Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2017 | 03h13

GOVERNO TEMER

‘O custo da governança’

Sem uma divulgação “santaniana” o Índice de Custos do Governo (ICG), de Carlos Pereira, cientista político e professor da FGV, morre aqui, não passa da página A3 do Estadão de ontem. Que pena!

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

Brilhante, o editorial O custo da governança põe a nu o afã da mídia em geral de produzir notícias ruins para o País, por incompetência ou falta de vontade de mostrar a verdade. Mas o Estadão mostrou que, apesar dos pesares, muitas das medidas do governo de Michel Temer apresentam eficiência superior às dos governos do PT, tão éticos e tão honestos que até negócios da China fizeram com Pasadena e ainda criaram uma empresa monstro na corrupção, a JBS.

ANTONIO JOSÉ GOMES MARQUES

a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

O homem político

No artigo Políticos imperfeitos (28/10, A2), o professor Marco Aurélio Nogueira faz importantes observações sobre o verdadeiro homem político, apoiando-se conceitualmente em Max Weber (o pai da sociologia moderna) e nas três qualidades que o homem público deve ter para bem governar. Recordar as referências conceituais de Weber é importantíssimo, principalmente numa época como esta, marcada pela desconfiança e pela suspeita que cercam a classe política, apesar de haver homens de bem, políticos que não separam a ação da ética. Mas talvez seja importante também buscar inspiração nos antigos pensadores políticos chineses que tomaram como ponto de partida o homem e a sociedade não como deveriam ser, mas como são – até em sua realidade mais inaceitável. Desde Confúcio, que no século 5.º antes de nossa era desenvolveu a noção do mandato celeste, e antes dele Lao-tsé, que dizia ser preferível permanecer no centro, as primeiras escolas de filosofia da China antiga procuraram definir valores sobrepondo ao mundo natural modos de interpretação humanista. Talvez seja por isso que discordo do eminente cientista político e professor quando afirma que o presidente Michel Temer tem dificuldades para combinar as três qualidades weberianas para ser um verdadeiro homem político. Muito ao contrário, o presidente, no meu modo de ver, homem cordial, personifica as melhores virtudes do homem político brasileiro, sendo capaz não só de guiar o barco do Estado nessas águas turvas, mas, pelo seu bom exemplo pessoal (à altura de um Joaquim Nabuco), transmitir a harmonia tão essencial à ordem sociopolítica, conforme nos ensinam os antigos chineses. Que Deus lhe dê força para tanto!

JOHN FERENÇZ MCNAUGHTON

john@mcnaughton.com.br

São Paulo

LULOPETISMO

Perdão

“Estou perdoando os golpistas desse país”, assim se manifestou Lula referindo-se aos apoiadores do impeachment de Dilma e aos que por ele votaram democraticamente, graças aos quais foi possível, em pouco mais de um ano, a redução da inflação de 14,5% para 3,5%, da taxa básica de juros, a retomada lenta, mas consistente, do crescimento econômico e a reversão paulatina do sinistro índice de desemprego deixado como herança para o atual governo. A sandice, mais uma entre as muitas da lavra do petista multirréu e já condenado, foi pronunciada em praça pública durante o encerramento de sua campanha eleitoral ilegal que percorreu 20 cidades mineiras, todas com público reduzido, algumas até hostis à passagem de Lula por seus logradouros.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

Evitar novo desastre

Responsáveis pelos desastres causados nos 13 anos de seus governos – que deixaram o País no caos, com corrupção, inflação, desemprego e recessão, que no governo Temer vem sendo consertado a duras penas –, os petistas querem voltar em 2019 recorrendo a campanhas demagógicas e mentirosas. São contrários à reforma da Previdência, essencial para a recuperação da economia, mas adeptos da generosidade com dinheiro do povo para países bolivarianos, sindicatos e movimentos que os apoiam...

