Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2017 | 03h19

VIOLÊNCIA E CRIME

Latrocínio cresce 58%

É evidente o aumento dos latrocínios no Brasil, um país com os cidadãos desarmados e os bandidos tão armados quanto as Forças Armadas. Não existe a menor chance de defesa dos cidadãos, que estão totalmente expostos à ação dos marginais. Houvesse a possibilidade de confronto, por certo os roubos e latrocínios teriam um forte decréscimo. Tudo isso construído pela visão da esquerda com a finalidade específica de privilegiar o crime, criar instabilidade na sociedade e, dessa forma, obter resultados financeiros. Temos uma legislação que privilegia o crime, além da sanha da esquerda em desmoralizar a Polícia Militar, impactando as ações dos policiais, que se sentem acuados e desmotivados.

MARCO AURELIO SPROVIERI

msprovieri@sincoeletrico.com.br

São Paulo

Tudo dominado

Quando eu era criança havia o batedor de carteiras, com muita habilidade para furtar sem a vítima perceber. Mas para que ficar treinando, se nada acontecia com eles? Surgiram, então, os trombadinhas: “trombavam” e saíam correndo. Mas como nada acontecia, passaram a trombar sem correr, a vítima é que precisava correr deles. E como continuava a nada acontecer, os ladrões passaram a roubar armados e com um plano B: se a vítima reagia, atiravam. Como algumas vezes a vítima levava a melhor, abandonaram o plano B e agora atiram e roubam, nessa sequência. Tá tudo dominado.

VICTOR HUGO RAPOSO

victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

O estado da Nação

Tchau, Brasil! É disso que os brasileiros de bem e honestos devem cogitar nos dias atuais: ir embora deste país, onde o que mais cresce é o crime organizado e a violência, fruto de incompetência e descaso do poder público, alheio à segurança dos cidadãos. Onde boa parte da população é venal e conivente com a corrupção, com a intenção de votar em 2018 nos mesmos políticos comprovadamente culpados pela gigantesca e histórica promiscuidade na gestão pública que se verificou nos últimos anos. Onde os feudos e interesses escusos na política impedem o País de se modernizar por meio de reformas. Onde as novas lideranças que surgem provam ser meros engodos, construídos por marketing enganoso. Onde a educação é uma das piores em qualidade no mundo. Vivemos num país da mentira e da malandragem. O Brasil não vai dar certo...

ARI GIORGI

arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

PESQUISA ELEITORAL

De malas prontas

Se o Ibope estiver certo e Lula ou Bolsonaro for eleito presidente da República em 2018, vou embora deste país no dia da confirmação de tão brutal resultado. O Brasil estacionou no atraso: esquerda burra ou direita troglodita. Com 207 milhões de habitantes, não conseguiremos escolher um homem ou uma mulher realmente qualificado(a) para conduzir os destinos do nosso país? Será que somos uma nação que optou pelo suicídio coletivo? Alguém nos tire deste pesadelo. Socorro!

PAULO SÉRGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Outro poste

Nem mesmo Lula acredita que sairá ileso das barras da Justiça. Já condenado em um processo, réu em outras seis ações penais e com mais seis investigações criminais autorizadas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, Lula, sem saída, quer tirar da manga o novo candidato do PT à Presidência. Resolveu investir em Guilherme Boulos, o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Portanto, mais um da tigrada petista que apoia o “quanto pior, melhor”. E que se dane o País! Muda Brasil...

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

POLÍTICA E CIDADANIA

Responsabilidade do voto

Causou-me imensa preocupação a leitura do editorial A responsabilidade do voto (29/10, A3). Longe de discordar. Mas chega a ser uma utopia colocar essa responsabilidade sobre o ombro dos pobres eleitores brasileiros, em sua maioria desprovidos das mais elementares oportunidades de educação básica. Assim, fica muito fácil iludir o eleitor com falsas promessas e mentiras descabidas. Como ser otimista, se a esta altura do campeonato Lula lidera as intenções de voto para presidente, com folga? Só vejo uma solução: o voto precisa deixar de ser obrigatório, regra que fere totalmente os princípios da democracia. Dessa maneira só os eleitores conscientes e responsáveis votarão. Aí, sim, podemos ter alguma esperança.

SÉRGIO KOCINAS

sergio.koc@hotmail.com

São Paulo

Incapacidade de avaliação

É certo que a Justiça deve agir somente dentro da lei e que cabe ao eleitor a responsabilidade da escolha dos candidatos. Mas num país onde, de fato, a educação não tem prioridade, com milhões de pessoas sem esclarecimento e vivendo em situação precária, como esperar tal capacidade de avaliação? Sem contar a decepção que alguns, supostamente bem escolhidos, causam. Vide Aécio Neves. E quanto tempo a Justiça vai levar para julgar Renan Calheiros, Lula e tantos outros, causando-nos a sensação nítida de sermos verdadeiros trouxas?!

