Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2017 | 03h14

FINANÇAS PÚBLICAS

Os insensíveis

Antológico o editorial Universo paralelo (5/11, A3), cujas clareza e análise perfeita destacam a absurda reação dos sindicatos de servidores públicos federais, que logo será seguida por seus filiados em movimentos grevistas, contra as medidas de austeridade que o governo pretende adotar por medida provisória, adiando reajustes e aumentando a contribuição previdenciária. Observa o editorial que esses funcionários parecem viver numa espécie de universo paralelo, fora do nosso, e não entender que os recursos para o que pretendem fazem parte de um Orçamento federal hoje asfixiado pelos privilégios que sustenta. A expectativa agora é com um próximo editorial em que o Estado disseque profundamente as causas e denuncie o agente que cria e mantém essa aberração remuneratória existente em nosso amado Brasil, qual seja, a classe política, que, aparentando defender os servidores públicos, na verdade, legisla em causa própria. As mudanças necessárias em nosso país só terão sucesso com posições firmes da grande imprensa, como essa que o Estadão vem adotando.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

Em outro mundo

Sobre o pertinente editorial Universo paralelo, é necessário acrescentar que profissionais liberais, pequenas e microempresas estão sujeitos à concorrência, às variações da economia e, consequentemente, às do faturamento, às mudanças nas legislações de impostos, à ausência de correção da tabela do Imposto de Renda, à burocracia e às injustas onerações (exemplo: PIS e Cofins sobre o ICMS). Mas o funcionalismo – que com as tetas estatais tem estabilidade no emprego, salários assegurados, férias remuneradas, 13.º, garantia de recebimento integral em caso de doença, aposentadoria especial, colônia de férias e até a possibilidade de furar o teto constitucional – se nega a colaborar com a Nação neste importante momento para a equalização fiscal. O contrário traria um círculo virtuoso, até mesmo o aumento de arrecadação, bem como do investimento, garantindo ao Estado suas obrigações até com o próprio funcionalismo. É preciso desapegar das visões canhestras, rapidamente. Somente pôr a culpa na corrupção não fecha a conta.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@hotmail.com

Marília

Casa grande e senzala

Penso que os direitos fundamentais, que abrangem toda a população, por constitucionais, são obrigação inequívoca e privilegiada de atendimento pelos Poderes constituídos, cabendo ao Estado supri-los equitativamente, de forma republicana. Sem que esses “direitos adquiridos” por força da Lei Maior sejam atendidos, nenhum outro direito criado pela legislação, ou mesmo agregado à própria, para atender a segmentos específicos da população, sob que pretexto for, pode ter preferência na alocação de recursos do erário, se os prejudicarem. Mas o que estamos vendo é exatamente o contrário! A inversão de valores torna o País cada vez menos republicano, criando “castas” que se apropriam dos recursos dos impostos pagos por todos para beneficiar grupos do funcionalismo (estatutário ou eleito) que criam direitos e privilégios que os favorecem, impedindo o atendimento dos direitos fundamentais mínimos da população como um todo. Enquanto os que são pagos pela população para representá-la e trabalhar para ela se locupletam na “casa grande”, os cidadãos comuns trabalham e se submetem aos interesses da Nomenklatura na “senzala”... Até quando?

JORGE ALVES

jorgersalves@gmail.com

Jaú

Abuso na penúria

Certos políticos brasileiros não têm mesmo escrúpulos e caráter no que diz respeito ao esbanjamento de dinheiro público. Fazemos referência ao ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL). O Estado deu a triste notícia do uso, pelo senador alagoano, de R$ 40 mil da cota pessoal a que tem direito (um absurdo) no Senado em sua residência particular em Brasília, a famosa Casa da Dinda. Atitude condenável, que nos deixa indignados com tanto abuso de dinheiro público. Enquanto isso, servidores de diversos Estados poderão não receber o 13.º salário, em razão das sérias dificuldades financeiras.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Novo imposto sindical

É impressionante como esses políticos só pensam no próprio bolso: o nobre deputado Paulinho da Força já negocia um novo imposto sindical. Dane-se o povo!