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Parceiros

Lula busca parceiros para elaborar um plano de governo que dê suporte à sua pretendida candidatura. Dá para imaginar quem seriam os denunciados, condenados e presos destacados para criar mais um plano de maracutaias para o novo governo com que sonha o condenado e futuro presidiário. E quem poderiam ser esses parceiros? Renan Calheiros? Ou Guido Mantega, José Dirceu, João Vaccari, Renato Duque, Delúbio Soares e tantos outros do primeiro time do PT, com foco em benefícios próprios, como foi nos governos do partido, que levaram o Brasil à maior crise econômica de sua História, deixando mais de 14 milhões de desempregados? Dilma já foi descartada, por ter sido muito incompetente na sua primordial missão de permanecer quieta no governo. Já é hora de o eleitor aprender a não ser enganado por políticos corruptos.

CARLOS SULZER

csulzer@terra.com.br

Santos

Marcha do MTST

Ontem um grupo de sem-teto marchou desde o ABC até o Palácio dos Bandeirantes para reivindicar moradias. O PT ficou quase 14 anos no poder e esses “trabalhadores” ainda não têm teto?! Por que não se dirigem para um endereço muito mais próximo de onde estão e cobram o que não foi feito pela “alma mais honesta nunca antes vista na História deste país”?

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Regra três

PSOL e PT brigam pelo Boulos (fraco gosto). No PT, mais uma traição (normal) do Lula, Fernando Haddad que o diga. O PSOL, que só faz agitar, está feliz, pois a presidente Gleisi e a cúpula do PT estão em polvorosa. Quero ver no que isso vai dar.

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

Modernidade do PT

O PT saiu com o projeto anti-Uber para manter o Brasil na Idade Média. Em 2030, quando só se fabricarem autos dirigidos por inteligência artificial, se o partido ainda existir (o que eu duvido, se continuar com essas ideias), certamente fará um projeto para que seja obrigatório que um representante do sindicato fique sentado no veículo “para controlar a legalidade da operação”.

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

“Procura-se candidato honesto e ficha-limpa!”  

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE A ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DE 2018

robelisa1@terra.com.br

“Está ficando muito claro que a intenção das pesquisas sobre a eleição presidencial com tamanha antecedência 

é induzir os eleitores”  

LUIZ FRID / SÃO PAULO, IDEM

luiz.frid@globomail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CABRAL FICA NO RIO

Só estava faltando esta para os brasileiros se engasgarem de verdade: o ministro Gilmar Mendes suspendeu a transferência do ex-governador ladrão do Rio de Janeiro Sérgio Cabral para o presídio federal de Campo Grande (MS). É melhor ele ficar respirando o ar marítimo de Copacabana, junto de sua quadrilha, do que estar perto das serpentes, onças e jacarés do Pantanal.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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SAÍMOS NO LUCRO

A considerar o horror que o famigerado ministro do Supremo Tribunal Federal tem de ver enjaulados escroques engomadinhos, podemos até afirmar que o Brasil do bem saiu no lucro: Gilmar Mendes não mandou soltar Cabral.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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PRISÃO DOMICILIAR

Está um cheiro no ar de que Cabral vai conseguir, além da suspenção da transferência da prisão, a prisão domiciliar. O problema vai ser separar o casal Cabral-Adriana Ancelmo para não se comunicar. Mas dá-se um jeito.

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

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POVO INFELIZ

Parabéns, ministro Gilmar Mendes! O senhor conseguiu demonstrar de modo cabal que, no Direito, vigora majestoso o princípio do livre convencimento do juiz que se lastreia, contudo, nas possibilidades jurídicas apontadas pela letra da lei. Parabéns! Assim, com mais uma decisão impecável de sua lavra - a que beneficiou o megacorrupto Sérgio Cabral -, o senhor conseguiu mostrar ao povo o quanto ele é infeliz e miserável: primeiro, por ser sistematicamente assaltado pelos governantes, e, segundo, por ser constantemente desprezado em suas últimas esperanças por coerentes, exemplares e pedagógicas penas da Justiça.

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro 

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'COISA NOSSA'

Com Gilmar Mendes não tem erro. A população justifica o habeas corpus do ministro cantando: "Sérgio Cabral é coisa nossa...".