RITA DE CÁSSIA GUGLIELMI RUA

ritarua@uol.com.br

São Paulo

‘Ardil 22’

A proposta do editorial é a comprovação da tese do livro Ardil 22 (Catch-22), de Joseph Heller, no caso, a ideia do voto responsável se choca com o foro privilegiado, tornando impossível sua adoção. Ora, se os principais causadores da nossa situação atual (todos os detentores de mandato eleitoral) se valem do absurdo privilégio de não serem nunca responsabilizados e, pelo sistema eleitoral, quem define os candidatos a cada eleição são os mesmos inatingidos pelo nosso Direito, não acredito que o povo de fato possa votar responsavelmente, como propõe o texto, por absoluta impossibilidade de escolher quem ele queira.

MARCELO FALSETTI CABRAL

mfalsetti2002@yahoo.com

São Paulo

CONSTITUIÇÃO

Revisão

Dentre outras revisões por que nossa Constituição federal deve passar, urge alterar o caput do artigo 5.º, dando-lhe a seguinte redação: “Todos são iguais perante a lei; e a lei será igual para todos, sem exceções, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros aqui residentes a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

VALENTIM JOSÉ CAMARÇO NETO

vjcneto@gmail.com

São Paulo

“Com os presidenciáveis que estão aí, teremos um futuro sombrio. Até abril precisamos encontrar uma nova opção de candidato. Caso contrário, teremos ladeira abaixo pela frente”  

ANDRÉ LUIS DE OLIVEIRA COUTINHO / CAMPINAS, SOBRE A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DE 2018

arcouti@uol.com.br

“Em 2016 foi cometido o dilmacídio do PT nas eleições. Em 2018 será cometido o lulacídio”  

ELY WEINSTEIN / SÃO PAULO, IDEM

elyw@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

COISA DE LOUCO

Ora, se o Instituto Ipsos em recente pesquisa constatou que 94% dos brasileiros apoiam as investigações da Operação Lava Jato - ou seja, são a favor de um duro combate à corrupção -, por que, na pesquisa Ibope divulgada ontem, se a eleição presidencial fosse hoje, em primeiro lugar, com 36% das intenções de voto, aparece um condenado por corrupção e formador de quadrilha, Lula da Silva? Lula quebrou nossas estatais, fundos pensão, etc. e ainda elegeu um poste, Dilma Rousseff, que quebrou a nossa economia gerando mais de 13 milhões de desempregados. É importante frisar que os entrevistados do Ibope tinham nessa pesquisa a opção de outros cinco possíveis candidatos, nenhum deles denunciado por corrupção: o deputado Jair Bolsonaro (15%), Marina Silva (8%), além de Ciro Gomes, João Doria e Geraldo Alckmin, que ficaram entre 5% e 7%. Literalmente, é coisa de louco! Ou esquizofrenia eleitoral. E fica a impressão de que, para boa parte do eleitorado brasileiro, a ética nas nossas instituições não é prioridade, mas só da boca para fora. Lamentável!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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POLÍTICO MALANDRO

Político malandro é aquele que tem jogo de cintura para se dar bem com a classe alta e com a mais humilde, que sabe agradar a gregos e troianos, em analogia, aos ricos e aos pobres, aos envolvidos em milhões na Operação Lava Jato e aos beneficiados com o Bolsa Família. Agindo assim, mesmo que sob todos os aspectos destroce o Brasil, mantém-se com chance de reeleição e no topo da pesquisa.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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JULGAMENTO NO TRF-4

Por favor, tribunal de segunda instância, coloque "Lula lá". Caso ele continue solto, mais uma vez o povo errará. Nas pesquisas, ele cresce. Depois de tanto malfeito, não podemos correr o risco de este homem ser eleito. Viajando pelo Brasil, ele já está em campanha, grita que é um perseguido, sem que o rosto core de vergonha. Senhores desembargadores, aprovem a decisão do juiz singular. O retorno de Lula ao poder é virar o Brasil de "pernas para o ar".  Daqui a pouco vêm as eleições, é preciso tirá-lo de cena.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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O MAIS DESONESTO

O político mais desonesto do Brasil lidera, junto com Jair Bolsonaro, a pesquisa Ibope de intenção de voto na corrida presidenciável para 2018. Caso essa previsão se concretize, apesar das enésimas restrições que tenho em relação a Bolsonaro, meu voto é dele.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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LULA ANIVERSARIANTE

O aniversariante e ex-presidente Lula (27/10) disse à sua tigrada que "não é aos 72 anos que vou roubar um centavo para envergonhar milhões e milhões de pessoas que a vida toda confiaram em mim". Na verdade, omitiu que sempre o fez antes de completar essa idade e, com mais este prematuro discurso eleitoral, pretende a qualquer custo voltar ao Planalto para se safar das várias condenações criminais que se aproximam. Vai faltar presídio de segurança máxima!  