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

ENEM

Educação de surdos

Em meio a tanta divergência diante da discussão sobre os direitos humanos na redação do Enem, o tema escolhido, Desafios para a formação educacional de surdos, deixa clara a importância desses direitos para a sociedade, sendo um dos principais o da inclusão. As escolas públicas brasileiras carecem de infraestrutura e assessoria adequadas para todos os tipos de deficientes. É preciso atentar para as minorias.

DANIELLE PINELLI, professora

professoradanipinelli@gmail.com

Piracicaba

Barulho insuportável

Expresso meu descontentamento, novamente, diga-se, com a organização do Enem. A falta de respeito aos alunos que se dedicam por meses, até anos, para prestar essa prova é sem igual. Meu filho fez a prova em São Paulo, ao lado do Espaço das Américas, local de um show de rock. O barulho era tanto que os fiscais permitiram que os estudantes que os tivessem usassem tampões de ouvido. Meu filho não tinha. Ele sofre de dislexia e foi extremamente prejudicado. Até quando seremos desrespeitados por instituições incompetentes que são incapazes de bem fazer o que lhes incumbe?

CLAUDIA CINTRA

claudiacintra@me.com

São Paulo

Insensibilidade municipal

Como pôde a Prefeitura interditar parte da Marginal do Pinheiros em pleno domingo de Enem? Uma enorme falta de respeito aos estudantes.

LUCA SCHILIRÓ TRISTÃO

lucatristao@gmail.com

São Paulo

HISTÓRIA

Revolução russa

Parabéns pelo caderno de domingo sobre os cem anos da revolução comunista russa, que, como dizia Roberto Campos, foi o experimento social mais caro da História: 70 anos de atraso e 20 milhões de vidas ceifadas em nome de uma ideologia.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

São Paulo

“Nestes tempos de ‘fake news’, as pesquisas políticas se enquadram?”

TANIA TAVARES DE MATTOS / SÃO PAULO, SOBRE AS PROVIDÊNCIAS PARA AS ELEIÇÕES DE 2018

taniatma@hotmail.com

“O mais assustador é o ‘Lulla’ pensar que ignorância e mentira são audácias intelectuais”

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE A ‘CARAVANA DA MENTIRA’

standyball@hotmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A TRAGÉDIA DE MARIANA

Dois anos da tragédia ambiental de Mariana (MG), provocada pela mineradora criminosa Samarco. Maior desastre ambiental do Brasil, assassinou 19 pessoas, destruiu dois distritos e o ecossistema de um dos maiores rios do Brasil, acabou com atividades econômicas simples no rio e em suas margens, tirando o sustento de milhares de pessoas, geralmente pobres, contaminou a água de outros milhares e afetou até o meio ambiente marinho na foz do Rio Doce, chegando a podridão até Abrolhos. E a mineradora irresponsável, seus dirigentes e suas controladoras, o que fizeram para resolver o problema que criaram, além de se esquivarem, embromarem os afetados e postergarem e minimizarem as medidas de reparação, que ninguém sabe quando serão concluídas, se é que um dia o serão? E o governo, em todos os níveis e poderes, o que fez para punir os criminosos e exigir reparação, além de dizer que aplicou uma multa irrisória (foi paga)? A Vale e suas associadas nunca pagam essas multas, sempre recorrem delas e nunca reparam a destruição ambiental que causam. E tratam de "termos de ajustamento de conduta" extremamente benevolentes para com as empresas, deixando dezenas de famílias no desamparo. Lembro-me de declarações na época do desastre feitas pelo indiciado governador de Minas Fernando Pimentel, agindo como moleque de recados da Samarco, dando entrevista na sede da empresa dizendo que "ela estava fazendo tudo que estava ao seu alcance para reparar os danos". E hoje, dois anos depois, o que tem a dizer, governador? E a então presidente Dilma Rousseff, a medíocre, sobrevoando a área de helicóptero por alguns minutos, depois de dias da tragédia e tirando seu time de campo rapidinho, deixando a bomba na mão dos afetados? Só para lembrar, o processo criminal contra os responsáveis (ou irresponsáveis) da Samarco está parado, por ação de um juiz federal que viu "ilícitos" no processo. Mais uma vez, no Brasil, prevalecem os direitos dos criminosos poderosos. E suas vítimas que se danem!

Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos 

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DOIS ANOS E R$ 3,00

Domingo, dia 5/11, a tragédia de Mariana (MG), que provocou a morte de 19 vítimas e a destruição da localidade de Bento Rodrigues, então com 600 habitantes, completou dois anos. A culpada por ela foi a insensatez - para falar o mínimo - de diretores da mineradora Samarco. No fatídico dia, a Barragem de Fundão daquela empresa se rompeu e derramou um mar de lama que, além de aterrar Bento Rodrigues, provocou danos irreversíveis em toda a bacia do Rio Doce até chegar ao Oceano Atlântico, atingindo o arquipélago de Abrolhos, no litoral da Bahia. Foi o maior desastre ambiental do Brasil. Como engenheiro, sei que nenhuma obra, se bem planejada e executada, deve causar dano às pessoas. Em todos os projetos são exigidos fatores de segurança, que são aplicados depois da conclusão dos cálculos, que variam de acordo com cada tipo de utilização. Portanto, aquela barragem só poderia se romper se estive suprautilizada, além do fator de segurança, o que indica utilização da barragem acima do limite. Nunca tive dúvida de que foi um crime doloso, que, aliás, deveria ser classificado como hediondo. Depois de vários meses, os diretores da Samarco e os das empresas suas proprietárias foram denunciados por crime doloso. Porém, decorridos dois anos, nada lhes aconteceu e o processo está parado desde julho, por ordem de um juiz que aceitou um argumento da defesa que me parece mais uma das tradicionais chicanas. E, pior, a empresa conseguiu autorização das autoridades para utilizar uma parte da área de Bento Rodrigues, que ela destruiu, como um novo depósito de seus rejeitos, sob a alegação de que havia perigo de novo alagamento. É a prova inconteste da certeza da impunidade. E fizeram mais: ofereceram aos antigos moradores, que ainda são os proprietários daquelas áreas, pela parcela ocupada pela nova barragem, a "fabulosa" quantia de R$ 3,00 por metro quadrado. Pudemos assistir, nas reportagens televisivas, aos antigos moradores e aos demais atingidos em toda aquela bacia tendo de se desdobrar em atividades das mais diversas para sobreviver, pois o que receberam até agora foram apenas migalhas da Samarco. Decididamente, estamos no País da impunidade.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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COMPLETO ABANDONO

Nunca se viu em toda a história do Brasil um desastre com proporções tão devastadoras quanto aquele ocorrido há dois anos, em decorrência do rompimento da barragem da Samarco no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana. O Rio Doce foi coberto por uma lama de rejeitos que poluiu rios, destruiu a vegetação nativa, arrasou comunidades e matou 19 pessoas. O transtorno desembocou no mar, no Estado do Espírito Santo. Centenas de pessoas estão vivendo de forma precária e os pescadores estão sem recursos. As autoridades não agiram rápido no sentido de construir casas para as dezenas de famílias, providenciar alimentação adequada, escolas e hospitais para garantir o mínimo a quem perdeu tudo o que tinha.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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ENEM - TEMA ESTRANHO

Desafios não faltam: tensão nuclear em Ásia; atrocidades intermináveis no Oriente Médio; crise migratória na Europa; terrorismo internacional sem controle; falta de compromisso com a questão ambiental; etc. No Brasil, temos violência generalizada; desemprego persistente; déficit público crescente; embate entre os Três Poderes da República; corrupção endêmica; percepção generalizada de que a Justiça é muito lenta, especialmente com alguns; e por aí vai. Apesar disso tudo, os responsáveis pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) escolheram como tema de redação "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil", talvez por entenderem que os nossos alunos são especialistas em Fonoaudiologia. Como professor, e com todo carinho às necessidades das pessoas com deficiências de qualquer natureza, acho que este tema foi simplesmente ridículo.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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REDAÇÃO DO ENEM

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, foi totalmente coerente com o seu famoso discurso do "cala boca já morreu", ao não permitir que uma nova regra do Enem atribuísse zero às redações entendidas como desrespeitosas aos direitos humanos. É bom que fique claro que restringir as pessoas de expressarem suas ideias e convicções é mais grave do que qualquer coisa que estas possam escrever. Mas, para não acirrar a polêmica, a direção do concurso resolveu escolher um tema menos propício a esse tipo de manifestação. Mesmo que não fosse assim, para um estudante que almeje bom resultado no Enem e no qual a redação tem peso bastante expressivo, não seria atitude inteligente se sentir encorajado com a decisão da ministra e usar conteúdo contra os direitos humanos na sua redação, neste momento em que se discutem penalizações para essas atitudes.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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LEI DA MORDAÇA