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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NOVO ATAQUE

Sua excelência Gilmar Mendes, emérito protetor de bandidos, ataca novamente, não permitindo a transferência de Cabral. Viva o Brasil!

Sergio Cortez cortez@lavoremoveis.com

São Paulo

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CHEGA!

Quando será que impedirão o ministro do STF Gilmar Mendes de tentar de tudo para facilitar a vida de criminosos com interpretações dúbias e indignação de todos os brasileiros?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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IMPEACHMENT 

Com mais esta excrecência do ministro Gilmar Mendes de suspender a transferência do criminoso condenado e ex-governador carioca Sérgio Cabral para presídio de Mato Grosso, é imperioso que a procuradora-geral da Republica, Raquel Dodge, dê andamento ao pedido de impeachment do ministro, feito por Rodrigo Janot. As barbaridades são evidentes e demonstram "que ele age a seu bel prazer", conforme disse seu colega Luís Roberto Barroso em recente bate-boca. Ora, Cabral desafiou e colocou o juiz da 7.ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, abaixo de "traque". Do jeito que as coisas andam, não haverá mais tomate para o grupo Tomataço arremessar em Gilmar. 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O BOTECO DO STF

Neste momento de grave crise econômica e política que o País atravessa, o povo brasileiro não quer ir aonde os artistas estão, demonstrando, assim, além de mais racionalidade e responsabilidade, o desejo de superar os próprios obstáculos e ver o Brasil voltar a crescer, depois da recessão aguda legada por Dilma, Lula e o PT. Já de onde se espera essa mesma atitude racional e responsável, o que vimos foi um bate-boca de boteco no plenário do Supremo Tribunal Federal, na semana passada, protagonizado pelos ministros da Corte Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, que, ao deixarem de lado o decoro na mais alta instância do Poder Judiciário, conseguiram nivelar por baixo o próprio tribunal. Um deles já foi defensor do assassino e terrorista italiano Cesare Battisti e é claramente um militante esquerdista no STF. O outro dá habeas corpus ao léu a mafiosos do transporte público carioca e atua incansavelmente pelos seus amigos pessoais da política e do poder. O fato é que ambos agem como incendiários, num país que precisa de serenidade e juízo, afinal, ninguém vence em terra-arrasada. Nem mesmo os procuradores de Facebook da República de Curitiba. 

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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MISSA DE RÉQUIEM

Disse Gilmar Mendes, ministro do Supremo: "De vez em quando nós somos esse tipo de Corte que proíbe a 'vaquejada' e permite o aborto". Pena é que Sua Excelência (termo hoje tão desprestigiado) não continuou com esta "mea culpa": (...) e nós (a Corte) que também afagamos o "chefe da quadrilha" Temer e estendemos a toga protetora ao senador Aécio Neves, bandido do mesmo quilate que seus asseclas, e queremos calar o Ministério Público e adoçar a Polícia Federal. Poucas as esperanças de um Brasil mais feliz e livre da febre da corrupção. No dia internacional da "felicidade", o povo brasileiro se viu agraciado com este show de horrores, agressões ferinas. Todavia, vindas de quem vieram, tudo leva a crer que verdadeiras. A gravidade das acusações revela-se altamente preocupante, e insondável o seu desfecho. Os senhores ministros, à queima-roupa, descobrem o podre que também escorre nos bastidores do Supremo. Como esperar a condenação dos comprovados corruptos, quando os mesmos julgadores são seus defensores? E, pior, "lenientes" com eles, ou seja, ministros que lá foram colocados ao juramento do compadrio, quando a toga preta afaga o colarinho branco. Eis que se revela que o foro privilegiado é o tribunal amigo. Tribunal dos bandidos privilegiados. São vozes claras dos primeiros preparativos para a "missa de réquiem" da Lava Jato. Oremos.

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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MENDES E BARROSO

 

Briga de cachorro grande, conquanto desprovidos de pedigree!

