Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2017 | 05h00

PODERES DA REPÚBLICA

Harmônicos?

A Constituição “cidadã” de 1988, como a denominou Ulysses Guimarães, reza em seu artigo 2.º que são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Vamos examinar como essa disposição constitucional está sendo respeitada. O Estadão noticia em sua edição de sábado (A4): Pauta do STF evita ações que afetam a Lava Jato. Ou seja, o Poder Judiciário, por sua maior autoridade, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), atua no sentido de preservar essa redentora operação. Já o Poder Legislativo, por intermédio do presidente da Câmara dos Deputados (A14), dá prioridade à chamada lei de abuso de autoridade, enquanto a Comissão de Constituição e Justiça da Casa “vai analisar o fim do foro” privilegiado, “temas que podem afetar diretamente as investigações envolvendo políticos”, ou seja, que certamente vão facilitar a continuação da impunidade no nosso país. Enquanto isso, o Poder Executivo, em sua situação quase terminal, observando a harmonia (sic) dessa “melodia” tenta corrigir, lembrando que “os desafinados também têm coração”... É um verdadeiro Samba do Crioulo Doido. E os temas de interesse nacional, como as reformas da Previdência e tributária, são relegados ao esquecimento. Estamos chegando ao fim da linha!

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

Eleições 2018

O brilhante artigo Políticos imperfeitos, de Marco Aurélio Nogueira (28/11, A2), ajuda muito como inspiração para o lema das eleições de 2018: “Não reeleja, escolha um nome novo!”.

SAMUEL RIBEIRO

ribeirosammy1940@gmail.com

Maldonado, Uruguai

EDUCAÇÃO

Ensino precário

Um cala-boca aos parlamentares oposicionistas que vivem criticando o nível catastrófico da escolaridade no Brasil e atacam o governo Temer por esse desastre: dados da Avaliação Nacional de Alfabetização, divulgados em 25/10, referentes ao ano de 2016 mostram a realidade da enganosa propaganda populista “Brasil, Pátria Educadora”, da presidenta Dilma Rousseff: 54% dos alunos do terceiro ano não conseguem resolver problemas simples de matemática nem tirar informações de textos de literatura infantil. Além dessa amostra, o Estado publicou em 26/10 (A15) reportagem completa com gráficos, porcentagens, datas, número de alunos e o que o atual governo planeja, para o próximo ano, para corrigir esse disparate na alfabetização. Diante desses dados, eles deveriam curvar-se à realidade e parar de tentar obstruir correções em áreas que em 13 anos de mandato não tiveram a capacidade de resolver, pois o projeto de perpetuação no poder falou mais alto.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Desempenho pífio

Entra ano, sai ano, e os índices de verificação do aproveitamento da educação pública em geral surpreendem negativamente. Enquanto outros países dão prioridade à educação de qualidade para todos, o Brasil engatinha nesse sentido e mostra números, no mínimo, alarmantes. O resultado é sabido: poucas chances de mudar o contexto social e econômico, pouca ou nenhuma chance de ingresso no mercado de trabalho, cada vez mais concorrido e ingrato. Enquanto isso, os políticos preparam suas “plataformas” para 2018 e desde já sabemos que pouco mudará para aqueles que tiveram menos oportunidades de estudar e se preparar para os desafios da vida, apesar de terem o direito de mudar a própria realidade para melhor.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

VIOLÊNCIA NO RIO

Sob o domínio do crime

Em recente entrevista, o traficante carioca Marcinho VP afirmou que o tráfico de drogas não acaba porque financia campanhas políticas de governadores, deputados e senadores. O maior exemplo é o Rio de Janeiro, que de cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, como diz a canção, foi transformada pelo tráfico em cidade perigosa, entrecortada por tiros de fuzil!