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo 

  

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ELEIÇÕES DE 2018

Não sabemos o que nem quem queremos, mas sabemos o que e quem NÃO queremos. Pelo menos é o que pensam, imagina-se, todas as pessoas minimamente esclarecidas deste país. E, se não o fazem, seria bom começar imediatamente a fazê-lo, antes que seja tarde demais. Falta saber quantos milhões de eleitores são essas pessoas minimamente esclarecidas e qual sua real capacidade e vontade de, como eventuais formadores de opinião, esclarecer aos menos ou não esclarecidos o que e quem possa servir e o que e quem não serve para a Nação. Obviamente, ainda é cedo demais para que possamos entrar em discussões mais aprofundadas sobre o que e quem queremos, mas já é até tarde o bastante para ir prevenindo e esclarecendo aos incautos e inocentes de sempre o que e quem nós NÃO queremos. Oficialmente, somente daqui a alguns meses saberemos quais os realmente candidatos a cargos no Executivo (presidente e governadores) e no Legislativo (senadores, deputados federais e estaduais), mas, pelo "andar da carruagem", muito pouco ou quase nada de novo poderá e deverá aparecer e acontecer, mesmo porque os velhos e nojentos caciques partidários de sempre não darão espaço a algo ou alguém novo (em hipótese alguma). Triste e maldita sina a nossa. Entre todos aqueles que até o presente momento insinuaram ou se autoproclamaram candidatos ou pretendentes, infelizmente, nada nem ninguém se salva ou aproveita. Resta-nos a escolha dos "menos piores" e dos "menos ruins". Ideias carcomidas, mentiras deslavadas, mentes ultrapassadas, ausência absoluta de honestidade, incompetência, safadeza, falta de princípios e, principalmente, falta de caráter e de vergonha. Este é o retrato, currículo ou talvez, quem saberá, "folha corrida" daqueles que nos foram apresentados até o presente momento.  Quanto ao atual prefeito da cidade de São Paulo, por exemplo, ele sabe com certeza que é terminantemente proibida a venda de "remédio" antes de não exaustivamente testado e aprovado. Os consumidores simplesmente não aceitam e até repudiam. Continue a prefeitar ou, se preferir, prefeiturar. Se o fizer, e bem, voltaremos a conversar em 2020. Por enquanto, ainda é cedo demais.

Sylvio Pinto Ribeiro sylvio1942@gmail.com

São Paulo

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'A RESPONSABILIDADE DO VOTO'

O editorial acima, em 29 de outubro, nos revela que o Estado Democrático de Direito no Brasil está diante de um grande impasse: o cidadão honesto quer votar com responsabilidade, mas, sendo as leis fracas e tanto juízes como promotores restringidos a somente seguir seu ritmo lento e inseguro (exigir apos poderosos o cumprimento da lei sendo "arbítrio"), os honestos não se candidatam, pois só o fazem os que sabem que burlar impunemente a lei é a regra da maioria. A corrupção, assim como não respeitar o teto de remuneração através de benesses absurdas e excessivas, são indícios claros de que política no Brasil se tornou uma profissão que propicia enriquecimento para si, familiares e amigos.  Não é um serviço voluntário de sacrifício para o bem da coletividade, como é o caso em muitos países do Primeiro Mundo. Como mudar esse círculo vicioso?  Quem disciplina o político que não respeita a lei?  Não será a interpretação e aplicação rigorosa da lei e da Constituição igualmente a todos pela esfera judicial? Não será este seu "trâmite institucional" e sua mais importante responsabilidade? 2018 está chegando, e os candidatos que parece teremos pelas pesquisas são Lula e Jair Bolsonaro. Enquanto nossas leis patinam na insegurança, ninguém de peso, um verdadeiro estadista, se habilita para nos conduzir para fora do buraco dos últimos 14 anos.  Com responsabilidade, em quem votaremos? Só vejo um caminho para salvarmos nossa democracia: leis mais fortes e aplicadas com firmeza para impor a responsabilidade e o respeito. Isso não creio ser arbítrio, é levar a sério o "dura lex sed lex"!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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UTOPIA OU FALÁCIA

"Num Estado Democrático de Direito, quem tem o poder e a responsabilidade de salvar a política é a população, ao exercer conscientemente seus direitos políticos, que são, na verdade, deveres cívicos" ("A responsabilidade do voto", "Estadão", 29/10, A3). O editorialista está corretíssimo em sua colocação. Mas como esperar voto consciente de eleitores que não leem, que apenas assistem a novelas e ao futebol? Que não gostam de política, apenas de carnaval? Que acreditam em Papai Noel, Saci Pererê, Lula e Bolsonaro? O fim do voto obrigatório poderia ajudar a eleger políticos menos corruptos, mas sabemos que os atuais congressistas, que não querem largar o osso e o foro privilegiado, jamais farão uma reforma política decente. Enfim, a frase acima, retirada do editorial, é perfeita, mas utópica ou falaciosa. O Brasil está fadado a não dar certo, pois não podemos contar com o povo e muito menos com os políticos. E aqueles (juízes e promotores) que tentam fazer alguma coisa em prol do País são criticados pela mídia. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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GOSTO PELA POLÍTICA

Sobre o editorial "A responsabilidade do voto", oxalá um povo que goste tanto de política quanto de futebol. Políticas no primário, as grandes personalidades políticas nas mentes, seus escritos nos quadros negros. Saída haverá quando o povo entender que emana dele o poder. A periferia representada por quem já pisou lá, viveu lá. Temos de gostar de política, democracia, do bom debate. Acompanhar o que se passa em Brasília. Temos jornais, temos a internet. Que padres e pastores e pais de santo falem da importância do voto único e individual. Que falemos de políticas para os nossos filhos e que a juventude entenda que é deles o futuro político do nosso amado país e que eles os jovens sabem tudo.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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DESALENTO

Ao ler as opiniões dos participantes do Fórum Estadão Mãos Limpas x Lava Jato, realçaram-se as frases de desalento, como "a sociedade está perplexa"; "precisamos combater o desânimo"; "o passado da impunidade"; "o sistema só funciona a partir da corrupção"; ou "a população brasileira está sem esperança". Com base nessas tristes afirmações, relembrei-me das sedições ocorridas no Brasil no final do século 18 em Minas e na Bahia, diante das opressões da derrama e dos desmandos da Coroa portuguesa e contra autoridades constituídas dos Três Poderes, como última alternativa para alterar os regimes de compadrio e de interesses pessoais que imperavam na Colônia. Hoje, com a vigência de uma forte internet, o insucesso das Inconfidências da época, certamente, seria revertido em excelentes resultados e sem necessidade de revolução, bastando ter o povo organizadamente nas ruas.  