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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SUPREMO COM 'S' MINÚSCULO

Segundo uma lenda transportada das calendas gregas até nós, os juízes se sentem deuses. Os ministros do STF estão certos de que vieram do Olimpo. "Vossa Excelência muda a jurisprudência de acordo com o réu. Isso é Estado de compadrio. Juiz não pode ter correligionário" (Luís Roberto Barroso). "Não sou advogado de bandidos internacionais" (Gilmar Mendes). Esse bate-boca não se deu num boteco "pé de chinelo" em alguma favela do Rio de Janeiro, mas na mais importante instância de Justiça da República. Com um Congresso venal, cuja decisão depende das benesses do Planalto, com um Executivo que faz o papel de comprador de sucata e um Judiciário que promove cenas dignas de botecos de cachaceiros, eu, que vivi a década turbulenta de 1964, chego a sentir que, para pôr alguma ordem nesta Babel, chega-se a sentir falta de um AI-5 ou similar.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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RAZÃO AOS DOIS

Lembro-me quando Gilmar Mendes foi arguido pelo senador Pedro Simon. Respondia com evasivas, dando a saber desde aquela época a que viria. Posteriormente, em embates com a maioria dos ministros, um deles chegou a dizer que seu comportamento envergonhava a Justiça. A Justiça brasileira já é capenga, e, com nomes como o dele, o de Lewandowski, o de Dias Tofolli e Marco Aurélio, a população hoje é totalmente descrente do Judiciário. Na verdade, hoje só serve para enriquecer seus ocupantes, sob o manto da lei, com privilégios que nada diferem da corrupção praticada pelo Legislativo e pelo Executivo. Então, no embate entre Mendes e Barroso, dou razão aos dois.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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UMA LUVA

A frase "a raiva é filha do medo e mãe da covardia", que faz parte de uma recente canção de Chico Buarque de Holanda e que foi citada pelo ministro Luís Roberto Barroso no "educadíssimo" bate-papo com o ministro Gilmar Mendes no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), serve como uma luva para a turma do PT e outros esquerdistas fanáticos, visto que eles estão se mordendo de raiva do presidente Temer (que está fazendo tudo o que Dilma Rousseff deveria ter feito, mas não fez, para recuperar nossa economia); está morrendo de medo de perder as benesses que acumulou durante os 13 anos de lulopetismo; e, sobretudo, está cometendo a covardia de exigir a volta de Lula ao poder, sabendo que é ele, afinal, o maior responsável pelas mazelas que o governo atual está enfrentando com coragem e resistência, apesar de tantas vozes contrárias. Pelo bem do Brasil, que Deus dê ao presidente saúde e força e ao Congresso boa vontade e visão de futuro, para avançarmos nas reformas indispensáveis.

 

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

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A CREDIBILIDADE DO STF

Em sua coluna (28/10, A8) no "Estadão", o jornalista João Domingos falava que, "se o STF perder sua credibilidade, com ela vai junto a última esperança do cidadão". É uma frase muito bem colocada, pois o povo brasileiro já não acredita mais no STF. É só levar em conta o julgamento feito pelo STF do senador Aécio Neves e o discurso infantil e inapropriado dos ministros Gilmar Mendes e Roberto Barroso, na quinta-feira, no que só faltou agressão pessoal. Que vergonha!

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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A PROPÓSITO

Disse o ministro Luís Roberto Barroso a respeito do ministro Gilmar Mendes, ambos do Supremo Tribunal Federal: "Vossa Excelência vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu. Isso não é Estado de Direito. Isso é Estado de compadrio" ("Estadão", 27/10). Será que isso, enfim, é que pode explicar a anunciada mudança de posição do ministro Gilmar, que antes era a favor da possibilidade do cumprimento da pena de prisão do réu logo após a confirmação da sentença em segunda instância?