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

PROJETO PACAEMBU

O limão e a limonada

O antigo Estádio de Wembley, palco da Copa do Mundo de 1966, foi o estádio nacional inglês por 80 anos (1923-2003), demolido para dar lugar ao atual, maior e mais moderno. O Parque dos Príncipes, em Paris, construído em 1897, foi demolido e reconstruído em 1972. Diversos templos do futebol ao redor do mundo foram igualmente reconstruídos ao se tornarem velhos e obsoletos. Por que o projeto do Novo Pacaembu não faz o mesmo? Por que mantém o estádio inaugurado em 1940 e não mexe na Praça Charles Miller? Por que é tão importante manter o conjunto arquitetônico do estádio e do muro do cemitério do Araçá, ambos incluídos na lei que determinou o tombamento da área? Hoje o estádio é usado mais assiduamente pelo Santos FC e eventualmente pelo Palmeiras e pelo São Paulo, quando seus estádios estão ocupados com shows. Sou torcedor do Santos, morador na região e frequentador do semiabandonado clube do Pacaembu, mas defendo melhor utilização desse local. Que tal se usássemos a área total, de cerca de 100 mil metros quadrados, de forma mais nobre? E 24 horas por dia! Hoje temos um clube degradado, um estádio velho e um imenso cimentado chamado de praça, cuja única utilidade é ser tampa do primeiro piscinão de São Paulo. Que tal um projeto que inclua esporte, cultura, lazer, entretenimento e recreação? O clube com mais salas de esportes, quadras, piscinas cobertas – e aberto ao público, como é hoje. Um espaço com museus (o Museu do Futebol é um deles), teatros, biblioteca, galerias e salas de exposições, de reunião e conferência, hotel, restaurantes, locais de convivência, centro de saúde. E um espaço fechado e coberto para as feiras que se realizam semanalmente. Muito mais confortável e higiênico. Quem disse que feira tem de ser em barraquinha? Tudo isso coberto por imenso jardim com espaço para programas culturais, dentro de elementos verdes e paisagísticos. Ah, e o campo de futebol? Totalmente dispensável. O Palmeiras e o São Paulo podem adequar a agenda dos seus jogos e o Santos pode mandar usar o Ibirapuera, se aumentar um pouco a capacidade, ou fazer um acordo e reformar o Canindé. O que mais se aproxima dessa ideia é o Centro Georges Pompidou, na França, ou o Centro Internacional de Cultura e Artes Changsha Meixihu, na China, projetado pelo escritório Zaha Hadid Architects e em final de construção. Ainda dá tempo de transformar esse limão velho numa deliciosa limonada.

RUBENS A. C. CÄSTRO

castro.rubens@gmail.com

São Paulo

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“Quando um comandante da PM é alvejado e morto por bandidos, creio que já passou da hora de nossos governantes reverem seus conceitos”

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI / JANDAIA DO SUL (PR), SOBRE O AVANÇO DA CRIMINALIDADE NO RIO DE JANEIRO

mmpassoni@gmail.com

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“Com nenhum dos atuais candidatos à Presidência da República sairemos deste pesadelo político”

HARALD HELLMUTH / SÃO PAULO, SOBRE AS ELEIÇÕES DE 2018

hhellmuth@uol.com.br

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A HORA DA CONTA

 

Michel Temer começa, agora, a pagar a fatura com o nosso dinheiro. À bancada ruralista, por exemplo, Temer está dando R$ 600 milhões, ou seja, R$ 3 milhões para cada um dos 200 ruralistas que o apoiaram na Câmara dos Deputados para rejeitar a denúncia de que era alvo.

 

Edvaldo Angelo Milano e_milano@msn.com

Limeira

 

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A SALVAÇÃO DE MICHEL TEMER

 

O presidente Michel Temer “vendeu” o País para conseguir o arquivamento da segunda denúncia de corrupção. Seus passos são verdadeiras aberrações. Voltou atrás no Refis, voltou atrás na outorga do Aeroporto de Congonhas, tentou dar ânimo ao trabalho escravo, liberou mais de R$ 32 bilhões de reais à politicalha, autorizou que os partidos políticos paguem multas em 700 anos, deu segurança e estabilidade aos grupos políticos criminosos e, como é inseguro e não consegue fazer sua própria defesa, protege ministros corruptos para fazê-la. Só está faltando entregar a própria mãe para atingir seus objetivos. Mais uma vergonha nacional! 

