Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2017 | 03h11

DOUTRINAR X EDUCAR

Contracultura

Quando alguém manifesta estranheza, perplexidade ou desacordo com certos acontecimentos do nosso dia a dia, especialmente no campo cultural, logo é tachado de fascista, defensor da censura e crente de que há uma conspiração em andamento. Bom, Flávio Rocha, em seu magistral artigo A miséria da contracultura (9/11, A2), deixa as coisas bem claras. Para dirimir qualquer dúvida que ainda persista basta ler os estatutos do PCdoB: destruição do capitalismo como meta máxima.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

Casamento feliz

Nunca vi um casamento tão perfeito como o artigo de Flávio Rocha A miséria da contracultura e o editorial Mais que o diploma (9/11, A3). Flávio Rocha mostra os estragos da destruição dos valores da boa educação promovida pelo PT sob a inspiração de Gramsci. O editorial prova com dados da Fundação Getúlio Vargas que a má educação oferecida pelo PT não ajudou em nada a tão importante melhoria da produtividade. Parabéns ao Estado por “apadrinhar” esse brilhante casamento.

JOSÉ PASTORE

j.pastore@uol.com.br

São Paulo

Cadê a base?

Tanto é verdade o apontado no editorial Mais que o diploma que o então ministro da Educação Christovam Buarque foi demitido por Lula pelo telefone. Atual senador pelo PPS, o ministro de Lula havia deixado claro ao ex-dirigente do PT que sua prioridade era justamente a educação básica, ou seja, o alicerce.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

REFORMAS

Previdência

Acerta o presidente Michel Temer ao delegar ao Congresso a responsabilidade de votar este ano a reforma da Previdência, ainda que “mínima”. Por mais impopular que seja, a reestruturação da Previdência é vital para a sobrevivência da Nação. Se negarem a necessidade dessa votação os deputados arrastarão o País rumo à inadimplência. E não há motivação eleitoral ou política que justifique tal negação. Será preciso desenhar?

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Esclarecimentos

Não vejo a mídia em geral, especialmente a televisão, procurando esclarecer à população a necessidade da reforma da Previdência. No entanto, o rombo nas contas da Previdência mantém o Brasil a meio passo de um profundo abismo. Essa parte da mídia tomou como tarefa ajudar os políticos que não pensam no País? Parece que sim.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Ourinhos

Vaquinha pelo Brasil

É uma questão de objetividade. Disse Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”. Depois do mensalão, após a Lava Jato e as recentes delações, chega a hora de os honestos não terem mais vergonha. Se não for aprovada a reforma da Previdência, o País quebra. Este pode ser o momento de usar um recurso extremo: comprar os votos do Congresso pelo bem do Brasil. Essa linguagem eles entendem. Se 1 milhão de cidadãos de bem fizerem uma vaquinha de R$ 36 cada um, podemos comprar os 308 votos necessários da Câmara e 49 do Senado por R$ 100 mil cada. Os fins justificam os meios? Bem, depende dos fins...

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

ARENA PALMEIRAS

Helicópteros em shows

Moro a três quadras do Palmeiras e toda vez que lá se fazem shows há sempre algum ou alguns helicópteros circulando sobre a arena, em baixa altitude, muitas vezes ficam em sobrevoo estático. Não me refiro a helicópteros da polícia, mas a aeronaves comerciais. O ruído é ensurdecedor! Ligo para o IV Comar e a resposta é que não é com eles. Ligo para torre de controle de Congonhas e a resposta é que voos de helicópteros são com a torre do Campo de Marte. Não se consegue falar com a torre do Campo de Marte. E ninguém faz nada. Será que a Anac tem algum controle sobre esses voos? A Aeronáutica já disse que não tem. Socorro!

AMAURI ORTIZ CABRAL

aocabral@icloud.com

São Paulo

FÓRMULA 1

GP Brasil

Tudo pronto em Interlagos, pista com asfalto novinho, grooving para escoar água, boxes ampliados, paddocks reformados, áreas VIP espetaculares. Tudo de padrão internacional. Mas e as acomodações do público? As arquibancadas, na maioria, são as mesmas há muitos anos. Não têm cobertura, as pessoas sentam-se no concreto, muitas vezes molhado, não há lugares marcados e os banheiros são improvisados em contêineres. Quando esse desrespeito pelo público vai acabar?