Aurélio Quaranta Aurelio relyo.quar@gmail.com

São Paulo

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'POLÍTICA DE ENCARCERAMENTO ABUSIVA'

Gilmar Mendes declarou à Agência Reuters: "O País vive 'política de encarceramento abusiva'". Poderíamos concordar com o ministro, se se referisse aos 40% de presidiários no Brasil que aguardam julgamento, que esperam autorização de soltura e os que nem deveriam estar presos nas penitenciárias abarrotadas. Com estes o ministro Gilmar e seus companheiros de tribunal não se importam. Há anos que a situação é assim, "política de encarceramento abusiva". Concordo com o ministro, se se referir a esses "desgraçados", que deveria ter alguma atenção do STF. Mas são pobres, não são políticos. Com relação a outros casos, principalmente ao de "políticos ladrões" aos quais ele parece se referir, é vergonhosa a atitude do magistrado. O que explica a Lava Jato na primeira instância ter condenado 110 bandidos oriundos de estatais, ex-ministros e políticos, com provas indiscutíveis? Aí está uma questão difícil de explicar. Há uns 300 políticos suspeitos, alguns com foro privilegiado, cujo julgamento cabe ao Supremo. Qual a justificativa do ministro para o fato de que nenhuma das cerca de 250 ações sobre parlamentares desonestos, "já entregues" ao STF para julgamento, tenha sido julgada, deixando-se que prescrevam? Estão evitando "encarceramento abusivo"? Dizem que há algum acordo entre parlamentares e o STF para não julgar políticos. As aparências indicam que é verdadeira essa suspeita. Dá para entender, então, o sentido das palavras do ministro, tentando justificar as faltas de seu tribunal, a leniência com políticos desonestos e a injustificável soltura de políticos presos. O fato, senhor ministro Gilmar, é que a população tem visto estarrecida a falta de rigor do STF com criminosos, e condena o tribunal pela vergonhosa situação de centenas de ladrões com foro privilegiado, cujos "privilégios incluem roubar o erário e permanecer livres", aparentemente evitando o "encarceramento abusivo". E ainda acusa o STF pela situação caótica do País, por sua leniência com a criminalidade de políticos e funcionários. Seu tribunal certamente estará informado de que a população o acusa pelo caos que tomou conta do Brasil e pela conclusão de que o País não tem Justiça, portanto não tem democracia. 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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A PREVALÊNCIA POLÍTICA

Na pior composição histórica do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes é um oásis intelectual. Em Münster, RFA, no ano de 1990, apresentou a sua tese "Die abstrakte Normenkotrolle vor dem Bundesverfassungsgericht und vor dem brasilianischen Supremo Tribunal Federal" (O controle abstrato de normas perante a Corte Constitucional Alemã e perante o Supremo Tribunal Federal). Foi aprovado com o predicado "Magna cum laudae". Todavia, não raro o ser político prevalece, sufocando o Direito para deixar de aplicá-lo aos poderosos, "modulando", à sua moda, a incidência das normas jurídicas. Esta não foi a última vez que vai criar encrenca com Barroso (ou com outro ministro qualquer que lhe enfrente) nem a última.

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo 

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PAUTA POLÊMICA

Decidiu, e bem, a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, ao deixar para o ano que vem os julgamentos mais controversos e polêmicos e que podem proporcionar debates intensos na Corte. Aliás, assim atuou a eminente presidente porque sentiu a gravidade do embate público entre os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, quando ambos se dirigiram ofensas, dando mau exemplo para procedimentos e audiências nas instâncias inferiores. Não é a primeira vez que temos o desprazer de ver tais embates, que a nada levam, a não ser ao desprestígio da maior Corte deste país. Os senhores ministros precisam fazer um pacto de não agressão pública, levando em conta o dito popular: roupa suja se lava em casa.