 

Sergio Motta de Carvalho sergio.motta@superig.com.br

São Paulo

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'ARROUBOS AUTORITÁRIOS'

Causou-me surpresa e indignação a manifestação de sábado no "Estadão" do presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), Fabio Tofic Simantob (28/10, A2), atacando vigorosamente, sem nenhuma parcimônia, respeito e consideração, o ilustre procurador Deltan Dallagnol. O advogado, entre outros detalhes, na defesa ostensiva de sua classe, se olvida de brechas, suponho, como a que abriu o ministro do STF Ricardo Lewandowski, juntamente com o ignóbil senador Renan Calheiros, deixando de cumprir a segunda parte do artigo da Constituição, livrando a ex-presidente Dilma de cassação de seus direitos. Precisa mais do que isso para dar razão aos reclamos do procurador Dallagnol, ou teremos de levantar dezenas de crimes que prescreveram nos escaninhos das Cortes superiores de Justiça? E o que dizer do processo do "Estadão", envolvendo uma decisão que vai completar 2.960 dias? Tem razão, sim, o Ministério Público em estar reclamando e vigilante ao cumprimento rápido das leis. Exemplo da força das "defesas" dos mafiosos italianos na Operação Mãos Limpas não nos deixa dúvidas de que, se não vigiarmos, tudo acabará em pizza por aqui também. Meus parabéns àqueles que lutam contra os poderosos infratores neste país!

Ubiratan de Oliveira uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

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CEGUEIRA DELIBERADA

Um escrache o artigo do dr. Fábio Tofic Simantob no "Estadão" de sábado. Cegueira deliberada pura! Ele deveria estudar Direito Comparado para ver como estamos atrasados no combate a crimes, principalmente se praticados por ricos.

  

Cássio Mascarenhas de R. Camargos cassiocam@terra.com.br

São Paulo

 

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COMBATE À IMPUNIDADE

Desejo exprimir a minha total indignação com relação ao artigo de autoridade do "advogado" Fabio Topic Simantob (28/10, A2). A imensa maioria do povo brasileiro sabe que o principal problema da Justiça neste país é a impunidade. Traficantes, poderosos, políticos, ricos e similares não são encarcerados porque têm "ótimos e hábeis advogados" que exploram "brechas da lei" e "não vão presos nunca". O pior cego é aquele que não quer ver, e este parece ser o caso do "advogado" que é presidente do IDDD. A prisão após o julgamento em segunda instância e o fim do foro privilegiado para os parlamentares são necessidades absolutas para que se restabeleça a confiança da população no Judiciário. E é lógico que isso não vem de encontro aos desejos dos privilegiados supracitados. Caberia ao sr. Simantob engajar-se para que se apressasse o julgamento justamente destes processos controversos, por meio de uma legislação que desafogasse o STF e permitisse julgamentos tramitados em juízo mais rápidos e eficazes. Concordo que todo mundo é inocente até prova em contrário, mas o descalabro que se vê é que traficantes, motoristas bêbados assassinos e parlamentares corruptos, mesmo após cometerem crimes hediondos, são presos num dia e soltos no outro, por determinação judicial. Isso sobrecarrega e desestimula o trabalho da Polícia, mal paga e mal aparelhada, contra elementos mais bem equipados e amparados judicialmente. Queremos ver os criminosos na cadeia. Aí, caberá ao IDDD provar a inocência, e eventualmente acionar o Estado por perdas e danos morais. Mas a sociedade se veria livre destes maus elementos por um bom tempo e voltaria a acreditar numa Justiça cega, surda e muda, qualquer que seja o "status" do acusado.

Pedro Jorge Schwarz pschwarz@terra.com.br

São Paulo

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ATAQUES À LAVA JATO

É de notar o recrudescimento de suspeitos ataques à prisão após condenação em segunda instância, às delações premiadas, às prisões cautelares e a outros instrumentos de trabalho da Operação Lava Jato. O procurador Deltan Dallagnol, então, apesar de seu conhecimento jurídico, de seu esforço pessoal e de sua crença no combate à corrupção, está a ponto de se transformar num Torquemada ou, mesmo, num Inspetor Javert. Ora, que querem? Livrar os corruptos de pagarem pelo que fizeram? Com prescrição da pena, com anulações de atos processuais ou o que mais for possível inventar? Não nos iludamos. Este nefasto movimento vai crescer - até com a "ajuda" da "mídia" venal - até que tudo se transforme num arremedo de Justiça: uma "Mani Pulite" italiana. Vamos reagir enquanto há tempo. Se necessário, às ruas de novo.