O Supremo Tribunal Federal (STF), por meio de sua presidente, Cármen Lúcia, confirmou o combate à lei da mordaça: "Não se combate a intolerância social com maior intolerância estatal". O aluno está livre para escrever que os direitos humanos são às vezes usados para proteger criminosos hediondos; ele pode exarar sua tese na prova que não receberá a nota zero. O famoso "cala boca já morreu" da ministra fundamenta seu pronunciamento sobre o Enem.

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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ZERO PARA O EXAME

Os analistas políticos fazem tratados sobre a polêmica do zero em redação do Enem, em casos de manifestações preconceituosas. A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, escreve laudas confusas para dar a sua sentença. Tudo blá, blá, blá! Quem chega perto é Merval Pereira, imortal que escreve - muitos, depois do galardão, não mais o fazem, ao menos com competência. Seria de uma subjetividade total demonstrar o crime e, assim, cada pessoa afetada levaria o caso à Justiça. Uma judicialização desnecessária. A decisão de Cármen Lúcia tem sentido meramente prático. Tudo o mais é secundário. Se algo merece zero, é o próprio Enem, criado para substituir o vestibular, etapa dolorosa na vida dos jovens de antigamente. E o que é o Enem hoje? Um vestibular nacional que permite que as vagas nas universidades regionais sejam ocupadas por jovens de todo o Brasil. Prejuízo para os centros mais atrasados que perdem os alunos alóctones, que, formando-se, voltam ao centro-sul maravilha.

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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O ESPETÁCULO DAS EXCELÊNCIAS

A classe artística brasileira vem perdendo espaço, gradativamente, para um novo espetáculo articulado por políticos e membros da Justiça que parecem estar se aprimorando na arte do entretenimento. Começo pelo ministro da Justiça, que faz acusações contra o sistema de Segurança do Rio de Janeiro, mas não cita nomes nem apresenta provas. Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), muda a data do Dia do Servidor Público (sic) de 28/10, que caiu no sábado, para o dia 3/11, ampliando o feriadão de Finados e dando, assim, mais tempo para lavarem as togas. E, falando em togas, o rei de todas elas, Gilmar Mendes, se diverte trocando "afagos" com Luís Roberto Barroso e contradizendo outros colegas juízes, segurando o inofensivo Sérgio Cabral num presídio de segurança mínima. Marco Aurélio Mello também dá o tom, concedendo liminar que retroage o pagamento de auxílio-moradia (sic de novo) para 218 "pobres" juízes do Rio Grande do Norte. E o mais recente caso: Luislinda Valois, a infeliz ministra dos Direitos Humanos - que na realidade funciona como pasta dos direitos "dos manos" - pretendia dobrar o seu mísero salário de R$ 30 mil, com o que pretendia embelezar-se a ver se fica realmente Luislinda. Isso tudo até agora. Vamos continuar aguardando até o fim do ano para ver o que suas excelências nos reservam como presente de Natal.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@gmail.com

São Paulo

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VAI QUE COLA

Se pegar, pegou. Deve ter sido este o pensamento da sra. Luislinda Valois, ministra dos Direitos Humanos, quando encaminhou o pedido para acumular a aposentadoria como desembargadora da Bahia e o salário de ministra. Já que ela viu tantos maus exemplos ao seu redor, na Esplanada dos Ministérios, "com ministros acuados e respondendo a diversos processos por desvios de dinheiro público, com a leniência do presidente da República, que acoberta os malfeitores, o meu vai passar despercebido". O mais escabroso foi o motivo torpe alegado para acumular os dois proventos: ela afirmou que o trabalho executado sem a correspondente contrapartida "se assemelha a trabalho escravo" e completou, numa entrevista para uma rádio, para justificar seu pedido, que "é cabelo, é maquiagem, é perfume, é roupa, é sapato, é alimentação. Se eu não me alimentar, eu vou adoecer e aí vou dar trabalho para o Estado", disse. Não basta ser de direita, centro ou esquerda, homem ou mulher, branco ou negro, os nossos dirigentes são nauseantes.

