Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2017 | 03h04

GOVERNO TEMER

Visão institucional distorcida

Agora o leitor do Estado consegue ter claro que, se o Brasil foi prejudicado em bilhões nestes longos últimos meses, esse prejuízo não veio do custo de governança do governo Michel Temer, acusado à exaustão de ter comprado parlamentares com emendas e cargos para se salvar das duas denúncias que lhe foram imputadas pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Na verdade, esse enorme prejuízo se deu porque as flechadas do sr. Janot impediram que a reforma da Previdência evoluísse no Congresso e fosse aprovada, estancando assim um déficit monstruoso que vem tornando inviável o desenvolvimento econômico do País. A Previdência continua a ser a causa principal do buraco nas contas públicas, embora a esquerda, em seu estilo peçonhento, faça os incautos acreditarem que esse déficit não existe, como se fosse possível transformar desejo em realidade. E é assim, de flechada em flechada, que os procuradores de modo geral, acreditando-se em missão divina, acabam desequilibrando o nosso já frágil sistema democrático, tentando impor medidas que transcendem em muito sua função institucional. Infelizmente, muitos consideram natural expor opiniões políticas e atuar em função delas, o que configura viés autoritário. Para ilustrar tal atitude basta dizer que as dez medidas contra a corrupção agora se transformaram em cem! Bom seria se os srs. procuradores entendessem que melhor serviço prestarão ao País se observarem que a democracia depende de esforço conjunto pelo equilíbrio entre as instituições, sem o desejo de transpô-las, o que significa, em palavras simples, cada macaco no seu galho.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

Campinas

Reformas adiadas

Com a perda de cacife político, o governo Temer não conseguirá realizar as tão necessárias reformas, procrastinadas para o próximo presidente. O grande dilema é como identificar os candidatos realmente comprometidos com as reformas, já que esse tema é delicado para ser levado ao palanque na campanha eleitoral e influencia o voto dos eleitores despreparados para os interesses nacionais, justamente os que acabam decidindo as eleições. Esse assunto merece intensa campanha apartidária da mídia para esclarecimento do eleitor.

ANTONIO CLAUDIO SALCE

claudiosalce@papirus.com

Indaiatuba

LULOPETISMO

O novo poste

Estamos preparados para outro poste? Na iminência de ser alijada a candidatura Lula a presidente, fala-se em plano B e o líder do MTST, Guilherme Boulos, seria a Dilma da vez. Pois é, se está ruim com Temer, muito pior estará com o novo poste.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Plano em marcha

Se a marcha do MTST rumo ao Palácio dos Bandeirantes fosse para reclamar trabalho, eu apoiaria. Mas para exigir “presentes” é pura arruaça e propaganda.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

VIOLÊNCIA E CRIME

Intervenção no Rio

O ministro da Justiça acusou comandantes de batalhão do Rio de Janeiro de “sócios do crime organizado” e afirmou que o governador e o secretário de Segurança Pública não têm controle sobre a Polícia Militar. Sendo sabedor de tudo isso, entendo que ele deve pedir intervenção no Estado e provar suas afirmações, pois as famílias desses comandantes devem estar questionando a lisura de seu trabalho. Lembrando ao ministro que ele vê a guerra no Rio de longe, em seu gabinete, e os comandantes a veem ao vivo e em cores.

JORGE PEIXOTO FRISENE

jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

Diagnóstico

O ministro Torquato Jardim surpreende positivamente. Jamais foi dado a público por um membro do governo um diagnóstico tão realista sobre o tráfico e a polícia no Rio de Janeiro. Lamentável, pois a cidade é linda e agradável, mas extremamente perigosa, o que impede a visita.