José Etuley B. Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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DURONA, MAS NEM TANTO

Quando se aguarda a discussão do foro privilegiado, dos acordos de delação e de outros temas polêmicos, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, mais uma vez opta pela estratégia dos panos quentes e pauta temário mais palatável para o fim do ano ("Estado", 28/10, A1). Essa decisão, notoriamente acomodatícia, repito, reforça a crescente percepção de quantos acompanham os acontecimentos na Suprema Corte de que há manifesto descompasso entre a teoria e a prática da ministra: durona no discurso, mas complacente nas ações. Arrisco dizer que o País esperava muito mais da eminente jurisconsulta.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirasssununga 

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A CARTA DE 1988

Brilhante o artigo do desembargador Ney Prado com as considerações do embaixador e deputado Roberto Campos (1917-2991) acerca da Constituição de 1988 ("Estadão", 24/10, A2). Como o cidadão comum pouco ou nada dela sabe, o pequeno resumo clarifica a visão sobre as mazelas que vivemos no Brasil desde então. 

Armando Conceição da Serra Negra

São Paulo

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DILMA E A LAVA JATO

Dilma Rousseff diz a Sérgio Moro que seu governo tinha preocupação em "salvar as empresas" da Lava Jato. Estava preocupada com a economia... dos "PeTralhas"!

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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O TESTEMUNHO A SÉRGIO MORO 

Seria muito louvável a posição assumida por Dilma Rousseff diante do juiz Sérgio Moro ao dar testemunho, na semana passada, se fosse verdade! Na audiência, falou de sua preocupação em salvar as empresas alvo de investigação da Operação Lava Jato, defendendo punir os executivos e salvar as construtoras. Onde estava todo esse empenho de Dilma a favor das empresas ao autorizar a aquisição da refinaria sucateada de Pasadena, nos Estados Unidos, quando ela presidia o Conselho da Petrobrás, em 2006? Essa compra significou um prejuízo de US$ 1 bilhão à estatal, mas Dilma tentou se livrar da responsabilidade ao alegar ter sido induzida a erro por documento "tecnicamente falho". Bom, uma presidente do Conselho da Petrobrás teria o dever de conferir os dados que lhe foram apresentados. Portanto, ou Dilma foi relapsa, ou Dilma foi inepta nesta questão, ou, provavelmente, ambas as coisas. Aqui há muito o que explicar!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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A AMEAÇA DE GLEISI HOFFMANN

A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e ré na Lava Jato, Gleisi Hoffmann, declarou na tribuna do Senado que, se a turma dela (PT) voltar ao poder, "a grande mídia será regulamentada". Não é a primeira vez que petistas ameaçam a liberdade de expressão. Em agosto deste ano, Lula, em evento na Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro (UFRJ), prometeu mudar a legislação da mídia caso volte ao poder, e foi além dizendo que não vai morrer antes de voltar a governar o País. Será que Lula em seus delírios imagina estar na Venezuela de Hugo Chávez e Nicolás Maduro? 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo 

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'AMEAÇAS À DEMOCRACIA'

Ontem (30/10), vi com satisfação o meu sobrenome Rizzo aparecer em duas publicações do "Estadão". Afora um modesto comentário meu publicado no "Fórum dos Leitores" (A2) do jornal, imediatamente acima deste aparece um longo artigo escrito pelo professor Eliézer Rizzo de Oliveira (meu xará de sobrenome), intitulado "Ameaças à democracia". O artigo me pareceu teoricamente e genericamente correto, cabendo, entretanto, algumas considerações que faço a seguir. O articulista afirma que "(...) as saídas para a crise (que aí está) devem ser buscadas, agora e sempre, nos recursos que a estrutura democrática contém". Essa é uma afirmação genérica que não entra em detalhes sobre a quais recursos ela se refere. Se a resposta a essa questão for o voto popular, data vênia, professor, mas a história mostra que por meio desse instrumento nenhum progresso foi possível alcançar no ambiente político nacional desde que ele começou a ser usado. Pelo contrário, se alguma coisa mudou, foi para pior. Veja-se, agora mesmo, quando as pesquisas feitas apontam que um condenado pela Justiça, por corrupção e lavagem de dinheiro, é o favorito para voltar a ocupar o mais alto posto do País, e o segundo colocado é um militar, de viés fortemente machista, com ideias bizarras sobre como conduzir a Nação. E esse meio democrático, considerando o arcabouço que a ditadura política da corrupção vigente montou, não vai conseguir jamais mudar qualquer coisa no País. Ou seja, é preciso desmontar essa blindagem. Fica em aberto qual outro meio pode ser usado. O artigo, como todo o noticiário publicado até hoje a respeito, comete ainda uma injustiça com um general de Exército quando diz que ele "postulou" uma intervenção militar. Isso não corresponde à verdade. O que o militar fez foi advertir que, se a classe política vigente não encontrar meios para pôr fim a esta desordem observada na política nacional, que atinge os Três Poderes da União, e a situação deteriorar para um processo de convulsão no País, as Forças Armadas terão de intervir obrigatoriamente para reestabelecer a ordem. É diferente do que se diz. A disposição constitucional lembrada de que essa intervenção só poderá ocorrer por solicitação do Poder Executivo, outra vez, é teoricamente correta. Mas o que fazer na prática quando o chefe da Nação está imerso até o pescoço neste caos político, ético e moral que se vê? Como esperar que essa "autoridade" determine uma intervenção que vai, como primeira consequência, atingi-lo? Isso nunca vai acontecer. Quanto à alegação de que "(...) a tese da intervenção militar é inconstitucional (...)", cabe ressalva. O próprio artigo lembra que "é constitucional a destinação das Forças Armadas à garantia dos poderes constitucionais (...)" (desde que estes poderes não sejam a causa de desordem), "(...) da Lei (...)" (desde que esta não seja interpretada para garantir a impunidade dos que estão no poder e são os causadores da desordem) "(...) e da ordem (no plano interno)." Esta ordem terá de ser reestabelecida a qualquer custo, mesmo que este seja "(...) elevado (...)" e "(...) cobrado da cidadania".