 

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luis

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ESCRAVIDÃO E RACISMO

Certamente, a ministra dos Direitos Humanos cometeu o absurdo de se dizer escravizada, tomada que foi pelo efeito da poderosa droga do poder, que vitima nossas "autoridades" - teria sido uma versão moderna daquele antigo "sabe com quem está falando?". O presidente deveria demiti-la de imediato, mas não pode, porque fatalmente ela vai bater na tecla do racismo, do preconceito racial, blá, blá, blá... Como se decência tivesse cor de pele! O politicamente correto não está ficando somente cansativo, está-se tornando um álibi.

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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BANALIZAÇÃO

A desembargadora e ministra Luislinda Valois, por ser afrodescendente, não devia banalizar o termo escravidão, marca de um período abominável da nossa História!

                

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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INSATISFEITA

Mas que atitude vergonhosa a ministra dos Direitos Humanos reclamar do seu generoso salário! Talvez nem memória ela tenha para saber que milhões de brasileiros ganham R$ 937 por mês. Ora, se estava insatisfeita, que pedisse a sua demissão! E o que está esperando o presidente Temer, que não a demite?

Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo

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CRIATIVA

Muito criativa a ministra Luislinda: alterou a pasta para "Diretos Desumanos" e criou a classe dos "escravos da escrava-mor", na qual estamos incluídos, com obrigação de pagar impostos para manter o rendimento da "escrava-mor" em R$ 61,4 mil.

Ruy Mitsubayashi 11999784405@vivomms.com.br

São Vicente

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DINHEIRO PÚBLICO

R$ 61 mil em vencimentos mensais - oriundos dos cofres públicos (!) -, num país pobre como o nosso? Que coisa feia, Luislinda. Quanta incoerência!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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207 PÁGINAS

Será que uma ministra precisa gastar 12,5 horas por dia do seu valioso tempo - horas estas pagas por todos nós, cidadãos - escrevendo 207 (!) páginas para justificar por que ela "precisa" receber um salário 12 vezes maior do que os coitados dos "pensionistas da área não governamental"? Seguindo nessa linha, nós, pensionistas, sujeitos às leis dos homens, teríamos de escrever 5 mil páginas para justificar que os valores recebidos atualmente por nós são insuficientes. Um conselho, sra. ministra: não gaste tanto dinheiro em maquiagem e vestuário caro. Sua família lhe agradecerá.

Erhard Franz Adolf Dotti erdotti@gmail.com

São Paulo

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SÓ MESMO EM CAUSA PRÓPRIA

A ministra Luislinda, em sua petição para acumular vencimentos que superariam R$ 61 mil/mês, redigiu uma peça com nada menos que 207 laudas. Creio que em toda a sua vida jurídica, e com certeza no cargo de ministra, jamais redigiu uma sentença com tal extensão. Redigir 207 laudas para um assunto tão simples, só mesmo em causa própria, abusiva e inoportuna.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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MINISTÉRIO INÚTIL

Temer deveria alforriar a "escrava que não é Isaura" ("Estadão", 3/11, A3), extinguindo o inútil ministério que ocupa, que, quando muito, poderia ser uma sub-secretaria do Ministério da Justiça.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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PISÃO NA IGUALDADE

Luislinda Valois, a ministra dos Direitos Humanos que pretendia extrapolar o dobro do teto salarial do serviço público federal, não deveria apenas fazer um pedido formal de desculpas à Nação, como também exonerar-se do cargo que ora ocupa. A igualdade é, sem dúvida e desde a Revolução Francesa, princípio que se insere no rol dos "direitos humanos". Ao pretender ganhar R$ 61,4 mil - soma dos proventos de desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça da Bahia (R$ 30.471,10) com os R$ 31 mil que o Tesouro paga para os ministros, Luislinda pisou em cima do princípio basilar da igualdade, logo ela, que chefia a pasta de Direitos Humanos, aplicando a Lei de Gerson em detrimento do que estabelece a isonomia. Num governo minimamente decente, a douta magistrada já não integraria o ministério.

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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CURRÍCULO

Todos os brasileiros gostariam de ver o currículo da prezada ministra, já que chegou a ser desembargadora, para opinar quanto ao seu salário pretendido de R$ 61 mil.

