Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2017 | 03h00

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Rodrigo Maia

Que barbaridade esse nobilíssimo senhor defender “idade mínima intermediária” para “servidores”! Até quando vão continuar a ver o Estado como servidor deles? O deputado, pendurado no Legislativo, é corporativista em relação aos pendurados nas tetas do Estado. Afinal, vamos uniformizar a Previdência ou não? Quando vamos ter homens de verdade na política? Que decepção!

JOSÉ ANTONIO GARBINO

ja.garbino@gmail.com

Bauru

O resto

O sr. Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, acha que a idade mínima para se aposentar, de 62/65 anos, é muito dura para os servidores e deveria ser diferente do “resto” da população. Agora viramos resto. Este é o pensamento de nossos parlamentares: eles e o resto.

SYLVIO FERREIRA

sylvioferreira@hotmail.com

São Paulo

Trabalho pesado

Então, o nobre deputado Rodrigo Maia quer que funcionário público se aposente antes do resto da população porque acha muito dura a regra de 62/65 anos? Ui, ui, ui, quer dizer que funcionário público trabalha mais do que o trabalhador de empresa privada? Me engana que eu gosto!

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

CORRUPÇÃO

Moralizar a política

Deu no Estadão: Juristas pedem a extinção do PT e mais 8 partidos. Para moralizar a política no Brasil faz-se necessária a extinção das legendas que abusaram da confiança do povo brasileiro para roubá-lo, conforme afirmam vários juristas liderados pelo advogado Modesto Carvalhosa. Cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acolher a abertura do processo e cassar o registro do PT, PMDB, PP, PROS, PCdoB, PRB, PDT, PR e PSD. Não adianta punir só os políticos, enquanto os partidos continuam agindo sem nenhuma punição.

VIDAL DOS SANTOS

vidal.santos@yahoo.com.br

Guarujá

Carta desrespeitada

O jurista Modesto Carvalhosa deu vigor a uma série de debates recentes e importantes sobre a necessidade de reforma política. Ele tem demonstrado a gravidade das consequências advindas do desrespeito à atual Constituição, até pelo fato de a nossa Carta Magna não implicar reais deveres em face do atual estágio da corrupção.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

Delito coletivo

Quem acompanha a história do PT desde seu início no ABC paulista sabe que a sigla é dominada por Lula, que age como um “capo”, dando ordens, havendo desmandos, corrupção, irresponsabilidade, ineficiência, etc. – até crimes de sangue (Celso Daniel e outros). Todas as características de uma entidade criminosa politicamente organizada, que visa unicamente à sua manutenção no poder, custe o que custar, travestida de “objetivos sociais”. Os livros de Direito Penal no futuro terão um lugar para descrever esse tipo de delito coletivo, em face do que se observou nos últimos 30 anos. Os demais, incluído o PCdoB, se houvesse uma cláusula de barreira suficiente (5%), sumiriam da cena política de modo indolor.

ULF HERMANN MONDL

hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

BOLIVARIANOS

O calote da Venezuela

Agora que a Venezuela está mais quebrada do que nunca, não honrando os compromissos internacionais, sendo rebaixada pelas agências de classificação de risco e devendo só ao Brasil mais de US$ 250 milhões, entendo que seria a hora de chamarmos Lulla, Dilma, Tarso Genro e os outros companheiros que facilitaram os empréstimos ao regime de Hugo Chávez e Nicolás Maduro, para que façam a intermediação para cobrar e repatriar essa grana, que faz muita falta ao nosso combalido Brasil.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

MST

Praga

Acerca do editorial MST procura outra freguesia (14/11, A3), todo agricultor sabe que qualquer praga na lavoura precisa ser controlada constantemente e, se possível, extirpada, para não se perpetuar e causar mais prejuízos. O MST não foge a essa regra. Portanto, não se enganem os que acham que o grupo está perdendo força, pois rebrota de erva daninha e postura nova de inseto são sempre mais fortes que a primeira geração. Se a sociedade ficar silente e apática, o MST de hoje será as Farc de amanhã.