M. MENDES DE BRITO

mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

Campeão de homicídios

O Brasil registrou 61.619 mortes violentas intencionais em 2016. Só para ter uma ideia, 58 mil americanos morreram na Guerra do Vietnã. O caos está definitivamente instalado na segurança pública. Esse nível de violência letal faz com que a maioria dos brasileiros fique trancada dentro de casa, morrendo de medo de sofrer um ataque nas ruas. Enquanto isso, os bandidos estão soltos, circulando pelas cidades, promovendo o terror, sem o menor constrangimento. No último dia 26, o tenente-coronel da PM carioca Luiz Gustavo foi morto a tiros. A situação na Rocinha continua grave, sem solução à vista. O crime organizado, comandado muitas vezes de dentro dos presídios, enche as cidades de drogas, armas e prostituição. Todas as capitais do País sofrem esse mal, enquanto os governantes estão preocupados só com seus ganhos pessoais e com as eleições do próximo ano.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Famílias destroçadas

O drama da família Schomaker Bastos, que não esquece o dia 8 de janeiro de 2015, quando o filho Alex foi morto em ponto de ônibus perto de sua faculdade por bandidos que queriam o celular dele, parece nunca terminar (‘Eu choro todos os dias’, afirma mãe de vítima no Rio, 30/10, A14). Mais uma morte banal no país altamente tolerante com assassinatos e criminosos. Afinal, além das penas brandas, ainda se discute se o criminoso só vai cumprir a pena após pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça, depois de infindáveis recursos consumindo décadas. Nossos criminalistas são os mais ativos e treinados do planeta! Algo precisa mudar.

JOSÉ ELIAS LAIER

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

E a dignidade das vítimas?

Havia uma lei na década de 1990 que proibia que traficante de drogas preso em flagrante fosse solto durante o processo penal. Mas membros do Supremo Tribunal Federal entenderam a medida como violação da dignidade do preso e a revogaram. Quantos criminosos beneficiados com a liberdade provisória mataram inocentes?! Vivemos num país em que ela é mais importante do que vidas humanas! Não por acaso, a cada hora sete brasileiros são assassinados e, segundo a Unesco, o País ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de mortes de jovens e crianças.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

“Temer pode até ter comprado o Congresso, só que Lula vendeu a Nação para financiar seu projeto de poder”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI /SÃO PAULO, SOBRE O CUSTO DA GOVERNANÇA

fransidoti@gmail.com

“Enquanto nosso povo confundir a popularidade de palhaços, animadores de TV e jogadores de futebol com liderança política, nossos problemas não terão solução”

NÍVEO AURÉLIO VILLA / ATIBAIA, SOBRE AS ELEIÇÕES DE 2018

niveoavilla@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PACOTE CONTRA A LAVA JATO

Sob a máscara de proteção às garantias fundamentais dos cidadãos, o Congresso Nacional prepara um pacote de blindagem anti-Lava Jato que nada mais é do que um amplo escudo para garantir a impunidade de qualquer espécie de criminoso. Entre as medidas propostas estão a proibição de acordo de delação com réus presos e a aprovação da lei de abuso de autoridade. Não à toa, um dos congressistas mais empenhados em sua aprovação é Wadih Damous (PT-RJ), que ganhou notoriedade anteriormente ao apresentar projeto, para lá de estapafúrdio, para que processos ou procedimentos penais sejam extintos sem julgamento de mérito se não forem concluídos em um ano. Com a maioria dos parlamentares comprometida em criar salvo-conduto para escapar da Operação Lava Jato, é real o perigo de essas proposições serem aprovadas, o que poderá levar o País a uma situação análoga à de uma guerra civil, como a que hoje já é vivida no Rio de Janeiro.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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FELIZ ANO VELHO

Banco Mundial afirma que 22% dos brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza. Mais relevante que os dados é a confirmação de que o Brasil não consegue andar para a frente. Apesar de estarmos às vésperas de 2018, poderíamos comemorar a nova data, tranquilamente, com um “Feliz 1970!”.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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CORTANDO NA CARNE

Dados do Banco Mundial dão conta de que hoje no Brasil há 45,5 milhões de brasileiros considerados pobres – 1/5 da população. Presumo que nosso mandatário não tenha conhecimento desses números, até porque, se tivesse, não pensaria em retirar R$ 5 do salário mínimo.