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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VENTOS BOLIVARIANOS

Sobre "Ameaças à democracia" (30/10, A2), artigo do professor Eliézer, senti em 1964 quando o País estava sendo inclinado para o comunismo - por pouco não cairíamos nas garras do regime opressor da URSS, e fomos salvos pelos militares. Hoje estivemos quase cedendo aos encantos do regime da falida Venezuela, modelo de país para Lula e Dilma. O dito período do regime militar só se prolongou pelas ameaças à nossa democracia. Sinto que os ventos bolivarianos já foram ensacados e que podemos retomar o crescimento, sem corrupção e com a Carta Magna sendo respeitada e com os militares sempre em sentinela para nos proteger.

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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RADICALIZAÇÃO POLÍTICA

Militantes de direita invadem aula de pós-graduação em História para protestar contra os 100 anos da Revolução Russa na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Militantes de esquerda entram em confronto com os espectadores de um filme sobre um filósofo conservador no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A página do Sesc Pompeia em São Paulo é atacada por anunciar a presença de uma filósofa que defende a ideologia de gênero. Falta diálogo na sociedade brasileira e espalham-se pelo País a radicalização política e a polarização ideológica. Não se ouve mais o outro lado e não se busca saída para a crise política, econômica e social.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas 

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SOMBRIO FUTURO

O povo brasileiro, aviltado e enojado, assistiu na semana passada, durante a votação no Congresso sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer, à semifinal da luta suja entre os quadrilheiros que institucionalizaram a corrupção no País. Vimos, de um lado, os que há anos, sempre aliados à situação, continuam no poder e, do outro lado, os que, apeados dele, em apenas 13 anos de governo conseguiram a proeza de desorganizar a economia nacional e exportar o banditismo prejudicando e envergonhando o Brasil. Inseridos neste lodaçal político, os congressistas de caráter - ainda os há no Brasil - ficaram sem opção. O sim e o não perderam o significado moral, prevalecendo o que se considerou ser, no momento, o "menos pior" para o País. A hora da luta final está próxima e pode-se prever o sombrio futuro que nos espera, pois as alcateias de lobos que continuam dominando nossa política se mantêm ativas e, aparentemente, indestrutíveis.

Arnaldo A. Ferreira Filho amado1930@gmail.com

São Paulo

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A VOTAÇÃO NA CÂMARA

Com todo respeito, discordo do sr. presidente Temer: na decisão da Câmara dos Deputados, não foi a "verdade" que venceu, e sim o "bom senso". Não foi julgado o mérito, e sim a oportunidade das investigações.

Fabio Duarte de Araujo fabionyube@visualbyte.com.br

São Paulo

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PERDENDO A OPORTUNIDADE

Tudo indica que o que a Procuradoria-Geral da República conseguiu com as duas flechadas foi adiar as reformas contra os excessos da privilegiatura nos gastos da União, que começavam a ser enfocados com seriedade pelo Congresso. Adiadas com a primeira flechada, aparentemente estão relegadas ao esquecimento com a segunda. Como está claro desde o início que as acusações seriam rejeitadas, visto terem fraco suporte material, pode-se começar a considerar que o objetivo principal das flechadas foi o de adiar essas reformas. Não ocorrendo uma reviravolta, a privilegiatura continua com suas benesses e nós, a suportá-las.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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PRECISAMOS DE DEPUTADOS E SENADORES?