FREDERICO D’AVILA, diretor da Sociedade Rural Brasileira

fredericodavila@srb.org.br

São Paulo

NINHO TUCANO

Popularidade e votos

Pelo que argumenta o ex-ministro e deputado tucano por Pernambuco Bruno Araújo, que almeja candidatar-se ao governo de seu Estado, estar vinculado ao impopular governo Temer poderá não lhe ser favorável na conquista dos votos dos cidadãos pernambucanos necessários para lograr êxito em seu intento político. É esse o pensamento de muitos do PSDB. Embora sejam favoráveis às reformas em discussão no Congresso, como assevera o senador Aécio Neves, a lógica para conquistar votos deve ter um componente de insinceridade camuflada. Que ao menos essa estratégia seja condizente com as mudanças estruturais e dê frutos. Mas que o PSDB está em maus lençóis, disso não resta dúvida.

CARLOS LEONEL IMENES

leonelzucaimenes@gmail.com

Nazaré Paulista

Caciques demais

O PSDB é um partido que congrega boas cabeças pensantes que muito poderiam contribuir para o crescimento do Brasil, porém não conseguem constituir uma única força e estão sempre consertando rachaduras internas. Dá a impressão de que tem mais caciques que índios.

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

PSDB não aprende

Como eleitor do PSDB, aprendi: não voto mais nos seus candidatos para presidente, senador e deputado federal. Pela quinta vez, às vésperas das principais eleições do País, os líderes passam a se desentender. Nas quatro vezes anteriores deixaram o caminho para o pior, Lula e sua milícia. Pelo amor de Deus, será que fazem parte dos milicianos que querem afundar o País?

JESUS ANTONIO RIBEIRO

jesus-ribeiro2005@ig.com.br

São Bernardo do Campo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

A PREVIDÊNCIA E O MINISTÉRIO

 

Em entrevista ao “Estadão/Broadcast”, publicada no caderno de Economia de domingo (12/11), o deputado federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), relator da proposta da reforma da Previdência, declarou: “Sem reforma ministerial imediata, a reforma da Previdência não será aprovada no Congresso Nacional”. Mais adiante, procurou esclarecer: “Mas é necessário também que o governo realize um gesto político com sua base. Esse gesto político se traduzirá certamente em uma mudança ministerial. Há um descontentamento muito grande com o atual formato do Ministério”. Obviamente, não é pelo fato de alguns ministros, em especial do PSDB, estarem ou não desempenhando com eficiência as suas funções, mas pela avidez de ocupar tais cargos e se locupletarem no que for possível, ou no mínimo obterem o famigerado foro privilegiado. Em outro trecho da entrevista, a resposta que me chamou a atenção foi referente à pergunta dos jornalistas “Retirando tanto o aumento do tempo mínimo de contribuição quanto o limite para acúmulo de pensão e aposentadoria, a reforma não ficará muito fraca?”. Respondeu o deputado: “Cada vez que se muda alguma coisa, tem um custo. De todas as questões que forem colocadas, teremos de destacar e trazer para o texto aquilo que traga de fato voto”. Ou seja, às favas o interesse público e o do futuro do País, e vamos aos cargos. Hoje, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, do PSDB, já pediu demissão e já se comenta que o presidente entregará o ministério, cobiçado pelo seu orçamento e sua importância para os municípios, ao chamado Centrão, formado por 12 partidos. O presidente aproveitará o ensejo para realizar a tão solicitada reforma ministerial, inclusive dos ministros que pretendem se candidatar nas próximas eleições. Enfim, o governo federal abrirá para o excelentíssimo público o seu grande balcão de negócios, negócios estes que não têm nada que ver com a realidade do País. E “la nave va”.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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É DANDO QUE SE RECEBE

 