Virgílio Mlhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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JOÕES-NINGUÉM

A equipe econômica do governo Temer vem mostrando excelente trabalho e está tirando o Brasil do fundo do poço. Porém, vai jogar tudo por terra se não agir com perspicácia em relação à camada mais pobre da população. A redução da projeção do salário mínimo para 2018 de R$ 969 para R$ 965 vai arrastar milhões de votos para a oposição, que está sorrindo à toa. R$ 4 não farão a mínima diferença para a manutenção da inflação em níveis sustentáveis, ao passo que para o pobre recebedor da merreca as dificuldades de sobrevivência serão elevadas ao máximo. Ontem, na padaria de um grande supermercado, observei um senhor, aparentemente de uns 70 anos, em dúvida se comprava pãezinhos. Curioso, perguntei: Não gosta de pães escurinhos? Desenxabido, disse gostar de qualquer tipo de pão, “sou aposentado e não tenho dinheiro o suficiente para comprá-los”. Foi de doer o coração! Eu o ajudei, não sei o seu nome, más é com certeza um dos milhões de joões-ninguém abandonados pelo lulopetismo. É claro que os populistas e oportunistas petistas, ávidos para assumir o poder novamente, vão “explorar” essa classe, mina e votos que os levou ao poder por longos 13 anos. E então, vão entregar o “ouro na mão do bandido”, mais uma vez?

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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PAGANDO O PATO

Quando o governo gasta dinheiro dos cofres públicos na compra de políticos venais, evitando um julgamento que temia enfeitar seu pescoço com o adereço usado no alferes Joaquim José da Silva Xavier, o alvo preferido para equilibrar as finanças é a parte mais fraca do povo. O salário mínimo para 2018 terá um decréscimo de R$ 4,00, sendo afixado em R$ 965,00. Esse tipo de maldade atingiu também os servidores públicos, que tiveram seu reajuste adiado. Isso porque a inflação baixou. A pergunta que não quer calar: e quando a inflação voltar a subir, haverá uma recuperação?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MAIOR CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA

Os servidores aposentados e ativos vão devolver aos cofres públicos todo o dinheiro que Lula, Dilma et caterva roubaram! E os irmãos Batista e os políticos, nada devolverão?

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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HUMILHAÇÃO

Para demonstrar as diferenças entre os cidadãos comuns e os funcionários públicos altamente privilegiados, nada mais ofensivo do que uma política do INSS. Enquanto estes nababos se aposentam com o mesmo salário da ativa, os cidadãos comuns que recebem um salário mínimo de aposentadoria, depois dos 79 anos de idade perdem os direitos de solicitarem empréstimos consignados, estão condenados a essa humilhação. Exatamente o que está acontecendo comigo.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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FGTS

Governo estuda liberar FGTS para pagar dívidas do Fies e do crédito consignado. Do jeito e na velocidade que vai, muito em breve não haverá recursos para pagar aos empregados quando forem demitidos. Menos mal do que deixar esses recursos, que já são remunerados negativamente (TR + 3,00 ao ano), à sanha de políticos e sindicalistas que têm o poder de decidir onde aplicar e a quem emprestar.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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‘A ALMA E O ARAME FARPADO’

O artigo “A alma e o arame farpado” (31/10, A2), relatando os cem anos da Revolução Bolchevique, que antecedeu o surgimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, é um convite à reflexão sobre os perigos que o socialismo comunista representa em sua fase inicial, quando promete o paraíso, induzindo ao erro milhares de almas com promessas de fartura e felicidade, para depois impor sua verdadeira face maligna, a de transformar a sociedade em escravos do Estado, reservando a uma pequena casta os privilégios da fartura e da boa vida, regalias proibidas ao proletariado (povo). A estes últimos que ousaram demonstrar sua insatisfação couberam férias na Sibéria, com trabalhos forçados sob uma temperatura de 40 graus negativos. Muitos poucos saíram de lá com vida. No entanto, a crueldade do regime comunista que levou à morte 60 milhões de russos sob a batuta de Stalin reverbera por aqui, no Brasil, entre alguns defensores desse regime aboletados na redação de grandes jornais e nas universidades públicas pregando as maravilhas da esquerda. Se realmente acreditassem naquilo que pregam, essas viúvas de Stalin estariam residindo em Cuba ou na Coreia do Norte, abrindo mão dos luxos proporcionados pela democracia. Que esse exemplo patrocinado pelo comunismo no período mais negro da história da humanidade sirva como alerta para que futuras gerações não caiam em falsas promessas sobre as vantagens do socialismo. Como asseverou Winston Churchill: o socialismo é a filosofia do fracasso, a crença na ignorância e a pregação da inveja. Seu defeito inerente é a distribuição igualitária da miséria.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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BREVE LEITURA

Caro Fábio de Biazzi, autor do artigo “A alma e o arame farpado”, agradeço a sua “singela sugestão”, mas nestes tempos de milésimos de segundo, o “Arquipélago de Gulag”, do Prêmio Nobel de Literatura Alexander Soljenitsyn, passou a ser um livro “muito grosso” para ser lido e entendido pelos jovens. Prefiro indicar o seu artigo (1/11, A2).