Duas manifestações chamaram a atenção nos últimos tempos. Primeiro, a votação pelo direito de investigar um presidente em exercício. E, segundo, a qualidade dos votantes. Acho estranho um país intitulado democrático criar tantas burocracias para investigar qualquer denúncia que seja. Como a estátua em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) apregoa, a Justiça não pode olhar a quem. Das duas constatações, a segunda é a mais impactante. Aos brasileiros com acesso ao canal que cobre os eventos do Planalto, sugiro que assistam a uma sessão. Garanto que muitos ficarão indignados com a falta de celeridade e de discussões construtivas na "Casa do Povo". Como reclamação por si só não leva a nada, deparei-me com uma indagação: "Precisamos de deputados e senadores?". Ouvi falar de épocas em que vereadores eram trabalhadores que se encontravam às quartas-feiras à noite para resolver os problemas da cidade. Assim, eles não atrapalhavam o seu ganha-pão. Isso mesmo, vereadores não eram remunerados pelo trabalho de decidir pelo povo e para o povo. Sei que os problemas evoluíram e ganharam complexidade com o crescimento da população. Porém, as tecnologias também se desenvolveram, talvez em taxa equivalente ou maior. Eis a minha proposta: utilizemos da aleatoriedade e do voluntariado para tomar as decisões do nosso país! Tanto na formulação das leis como na aplicação destas. Como fazer isso? Brasileiros voluntários aleatórios são consultados sobre um tema. Por meio de questionamentos sigilosos, estes versam livremente sobre a questão levantada. Uma equipe aleatória voluntária de tecnologia entra em cena na tabulação dos resultados. Advogados voluntários aleatórios formulam as leis da forma mais límpida e simples possível. Essas propostas passam por jovens educadores voluntários aleatórios para avaliar se o entendimento é claro. Depois de bem digeridas, estas passariam por outra equipe aleatória voluntária de tecnologia que alimentaria um banco de consulta a outros brasileiros voluntários aleatórios. Qual o segredo para essa receita dar certo? A qualidade da aleatoriedade e a quantidade do voluntariado, como repetido anteriormente. Quanto maior o rigor da aleatoriedade e maior o número de voluntários, menor será a probabilidade da existência de coronelismo, de corrupção, de partidarismo e de lobismo. E, de quebra, maior será a representatividade do povo. As redes sociais comprovam que as notícias, verdadeiras ou falsas, são rapidamente alastradas por todo o território nacional. Muitos brasileiros já têm acesso à rede de computadores e a smartphones. Existem muitos jovens cientistas no Brasil, tanto nas áreas tecnológicas como nas humanas e científicas. Não somos mais 70 milhões em ação, mas quase 200 milhões sem nação.

Tiago Lourenço de Lima Torquato tlltorquato@gmail.com

São Paulo

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UM POUCO DE PAZ PARA TEMER

Finalmente, a partir do dia 25 próximo, o presidente Temer terá um pouco de paz para governar. Desde que assumiu a cadeira presidencial, ele não teve um minuto de sossego. Se não fosse um político experiente, teria caído de alguma forma há algum tempo. Porém, ainda existem os inimigos oportunistas de plantão que tentarão puxar o tapete, mas não a ponto de mudar o humor do presidente. Pelo menos até o fim do mandato ele vai poder governar com certa tranquilidade, e o Brasil também poderá crescer em paz. Assim espero.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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A PIRÂMIDE SOCIAL BRASILEIRA

 

Michel Temer foi operado, em tempo recorde, em hospital particular. Enquanto o presidente da República é internado e operado com impressionante rapidez, a maioria dos brasileiros continua à espera de uma vaga na fila dos hospitais públicos, pagos com o dinheiro dos nossos impostos. Aliás, a internação de Temer e toda regalia que ele tem também são pagas com o dinheiro do contribuinte. Agora entendem o motivo de faltarem recursos aos "pobres mortais" da outra ponta da pirâmide social? É triste verificar que, mesmo diante da crueldade imposta pela recessão econômica e pelos bilionários desvios oriundos da corrupção institucionalizada, a classe política permanece com luxo e ostentação. É igualmente triste e lamentável ver que a sociedade brasileira, tratada de modo desumano, está inerte com inaceitável situação.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

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LEILÃO E DISPUTA

O resultado do leilão de 8 áreas do pré-sal, realizado na sexta-feira (27/10), de fato ficou abaixo das expectativas, contudo, evidencia que pouco a pouco o Brasil vai se recuperando dos estragos causados por mais de 13 anos de PT no poder. Com duas áreas que ficaram sem receber ofertas, a arrecadação esperada de R$ 7,7 bilhões concretizou-se em R$ 6,15 bilhões. Em contraste a essa frustração, participaram 14 empresas estrangeiras do leilão - voltou a haver, finalmente, disputa de fato -, com destaque para Petrobrás e Shell, que, em parceria ou separadamente, conquistaram o direito de explorar três áreas cada. Créditos que devem ser atribuídos ao senador José Serra (PSDB-SP), autor da Lei 13.365 de 2016, que retirou da Petrobrás a obrigatoriedade de participar com 30%, no mínimo, em todas as explorações. O próximo passo, quase que um consenso entre especialistas no tema, é substituir o regime de partilha - uma das invenções de Dilma Rousseff - pela volta da concessão. Pouco a pouco, conseguimos apagar os feitos "nacionalistas", protecionistas e estatistas que tanto prejudicaram e ainda prejudicam a economia brasileira. 