  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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NA PONTA DA LANÇA

 

Temer foi às compras: bancada ruralista, Centrão, partidos nanicos, Tucanos esfomeados, PR em Congonhas, tudo por R$ 17 bilhões. Mas há uma lança no ar, com uma bandeira e um hino popular: “verás que os filhos teus não fogem à luta (...) pátria amada, Brasil!”.

 

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

   

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A DANÇA DO DEPUTADO

 

Enquanto o deputado Carlos Marun (PMDB-RS) dançava na Câmara, comemorando a salvação de Michel Temer, a população “dança” com a situação do País.

 

Diógenes Anthony M. Antunes diogenes_sila@hotmail.com

São José dos Campos

 

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TROCA DE FAVORES

 

Será que nossos políticos continuarão sempre agindo de forma repugnante e absurda, com partidos determinando ordens e ditando atitudes visando sempre só aos interesses, vantagens e benefícios próprios? Lembremos o que o Planalto fez em favor do PR, atendendo às suas pressões (desnecessário mencioná-las) para obter votos que barrassem a aceitação da denúncia contra Michel Temer na Câmara: simplesmente desistiu de privatizar o Aeroporto de Congonhas de São Paulo.   

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A VOLTA DE VALDEMAR

 

O condenado no mensalão Valdemar Costa Neto (PR-SP) tem mais direito sobre o Aeroporto de Congonhas do que o Estado brasileiro?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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REFIS

 

Sabem qual é a perda com este Refis que o presidente Temer sancionou para livrar sua pele? R$ 3 bilhões. Livrou a pele dele e colocou sob risco a sua, eleitor. É, Brasil, você ainda vai ralar muito com estes políticos e este sistema político.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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BASE DO CONGRESSO

 

Temer mostrou que consegue votos dos deputados sempre que necessário. Basta encontrar nos cofres públicos de onde arrancar mais algumas dezenas de bilhões para pagar pela continuidade deste apoio.

 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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O CORRETO E O ILEGAL

A oposição repetidamente alardeou que Temer torrou R$ 32 bilhões na compra de votos para se safar. Não foi ético, mas foi correto; não foi dinheiro jogado no lixo nem de corrupção, pois todo deputado indica verba direcionada ao seu reduto eleitoral e, em 2019, Temer será réu. Ilegal é tungar a Petrobrás ou desviar recursos públicos para fins escusos (enriquecendo amigos e “doação” a parceiros e partidos) – a isso se dá o nome de corrupção, é crime. Antes de criticar, a oposição deveria se olhar no espelho.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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A HORA DAS REFORMAS

 

Acabou o circo da segunda denúncia, fruto do delírio de Rodrigo Janot. O presidente Temer, com essa vitória na Câmara, diga-se, expressiva, barra a segunda denúncia por 251 votos a seu favor e 233 contra. Nem os 12 votos a menos com relação à primeira denúncia tiraram o brilho desta façanha, que demonstra que o presidente, entre os políticos em atividade, é o mais hábil e eficiente para dialogar com os parlamentares do Congresso. Enquanto isso, os opositores frustrados corneteiam que Temer vendeu até a alma para conquistar esses votos. Nisso podemos citar agrados como o do excrescente Refis, o desconto de 60% para multas ambientais e o adiantamento das emendas parlamentares, que são impositivas. Ou seja, o governo é obrigado a pagar 50% do total dessas emendas dentro do próprio exercício, e essas verbas são destinadas para obras nos municípios de base eleitoral dos parlamentares. Isso foi o que Temer fez... Diferentemente de Lula, que, durante as denúncias do mensalão, para não sofrer impeachment, em troca de apoio liberou a seus aliados, na condição de “porteira fechada”, todas as nossas estatais. Assim quadrilhas foram formadas, com anuência de Lula, e isso prosseguiu com Dilma. Elas roubaram, com o superfaturamento de obras, dezenas de bilhões de reais. Assim nasceu, felizmente, a Operação Lava Jato. É lógico que Temer não foi absolvido destas denúncias, já que, a partir de janeiro de 2019, vai ter de responder a todas essas ações. E, se for comprovado seu envolvimento, que seja condenado. O importante, agora, para o País, é que o presidente cumpra sua agenda econômica de concessões, privatizações, etc. E, principalmente, ainda neste ano também aprove a reforma da Previdência. 