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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DESILUSÃO FINAL

Na mais recente pesquisa do Ibope, as intenções de voto no “inominável” são de 35%. Se confirmado e verídico tal índice, sou forçado a acreditar que 40 milhões de brasileiros querem eleger o bandido-boquirroto mais uma vez, relegando, assim, todo o mal que tal criatura causou ao País; que tal vontade demonstra que 1/5 de nossa população compactua, enobrece e engrandece um desqualificado moral e ético. Assim, se este monumental escárnio e desdém pelos mais comezinhos preceitos morais se concretizar, chegarei à conclusão de que o Brasil e grande parte de seu povo não devem merecer nenhum respeito. Rasgarei meu título de eleitor e quero que tanto o País, o lixo escolhido e o lixo de quem o escolheu se explodam.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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FAZER O QUE COM O BRASIL?

Lula, 35% das intenções de voto. Falar o que do Congresso Nacional? Falar o que de JBS, de Sérgio Cabral, de Eduardo Cunha, etc.? O povo gosta de bandido!

Roberto Moreira da Silva  rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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ESCÂNDALO JURÍDICO INTERNACIONAL

Segundo a sra. Valeska Martins Teixeira, advogada de Lula, eleição sem Lula seria “escândalo jurídico internacional”. Dona Valeska, escândalo jurídico internacional seria um já condenado em primeira instância se candidatar ao cargo mais elevado deste ou de qualquer outro país. Escândalo jurídico internacional seria – caso venha a ser condenado também em segunda instância – que ele tenha seu nome numa cédula de votação para presidente da República ou para síndico de qualquer condomínio que se preze. Escândalo jurídico internacional seria uma pessoa que, junto com seu “poste”, destruiu uma nação, e agora tenha a pretensão de querer destruí-la de novo.

Luiz G. Tressoldi Saraiva lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

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‘A RESPONSABILIDADE DO VOTO’

Na página A3 de domingo do Estado, foi publicado o editorial que cita a Operação Mãos Limpas ocorrida há 13 anos na Itália e que, na prática, pouco efeito surtiu, pois a corrupção continua da mesma forma, e cita que aqui, no Brasil, para que dê certo o combate à corrupção, o povo, por meio do voto, deve ajudar a extirpá-la, pois sozinha a Justiça não será capaz de fazê-lo. Por tudo o que passamos após essas três décadas de uma democracia fajuta, que confunde liberdade com libertinagem, cheguei à conclusão de que tal como os italianos jamais sairemos desta lama de corrupção que assola o Brasil, por dois motivos muito simples: 1) mudar o País pelo voto é uma forma simplista e ingênua demais, pois não vem escrito na testa de nenhum político se ele é ou não honesto. No Brasil, infelizmente, temos de partir do pressuposto de que todo político é desonesto até prova em contrário, e não o inverso, e é o sistema que possibilita isso. Por que não mudar o sistema, então? Porque talvez nem Jesus Cristo seria capaz de tamanha proeza! 2) Democracia plena pressupõe formação cívica, ética, cultural, e jamais tivemos isso desde que Portugal invadiu nossa terra. Talvez os indígenas daquela época, os verdadeiros brasileiros, a exercessem plenamente, mesmo sem saber, porque nós, já feitos baião de dois, minestrone, salada mista ou coisa parecida, não conseguimos até hoje. Nunca tivemos e não temos entre nós os valores acima, e, se começarmos a cultivá-los hoje, quiçá daqui a cem anos nosso povo poderá se orgulhar de ter um regime democrático – e pasmem os senhores: o regime militar, com todos os seus métodos até hoje questionados por alguns setores da sociedade civil, tinha como objetivo mudar esse tipo de formação, de visão de democracia, e ensinar que ela se conquista com ordem, disciplina, honestidade, civismo e amor à Pátria. Três décadas já se passaram desde a malfadada redemocratização, mas parece que não aprendemos absolutamente nada sobre democracia. Uma pena que as caravelas que aqui aportaram não tinham nomes japoneses.