Para aprovar a reforma previdenciária, Michel Temer está oferecendo cargos nos seus Ministérios, mas a redistribuição dos cargos está condicionada à aprovação da reforma. Enfim, Temer está seguindo o conselho de São Francisco de Assis: é dando que se recebe, isto é, somente se os políticos de cada sigla partidária votarem pela aprovação da reforma é que a sigla ganhará seu objeto de desejo: um ministério. Sim, entendemos essa negociata, pois é muito importante que a reforma da Previdência seja aprovada, para o governo passar uma imagem de responsável e ético para os empresários e investidores, enquanto continua lapidando os cofres públicos, com a garantia de que o valor será reposto pelos trabalhadores brasileiros. Com reforma ou sem reforma, o País vai quebrar lá na frente, e nós, que hoje estamos trabalhando e pagando a roubalheira, vamos ficar sem receber nossas aposentadorias. Antes de qualquer reforma, primeiro teríamos de dedetizar os entes administrativos das três esferas nacionais e eliminar os ratos. Mas, se depender do esforço do Supremo Tribunal Federal (STF), vamos continuar pagando o pato até morrer.

 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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CONFIAR DESCONFIANDO

 

O presidente, velha raposa política, sabe universalmente que o verbo trair na política e além é conjugado em todas as pessoas, formas e tempos possíveis, daí sua “medida cautelar” na aprovação da reforma da Previdência condicionada a uma reforma ministerial. Ele sabe que o velho bordão “confia-se desconfiando” é uma verdade eterna, tanto aqui como lá fora. Quem sabe sabe!

 

Ulf Hermann Mondl hermannxx@yahoo.com.br

São José (SC)

 

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A REFORMA PRIMEIRO

 

Tem razão o presidente Michel Temer em realizar o “toma lá dá cá” com relação aos ministérios, em número de 17, a serem preenchidos nesta etapa. Primeiramente, a votação da reforma da Previdência e, depois, a entrega aos partidos políticos de cada ministério negociado. Como já está cansado de observar, o povo brasileiro, por certo, poderá ver, mais uma vez, descumprimentos de palavras. Assim, é melhor a garantia, porque, com políticos, seguro nunca morre de velho!

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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GOVERNO TEMER

 

Li o artigo “O Brasil voltou aos trilhos” (14/11, A2), de Michel Temer, que fala dos feitos até agora promovidos com muita competência por um governo que assumiu desacreditado e, aos poucos, com trabalho, mostrou aos “donos da verdade” que a única forma de promover melhora dos índices de um país é trabalhando duro, e não fazendo demagogias. Passará, sim, para a História se conseguir na reforma da Previdência eliminar privilégios. Aí é que queremos ver a que veio.

 

Pedro Pires rodap@superig.com.br

São Paulo    

  

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RUMO

 

Lendo o artigo “O Brasil voltou aos trilhos”, de Michel Temer, na coluna “Espaço Aberto” do “Estadão”, sobre as realizações do seu governo neste um ano e meio, fundamentais para tirar o País da crise econômica e social de responsabilidade das administrações petistas, é de estranhar que a popularidade de Temer continue caindo nas pesquisas e Lula lidere na pesquisa presidencial. Não dá para acreditar nessas pesquisas, porque os brasileiros estão vendo que o País está indo para o rumo certo e não vai se arriscar para o rumo errado.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

         

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A SEMANA NO CONGRESSO

 

Enquanto a equipe econômica faz economia até de papel higiênico, raspa o fundo do tacho recuperando R$ 5 bilhões para fechar o ano dentro da meta fiscal, o que trará tranquilidade ao mercado e, consequentemente, a volta de investidores, nosso Congresso Nacional se dá férias de quase dez dias e prepara pacotes de bondades que poderá custar aos cofres públicos a bagatela de R$ 20 bilhões, pouco se importando com a aprovação de medidas que trariam de volta o crescimento do País. Em sã consciência, povo brasileiro, dá para continuar com representantes assim? Lembrando que em 2018 todos os 513 deputados e 54 senadores deverão enfrentar as urnas. Que tal darmos a eles o famoso “bilhete azul”? Para os jovens que desconhecem o termo, seria o mesmo que “demissão sumária”, “olho da rua” e por aí vai. O momento da grande mudança é agora ou nunca mais.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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LUISLINDA VALOIS

 

“Sou preta, pobre e da periferia”, disse a ministra Luislinda Valois, dos Direitos Humanos, em lançamento de programa emergencial para o Rio de Janeiro. “Preta, pobre, da periferia” e... hipócrita! Já se esqueceu de que pediu para poder acumular vencimentos no valor de mais de R$ 60 mil. Que coisa feia, Luislinda!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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PEDE PARA SAIR