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

   

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FALTA DE HÁBITO

A Espanha, diante dos recentes acontecimentos que envolvem os anseios por independência da Catalunha, mostra que ainda não possui o hábito democrático suficientemente desenvolvido, talvez pela assombração persistente de um passado marcado por longa ditadura sanguinária. O lamentável espetáculo proporcionado pela polícia enviada pelo governo central para reprimir o referendo convocado, quando cenas de manifestantes arrastados pelos cabelos assombraram o mundo, e o apoio do Senado em Madrid ao projeto do presidente Mariano Rajoy, de intervenção na região, com eliminação das lideranças regionais, atitudes aparentemente endossadas pela União Europeia (UE), ávida em manter intacto o caldeirão burocrático asfixiante, vislumbrado pelos velhinhos ingleses que votaram em favor do Brexit, evidenciam a falta de um estadista na Espanha, capaz de conduzir de maneira negociada e democrática a delicada questão que pode, daqui por diante, assumir rumos imprevisíveis.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A INDEPENDÊNCIA CATALÃ

O "Estadão" (28/10, A16) publicou reportagem intitulada "Madri derruba governo catalão" com uma sugestiva pergunta: "A Catalunha tem o direito de declarar a independência?" E o jornal, com absoluta jurisdição, respondeu: "Em tese, qualquer região tem o direito de declarar independência. Mas, para que se torne Estado, é preciso ter território, população, autoridade e reconhecimento internacional". Diz mais: "A maioria dos países não reconhecerá um Estado catalão, e, sem isso, os catalães não serão representados em organizações internacionais". Tem mais: o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, admite que o governo catalão praticaria "um sequestro inadmissível da maioria dos catalães e um roubo de uma parte do território dos espanhóis". Esta derrubada na política governamental espanhola nos leva, com a devida vênia, principalmente do "Estadão", a adotar o final da antiga modinha carnavalesca brasileira referente à Espanha: "Eu conheci uma espanhola natural da Catalunha, que tocava castanhola e pegava touro à unha. Caramba, carambola, eu sou do samba e não me amola, p'ro Brasil eu vou fugir, isso é conversa mole p'ra boi dormir".

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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MAIS PODER

A união territorial da Espanha acaba com o interesse dos políticos que desejam angariar mais poder à custa da ingenuidade do povo. A força da monarquia espanhola foi afirmada por uma simples palavra do Rei Felipe VI, que deu a senha para o primeiro ministro e para o Parlamento agirem no sentido de impedirem a retalhação do território sem nenhum benefício para os espanhóis da Catalunha. O rei é chefe de Estado e tem o mando supremo das forças armadas e demonstra na prática que a monarquia parlamentar é um sistema estável e provavelmente melhor do que a democracia de compadrio que se estabeleceu no Brasil. O marechal Deodoro da Fonseca, amigo íntimo de Dom Pedro II e monarquista por convicção, aplicou o verdadeiro e supremo golpe político-militar e implantou o sistema que nestes 128 anos trouxe um dos maiores períodos de corrupção sistêmica do País.  

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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ENEM

A decisão unilateral do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), de dar zero ao aluno que, ao manifestar livremente o que pensa na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), pareça estar em desacordo, num pormenor que seja, sobre o que opinam os atuais dirigentes do Inep-Enem, já seria razão de grave escândalo e mereceria zero, é uma clara coação aos alunos. Fez bem o juiz de Brasília em suspender esse ataque à liberdade. Nem os militares fizeram isso.

Luiz R. de Barros Santos, professor luizroberto.santos@gmail.com

São Paulo

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RETROCESSO NÃO

Hoje, 31/10, o Senado Federal vai votar o Projeto de Lei PLC 28/2017, que pretende acabar com os aplicativos de mobilidade como o Uber. Tanta coisa inútil e desnecessária é aprovada, por que, então, querem acabar com algo tão bom para os cidadãos, tanto aqueles que usam o serviço como aqueles que, por estarem desempregados, fazem esse trabalho para sustentar suas famílias? Isso sem falarmos do trânsito caótico que pode melhorar muito porque as pessoas que usam esses aplicativos retiram de circulação seus veículos, sem falarmos também da poluição. Vamos ficar atentos à votação de nossos "incomuns" congressistas: se atenderão ao interesse da população ou atenderão aos interesses escusos de seus "nobres pares", num claro flagrante de retrocesso.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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GRANDES EVENTOS EM SP

Uno-me à indignação do sr. Cláudio Marcio Abdul-hak Antelo, cuja carta de 27/10/2017 relata as agruras que os paulistanos passam com shows em lugares impensáveis de São Paulo, como o bairro do Morumbi. Sofri o mesmo no bairro de Perdizes, igualmente denso de moradores e tráfego, no dia 1.º de abril deste ano, show de Justin Bieber no Alianz da Rua Turiassú. Dirigi meu carro com minha mãe de 82 anos até lá para comprar um medicamento difícil de achar. Trânsito desviado, mal sinalizado, ônibus despejando centenas de jovens. Eu estava numa paralela, com todos os cruzamentos fechados por grades, e a farmácia ficava numa das transversais. Implorei ao agente da CET que removesse a grade, era coisa de 5 minutos. Ele não autorizou. Por necessidade do remédio, minha mãe saltou do carro e foi a pé antes que eu a pudesse deter. Segui com o carro para dar uma volta e buscá-la, mas, com gente atravessando por todos os lados, até por cima do capô do meu carro, eu já não a via mais pelos retrovisores, não sabia se tinha sido atropelada ou pisoteada. Mas o semáforo da esquina seguinte funcionava... eu o ultrapassei no vermelho, apesar de a transversal estar gradeada sem cruzamento de carros e com isso recebi duas multas, uma pelo semáforo fechado e uma por distração, ou assim pensou o agente ao me ver olhando pelos espelhos. Hoje tenho dez pontos na CNH, paguei o valor alto das multas e perdi o desconto por pontuação zero na carteira. Enquanto isso, o prefeito... ora, o prefeito.

Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

 

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