SYLVIO FERREIRA

sylvioferreira@hotmail.com

São Paulo

URBANISMO

Parque Augusta

Depois de três meses para as avaliações dos terrenos, a juíza do caso deu 50 dias para a Prefeitura estimar as contrapartidas. Para que tanto tempo? A cidade precisa de um novo parque no centro para ontem. Deixem de lentidão e avareza! O terreno do Parque Augusta equivale a 0,3% do orçamento da cidade. E se houver permuta, sai a custo quase zero. Acelerem isso, batam o martelo e entreguem à população de São Paulo esse parque desejado há décadas, junto com os benefícios ambientais e mais qualidade de vida. É urgente!

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

GESTÃO DORIA

Acesso à informação

Em matéria publicada quarta-feira (8/11), o Estado afirma que a “gestão Doria viola a Lei de Acesso à Informação” e faz um prejulgamento equivocado sobre uma fala incorreta retirada de contexto, ignorando o fato de o autor ser apenas um dos oito membros que compõem uma comissão cujas decisões são tomadas em conjunto, prevalecendo o voto da maioria. Apenas uma investigação dos órgãos competentes poderia avaliar se houve ou não a irregularidade que o jornal afirma ter ocorrido.

FABIO SANTOS, secretário especial de Comunicação

imprensa@prefeitura.sp.gov.br

São Paulo

“Enquanto os políticos (todos) não deixarem de lado a ambição e a covardia, fugindo de medidas ‘impopulares’, mas necessárias, o País não avança e prejudica a todos. Lamentável”  

ANDRÉ C. FROHNKNECHT / SÃO PAULO, SOBRE AS REFORMAS

caxumba888@gmail.com

“As coisas importantes não são urgentes até que a urgência as torne imprescindíveis”  

SÉRGIO AUGUSTO DE MORAES TORRES / SÃO PAULO, IDEM

sergio.torres47@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Prevendo dificuldades na aprovação da reforma da Previdência Social, o presidente Michel Temer "deu de ombros" e disse que, se não houver votação, "paciência". De imediato, houve a queda na Bolsa de Valores e alta do dólar, além do descontentamento geral dos empresários. Tremendo, mais uma vez, Temer saiu correndo em busca de auxílio da politicalha para apagar o incêndio que ocasionou. Por sua vez, os políticos exigiram reforma nos ministérios, com a saída do PSDB. Na verdade, Temer prometeu, mas não cumpriu, quando precisou arquivar as denúncias contra ele. Agora, é refém das próprias promessas não pagas. O que vai prometer agora? Muda Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

PROVIDÊNCIA DIVINA

Se o fragilizado governo Temer não conseguir promover a urgente e mais que necessária reforma da Previdência - déficit superior a mais de R$ 150 bilhões (!) -, em pouco mais de 15 anos só restará apelar à Providência Divina. Oremos.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

REMENDOS

Está difícil a reforma da Previdência, porque não se reforma nada, apenas se remendam buracos em calças de jeans podre, com papel higiênico, além de um governo fragilizado pela corrupção generalizada. Previdência é seguro, não casa da mãe joana.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

*

O BRASIL EM JOGO

Apesar de o mercado reagir mal à fala de Temer, com dólar subindo e a Bolsa despencando, o presidente fez muito bem em jogar no colo do Congresso a responsabilidade pela aprovação da inadiável reforma de Previdência. Temer se cansou de tanta pressão e da chantagem que sofreu por cargos no Executivo e pedido de apoio para outras jabuticabas de interesse direto dos parlamentares, por exemplo, as benesses para a bancada ruralista e os descontos excrescentes embutidos no novo programa de parcelamento de dívidas tributárias, o Refis, beneficiando empresas de parlamentares. Essas medidas diminuem a arrecadação federal, prejudicando ainda mais o déficit fiscal. Na realidade, o discurso desta semana foi uma jogada de mestre do presidente, já que sozinho ninguém governa o País. E um Congresso que se preza digno não pode negar cumplicidade e deve votar e aprovar medidas indispensáveis como esta, da reforma da Previdência. Se aprovada, possibilitará ao País sair do desastre da gestão petista que escangalhou a economia e, principalmente, as contas públicas.  É o Brasil em jogo.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