 

A ministra dos Direitos Humanos do Brasil, Luislinda Dias de Valois Santos, a mesma que se sente “pobre” por não conseguir unir seu salário de ministra com o de desembargadora aposentada para, desrespeitando o teto constitucional, receber mais de R$ 60 mil mensais, ao invés de ficar reclamando – mesmo sabendo que um dia do seu “ingrato salário” é igual a 30 dias de salário mínimo vigente no País –, deveria fazer um favor ao presidente Michel Temer e entregar o cargo. Ora, além de ser filiada ao PSDB, a politicalha assumirá a pasta com bom grado. Portanto, não existe razão para que, contra sua vontade, permaneça fazendo um trabalho que considera “análogo à escravidão”. Já vai tarde, Luislinda!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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INFELIZ PRONUNCIAMENTO

 

A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois (PSDB), sempre polêmica, ao participar com o presidente Michel Temer e a primeira-dama Marcela Temer do lançamento do Programa Emergencial de Ações Sociais para o Estado do Rio e Municípios, numa unidade da Marinha na zona norte do Rio, perdeu grande chance de ficar calada, ao dizer: “Sou preta, pobre e da periferia”. O que será que quis dizer?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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AFRONTA

 

A ministra de Direito Humanos, Luislinda Valois, em evento no Rio, mesmo na presença do presidente Temer, na maior cara de pau disse: “Sou preta, pobre e da periferia”. O que isso tem de anormal? Ora, anormal é esta ministra ser detentora de um alto salário, de R$ 33,7 mil mensais, dispor de motorista particular, cartão corporativo, etc., e ainda dizer que é pobre! Literalmente, é uma mulher que não se contém dentro de sua soberba. Dias atrás, esta mesma Luislinda indignou a Nação quando disse desempenhar trabalho que se assemelha ao “trabalho escravo”, por não poder receber, como desejava, soldos de R$ 61,4 mil por mês, já que a lei lhe impede de acumular sua aposentadoria de desembargadora com os proventos do ministério. Como cidadã de um país com renda média mensal em torno de R$ 2 mil, Luislinda Valois ofende seu próprio povo e detona mais ainda a imagem do seu partido, o PSDB. O Brasil não merece essa afronta!

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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INSATISFEITA

 

Luislinda Valois, “preta, pobre, da periferia” e principalmente pidonha.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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POBREZA

 

A ministra Luislinda declarou na segunda-feira que é “pobre”. De fato, é pobre de espírito, autocrítica e juízo.

 

Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia

 

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SALÁRIO ACIMA DO TETO?

 

Luislinda... “preta, pobre, da periferia”... e também pilantra!

 

Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

 

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A MINISTRA PPP

 

“Preta, pobre, da periferia”, mas uma vencedora. É ministra de governo, desembargadora aposentada, filiada ao PSDB e conseguiu vencer na vida, o que não é justificativa para ser remunerada acima do teto. Calma, dona Luislinda, devagar com o andor!

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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O PAÍS DOS PÊS

 

Gostaria de botar minha colher de pau neste mingau da sra. ministra. Nunca confiei em tantos pês juntos. Bela combinação. Não sou preto nem tampouco sou da periferia, mas pobre. Com este seu salário, apenas com um – não precisaria dos dois por sua excelência pleiteados –, eu com certeza já eliminaria meu único p. Por falar nisso, excelência (veja, outro p!), pense nisso. O Brasil dos pês, de pobres, lhe agradeceria.

 

Benedito Antonio Turssi turssi@ecoxim.com.br

Ibate

 

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CORRUPÇÃO NO RIO DE JANEIRO

 

A condução coercitiva do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Jorge Picciani, suspeito de receber propina de empresas de transporte do Estado, demonstra que os políticos criminosos se empapuçam com o dinheiro da corrupção enquanto o povo fluminense, Estado e capital, definha, segundo o procurador Carlos Alberto Aguiar. O comportamento da população reflete a decadência de valores nos mínimos detalhes do cotidiano. A falta de educação, as brigas por motivos fúteis, as disputas de classes, de gênero, de raças, etc. devem ser o reflexo desta calamidade que se abateu sobre o Estado. A falta de pudor dos cidadãos ao desrespeitar as pequenas regras de boa convivência, como ao furar filas, não cumprimentar seus vizinhos conhecidos, exibir relaxamento da própria aparência, são pequenos detalhes do definhamento por que passa o território fluminense. Ao ultrapassar os limites estaduais com seus vizinhos São Paulo, Minas e Espírito Santo, nota-se a “olhos vistos” o contraste na qualidade de vida dos cidadãos.

