA

Este é o nível dos atuais "guardiões e defensores" da nossa Carta Magna. E pensar que em 1932 perdi um tio-avô, Mario Furtado, da cidade de Orlândia (SP), morto em combate nos campos de batalha da Revolução Constitucionalista, defendendo nossa Constituição.

Antônio Jácomo Felipucci annafelipucci@hotmail.com

Batatais 

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SUPREMA CORTE BRASILEIRA

Enquanto a caravana passa os cães ladram. 

Dorival Menezes Leal dorileal@uol.com.br

São Paulo

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ERRADO DESDE O INÍCIO

Dizer o que do lastimável bate-boca entre os ministros do STF Gilmar Mendes e Roberto Barroso, acompanhado em tempo real por todo o Brasil? Só nos deu a certeza de que temos hoje uma Suprema Corte totalmente dividida, entre os realmente comprometidos com a nossa Constituição e os apoiadores dos puxadinhos políticos. Aqueles que foram escolhidos a dedo pelos conchavos entre políticos corruptos e o Judiciário. Aqueles que são flagrados em telefonemas com políticos investigados. Mais do que nunca, nossos ministros precisam ser escolhidos por um colegiado jurídico independente, não pela canetada de um presidente qualquer, porque ministros ficarão no STF até os 75 anos e presidentes terminam seu mandato em quatro. Mudança já! 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A SALVAÇÃO DE MICHEL TEMER

O dantesco e vergonhoso espetáculo de absolvição do sr. Michel Temer, socorrido por bestiais figuras que um dia juraram fidelidade à democracia e à Pátria, é tão constrangedor quanto sabermos que o corrupto e incorrigível sr. Lula não foi preso ainda, permanece solto e vive contando as suas tolices para uma plateia desatenta e desejosa que o caos se instale no País. Será que um dia esta pátria se renderá às leis e será obediente aos ditames da Carta Magna?

Moacyr Rodrigues Nogueira Moaca14@hotmail.com

Salvador

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'A VERDADE VENCEU'

Disse o presidente Temer em pronunciamento à Nação depois da rejeição da denúncia contra ele pela Câmara dos Deputados: "A verdade venceu". Mas qual verdade venceu? Que ele não cometeu nenhum deslize e, portanto, não precisa ser investigado, ou que há Justos Veríssimos em excesso no Parlamento brasileiro? 

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo

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IMPEACHMENT

O arquivamento da segunda denúncia contra Michel Temer não é o início do fim da crise política, mas apenas o fim do início da crise do governo. O pedido de impeachment da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) está engavetado há cinco meses e, se for arquivado pelo presidente da Câmara dos Deputados, deve-se recorrer ao plenário daquela Casa Legislativa. Imperativo que seja desarquivado por maioria absoluta de 257 votos e instalada a comissão. Aprovado o relatório, a hora da verdade será obter 342 votos para afastar o presidente da República por crime de responsabilidade e para que seja julgado pelo Senado Federal.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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VERGONHA NACIONAL

O plenário da Câmara dos Deputados, que para mim não passa de um antro da perdição, com vários líderes de partidos que para mim não passam de cafetinas das "prostitutas" que compõem o Congresso, barrou na quarta-feira à noite, pela segunda vez, o prosseguimento de uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. O que mais me causou repulsa e náusea durante a votação que premiou o presidente foi o cinismo estampado na cara de cada um, que, para justificar o injustificável, dizia ser contra o relator, mas favorável ao arquivamento do processo, uma verdadeira vergonha nacional.

   

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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ILUSIONISMO

O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) não foi flagrado carregando aquela mala com R$ 500 mil, dinheiro de propina da JBS para Michel Temer; Ricardo Saud não foi filmado recebendo milhares de reais de propina da JBS para seu primo Aécio Neves; nunca existiram os R$ 51 milhões em apartamento de Geddel Vieira Lima, dinheiro de propina da OAS. Tudo isso é fruto de uma pegadinha feita pelo ilusionista americano Leonard Montano, o Mister M. 

Mauro de Campos A. Filho maurinhoadorno@gmail.com

Mogi Mirim

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INTERESSES CORPORATIVOS

O arquivamento de mais um processo contra o atual presidente, Temer, para qualquer especialista na área política, constitui uma derrota para o povo brasileiro. É de imaginar como e quantas negociações espúrias virão para que sejam aprovados projetos que levem em consideração os interesses corporativos, e não os da maioria da população. Este é Congresso que conta com parcela significativa de integrantes que não têm a mínima preocupação com o seu conceito perante a população.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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O OUTRO LADO

Pergunto: por que todo mundo (leia-se a mídia) está desancando Michel Temer por haver comprado deputados para votarem a favor dele, e ninguém (leia-se a mídia) está desancando os deputados que se venderam? Afinal, tentar se safar é direito de qualquer um, mas vender princípios e consciência é coisa um tanto diferente...