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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REFORMA TRABALHISTA

 

Sobre a matéria “Chefe do TST ataca quem resiste à lei trabalhista” (“Estadão”, 27/10, B7), o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) devia punir, e não atacar, quem resiste à nova legislação trabalhista.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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OS PESOS E MEDIDAS DE JANOT

 

Aguarda-se investigação rigorosa a fim de que se possa saber quais os verdadeiros motivos que levaram o senhor Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, de nada saudosa memória, a oferecer denúncias pífias, com afirmações dúbias, conclusões baseadas em suposições, enfim, peças que nem sequer um estudante de Direito assinaria com honestidade intelectual, e, ao mesmo tempo, conceder benefícios extraordinários a delatores que se aproveitaram do momento para auferir lucros em ações especulativas. A quem serviram e servem tais gestos, que emperram o andamento de votações realmente urgentes pelo Congresso, senão aos espertalhões de plantão, cujo objetivo é apenas confundir e destilar peçonha, contando com a ignorância popular e o apoio de imprensa parcial, disposta ao sensacionalismo? Note-se que o cargo de procurador-geral da República é remunerado com os impostos pagos pelos cidadãos contribuintes, portanto, com pleno direito de conhecer a índole de quem trabalha para eles.

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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ESCÁRNIO E HIPOCRISIA

 

Sempre é possível se surpreender com o nível da nossa representação política. A votação pela continuação imediata ou não do processo contra o presidente Temer foi uma dessas oportunidades. O escárnio e a hipocrisia, em especial dos que hoje posam de oposicionistas, quando até pouco tempo apoiavam os piores governos de todos os tempos, ao proferir seu voto com um “fora Temer” e um “volta Lula”, foram de enojar. Mas o pior mesmo foi constatar o atraso a que estaremos legados como nação se não reduzirmos as bancadas da esquerda século 19 que grita contra toda e qualquer modernidade e avanço. Eleitores, 2018 está aí e prestem atenção nos discursos dos petistas, comunistas e seus puxadinhos.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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O PSDB EM 2018

 

Antes de mais nada, deixo claro que nunca fui eleitor ou simpatizante do PSDB. Mas afirmo que este partido está sendo triunfante em seu “plano” de, pela quarta vez consecutiva, não eleger o presidente da República. Ele tem dois candidatos (Geraldo Alckmin ou João Doria), dos quais um não terá apoio dos simpatizantes do outro. Além disso, ocorre outra briga interna, entre os que apoiam ou não Michel Temer. Para completar, sua ex-maior estrela, Aécio Neves, enterrou de vez a (pouca) credibilidade que o PSDB tinha. O catastrófico PT, unido em plena potência para eleger seu deus Lula, agradece. Não podia ter melhor adversário.

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

 

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O CANDIDATO JOÃO DORIA

 

Nós, a maioria do eleitorado paulistano, fizemos história elegendo pela primeira vez um prefeito no primeiro turno. Estamos perplexos que mais um que chega à Prefeitura queira usar seu cargo para trampolim, sem ao menos ter cumprido o mandato para o qual o elegemos. A cidade está abandonada e não o elegemos para sair fazendo campanha para presidente, e sim para governar a cidade de São Paulo. Menos, João Doria, menos.

 

João Helou helouhelou@gmail.com

São Paulo

 

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CUIDADO

 

João Doria teria de ser um bom prefeito da cidade de São Paulo para se tornar um bom candidato à Presidência da República. A expressiva votação que teve em São Paulo e a eleição no primeiro turno foram uma busca pelo novo, ele não se tornou, ainda, uma liderança nacional. É preciso, portanto, ter cuidado.