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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ELEIÇÕES 2018

Nas eleições de 2014, Marina Silva começou bem, mas acabou em terceiro lugar, com 20% dos votos, e no segundo turno apoiou Aécio Neves. E agora, dona Marina, como explicar para a "turma" da esquerda a decisão de ficar ao lado do hoje rejeitado Aécio? A novidade em 2018 será a guerra declarada entre a esquerda e a direita, representada por Jair Bolsonaro à direita e à esquerda por quem? Lula, o socialista milionário, ou Marina Silva? Talvez Fernando Haddad, mas já viram que não é do ramo, gosta de cargo, não de responsabilidade. Seja quem for o candidato anti-Bolsonaro, o povo sai perdendo, porque nesta briga de esquerda e direita todos ficam no meio do caminho e atrapalham as candidaturas mais sólidas ou mais sérias. Lula não será candidato, vai infernizar a vida de todos os candidatos e, se caso for decretada a sua prisão, teremos a campanha política para presidente feita na porta da penitenciária. A esquerda enlutada não vai fazer campanha, vai "velar" o ex-presidente na porta da cadeia - e os outros candidatos devem ir no mesmo bonde, porque lá estarão as luzes. Vai ser um ano difícil de ser esquecido. No Rio de Janeiro, as urnas deverão ser blindadas e a abstenção será a notícia do dia seguinte, porque, se correndo o carioca já morre de bala perdida, imaginem parado na fila. No Nordeste, nada muda, morre o "coroné" e sempre tem outro em seu lugar tocando o povo como boiada, e o favorito deve comer buchada de bode. As eleições de 2018 deveriam ser adiadas para 2020, deixando Temer com seus 3% de aprovação levando o barco e aprovado por todo o planeta, menos pelos brasileiros... Quem acredita em pesquisa de intenção de voto? E em mula-sem-cabeça? Disco voador é coisa séria, acreditem, existe, mas não vou mostrar.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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MARINA SILVA

"Marina se isola e Rede vive nova crise interna" ("Estadão", 30/10, A4). O correto seria dizer "isolaram a Marina". Ninguém quer ter uma radical que faz de tudo para não enxergar a realidade.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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BALÃO DE ENSAIO

Ainda teremos muitos escândalos, denúncias e prisões que vão agitar o País e mudar um pouco o quadro eleitoral de 2018. Por ora, de um lado, uma campanha presidencial do petismo-banditismo prometendo continuar com a corrupção e a luta de classes. De outro, um direitista que quer consertar tudo na porrada. O resto é balão de ensaio. Neste momento crucial, temos duas opções: ou partimos para uma intervenção militar que feche o Congresso (entidade inútil, parasita e centro criminoso) e faça uma profunda reforma administrativa e judiciária ou escolhermos um candidato de centro, que agregue novas ideias para o bem comum da Nação e seja pacificador. Alguém que tenha ao menos o reconhecimento de serenidade e bom senso, sem estar envolvido no mar de lama que cobre o Brasil. Sem populismo, sem demagogia. 

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas 

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O SONHO DE UM BRASILEIRO

Nós, leitores, temos acompanhados a linha de pensamento liberal do jornal "Estado", que na segunda-feira trouxe uma matéria sobre o partido Novo ("Novo converge para candidatura de ex-banqueiro", A6). Sou liberal e é por isso que leio este jornal. Saber o que precisa mudar no Brasil, para quem se dispõe a pensar sobre o assunto, é fácil; difícil é achar alguém que tenha conhecimento técnico, capacidade de diálogo e disposição patriótica para assumir a empreitada, sem falar dos recursos financeiros a fundo perdido necessários. Hoje, na minha opinião, logicamente, o Brasil é um país dominado pelos funcionários públicos, pelos sindicatos e pelos políticos, unidos num corporativismo aguerrido, formando uma casta que nada produz e consome muito. A grande sabedoria que terá de ter o administrador apto para as mudanças é reverter este quadro de "Estado forte" para um prestigiar da classe dos empreendedores. O primeiro remédio é a transferência da renda do Estado para as mãos da iniciativa privada, por meio da redução gradual da carga tributária. Uma vez o produtor com mais dinheiro, investirá, que é o necessário para o início de um ciclo de crescimento econômico. Daí para a frente os leitores deste jornal já sabem do resultado.