*

COFRE VAZIO

O presidente Temer sabe muito bem o que ele teria de fazer para aprovar a tal reforma da Previdência: subornar os parlamentares. A mesma coisa que fez com grande desenvoltura para comprar o arquivamento das acusações de corrupção, organização criminosa e obstrução à Justiça contra ele. O Brasil não tem mais governo, mas uma gigantesca organização criminosa especializada em roubar dinheiro público. A disputa não é mais para vencer eleições, na República da cooptação tudo se compra e tudo se vende, até a hora em que o dinheiro público acabar. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

POR UM DEBATE MAIS AMPLO

O governo Temer reuniu parlamentares aliados visando a implementar a votação do projeto de reforma da Previdência. Desta forma, mostra mais uma vez a insensibilidade no encaminhamento de questões que atingirão muitos milhões de brasileiros e cujas negociações deveriam ser transparentes e contar com a presença de especialistas e representantes dos trabalhadores, e não ter como objetivo apenas os aspectos econômicos, como alega o atual ministro da Fazenda. E os parlamentares, antes de tomarem qualquer decisão, vão criar obstáculos levando em consideração as próximas eleições, por certo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

REFORMA DO ESTADO

Vejo e ouço todos os dias falar sobre reformas, e a da Previdência é a mais falada. Por que não reformamos o Estado brasileiro, primeiro? Diminuir o número de prefeituras, o número de vereadores e secretários, diminuir o número de deputados estaduais, federais e suas dezenas de assessores. Diminuir o número de Estados e tribunais inoperantes. Isso, sim, consome dinheiro. Não é quem trabalha e contribui para a Previdência durante 35 anos que consome a grana toda. Isso é economizar miséria. Também cortar em 50% as verbas de propaganda e publicidade da Caixa, do Banco do Brasil e da Petrobrás. Zerar toda a verba de publicidade em todos os níveis de governo, municipal, estadual e federal. Isso, sim, muda alguma coisa. O resto é só esperteza. 

Paulo R. Silva paulo10rsilva@gmail.com

São Paulo

*

TROCA NO COMANDO DA PF

O presidente Michel Temer oficializou a troca do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello, pelo delegado Fernando Segóvia, ex-superintendente da PF no Maranhão e que é ligado, umbilicalmente, a José Sarney. A preocupação que sempre resulta dessas ações políticas do governo em cargos técnicos é a aparente insuperável distância entre os interesses dos cidadãos e os interesses dos políticos, uns desejando que vigore a justiça para todos, outros, que vigorem os privilégios de classes.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro 

*

DESCONFIANÇA

Fernando Segóvia, o novo diretor da Polícia Federal, foi indicado por lobby de José Sarney. Será confiável e isenta sua administração? A conferir...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

LAIA

Pelo andar da carruagem, pensei que o novo diretor da Polícia Federal seria Renan Calheiros. Segóvia, que é? Ah, amigo de Sarney! Então são todos da mesma laia.

Geraldo Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

*

GOLPE INSUPORTÁVEL

O chefe da Polícia Federal Leandro Daiello começou a cair em 5 de setembro, ao pegar os R$ 51 milhões da "caverna do quadrilhão" do PMDB, escondidos por Geddel Vieira Lima em Salvador. Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil de Michel Temer, assustado, pediu a cabeça do chefe da PF ao ministro da Justiça, Torquato Jardim. Temer, Padilha, Moreira Franco, Henrique Alves, Romero Jucá e Geddel formavam há tempos o núcleo duro de comando do "quadrilhão do PMDB da Câmara", recém-instalados no Palácio do Planalto. Fazer o "pega-pega" do cofre da turma foi um golpe insuportável! Daiello deveria sair. Um grande "acordão" começava a ser articulado. A Lava Jato deveria acabar! O que pensam disso os 110 milhões de eleitores brasileiros?

     

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

    

*

O INÍCIO DO FIM?