 

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

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TEMPO

 

“O tempo não perde tempo, tampouco passa em vão”, célebres palavras de Santo Agostinho que parecem estar na mente do prefeito de São Paulo, João Doria. A surpreendente vitória nas urnas que o colocou na prefeitura da maior cidade do País pode não ter sido algo tão bom assim. Embriagado pela vitória relativamente fácil, demonstra imprudente independência em relação ao seu mentor, Geraldo Alckmin, e severa intolerância às opiniões divergentes. Crendo que o tempo não passa em vão, não quer perder tempo administrando a cidade, nem ouvindo os conselhos de seu mentor, nem com a aprendizagem da humildade, uma vez que tem coisa mais importante com o que se preocupar: a Presidência! Doria deveria ter a humildade para reconhecer que, se não perde tempo, nem passa em vão, o tempo é o mais excelso professor, e só não é atropelado por ele quem sabe respeitá-lo.

Luciano de Oliveira luciano.os@adv.oabsp.org.br

São Paulo

 

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METAMORFOSE

 

O Palácio dos Bandeirantes não pode virar prêmio de consolo para o prefeito de São Paulo, João Doria. Afinal, qual o problema da Prefeitura? Por que se brinca com a Prefeitura de São Paulo, onde não falta trabalho para ser realizado? Agora, precisam combinar com os russos, afinal José Serra, na minha humilde opinião, seria o melhor candidato entre alguns exemplos: Fernando Haddad, João Doria e Gilberto Kassab. A metamorfose do prefeito em governador não agradaria em nada o seu eleitorado, que já não é o mesmo, sofre também de metamorfose.

 

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

 

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SP, LOCOMOTIVA DO ATRASO

 

Carlos Graieb, subsecretário de Comunicação do Estado, esclarece: o governador Geraldo Alckmin não pratica a “crença no congelamento de salários” (“Fórum dos Leitores”, 24/10). Mas quando, incapaz de promover reformas estruturais que reduzam o peso da máquina pública, põe em prática o demagógico congelamento do próprio salário (sem considerar suas enormes mordomias e salários indiretos), pratica, sim, o corte burro, o linear. Como consequência, no Estado mais avançado da União, não remunera com dignidade e conforme as leis do mercado profissionais altamente qualificados como os professores da USP, da Unicamp e da Unesp, que, no auge da profissão, orientando doutores e fazendo pesquisas de ponta, ficam na rasteira do atraso que assola o País. São Paulo está, infelizmente, a buscar um novo título: ser a locomotiva dessa falência.

 

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos

 

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O LEILÃO DO PRÉ-SAL

 

Depois da liminar de um juiz do Amazonas que impedia o leilão do pré-sal na sexta-feira, o leilão foi realizado. Infelizmente, no Brasil, ainda existem aqueles que acham que as riquezas são de todos os brasileiros. Do que adianta termos petróleo a 7 mil metros de profundidade sem dinheiro para explorá-lo? Não é melhor receber impostos de quem ousar retirá-lo do fundo do mar do que ser dono de nada? Vimos no que deu nos últimos anos esse nacionalismo barato. Criticaram tanto as estradas paulistas privatizadas porque cobravam pedágio, então nos deixaram como “donos das estradas, hoje intransitáveis”, que causam inúmeros prejuízos ao País. Bateram no peito que as estatais eram “nossas”, e Petrobrás, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, etc. viraram antros de corrupção, com funcionários públicos saindo pelo ladrão. Para o brasileiro consciente, que sejam bem-vindos os investidores, pagando impostos e sem sonegar. Governo bom serve para fiscalizar e investir no que a população realmente necessita: educação, saúde e saneamento básico. Só isso!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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JUIZ DO ATRASO

 