Antonio A. Christofalo daba54@yahoo.com.br

São Paulo

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PROJETOS ECONÔMICOS

Este prestigioso jornal veiculou no domingo (29/10) o tema dos projetos econômicos de possíveis candidatos à Presidência da República em 2018, e os candidatos mais hilários, para não dizer outra coisa, são Lula e Ciro Gomes, pois o primeiro tem se aconselhado com Belluzzo, que quebrou o Palmeiras; com Luciano Coutinho, que quebrou o BNDES; com Nelson Barbosa e Guido Mantega, que quebraram a Fazenda; além do indefectível Aloízio Mercadante, que foi um dos interlocutores disso tudo, como um dos principais conselheiros da “presidenta” Dilma. Conclusão: é mais do mesmo. Já Ciro Gomes tem como seu conselheiro Mangabeira Unger. Socorro, que eu quero descer! Pobre Brasil!

Sérgio Eleutério eleuterio.se@gmail.com

São Paulo

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TERCETO AMEAÇADO

Estava convicta de que a melhor solução para a próxima campanha eleitoral seria Geraldo Alckmin para presidente do Brasil, João Doria para governador de São Paulo, deixando Bruno Covas para administrar como prefeito a capital em seu lugar. Mas se nem Doria está satisfeito com o desempenho do neto de Mario Covas, tirando-o do comando da Secretaria das Prefeituras Regionais, responsável pela zeladoria, como confiarmos em Bruno Covas, peixinho de Alckmin, para administrar nossa megalópole? O terceto está ameaçado, pois parece que este rapaz não amadureceu o suficiente para encabeçar a Prefeitura de São Paulo. Que dilema!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ALCKMIN E DORIA

O “Estadão” anunciou que em convenção municipal do PSDB realizada na capital paulista, o governador e o prefeito adotaram um discurso de unidade. Está na hora de o governador Geraldo Alckmin cair na real de que sua criatura está despencando nas pesquisas, não sendo hoje um bom parceiro de palanque. Com a péssima atuação de Doria na prefeitura, atualmente o atual prefeito não tem cacife nem para candidatar-se a governador de São Paulo. O governador, que ainda continua com grande prestígio com o eleitorado de São Paulo, deve se afastar da criatura para não sofrer um grande desgaste na sua aspiração à Presidência da República, mesmo porque continua sendo a grande opção dos brasileiros para tirar definitivamente do poder a quadrilha do PT. Votei em Doria para prefeito e me decepcionei.

Edson Baptista de Souza baptistaedson384@gmail.com

São Paulo

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SLOGANS E IMPROBIDADE

O Ministério Público (MP) está acusando o prefeito João Doria de improbidade administrativa, sob o fundamento de que o slogan Cidade Linda, acompanhado de um coração, teria a finalidade de promoção pessoal. No Brasil, centenas de prefeitos respondem a ações semelhantes. Para o MP, o slogan não teria a função educativa ou informativa e por isso violaria os princípios da administração pública. Ocorre que, da mesma forma, o MP se vale de slogans para identificar suas operações, que, da mesma forma, não atendem ao interesse público. Fulano é procurador da “Lava Jato”, sicrano é o responsável pela operação “Calicute”, etc., com clara promoção pessoal destes agentes públicos que do dia para a noite saíram do anonimato, viraram celebridades, passaram a cobrar por palestras e são até presidenciáveis. E aí nasce o questionamento: o uso destes slogans promocionais pelos órgãos de investigação não se revela também como um ato de improbidade?

Carlos Vieira carlosnet66@hotmail.com

Florianópolis

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ENTREVISTA COM LU ALCKMIN

Para a futura primeira-dama (entrevista com Lu Alckmin, “Estadão”, 30/10, C2), dois pedidos: bibliotecas em todas as estações do metrô, pedido número 1. Bibliotecas também nos bairros, número 2. Uma vez estando tudo azul em 2018 (governador Serra e Geraldo presidente, quem sabe), sabemos que o ensino médio precisa de apoio. Uma ótima entrevista em tempos de cólera. Ponto para a campanha de Geraldo Alckmin. Pela virtude demonstrada, terá o meu voto e Lu Alckmin o meu respeito.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

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VIRADA CULTURAL

A Virada Cultural de São Paulo durante o fim de semana não pode justificar o crime dos grafiteiros nas fachadas do centro. Haja tinta para limpar os estragos nas lojas e nos prédios. Cadê a segurança?