Paulo Vianna da Silva thais_rotaract@hotmail.com

Florianópolis

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NO MERCADO FINANCEIRO

Quanto vale uma informação privilegiada? Joesley e Wesley Batista estão sendo processados por terem obtido lucros ilícitos com a compra de dólares e a venda de ações da JBS, no momento certo. Joesley tinha acesso a informações sobre a divulgação do áudio de sua conversa com o presidente Michel Temer. Fato semelhante ocorreu duas vezes, durante as votações das denúncias contra Temer na Câmara dos Deputados. Nessas datas, o dólar subiu e o índice da Bolsa de Valores caiu vertiginosamente. Coincidentemente, as votações foram iniciadas exatamente após o fechamento da Bolsa, ou seja, às 17 horas. Ganhar dinheiro nessas ocasiões é privilégio de poucos.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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ELEIÇÃO NA ARGENTINA

O peronismo perdeu força. Bom para a Argentina e para a América do Sul. Os eleitores argentinos deram um basta ao populismo peronista que vinha arruinando a economia local, como ocorreu com os ex-presidentes Néstor e Cristina Kirchner. Assim como felizmente, também, não temos mais o PT no poder no Brasil. No pleito legislativo realizado no domingo para renovar 1/3 do Senado e metade da Câmara na Argentina, o atual presidente, Maurício Macri, saiu vitorioso, obtendo a maioria no Parlamento. E, neste curso da recuperação da economia argentina, Macri agora poderá também aprovar no Congresso importantes reformas, como a de responsabilidade fiscal, visando ao controle de gastos, e a tributária. Isso traz uma ótima perspectiva para incrementar ainda mais as exportações de nossos produtos para o país vizinho e amigo dos brasileiros.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CESARE BATTISTI

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu reautuar o processo de Battisti, como uma reclamação, a pedido da defesa. Com essa decisão, o julgamento foi adiado, sem previsão de ser retomado. O adiamento vai premiar o assassino, que continuará morando no Brasil, pois no dia 24 de novembro a Lei de Migração entra em vigor. Entenderam por que este país não tem jeito? A esquerda, mesmo fora do governo, continua mandando. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MISTÉRIO

Qual terá sido o método usado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2010, que permitiu deixar a última palavra sobre a extradição do terrorista Cesare Battisti com o então presidente Lula, e hoje com um governo sob nova direção após o impeachment de Dilma Rousseff, chama essa responsabilidade a si, impedindo que o homicida italiano seja extraditado para seu país antes que o plenário da Corte decida sobre o caso? Será que, temerosos de não tomarem a decisão mais acertada, mesmo sendo possuidores de notável saber jurídico, os magistrados resolveram deixar a decisão sob os cuidados de um presidente com mais de uma dezena de diplomas de "doutor honoris causa"?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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O ALVO DA ITÁLIA

Se o Mossad israelense foi capaz de raptar o nazista Adolf Eichmann na Argentina, por que o Serviço Secreto Italiano não tenta fazer o mesmo aqui, no Brasil, com Cesare Battisti? Aliás, o "alvo" está solto, zanzando por aqui somente com uma tornozeleira eletrônica.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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INCÊNDIO CRIMINOSO

Logicamente não generalizando, porém em algumas situações o ser humano, que deveria viver em paz, com respeito e educação pelo seu semelhante, torna-se animalesco, vil, calhorda e imprestável. Basta ver que, por interesses próprios, vantagens e benefícios obscuros, incendiaram e destruíram 25% do Parque da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, que corresponde a 54 mil hectares, onde se abrigam inúmeras espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção, sob forte suspeita de ter sido criminoso.  

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A REPÚBLICA BRANCALEONE

A alma do marechal Deodoro da Fonseca deve estar arrependida de ter proclamado uma República, quando sua intenção era a de se livrar das algemas monárquicas, mas jamais imaginou que esta mesma República serviria de chacota para os demais organizados regimes que se espalham pelo mundo. Não só no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil, o crime organizado está fazendo tremular seu estandarte de vitória invertendo a ordem natural, caçando policiais militares. Só no Rio, este ano, foram assassinados 112, até mesmo um comandante de batalhão. No maior reduto, onde deveriam prevalecer os ditames da Justiça, ministros do STF batem boca, Luís Roberto Barroso e seu colega, ministro Gilmar Mendes, acusando-se mutuamente de atitudes incompatíveis com a toga. Por certo, nestes dias nebulosos da República, o marechal teria pensado duas vezes. 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MADONNA NA FAVELA

Será que ela também pretende marcar presença no velório do comandante executado esta semana?