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CLÃ PICCIANI

 

O patriarca, “inocente”, conduzido coercitivamente à Polícia Federal, só para depor, carregando uma mala; um filho, preso; outro, ministro... Isso é um pouquinho de Brasil!

 

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

 

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CRISE NO RIO

 

O que mais espanta nesta crise ética e moral de lideranças políticas do Rio é a demora em ser apurada. Se há mais de uma década ditos comportamentos já eram praticados, vê-se que os mecanismos controladores de tais posturas são lentos e, assim, oneram de forma dramática a gestão pública entre nós. Não é por acaso que o Estado fluminense está mergulhado neste caos socioeconômico que precisa ser contido, servindo até de exemplificação de depuração para casos semelhantes Brasil afora.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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LAVA JATO CARIOCA

 

Em vez do “meu reino por um cavalo”, o ator barato dirá “minha impunidade por um apadrinhamento”...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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OPERAÇÃO CADEIA VELHA

 

Trimmm! O celular do ministro Gilmar Mendes vai ficar sem bateria...

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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A ITÁLIA FORA DA COPA 2018

 

Acreditem se quiserem: a tetracampeã seleção italiana está fora da Copa da Rússia em 2018. “Azzurra” desbotada, quem te viu, quem te vê...

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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SEM GRAÇA

 

Copa do Mundo de Futebol sem a Itália é o mesmo que a Fórmula 1 sem a Ferrari... sem graça.

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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UM PUTIN PARA O BRASIL

 

O inglês Bernie Ecclestone, ex-responsável pela Formula One Management (FOM), proprietária da Fórmula 1, casado com brasileira cuja mãe foi sequestrada no Brasil em 2006, afirmou em entrevista que o Brasil precisaria de um governante como o russo Vladimir Putin para resolver boa parte de seus problemas de bandidagem e corrupção. Ao ser retrucado de que se trata de um líder controvertido, respondeu que, pelo menos, ele funciona e que, certamente, os facínoras que brotam diariamente por aqui não ficariam tão felizes. Apesar de vir de alguém que não conhece muito bem esta terra de Pindorama – lembrando o saudoso Tom Jobim, “o Brasil não é para principiantes” –, tal posicionamento constitui o sonho de um povo que vê perdido seu direito de ir e vir e se sente dilapidado pela ação criminosa e impune de seus políticos corruptos.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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RÚSSIA-EUA

 

Surpreendeu-me a declaração de Vladimir Putin afirmando que não interferiu nas eleições dos EUA. Eu tinha certeza de que interferiu, mas, como ele nunca mentiu, eu acredito. Aliás, nem ele nem Donald Trump têm o hábito de mentir.

 

M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

 

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CURIOSIDADES DE ARAÇATUBA

 

Médico idoso (89 anos) foi multado por infração de trânsito gravíssima (7 pontos na carteira) por estacionar numa vaga para idoso, mesmo tendo colocado o seu cartão de estacionamento para idoso, simplesmente por não reparar que o referido cartão estava com a validade ultrapassada... Ele continuava idoso... Isso aconteceu com o dr. Luiz Geraldo, no fim de outubro. Indignada com o acontecido, peço publicação.