Rubens Micael Arakelian rubensmicael@gmail.com

São Paulo

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UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Na melhor universidade pública dos EUA, o estudante desembolsa US$ 22,5 mil por ano (se morar no próprio Estado, no caso, Virginia) ou US$ 46 mil (se for de outro Estado). Ou seja, universidade pública não é sinônimo de universidade gratuita! Respondendo ao professor Carlos Henrique de Brito Cruz (“Universidades brasileiras de classe mundial”, “Estadão”, 31/10, A2): para que nossas universidades ganhem a desejada competitividade internacional, temos de começar acabando com universidades gratuitas e investindo a verba disponível da educação pesadamente no ensino básico público, dando, assim, a todos a mesma chance de entrar em universidades públicas por mérito, e não por cotas. E, se o aluno não puder pagar, fará um contrato com o governo de retorno do dinheiro após sua formatura. Isso, sim, é justiça social.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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UNIVERSIDADES BRASILEIRAS

Sem desideologizar os corpos docentes, jamais teremos universidades de classe mundial.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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MOBILIDADE E BOM SENSO

Finalmente prevaleceu o bom senso: o Senado aprova regulamentação de Uber e aplicativos de transporte. Seria um retrocesso negar que empresas privadas possam trabalhar. Não se deve olhar como ameaça, e sim como alternativas de transporte, o que favorece o cidadão, que tem a opção de fazer suas escolhas. Sim à concorrência e não ao monopólio.   Cabe ao Uber, à 99 e ao Cabify zelar para que seus serviços sejam de qualidade, como acontece em outros países como EUA, França e Itália. Toda guerra partiu de verdadeiros donos de frotas que exercem o trabalho escravo, pois alugam seus veículos e aguardam sentados sua grana. Se o PT está contra os aplicativos, é bom para o Brasil. Certamente, eles perdem espaço numa área que sempre quiseram dominar. É nessas horas que se vê como o PT se preocupa com os desempregados frutos de seu desgoverno.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MODERNIDADE DO PT

O deputado Carlos Zarattini é o autor do projeto que mostra que o PT gostaria de voltar para a Idade Média – o que pretende obrigar que empresas como Uber, 99 Táxi e similares sejam obrigadas a obter autorizações municipais de funcionamento. Ou seja, “somente” 5.500 negociações que poderiam produzir outras tantas regulamentações pelos políticos de todo o Brasil encarecendo ou inviabilizando sua implantação, pois todos nós sabemos pela Lava Jato que criar dificuldades para vender facilidades é o que nos levou à situação calamitosa que vivemos. É incrível, este deputado já teve todo o tempo para aprender, mas prefere beneficiar os prefeitos e manter o Brasil no passado. Agora tivemos a aprovação pelo Senado e o projeto de ataque à modernidade volta para a Câmara. O importante é criar dificuldades para permitir a continuação desta corrupção que se entranhou em nosso país.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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AJUSTE NECESSÁRIO

A discussão sobre a regulamentação dos taxistas do Uber e demais aplicativos é importante porque dirime os embates ocorridos entre os diversos profissionais envolvidos na questão. A entrada da Uber no mercado de transporte urbano foi um impacto necessário para ajustar os excessos que havia e ainda há nos táxis convencionais que, por exemplo, se colocam nas rodoviárias e nos aeroportos, especialmente da cidade do Rio de Janeiro. Seu despreparo, sua falta de educação e sua truculência afastam os visitantes e turistas. A população apoia a presença e o trabalho dos profissionais do Uber, principalmente pela sua cordialidade e gentileza.