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

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DESEMBARGADORA

Desembargador é um juiz. Seu trabalho é julgar questões processuais. O desembargador pode rever as decisões dos juízes de primeira instância e modificá-las. A sra. Luislinda Valois foi aposentada como desembargadora! 

Ricardo Freitas r.l.a.freitas@gmail.com

São Paulo

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MAUS EXEMPLOS

Atuando hoje como ministra dos Direitos Humanos, a ex-desembargadora Luislinda Valois surpreendeu todos com a afirmação "corajosa" de que seu salário de R$ 33.700,00 corresponde ao valor de um trabalho escravo. O que é isso, ministra? Num país como o nosso, onde a maioria da população vive com tão pouco ou sem nenhum salário, como é o caso de milhões de desempregados, fazer tal afirmação revela a sua pequenez como representante dos direitos dos demais e a sua marcante insensibilidade humana. E pensar que uma das temáticas em discussão nos últimos tempos tem sido a necessidade da presença maciça de mulheres na política para que o País entre nos trilhos. Será, mesmo? Os exemplos da ex-presidente Dilma e da atual ministra não são muito convincentes.

 

Neiva Pitta Kadota npkadota@terra.com.br

São Paulo

 

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ELA PODE

Apesar do comentário infeliz e desumano da ministra Luislinda Valois, é importante lembrar, e os veículos de imprensa não abordaram este aspecto, que o STF reconheceu, em 27 de abril de 2017, no julgamento com repercussão geral reconhecida do RE 612975, que, "nos casos autorizados, constitucionalmente, de acumulação de cargos, empregos e funções, a incidência do artigo 37, inciso XI, da Constituição federal, pressupõe consideração de cada um dos vínculos formalizados, afastada a observância do teto remuneratório quanto ao somatório dos ganhos do agente público". Ou seja, como o direito à remuneração é irrenunciável, a ministra poderá pleitear a qualquer momento os valores que não recebe. E com correção. 

 

Leonardo David Quintiliano leodaqui@gmail.com

São Paulo

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FALTA DE DECORO

Quando pensamos já termos ouvido as ideias mais estapafúrdias imagináveis, eis que surge a ministra dos Direitos Humanos, que ironia, dizendo, sem se envergonhar, que desempenha trabalho escravo por ter de receber apenas cerca de R$ 32 mil mensais. Isso sem contar cartão corporativo, carro oficial, residência funcional e outros penduricalhos absolutamente inacessíveis para a quase totalidade da população brasileira! Dessa colocação se pode chegar a duas possíveis conclusões: ou o ministério em questão é totalmente dispensável e sua extinção contribuirá para a economia de verbas; ou sua excelência não entendeu a importância de seu trabalho, mirando apenas usufruir dos benefícios e vantagens do poder. Tal visão, lamentavelmente, não causa espanto após mais de 13 anos de governos "jararaquenses"! Fica como sugestão que esta senhora faça a entrega urgente do pedido de demissão.

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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'A MÁQUINA DO TEMPO'

Ao sr. Fernando Gabeira ("A máquina do tempo", 3/11, A2) eu gostaria de observar que não se consegue escapar da máquina do tempo. O melhor que se pode fazer é corrigir sua ação e seus efeitos.  Isso se faz aprendendo a viver melhor no tempo que temos e nas condições que nós mesmos criamos pelos nossos méritos. Temos de aprender que o trabalho, qualquer que seja, é parte necessária e essencial da vida, enobrecendo a pessoa. O trabalho honesto nos engrandece, o desonesto nos deprecia.  Como afirmou Milton Friedmann, não há "almoço grátis". Tudo tem um custo; o ar que respiramos, a água que bebemos... até a ociosidade e o enterro do corpo que usamos nesta encarnação. Cada cidadão deve ter consciência da necessidade de "carregar o seu peso" na medida de sua possibilidade. Temos de viver e lutar pela vida com mais empatia, pensando como vive nosso irmão e o que podemos fazer para aliviar seus problemas e sua "carga de vida" (amar ao próximo, como nos orientou Jesus Cristo). É um absurdo, em pleno século 21, saber que uma desembargadora e ministra (dos Direitos Humanos, nada menos) possa pensar e declarar que R$ 33,7 mil é salário de escravo, quando tantos têm de se contentar com o salário mínimo mensal, de R$ 937,00! A "máquina do tempo" deve servir para construir um amanhã melhor para todos, não para achar, espertamente, um meio de enriquecer a si, familiares e amigos. Em todas essas questões nossos políticos têm muito que aprender e a corrigir.   Enquanto isso, o cidadão comum, como diz Gabeira, luta para escapar da máquina do tempo, a do mau tempo criado pelos nossos políticos e governantes, e na falta de bons estadistas. Eis nosso carma, infelizmente!