Fabiana Gonçalves fabifabigon@gmail.com

São Paulo

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TURISMO NA ROCINHA

Lamentável o que ocorreu com a turista espanhola na Favela da Rocinha. Mas eu não consigo compreender a atração sinistra dos estrangeiros por favelas. Qual é o conceito de turismo deles?!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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'EM DEFESA DA TELENOVELA'

 O artigo do professor Eugênio Bucci ("Em defesa da telenovela", 26/10, A2) deveria ser intitulado de "Em defesa da imoralidade", tal o despropósito de seus argumentos em defesa daquilo que a sociedade em boa hora vem condenando com furor. Considerar quem as novelas da TV Globo "se constituem em pilares mais tradicionais dos costumes domésticos no Brasil", só se forem pilares da imoralidade, do lesbianismo, da infidelidade, da homossexualidade e, agora, do crime, contra os quais a sociedade tradicional se levanta em defesa dos bons costumes de forma contundente e inarredável. Lamentável sob todos os aspectos a frase do professor: "O País melhorou" (depois das novelas da Globo). Creio que apenas na visão deturpada do ilustre professor da ECA-USP, cujos discentes também em sua grande maioria compactuam e reproduzem suas ideias, transformando esta faculdade no principal agente da derrocada da qualidade de ensino desta outrora conceituada universidade. Outrossim, é ingênuo e tendencioso o argumento em defesa do tratamento que é dado aos traficantes e bandidos na referida novela, de que deveriam ser "banidas 80% das tragédias gregas do acervo das bibliotecas porque o conteúdo estético delas faz mal às crianças e adolescentes". Ora, caro professor, 90% dos adolescentes que assistem a novelas não frequentam bibliotecas, e os 10% restantes, com suas famílias, repudiam estes comportamentos e atitudes grotescas das tramas novelísticas da Globo.

Plínio Pereira Carvalho pliniocarvalho@ig.com.br

São Paulo

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DESSERVIÇO

Defender as telenovelas, como o fez o sr. Eugênio Bucci nas páginas deste jornal (26/10, A2), é, para dizer o mínimo, um desserviço ao bom gosto e à inteligência, é uma agressão a seus leitores mais esclarecidos e mais bem educados. Não que melhor texto do referido professor seja de esperar, mas o jornal publicar tão abjeto arrazoado é simplesmente desmerecer o conceito de que ainda goza o jornal, não tanto pelo que é hoje, mas pelo seu brilhante e honroso passado. Poucos leitores do jornal devem ter gostado da algaravia do professor.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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DISCUSSÃO PERTINENTE

No núcleo fixo da Constituição, também chamado de "cláusulas pétreas", encontra-se a liberdade de expressão intelectual e artística. Está no inciso IX, do art. 5.º, e diz: "É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença". Portanto, para o constituinte de 1988, esta discussão trazida por Eugênio Bucci em seu artigo "Em defesa da telenovela" ("Estadão", 26/10, A2) não teria razão de ser. Mas novamente os fatos por vezes não "cabem" nas normas jurídicas, expandem-se para fora do sistema jurídico, que perde sua força deôntica toda vez que isso se dá. É meio à "lei que não pega". Muito dos "censores" das telenovelas agradam à bancada evangélica do Congresso Nacional, outros, à bancada de extrema direita, que já teve à sua testa Roberto Requião e hoje tem Jair Bolsonaro. Mas não estou para "dar nome aos bois", até porque isso seria impossível neste espaço exíguo.

É bom que temas como estes trazidos pela novela das 21 horas da Rede Globo que se encerrou (sexualidade diversa, vício no jogo, tráfico, glamour nas comunidades governadas por traficantes, que leva as "patricinhas" da zona sul a subirem o morro para participarem das baladas, etc.) sejam trazidos, realmente. E discutidos. Estes, que deveriam também ser objeto de ações do poder público, e não o são, são temas delicados, que talvez não adentrem, como de fato são, no ar-condicionado gélido do STF. Ou de outros tribunais. Então, uma "ode às telenovelas", que hoje constituem a maneira mais chã, no entanto mais "espelho social", que atinge do analfabeto ao pós-doutorado. Sem preconceitos idiotas de intelectuais que adoram uma citação em latim ou alemão. É o que temos para o momento. Só isso. Mais uma vez, deu dentro Eugênio Bucci.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo 

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SEMINOVO, SEMIVELHO

Fato curioso está acontecendo com o futebol pentacampeão. Nossos potenciais craques são percebidos e vendidos para clubes do exterior, preferencialmente europeus, e neles apresentam seu melhor rendimento, só retornando já ligeiramente sucateados. Os convocados para compor a seleção nacional são então ilustres desconhecidos do torcedor brasileiro, o que, pelo menos até 1982, não ocorria, pois ela era composta somente por craques domésticos. Como hoje os campeonatos internos são disputados por jogadores vindos diretamente das divisões de base ou por dispensados de clubes estrangeiros, já além do ponto ótimo e, portanto, mais idosos, o resultado é a baixa qualidade, uma mistura de experimental com seminovo, que também é semivelho.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

 

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