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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UBER X TÁXI

O Uber está para o táxi como o telefone dos anos 70 esteve para o telefone atual. Em testamento, meu pai legou-me um telefone; valia uma boa grana! Aí veio a revolução das comunicações no Brasil, que culminou com o celular, e o telefone fixo é hoje apenas um subproduto da internet veloz que se quer em casa. O táxi será assim no futuro, um nicho muito específico em que dominarão os transportes individuais por aplicativos. Dia destes encontraram um malão de dinheiro com um político (R$ 700 mil) que teria vindo da venda de um alvará de táxi. Esta é a razão da gritaria: o valor da licença, hereditária e comercializável. O nome disso é cartório: um péssimo serviço prestado exclusivamente por apaniguados.

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com

Salvador

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IGUALDADE

Um sujeito adquire autonomia, compra um carro, pinta-o de amarelo, faz o emplacamento no Detran com chapa vermelha, frequenta um curso de direção ofensiva, apresenta quatro atestados de idoneidade e está pronto para trabalhar na praça, um termo antigo. Um outro sujeito aluga um carro numa locadora qualquer, se inscreve num aplicativo, apresenta um atestado de idoneidade e vai fazer concorrência ao primeiro. Não sou defensor dos taxistas e já utilizei táxi de aplicativo, mas entendo que para um mesmo tipo de prestação de serviço não podem existir duas regras tão diferentes, que impeçam a concorrência. Se não é possível enquadrar, na legislação vigente, os sistemas de táxi por aplicativo, como dizem vários especialistas, então é hora de flexibilizar o sistema tradicional, com parâmetros que o tornem competitivo dentro do novo mundo que se apresenta.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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PLACAS VERMELHAS

Senhores deputados federais, para garantia de circulação dos motoristas de carros particulares, esperamos que retorne a obrigatoriedade do uso da chapa vermelha para os aplicativos de transporte, retirada pelos senadores do projeto aprovado.

Alvarez Arantes arantes1932@hotmail.com

São Paulo

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CAETANO VELOSO E SEU VITIMISMO

Um dos argumentos de Guilherme Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), para a invasão do terreno na cidade de São Bernardo do Campo onde o cantor Caetano Veloso faria uma apresentação gratuita aos sem-teto – impedida pelo Ministério Público por se tratar de local inseguro – é de que esse terreno estava há tempos desocupado e deve R$ 500 milhões de IPTU à cidade. Engraçado que Luiz Marinho, do PT, foi prefeito de São Bernardo durante oito anos, mas nesse período o terreno nunca foi invadido e o IPTU nunca pago. Bastou que em novembro de 2016 fosse eleito o atual prefeito do PSDB para que rapidamente o MTST “descobrisse” que o terreno estaria desocupado e devia milhões aos cofres da prefeitura? Fora isso, ouvir Caetano Veloso se proclamar “censurado” pelo Ministério Público de SBC, pelo impedimento do show – por ser local inapropriado e perigoso aos participantes, uma atitude totalmente sensata, já que o show seria no meio de barracos de lona plástica, e um provável incêndio poderia se propagar sem precedentes, causando inúmeras vítimas –, é concluir que Caetano gostaria de levar essas mortes gratuitas também em seu currículo? Caetano já está velhinho para se postar de vítima, não?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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BENEFICÊNCIA

Por que Caetano Veloso não vai fazer um show grátis para as crianças da Apae ou para o Hospital de Câncer de Barretos, de Jaú, ou, ainda, em outras entidades que sempre precisam de dinheiro, e os governos não dão, em vez de se apresentar para invasores de terrenos? É absurdo, ainda mais quando vários artistas se juntam para criticar o Ministério Público e a juíza, que impediram tal fato.

José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

São Paulo

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INVASHOW

Se todo artista tem de ir aonde o povo está, agências de emprego são o local onde hoje tem mais povo...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DIRETAMENTE PROPORCIONAL

“É a primeira vez no período democrático”, disse Caetano sobre proibição de show. Caetano, tua hipocrisia é diretamente proporcional à tua imensa criatividade artística.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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SUPLICY NA OCUPAÇÃO

Eduardo Suplicy parece sofrer da síndrome que acomete artistas atormentados pelo ostracismo pós-fama, que fazem de tudo para se manterem na imprensa. Dormir num terreno invadido é algo absurdo para um ex-senador. Recorda-me o trecho de uma velha canção do Ultraje a Rigor: “(...) a gente somos inútil (...)”.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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