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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CADÊ OS OUTROS?

A solicitação da ministra Luislinda foi considerada um escárnio mais pelo uso do "trabalho escravo" como argumento. Como desembargadora e conhecedora das leis, não poderia, ao aceitar o convite, alegar que estaria sendo submetida a condições degradantes de trabalho. Este é o seu pecado! Agora, já vimos na imprensa inúmeros casos em que o "teto" foi superado usando para tanto eufemismos como "auxílios" (moradia, alimentação, transporte, etc.), que permitem que o teto seja ultrapassado! Temos, então, o direito de perguntar: além de Luislinda (que retirou o pedido), cadê os outros?

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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CASO GEDDEL

A defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima entrou com um pedido no STF para saber de quem é o telefone que denunciou o apartamento em Salvador onde foram encontrados R$ 51 milhões. Tal requisição inusitada se deve ao fato de o STF estar fazendo "escola" com suas recentes decisões inexplicáveis que, muitas vezes, favorecem de modo polêmico os autores de crimes contra a população brasileira. Daqui a pouco vão pedir ao STF a quebra de sigilo do Disque Denúncia.

  

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro 

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DECISÃO

Em sua última manifestação na imprensa escrita, Fernando Henrique Cardoso se vestiu de pitonisa e resolveu lançar um olhar para o futuro, o que, no seu artigo, significa a sucessão de 2018 ("Hora de decidir", 5/11, A2). Basicamente, referiu-se às perspectivas de atuação dos partidos, essa rede de interesses particulares e sem significado, desprovida de qualquer compromisso ideológico ou programático. Deixou transparecer também sutilmente suas preferências e rejeições pelos possíveis candidatos. Mas seu foco maior residiu no desconectado PSDB, que há algum tempo perdeu o rumo e que, na visão do velho sociólogo, precisa decidir-se a lavar a alma e se renovar. Difícil, no entanto, qualquer esperança de reformulação neste pântano no qual se transformou a política brasileira, sem alma e impregnada de descrença pela sociedade. Na verdade, esperava-se dele uma retórica mais profunda, e não ideias típicas de uma roda de uísque. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PROPOSTAS, POR FAVOR

FHC escreve que é hora de decidir, mas não diz sobre o que decidir. Ele é um dos que melhor deve saber. Por que não cita alguns objetivos, como: redução das despesas de custeio para que se invista em saneamento básico, desflorestamento zero, reflorestamentos, resgate de bacias hidrográficas como a do Rio São Francisco, favorecimento do etanol e do biodiesel, favorecimento da geração eólica, solar e da bioenergia, transporte ferroviário, equilíbrio fiscal com cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal e apoio à Lava Jato? Sem esquecer que faltam oportunidades de trabalho para a base da pirâmide social, que os objetivos acima improvisados criariam. Sem esquecer, também, que a baixa produtividade da sociedade/economia brasileira se manifesta no exemplo da Hyundai sul-coreana, que não tem contrapartida brasileira. Estes seriam temas para as próximas eleições, e não as alternativas entre Lula (na cadeia?), Bolsonaro, Marina ou um pálido político do PSDB.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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DESEMBARQUE

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, apesar de aposentado, continua dando seus palpites inconvenientes. Agora entende que o PSDB deve desembarcar do governo Temer. Ainda não percebeu que fazer "marola" num momento destes, prestes a serem votadas reformas urgentes, só desestabiliza ainda mais o País. FHC, em boca fechada não entra mosquito. O Brasil agradece! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

                                                              

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CULPADO DE TUDO

A leniência de FHC com respeito a Lula nas eleições presidenciais de 2002 ensejou todo o sucesso das premissas ideológicas do Foro de São Paulo, que, em pouco mais de uma década, provocou a maior crise econômica, social e política da história do nosso país.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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RETRATO DO PARTIDO