A foto da página A4 da edição de 9/11 do "Estado" mostra o anterior e o recém-nomeado diretor da Polícia Federal cumprimentando-se amistosamente. Por uma coincidência ou sincronicidade, o cenário atrás deles, junto de uma janela, onde há uma estatueta de um militar, nos faz desejar que não estejamos no início do fim da esperança de nossa nação.

Lilia Hoffmann liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo

*

CRENÇA

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo acredita nas instituições brasileiras neste momento crucial para uma nação que presencia prisões de corruptos, graças, principalmente, ao exímio trabalho da Polícia Federal, e confia em que a troca no comando da PF, anunciada na tarde de quarta-feira pelo Palácio do Planalto, seja uma decisão que não interfira na condução das investigações que têm contribuído para criar esperança nos brasileiros de um futuro sem corrupção.

Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindpesp imprensa@sindpesp.org.br

São Paulo

*

NOSSO BERLUSCONI

O sr. Veríssimo, em sua crônica de ontem (9/11), falando sobre as semelhanças e diferenças entre a Operação Mãos Limpas, na Itália, e a Lava Jato, pergunta quem será o nosso Berlusconi. A diferença entre as duas operações é que o nosso Berlusconi veio antes, e não depois, ou será que alguém tem dúvidas de que foi o molusco apedeuta?

Victor Hugo victor-raposo@uol.com.br

São Paulo

*

CONTADOR DE 'CONTOS'

Li no "Estado" de quarta-feira (A7) que, na Polícia Federal da Bahia, o contador de dinheiro Job Ribeiro Brandão, envolvido no caso das malas com R$ 51 milhões, declarou-se antigo servidor da família Vieira Lima. Serviu ao patriarca Afrísio por quatro  mandatos na Câmara federal e também aos rebentos Geddel e Lúcio, membros da Casa igualmente, aquele por cinco mandatos, este, por dois. Afora a constatação de que o clã deva ter oferecido o melhor de seus esforços em prol do povo baiano nesses mandatos todos, resta demonstrado ainda que o diligente e hábil contador dos Vieira Lima  deva ter contado cédulas à saciedade, transportado malas, frequentado apartamentos por décadas, razão por que se supõe ter muitas histórias a contar à Polícia Federal.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga 

*

O SILÊNCIO DE CAETANO VELOSO

Senhores, qual a razão de um dos maiores compositores de nossa música renegar suas raízes, tendo em vista sua atuação solidária ao povo de Guilherme Boulos, no ABC em São Paulo, e fazer "eloquente" silêncio quanto ao senhor Geddel Vieira Lima e aos prefeitos do sul da Bahia? 

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com

São Paulo

*

SAUDADE DE GARGALHAR    

Vivemos hoje no Brasil um tempo de poucas alegrias. A bandalheira praticada por aqueles que detêm o poder nos traz tanta dificuldade para tocarmos nossa vida que, às vezes, passamos dias e dias sem esboçar um sorriso. Desemprego, endividamento, serviços públicos que não atendem às nossas necessidades, expectativa da reforma da Previdência, um Congresso Nacional que deveria trabalhar em prol da sociedade, mas que se vende para satisfazer aos anseios do Executivo, como o que ocorreu recentemente na votação das duas denúncias  contra o presidente Temer, uma pouca vergonha sem  limites. Mas, como está escrito em "Eclesiastes" 3, que para todas as coisas há um tempo determinado, no dia em que foi noticiado que o Tribunal Regional Federal  da 4.ª Região (TRF-4) aumentou a pena de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, por corrupção passiva, de 10 anos para 24 anos de reclusão, tive uma crise de riso que cheguei a ter receio de dilatação e rompimento dos meus tecidos pulmonares. Mas eu tinha de gargalhar. O que será de mim quando chegar a hora daquele outro  companheiro? Tenho medo de romper uma veia no meu cérebro. Matei a saudade de gargalhar.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

*

TRF-4

Tribunal aumenta pena de Vaccari de 10 anos de prisão para 24 anos. Lulinha paz e amor, Vaccari é você amanhã. Não perde por esperar.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

*

VACCARI

Condenado a 24 anos de prisão, lá se vai o ex-tesoureiro do PT, durão, fiel como um cão.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

*

EXISTE?