Guilherme Pacheco e Silva guilherme@tagua.com.br

São Paulo 

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GRANDE DESAFIO

Agora, que a denúncia contra Michel Temer foi derrubada pela Câmara dos Deputados, não há mais motivos para atrasar as reformas, em especial a reforma da Previdência, essencial para a estabilidade econômica do Brasil. O desafio do presidente Temer é recompor as suas bases de apoio para conseguir os votos necessários para a aprovação das reformas, e desprezar, definitivamente, os opositores de sempre, do "quanto pior, melhor", responsáveis pela destruição do País nos 13 anos de desgovernos petistas.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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NEM COSQUINHAS

O aumento da alíquota do funcionalismo, de 11% para 14%, na contribuição previdenciária não fará nem cosquinhas no déficit público, se a reforma da Previdência pública não for aprovada, passando ao funcionalismo as mesmas regras da Previdência privada, com teto de "10 salários mínimos referência". Isso porque, em dez anos, mais 2 milhões de funcionários públicos estarão em idade de se aposentarem, aí sim o Brasil verá o que é quebradeira geral. Fora o excesso hoje de funcionários públicos que se aposentarão nos outros 20 anos. Não dá para continuarmos privilegiando alguns em detrimento de outros. Simplesmente chegamos ao limite do suportável. Ou muda ou muda.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

A criança, quando estudava e olhava o avô, afirmava: "Quando crescer, quero ser aposentado". Hoje o avô, olhando o neto e com medo de a reforma da Previdência não ser aprovada, afirma: "Quero voltar a estudar".

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

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NÃO VAI RESOLVER

Querer resolver os problemas de ingovernabilidade com as restrições previdenciárias é, mal comparando, como se uma mulher com obesidade mórbida quisesse resolver seu problema de peso com uma operação de busto. Procedimento, no mínimo, inoperante. A reforma previdenciária parece mais uma tentativa desesperada dos políticos atingidos pela Lava Jato e demais denúncias de sobreviver por mais alguns anos. Se, para resolvermos a situação atual de ingovernabilidade, aplicarmos nas lides públicas o artigo 5.º da Constituição (sobre o princípio da igualdade), uma parte importante da governança será resolvida, por exemplo: se atentarmos para as enormes diferenças entre o valor pago pelo Executivo e os valores pagos pelo Judiciário e o Legislativo e equalizarmos pelo Executivo, uma grande economia será feita. Se tomarmos o valor semântico de "direito" e reduzirmos todas as sinecuras, auxílio-paletó, auxílio-moradia, o indevido compadrio entre aumentos concedidos ao Legislativo e ao Judiciário, além das benevolências arbitrárias, outra grande parcela do déficit público será subtraída nas contas de equilíbrio financeiro. Se atentarmos para a frase "irredutibilidade de salário" e lembramos o significado semântico de "salário" (contrapartida financeira de um trabalho fornecido), outra parte do déficit desaparecerá. A aplicação da lei também implicará a redução das despesas previdenciárias. Sobre a reforma previdenciária, temos certeza de que é necessária, mas o momento em que se pretende aplicá-la está mais condizente com a compra de votos dos ilustres parlamentares para se salvar do que uma necessidade real e um procedimento pertinente.

 

Tarcísio de Barros Bandeira tbb@osite.com.br

São Paulo

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A CATALUNHA E O SUL BRASILEIRO

A "independência" da Catalunha - cujo referendo popular, ilegal e mal feito, não tem valor algum - foi proclamada por um punhado de políticos radicais separatistas e por um Parlamento dividido e apoiado por apenas parte da população catalã, igualmente radical e alienada da realidade, a quem pouco importa o resto da Espanha, da Europa e do mundo. Identidade histórica e cultural não implica necessariamente a constituição de um Estado independente. Infelizmente, não é isso o que pensam, tampouco, os idealizadores do referendo informal, organizado pelo movimento O Sul é o Meu País, que aconteceu em 6/10 e cuja pretensão é criar a República do Sul do Brasil com o argumento, entre outros, de que a população dos três Estados do Sul brasileiro "está farta de passar recursos para Brasília e para outros Estados". Colocação ingênua, comodista, pouco republicana e moralmente questionável. Não perde em nada para o radicalismo catalão. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CAETANO VELOSO EM SBC