Continua o sofisma que engana a população ingênua e inocente: “O pré-sal é nosso e será entregue ao estrangeiro”. Ora, isso é uma bobagem que só atende ao interesse de políticos e daqueles que querem manter-se e aos seus cupinchas em cargos de estatais. Deus ou a natureza colocaram em nosso território o petróleo, e de lá não poderá sair para outro país. Quem deve explorá-lo, seja brasileiro ou estrangeiro, deve deixar os royalties para o Brasil e retirar sua justa faixa de lucro pelo trabalho realizado. Não há nenhuma ligação entre o trabalho da retirada do petróleo e o real possuidor do pré-sal. O juiz da 3.ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Amazonas Ricardo A. de Sales concedeu uma liminar suspendendo a 2.ª e a 3.ª rodadas dos leilões do pré-sal sob a alegação de que havia risco de prejuízo ao patrimônio público e de que a Petrobrás deveria participar obrigatoriamente do leilão. O despreparo desse magistrado deveria ser subsidiado por um engenheiro especialista para evitar mais um atraso no desenvolvimento econômico e social do País.

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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BATE-BOCA NO SUPREMO

 

Foi uma vergonha o que assisti, na semana passada, em sessão do Supremo Tribunal Federal (STF): a forma como vem se comportando o boquirroto ministro Gilmar Mendes, com seu discurso que dá a impressão de que ele sente que pode deitar e rolar, sentindo-se inatingível, tendo conseguido tirar do sério o ministro Luís Roberto Barroso, pessoa que se pauta pela discrição e por atitudes de pessoa fina e de bons princípios. Em determinado momento, Barroso, já irritado com as provocações, disse ao irascível Gilmar que ele fazia julgamentos baseados em compadrios, que não julga, que é cheio de ódio e que está sempre falando mal de alguém. Vejam, não sou eu que afirmo tudo isso, é sim um outro ministro do STF. E creio que essas afirmações têm um peso enorme, deixando o ministro Gilmar Mendes numa bela saia-justa (o rei ficou nu). Pena, ministro Barroso, que não estivesse presente no STF para poder aplaudi-lo de pé, por sua coragem e pelo fato de não ter medo de intimidação.

 

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo

 

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CÓDIGO RASGADO

 

Lamentável! Vergonhoso! É o mínimo que podemos dizer do barraco que dois ministros da alta Corte de nosso país deram ao Brasil na tarde de 26/10. De uns anos para cá, estes ocupantes das cadeiras de ministros do STF andam dando maus exemplos ao povo brasileiro, desrespeitando-o, já que a sessão estava sendo transmitida pela TV Justiça, bem como desrespeitando o Código de Ética da Magistratura, onde está escrito: “Ao magistrado é vedado procedimento ou comportamento incompatível com a dignidade, a honra e o decoro de suas funções”. Portanto, as excelências há alguns anos rasgaram ou ignoram o código acima mencionado.

 

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

 

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O FERIADO DO STF

 

“Coluna do Estadão” de 25/10/2017: Supremo Tribunal Federal (STF) muda seu feriado de sábado para sexta-feira. “Com direito a 60 dias de férias e cinco feriados a mais do que os fixados em lei, o Supremo criou mais um descanso prolongado neste ano para ministros e servidores. A Corte transferiu o Dia do Servidor Público (?), que cai no sábado, 28/10, quando não há expediente, para uma sexta-feira, 3/11, dia normal de trabalho”. Com a medida, salvou o feriado que seria perdido e ainda esticou a semana de Finados. Dia 1.º de novembro, quarta-feira, já não trabalham por ser feriado do Judiciário (não sei por que feriado, nem entendo Judiciário com inicial maiúscula); dia 2/11, quinta feira, é Dia de Finados; e dia 3/11 (sexta-feira), que não seria feriado, agora é. E pensar que há casos no Supremo há mais de 20 anos esperando para serem julgados. Não sei mais se é para chorar ou se matar (rir não é mais possível). Lamentavelmente, essa atitude desavergonhada e própria de vagabundos do nosso Judiciário, de tão pouco-caso e irresponsabilidade para com a Nação, não é matéria de primeira página e em letras “garrafais” em nossos jornais e revistas, ou destaque da imprensa em geral. E vamos continuar ignorando as malandragens e a falta de vergonha de nossas autoridades. 