Lula, Dilma, Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo, Fernando Pimentel, Luciano Coutinho, Cesare Battisti, José Dirceu, Antonio Palocci, Guido Mantega, João Vaccari Neto, João Paulo Cunha, José Genoino, Delúbio Soares, Henrique Pizzolato, André Vargas, Cândido Vaccarezza, todos envolvidos em corrupção. Será que existe alguém honesto no PT? 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

*

CAPITALISMO X COMUNISMO

Com o centenário da revolução comunista na Rússia, a mídia em geral novamente está fazendo comparações entre o comunismo e o capitalismo. Na teoria, os dois sistemas apresentam coisas boas e coisas ruins. Para os brasileiros, o que interessa é o sistema vigente no Brasil, que poderia ser chamado de "capicomunismo" ou "comunocapitalismo", pois ele é uma mistura de tudo o que há de ruim no sistema capitalista com tudo o que há de ruim no sistema comunista. Os aspectos bons dos dois sistemas não foram adotados pelo nosso sistema político e econômico.

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga 

*

A VERDADE DE CADA UM

A verdade de cada um: para o jornalista Eugênio Bucci ("'Fake news' - o tamanho da encrenca", 9/11, A2), a verdade se perdeu com o Facebook "gratuito". A maioria do povo paga pelo serviço da internet e paga caro. Para o sr. Flávio Rocha ("A miséria da contracultura", 9/11, A2), o povo vai descobrir a verdade quando tiver educação de qualidade. Sr. Flávio, a sua análise da estratégia dos ideólogos de esquerda de fazer a cabeça de nossos filhos é perfeita. Por favor, divulgue mais suas ideias. O Brasil precisa de gente como o senhor.

Paulo Ribeiro pauloribeiro634@gmail.com

Cotia

*

INVERSÃO

O companheiro filósofo Karl Marx descobriu a mais-valia, que é a exploração do empregado pelo patrão. A companheira ministra de Estado Luislinda Valois descobriu a "mais-valois", que é a exploração do patrão (o povo) pelo empregado (o funcionário público). No Brasil, o corporativismo e o patrimonialismo invertem a teoria marxista.

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

*

A VOLTA DA INSPEÇÃO VEICULAR

Não bastasse o tudo que nos oneram para ter o direito de possuir um veículo no Brasil, como transcrevemos a seguir: partindo da compra de um carro 0 km nacional, os impostos podem chegar a em torno de 50% de seu valor total, e até 70%, se for importado, pagamos mais IPVA caríssimo, pedágios infinitos, seguro obrigatório, taxa de licenciamento, zona azul, radares escondidos para alimentar a indústria das multas, ruas e avenidas intransitáveis totalmente esburacadas e irregulares. Portanto, o que nos oferecem em troca? Absolutamente nada. Mas tem mais uma nova proposta na Câmara de Vereadores de São Paulo que prevê a volta da inspeção veicular. Ou seja, mais uma despesa a agregar às inúmeras já existentes, né não? 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

A CIDADE PERDE

Um dos símbolos da má administração do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) foi o cancelamento da inspeção veicular obrigatória por motivos de fraude nos contratos. Quem perdeu foi a cidade, com o aumento da poluição e a manutenção dos veículos em ordem. Agora, imaginem este nobre petista ocupando um outro cargo executivo. Seria uma tragédia anunciada.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

*

MULTA PARA PEDESTRES E CICLISTAS

 

Multar pedestres e ciclistas? Da forma como se encontram as cidades brasileiras, onde a fluidez do trânsito motorizado continua sendo prioridade absoluta, a notícia de que vão multar as duas principais mobilidades ativas é mais uma prova de que os responsáveis pelo trânsito usam a lei, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), de forma a proteger suas próprias limitações. Pedestre não comete imprudências e ilegalidades porque quer, mas porque é induzido a elas. Ciclistas, os mais novos algozes de pedestres, comportam-se como se comportam porque não foram educados e treinados, o que, aliás, é responsabilidade estabelecida pelo CTB e não cumprida pelas autoridades. O pouco que se faz pela educação para o trânsito é um faz de conta que pouco ou nada tem que ver com a realidade. O gravíssimo problema do trânsito no Brasil tem muito a ver com a falta de legitimidade social da engenharia de trânsito aplicada, obsoleta, medíocre, em alguns momentos irresponsável. Mas sobre isso pouco ou nada se fala. Prova irrefutável disso é o trânsito pacífico e respeitoso às leis nos raríssimos pontos deste país onde a engenharia de trânsito aplicada é inteligente e honesta com todos os transeuntes. 