 

Norma Corrêa Fonseca gardnerf@terra.com.br

Araçatuba

 

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A INDÚSTRIA DA MULTA

 

A indústria da multa em São Paulo está funcionando a todo vapor. Criaram uma série de multas, as mais absurdas possíveis, que estão deixando apreensivos os motoristas desta cidade. Qualquer motivo, por mais banal que seja, e eles estão lá para te multar. Estamos reféns do mercenarismo oficial da Prefeitura de São Paulo.  É impossível alguém escapar ileso sem que o “excesso de vigilância” do DSV ou da CET não encontre algum motivo para te aplicar uma penalidade. Até uma simples mudança de faixa numa rua ou avenida, mesmo que você esteja sozinho, é motivo para multa. A palavra “grave ou gravíssima” é aplicada a torto e a direito, mesmo que a “infração” seja banal como invadir uma faixa de ônibus para a necessidade de entrar numa travessa. E os absurdos desta nova lei de trânsito não param por aí. Sem contar, evidentemente, com os valores aviltantes das multas. A população mal consegue sustentar seus veículos com os preços abusivos dos combustíveis, IPVA, licenciamento e mais uma série de taxas. E, agora, o fantasma da indústria das multas reaparece, para o desespero de todos.

 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

 

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INSPEÇÃO VEICULAR

 

Qual o verdadeiro objetivo da volta da inspeção veicular em São Paulo, arrecadação ou meio ambiente? Se for meio ambiente, os carros com até seis anos não deveriam passar por qualquer inspeção técnica. Após isso, a cada dois anos até completar 12 anos. Depois disso, aí, sim, inspeção anual até completar 20 anos. Depois disso, sucateamento, proibido trafegar.

 

Luiz Borghetti borghetti@borghettibr.com.br

São Paulo

 

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FERIADO OCO

 

Em 15 de novembro, sem qualquer sombra de comemoração, ocorreu mais uma edição deste feriado oco. Talvez algumas pessoas nem se lembrem de quem foi Deodoro da Fonseca.

 

Roldão Simas Filho rsimasfilho@gmail.com

Brasília

 

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A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

 

Ontem o Brasil comemorou o golpe de Estado que derrubou o melhor governante que o País já teve: Dom Pedro II. O fim da monarquia marcou o início do império do crime no governo. Hoje o País é governado por um bando de corruptos e incompetentes que envergonham a Nação com seus discursos analfabetos, sua absoluta despreocupação com o desenvolvimento do País e com a roubalheira generalizada. Militares ou civis, o Brasil nunca teve um governante com Dom Pedro II, e não será nas próximas eleições que o País verá surgir um líder decente.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CONSELHO À REPÚBLICA

 

As mudanças de regime no Brasil aconteceram sem grandes dificuldades. Das capitanias hereditárias à volta ao comando central do rei, decorreram de recompra aos herdeiros. A descoberta de ouro e a vinda da família real fugindo de Napoleão mudam a cara da Colônia, com a alteração do centro de decisão de Lisboa para o Brasil. Fazer a independência antes que outros a fizessem foi um conselho decisivo de quem é descrito como glutão e meio tonto: Dom João VI. Conselho na essência mal avaliado por seu neto Pedro II, que, desgostando da política, negligenciou o crescimento do republicanismo, acreditando que a venda de títulos nobiliárquicos e o jogo pendular alternativo de ministérios seriam suficientes para a manutenção do “status quo”. A pequeníssima representação no Parlamento de deputados republicanos obrigou os governos presidencialistas iniciantes a uma política de coalizão com ex-monarquistas e o jogo pendular entre Minas e São Paulo na famosa política café com leite. Um modelo que foi se alterando de acordo com a necessidade das elites dominantes. Hoje, esta mesma elite sofre de crise de criatividade. Tenta repetir o método do lobby escravocrata monarquista que adiou a libertação de escravos por dezenas de anos a ponto de sermos um dos últimos países a abolir abominável prática. Uma prática que se identifica com a corrupção, já que explora ignorantes e os priva de atenção pública, de oportunidades, limitadora da igualdade social. Um modelo que ora se esvai. Se no passado Pedro I e marechal Deodoro foram os comandantes da mudança, busca-se hoje alguém que consiga reverter este quadro de corrupção, implementando um novo modelo político, mais democrático de fato. A verdade é que ninguém aguenta mais votar para referendar um modelo político em que o representante manda e quem tem o poder de delegar obedece. Se os políticos ouvirem e seguirem o conselho de Dom João, a vida certamente lhes será mais fácil.

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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