 

Sylvio Pinto Ribeiro sylvio1942@gmail.com

São Paulo

 

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DIA DO SERVIDOR PÚBLICO

 

Em apoio à luta contra o trabalho escravo e sem ter mais o que fazer, o STF antecipa comemoração do Dia do Servidor Público de sábado para sexta-feira.

 

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

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O BRASIL NÃO É UM PAÍS SÉRIO

 

O STF, com direito a 60 (!) dias de férias por ano e a cinco (!) feriados a mais do que os fixados em lei, dá azo à frase não dita, mas sempre atribuída ao general De Gaulle sobre o Brasil. Um abuso verdadeiramente intolerável, injustificável e inexplicável. Vergonha!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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DESIGUALDADE

 

“Sociedade brasileira ainda é patrimonialista e machista”, diz Cármen Lúcia. A desigualdade vem de dentro do próprio STF, como, por exemplo, das férias de 60 dias, do feriado em fins de semana “puxados” para dias normais de trabalho, da semana útil de três dias, dos penduricalhos de todos os tipos fazendo extrapolar o teto salarial que está na Constituição...

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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FERIADO OCO

 

O feriado nacional da Proclamação da República (15 de novembro) cai numa quarta-feira em 2017. Como tem ocorrido todos os anos, não está programada nenhuma comemoração oficial. Trata-se de um feriado oco. É apenas mais um dia morto, sem atividades produtivas. Serve apenas para o lazer. Além disso, ao cair numa quarta-feira, haverá o “enforcamento” da segunda e da terça-feira, prolongando a interrupção do trabalho para alguns. Há duas ponderações a considerar: a transferência para as segundas-feiras deste e de outros feriados menos importantes, como já se fez aqui, no Brasil. E o real sentido da manutenção desta data como feriado. É hora de um expurgo no calendário nacional de feriados.

 

Roldão Simas Filho rsimasfilho@gmail.com

Brasília

 

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DEGRADAÇÃO

 

Não há dia em que a Nação possa viver tranquilamente sem sentir vergonha do que estão a fazer nossos homens públicos que são parte do escol nacional. O deplorável bate-boca entre os ministros Luís Barroso e Gilmar Mendes; o fuzilamento do comandante da PM do Rio de Janeiro; a “descoberta” de R$ 71 milhões na conta do sr. Ricardo Teixeira, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, provenientes da compra de votos pelo Catar para sediar a Copa 2022; e a vitória da bancada do Refis, bancada dos sonegadores e dos maus pagadores de impostos. Além de todo o lixo acima, ainda temos a notícia de que o presidente Temer, que é um dos piores presidentes que esta República já teve, conta com o pior Congresso de todos os tempos, onde os líderes dos principais partidos que “apoiam” o governo avisam que a reforma da Previdência dificilmente avançará. É por estas e outras que está difícil de dormir sossegado neste país e até de acreditar em seu futuro. Chegará a hora em que a Nação não suportará mais tanta incompetência e falta de caráter de seus homens públicos. Por sorte dos corruptos, a guilhotina republicana foi aposentada em seu país de origem no ano de 1979.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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INSEGURANÇA NO RIO DE JANEIRO

 

O assassinato de um coronel comandante do batalhão da PM no Meier, em plena luz do dia, em rua movimentada do bairro, retrata a tragédia da insegurança pública no Rio de Janeiro. A população perplexa e assustada desenvolve, com tal realidade, uma espécie de síndrome coletiva de pânico, saindo às ruas apenas para as atividades essenciais. Tal comportamento tem efeito direto na atividade comercial, entre outras, agravando mais ainda a crise econômica que vive o Estado. Urge, assim, que haja uma operação forte das forças de segurança de todos os escalões, para conter esta tragédia urbana, sob a pena de entrarmos num processo de degeneração absoluta, de caos social, afetando o País como um todo.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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