 

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

*

A LEI VAI 'PEGAR'?

A regulamentação de multa a pedestres e ciclistas por infração à legislação de trânsito vem, de fato, em boa hora, embora com considerável atraso em relação a outras nações. Para os pedestres, aquilo que em inglês se chama "jaywalking" (punível com multas que chegam a US$ 1 mil e até detenção), consiste em atravessar fora da faixa ou com o sinal vermelho. No caso dos ciclistas, o vago termo "guiar de forma agressiva" significa, com certeza, entre outras coisas, trafegar com excesso de velocidade, já que muitas bicicletas podem alcançar velocidades consideráveis. Assim, olhando o lado prático da coisa, como multar ciclistas em bicicletas sem placas, ou pedestres que não estejam portando documentos? Sim, porque os agentes da CET não têm poder de polícia para exigir de pedestres ou ciclistas a apresentação de documentos de identidade. Aliás, nem mesmo os guardas civis, que já vêm exorbitando de suas atribuições, o têm. Sobra a PM, que já nem sequer dá conta de conter a criminalidade que assola o País. Pelo visto, teremos aí mais uma lei que não vai "pegar". A conferir...

Luiz Leitão da Cunha luizmleitao@gmail.com

São Paulo

*

PEDESTRES E O CÓDIGO DE TRÂNSITO

O "Estadão" publicou um editorial ("Rigor para pedestre e ciclista", 5/11, A3), coincidentemente no meu final de feriado na cidade de Santos, litoral paulista. Quando nesta ou em outras cidades, tenho sempre a curiosidade de observar a educação dos pedestres nas vias públicas. Nestes dias de feriados, por diversas vezes, tive a oportunidade de percorrer a pé grandes trechos da Avenida Ana Costa, notadamente indo no sentido à Praia do Gonzaga. Em pelo menos 95% das ruas transversais a ela os pedestres não respeitam a parada no sinal vermelho. Sejam jovens, senhores, senhoras, idosos e crianças, sem exceção, todos atravessaram as ruas com sinal fechado. Às vezes, fora das faixas. Eu sempre esperando o sinal de pedestres abrir, em dez ou mais vezes de observações, na espera, não tive mais do que poucos pedestres em companhia, assim mesmo no caso de senhoras com crianças no colo e/ou carrinhos de bebês. Gozado que, mesmo respeitando a sinalização, eu logo alcançava alguns dos infratores. Será que essa lei vai pegar?

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha 

*

TRANSPORTE URBANO - UBER/TÁXI

Sobre o Senado ter mudado o projeto de lei "anti-Uber", não é o Uber que tem de se transformar em táxi. É o táxi que tem de se transformar em Uber. O cliente quer o melhor serviço, melhor atendimento e pagar um preço justo. Para isso, nada melhor do que uma livre concorrência. Por que um sistema de transporte, seja ele individual ou coletivo tem de ser regulado pelo município, e não pelo próprio mercado?

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo

*

DESBUROCRATIZAR OS SERVIÇOS

O Estado brasileiro é muito intervencionista. Intromete-se nas relações empregado x empregador;  faz com que o voto, que é um direito, seja obrigatório; trata o cidadão muitas vezes como se ele precisasse ser tutoreado. Infelizmente, num episódio como o do caos que se instalou não faz muito tempo no Espírito Santo durante a greve dos policiais, parece mesmo que sem tutela o povo não sabe se comportar. E aí muita gente acaba pensando assim, haja vista o depoimento recente do presidente do sindicato dos taxistas que afirmou que pobre tem de se conformar que é pobre, não tem de querer ser  rico, e que, portanto, pobre não tem de usar táxi (sic). Como se as pessoas não tivessem o direito de melhorar de vida e aspirar a um futuro melhor. Nesta contenda entre táxis e Uber, a solução não é burocratizar o serviço dos motoristas do Uber, mas, sim, desburocratizar o dos taxistas. Mas... será que o Senado deixa?

João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.