Guilherme Boulos, eterno e oficial atrapalhador de São Paulo e possível candidato ao governo, sendo que deveria estar preso, chamou artistas para um tour por um terreno invadido pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) em São Bernardo do Campo onde haveria um show de Caetano Veloso, que foi proibido por decisão judicial. O fato, usado como escada para o vitimismo, que Boulos adora, teve a presença, entre outros, da atriz Sonia Braga, moradora de Malibu, na Califórnia, ou da Quinta Avenida, vestindo seu modelo revolução; e da moradora da Barra da Tijuca ou do Leblon Letícia Sabatella. Este pessoal vem a São Paulo atrapalhar o trânsito e gerar uma situação de risco, possivelmente torcendo por uma tragédia para chorar e culpar a polícia e o governador do Estado. É nojento e indecente esta esquerda exploradora da miséria.

Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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POPULISMO NO ABC

Vamos aos fatos, pois assim, talvez, Caetano Veloso e sua trupe possam entender. Enquanto o PT - Luiz Marinho - governou São Bernardo do Campo, de 2009 a 2016, o terreno agora invadido estava lá por 32 anos. O sr. Guilherme Boulos em nenhum momento invadiu, o que é crime, e causou transtornos ao prefeito do PT, o que nos faz deduzir que esta invasão é política, para tumultuar as próximas eleições e por sua promoção pessoal. Então, Caetano e trupe, deixem de participar de populismo barato. Se querem mesmo ajudar alguém, que ajudem o Rio de Janeiro, onde vocês residem e onde "gente quer ser feliz, quer respirar (...)" e necessita de muito apoio. Poupem-nos!

                   

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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CAETANO VELOSO

Alguém precisa lembrar a este cantor e a sua turba que ele não está em seu curral. São Paulo não é o Rio de Janeiro e ele não deveria se meter em assuntos que desconhece. Poderiam, sim, ele e sua turba, dividir com os invasores ilegais um pouco de sua fortuna para que pudessem procurar um lugar melhor para viver. Ou, então, o que seria melhor, levar todos estes vagabundos para viverem com ele, sob o mesmo teto. Morando no Leblon e vindo de avião, ainda quer defender o inválido MTST? Só sendo amigo de Lula, mesmo. Ô cabecinha.

Antônio Sérgio Isnidarsi Isnidarsi@Icloud.com

São Paulo

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HIPOCRISIA

Show em terreno invadido? Que fim, hein, Caetano?!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz 

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ANUÁRIO DA VIOLÊNCIA

A divulgação do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou que o Brasil tem em média 7 mortes violentas por hora e mais de 61 mil assassinatos por ano. Isso nos torna um dos países mais violentos do mundo, é assustador. Tal tragédia exige que pressionemos nossas autoridades de todos os escalões no sentido de implementarem medidas corretivas para conter tal hecatombe e evitar um caos generalizado na sociedade, que a todos atingirá, independentemente do nível socioeconômico a que pertencermos, inviabilizando a construção da grande nação com que tanto sonhamos e que temos condições de ser.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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SEGURANÇA EM SÃO PAULO

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) vem denunciando há muito tempo o pouco caso do governo paulista para com a segurança pública. Agora, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, através da divulgação do seu 11.º Anuário, vem comprovar essa verdade: o Estado reduziu em 10,22% o investimento, caindo de R$ 12,2 bilhões em 2015 para R$ 10,9 bilhões em 2016. É inconcebível que o governo trate dessa forma um direito tão importante e vital para a sociedade. É preciso novos investimentos, abertura de concursos públicos para suprir o déficit de quase 13 mil servidores policiais judiciários e a nomeação imediata de mais de 2 mil aprovados nos concursos de 2013.

Raquel Kobashi Gallinati, presidente imprensa@sindpesp.org.br

São Paulo

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