Finalmente Fernando Henrique Cardoso ("Estadão", 5/11, A2) apresenta um retrato fiel ao estado em que está seu partido, o PSDB.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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VOCÊS MERECEM

Depois da decisão "política" do STF para salvar o senador do PSDB Aécio Neves, eles, como jurisprudência, liberaram no Brasil a porteira para todos os políticos corruptos que foram afastados de seus cargos. Parabéns, ministra Carminha, eles estão de volta e bem agradecidos.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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ATAQUE NO TEXAS

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o ataque no Texas, quando um atirador invadiu uma igreja e matou 26 pessoas, é questão de "saúde mental, e não de armas". Como podemos, então, classificar a saúde mental de uma nação que vende armas de fogo a torto e a direito, como se fosse pipoca, e faz da posse e do manejo dessas armas uma quase "cultura", disseminada inclusive entre crianças e adolescentes?

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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VIOLÊNCIA

Diante da trágica morte da jovem Kelly Cristina Cadamuro ("3 são presos por morte de jovem em carona", "Estadão", 4/11, A12), fiquei perplexo que criminosos podem utilizar o próprio CPF para comprar celular com GPS, adquirir chips, baixar aplicativos, cometer crimes e assassinatos, mas não há conexão com o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e podem permanecer foragidos e agindo por todo o País.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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OS CRIMES E A PENA INTEGRAL

 

O presidente Michel Temer sancionou a lei que torna crime hediondo a comercialização, porte e uso de armas de aplicação exclusiva das Forças Armadas. Quem for pego cometendo esse crime terá de cumprir pena em regime fechado e demorará mais para conseguir progressão ao regime mais brando. Para o uso de armas restritas, tráfico de drogas e assaltos a bancos, a classificação como crime hediondo é pouco. Dever-se-ia estabelecer o regime de cumprimento integral da pena, em que o criminoso só sai da cadeia no último dia fixado em sua sentença. Isso o desencorajaria a se arriscar a passar encarcerado praticamente toda a sua vida útil. É o que ocorre nos países mais desenvolvidos do mundo, mas não vigora no Brasil em razão da fraqueza do Estado, da demagogia dos políticos e da militância temerária de muitos que tratam a segurança pública como se fosse poesia ou obra de ficção. Enquanto o criminoso não tiver a certeza de que, uma vez descoberto, passará anos atrás das grades, a segurança pública brasileira continuará mal. Só estarão bem os falsos que, com suas teses inexequíveis, ganham muito dinheiro ou até fazem carreira política ou profissional. Pobre Brasil...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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'NEGATIVISMO E MEDIOCRIDADE'

O jornalista Carlos Alberto Di Franco, ao falar do negativismo e da mediocridade na imprensa brasileira (6/11, A2), lavou a minha alma. Eu sempre digo as mesmas coisas e, por isso, sou muito criticado. Parei de assinar revistas semanais por causa do excesso de denuncismo. Não tem nada de bom acontecendo no Brasil? É interessante notar como há contradições na imprensa. Afora bons exemplos de jornalismo, como o "Estadão" e a TV Cultura, há emissoras que conseguem fazer algumas ótimas reportagens e, ao mesmo tempo, produzir outros péssimos programas. E é interessante notar que os bons passam em horários tarde da noite, ou seja, para uma audiência mais qualificada. Por que será? Mas, justiça seja feita, essa chaga também aparece na imprensa de outros países. 

Luiz Loureiro loureiroefabiana@gmail.com

São José dos Campos

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'AMBIENTE DE DOR, SEM NENHUMA FLOR'

A liberdade de expressão é um bem fundamental. Entretanto, deveria vir acompanhada de responsabilidade quando usada por formadores de opinião. Infelizmente, este não foi o caso do sr. Flávio Tavares em seu artigo "Ambiente e dor, sem nenhuma flor" ("Estadão", 6/11, A2). O jornalista faz uma salada de corrupção, acidentes e defensivos agrícolas. Ataca os produtores rurais como se bandidos fossem. Multiplica uma série de inverdades e falsa ciência sobre o uso de defensivos agrícolas. Deveria, no mínimo, informar-se melhor, de modo a não desvalorizar os prêmios que tem recebido como escritor.

Ciro Antonio Rosolem carosolem@gmail.com

São Paulo

 

 

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